17 de dezembro de 2019
Exército impõe Boinas e Insígnias aos militares que concluíram o curso de Operações Especiais
Como já é tradição, realizou-se no mesmo local e na noite anterior, a cerimónia de recepção das mochilas, que contempla a projecção de um filme que retrata o dia a dia dos 14 militares que integraram este curso, designadamente um Sargento e treze Praças.
A cerimónia de encerramento do curso teve inicio com a celebração de uma Eucaristia, na qual o Capelão Coronel Loureiro procedeu à bênção das Boinas e das Insígnias de Operações Especiais (OE), cujo direito à sua envergadura foi conquistada com sacrifício e grande dedicação e empenho pelos formandos, seguindo-se a Cerimónia Homenagem aos Mortos, a imposição das Insígnias e das Boinas “verde seco" aos novos membros da família “Ranger de Lamego", bem como a Leitura dos Mandamentos do Militar de OE.
A cerimónia foi abrilhantada com a presença dos familiares e amigos dos novos membros da família “Ranger", que testemunharam a atribuição da “Insígnia Dourada" de OE, a um antigo militar, um pai orgulhoso do filho que concluiu o curso de OE neste mesmo dia.
1 de julho de 2019
Exército celebra o 59.º Aniversário do Centro de Tropas de Operações Especiais
Criado a 16 de Abril de 1960, o Centro tinha como objectivo formar unidades especializadas em contraguerrilha, operações psicológicas e montanhismo, recebendo companhias especialmente seleccionados de vários regimentos para serem transformadas em Companhias de Caçadores Especiais, principal força de intervenção do Exército Português no início da Guerra do Ultramar.
Os “Rangers de Lamego”, como também é conhecida esta tropa especial do Exército Português, é uma força especialmente seleccionada, organizada, treinada e equipada, que utiliza técnicas e modos de emprego não convencionais para o cumprimento de Operações Especiais.
Destaca-se, do programa comemorativo, a Homenagem aos Mortos em Campanha, a atribuição de Membro Honorário de Operações Especiais ao Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Rui Davide Guerra Pereira, a imposição de Boinas e Insígnias aos militares que concluíram o curso de Operações Especiais e a apresentação de uma Unidade Terrestre de Operações Especiais (Special Operations Land Task Unit - SOLTU) da Força de Operações Especiais (FOE).
O Comandante do CTOE, Coronel Raul Matias, realçou a importância da intensa actividade formativa da Unidade, com destaque para os cursos de Operações Especiais a Oficiais, Sargentos e Praças e curso de Sniper, bem como o seu empenhamento operacional actual, com elementos de Operações Especiais em 4 Teatros de Operações: Afeganistão, Iraque, República Centro Africana e Mali, além da assessoria com a Direcção das Forças Especiais de Angola, no âmbito da Cooperação no Domínio da Defesa.
Nas palavras que dirigiu aos presentes, o General CEME afirmou: “estamos certos de que, colectiva e individualmente, continuareis a honrar a ilustre divisa da Unidade "QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NÂO TEMAMOS", cientes de que sabereis sempre agir com qualidade, determinação, rigor e vontade de bem servir. Deste modo, sereis contribuintes decisivos para o prestígio do Exército e para o reforço da aceitação e da imagem pública das Forças Armadas de Portugal”.
24 de maio de 2019
Portugal organiza 1ª competição internacional de operações especiais na Madeira
Esta competição, que envolve o total de 200 militares na preparação e participação, junta elementos das Forças de Operações Especiais das Forças Armadas e Forças de Segurança portuguesas e de forças estrangeiras do Brasil, Espanha, França, Roménia e Timor-Leste.
O SOFEC 2019 tem por finalidade avaliar e desenvolver a interoperabilidade das Forças de Operações Especiais participantes, em ambiente terrestre, naval e aéreo, em aspectos comuns como o resgate médico, fuga e evasão, extracção e resgate, reconhecimento especial e acção directa. Na vertente competitiva, pretende reforçar as capacidades em aspectos como o tiro táctico, socorrismo de combate, topografia, resgate de reféns, trabalho de equipa e resiliência.
Todas as actividades irão decorrer num cenário táctico e operacional único, desenhado e planeado para potenciar a interacção e a troca de experiências entre as equipas participantes e observadores, reforçando a capacidade operacional entre todas as Forças de Operações Especiais, nacionais e internacionais.
A participação nacional no SOFEC será feita pelo Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Marinha, a Força de Operações Especiais (FOE) do Exército, o Núcleo de Operações Tácticas de Projecção (NOTP) da Força Aérea, e o Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE) da Guarda Nacional Republicana, e a Polícia Marítima, da Autoridade Marítima Nacional.
2 de julho de 2018
Comemorações do Dia das Operações Especiais
Criado em 16 de Abril de 1960, o Centro tinha como objectivo formar unidades especializadas em contraguerrilha, operações psicológicas e montanhismo, recebendo companhias especialmente seleccionadas de vários regimentos para serem transformadas em Companhias de Caçadores Especiais, principal força de intervenção do Exército Português no início da Guerra do Ultramar.
