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7 de maio de 2019

A Fragata D. Francisco de Almeida vai participar no Operational Sea Training

(MGP)A fragata D. Francisco de Almeida largou esta manhã da Base Naval de Lisboa rumo a Inglaterra, onde vai participar no Operational Sea Training (OST), no período de 9 de Maio a 13 de Junho de 2019.

​​O OST afirma-se, tradicionalmente, como um importante marco no processo de aprontamento das unidades navais portuguesas, com vista a preparar os navios para operarem em cenários de elevada complexidade, na máxima extensão das suas capacidades, nomeadamente todo o espectro e ambientes das operações navais, maximizando a sua capacidade para combate, em especial de defesa contra ataques terroristas que ocorram a partir do mar.

Após este treino com a Royal Navy, a fragata D. Francisco de Almeida irá concluir o seu ciclo de aprontamento, de forma a integrar Força Naval Permanente da NATO em Agosto próximo.

O Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, acompanhou o navio na largada, tendo tido oportunidade de se dirigir à sua guarnição, deixando uma mensagem de confiança e de incentivo para o exigente período que se avizinha.

A fragata portuguesa D. Francisco de Almeida é comandada pelo capitão-de-fragata Ricardo da Silva Inácio, possui uma guarnição de 192 militares, incluindo duas equipas do pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros, uma equipa de mergulhadores, uma equipa médica e um destacamento de helicópteros embarcado.

11 de outubro de 2018

Fragata “Corte-Real” integrada em força da NATO treina com navios da Marinha Britânica

Passado um ano após a conclusão do “Operational Sea Training (OST)” em Plymouth, Reino Unido, em 30 de Setembro de 2017, a fragata “Corte-Real”, da Marinha portuguesa, regressa à área de exercícios do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)”, da Marinha Britânica, para mais um treino operacional de mar.

O navio português, integrado na Força Naval Permanente da NATO (“Standing NATO Maritime Group 1 [SNMG1]), teve oportunidade de, na passada quinta-feira, dia 4 de Outubro, participar na já conhecida “Weekly War”, ou “Guerra de 5ª feira”, juntamente com os restantes navios da SNMG1.

Esta participação contribuiu para enriquecer o treino proporcionado pelo FOST aos navios sob o seu programa de treino e avaliação, assim como para a manutenção dos elevados padrões de prontidão e resposta dos meios integrados na SNMG1.

O “Task Group” constituído para a realização da “Weekly War” contou com quatro navios em treino, nomeadamente, o HMS Northumberland (Reino Unido), o HMS Montrose (Reino Unido), o HNLMS Johan De Witt (Holanda), o ORP General Kazimierz Pulaski (Polónia) e três navios da SNMG1, o HDMS Esbern Snare (Dinamarca), HNOMS Helge Ingstad (Noruega) e a Fragata “Corte-Real”.

Coube ao HMS Northumberland do Reino Unido exercer a função de Comandante da Força Naval, com uma missão que começou por um trânsito em canal rocegado sob ameaça assimétrica e de minas, passando por um trânsito multiameaça (aérea, superfície e Sub-superficie), garantindo a segurança da unidade essencial para a missão, neste caso o HNLMS Johan De Witt (navio anfíbio). A operação culminou com a realização de uma operação anfíbia simulada.

15 de abril de 2018

SUBMARINO ARPÃO TREINA NAVIOS DE MARINHAS ESTRANGEIRAS NO REINO UNIDO

O submarino Arpão está em Plymouth, em Inglaterra, para prestar apoio à estrutura de treino da Marinha do Reino Unido, em colaboração com o Flag Officer Sea Training (FOST).

Até ao dia 2 de Maio, o submarino da Marinha Portuguesa tem como missão providenciar treino de guerra anti-submarina aos navios de superfície e helicópteros da Marinha do Reino Unido.

Nesta primeira semana de participação no Fleet Operacional Sea Training (FOST), o NRP Arpão efectuou diversos exercícios no âmbito da guerra anti-submarina, tendo operado como unidade opositora à Força Naval constituída pelo destroyer americano USS Ross, o reabastecedor americano USNS WILLIAM MCLEAN, a fragata holandesa HNLMS DE RUYTER e as fragatas inglesas HMS MONTROSE e HMS DRAGON, contando ainda com a ajuda de meios aéreos ingleses e franceses.

O Operational Sea Training (OST) caracteriza-se por ser um exigente treino operacional, sob a égide do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)” da Marinha do Reino Unido, destinado a treinar os navios em todo o espectro e ambientes das operações navais, maximizando a sua capacidade para combate, em especial de defesa contra ataques terroristas perpetuados a partir do mar.

Entre outras tarefas, o NRP Arpão colabora ainda com o Centro de Instrução de Submarinos, no âmbito do Curso de Especialização de Submarinos para oficiais, sargentos e praças e do Estágio para Comandantes de Submarino. No seguimento desta tarefa e durante esta missão decorre ainda o exigente curso de Comandantes de Submarinos da Classe Tridente, onde os Comandantes alunos serão postos à prova nas diversas áreas da batalha externa e interna, para que, caso tenham sucesso, estejam preparados para comandar um Submarino desta classe.

