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2 de março de 2021

NRP Setúbal parte para missão no Golfo da Guiné


(MGP)O navio patrulha oceânico NRP Setúbal largou hoje da Base Naval de Lisboa com destino ao Golfo da Guiné onde irá realizar uma missão de cooperação bilateral, desenvolvendo ações de colaboração no âmbito do projeto piloto das Presenças Marítimas Coordenadas no Golfo da Guiné até 30 de maio.

​A missão, denominada Mar Aberto, contextualiza-se na cooperação técnico militar, com os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), materializando parte dos acordos de cooperação de defesa e fiscalização, de vigilância conjunta, segurança marítima e atividades científicas.

Neste âmbito, o navio irá prestar apoio às atividades de Cooperação no Domínio da Defesa, designadamente em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Durante a permanência no Golfo da Guiné está previsto o embarque de equipas de fiscalização de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe por forma a realizar ações de vigilância e fiscalização marítima no quadro dos Tratados vigentes de fiscalização conjunta.

Durante a presente missão, o NRP Setúbal irá ainda participar no exercício OBANGAME EXPRESS, organizado pelos Estados Unidos da América, que visa estimular e incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo, assim como a interoperabilidade entre todas as forças e unidades navais.

​O NRP Setúbal é comandado pelo capitão-de-fragata Artur Dias Marques e possui uma guarnição de 58 militares, onde se inclui uma equipa de abordagem, uma equipa de mergulhadores, um oficial médico naval e ainda um aspirante a oficial da Escola Naval em estágio.

7 de novembro de 2019

NAVIOS DA MARINHA PORTUGUESA PROCURAM PIRATAS NO GOLFO DA GUINÉ

(Emgfa)Na madrugada de hoje o Centro de Operações Marítimas (COMAR) da Marinha recebeu um alerta de socorro proveniente de um navio mercante no Golfo da Guiné, para obter mais informação, o COMAR contactou de imediato os centros de operações congéneres da região e a navegação na área.

Através do Centro Maritime Domain Awareness for Trade – Gulf of Guinea (MDAT- GoG) , foi possível confirmar o ataque ao navio mercante por duas embarcações rápidas, numa tentativa de abordagem, incidente que se encontra ligado ao fenómeno de pirataria marítima existente na região.

O navio patrulha “Zaire”, em missão de longa duração de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe desde Janeiro de 2018, que se encontrava a navegar a cerca de 100 km do incidente, foi imediatamente empenhado para prestar o apoio necessário, tendo trocado informação com o navio que lançou o alerta de socorro, que confirmou a tentativa de abordagem.

A este, juntou-se o navio patrulha “Sines”, um dos mais recentes patrulhas oceânicos da Marinha, que se encontrava a caminho de São Tomé e Príncipe, numa missão no âmbito da cooperação no domínio da Defesa, diplomacia naval e apoio à política externa do Estado, inserida na iniciativa MAR ABERTO 2019.

Deste incidente não resultaram vítimas nem danos materiais no navio atacado. Pela distância a que o ataque se deu da costa, é provável a existência de uma embarcação-mãe na zona, navio de maior porte e que se destina a dar apoio aos ataques efectuados por lanchas rápidas de piratas.

Os navios portugueses continuam a patrulhar a área, no intuito de identificar presumíveis embarcações envolvidas na origem do ataque, reforçando o leque de acções que têm vindo a ser desenvolvidas em prol da segurança marítima no Golfo da Guiné

18 de fevereiro de 2019

Fragata portuguesa navega em zona de risco de pirataria marítima

(Emgfa)A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, prossegue missão no Golfo da Guiné, região do globo onde se tem vindo a verificar a ocorrência de ataques de pirataria marítima, tendo já ocorrido 10 ataques desde o dia 1 de Janeiro de 2019, que originam raptos frequentes de elementos das tripulações dos navios mercantes que cruzam a área.

Este crime, internacionalmente reconhecido, é também uma preocupação nacional, tendo em consideração que, em média, cruzam semanalmente esta zona de insegurança marítima cerca de 20 navios que arvoram pavilhão português.

O navio atracou em Douala, nos Camarões, no período de 17 e 18 de Fevereiro. Desde 2014 que Portugal não marcava presença com um navio da Marinha nos Camarões, tendo este porto sido visitado pela última vez pela fragata “Bartolomeu Dias”.