Os “Rangers de Lamego”, como também é conhecida esta tropa especial do Exército Português, é uma força especialmente seleccionada, organizada, treinada e equipada, que utiliza técnicas e modos de emprego não convencionais para o cumprimento de Operações Especiais.
Da cerimónia militar, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, que assinalou o ponto alto das comemorações iniciadas no dia 29 de Junho, com o Concerto da Banda do Exército no Teatro Ribeiro Conceição, releva-se a imposição de Boinas e Insígnias aos militares que concluíram o curso de Operações Especiais, nas variantes Quadro Permanente, Formação de Oficiais em regime de Contrato, e Praças, também em regime de Contrato, bem como a apresentação de uma Unidade Terrestre de Operações Especiais (Special Operations Land Task Unit - SOLTU). (Exército)
19 de outubro de 2017
Obras de requalificação para modernização do Centro de Tropas Especiais
O Presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, acompanhado pelo restante executivo camarário e pelo Coronel de Infantaria Valdemar Lima, Comandante do CTOE, efectuou ontem, segunda-feira, uma visita de trabalho ao local, com o objectivo de avaliar o andamento desta intervenção.
Recorde-se que a empreitada que visa melhorar as condições disponibilizadas às forças militares surge na sequência da visita que o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, efectuou a Lamego, em Setembro de 2016, na qual anunciou que esta unidade de elite do exército português vai ser objecto de um projecto de reorganização das suas infraestruturas, com um conjunto de obras associadas. Esta “aspiração antiga” prevê a concentração das componentes operacional e de formação no Aquartelamento de Penude e a criação de alojamento em áreas de trabalho no Aquartelamento de Santa Cruz, onde serão investidos 2,9 milhões de euros. Em simultâneo, o Aquartelamento da Cruz Alta será “libertado” para outros fins. No total, serão investidos 11 milhões de euros. (VTM)
26 de março de 2016
Os snipers da Força de Operações Especiais do Exército
O tiro de precisão exige treino constante. Físico, técnico e mental. Arte e ciência. Para que, quando for preciso, o alvo seja neutralizado. "Em 90% das missões sniper, senão mesmo em 100%, o desejável é fazê-lo à primeira, com o cano a frio", explica o capitão responsável pelos cursos de formação de snipers. Não são reveladas as identidades. Nas operações especiais o anonimato é regra de ouro. Em nome da segurança. Sua e de quem lhe está próximo. Rosto sempre protegido por um gorro passa montanhas. Só as divisas indicam a patente. "Não há um terceiro disparo", sublinha. Se revelar a sua posição, a parelha, infiltrada em território inimigo, é uma presa fácil.
"Muitos países perderam parelhas sniper em teatros como o Iraque e o Afeganistão por projectarem para o terreno apenas o binómio. Chegou-se à conclusão que estes homens não podiam ir sozinhos e decidiu-se enviar também mais um homem para garantir a segurança do grupo e outro para assegurar as comunicações com o escalão superior. Assim, também conseguem distribuir melhor a carga que, se fosse apenas a parelha, podia chegar aos 40 quilos por militar consoante o tempo que terão de passar no terreno", explica o capitão.
"Quando um sniper é abatido, para além da vida humana que se perde e de tudo o que isso significa, perdem-se também imensas horas despendidas com o seu treino" acrescenta o oficial responsável pelos cursos do principal centro de formação de snipers das Forças Armadas Portuguesas. Carreiras de tiro no quartel de Penude, alvos em movimento e a curta distância, e na Serra da Gralheira, a 1200 metros de altitude, alvos estáticos a longa distância.
Todo o sniper começa por fazer o fato que o há e tornar praticamente invisível numa mata ou num areal. Mas o Exército já adquiriu alguns ghillie suit mais sofisticados, com capacidade antitérmica infravermelha. Para ver sem ser visto, rasteja-se até ao local do disparo onde se ficará imóvel o tempo que for preciso. Na boca do cano da AW 7.62 está um supressor de ruído que permite eliminar o som do disparo até 70%. Saem discretamente como entraram, levando consigo as cápsulas das balas. Sem deixar rasto
O sniper é, antes de mais, um militar de operações especiais. No duríssimo curso em que conquistou a boina verde musgo a sua capacidade de resistir à dor, física e psicológica, foi levada ao limite. Fome, sede, frio. Stresse total. Seis meses para oficiais e sargentos e doze semanas para praças. Irmãos de armas. Depois de passarem cerca de um ano numa das unidades tácticas, podem candidatar-se ao curso de sniper. Todos os anos há dez novas vagas. Cinco chegarão ao final.
Para serem admitidos, terão de marchar quinze quilómetros com dez quilos às costas, prestar duas provas de tiro de precisão com diferentes espingardas automáticas e apresentar uma visão perfeita. Dez em dez. "A cada candidato é também feito um inquérito para saber se tem vícios, isto é, se fuma, se é um indivíduo nervoso, impulsivo. Não fumar e manter a calma nos momentos mais críticos é fundamental. Estas provas de selecção destinam-se a reduzir as possibilidades de insucesso no curso de sniper, sempre acima dos 50% nos últimos anos", explica o capitão.
