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15 de março de 2016
Estado coloca à venda Hospital da Marinha
O Estado colocou à venda o antigo Hospital da Marinha, em Lisboa, com um preço-base de licitação de 12 milhões de euros. A venda será feita através de hasta pública, num leilão que vai decorrer no dia 8 de Abril, na Sociedade de Geografia. O edifício do século XIX, que se situa junto ao Panteão Nacional com uma área bruta de quase 15 mil metros quadrados, tem vista privilegiada sobre o rio Tejo, tendo por isso um particular valor atractivo para o investimento imobiliário. (CM)
21 de agosto de 2012
Ministro da Defesa nomeia especialistas para transferir Centro de Medicina Hiperbárica
O ministro da Defesa nomeou um grupo de trabalho para planear a transferência do Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica (CMSH) da Marinha do Hospital de Santa Clara para o novo Hospital das Forças Armadas (HFAR).Segundo um despacho publicado hoje em Diário da República, assinado por José Pedro Aguiar-Branco, o grupo de trabalho tem como missão “identificar as adaptações a realizar no prédio militar onde será criado o Pólo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas”, no Lumiar, para além de preparar a “instalação” e apurar “o tempo necessário para as obras de adaptação e os custos inerentes a esses trabalhos”.Os cinco especialistas designados pelo ministro da Defesa terão ainda de “identificar uma alternativa à Câmara Hiperbárica, durante o período em que esta tenha de permanecer desactivada”.
A transferência resulta da fusão dos quatros hospitais militares existentes em Lisboa (Marinha, Força Aérea e Exército) no Hospital do Lumiar, que até agora pertenceu à Força Aérea Portuguesa.
O despacho refere ainda que o Hospital do Lumiar “permite a instalação na sua área de influência de outras estruturas de saúde militar, possibilitando a constituição nesse espaço de um ‘Campus’ de Saúde Militar que assegure uma utilização comum e sinérgica de serviços por parte dessas estruturas, conduzindo a uma maior rentabilização de recursos, com previsíveis proveitos de eficácia e eficiência”.
O CMSH da Marinha Portuguesa, a funcionar desde 1989, é um dos únicos equipamentos do género em Portugal, sendo utilizado maioritariamente por civis.
Os tratamentos de oxigenoterapia hiperbárica - administração de oxigénio puro a uma pressão superior à atmosférica - são utilizados por exemplo para casos de intoxicação por monóxido de carbono, de descompressão, em feridas de difícil cicatrização ou efeitos secundários da radioterapia. Diário Digital com Lusa
13 de dezembro de 2010
Armada "deve fazer o luto" pela perda do seu hospital
Exército e Força Aérea desvalorizam crítica da Marinha ao facto de os novos serviços comuns ainda não terem regulamentos.
Os três ramos das Forças Armadas discordam da velocidade a que deve avançar a reforma da saúde militar e de algumas das soluções, mas as reservas da Marinha estão a deixá-la isolada face ao Exército e à Força Aérea.
"A Armada tem de fazer o luto pela perda de Santa Clara", declarou ao DN uma alta patente, sob anonimato por não estar autorizada a falar e por se pronunciar sobre a 'casa' de terceiros. Mesmo o centro de medicina subaquática e hiperbárica da Marinha "é um meio de prestar tratamentos, que não precisa de ter quadros muito diferenciados lá colocados", adiantou a citada fonte, embora reconhecendo a sua especificidade a nível operacional.
Dizendo compreender as reservas da Marinha - visíveis, por exemplo, no facto de ainda não ter enviado quase nenhum dos seus médicos para os hospitais da Estrela (Exército) e do Lumiar (Força Aérea) - "no tempo" do anterior comandante, almirante Melo Gomes (porque estava a terminar o seu mandato), os outros dois ramos consideram que agora, com um novo chefe, essa atitude "começa a ser indefensável [e] é insustentável".
A par da extinção do hospital de Santa Clara (apesar de essa estrutura "dar lucro"), a Marinha rejeita uma reforma onde se sente "canibalizada pelo Exército" (leia-se ir preencher as lacunas da Estrela com os seus recursos humanos e materiais) - percepção que é partilhada pela Força Aérea: "Não estamos disponíveis para ser canibalizados."
Fontes da Armada apontam ainda a proposta de os futuros departamentos tutelarem especialidades sedeadas em locais diferentes ou, ainda, o facto de os serviços hospitalares comuns já criados (em Setembro e Novembro) ainda não terem regulamentos próprios.
"Nunca pensei assistir a uma coisas dessas. Não há regulamentação [quem chefia, como funciona um serviço], é o arbítrio", criticou um oficial médico da Armada, alertando para outra questão: O que acontecerá "quando houver casos graves [de erros clínicos] e for invocada a responsabilidade civil" pelos actos em causa?