O navio ruma hoje em direcção a São Tomé e Príncipe, onde irá desenvolver várias acções de Cooperação no Domínio da Defesa com as Forças Armadas deste país membro da CPLP. Relembra-se que Portugal tem actualmente em curso o projecto de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, com a presença permanente do navio patrulha “Zaire”, da Marinha portuguesa. Sendo um meio com capacidade oceânica de intervenção a longa distância, através da sua presença nesta área o navio da Marinha tem contribuído para a dissuasão de actividades ilícitas e proteção dos recursos marinhos da região, ao mesmo tempo que incrementa a capacidade de patrulha, vigilância e apoio ao exercício da autoridade do Estado das águas sob soberania e jurisdição deste país.

O navio português encontra-se integrado na missão MAR ABERTO, com o objectivo principal de contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné, com especial ênfase junto dos países de língua oficial portuguesa, em matéria de segurança marítima e no apoio ao combate às actividades ilícitas no mar.

A fragata “Álvares Cabral” tem embarcado 159 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.

27 de outubro de 2018

Marinha portuguesa protege navio português no Golfo da Guiné

Visando contribuir para a segurança marítima na região do Golfo da Guiné, foi atribuída ao navio patrulha “Zaire”, da Marinha portuguesa, a tarefa de efectuar acompanhamento próximo ao rebocador “Monte da Luz”, de bandeira e tripulação portuguesa que, pela especificidade da operação que iria realizar, poderia ficar especialmente vulnerável aos riscos de pirataria e roubo armado no mar, que assolam o Golfo da Guiné.

O patrulha “Zaire” largou, assim, da Baía de Ana Chaves, em São Tomé e Príncipe (onde se encontra em missão), rumando ao porto de Abidjan, na Costa do Marfim, onde atracou na manhã de 18 de Outubro. Os dois navios largaram, então, do porto de Abidjan, ao início da tarde de 19 de Outubro, praticando já em companhia o canal de saída deste porto costa-marfinense.

Garantindo um acompanhamento próximo, uma vigilância atenta e uma prontidão imediata, o “Zaire” acompanhou o rebocador “Monte da Luz” desde o porto de origem, até uma distância onde os ataques de pirataria são pouco prováveis.

O navio português “Zaire” prossegue, actualmente, a sua missão de capacitação da Guarda-costeira de São Tomé e Príncipe, contribuindo activamente para o esforço de estabilidade na região, em particular no âmbito da segurança marítima. (Emgfa)

4 de junho de 2018

Navio patrulha português visita Nigéria para estreitar cooperação no combate à pirataria no Golfo da Guiné

O navio patrulha “Zaire” da Marinha Portuguesa, em missão na área de São Tomé e Príncipe visitou a Nigéria para participar, entre o dia 28 de maio e 1 de Junho, no exercício internacional organizado pela Marinha da Nigéria "Eku-kugbe18", que tem como objectivo promover a cooperação e a interoperabilidade entre as marinhas e as Guardas-costeira dos países do Golfo da Guiné e nações amigas face, face ao acréscimo de actividades criminosas que têm vindo a acontecer nesta região, onde se destacam os actos de pirataria, tráfico de droga e pesca ilegal e abusiva dos recursos marinhos.

Este exercício, cujo nome, no dialecto da Nigéria, significa cooperação e trabalho de equipa, juntou ainda mais de 15 navios de várias Marinhas, desde a Nigéria, Camarões, Gana, Togo, França e China, tendo envolvido igualmente uma aeronave de asa fixa e dois helicópteros da Marinha Nigeriana

Entre os exercícios realizados, destaca-se a simulação de resgates de navio mercantes sequestrados por piratas e a apreensão de embarcações de pesca em actividade ilegal.

Durante o período de navegação, o navio português embarcou elementos da futura guarnição da Guarda-costeira Santomense, que aproveitaram para adquirir experiência e treino interno.

Existiu ainda oportunidade para o navio atracar no porto de Lagos na Nigéria, onde contou com a presença do Embaixador de Portugal na Nigéria e do Comandante Naval da Marinha Portuguesa. Posteriormente regressou às águas de São Tomé e Príncipe onde prossegue a sua missão de capacitação da Guarda-costeira Santomense.

Segundo dados oficiais da Organização Marítima Internacional (International Maritime Organization) e da União Europeia, o Golfo da Guiné em 2017 ocupou o 2º lugar no mundo entre as regiões marítimas mais afectadas pela pirataria e roubo armado, registando 23% dos ataques em todo o mundo (o Mar da China ocupa o 1ª lugar do ranking mundial entre os estados costeiros mais afectados por este flagelo).

