1 de setembro de 2018
NRP Figueira da Foz fiscaliza áreas de pesca ao largo do Canadá
Para esta missão será empenhado o NRP Figueira da Foz, que irá embarcar um elemento coordenador da EFCA (Agência Europeia de Controlo das Pescas), um inspector da DGRM e dois inspectores da União Europeia, provenientes da Estónia. Está previsto que o navio assegure mais de 600 horas de patrulha na área de operações.
A NAFO é uma organização de carácter intergovernamental que tem por objectivo promover uma exploração sustentável dos recursos da pesca nesta zona de operação. Esta organização integra doze partes contratantes: União Europeia, Canadá, Estados Unidos da América, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Ucrânia, Cuba, Japão, Islândia, Dinamarca e França. Sendo estes os países comunitários que possuem navios a pescar nas águas desta organização, são os responsáveis por participar nas missões de fiscalização da actividade piscatória, a realizar nessas áreas. (MGP)
5 de agosto de 2017
MARINHA MAPEIA MAR DOS AÇORES
Estes trabalhos, que tiveram início no dia 24 de Julho, inserem-se no âmbito da missão da Marinha de mapeamento do mar dos Açores e que incluíram também a recolha de sedimentos.
Os trabalhos foram acompanhados por uma equipa de 6 investigadores/ alunos, de diversas nacionalidades, do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores.
A equipa da Brigada Hidrográfica, a operar uma lancha de sondagem projectada a partir do navio, incidiu os seus trabalhos de levantamentos hidrográficos numa área localizada entre a Ponta da Ferraria e os Mosteiros. Nesta zona, de grande interesse para a comunidade científica pela sua biodiversidade marinha e morfológica, foi possível identificar e recolher dados das profundidades do fundo do mar do banco dos “Lourenços” e do banco “Sabrina”.
Com recurso ao sistema multifeixe de grande resolução, para além dos dados de profundidades e de retrodispersão acústica do fundo, foi ainda adquirida informação da coluna de água onde se podem identificar fontes hidrotermais existentes nos Mosteiros e Ferraria.
Nesta missão, de natureza científica para mapear o mar dos Açores, o navio já efectuou 863 horas de navegação e percorreu cerca de 5450 milhas.
Neste momento, o navio hidrográfico encontra-se atracado em Ponta Delgada até dia 5 de Agosto, de onde largará rumo aos Ilhéus das Formigas, afim de obter informação hidrográfica actualizada nesta área. (MGP)
15 de agosto de 2015
NRP FIGUEIRA DA FOZ EM MISSÃO DE FISCALIZAÇÃO NO CANADÁ
Nesta missão, que decorre até ao dia 30 de Agosto, estão embarcados no Navio de Patrulha Oceânico Figueira da Foz quatro inspectores comunitários, sendo dois inspectores de pescas da Autoridade Nacional de Pesca de Portugal (DGRM), um inspector de pescas da entidade homóloga da Polónia e um coordenador da Agência Europeia de Controlo de Pescas (EFCA).
O navio da Marinha irá navegar cerca de 7.000 milhas náuticas, realizando acções de fiscalização a embarcações de pesca numa área de cerca de 2.700.000 Km2, em águas internacionais no Atlântico Noroeste, denominada por área da convenção North Atlantic Fishing Organization (NAFO). A natureza deste tipo de missão tem como objectivo assegurar a longo prazo a conservação e exploração sustentada dos recursos de pesca existentes na área convencionada, salvaguardando o ecossistema marinho onde estes recursos se encontram.
De 14 a 16 de Agosto o navio está atracado no porto de St John's, na Terra Nova (Canadá), onde será entregue uma escultura arquitectada na Gafanha da Nazaré, que será mais tarde erigida no cemitério de Mount Carmel, em St. John's, junto à campa do pescador Dionísio Esteves, falecido em 1966 no mar da Terra Nova.