Um responsável do Exército desvaloriza essa situação. "Existem serviços conjuntos há muitos anos, que têm regulamentos. Há normas, as pessoas não estão desenquadradas" e, portanto, é possível extrapolar essa regulamentação para ultrapassar o problema.
Uma fonte da Força Aérea, subscrevendo aquela posição do Exército, apontou ainda exemplos negativos que decorrem da atitude da Armada: "Estávamos à espera que a Marinha assumisse a chefia da dermatologia [e]esperávamos dar a direcção do serviço de 'otorrino' ao Exército ou à Marinha", mas isso é impossível enquanto os médicos navais não se apresentarem.
O anterior chefe da Armada, almirante Melo Gomes, repetiu ao DN que "a Marinha está com a reforma, se for para um edifício único". "Queremos saber qual é o [modelo final] do programa funcional do hospital, pois não podemos ter hospitais bipolares, como sempre disse", frisou. "Ou um hospital único nas instalações com melhores condições [leia-se Lumiar] ou então umas novas, em partilha com o Serviço Nacional de Saúde", adiantou Melo Gomes. (DN)
Os três ramos das Forças Armadas discordam da velocidade a que deve avançar a reforma da saúde militar e de algumas das soluções, mas as reservas da Marinha estão a deixá-la isolada face ao Exército e à Força Aérea.
"A Armada tem de fazer o luto pela perda de Santa Clara", declarou ao DN uma alta patente, sob anonimato por não estar autorizada a falar e por se pronunciar sobre a 'casa' de terceiros. Mesmo o centro de medicina subaquática e hiperbárica da Marinha "é um meio de prestar tratamentos, que não precisa de ter quadros muito diferenciados lá colocados", adiantou a citada fonte, embora reconhecendo a sua especificidade a nível operacional.
Dizendo compreender as reservas da Marinha - visíveis, por exemplo, no facto de ainda não ter enviado quase nenhum dos seus médicos para os hospitais da Estrela (Exército) e do Lumiar (Força Aérea) - "no tempo" do anterior comandante, almirante Melo Gomes (porque estava a terminar o seu mandato), os outros dois ramos consideram que agora, com um novo chefe, essa atitude "começa a ser indefensável [e] é insustentável".
A par da extinção do hospital de Santa Clara (apesar de essa estrutura "dar lucro"), a Marinha rejeita uma reforma onde se sente "canibalizada pelo Exército" (leia-se ir preencher as lacunas da Estrela com os seus recursos humanos e materiais) - percepção que é partilhada pela Força Aérea: "Não estamos disponíveis para ser canibalizados."
Fontes da Armada apontam ainda a proposta de os futuros departamentos tutelarem especialidades sedeadas em locais diferentes ou, ainda, o facto de os serviços hospitalares comuns já criados (em Setembro e Novembro) ainda não terem regulamentos próprios.
"Nunca pensei assistir a uma coisas dessas. Não há regulamentação [quem chefia, como funciona um serviço], é o arbítrio", criticou um oficial médico da Armada, alertando para outra questão: O que acontecerá "quando houver casos graves [de erros clínicos] e for invocada a responsabilidade civil" pelos actos em causa?
Um responsável do Exército desvaloriza essa situação. "Existem serviços conjuntos há muitos anos, que têm regulamentos. Há normas, as pessoas não estão desenquadradas" e, portanto, é possível extrapolar essa regulamentação para ultrapassar o problema.
Uma fonte da Força Aérea, subscrevendo aquela posição do Exército, apontou ainda exemplos negativos que decorrem da atitude da Armada: "Estávamos à espera que a Marinha assumisse a chefia da dermatologia [e]esperávamos dar a direcção do serviço de 'otorrino' ao Exército ou à Marinha", mas isso é impossível enquanto os médicos navais não se apresentarem.
O anterior chefe da Armada, almirante Melo Gomes, repetiu ao DN que "a Marinha está com a reforma, se for para um edifício único". "Queremos saber qual é o [modelo final] do programa funcional do hospital, pois não podemos ter hospitais bipolares, como sempre disse", frisou. "Ou um hospital único nas instalações com melhores condições [leia-se Lumiar] ou então umas novas, em partilha com o Serviço Nacional de Saúde", adiantou Melo Gomes. (DN)
16 de junho de 2010
Médicos da Armada preferem sair
Reunião terminou com maioria a recusar ir para os hospitais do Exército e da FAP
Uma "parte significativa" dos 85 médicos do Hospital de Marinha, que se reuniram segunda-feira para analisar a reforma da Saúde Militar, "preferem sair" da instituição a prestar serviço nos hospitais do Exército ou da Força Aérea, disseram ontem fontes do ramo ouvidas pelo DN.