De 1 de Janeiro até à data de hoje ocorreram 70 ataques a navios no Golfo da Guiné, 47 dos quais ao largo da Nigéria, tendo 118 pessoas sido feitas reféns, um numero que já ultrapassa em muito o registo total de 2017 (85 pessoas reféns).

No período homólogo em 2017 foram registados metade dos ataques (32) e um número significativamente inferior de reféns (35).

O Golfo da Guiné ocupa o 1º lugar do ranking mundial dos ataques em alto mar, representando 50% dos ataques em todo o globo. (Emgfa)

16 de abril de 2018

Militares portugueses combatem aumento da pirataria no Golfo da Guiné

No âmbito do exercício internacional OBANGAME EXPRESS 2018, três navios, uma aeronave e 342 militares portugueses treinaram no Golfo da Guiné, entre os dias 21 e 28 de Março, tendo em vista a promoção da segurança marítima global da região.

Este foi o maior exercício multinacional na costa oeste de África, que se realiza anualmente e que pretende reforçar a interoperabilidade e proficiência dos países do Golfo da Guiné, em parceria com os países euro-atlânticos, por forma a promover acções que contribuam directamente para a segurança marítima na região.

Do total de 342 militares, 311 eram da Marinha e 31 da Força Aérea, apoiados por três navios da Marinha - a fragata “Álvares Cabral”, o reabastecedor “Berrio” e o patrulha “Zaire” - e uma aeronave P-3C de vigilância marítima da Força Aérea.

Portugal participou neste exercício promovido pelo comandante das forças navais norte-americanas para a Europa e África e 6ª Esquadra (United States Naval Forces Europe-Africa/United States 6th Fleet), em cooperação com países africanos (Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, República do Congo, República Democrática do Congo e Serra leoa), bem como com a Alemanha, Bélgica, Brasil, Canada, Dinamarca, Espanha, França, Marrocos, Holanda, Noruega, Espanha, Turquia e EUA.

Este exercício, visou essencialmente reforçar as capacidades de resposta aos riscos e ameaças emergentes no Golfo da Guiné, em concreto mo combate às actividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate à pirataria marítima, narcotráfico e delapidação abusiva dos recursos marinhos, bem como a proteção das bases de exploração petrolífera existentes na região.

A fragata da Marinha Portuguesa, NRP Álvares Cabral, participou em 8 exercícios de abordagens a navios suspeitos de actividades ilícitas, tendo proporcionado em especifico treino e formação às equipas de abordagem e vistoria das Marinhas dos países do Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau, República de Cabo Verde, Marrocos.

O patrulha da Marinha “Zaire”, colaborou directamente no treino de abordagem de equipas de fuzileiros santomenses, que estão a ser treinadas pelos fuzileiros portugueses. Sob coordenação do Centro de Operações da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, o navio efectuou igualmente uma acção de abordagem e vistoria ao navio dos Camarões, que simulou uma embarcação suspeita de tráfico humano e imigração ilegal onde, no âmbito do exercício, foram detectados cinco imigrantes ilegais, posteriormente entregues às autoridades locais.

Durante o destacamento da aeronave P-3C da Força Aérea portuguesa foram realizadas 6 missões dedicadas ao exercício, das quais 3 foram em ambiente de operação real de emprego do meio. Foram cobertos mais de 1.500.000 Km2 em patrulha, tendo para isso sido percorridos 9.000 Km nas mais de 30 horas voadas.

A fase de mar do OBANGAME EXPRESS 2018 terminou com a realização de um exercício de busca e salvamento marítimo conjunto, para a detecção e salvamento de um náufrago, tendo contado com a participação da fragata portuguesa “Álvares Cabral” e de navios patrulhas da marinha da Gâmbia e do Senegal e de uma aeronave de patrulha marítima deste país. (Emgfa)

27 de fevereiro de 2018

Portugal e Costa do Marfim unidos no combate à pirataria no Golfo da Guiné

Portugal e a Costa do Marfim vão conjugar esforços na luta contra a pirataria no Golfo da Guiné, o terrorismo e a criminalidade transnacional. Este foi um dos acordos alcançados, no domingo, em Abidjan, num encontro entre os ministros da Defesa dos dois países.