Esta iniciativa, liderada e financiada localmente pelo empresário e autor Jean Pierre Andrieux, pretende servir de homenagem a todos as centenas de pescadores portugueses que pereceram no passado durante a árdua faina da pesca ao largo das águas dos grandes bancos da Terra Nova. O pescador Dionísio Esteves fez parte da tripulação do lugre bacalhoeiro Santa Maria Manuela, um dos muitos navios que pertenceu à frota bacalhoeira portuguesa de outrora. (MGP)
28 de outubro de 2014
IH NA ORGANIZAÇÃO DA 7ª CONFERÊNCIA EUROGOOS
16 de novembro de 2013
6 de outubro de 2012
Série Mar Português: tanto mar para tão pouca marinha
Nas vésperas do alargamento da área de jurisdição nacional no mar, a Marinha vê-se a braços com o congelamento de equipamentos essenciais para prossecução da sua missão. A contenção financeira a isso obriga. Perante essa realidade, a solução passa por "ajustamentos" e aproveitar "sinergias", tanto dentro do Estado português, como com entidades internacionais e outros países.A situação não é nova, mas com a imposição das políticas de restrição orçamental, os programas de reequipamento há muito definidos para as Forças Armadas foram primeiro cativados e depois cancelados. No caso da Marinha, essa decisão implicou o congelamento, por exemplo, da construção de seis dos oito navios de patrulha oceânicos, que deveriam substituir as envelhecidas corvetas da Armada.
A limitação de meios na Marinha ganha outra relevância, se se tiver em conta o projecto de alargamento da Plataforma Continental. Significa a extensão da área de soberania marítima portuguesa dos actuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados para os 3,8 milhões de quilómetros quadrados. Mesmo sem essa extensão Portugal já é o 11.º maior país do mundo em termos de área de águas jurisdicionais.
Para além disso, à Marinha e à Força Aérea estão cometidas missões que vão para lá da defesa militar daquele espaço. Têm também um papel no desenvolvimento cientifico e económico relacionado com o mar. Isso traduz-se na obrigação de fazer frente a ameaças tão variadas como o terrorismo, pirataria, proliferação de armamento, narcotráfico, tráfico de seres humanos, imigração ilegal, depredação de recursos vivos e não vivos, combate à poluição no mar. Tudo isto numa área pela qual passa 53% do comércio externo da União Europeia.
No Ministério da Defesa, garantir a soberania e a vigilância em tanto mar numa altura de contenção orçamental não é visto como uma missão impossível. Implica "ajustamentos" nas despesas, ao mesmo tempo que se procuram soluções que potenciem poupanças.
"Temos a esquadra ideal, temos a estrutura ideal? Não temos, daí a definição de prioridades", afirma Paulo Braga Lino, secretário de Estado da Defesa, ao PÚBLICO. Para o governante, há duas prioridades: a reafectação de meios financeiros para a operação e a procura de tecnologia de ponta.
Como exemplo, Braga Lino cita o "rearranque a muito curso prazo da conclusão do segundo navio de patrulha oceânico (NPO)". O objectivo é ter os dois novos navios no mar já em 2013. Não só pela necessidade de substituir equipamento obsoleto, mas também pela poupança possível. "Um NPO a fazer fiscalização face aos meios actuais requer muito menos pessoas", assegura o secretário de Estado, comparando os 33 militares necessário para preencher a guarnição de um NPO, por oposição aos 66 que a corveta mais antiga exigia. "O que temos de garantir é que, com meios mais eficientemente geridos e com tecnologia mais avançada, conseguimos fazer esse patrulhamento sem que seja necessária a presença física", explica.
A Marinha já de há uns anos a esta parte que se tem precavido para este desafio através de um conjunto de estudos sobre o planeamento de forças, tendo em conta a extensão da Plataforma Continental.
Em 2010, o Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica da Marinha publicou um trabalho precisamente sobre "A Plataforma Continental Portuguesa e o Hypercluster do Mar". Uma das vertentes dessa análise foi a "Plataforma Continental na Problemática da Defesa Nacional", feita pelo vice-almirante e ex-vice-chefe do Estado-Maior da Armada Lopo Cajarabille.
Ao inventariar o "actual sistema de forças", o vice-almirante concluiu ser "evidente que os meios necessários para vigiar e fiscalizar uma plataforma continental de 1,7 milhões de quilómetros quadrados não serão suficientes para uma plataforma continental de mais do dobro dessa grandeza".