Quem já é sniper também tem de cumprir, todos os anos, entre Janeiro e Fevereiro, o exercício de certificação operacional. Lamego abaixo de zero. Para continuar a fazer parte deste pelotão, cada militar tem de obter, pelo menos, 80% em cada um dos exercícios. "Se um operacional não atingir essa taxa terá de dar lugar a um outro que consiga. Estamos a falar do desenvolvimento de técnicas de tiro de precisão a longas distâncias", insiste o capitão. Mas os cursos vão muito para além do tiro. E nem é aí que os militares enfrentam o seu maior desafio. Mas já lá vamos.
O sniper é, antes de mais, um mestre da dissimulação. Ver sem ser visto. No curso de sniper os instruendos começam por construir o seu próprio fato. Dão-lhe 48 horas. O ghillie suit nasce de pequenas tiras de camuflado fixadas com uma pistola de cola quente. Dezenas de retalhos que hão de torna-lo invisível. Ou quase. "Deve-se camuflar as formas características do corpo para fiquem dissimuladas entre a vegetação. Os cotovelos e os joelhos são protegidos para que se consiga estar mais tempo em posição", revela um sniper. No exercício de certificação operacional, os homens têm apenas 20 minutos para vestirem o fato e camuflar a arma. Apenas o supressor de ruído da longa espingarda AW 7.62 da britânica Accuracy International ficará de fora. "Aquilo que se pede ao sniper é que rentabilize ao máximo a sua arma. Como permitem fazer tiro de precisão até aos 900 metros, quanto mais longe estiver do alvo melhor garante a sua segurança", lembra o capitão.
Apesar de levarem consigo um GPS, os snipers têm de saber determinar a sua localização. Pode ser a diferença entre a vida e a morte, sempre que precisem de pedir apoio aéreo. Em missão, protegem-se contra qualquer eventualidade recorrendo à espingarda automática HK416 com uma cadência de fogo superior a 600 tiros por minutos. Para efectuar disparos sobre alvos até 900 metros usam a Arctic Warfare, calibre 7.62 milímetros, da Accuracy International.
Durante as dez semanas do curso de sniper, os militares realizam ainda diversos exercícios de observação para estimar, à vista desarmada, a distância a que está o alvo ou, já com recurso a aparelhos ópticos, que tipo de armamento tem o inimigo. Aprende ainda a determinar a sua posição por triangulação numa carta topográfica. Apesar de levarem sempre um GPS, os operacionais sabem que o aparelho pode avariar-se no preciso momento em que tenham de pedir, por rádio, apoio aéreo. Resgate. "Quando há fortes indícios de que o militar vai ter sucesso no curso aprende a usar a estação meteorológica portátil ou os binóculos para medir distâncias e identificar o armamento na posse do inimigo", explica o capitão.
Um tiro certeiro até aos 900 metros não é fruto de sorte. Resulta da medição rigorosa da temperatura do ar, altitude, pressão atmosférica, direcção e velocidade do vento. "Tudo isto influencia a trajectória do projéctil", explica o tenente que comanda o pelotão sniper. "As condições meteorológicas variam constantemente. Consegue-se, por exemplo, ter a percepção do vento que está no nosso local e no local do alvo, mas entre a nossa posição e a do alvo pode haver ventos cruzados. Daí a necessidade do spotter efectuar todos os cálculos que permitam minimizar um erro eventual", insiste.
"A partir do momento em que o sniper dispara, o spotter deve fazer o seguimento do projéctil para determinar o ponto de impacto. Se eventualmente falhar o alvo, o spoter rapidamente dá as correcções ao sniper que as volta a introduzir na luneta da arma. Este remunicia e rapidamente executa o segundo disparo", conta o tenente.
"Todo o tiro é feito para o centro de massa do ser humano, a zona do peito, a parte que confere maior área. É a primeira zona de impacto. Existe uma segunda, a cabeça", revela o capitão. E se estiver a usar um colete à prova de bala? "Se o alvo estiver a usar protecção balística teremos de disparar munições perfurantes para poder atingir os órgãos vitais", esclarece.
Mas o maior desafio que estes homens dizem enfrentar em cada missão, nem é o tiro mas a infiltração. Chegar à base de fogos, o local de onde será feito o disparo, sem ser visto exige perícia. Força. "Numa operação poderemos fazer uma infiltração de vinte quilómetros durante a qual passamos por intempéries, adversidades. Daí a condição psicológica e física do sniper ser crucial e por isso muito trabalhada, quer nos cursos, quer na componente operacional. Não somos chamados só quando está bom tempo, mas quando é necessário", conta o tenente. Sempre que possível progridem no terreno junto a linhas de água. "Permitem uma aproximação dissimulada, sem expor a silhueta", acrescenta o comandante do pelotão sniper. Afastados de dia. À noite juntos. Sempre em silêncio. "A infiltração sem ser detectado é a parte mais estimulante. Vem da essência da caça: aproximarmo-nos de presa sem sermos detectados", resume um operacional.