Durante a reunião que decorreu na capital da Costa do Marfim, José Azeredo Lopes e Hamed Bakayoko discutiram ainda as oportunidades de cooperação, incluindo a negociação de um Acordo de Defesa, a partilha de experiências, a formação e a realização de exercícios conjuntos.

Em análise esteve ainda a possibilidade de aquisição de capacidades militares por parte da Costa do Marfim.

No final do encontro, Azeredo Lopes felicitou vivamente o Governo Marfinense, em nome do Governo Português, pelo progresso registado nos planos económico e de segurança. O Ministro da Defesa Nacional reafirmou ainda o empenho de Portugal em apoiar a Costa do Marfim na sua intenção de alcançar o estatuto de país emergente até 2020.

Após a reunião, Azeredo Lopes convidou Hamed Bakayoko a visitar o reabastecedor de esquadra da Armada, “Bérrio”, atracado no Porto de Abidjan desde o dia 21 de Fevereiro. (Defesa)

30 de setembro de 2017

MARINHA PORTUGUESA TREINA CENÁRIOS DE TERRORISMO MARÍTIMO

O grupo dos 5+5 é constituído pelos países magrebinos Mauritânia, Marrocos, Argélia, Líbia e Tunísia, e pelos países da bacia do Mediterrâneo, onde se inclui Portugal, Espanha, França, Itália e Malta.

No exercício anual dos 5+5, participam meios navais e aéreos da Argélia, Espanha, França, Itália, Malta, Marrocos e vários observadores internacionais. da Marinha e da Força Aérea daqueles países. Portugal participará com o Navio da República Portuguesa (NRP) Viana do Castelo.

O exercício contempla cenários de terrorismo marítimo e de fluxos migratórios irregulares com origem nas alterações climáticas. Está igualmente previsto ser realizada a interceção de um navio mercante reportado como ligado a uma rede de crime transnacional com destino a um porto europeu bem como ações de cooperação internacional no âmbito da busca e salvamento no mar.

O objectivo do exercício passa por criar mecanismos de troca de informação e procedimentos de cooperação estimulando simultaneamente as relações de confiança entre as Marinhas e Forças Aéreas dos 10 países, por forma a melhorar a actuação conjunta e eficiente em operações internacionais de segurança marítima no mar Mediterrâneo.

Nesta missão o NRP Viana do Castelo embarca ainda uma equipa de abordagem dos Fuzileiros

3 de abril de 2015

Brasil e Portugal planeiam apoiar ações de segurança marítima no Golfo da Guiné

Militares brasileiros manifestaram interesse em apoiar acções de segurança marítima no Golfo da Guiné, na costa ocidental da África, junto com Portugal. O assunto foi debatido durante a V Reunião de Cooperação Estratégica de Defesa entre os dois países, realizada em Brasília (DF) no período de 31/03 a 2/4. O evento reuniu civis especialistas em defesa e integrantes das Forças Armadas.

De acordo com o vice-chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, almirante José Carlos Mathias, a região é estratégica para ambas nações. “Com esse encontro, ficou clara a posição brasileira e portuguesa acerca do tema”, disse. Futuramente, os dois países devem realizar actividades conjuntas para combater, sobretudo, a pirataria no Golfo da Guiné.

Também foram debatidos temas como a Política Nacional de Defesa, Indústria de Defesa, Saúde Militar e Ensino Superior Militar. O objectivo principal da reunião foi estreitar a parceria já existente luso-brasileira no sector.

Chefe da delegação portuguesa, o director-geral de Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, destacou os laços históricos que seu Estado mantém com o Brasil. E afirmou que compromissos bilaterais são importantes para aumentar a confiança e o diálogo a nível político. “Em algumas áreas encontramos espaço para desenvolver mais cooperação”, salientou.

A próxima Reunião de Cooperação Estratégica de Defesa Brasil-Portugal acontece na nação europeia em data a ser definida. (Portal Brasil)

27 de março de 2015

Contra-almirante português vai comandar a SNMG 1

O contra-almirante Silvestre Correia vai comandar a "Standing NATO Maritime Group 1", entre Junho e Dezembro deste ano, a força naval da organização no combate à pirataria no Índico, que será liderada pela fragata Dom Francisco de Almeida.

O porta-voz da Marinha adiantou à agência Lusa que a fragata portuguesa será o navio chefe desta força da Aliança Atlântica durante o segundo semestre de 2015.

Segundo um decreto do Presidente da República publicado hoje em Diário da República, o contra-almirante Alberto Silvestre Correia irá assumir as funções de comandante desta força entre 07 de Junho e 20 de Dezembro.