Esta classe de submarinos distingue-se pela sua elevada capacidade tecnológica de vigilância e recolha de informação, bem como pela sua performance de actuação silenciosa, que se traduz na sua utilidade de emprego em missões de vigilância discreta das actividades no mar português e em missões internacionais no quadro das alianças e compromissos assumidos por Portugal.

O submarino da Marinha “Arpão” (S161) é comandado pelo capitão-tenente Paulo Henriques Frade, tem uma guarnição de 33 militares e possui capacidade para embarcar mais uma dezena de militares, os quais poderão ser mergulhadores de combate ou fuzileiros do Destacamento de Acções Especiais da Marinha. (MGP)

30 de setembro de 2017

NRP Corte-Real conclui Operational Sea Training

O NRP Corte-Real regressou há momentos à Base Naval de Lisboa após concluir a sua participação no “Operational Sea Training (OST)” em Plymouth, Reino Unido. Com a conclusão do OST, a fragata Corte-Real está certificada e pronta para cumprir todas as missões que fazem parte do seu conceito de emprego operacional, em particular, a atribuição à NATO Response Force (NRF) e Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), previsto para 2018.

A referida missão teve início no dia 21 de Agosto e terminou hoje, 30 de Setembro, tendo o período de participação no OST sido de 28 de Agosto a 28 de Setembro. O OST consiste num intenso período de treino operacional, sob a égide do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)” da Marinha Britânica, destinado a treinar o Navio em todo o espectro e ambientes das Operações Navais, maximizando a sua capacidade para combate.

Durante o trânsito para Plymouth (21-25 Agosto), a guarnição esteve envolvida nos preparativos para o OST, tendo realizado um pequeno seriado de treino nas áreas chave do navio.

A partir de dia 28 Agosto, o navio iniciou um intenso seriado de treino, composto por 5 semanas (1 semana de treino em terra seguida de 4 semanas de treino no mar), com as funções de Comandante de Força Naval, “Commander Task Group (CTG)”.

Na semana de treino em terra foram efectuadas palestras e reuniões com o Staff do FOST de forma a preparar o período de treino nas diversas áreas, tendo também sido realizados diversos exercícios de porto, nomeadamente, combate a incêndios e alagamentos, carregamento de armas, perda total de energia, provas à instalação propulsora e ameaça de engenho explosivo a bordo.

Durante as 4 semanas de treino que se seguiram no Mar o treino compreendeu as seguintes áreas: Operações, Ajuda humanitária a região com catástrofe natural, Combate a terrorismo, Marinharia, Logística, Medica, Mecânica e Electrotecnia, Limitação de Avarias, Armas e Electrónica. (MGP)

7 de fevereiro de 2017

Ruído dos navios de guerra britânicos é ouvido a quase 200 km pelos submarinos russos

A notícia é avançada este domingo pelo Sunday Times: os navios de guerra britânicos fazem tanto barulho que comprometem a capacidade de defesa do Reino Unido. São como "caixas de ferramentas" quando se deslocam, garante o contra-almirante Chris Parry, e por isso ouvidos a mais de 100 milhas náuticas, quase 200 quilómetros, pelos submarinos russos.

Mas este não é o único problema da defesa britânica: de acordo com a investigação conduzida pelo Sunday Times, os drones encomendados há 12 anos - e que custaram mil milhões de libras - ainda não entraram ao serviço e há tanques que são demasiado grandes para serem transportados por via aérea sem necessidade de serem desmantelados.

Sir Richard Barrons, general das forças armadas britânicas, falou ao Times e responsabiliza os anos de cortes na defesa pelos problemas no armamento. "Costumávamos pôr pedaços de madeira entre os fechos das escotilhas do meu contratorpedeiro para as impedir de chocalhar e fazerem menos barulho", revelou. "Esquecemo-nos de tudo isto, é de loucos. A supressão do ruído tem sido, provavelmente, o maior segredo escondido desde o final da Guerra Fria e que as pessoas têm ignorado alegremente".

Em resposta, o Ministério da Defesa britânico diz apenas que o orçamento para defesa é o maior da Europa e tem crescido todos os anos, desvalorizando as críticas. (DN)

12 de setembro de 2015

Reino Unido intercepta dois aviões russos perto do seu espaço aéreo

Dois aviões de combate da Força Aérea Britânica interceptaram dois bombardeiros estratégicos russos perto do espaço aéreo do Reino Unido, informou hoje o ministério da Defesa.

Os caças-bombardeiros Typhoon, que partiram da base Lossiemouth (Escócia), escoltaram na quinta-feira os pesados e supersónicos bombardeiros russos Tupolev TU-160, afastando-os de uma zona considerada “área de interesse para o Reino Unido”, como assinalou o ministério.

