A Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje que vai "activar" o acordo com a Marinha, para cedência do submarino militar "Delfim" que pretende musealizar, numa altura em que Portimão também manifestou interesse no navio.
Igualmente contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Marinha confirmou que a cedência do submarino "Delfim" a Viana do Castelo foi autorizada por despacho do Ministro da Defesa Nacional a 24 de Agosto de 2011, mas a sua transferência continua por concretizar.
Aquele submarino operou até 07 de Dezembro de 2005, após ter estado ao serviço da Marinha portuguesa durante 37 anos. Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de Setembro de 1968, em França, tendo entrado ao serviço, em Portugal, no ano seguinte.
Segundo a Marinha, a 17 de Janeiro de 2012 foram enviadas à autarquia propostas do protocolo a rubricar com a Câmara Municipal e do termo de recepção do navio, "documentos que até à data não obtiveram resposta".
"A Marinha aguarda que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tome a iniciativa para a movimentação do submarino. A Câmara Municipal de Portimão já mostrou interesse em receber o 'Delfim' para futura musealização, caso Viana do Castelo desista do mesmo", sublinhou a fonte.
Além das "diligências no transporte" do navio, a autarquia de Viana do Castelo assume estar a estudar a "melhor localização" do submarino, não tendo ainda decidido se a sua exposição acontecerá dentro ou fora de água.
"Estamos interessados no submarino e o objectivo é colocá-lo junto ao antigo navio-hospital Gil Eannes, para constituir um polo de visitas a navios. Temos de estudar o melhor sítio e há contactos em curso nesse sentido", explicou José Maria Costa.
O submarino "Delfim" já foi desmantelado e abatido ao efectivo dos navios de guerra para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura "pronto para ser entregue", garante a Marinha.
Foram entretanto constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino. À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento.
Há ainda custos não quantificados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.
O "Delfim" realizou operações "típicas" da Guerra Fria até 1989, passando depois a acções "de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval", explicou ainda a Marinha.(N.M)
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14 de junho de 2013
Câmara de Viana do Castelo vai "activar" o acordo com a Marinha, para cedência do submarino Delfim
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11 de janeiro de 2013
Apresentação do livro “Os dias do Barracuda”
No ano em que se assinalam os 100 anos da existência de submarinos em Portugal, irá realizar-se no próximo dia 12 de Janeiro, pelas 11h00, na Esquadrilha de Submarinos, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a apresentação da obra “Os dias do Barracuda” de autoria de Victor Sousa Lopes.
Segundo o autor “OS DIAS DO BARRACUDA a última das ‘armas secretas’ classe Albacora da Marinha Portuguesa”, pretende dar a conhecer as características desta arma, que em 1968 foi integrada na 4ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha Portuguesa.
Para Victor Sousa Lopes “este livro não conta a história de um submarino. Em “Os Dias do Barracuda” cruzam-se a ciência e a técnica militar, a resistência física e mental, permitindo ultrapassar os limites e suportar os desafios que a arma submarina obriga. Aqui traçamos o perfil mais preciso deste navio de que tanto ouvimos falar e pouco sabemos. Este livro é um contributo para emprestar carácter histórico à imortal figura de um navio de guerra português”.
O livro é ilustrado por mais de 100 imagens, e tem prefácio do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante José Carlos Saldanha Lopes, e apresentação assinada pelo último Comandante do submarino Barracuda, o Capitão-Tenente Baptista Pereira, atual comandante do NRP Arpão. (Marinha)
Segundo o autor “OS DIAS DO BARRACUDA a última das ‘armas secretas’ classe Albacora da Marinha Portuguesa”, pretende dar a conhecer as características desta arma, que em 1968 foi integrada na 4ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha Portuguesa.
Para Victor Sousa Lopes “este livro não conta a história de um submarino. Em “Os Dias do Barracuda” cruzam-se a ciência e a técnica militar, a resistência física e mental, permitindo ultrapassar os limites e suportar os desafios que a arma submarina obriga. Aqui traçamos o perfil mais preciso deste navio de que tanto ouvimos falar e pouco sabemos. Este livro é um contributo para emprestar carácter histórico à imortal figura de um navio de guerra português”.
O livro é ilustrado por mais de 100 imagens, e tem prefácio do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante José Carlos Saldanha Lopes, e apresentação assinada pelo último Comandante do submarino Barracuda, o Capitão-Tenente Baptista Pereira, atual comandante do NRP Arpão. (Marinha)
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20 de dezembro de 2011
Submarino Delfim pronto para ser entregue a Viana do Castelo
A câmara de Viana do Castelo garantiu hoje esperar 'desenvolvimentos' em 2012 sobre a entrega do submarino Delfim ao município, tendo em conta a prevista reconversão em núcleo museológico na cidade.
'Estamos numa fase de estudos técnicos sobre o processo e esperamos desenvolvimentos em 2012. O interesse do município mantém-se, tudo depende destes estudos', disse hoje à Agência Lusa o presidente da câmara, José Maria Costa.
O submarino já foi desmantelado para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura 'pronto para ser entregue' ao município, indicou à Lusa fonte da Marinha.
Foi, entretanto, 'abatido ao efetivo dos navios de guerra' e 'está em curso o respetivo processo de cedência, para fins museológicos, à câmara municipal de Viana do Castelo', acrescentou a Marinha.
Segundo a câmara de Viana do Castelo foram constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino, que será instalado fora de água, junto à marginal da cidade.
À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento, mas esse valor deverá aumentar substancialmente.
Há ainda custos não quanti ficados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.
Um processo que terá encargos superiores ao da entrega do submarino Barracuda, da mesma classe do Delfim e desativado em 2009, ao município de Almada, onde também será transformado, em 2013, em um núcleo museológico aberto ao público, a instalar na zona ribeirinha do Farol de Cacilhas.