Licenciado em Ciências Militares Navais, o contra-almirante Silvestre Correia já foi comandante da Esquadrilha de Escoltas Oceânicos e também da Força de Reacção Imediata. (RTP)

20 de janeiro de 2015

Esquadra 601 "Lobos" em Cabo Verde

A Esquadra 601 encontra-se desde o passado dia 13 de Janeiro na African Maritime Law Enforcement Partnership(AMLEP) 2015, na operação designada de JunctionRain15, onde tem realizado várias missões conjuntas e combinadas.

A natureza dessas missões prende-se com o patrulhamento das áreas previamente definidas, assim como a partilha de informações com outra nação participante, os Estados Unidos. As Informações são relativas ao tipo de tráfego na área, a eventuais actividades ilícitas de narcotráfico, pesca ou mesmo pirataria. Esta partilha e operação conjunta visa garantir que se necessário, caso a situação o justifique, seja activada uma equipa de boarding que se encontra num navio de guerra americano, também ele a participar na mesma operação. A bordo do navio americano está também um UAV, meio orgânico que pretende ser usado para aumentar a projecção.  (FAP)

16 de janeiro de 2015

O ministro da Defesa "É necessário defender cada vez mais o território"

"A primeira missão das Forças Armadas é fazer a defesa dos nossos territórios e vemos o quanto [isso é] importante quando hoje somos assolados com as ameaças do terrorismo e das piratarias", declarou José Pedro Aguiar-Branco, acrescentando que "cada vez mais vamos dando valor e estamos preparados para estarmos em condições de poder responder de forma pronta a essas ameaças.

O governante, que falava na Lourinhã durante a cerimónia de assinatura de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Local e o Exército, deu como exemplos a intervenção da Força Aérea na intersecção de aeronaves russas, que circulavam em espaço sob jurisdição portuguesa, ou o resgate pela Marinha de cidadãos ilegais oriundos do continente africano, ambas em 2014.

Entre as missões de defesa do território, Aguiar-Branco destacou a ajuda às populações em trabalhos, como a limpeza de rios.

A parceria hoje firmada entre a Secretaria de Estado da Administração Local e o Exército visa a colaboração militar com os municípios em obras de desmatações, limpeza dos rios, terraplanagens, drenagens e abertura ou beneficiação de caminhos.

Para Aguiar-Branco, "é um bom exemplo racionalidade de meios e de que poder local e Forças Armadas são capazes de trabalhar de forma articulada", sublinhando que "é uma ideia errada" quando as Forças Armadas são criticadas por estarem "dentro dos quartéis sem fazerem nada".

O plano de actividade operacional do Exército para 2015 prevê trabalhos nos concelhos de Montachique, Castro Marim, Castelo de Vide, Portimão, Ponte de Sor, Sardoal, Monforte, Ferreira do Alentejo, Moura, Espinho, Arouca e Castanheira de Pera.

Desenvolvidos pelas unidades de engenharia n.º 1 e n.º3, o prazo médio de execução das obras ronda os seis a oito meses.

Entre 2011 e 2014, foram feitos trabalhos nos concelhos de Beja, Coimbra, Cantanhede, Vila Nova da Barquinha, Aljustrel, Sesimbra, Covilhã, Ribeira de Pena, Entroncamento, Mira, Abrantes, Golegã, Lourinhã e Sardoal.

De acordo com dados disponibilizados pelo Exército, foram intervencionados 50 mil metros quadrados em desmatações, 346 mil metros quadrados em aterros,185 mil nivelados e 225 mil compactados. 400 mil metros cúbicos foram escavados e 65 mil metros cúbicos de terras transportados.

O Exército participou ainda na construção de taludes, numa área de 550 metros quadrados, na colocação de 200 manilhas, na pavimentação de 35 metros cúbicos de asfalto e na limpeza de valetas (nove mil) e de três quilómetros de linhas de água.