Nos últimos meses registaram-se diversos incidentes semelhantes com efectivos militares russos, o último dos quais em Abril, quando as forças armadas britânicas escoltaram para fora do seu espaço três vasos de guerra e dois aviões militares russos.

Em 29 de Janeiro, o ministério dos Negócios Estrangeiros britânico convocou o embaixador da Rússia em Londres, Alexander Yakovenko, após a intercepção de dois bombardeiros russos no espaço aéreo britânico.

Em Outubro de 2014 a NATO informou ter detectado um “inabitual” aumento dos voos de aviões militares russos no espaço aéreo europeu. (Observador)

15 de maio de 2015

Britânicos intercetam bombardeiros russos

A Força Aérea Britânica interceptou dois bombardeiros russos, que voavam nas proximidades do espaço aéreo britânico, a norte da Escócia. A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

Os dois Tupolev Tu-95, foram escoltados “para fora da área de interesse britânica” mas, segundo as autoridades locais, “em nenhum momento cruzaram o território soberano do Reino Unido”.

A intercepção de aeronaves russas, pela NATO, tem vindo a aumentar desde o início da crise na Ucrânia. (Euronews)

15 de abril de 2015

Três navios de guerra russos no Canal da Mancha, Marinha Britânica está a acompanhar

Três navios de guerra russos, incluindo um contratorpedeiro, entraram no Canal da Mancha e estão a ser seguidos pela Marinha Britânica, informou o Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido.

"O MoD pode confirmar três navios monitorizados pelo HMS Argyll da Royal Navy através do Canal. Não foram observados exercícios", informou o Ministério na sua conta no Twitter.

"O contratorpedeiro Severomorsk, da classe Udaloy, regressa do Mediterrâneo com um navio-tanque e um navio de apoio. Devem sair do Canal mais tarde", acrescentou.

O Ministério da Defesa russo informou que os navios estão em rota para o Atlântico Norte, onde vão participar em exercícios "de defesa antiaérea e antissubmarina".

O Canal da Mancha é frequente e legitimamente usado por navios de guerra da Rússia, mas uma série de incidentes nos últimos meses envolvendo meios militares russos suscitou o receio nos países da NATO de tentativas de desestabilização por parte da Rússia.

O Severomorsk estava entre quatro navios que passaram pelo Canal da Mancha em Novembro, quando as autoridades francesas negaram informações russas de que os navios participavam em exercícios.

Um navio de guerra russo também foi detectado no Canal da Mancha em Fevereiro e, em Janeiro, o Reino Unido chamou o embaixador depois de bombardeiros Tupolev Tu-95 se terem aproximado do espaço aéreo britânico. Diário Digital com Lusa

14 de abril de 2015

Inglaterra intercepta bombardeiros russos perto do espaço aéreo britânico

A Inglaterra destacou caças Typhoon para interceptar dois bombardeiros de longo alcance russos localizados perto do espaço aéreo britânico, disse nesta terça-feira o Ministério da Defesa.

Em Janeiro, o governo britânico convocou o embaixador russo para explicar um episódio similar, quando bombardeiros russos sobrevoaram o Canal da Mancha, o que forçou o desvio de rota de aviões civis.

"Os aviões russos estão sendo escoltados pela Força Aérea Real  na área de interesse do Reino Unido", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

Não foi divulgado o local da interceptação desta terça-feira, que ocorre apenas três semanas antes de uma eleição apertada em que as políticas de defesa têm sido uma questão importante.

Os Typhoons foram accionados pela RAF de Lossiemouth, na Escócia. (Reuters)

11 de abril de 2015

MARINHA PARTICIPA NUM DOS MAIORES EXERCÍCIOS DA NATO – JOINT WARRIOR 2015

A fragata Álvares Cabral largou, dia 06 de Abril, de Lisboa em direcção à Escócia para participar num dos maiores exercícios conjuntos da NATO – Joint Warrior 151 (JW) - que irá decorrer entre 11 e 24 de Abril.

O JW é um exercício semestral, realizado em Abril e Outubro, liderado pelo Reino Unido e conta nesta edição com a presença de 55 navios de superfície e submarinos, 70 aviões e helicópteros e cerca de 13.000 militares de 18 países participantes.

A Marinha tem como principal objectivo, com a participação da fragata Álvares Cabral, o treino em cenários de grande intensidade e complexidade, por forma a melhorar o conhecimento e experiência do emprego de meios navais em situações operacionais mais exigentes, alargando o possível espectro de missões junto da NATO/UE.

O NRP Álvares Cabral efectuou treino operacional nacional em Outubro de 2014, tendo vindo a ser empenhada em diversas missões desde essa altura, nomeadamente, no apoio à República de Cabo Verde na operação DJARFOGO na ilha do fogo, diversas missões de soberania nacional e mais recentemente como navio-chefe da Força Naval Portuguesa nos exercícios nacionais REAL THAW 2015 e INSTREX 01-15.