Sobre missões concretas ninguém fala. Informação classificada. Top-secret. O Expresso sabe, no entanto, que os snipers da Força de Operações Especiais estiveram em Lisboa, a 19 de 20 de Novembro de 2010, na última cimeira da NATO. Treinados para intervir também em meio urbano podem apoiar as forças policiais, apesar de não ser a sua principal missão. Os comandantes garantem que estes homens treinam diariamente para serem chamados, onde e quando forem precisos.
Sem dramas morais nem telemóveis durante uma missão, como no filme em que Clint Eastwood conta a história Chris Kyle, o sniper americano a quem o Pentágono confirmou 160 mortes, incluindo uma criança, e que lhe conferiu o estatuto do mais letal da história militar dos EUA. "A nossa missão é chegar à altura e fazermos o nosso trabalho, independentemente do que esteja do lado de lá", garante um sniper português. (Jornal Expresso)
19 de abril de 2011
Lançamento do Livro sobre os “ 50 anos das Operações Especiais”
O Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) realiza em 01 de Julho de 2011 a Cerimónia Comemorativa do Dia da Unidade e Encerramento dos Cursos de Operações Especiais. Integrado no programa desta comemoração, neste dia, o CTOE vai realizar o Lançamento do Livro sobre os “ 50 anos das Operações Especiais” e um Concerto pela Orquestra Ligeira do Exército (OLE) no Teatro Ribeiro da Conceição em Lamego.(Exército)
15 de fevereiro de 2011
Exercício Terrestre "Serra Branca 11"
No âmbito do Exercício Terrestre "Serra Branca 11", as Forças do Centro de Tropas de Operações Especiais do Exército Português vão realizar um exercício terrestre, que se desenrola no período a partir desta segunda-feira, até à próxima sexta-feira, dia 18 deste mês de Fevereiro, na Serra da Estrela. Os locais escolhidos passam pelas áreas do Covão da Ametade - Cântaro Magro - Piornos - Torre.
Em nota à imprensa, a Câmara Municipal da Covilhã informa que «deste exercício constam deslocamentos quer a pé, quer com viaturas e em todas as acções são executadas rigorosas medidas de segurança no sentido da salvaguarda de pessoas e bens». (C.M.Covilhã)
6 de setembro de 2010
Presidente da República de visita ao Centro de Tropas de Operações Especiais
Cavaco Silva lembrou que, com a evolução do contexto estratégico internacional, houve necessidade de “criar uma unidade militar do Exército que dominasse com mestria as novas capacidades exigidas no âmbito das operações especiais e, particularmente, no da contra-subvenção”, tendo em 1960 surgido o Centro de Instrução de Operações Especiais.
Lembrou que o Centro de Instrução de Operações Especiais, actualmente chamado de Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), participou nas operações que levaram à “restauração da democracia em Portugal”, em Abril de 1974, e que, no passado recente, a sua actividade “continuou a ser notória”, nomeadamente “em operações de evacuação de cidadãos nacionais e de apoio à paz”.
“Intensa formação e treino, ministrados por quadros competentes e com grande motivação, permitiram criar e manter um corpo de tropas de elite altamente especializado e de elevadíssima prontidão”, frisou.
Na sua opinião, trata-se de “um instrumento de grande valia ao dispor da defesa nacional e da política externa portuguesa, com provas sobejamente dadas em combate e teatros de operações de elevado risco”.
“Na Guiné, no Senegal, em Cabo Verde, na República do Congo, em S. Tomé, nas Bósnia-Herzegovina, no Kosovo e em Timor-Leste, entre outros locais, esta unidade tem estado sempre presente onde quer que Portugal dela precise”, frisou.
Foi por entender que este grupo de militares “cumpre o seu dever com coragem, determinação e patriotismo” que o Presidente da República considerou justo conceder ao CTOE o título de membro honorário da Ordem Militar de Avis.
“Sendo o valor e o profissionalismo das Forças Armadas largamente reconhecidos pelos portugueses, Lamego é um dos melhores exemplos de grande afinidade da instituição castrense com a população e as autoridades locais”, acrescentou.
Na opinião de Cavaco Silva, em Lamego “percebem-se as Forças Armadas como aquilo que na realidade são: não um corpo estranho à sociedade, mas antes parte integrante do povo de que emanam”.(Público)
10 de julho de 2010
Rangers "Há sempre um risco muito considerável"

Quais as missões específicas das Operações Especiais?
Há quatro missões primárias: a acção directa - a operação sobre um alvo; a segunda é a assistência militar, que abrange um âmbito muito vasto; a terceira é o reconhecimento especial e vigilância para identificar um objectivo - estas são as missões em termos de doutrina NATO, incluídas na nossa doutrina nacional de defesa. Nesta consta ainda a acção indirecta em que as Operações Especiais devem organizar e enquadrar elementos irregulares para actuar sobre uma força invasora.
Actuam em qualquer ambiente?
Temos treino para isso. Já treinámos no Árctico, no deserto e vamos este ano treinar no Centro de Instrução de Guerra na Selva, na Amazónia, para ganhar competências neste ambiente.
Qual o vosso grau de prontidão?