Na Lourinhã, está a limpar ribeiras desde Setembro, ocasião em que o concelho registou cheias. (NM)

10 de dezembro de 2014

SEMINÁRIO: "PIRATARIA MARÍTIMA - REGIME JURÍDICO, REPRESSÃO E COMBATE"

Com esta iniciativa pretende-se a constituição de um fórum de discussão dos aspectos, quer académicos quer operacionais, da questão da repressão da actividade da pirataria marítima.​​​​

21 de abril de 2014

FRAGATA BARTOLOMEU DIAS INICIA A PARTICIPAÇÃO EM EXERCÍCIO NAVAL NO GOLFO DA GUINÉ

Em missão no golfo da Guiné desde o início do mês de Abril e após uma escala logística de três dias no porto de Douala, República dos Camarões, o NRP Bartolomeu Dias iniciou hoje conjuntamente com uma aeronave P3-C da Força Aérea a participação na fase de mar do exercício multinacional OBANGAME EXPRESS 14, que visa fomentar a segurança marítima na região.

Este exercício, que se realiza até ao próximo dia 23 ao largo da Nigéria e dos Camarões, conta com a presença de vinte e um países dos continentes americano, europeu e africano, e tem como grande objectivo promover a cooperação entre os países participantes e reforçar a capacidade dos países africanos da região no combate às ameaças que se desenvolvem no ambiente marítimo, em particular a pirataria e o tráfico ilícito.Golfo da Guiné

No decorrer da fase de mar do exercício serão treinadas técnicas de abordagem e vistoria com ações de emergência médica e busca e salvamento marítimo, sendo também testadas as capacidades de comando e controlo e comunicações dos diferentes meios envolvidos.

O exercício OBANGAME EXPRESS é um dos quatro exercícios promovidos anualmente em África pela marinha americana fazendo parte do programa Africa Partnership Station.

A fragata Bartolomeu Dias tem embarcados 186 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, tendo também embarcado para este exercício 16 elementos da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe.

O navio é o comandado pelo capitão-de-fragata Rui M. Marcelo Correia.(Emgfa)

15 de abril de 2014

Força Aérea Portuguesa e Guarda Costeira são-tomense em patrulhas conjuntas

"Faz falta esse tipo de fiscalização, nós temos verificado nos últimos tempos uma intensificação de actividades neste domínio, o que denota a preocupação do estado são-tomense e da comunidade internacional, particularmente de Portugal e da União Europeia com a questão de pirataria marítima", disse Gabriel Costa.

A missão de fiscalização conjunta da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe se inscreve no âmbito do acordo assinado em finais do ano passado entre os dois países, no âmbito da fiscalização marítima e será efectuado com o avião de patrulhamento marítimo da força aérea portuguesa P3 Orion que se encontra em São Tomé.

O primeiro-Ministro são-tomense sobrevoou hoje toda a zona económica exclusiva do seu país a bordo do P3 e considerou a pirataria marítima no Golfo da Guiné como um flagelo.

"É um avião convenientemente equipado e com capacidade para detectar tudo o que é anomalia nas nossas águas. Portanto, permite que, em cooperação com a nossa guarda costeira, possamos detectar actividades que põem em causa a segurança marítima nessa zona do Golfo da Guiné", considerou Gabriel Costa. (N.M)

21 de fevereiro de 2014

Pirataria no Golfo da Guiné pode justificar missão europeia em 2015

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, considera que os "sinais preocupantes" de pirataria no Golfo da Guiné justificam uma preparação para uma possível missão europeia na região em 2015.

"Estamos atentos à realidade do Golfo da Guiné onde estão a ressurgir sinais preocupantes de pirataria e a merecerem uma preparação para, em 2015, poder ser acautelada uma missão também da União Europeia de vigilância e actuação da União Europeia na área do combate à pirataria no Golfo da Guiné", afirmou esta sexta-feira o ministro da Defesa Nacional.

Aguiar-Branco sublinhou que "foi concluída com sucesso" a participação portuguesa na missão de combate à pirataria no Índico, (operação Atalanta) e que a prioridade passará a ser o Golfo da Guiné, região onde "a ameaça é crescente".

"Para Portugal é mais importante concentrar esforços de preparação, exercícios, de análise, no Golfo da Guiné porque é uma região que do ponto de vista estratégico é mais prioritária", disse. "Temos um grau de preparação em exercícios, reflexão e análise relativamente a missões que podem ter de acontecer em 2015. E podem ter de acontecer prioritariamente para aí", acrescentou.

De acordo com Aguiar-Branco, a reunião informal dos ministros da Defesa da União Europeia "reafirmou a importância de uma estratégia de segurança marítima e da centralidade do oceano Atlântico". Neste ponto, foi também reafirmada "a responsabilidade de cada Estado-membro ter em primeira mão o exercício de jurisdição sobre a zona económica marítima de que é titular".