A guarnição do NRP Álvares Cabral é comandada pelo Capitão-de-fragata Alexandre Serrano tendo a sua guarnição sido reforçada, para a presente missão, com fuzileiros, mergulhadores, médico, e pessoal para operar com helicóptero, perfazendo um total de 200 elementos embarcados. (MGP)

10 de abril de 2015

Fragata Álvares Cabral participa no exercício da NATO "Joint Warrior"

HMS Dragon - Royal Navy
A Fragata Álvares Cabral participa até ao final do mês no exercício da NATO "Joint Warrior 2015".

Este exercício envolve 55 navios, 70 aeronaves, 13 mil militares de 13 países. (MGP/RN)

10 de março de 2015

Angola e Reino Unido analisam cooperação militar

O ministro da Defesa Nacional João Lourenço reúne-se hoje, 10, com director para os Assuntos Multilaterais do Reino Unido. A cooperação entre os dois países tem conhecido alguns progressos nos últimos anos, mas as autoridades angolanos pretendem estreitar esse relacionamento.

Entre os temas a serem abordados hoje, deve estar o pedido feito pelo Ministério da Defesa para a formação de militares angolanos em língua inglesa.

O adido de Defesa do Reino Unido acreditado em Angola, que vive em Pretória, John Mccardle afirmou que “existem muitas oportunidades de cooperação no domínio da formação, que Angola pode aproveitar e melhorar”. “Temos algumas instalações criadas a nível da região austral e parcerias com alguns países na área da formação e era bom elevarmos esse nível de cooperação com Angola”, disse. (VA)

19 de fevereiro de 2015

Força Aérea britânica interceta bombardeiros russos perto da Cornualha

Segundo o ministério britânico, os Typhoon da RAF, que operavam sob comando da NATO, escoltaram os dois Tu-95 "Bears" russos até que estes se afastaram "da zona de interesse do Reino Unido", apesar de - em nenhum momento -terem chegado a penetrar "no espaço aéreo soberano britânico".

Em comunicado, o ministério britânico explica que os aviões foram enviados como parte da operação de reacção rápida perante a proximidade dos aparelhos russos, mas esclarece que "em nenhum momento foi considerado que os aviões russos apresentassem uma ameaça".

Este é já o segundo incidente com bombardeiros enviados pela Rússia em menos de um mês, depois de, a 28 de Janeiro, terem sido interceptados outros dois "Bears" nas proximidades do espaço aéreo britânico, perto do canal da Mancha.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido pediu entretanto explicações ao embaixador da Rússia em Londres, Alexander Yakovenko.

Segundo a NATO, as incursões de aviões russos aumentaram especialmente desde o aumento das tensões com a Rússia face à crise na Ucrânia. O ministro da Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, assegurou, em declarações divulgadas hoje pelos meios de comunicação, que vê "um perigo real e iminente" que a Rússia desestabilize também os Estados bálticos da Letónia, Lituânia e Estónia. Por sua vez, o primeiro-ministro, David Cameron, advertiu ontem que a Rússia sofrerá "durante anos" as consequências das sanções económicas e financeiras se continuar a favorecer a instabilidade na Ucrânia. (SIC)

14 de outubro de 2013

Empresa portuguesa vai equipar a Royal Navy

Os navios da Royal Navy  vão ter sistema de comunicação made in Portugal. A Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica (EID), única empresa portuguesa de software militar, ganhou o concurso internacional para equipar os futuros navios da segunda maior marinha do mundo, designados por Type 26 Global Combat Ships.

O valor do contrato pode chegar aos 30 milhões de euros, dependendo da quantidade de navios a equipar. Para já estão previstos 13. “A escolha da EID para integrar a equipa que irá levar a cabo o desenho detalhado do sistema de comunicações dos Global Combat Ships foi para nós motivo de grande orgulho, já que se trata do reconhecimento, pela segunda maior marinha do mundo, das competências da empresa no domínio das comunicações de navios de guerra, fruto de trinta anos de experiência e de mais de cem sistemas fornecidos para marinhas dos cinco continentes”, afirmou o administrador Marcos Lopes ao DN.

Nesta fase do projecto, e nos próximos seis meses, estarão envolvidos mais de dez engenheiros especialistas da EID, em cooperação com elementos da British Aerospace (empresa mandatada pelo Ministério da Defesa/Marinha Inglesa) e a Rohde & Schwarz (empresa alemã, especialista em comunicações rádio).

“Contamos que, finda esta fase, se concretize o contrato de fornecimento para um número de navios ainda não totalmente determinado, mas que pode chegar aos 13. Assim sendo, a divisão de Comunicações Navais da EID terá trabalho garantido, só através deste importante programa, ao longo das próximas duas décadas”, revelou o administrador. Nesta altura a empresa emprega 150 pessoas, das quais mais de 50 por cento são engenheiros e técnicos altamente qualificados e portugueses. E “não poderá deixar de aumentar”, revelou ao DN Marcos Lopes.