Nessa reunião, presidida pelo director do Serviço de Saúde da Armada, contra-almirante Teles Martins, uma "larga maioria" dos clínicos presentes também disse que "não aceita" ver a sua carreira "gerida por outra entidade" - leia--se o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), que agora tutela o hospital único das Forças Armadas (HFA), adiantaram as fontes.
O HFA foi legalmente criado em 2009 e tem dois pólos, um no Porto e outro em Lisboa. Este engloba os quatro hospitais tutelados pelos três ramos na capital: Marinha (Campo Santa Clara), Exército (Belém e Estrela) e FAP (Lumiar). A reforma avança este ano com a criação de 18 serviços de utilização comum, dos quais só dois na Armada, segundo foi recentemente aprovado pelo ministro da Defesa.
Augusto Santos Silva, porém, mandou dias depois estudar a criação de mais sete serviços comuns, a instalar só na Estrela ou no Lumiar, deixando implícito o fecho do hospital de Belém e do da Armada a curto prazo - como o CEMGFA, general Valença Pinto, defendeu há junto do ministro - e não a médio prazo, como diz a resolução do Conselho de Ministros sobre essa matéria.
A Armada escusou-se a comentar o encontro dos clínicos, limitando-se a repetir a afirmação já feita ao DN: "A reforma é útil mas, sendo uma matéria muito sensível, precisa de estudos credíveis", disse o porta-voz, João Barbosa.
A Armada defende a instalação do HFA junto a um hospital civil, para que os médicos não precisem de trabalhar noutros locais para manter as suas qualificações e, ainda, facilite a cooperação com o Serviço Nacional de Saúde.
A acontecer, a saída de um número significativo de médicos da Armada (passando à reserva ou por abate aos quadros) irá agravar os problemas do hospital do ramo, pois a Estrela e o Lumiar não parecem ter capacidade para absorver o universo de utentes da Marinha a curto ou médio prazos.
Quem já tomou posição "em defesa do hospital da Marinha" foi o almirante Martins Guerreiro, propondo um "amplo debate" no Clube Militar Naval para ajudar "quanto às acções a desenvolver".(DN)
Uma "parte significativa" dos 85 médicos do Hospital de Marinha, que se reuniram segunda-feira para analisar a reforma da Saúde Militar, "preferem sair" da instituição a prestar serviço nos hospitais do Exército ou da Força Aérea, disseram ontem fontes do ramo ouvidas pelo DN.
Nessa reunião, presidida pelo director do Serviço de Saúde da Armada, contra-almirante Teles Martins, uma "larga maioria" dos clínicos presentes também disse que "não aceita" ver a sua carreira "gerida por outra entidade" - leia--se o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), que agora tutela o hospital único das Forças Armadas (HFA), adiantaram as fontes.
O HFA foi legalmente criado em 2009 e tem dois pólos, um no Porto e outro em Lisboa. Este engloba os quatro hospitais tutelados pelos três ramos na capital: Marinha (Campo Santa Clara), Exército (Belém e Estrela) e FAP (Lumiar). A reforma avança este ano com a criação de 18 serviços de utilização comum, dos quais só dois na Armada, segundo foi recentemente aprovado pelo ministro da Defesa.
Augusto Santos Silva, porém, mandou dias depois estudar a criação de mais sete serviços comuns, a instalar só na Estrela ou no Lumiar, deixando implícito o fecho do hospital de Belém e do da Armada a curto prazo - como o CEMGFA, general Valença Pinto, defendeu há junto do ministro - e não a médio prazo, como diz a resolução do Conselho de Ministros sobre essa matéria.
A Armada escusou-se a comentar o encontro dos clínicos, limitando-se a repetir a afirmação já feita ao DN: "A reforma é útil mas, sendo uma matéria muito sensível, precisa de estudos credíveis", disse o porta-voz, João Barbosa.
A Armada defende a instalação do HFA junto a um hospital civil, para que os médicos não precisem de trabalhar noutros locais para manter as suas qualificações e, ainda, facilite a cooperação com o Serviço Nacional de Saúde.
A acontecer, a saída de um número significativo de médicos da Armada (passando à reserva ou por abate aos quadros) irá agravar os problemas do hospital do ramo, pois a Estrela e o Lumiar não parecem ter capacidade para absorver o universo de utentes da Marinha a curto ou médio prazos.
Quem já tomou posição "em defesa do hospital da Marinha" foi o almirante Martins Guerreiro, propondo um "amplo debate" no Clube Militar Naval para ajudar "quanto às acções a desenvolver".(DN)
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