Até Junho será elaborado o documento da Comissão Europeia sobre a definição da estratégia europeia de segurança marítima na qual, segundo Aguiar-Branco, Portugal será "parte activa". (Jornal Público)

5 de dezembro de 2013

EUROMARFOR REGRESSA À OPERAÇÃO ATALANTA

A Força Marítima Europeia (EUROMARFOR) foi reactivada hoje, 6 de Dezembro de 2013, para contribuir para a Operação Atalanta. A força é comandada pelo contra-almirante Hervé Blejean, da Marinha Francesa, que também é o EUNAVFOR Force Commander (CTF 465).

O navio chefe (comando e controlo) é o navio anfíbio francês SIROCCO. Os outros navios que integram esta força são a fragata italiana LIBECCIO e o patrulha de acção marítima TORNADO.

Esta é a segunda activação da EUROMARFOR no âmbito da Operação Atalanta. A primeira decorreu durante o período de 6 de Dezembro de 2011 até 6 de Agosto de 2013, num total de 20 meses. O último comandante da força foi o comodoro Jorge Novo Palma que exerceu o seu comando a bordo da fragata Álvares Cabral.

As nações da EUROMARFOR (França, Itália, Portugal e Espanha) mantêm uma vontade comum e determinada no combate à pirataria e aos roubos armados no mar. Esta nova missão integrada na Operação Atalanta representa parte do contributo da União Europeia em resposta ao pedido das Nações Unidas para se aumentar a segurança marítima ao largo da costa da Somália.

A EUROMARFOR é uma força multinacional, não permanente, pré-estruturada, criada em 1995 por França, Itália, Portugal e Espanha. A Trata-se de uma organização que pode assumir missões relacionadas com a gestão de crises, a segurança cooperativa e a segurança marítima. A principal área de interesse da EUROMARFOR é o Mar Mediterrâneo e as suas aproximações, no entanto podem ser considerados outros teatros de operações como é o caso da Operaçäo Atalanta.

A EUROMARFOR é uma força não permanente mas com elevada capacidade de resposta. Esta configuração permite a necessária flexibilidade de emprego requerida pelos actuais cenários predominantes de crises de despoletadas sem aviso antecipado. Para além da rápida capacidade de resposta e flexibilidade de configuração, a EUROMARFOR, sendo uma força marítima, tira partido da liberdade de acção no mar, o que representa um enorme valor operacional. Desta forma, a EUROMARFOR é uma ferramenta muito útil à disposição da diplomacia da União Europeia, bem como para outras importantes Organizações Internacionais.

Dependendo da natureza da missão, a dimensão da força pode ir de um pequeno grupo tarefa, apenas com alguns navios ou meios anfíbios, até uma força naval com muitos meios dotados de várias capacidades. Para cada missão, os meios e o comando e controlo são acordados pelas nações participantes. Além disso, a força pode integrar unidades de outras nações não pertencentes à EUROMARFOR, tanto para efeitos de treino como para as operações reais.

O comandante da EUROMARFOR é, desde 18 de Setembro de 2013 e durante 2 anos, o almirante Santiago Bolibar Piñeiro, actual Comandante Naval da Marinha Espanhola.(EMGFA)

9 de agosto de 2013

Fragata Álvares Cabral no mar vermelho

Terminado o empenhamento na Operação Atalanta no passado dia 6 de Agosto, a Fragata Álvares Cabral, da Marinha Portuguesa, encontra-se a navegar no Mar Vermelho, em direcção ao Canal do Suez, em trânsito para o Mediterrâneo, onde irá ser empenhada em apoio à operação Active Endeavour.

Após participação na missão de combate à pirataria a Álvares Cabral irá, durante a travessia do Mar Vermelho, treinar as situações menos rotinadas durante a Operação Atalanta, de forma a manter e potenciar a capacidade operacional, garantindo a prontidão para ser empenhada onde necessário, ao serviço do país.

Como exemplo, os últimos dias foram dedicados a manter as qualificações e a destreza exigidas em operações de voo para busca e salvamento, evacuação médica e voo por instrumentos, a efectuar treino de combate a incêndios, procedimentos de tiro de superfície e contra terra e treino do pelotão de abordagem.

Desta forma, ao mesmo tempo que regressa a Lisboa, o navio mantém a sua rotina operacional garantindo um elevado nível de proficiência para ser empenhado em mais uma missão de índole operacional, desta vez no Mediterrâneo, de 11 a 19 de Agosto, na operação de combate ao terrorismo e tráfico de armas de destruição maciça, conduzida pela NATO e denominada Active Endeavour.