Por isso, o estudo propunha "redimensionar a Marinha". E enumerava um conjunto de meios adicionais que considerou essenciais. Começou pelos patrulhas oceânicos, cujo contrato de construção foi assinado por Paulo Portas, quando era ministro da Defesa. E defendeu que a Marinha necessitaria para a sua missão de "vigilância permanente e intervenção sem oposição militar" não dos oito destes navios que estão previstos mas sim de dez.Um número bem distante do que a Marinha tem hoje ao seu dispor. O actual ministro da Defesa congelou o contrato de Portas. Dos oito apenas dois serão construídos nos próximos tempos, tendo a Armada de cumprir a sua missão com as corvetas que têm cerca de 40 anos de serviço.
As fragatas foram citadas pela sua capacidade de "intervenção musculada". Também aqui Lopo Cajarabille aponta para a falta de meios, defendendo a existência de seis, em vez das actuais cinco fragatas.
No que toca aos submarinos, a contabilidade também peca por defeito. "Com dois submarinos não se garante a disponibilidade permanente de uma unidade", alertou o vice-almirante antes de propor que o Estado português dispusesse de quatro submarinos. Mas admitindo que seria possível resolver o problema com a obtenção de "dois novos submarinos de menor dimensão e capacidades".
Alertou ainda para o problema do reabastecimento da esquadra, actualmente feita por um único navio, o Bérrio. Lembrando os períodos de indisponibilidade para manutenção, defendeu a aquisição de outro ou então "ter um navio mercante preparado com antecedência para ser adaptado a reabastecedor". "Sem reabastecedor, as fragatas perdem muita autonomia", referiu.
O vice-almirante apontou ainda para a necessidade de "aumentar a capacidade em termos de equipas [de fuzileiros] especializadas de abordagens", mas também de aquisição de quatro drones, ou veículos aéreos não tripulados. Uma solução que daria "maior eficácia à vigilância marítima de forma relativamente barata".
Mas a actual realidade portuguesa afasta qualquer possibilidade de concretizar este exercício de previsão de meios feita por um vice-chefe de Estado-Maior da Armada. No ministério, a posição sobre o reequipamento é clara. Não vale a pena ter no papel uma Marinha perfeita que depois na prática não pode ser criada devido aos constrangimentos financeiros. O Governo só vai "tomar decisões que sejam verdadeiramente possíveis de executar" avisa o secretário de Estado da Defesa.
Há outras formas de se atingir o objectivo de garantir a "perfeita cobertura dessa extensão" de mar, explica Braga Lino. A este estudo contrapõe que não se pode "estar só a falar de presença física no mar": "Temos de garantir que todo o sistema de fiscalização funciona. Alargar o espectro de fiscalização mesmo sem estarmos fisicamente a navegar."
A estratégia está definida. Estudar a área para identificar as zonas potencialmente mais importantes em termos de garantia de segurança e vigilância. Braga Lino cita o trabalho desenvolvido e a desenvolver pelos dois navios do Instituto Hidrográfico: "Para conseguirmos maximizar a eficiência da utilização dos nossos próprios recursos é fundamental que tenhamos conhecimento aprofundado de toda a área."
Depois, é necessário manter um sistema de vigilância capaz de monitorizar toda aquela extensão marítima. Radares e satélites, portanto. Aqui, o governante começa a falar de sinergias. Seja entre organismos do Estado português, seja através da cooperação com entidades estrangeiras.
Ao nível do Estado português, dá o exemplo na fiscalização da orla costeira, que pode ser articulado com o sistema gerido pelo Ministério da Administração Interna. Este, nos últimos meses, tem sido notícia por não estar em condições de assegurar efectivamente essa vigilância.
Mas no mar alto os parceiros terão de ser outros. Aproveitar equipamentos de outros países. "Ao nível da nossa indústria de defesa, uma das nossas empresas dispõe e desenvolve sistemas que, sendo vendáveis e depois utilizáveis por outras entidades, poderão por nós ser aproveitados, ainda que não estejam em nossa posse." Braga Lino fala do sistema de radares a ser instalado nos Açores para serem utilizados pela NATO. Mas não só.O Governo não descarta a possibilidade de conseguir que outros países partilhem com Portugal o uso de satélites para monitorização do território. Essa solução terá, porém, o risco de se ter acesso a esse tipo de equipamentos com algum atraso temporal e filtrado por esses países aliados.
O chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Saldanha Lopes, admite que essa situação implique um risco para a soberania. "Onde houver vazio alguém o irá ocupar", reconhece."Nós em tantos domínios – para não irmos mais longe nos domínios económico e financeiro – não podemos esquecer que há interesses. E esses interesses acabam por ser condicionantes de toda uma actividade económica, uma actividade própria da potencialidade de um país se assumir com as suas mais-valias."
A avaliação que faz, indicia que os investimentos feitos no passado recente deixaram a Marinha melhor do que estava há uns anos: "A renovação da esquadra começou há 20 anos, chegámos a um ponto em que temos as fragatas de que necessitamos, que são cinco, os submarinos é o mínimo, mas não temos capacidade para ter mais."
Mas Saldanha Lopes não esconde que existem problemas. O atraso na chegada dos NPO é a principal dor de cabeça. "Temos problemas exclusivamente na renovação dos navios mais antigos [corvetas] e que são a espinha dorsal neste dispositivo que temos de ter para esta área", admite.
A dúvida que se instala, então, é se Portugal terá condições para cumprir as suas missões de forma exemplar durante alguns anos. Mas o secretário de Estado da Defesa rejeita liminarmente que Portugal não tenha essa capacidade, lembrando não ser este o primeiro período em que os miliates têm de lidar com este tipo de desvantagens: "Até hoje todas as missões atribuídas às FA têm sido cumpridas sem falhas.". (Público)
14 de junho de 2012
30 de setembro de 2011
Porto de Setúbal quer evitar actos de pirataria
“A economia é suportada por uma cadeia de transporte marítimo e, sem dúvida, não há excepções na distribuição dos prejuízos causados pela pirataria”, afirma Carlos Lopes, para quem estas acções criminosas “representam uma considerável perturbação no movimento de contentores via marítima”. José Santos, director geral da CMA CGM Portugal, uma das maiores empresas de logística marítima, elucida para o “custo directo proveniente da pirataria, que no total, chega aos nove mil milhões de euros”.
“Entre o pagamento dos resgates, os prémios de seguro, o reajustamento de rotas marítimas, o reforço de forças navais, os custos processuais, a criação de organizações anti pirataria e os custos para as economias regionais”, José Santos admite que os actos de pirataria têm influência directa “sobre os mais de 93 mil navios que asseguram 80% da economia mundial”. O aumento do pagamento de resgates, “de 400 mil em 2005 para os doze milhões atuais” é justificado pela “incapacidade dos governos em julgar os piratas da Somalis”, admite o presidente da CMA CGM portuguesa.
Alberto Correia, comodoro da marinha portuguesa que comandou, de abril a agosto a força naval da União Europeia nas águas do Índico, revela a “capacidade impressionante de regeneração dos piratas da Somália”. “A miséria excessiva que aquele país atravessa desde a década de 90 faz com que os somalis vejam a pirataria como forma de sobrevivência”, prossegue Alberto Correia, acrescentando que “em média, um somali ganha pouco mais de dez mil euros na vida inteira, enquanto num só acto de pirataria, pode lucar mais de 22 mil euros”.