A decisão foi anunciada pela British Aerospace Systems, a 11 de Setembro, durante a DSEi 2013, feira de equipamentos e sistemas de defesa de Londres. Para o projecto inglês a EID adaptará a mais recente versão do ICCS (Integrated Communications Control System) aos requisitos específicos da Royal Navy. Nomeadamente na implementação de diversos níveis de segurança, com o objectivo de impedir que informações sensíveis e críticas sejam transmitidas a quem não possa nem deva aceder-lhes, tanto interna como exteriormente ao navio. (D.V)

12 de agosto de 2013

Lisboa na rota de navio-almirante britânico HMS Bulwark

Um dos principais navios da Marinha britânica vai aportar dentro de alguns dias em Lisboa, integrado numa frota a caminho de uma missão com destino ao Golfo Pérsico, mas com uma passagem controversa por Gibraltar.

O navio-almirante HMS Bulwark foi um dos que partiram hoje de Portsmouth, no sul de Inglaterra, no âmbito da operação de exercícios navais Cougar 13, e que, segundo um porta-voz do ministério da Defesa, vai parar na capital portuguesa "antes do final do mês".

Orgulho da Marinha britânica, o HMS Bulwark é um navio de assalto anfíbio, construído para lançar ataques dos fuzileiros navais por ar, através de helicóptero, e em terra, graças a pequenos barcos transportados na doca interna. (Expresso)

27 de fevereiro de 2013

Exercício REAL THAW 2013 "Last Report"

O Exercício anual táctico da Força Aérea Portuguesa (FA) REAL THAW 2013 (RT13), planeado e executado pelo Comando Aéreo, simulando uma possível projecção de forças para um teatro de operações actual, terminou no dia 22 de Fevereiro, em Monte Real.

O RT13 teve como finalidade, permitir que as forças participantes se treinem e qualifiquem em cenários exigentes idênticos aos dos actuais teatros de operações, bem como aumentar a interoperabilidade entre as mesmas.

Este exercício envolveu a participação das Forças Armadas Portuguesas, da Holanda, dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e meios aéreos da NATO, num total de 4000 militares e 40 aeronaves.

Neste contexto, importava promover um trabalho coordenado, apelando a um esforço de cooperação e espírito de interajuda entre as várias entidades, de forma a acautelar o êxito categórico de toda a campanha aérea, assumindo um papel preponderante, a eficiência dos recursos atribuídos. Assim, o planeamento atempado foi fundamental na identificação de soluções eficientes, capazes e inovadoras, que de forma séria, permitiram traçar um caminho firme e coerente.

A realização de exercícios em Portugal, tem vindo a ganhar importância no panorama internacional, contando regularmente com a participação de vários meios internacionais, situação que fortalece a capacidade da FA na realização de grandes eventos.

A realização de exercícios em Portugal, para além de um propósito da FA, é também uma ambição nacional. Os exercícios são responsáveis por trazer participantes internacionais, fator que contribui de forma significativa para a dinamização económica das regiões em causa.

O Exercício REAL THAW 2013 teve início no passado dia 11 de Fevereiro, em Monte Real, Leiria, incluiu 456 horas de voo e mais de 215 saídas, tendo decorrido missões aéreas e terrestres nas zonas de Leiria e do interior do país (Seia, Trancoso, Guarda, Celorico da Beira, Pinhel, Meda e Lamego). (FAP)

1 de agosto de 2011

Realizado primeiro voo de um avião 'impresso'

Uma equipa de engenheiros da Universidade de Southampton desenhou e colocou no ar o primeiro avião construído a partir de uma impressão a três dimensões. Este e outros veículos, por serem não tripulados e mais baratos, poderão visitar e monitorizar locais inacessíveis ao Homem.

O avião denominado SULSA (Southampton University Laser Sintered Aircraft) é um veículo aéreo não pilotado cuja estrutura foi totalmente impressa, incluindo asas e escotilhas de acesso, numa máquina de sinterização por laser (EOS EOSINT P730). Este tipo de equipamentos fabrica objectos de vários materiais, construindo-os camada a camada.

As várias peças foram depois montadas com técnicas de encaixe, sem necessidade de recorrer a ferramentas. Desta forma, o processo de montagem do avião demorou apenas alguns minutos.

Este avião com 2 metros de envergadura, é eléctrico e atinge a velocidade máxima de 100 milhas por hora. Está equipado com um auto-piloto em miniatura desenvolvido por Matt Bennett, um dos membros da equipa.

A sinterização a laser facilita a criação de objectos de diversas formas e estruturas que normalmente estariam associadas a técnicas de produção dispendiosas e morosas. Em apenas alguns dias pode ser desenvolvido um avião, desde o seu conceito até à sua colocação no ar. Por outro lado, como não são necessárias ferramentas, podem ser realizadas mudanças radicais na forma e escala do avião sem custos adicionais.