O mais elevado aqui na unidade é a dos elementos adstritos à Força de Reacção Imediata, que é 96 horas, em termos formais. Mas da última vez que uma força saiu daqui, armada, municiada e com água e alimentação para três dias, demorou cinco horas desde a ordem de preparar até à chegada ao ponto de partida.
Pode referir uma acção marcante na história da unidade?
O nosso objectivo é cumprir as missões, fazer o que há a fazer, regressar e continuar o nosso trabalho. Posso é dizer que mais de 70% das missões dos últimos 15 anos decorreram num clima de tremenda incerteza, de tremenda exigência e de risco muito considerável.
Já alguma mulher se inscreveu no curso?
Até hoje surgiram duas candidatas nos centros de selecção, mas não passaram nos testes.
Qualquer pessoa pode ser de Operações Especiais?
Diria que qualquer pessoa pode ser, mas nem todos conseguem .(DN)
Rangers "Os soldados da noite"
"Segunda-feira era o pior dia da semana. O terror era grande na formatura da manhã quando os instrutores chamavam os nomes dos que tinham sido eliminados. Alguns começavam a chorar quando era dito o nome deles. Era o pior momento para nós. Depois disto, o que aparecesse pela frente era preferível." Rui, 45 anos, hoje sargento-ajudante, recorda as primeiras semanas do curso de Operações Especiais feito em 1986 como praça. Tudo o que então lhes aparecia pela frente era intenso esforço físico, escasso descanso, muita fome, muito frio - constantes num curso em que "tudo o que se vive e se passa aqui dentro nos marca muito".
O mesmo curso que Rogério, de 23 anos, iniciou este ano depois de "um amigo que está no exército normal" lhe ter falado dos "rangers de Lamego" ou Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), designação actual da unidade criada em Abril de 1960 como Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE).
Rogério informou-se e decidiu "aproveitar a oportunidade antes que ela fugisse". Depois de 12 semanas de recruta normal, o curso principiou de manhã bem cedo com uma prova de ginástica de aptidão militar. "Foi uma sensação de angústia, desorientação. Houve camaradas que desistiram logo", conta este finalista de engenharia informática, para quem "passar o dia todo atrás de uma secretária" era "muito complicado".
"Dorme-se sempre com a mochila, e pode não acontecer nada... ou acontecer", afirma Rui C., de 27 anos, hoje tenente e instrutor no aquartelamento de Penude, uma das três instalações por onde está sediado em Lamego e seus arredores o CTOE, que assumiu esta designação em Julho de 2006.
Em Penude ministra-se o essencial da formação; no aquartelamento da Cruz Alta encontra-se o destacamento operacional, enquanto o comando está sediado no antigo Convento de Santa Cruz, no centro da cidade.
Testar os limites
O inesperado e a pressão são constantes. De dia e de noite. "Fui forçado a aprender a comer muito depressa", recorda Rogério, uma refeição inteira em menos de cinco minutos. Noutros momentos do curso, Rogério não recebe mais do que uma bolacha ou uma peça de fruta para o dia inteiro. Mas os exercícios nunca param.
Assim como não há regras sobre a alimentação "nunca há certeza sobre o tempo de descanso". A finalidade é testar os "limites físicos e psíquicos, a que nunca tínhamos sido levados antes - e ultrapassá- -los", salienta um outro instruendo, Daniel, de 25 anos, natural de Lamego, que frequenta o curso de Operações Especiais para oficiais e sargentos do Quadro Permanente. Curso este ainda mais exigente: "Aqui testa-se a capacidade de comando, obtêm-se ferramentas de liderança; por isso tem de ser mais complexo e exigente", ainda que "exista uma melhor preparação devido à nossa experiência militar", diz Daniel, recentemente saído da Academia Militar.
"Há muitos jovens que chegam aqui a pensar que as Operações especiais são uma espécie de desporto radical. Isto é radical, mas não é nenhum desporto", sublinha Rui, que tomou a decisão de fazer o curso aos 20 anos. Um curso que seu pai, militar de carreira, fizera nos anos 60 na sua primeira fórmula. "Muitos vêm só para ver como é. Mas quem vem com uma ideia definida vai até ao fim", defende Carlos, de 48 anos, sargento-chefe.
Este é o segredo para cumprir o curso com sucesso. "Não se consegue ser de Operações especiais se não se quiser ser do princípio até ao fim", sustenta o coronel Sepúlveda Velloso, de 49 anos. Para o comandante do CTOE desde 2008, é "característica das Operações especiais e de todas as forças de elite testar os limites do indivíduo, para saber com o que se pode contar das suas potencialidades individuais". Como o poder de decisão que se testa ao lançar-se à água do alto de uma ponte numa noite escura.
Mas não é apenas isto. "É tipicamente nosso fazer ver ao indivíduo quais as suas potencialidades, ele deve conhecer-se a si próprio para ganhar a autoconfiança que lhe permita, quando vai para uma missão, identificar situações idênticas que já viveu e não se desviar da tarefa a cumprir." Por isso se testa também a capacidade de o militar sobreviver apenas com os recursos da natureza, edificar abrigos e esconderijos, nadar, correr, marchar e voltar a nadar, a correr e marchar - seis, doze ou 24 horas consecutivas.