O comodoro revela que o “mandato da missão portuguesa no Oceano Índico foi prolongado até 2012”, com o principal objetivo a reter-se na “escolta a navios da World Food Programe (WFP) e da AMISOM, proteção a navegações vulneráveis e a monitorização da actividade piscatória ao longo da costa da Somália”. Sem a possibilidade de julgar os piratas em tribunais, Alberto Correia revela que “quando capturados, estes são deixados num barco que apenas tem um motor de 10 cavalos, o suficiente para os levar de volta à costa”. Alberto Correia admite que a solução para a erradicação deste problema, que se pode alastrar para outros pontos do mundo, passa pela “intervenção em solo somali, mas todas as acções já executadas revelaram-se mal sucedidas”. (Setúbal na Rede)
30 de julho de 2011
Marinha associa-se ao Festival dos Oceanos 2011
O Museu de Marinha e o Planetário Calouste Gulbenkian associam-se aos eventos integrados da edição de 2011 do Festival dos Oceanos, à semelhança de outros museus na cidade de Lisboa, estarão abertos gratuitamente ao público dias 04 e 11 de Agosto.Programa:
Museu de Marinha
- Abertura gratuita e a realização de visitas guiadas temáticas à sua exposição permanente nos dias 4 e 11 de Agosto, entre as 18h00 e as 24h00:
04 de Agosto - Tema: "A vida a bordo nas naus da Carreira da Índia"
Horário: 18h00 e 22h30 (duração aproximada: 1 hora)
11 de Agosto - Tema: "Os instrumentos científicos nas colecções do Museu de Marinha"
Horário: 18h00 e 22h30 (duração aproximada: 1 hora)
- Actuação de um saxofonista da Banda da Armada que executará temas musicais de carácter clássico-ligeiro e ligeiros calmos.
4 e 11 de Agosto, entre as 20h00-21h00 e as 22h00-23h00
Planetário Calouste Gulbenkian
- Realização sessões nocturnas com entrada livre, alusivas a temas relacionados com a Astronomia
4 e 11 de Agosto, com início às 21h30
A edição de 2011 do Festival dos Oceanos, deste ano tem como principais temáticas, a Universalidade, a Sustentabilidade e o Entretenimento. Como é comum neste festival, os Concertos, espectáculos de rua, museus abertos à noite, exposições, animação de rua e diversas actividades interactivas, dirigidas a públicos de todas as idades, fazem parte da programação.
O Festival dos Oceanos decorrerá entre os dias 30 de Julho a 13 de Agosto no Terreiro do Paço.
Mais informações no site do Festival dos Oceanos 2011 em www.festivaldosoceanos.com (Marinha)
22 de maio de 2011
Ministro da Defesa Nacional assinala o “Dia Europeu do Mar”
Os convidados terão a oportunidade de assistir a apresentações e iniciativas relativas a alguns projectos que a EMAM tem desenvolvido, nomeadamente, o Concurso Literário “Um Mar de Contos”, o “Passaporte do Mar”, o “M@rBis” (Sistema de Informação para a Biodiversidade Marinha) e o projecto “PROFUNDIS” (relativo a arqueologia subaquática).
O programa inclui ainda a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Literário “Um Mar de Contos”. Os três primeiros classificados vão estar presentes para receberem os prémios e serão acompanhados pelas respectivas turmas e professores. Será a última etapa desta iniciativa que a EMAM lançou no Dia Nacional do Mar (em 16 de Novembro de 2010).
Já no caso do “Passaporte do Mar”, será dado um importante passo para o desenvolvimento do projecto: a EMAM vai assinar protocolos de colaboração com diversas entidades que irão, deste modo, oficializar a sua adesão ao Passaporte. São elas: o Zoomarine; o Centro Ciência Viva, de Vila do Conde; a Direcção Regional dos Assuntos Culturais da Madeira (em representação da Casa Colombo Museu do Porto Santo e o Museu Etnográfico da Madeira); a Comissão Cultural da Marinha (que vai associar ao Passaporte do Mar o Aquário Vasco da Gama, o Museu da Marinha, o Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, o Navio Museu Fragata “D. Fernando II e Glória” e o Planetário Calouste Gulbenkian); o Museu de Scrimshaw do Peter Café Sport, na Horta; e a Fábrica da Baleia de Porto Pim, gerida pelo Observatório do Mar dos Açores.
Estão ainda previstas diversas iniciativas destinadas a alunos de várias escolas que poderão participar num Espaço Ciência, com actividades de biologia e geologia, em ateliers do “Kit do Mar”, e ainda assistir a demonstrações do ROV Luso e do mini - ROV.
A EMAM é o gabinete técnico da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar, responsável pelo cumprimento de duas missões: implementar e actualizar a Estratégia Nacional para o Mar e dar continuidade ao processo de extensão da plataforma continental portuguesa, que prevê o aumento do espaço marítimo sob jurisdição nacional para uma área global com cerca de 4.000.000 km².