“A flexibilidade do processo de sinterização a laser permite à equipa de design revisitar técnicas históricas e ideias que foram financeiramente proibitivas através da produção convencional”, sublinha Jim Scalon que liderou este projecto com Andy Keane. Ambos são professores do Grupo de Investigação em Engenharia Computacional e Design da Universidade de Southampton.

A Universidade de Southampton tem estado na liderança do desenvolvimento de Veículos Autónomos não Tripulados (UAV) desde o início dos anos 90. Agora a universidade está a lançar um curso inovador que permite aos estudantes tirar um mestrado em Design de UAV, a partir de Setembro de 2011.

Este curso irá abranger veículos para os meios marinho, terrestre e aéreo e estará especialmente focado nos ambientes com exploração difícil para o Homem. A NASA espera que os UAV se tornam ferramentas básicas em diferentes áreas da ciência.(TEK)
Fonte: www.eurekalert.org

30 de março de 2011

Aeródromo de Trânsito Nº1

O Aeródromo de Trânsito Nº1 (AT1), em Figo Maduro, gere uma estrutura que garante o apoio a aviões militares em trânsito, nacionais e estrangeiros, mantendo a permanente capacidade de execução de movimento e despacho de aeronaves, despacho de passageiros e correio, bem como assistência de placas. Criado com esta designação em Outubro de 1978, a sua história é ainda mais antiga e remonta à II Guerra Mundial, com a constituição da Esquadrilha Independente de Caça que a partir daqui, em cooperação com as forças de superfície, assegurou a defesa aérea imediata de Lisboa nesse período. Foi ainda sede de outras unidades aéreas até se constituir como principal centro estratégico da Força Aérea Portuguesa no que concerne aos transportes aéreos militares. Actualmente, para além de receber nas suas instalações uma unidade destacada da Esquadra 504, que opera o FALCON 50, o AT1 assume-se como porta de entrada e saída de Portugal, de altas entidades civis e militares, como ocorreu no dia 28 de Março, com a chegada de uma aeronave que transportou o Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha até Lisboa, e no dia 29 de Março, com o desembarque da Presidente da República do Brasil, Dilma Vana Rousseff, que veio pela primeira vez à Europa. (F.A.P)

21 de novembro de 2009

Afeganistão: "Adorávamos trabalhar com as forças portuguesas"

Numa entrevista ao Expresso, o general Peter Wall, comandante-chefe das forças terrestres britânicas, diz que, se depender do Reino Unido, os comandos portugueses que partem em Janeiro para Cabul terão todo o apoio logístico para combaterem na frente.

No Afeganistão, 2009 tem sido o pior ano para as tropas britânicas desde o início do conflito. Estamos a perder a guerra?

Não. Cada baixa que temos é grave e causa sofrimento às famílias dos nossos soldados. Temos de manter presente quais são as razões para a nossa campanha, porque que é que estamos no Afeganistão. A campanha não consiste em comparar as nossas baixas com as baixas dos talibãs. Tem antes a ver com progresso e governabilidade.

Uma sondagem publicada pelo jornal Independent revela que 71 por cento dos britânicos quer que os seus soldados regressem a casa no próximo ano. Durante quanto tempo o Reino Unido pensa manter as tropas no Afeganistão?

Há um artigo muito interessante no Independent de hoje sobre como se pode realmente compreender o que as pessoas julgam que querem. Temos de continuar com esta campanha até ela ser bem sucedida. Há um desafio colocado aos líderes políticos, apoiados por militares como eu, para articularem de forma mais clara o que nós estamos a fazer no Afeganistão e assim conseguirem uma base mais sólida de apoio. Seria útil ter uma sondagem nos jornais britânicos que perguntasse se as pessoas apoiam os homens e as mulheres que estão a cumprir serviço no Afeganistão. Penso que mais de 90 por cento diriam que sim.

O Reino Unido tem mais tropas no Afeganistão do que qualquer outro país europeu. Pensa que há uma falta de compromisso por parte da maioria dos países europeus em relação a esta guerra?

Alguns países estão bastante empenhados e que não têm capacidade para terem grandes contingentes no Afeganistão, tendo em conta a sua população e a dimensão das suas forças armadas. Dou como exemplo o grupo de combate fornecido pelo exército dinamarquês. A Dinamarca tem, proporcionalmente, o mesmo nível de compromisso que nós. E tem um forte apoio da população, mesmo tendo baixas que proporcionalmente são elevadas. É verdade que há outras nações que podiam participar mais mas que estão condicionadas pela sua politica interna.

O primeiro-ministro Gordon Brown está a pressionar outros países para enviarem mais cinco mil soldados. Portugal está nessa lista de países?