O militar de Operações especiais "não pode deixar que as paixões ou as emoções afectem o seu desempenho", conclui o coronel Velloso na síntese sobre um curso em que as taxas de sucesso e fracasso falam por si. Números para os últimos dois anos mostram que a média de insucesso ou desistência não ultrapassa os 5% para os oficiais e sargentos do Quadro Permanente; em contrapartida, no curso de praças e de oficiais e sargentos milicianos situa-se entre os 50% e os 60%. "O instrutor Rui C. defende que esta disparidade resulta da "ausência de qualquer experiência a nível militar".
Longa preparação
Todos vivem nas mesmas condições, confrontados regularmente com elevadas exigências. "Se o instruendo passar por todas as fases em que é testado, quando chega ao campo de batalha tudo se torna mais fácil", sublinha o sargento- -chefe Carlos, que recorda uma máxima dos seus tempos de instrução: "Quanto mais o suor no campo de treino, menos o sangue no campo de batalha."
Uma máxima que ganha toda a actualidade nos teatros de operações onde os efectivos de Operações especiais são empregues: do Afeganistão à Bósnia e ao Kosovo, de Timor-Leste à Guiné-Bissau. Por isso, além dos seis meses do curso, segue-se um ano a ano e meio de intensos exercícios em cenários idênticos aos de situações de conflito real até o militar estar preparado para o terreno (ver texto nas págs. seguintes).
Carlos afirma que esta longa preparação é absolutamente indispensável por duas razões. A primeira é que "os teatros de operação são cada vez mais sofisticados e complexos" e, claro, "o inimigo nunca deve ser subestimado". A segunda relaciona-se com as pessoas: "A juventude é mais frágil hoje do que no tempo da minha instrução", desde há "uns 15 anos que o facto começou a tornar-se evidente". Algo que preocupa Carlos, oriundo de uma família com passado militar. Um factor que não considera determinante. "Há muitos militares do CTOE que não têm quaisquer familiares nas forças armadas, ou que não tiveram no passado."
O próprio universo de recrutamento tem hoje "outras características", explica o comandante do CTOE, "há grandes diferenças entre o presente e o passado. A rusticidade, a motivação, a disciplina, que eram características quase cutâneas no passado, hoje estão um pouco perdidas". A origem social e geográfica dos recrutas é também diferente. Ainda nos anos 80, a maioria dos instruendos, em especial no curso de praças, era proveniente das regiões acima do Mondego - "o que não quer dizer que não tenha havido sempre pessoas de todo o Portugal continental e das Ilhas", clarifica o coronel. Um retrato fixado pelo sargento- -ajudante Rui: "Os homens que aqui apareciam já trabalhavam, fosse nas obras ou na agricultura. Se calhar não tinham os vícios de agora, eram mais robustos, mais modestos."
A unidade de Lamego também atrai pessoas a sul do Mondego. Caso do seu actual comandante. Natural de Lisboa, frequentava a Academia Militar em 1982 quando, "por acaso", soube da existência de uma unidade com aquilo que classifica como "uma componente operacional interessante, com técnicas e tácticas pouco convencionais". O então cadete acredita que esta era a unidade "que se adequava melhor" à sua personalidade. Após o curso de Operações Irregulares, também ministrado no então CIOE e obrigatório para oficiais e sargentos do Quadro Permanente, começa a frequentar o curso de Operações Especiais em Janeiro de 1986.
Esta é a época em que o curso de Lamego era obrigatoriamente completado com o dos Comandos, e vice-versa. Privilegiavam-se, então, as técnicas de sobrevivência, patrulhas de longo raio de acção, montanhismo, tácticas irregulares. É o tempo da Guerra Fria. Hoje, nota o comandante do CTOE, "predomina o combate a curta distância, devido à natureza das ameaças actuais"; o curso é, por outro lado, "também muito mais técnico".
Mas, insiste de imediato, "sem o valor do homem não se consegue operar a máquina". A componente tecnológica é "hoje muito importante no ambiente operacional, no armamento, para a recolha de informação, para a observação", diz o coronel Velloso, que volta a insistir na ideia de que "atrás de uma máquina está sempre um homem".
"Incentivos musicais"
O tempo de curso do coronel Velloso foi "extremamente intenso", com riscos, inevitáveis durante a instrução. Uma vez, "na travessia de um curso de água, ia lá ficando". O responsável do CTOE cita esta situação para sublinhar que "há sempre muitas oportunidades em que se pode morrer". E não tem de ser numa situação de combate. Apesar da especial atenção consagrada à segurança. Hoje há sempre pessoal de enfermagem a acompanhar os exercícios mais perigosos.
O nível de risco e a dureza da preparação em Lamego não foram suficientes para fazerem adormecer o sentido de humor dos camaradas de curso do coronel Velloso, e dele próprio. "Éramos nove perto do final. Quando punham as músicas de acção psicológica, vínhamos para o corredor com mochila, G3 e tudo, e começávamos a dançar" - "o meu tempo na instrução foi o mais divertido que passei na tropa", recorda com um sorriso.