Uma das acções estratégicas definidas na Estratégia Nacional para o Mar é a da sensibilização e mobilização da sociedade para a importância do Mar. É precisamente nesse âmbito que se integram grande parte das actividades que a EMAM vai promover no Dia Europeu do Mar. (MDN)
28 de abril de 2011
Marinha testa meios de combate à poluição do mar por hidrocarbonetos e de salvamento marítimo
O principal objectivo será treinar os meios da Marinha/Autoridade Marítima Nacional em espaços marítimos restritos, e a mobilização e actuação em terra, em coordenação com entidades locais com responsabilidade ou interesse no combate à poluição do mar por hidrocarbonetos.
O exercício Foz 2011 consistirá na simulação da contenção e recolha de combustível derramado, após a colisão de um navio mercante com o molhe Norte da barra do Porto da Figueira da Foz, ao largo e nas águas do porto e da marina da Figueira da Foz, no rio Mondego e em duas praias, procedendo-se também à limpeza das praias e à evacuação e salvamento marítimo de um ferido grave e de um cetáceo.
A prevenção dos riscos e dos fenómenos naturais intensos, bem como de acidentes tecnológicos, que comprometem, frequentemente, o equilíbrio entre o ambiente social e o ambiente natural, constitui uma das missões mais importantes das entidades envolvidas em matéria de prevenção.
Nesse quadro, o intenso tráfego de navios no Porto da Figueira da Foz, representa, em abstracto, um risco relevante de poluição do meio marinho, exigindo das autoridades competentes, a preparação prévia de respostas prontas e eficazes, para fazer face a ocorrências dessa natureza.
Organizado pela Marinha/Autoridade Marítima Nacional, em articulação com a Câmara Municipal da Figueira da Foz, e contando com o apoio da Administração do Porto da Figueira da Foz, participam nas acções de combate à poluição inúmeras entidades, nomeadamente a Força Aérea Portuguesa, o CDOS Coimbra, as juntas de Freguesia de São Julião e de São Pedro, o Serviço Municipal de Protecção Civil, o Corpo de Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, as delegações da Cruz Vermelha Portuguesa dos Carvalhais e da Figueira da Foz, o Departamento de Biologia da Universidade do Minho, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), a CONSULFOZ-Consultoria marítima, Lda., a Associação de Bodyboard Foz do Mondego, o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios e a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem.
Associam-se ainda à iniciativa, a Cooperativa de Produtores de Peixe da Beira Litoral e as empresas United Resins, Soporcel e Águas da Figueira. Salienta-se o envolvimento das escolas secundárias do concelho da Figueira da Foz que, atendendo ao interesse do evento, terão alunos seus a presenciarem o exercício.
Associado ao simulacro, realiza-se na tarde de 3 de Maio, das 15h00 às 17h30 horas, no Auditório do edifício do Museu e Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, um colóquio dedicado ao tema da poluição do meio marinho.
Igualmente na tarde de 3 de Maio, das 15h30 às 18h30, estarão abertas a visitas ao público, na posição 1 do Porto Comercial da Figueira da Foz, um navio e uma embarcação de combate à poluição do mar, respectivamente da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional.
O Exercício “FOZ 2011” contará com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa. (O Figueirense)
28 de março de 2011
29 de setembro de 2010
Ministro da Defesa preside a Reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar
Estiveram presentes vários membros do Governo e representantes dos Ministérios envolvidos na Estratégia Nacional para o Mar. Na reunião, entre outras questões, foi analisada a execução da Estratégia Nacional para o Mar e feito um ponto da situação sobre o projecto de Extensão da Plataforma Continental. (MDN)
26 de setembro de 2010
Plataforma Continental: Responsabilidade de quatro novas áreas marinhas atribuída a Portugal
No final da oitava reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar, que tinha como objetivo fazer a análise da Estratégia Nacional para o Mar, Santos Silva adiantou que a aprovação foi feita na quinta feira, em Bergen, na Noruega, mostrando-se satisfeito com a decisão.