Não conheço uma lista específica de países. Li o mesmo nos jornais. Há uma vontade do Reino Unido de fazer parte de um plano para encorajar uma maior participação. O primeiro-ministro ficaria de certeza muito satisfeito se os nossos aliados tão chegados como são os portugueses reequacionassem e aumentassem as forças no Afeganistão, porque Portugal já deu uma contribuição significativa, especialmente com uma Quick Reaction Force em 2006. E sei que existem planos, embora não caiba a mim falar deles, como militar estrangeiro, para as vossas forças aumentarem o nível de compromisso. Isso seria, obviamente, muito bem recebido. Num mundo ideal, este fardo seria distribuído de uma forma mais equitativa. Se assim fosse, nós poderíamos enviar mais tropas, caso fosse necessário. Mas é possível que não precisemos de um grande aumento de forças, mas sim das pessoas certas a fazer o trabalho certo nos sítios certos. Por exemplo, reforçando o treino das forças afegãs, uma função para a qual a NATO tem um bom pedigree. O problema não é apenas um reforço em massa, mas o que os militares estão preparados para fazer e as competências que podem levar para o terreno. E claro que não se trata só de uma campanha militar. Os militares têm um papel muito importante de manter um cordão de segurança, mas a grande diferença vai ser feita na governabilidade, na estabilização, no desenvolvimento, coisas como o treino para a paz, para o estado de direito, para o controlo do crime, para reduzir a produção de droga. Objectivos que não correspondem a tarefas militares.

Teve alguma reunião com as forças armadas portuguesas para discutir o reforço da participação de Portugal?

Tive um encontro muito construtivo com o vice-chefe do (Estado Maior do) Exército, durante o qual falámos de assuntos relacionados com o Afeganistão e de como trabalhar juntos em programas de treinos, mas não foi abordado nada de específico em relação ao emprego de cada uma das nossas forças.

Foi-lhe mostrada disponibilidade de haver um aumento das forças portuguesas?

Não falámos sobre isso. Terá de ser ele a dizer-lho, se quiser.

Há uma companhia de 150 homens das forças especiais portuguesas que vão embarcar para o Afeganistão no início do próximo ano. Portugal não possui apoio logístico próprio no terreno. É possível ter tropas portuguesas em combate, na frente?

A experiência de 2006 responde a essa pergunta. Tenho a certeza de que é possível. Claro que se trata de uma decisão de Portugal e da própria NATO, em relação à missão que poderá ser atribuída a essas forças. Há exemplos de outros países com tropas nas zonas de combate e que têm apoio logístico por parte das nações que possuem grandes bases lá. Em princípio, esses problemas podem ser resolvidos.

Houve o exemplo dos polacos, que combateram ao lado dos ingleses na grande ofensiva que o Reino Unido liderou este Verão em Kandahar e em Helmand.

Penso que a logística multinacional funciona muito bem na ajuda a nações que não têm esses apoios. Não tenho detalhes sobre os polacos, mas conheço exemplos de outros países que têm dependido em grande medida da logística britânica e tem corrido bem.

Portanto, é um assunto em aberto.

Só é um assunto em aberto porque o princípio é correcto, mas é preciso trabalhar nos detalhes. Claro que se trata de um assunto para o governo português e as forças portuguesas resolverem com a NATO. Nós adorávamos trabalhar juntos novamente com as forças portuguesas, como fizemos em tantas situações em séculos anteriores e como fizemos recentemente no Kosovo, onde partilhámos uma base até Julho deste ano. Para nós, é uma rotina os soldados ingleses e os soldados portugueses trabalharem juntos.

O que pode acontecer se o presidente Barack Obama recusar o pedido de mais tropas americanas feito pelo general McChrystal? A guerra ficará em risco com uma decisão dessas?

Para já, eu não lhe chamaria uma guerra. Tem algumas características de combate, mas não é uma guerra clássica. Não é sequer uma guerra de guerrilha, é um conflito de contra-insurgência, que tem a ver sobretudo com o progresso noutras áreas que não a área militar. Se o presidente Obama rejeitar o conselho militar que lhe deram, toda a gente respeitará essa decisão. Terá de haver então um entendimento sobre a relação entre os recursos disponíveis e as missões que estamos a tentar cumprir e o calendário para as cumprir. Vai demorar mais tempo, o que implicará maiores riscos, mas no fundo não se trata de ter uma maior força da ISAF a derrotar uma força da oposição ou de talibãs de uma determinada dimensão. Trata-se antes de fornecer segurança à governabilidade e, em paralelo, desenvolver forças de segurança afegãs mais sólidas. A vantagem de um reforço das tropas é permitir que essas coisas aconteçam mais depressa.

Mas há países que já estão a pensar retirar as suas tropas no curto prazo, como a Holanda e o Canadá.

Existe essa perspectiva, mas as decisões ainda não foram tomadas.

Num cenário em que os Estado Unidos não enviam mais tropas, qual será o papel dos países europeus?