Os bailes improvisados naquela época estão longe de ser o objectivo dos "incentivos musicais", como os classifica o instruendo Rogério. A finalidade é criar arritmias e pressão psicológica. Ouve-se apenas um "trecho de uma composição, durante três horas, se for preciso", diz o antigo informático, num tom de quem se habituou a gerir a situação. "Mas pode ser só 20 minutos, a duração varia de noite para noite; pode nem haver." Nunca há certezas sobre nada - como é da natureza da guerra -, nem sobre o tempo de descanso.
Um descanso passado em camas sem lençóis ou cobertores, onde se dorme fardado, com mochila às costas e arma ao lado. Só se tiram as botas. Isto porque os instruendos têm apenas três minutos para estarem na parada ao grito de "forma".
Um descanso que se aprende a aproveitar em qualquer circunstância. "Até numa caminhada. Segurava a mochila do da frente e pedia ao de trás para me orientar quando mudássemos de direcção. Pelo menos, o cérebro desligava", lembra o comandante do CTOE.
A parelha
Para Operações Especiais só se vai por escolha e motivação pessoal. Como sucedeu com Rogério, Daniel e Rui C., entre os mais recentes. Este, "desde os 15 anos que queria ser de Operações Especiais". Natural de Lamego, lembra-se de ver passar os efectivos do CTOE na cidade e de se imaginar "oficial de infantaria". Por causa do limite de idade, achou "mais indicado ir para a Academia Militar". Aqui, descobre que "os melhores instrutores são todos de Operações Especiais". Toma-os como modelo. Mas evita informar-se sobre o curso. "Queria que fosse uma surpresa", diz enquanto caminha na parada de terra batida de Penude. Só tomou uma precaução: "Engordei 15 quilos para aguentar o esforço."
Um esforço em que o "mais difícil" foram as provas individuais, a maioria colocada na primeira parte do curso. "O pior é quando se está sozinho", nota Rui C.; percepção partilhada por Rogério: "Sozinho, ninguém acaba o curso." Por isso, as Operações Especiais assentam na parelha. "A parelha é um instrumento de sobrevivência e segurança", considera Daniel. Algo que Rogério explica nestes termos: "Ele vai sofrer por minha causa e eu vou sofrer por ele. Se fizer asneira, ele paga por isso, e vice-versa". "A nossa parelha é mais do que um irmão", diz Rui C. "Com a parelha, conta-se sempre", resume o sargento-chefe Carlos.
O que não impede momentos de fraqueza no passado e no presente. "Na minha época, o que nos deixava em baixo era a ausência da família, dos amigos", recorda o tenente. A propósito dos novos recrutas, diz que estes só parecem "ter saudades dos telemóveis", que obviamente lhes são retirados.
"Tirando raras excepções, houve uma época em que quase todos os dias pensei em desistir", confessa Rogério. No sentido oposto, Daniel assegura nunca ter pensado nisso, reconhecendo, contudo, o carácter "único" da unidade: "Costumo definir objectivos na vida, e estar nas Operações Especiais é o topo da minha carreira nesta fase."
Rui C. reconhece que o curso é um "desafio especial", que enfrentou bem devido ao "espírito muito forte" vivido na sua época como instruendo. Se não se viver esse espírito, insiste o tenente, será difícil concluir um curso que se começa no Inverno e se termina no "inferno", referência às semanas finais em que tudo está em jogo.
Nestas se concentram as "provas míticas dos rangers", aquelas em que o indivíduo e parelha vivem como se estivessem no terreno. E podem acabar presos, com tudo o que implica ser prisioneiro de guerra. Mas, passadas estas provas, pouco falta para receber a bóina verde.
(Por motivos de segurança, à excepção do comandante, os entrevistados são referidos pelo primeiro nome e não se publicam as suas fotografias.) (DN)
23 de janeiro de 2010
Força Aérea realiza exercício Real Thaw 2010
A actividade aérea será variada e, na sua maioria, executada a partir da Base Aérea n.º 5 (BA5), em Monte Real. Contudo, será também instalada uma ‘Base Aérea Táctica’, no Aeródromo da Covilhã, de onde serão operados os helicópteros ‘ALOUETTE III’, e onde estarão também instalados os militares do Exército Português que participam neste exercício.
O exercício, que conta com a presença de outras Forças Aéreas aliadas, procura verificar e testar as capacidades dos participantes no que diz respeito a missões de ‘Apoio Aéreo Próximo’ a forças ou populações, no terreno.
Participam no ‘Real Thaw 10’ cerca de 1000 militares e 50 aeronaves das Forças Aéreas de Portugal, Bélgica, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos, assim como um avião de vigilância radar (E3A AWACS) da Aliança Atlântica (NATO) e um destacamento de Pára-quedistas e Operações Especiais, do Exército Português.
Além da BA5 e o Aeródromo da Covilhã, vão estar também envolvidos o Comando Aéreo e as Bases Aéreas de Beja e do Montijo.