"É bem um sinal do crédito do trabalho que Portugal está a realizar", afirmou.(Lusa)
25 de julho de 2010
Jornadas do Mar 2010
A Marinha, através da Escola Naval, está a organizar, para a semana de 8 a 12 de Novembro de 2010, a VII Edição das Jornadas do Mar, subordinada ao tema “A Nova Era dos Descobrimentos”.Os alunos das Instituições de Ensino Superior que pretendam participar nas Jornadas do Mar, após consultarem as condições de participação e a informação relativa aos domínios do conhecimento a considerarem, deverão inscrever-se para apresentação da sua comunicação até ao dia 10 de Setembro de 2010. No final das Jornadas, um júri a designar pela Comissão Científica atribuirá, dentro de cada área temática e de cada escalão, um 1º Prémio no valor de 1.500,00€.
Desde 1998 e de dois em dois anos, as Jornadas do Mar têm-se constituído como um Colóquio de Estudantes para Estudantes, para dinamizar a Comunidade Universitária em torno dos saberes relacionados com o Mar, entendido este como uma via privilegiada de sustentação do desenvolvimento de Portugal, e, dar corpo à necessidade de conhecer e reconhecer, de forma abrangente, o valor dos Oceanos, assegurar a sua preservação e planear o seu uso em benefício de toda a Humanidade.
Mais informações em http://jornadasdomar.marinha.pt, ou através dos números 21 090 20 24 / 21 090 19 49 e do email jornadasdomar@marinha.pt (Marinha Portuguesa)
12 de julho de 2010
Exposição "50 anos de Conhecimento do Oceano"
Integrada nas comemorações do 50.º Aniversário do Instituto Hidrográfico, estará aberto ao público a partir do próximo dia 16 de Julho, no Museu da Marinha, sala D. Luís, em Lisboa, a exposição “ 50 anos de Conhecimento do Oceano”.A exposição será inaugurada no próximo dia 15 de Julho e estará patente até ao dia 17 de Outubro deste ano, no horário normal de funcionamento do Museu de Marinha. (Marinha)
21 de maio de 2010
Fundeamento da primeira bóia oceânica portuguesa
A partir do final da tarde de Domingo, 23 de Maio, as águas ao largo da costa ocidental do Continente passarão a ser monitorizadas por uma terceira bóia multiparamétrica. Fundeada cerca de 50 milhas náuticas (90 km) ao largo da foz do Douro, sobre um fundo com perto de 2000 m, a bóia irá permitir conhecer, em tempo real, as condições meteorológicas e oceanográficas no limite do oceano costeiro português. Localizada sobre a vertente continental, estará equipada com sensores que permitirão conhecer as condições de vento e de agitação marítima fora da influência da massa continental e dos pequenos fundos da plataforma continental, bem como a estrutura vertical da corrente nos 100 m superficiais.
O sistema básico de observações compreende ainda sensores de pressão atmosférica, temperatura e humidade relativa do ar, temperatura, oxigénio dissolvido e clorofila à superfície do mar. Os dados a recolher serão parcialmente enviados, de hora a hora, via satélite para o Instituto Hidrográfico, instituição responsável pela gestão desta plataforma de observação.
A bóia conta ainda com um conjunto de sensores especial, cuja operação é da responsabilidade da Universidade do Porto (Faculdades de Ciências, de Engenharia e CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental). Trata-se de uma associação entre um GPS de elevada precisão e um sensor de movimento. Com este conjunto, pretende¬ se determinar a altura instantânea do mar com uma precisão melhor que dez centímetros e, por outro lado, calibrar a informação proveniente dos satélites altimétricos.
Baptizada com o nome do pioneiro da oceanografia física em Portugal – Alfredo Magalhães Ramalho (consultar http://socgeografia-lisboa.planetaclix.pt/alf_ramalho.htm, http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p32.html) – a bóia será um elemento central da infra¬ estrutura RAIA – Observatório Oceanográfico, um projecto transfronteiriço Galiza – Norte de Portugal, financiado em 75% pelo FEDER no âmbito do POCTEP (Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal, 2007-2013). Essa infra¬ estrutura conta com uma contribuição importante do Instituto Hidrográfico (IH) que, para além de garantir a manutenção e o fluxo de dados gerados na bóia, decidiu tornar acessíveis ao observatório, em tempo real, ou quase real, os dados da bóia ondógrafo de Leixões, que opera em parceria com a Administração do Porto de Douro e Leixões (APDL) e a GALP, bem como dos marégrafos de Leixões (também em parceria com a APDL) e Viana do Castelo e ainda da estação meteorológica costeira de Viana do Castelo (v. carta na página seguinte). O IH participa ainda na área da modelação operacional, tanto no domínio da agitação marítima, como da circulação oceânica.