O submarino Delfim operou até 07 de dezembro de 2005, quando realizou a última operação, após ter estado ao serviço da Marinha 37 anos.
Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de setembro de 1968, em Nantes, tendo entrado ao serviço em Portugal a 01 de outubro 1969, sob o comando do então Capitão Tenente Costa Monteiro.
Segundo a Marinha, durante a sua actividade operacional navegou 44.307 horas, das quais 30.743 em imersão, entre os mares do Atlântico e Mediterrâneo, além de ter participado em vários exercícios nacionais e NATO.
Realizou operações 'típicas' da Guerra Fria até 1989, passando depois a ações 'de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval', explicou ainda a Marinha. (LUSA)
'Estamos numa fase de estudos técnicos sobre o processo e esperamos desenvolvimentos em 2012. O interesse do município mantém-se, tudo depende destes estudos', disse hoje à Agência Lusa o presidente da câmara, José Maria Costa.
O submarino já foi desmantelado para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura 'pronto para ser entregue' ao município, indicou à Lusa fonte da Marinha.
Foi, entretanto, 'abatido ao efetivo dos navios de guerra' e 'está em curso o respetivo processo de cedência, para fins museológicos, à câmara municipal de Viana do Castelo', acrescentou a Marinha.
Segundo a câmara de Viana do Castelo foram constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino, que será instalado fora de água, junto à marginal da cidade.
À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento, mas esse valor deverá aumentar substancialmente.
Há ainda custos não quanti ficados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.
Um processo que terá encargos superiores ao da entrega do submarino Barracuda, da mesma classe do Delfim e desativado em 2009, ao município de Almada, onde também será transformado, em 2013, em um núcleo museológico aberto ao público, a instalar na zona ribeirinha do Farol de Cacilhas.
O submarino Delfim operou até 07 de dezembro de 2005, quando realizou a última operação, após ter estado ao serviço da Marinha 37 anos.
Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de setembro de 1968, em Nantes, tendo entrado ao serviço em Portugal a 01 de outubro 1969, sob o comando do então Capitão Tenente Costa Monteiro.
Segundo a Marinha, durante a sua actividade operacional navegou 44.307 horas, das quais 30.743 em imersão, entre os mares do Atlântico e Mediterrâneo, além de ter participado em vários exercícios nacionais e NATO.
Realizou operações 'típicas' da Guerra Fria até 1989, passando depois a ações 'de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval', explicou ainda a Marinha. (LUSA)
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22 de outubro de 2010
Classe Albacora operou ao longo de 40 anos
A Marinha portuguesa operou nos últimos dois anos com dois submarinos, Barracuda e Delfim, de um total de quatro construídos em França em 1964. Navios que, no âmbito do programa de reequipamento da Marinha são substituídos, por dois novos submarinos encomendados pelo Ministério da Defesa .
A última missão do Delfim foi uma patrulha na Zona Económica Exclusiva, na área dos acessos ao porto de Lisboa em 6 de Dezembro de 2006. Lançado à água pela primeira vez a 23 de Setembro de 1968, em Nantes (França), o Delfim entrou ao serviço da Armada Portuguesa a 1 de Outubro de 1969, sob o comando do então capitão-tenente Costa Monteiro.
Depois de cumprir a última missão, o submarino tem vindo a servir como apoio à formação das tripulações que operavam o Barracuda, o último da Esquadrilha, da classe Albacora. Após ter sido desactivado, o Delfim ainda se manteve activo no apoio, através da cedência de peças ao Barracuda, o único a operar. Há um acordo da Marinha com a Câmara de Cascais para a cedência, para os mesmos efeitos do Delfim do Barracuda àquele município. A cedência, a confirmar em protocolo, será isenta de custos de alienação, mas implica os custos de preparação ambiental e técnica e os encargos com a respectiva deslocação para o local de exposição ao público, ainda a determinar.(DN)
A última missão do Delfim foi uma patrulha na Zona Económica Exclusiva, na área dos acessos ao porto de Lisboa em 6 de Dezembro de 2006. Lançado à água pela primeira vez a 23 de Setembro de 1968, em Nantes (França), o Delfim entrou ao serviço da Armada Portuguesa a 1 de Outubro de 1969, sob o comando do então capitão-tenente Costa Monteiro.
Depois de cumprir a última missão, o submarino tem vindo a servir como apoio à formação das tripulações que operavam o Barracuda, o último da Esquadrilha, da classe Albacora. Após ter sido desactivado, o Delfim ainda se manteve activo no apoio, através da cedência de peças ao Barracuda, o único a operar. Há um acordo da Marinha com a Câmara de Cascais para a cedência, para os mesmos efeitos do Delfim do Barracuda àquele município. A cedência, a confirmar em protocolo, será isenta de custos de alienação, mas implica os custos de preparação ambiental e técnica e os encargos com a respectiva deslocação para o local de exposição ao público, ainda a determinar.(DN)
30 de janeiro de 2010
NRP Barracuda - "A Última Missão"
O N.R.P. "Barracuda" é o segundo submarino da classe "Albacora", que foi encomendada em 1964 ao estaleiro francês "Ateliers Dubigeon-Normandie" em Nantes. A quilha foi assente em 19 de Outubro de 1965, foi lançado à água em 24 de Abril de 1967, tendo realizado, também em St. Nazaire a sua primeira imersão em 23 de Abril de 1968. A 9 de Outubro de 1968 foi aumentado aos efectivos da Armada. A 13 de Outubro do mesmo ano entrou pela primeira vez no rio Tejo, rumo ao seu porto de armamento, a Base Naval de Lisboa.(Marinha Portuguesa)
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