A FAP vai colocar on-line uma página Internet, inteiramente, dedicada ao Real Thaw 10, cujo endereço é www.emfa.pt/realthaw.
Refira-se ainda que, em 2009, este exercício atraiu o interesse de várias nações. Os Estados Unidos da América participaram com equipas de controladores aéreos tácticos, a Dinamarca com quatro aeronaves F-16, Espanha com quatro F-18 e a NATO com um ‘avião-radar’, o E3A. (D.Leiria)
11 de outubro de 2009
CTOE "Fogo real prepara forças para novas missões"
Têm tido uma presença constante no teatro do Afeganistão e no Kosovo, além de Timor e Guiné-Bissau. São cerca de 200 homens."Ia no Humvee que foi atingido por um RPG". Mário responde com um sorriso que rasga o rosto jovem pintalgado em tons de verde. Foi numa missão no Afeganistão, no ano passado, e o sniper estava na altura integrado na companhia portuguesa destacada naquele país.
Mário sabe disso, mas sabe muito mais, bem mais, ele como os outros militares que compõem o Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), com casa no quartel de Lamego, o que os transforma eles próprios em alvos valiosos.
Cada homem recebe primeiro uma formação geral, após o que passa para a especialização, que pode ser em transmissões, sniper, ou outra, dependendo das necessidades.
Mas, no final da formação, cada homem tem capacidade de sobreviver sozinho em território hostil, uma fórmula que "reside bem mais no equilíbrio psicológico" do que numa qualquer condição de "rambo", como sustenta o coronel Veloso, comandante desta unidade do Exército.
A parte física não é descurada, mas toda a actividade da unidade e da preparação das forças passa muito pelo trabalho de conjunto e a criação das equipas, a estrutura base para as operações. E muita desta preparação passa por treinos intensivos, numa repetição exaustiva de cenários, com alteração de pormenores, e muito fogo real.
13 de setembro de 2009
1300 militares desfilaram nas ruas de Sintra
A vila de Sintra foi invadida esta manhã por 1300 militares do Exército português que participaram numa parada militar a assinalar as comemorações do dia da Brigada de Reacção Rápida (BRR).Carros de combate, armas de fogo, uma demonstração de saltos em queda livre pela Equipa de Pára-quedistas do Exército “os Falcões Negros” e uma banda musical animaram a artéria principal da vila, numa cerimónia que contou com a presença do Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME), general Pinto Ramalho.
Após a cerimónia de abertura, o tenente-coronel Pereira Santos enalteceu a actividade e a importância da Brigada de Reacção Rápida, constituída por várias unidades de todo o país que incluem os Comandos, as Operações Especiais e pára-quedistas.
«O BRR é uma unidade de referência no exército nacional», disse o tenente-coronel, minutos antes da entrega do estandarte aos militares que dentro em breve vão numa missão para Cabul.
Milhares de pessoas assistiram à parada militar e adiantaram à agência Lusa que a demonstração de saltos da equipa de pára-quedistas do Exército foi o ponto alto da cerimónia.
«Espectacular. A parada foi muito gira e é sempre bom ver este tipo de iniciativas», disse Manuel Ramos que, esta manhã, enfrentou «grandes dificuldades para estacionar o carro».
«Não sabíamos que iria haver esta confusão toda mas valeu a pena andar mais uns metros», adiantou.
Ana Sousa e a família aproveitaram para «matar saudades» dos tempos em que o marido foi militar e «estava ausente de casa».
«Viemos ver alguns amigos. Ele [marido] tem saudades dos tempos de militar mas eu prefiro tê-lo por casa», disse.
As comemorações do dia da BRR tiveram início a 12 de Setembro, em frente ao Palácio Nacional de Sintra com uma exposição de todos os equipamentos em uso pela brigada e de uma viatura destinada ao recrutamento.
Os militares efectuaram demonstrações de capacidades operacionais e aeroterrestres, as quais incluíram saltos de pára-quedas.
A Brigada de Reacção Rápida é uma das três grandes unidades operacionais do Exército português, comporta mais de três mil membros, na sua grande maioria pára-quedistas, e é a principal força de intervenção terrestre de Portugal.(Diário Digital)
10 de setembro de 2009
III RAID AVENTURA RANGER
Organizado pelo Centro de Tropas de Operações Especiais com o apoio de várias Câmaras Municipais da região, realiza-se, em 17 e 18 de Outubro, o III RAID AVENTURA RANGER, sendo a primeira prova da época 2009/2010 da Taça de Portugal de Corridas de Aventura (TPCA) da Federação Portuguesa de Orientação (FPO) e integrando o “IV Campeonato de Corridas de Aventura do Exército” e “IV Campeonato Ibérico de Corridas de Aventura”.O RAID AVENTURA RANGER terá, este ano, como palco principal a admirável paisagem do Douro – Património Mundial, sendo uma competição desportiva de aventura onde estarão presentes os melhores atletas portugueses e espanhóis, a prova será realizada utilizando, como meios de progressão, a caminhada/corrida, bicicleta todo-o-terreno e canoagem, sendo, a Orientação a disciplina desportiva, base do evento.(Exército)