Envolvendo seis laboratórios da Galiza, outros cinco ligados à Universidade do Porto, a Universidade de Aveiro e o Instituto Hidrográfico, o RAIA tem um orçamento superior a três milhões e meio de euros, cabendo um pouco mais de 900 mil euros a Portugal. O projecto visa estabelecer, em três anos, uma infra-estrutura regional de oceanografia operacional, que promova a criação de novas oportunidades científicas e tecnológicas e estimule a economia do mar.
O RAIA desenvolve-se segundo quatro linhas de acção principais: (1) construção de uma infra-estrutura de observação oceânica transfronteiriça; (2) adaptação e validação de modelos de oceanografia operacional que reproduzam a dinâmica oceânica regional; (3) estabelecimento de uma plataforma de interoperabilidade transfronteiriça para a gestão e distribuição de dados; e (4) desenvolvimento de um modelo de gestão do observatório oceânico transfronteiriço e de ferramentas para utilizadores finais. Como resultado, espera-se a consolidação de um observatório marítimo onde participem instituições operacionais e utilizadores finais, assegurando a sua sustentabilidade futura e a melhoria da organização e coordenação transfronteiriça da oceanografia operacional.(Marinha Portuguesa)
19 de março de 2010
I Reunião Formal dos Ministros do Mar da CPLP
O Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, participa na I Reunião Formal dos Ministros do Mar da CPLP, que terá lugar, no dia 21 de Março, pelas 10h30, no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras.Às 12h30, está prevista uma conferência de imprensa.
Nesta reunião deverá ser aprovada a Estratégia da CPLP para os Oceanos, assim como algumas iniciativas específicas para a concretização da mesma. (MDN)
1 de outubro de 2009
Portugal na XIX Cimeira de Potências Marítimas de 07 a 09 de Outubro
Em representação de Portugal, vai estar o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes, indicou à agência Lusa o porta-voz da Marinha portuguesa, comandante Maurício Barbosa.
O chefe das Operações Navais da Armada norte-americana, almirante Gary Roughead, referiu que 106 países aceitaram o convite para participar no encontro, que conta pela primeira vez com a Rússia mas onde o grande ausente é a China.(Visão)
5 de setembro de 2009
Seminário “The Portuguese and Norwegian Cooperation on Operational Oceanography”
A Marinha, através do Instituto Hidrográfico, e com a colaboração da Embaixada da Noruega em Lisboa, irá realizar no próximo dia 07 de Setembro, um Seminário intitulado “The Portuguese and Norwegian Cooperation on Operational Oceanography”, onde serão abordados temas relacionados com a Oceanografia Operacional.De entre as iniciativas de Oceanografia Operacional desenvolvidas pelo Instituto Hidrográfico destaca-se o projecto de Monitorização da zona do canhão da Nazaré (MONICAN), com financiamento das EEA Grants. Com este projecto pretende-se estabelecer uma rede de monitorização e elaborar produtos oceanográficos para a zona centro do País, para apoio a diversas actividades económicas e à sociedade em geral, designadamente nas áreas da energia das ondas, turismo, prospecção offshore, navegação comercial e de recreio, pesca, aquacultura e preservação ambiental.
O Seminário “The Portuguese and Norwegian Cooperation on Operational Oceanography”, que abordará este e outros projectos de Oceanografia Operacional, contará na sessão de abertura com a presença de S. Exa. o Secretário de Estado para a Defesa e Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes, da Secretária de Estado norueguesa para os Assuntos Europeus, Ms. Elisabeth Walaas, da Embaixadora da Noruega em Portugal, Mrs. Inga Magistad e do Chefe de Estado-maior da Armada, Almirante Melo Gomes.(Marinha Portuguesa)




