3 de dezembro de 2014

Portugal vai integrar nova força de reacção rápida da NATO

O ministro da Defesa revelou hoje à Lusa que Portugal vai participar na nova força de reacção rápida operacional anunciada pela NATO e que esse trabalho de avaliação e preparação deve ser concluído em Fevereiro de 2015.

À margem de uma visita às tropas destacadas em Pristina, capital do Kosovo, José Pedro Aguiar-Branco referiu que a proposta portuguesa "está a ser trabalhada a nível operacional" e "tem implicações várias, quer em termos estruturais, quer em termos financeiros".

"Neste momento, aliás, como na própria NATO, está em curso essa avaliação", afirmou o governante, que apontou o mês de Fevereiro do próximo ano como prazo para terminar o "trabalho de avaliação e preparação".

A este propósito, o ministro da Defesa adiantou ainda que em 2015 Portugal irá ser "nação hospedeira" de "um exercício militar de grande visibilidade", o "Trident Juncture", organizado em conjunto com Espanha e Itália.

Nesse exercício irão ser testados "níveis de prontidão mais acelerados e Portugal está no âmbito da preparação e da reestruturação que está a acontecer a ver de que forma pode participar nesse esforço", afirmou Aguiar-Branco.

Também o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, disse à Lusa que as Forças Armadas portuguesas "participam activamente nesta nova dimensão de prontidão da Aliança", e que actualmente existe uma unidade de artilharia (a NRF15) "em condições de ter em território nacional uma prontidão de cinco dias".

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO anunciaram na terça-feira à noite a criação de uma força de reacção rápida operacional em 1 de Janeiro de 2015, perante o aumento da actividade militar russa a leste e o avanço 'jihadista' a sul, com contributos iniciais da Alemanha, Holanda e Noruega.

"Este é o maior aumento da nossa defesa colectiva desde o fim da Guerra Fria", indicou em conferência de imprensa o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a propósito do plano de acção para contempla a evolução em 2016 para uma força conjunta "de muito alta disponibilidade", que possa projectar uma brigada, que tem entre quatro mil e cinco mil efectivos, "em dias, em vez de semanas".Lusa/SOL