Os americanos já estão a dar uma contribuição muito significativa. E aumentaram o contingente com mais 20 mil homens no último ano. Na verdade, os efeitos dessas forças adicionais - com reforços também de outros países - ainda não se sentem totalmente. Não se pode concluir ainda que esta campanha não possa ter sucesso com os níveis de reforço que estão a ser realizados pela ISAF, por países que não fazem parte da NATO e pelos próprios afegãos. É, provavelmente, uma questão mais de calendário.

O tempo corre contra os aliados.

Porque é que o tempo corre contra nós?

Porque os talibãs têm aumentado o número de ataques.

A sua métrica tem sido, até agora, sobre o número de baixas e o números de ataques à bomba. Nós vemos a coisa pela perspectiva do progresso, da governabilidade e da estabilização nas áreas que os talibãs já não controlam. Embora a questão dependa da segurança, não está a ter em conta o progresso que tem sido feito enquanto os combates continuam.

Acredita que as eleições aconteceram na melhor altura?

O facto é que as eleições aconteceram. Os talibãs esforçaram-se por sabotá-las, aliás, houve um número elevado de ataques, mas que não impediram que as eleições tivessem lugar. Nós conhecemos os resultados e o senhor Karzai tem condições agora de formar um governo e continuar a gerir o país.

O embaixador americano em Kabul escreveu alguns memorandos polémicos dizendo que a vitória de Hamid Karzai compromete o envio de mais forças para o país e que isso não deve ocorrer até que se resolva o problema (relacionado com a fraude eleitoral e com acusações sistemáticas de corrupção). Concorda com ele?

Ele está em Cabul e está mais próximo do governo afegão do que eu. Mas tenho uma opinião diferente. Observei o modo como o governo é capaz de dar passos no sentido da estabilização e da governabilidade. O ideal seria fazer isso de uma maneira mais rápida, com um nível maior de garantias e, em paralelo, formar o exército afegão. A tese de que a campanha devia se desenvolver de forma sequencial, em que resolvemos primeiro a corrupção e a eficácia do governo central e a partir daí fazemos as outras coisas que são precisas ser feitas, é idealista. A situação não deve ser gerida assim.

Defende que esses progressos devem ser feitos em simultânea?

Sim, as coisas devem ser feitas simultaneamente, enquanto temos uma oportunidade para isso. Eu acredito que estamos condicionados pelo factor tempo. Se os talibãs não forem pressionados, eles vão ter mais oportunidades de intimidar as populações locais.

Por que é que existem duas estruturas militares distintas na missão internacional: a ISAF (NATO) e a Operation Enduring Freedom (OEF), ambas debaixo do comando do general McChrystal?

A cadeia de comando militar é mais eficiente agora do que no passado, mas é verdade que existem duas missões separadas, a ISAF e a OEF, e isso deve-se a um pequeno acidente da história e ao facto de os Estados Unidos terem entrado primeiro do que a NATO nesta campanha. Mas as duas operações são compatíveis e as cadeias de comando que gerem cada uma delas estão bastante integradas e coordenadas, partilhando informações e esse tipo de coisas. Já não é uma preocupação actualmente. Não sendo a solução ideal, também não é um cenário assim tão incomum.

Quando estive no Afeganistão reparei também que existe uma falta de coordenação entre os programas militares e os programas civis de cooperação internacional. Como é que os militares estão a trabalhar com as Nações Unidas e as outras organizações civis?

É um problema complicado, por causa do número de agências envolvidas. A integração com as agências civis, sejam elas internacionais ou afegãs, governamentais ou não, é uma mistura muito complexa. A minha opinião é de que no terreno as PRT, Provincial Reconstruction Teams (equipas militares), providenciam a organização ideal para os líderes afegãos articularem as suas aspirações de estabilização e as actividades de desenvolvimento nas províncias e nos distritos. As PRT deviam definir o que agências devem fazer, evitando que diferentes abordagens interfiram umas com as outras, evitando duplicações de recursos e assegurando um gasto eficiente do dinheiro. Em Cabul, é muito difícil perceber com clareza como funcionam as estruturas das organizações. Este é um problema que acontece em qualquer lado do mundo onde esteja um número elevado de agências internacionais, todas a tentarem contribuir para uma causa de forma apaixonada. Inevitavelmente, nem sempre conseguem-no fazer juntas. Mas temos de ser honestos: isso também ocorre nos nossos próprios países. Não é surpreendente que haja essa ligeira falha de coerência em Cabul. À medida que a campanha vai amadurecendo, esses problemas vão-se reduzindo.

Qual é o estado de saúde actual da Al-Qaeda no Afeganistão?

É muito difícil detectar a Al-Qaeda no Afeganistão. Uma das principais razões que levaram à criação desta missão foi eliminar os santuários da Al-Qaeda no país. E isso foi feito. E vai continuar assim enquanto a ISAF mantiver a sua presença, transferindo esse papel progressivamente para o exército afegão. A Al-Qaeda foi para outros lados.
Versão integral da entrevista publicada na edição do Expresso de 21 de Dezembro de 2009