Depois de ter dado um forte contributo para a ajuda humanitária à Somália e para segurança e liberdade da navegação no Oceano Índico, a Álvares Cabral volta a demonstrar o empenhamento de Portugal, no seio da comunidade internacional, para a paz e a segurança globais.(Local.pt)

7 de agosto de 2013

Portugal entrega comando da Operação Atalanta

Decorreu hoje, no porto de Djibuti, a bordo do navio português, a cerimónia de entrega de comando da Força Naval da União Europeia (EU NAVFOR) à Holanda, dando assim por concluída a missão da fragata NRP Álvares Cabral como navio-almirante.

A cerimónia de entrega de comando entre o Comodoro Novo Palma e o Comodoro Peter Lenselink, em representação das forças Portuguesa e Holandesa respectivamente, foi presidida pelo Segundo-comandante do Comando Operacional da Operação ATALANTA, Contra-almirante Jean Martens.

O Comodoro Novo Palma, durante a cerimónia de passagem de testemunho à Holanda, fez um balanço positivo da participação portuguesa nesta missão, destacando “a presença dissuasora e a patrulha eficaz”, durante a qual não ocorreram ataques piratas com sucesso. O Comodoro Novo Palma salientou ainda o sucesso na escolta aos navios do Programa Alimentar Mundial “que permitiu que a ajuda alimentar chegasse ao povo da Somália, de forma segura e regular”.

A fragata portuguesa foi o navio-almirante da EU NAVFOR desde o início de Abril, sendo esta a segunda vez que Portugal assumiu a responsabilidade de comandar uma Força Naval da EU.

A Operação ATALANTA tem por missão assegurar a protecção dos navios do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas e, simultaneamente, combater a pirataria no Mar Vermelho, Golfo de Áden, Golfo de Omã e em toda a Bacia da Somália, incluindo a parte norte do Canal de Moçambique.

A fragata NRP Álvares Cabral está em transito para Portugal, estando prevista a sua chegada a Lisboa no próximo dia 21 de Agosto.(DN)

6 de agosto de 2013

FRAGATA ÁLVARES CABRAL TERMINA PARTICIPAÇÃO NA OPERAÇÃO ATALANTA

Hoje, dia 06 de Agosto, a fragata Álvares Cabral concluiu a sua participação na Operação ATALANTA como navio-almirante da EU NAVFOR, data em que terminou também o Comando Português da Força Naval da União Europeia (EU NAVFOR).

A cerimónia de entrega de comando da EU NAVFOR, que decorreu a bordo do navio da Marinha Portuguesa no Porto do Djibuti, entre o Comodoro Jorge Novo Palma e o Comodoro Peter Lenselink, da Marinha Holandesa, foi presidida pelo Segundo-comandante do Comando Operacional da Operação ATALANTA, Contra-almirante Jean Martens, e contou com a presença de diversas entidades militares e civis, incluindo representações dos navios que integram actualmente a EU NAVFOR.

A participação da Álvares Cabral teve a duração de 4 meses, tendo a fragata da Marinha Portuguesa executado diversas tarefas, das quais se destacam patrulhas no Corredor Internacional de Tráfego Recomendado (IRTC), no Golfo de Áden, missões de reconhecimento e recolha de informação junto à costa da Somália e a realização de diversas Friendly Approaches a embarcações regionais.

“O Comando Português da 14ª rotação e a acção da Álvares Cabral, saldaram-se nos últimos 4 meses num sucesso assinalável, pois através de uma presença dissuasora e uma patrulha eficaz, não ocorreu nenhum ataque pirata com sucesso. Adicionalmente, ao longo deste período, a EU NAVFOR continuou a garantir as escoltas aos navios do Programa Alimentar Mundial, que permitiram que a ajuda alimentar chegasse ao povo da Somália de forma segura e regular. Estamos por isso muito satisfeitos e deixamos o Oceano Índico, de regresso a casa, com a consciência plena de dever cumprido.”, referiu o comandante do navio.

A fragata Álvares Cabral encontra-se presentemente em trânsito para Portugal, estando prevista a sua chegada à Base Naval de Lisboa no dia 21 de Agosto.

O NRP Álvares Cabral é comandado pelo Capitão-de-mar-e-guerra Nuno Sobral Domingues, dispõe de um helicóptero Lynx e a sua guarnição é constituída por 187 militares.(EMGFA)