24 de março de 2019

Marinha abre a Base Naval ao público

No próximo dia 30 de Março a Marinha abre a Base Naval de Lisboa, localizada no Alfeite no horário das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

O público para além de conhecer a "casa" da Marinha terá oportunidade de visitar a fragata Vasco da Gama e o navio patrulha oceânico Viana do Castelo.

Esta iniciativa surge no seguimento da abertura da Marinha à sociedade civil e é uma das actividades contempladas para celebrar Março - o mês da Mulher na Marinha.

A 3 de Dezembro de 1958 foi criada formalmente a Base Naval de Lisboa, com sede no Alfeite. Contudo, a presença da Marinha no Alfeite remonta há mais de 100 anos. Recorde-se que o Alfeite era uma das setes quintas que constituíam um refúgio de bem estar para o Rei e que deu origem à expressão "estar nas 7 quintas".(MGP)

23 de março de 2019

Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas visita o Centro de Tropas de Operações Especiais

(Exército)O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante Silva Ribeiro, visitou hoje o Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), em Lamego, tendo sido recebido pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca.

Na visita estiveram ainda presentes o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Mendes Calado, e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Nunes Borrego, entre outras entidades militares.

O Almirante Silva Ribeiro recebeu as honras regulamentares à Porta de Armas do Quartel de Santa Cruz, seguindo-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos que combateram com honra, coragem e lealdade ao serviço de Portugal.

O programa da visita incluiu um brífingue sobre o CTOE, uma exposição do material orgânico da Força de Operações Especiais (FOE) e a ida ao Posto de Controlo Táctico, dotado com equipamento de tratamento de imagem, montado na sala de operações da Secção de Operações, Informações e Segurança.

No Aquartelamento de Penude, o Almirante CEMGFA assistiu a uma demonstração técnico-táctica duma missão de Reconhecimento Especial, realizada pela FOE na Carreira de Tiro de 100m, e a uma exposição do equipamento e armamento da FOE.

A terminar a visita o Almirante Silva Ribeiro assinou o Livro de Honra do CTOE.

22 de março de 2019

Força de Reacção Imediata aterrou em Moçambique

(Emgfa)Os primeiros militares da Força de Reacção Imediata aterraram às 13h50 (hora de Lisboa) no aeroporto da Beira, em Moçambique. A missão será salvar vidas e prestar apoio às populações isoladas aproveitando as vias fluviais, com prioridade para o resgate de pessoas em perigo.

Amanhã, com a chegada da segunda aeronave C130, da Força Aérea, a equipa de militares das Forças Armadas passará a ser constituída por 41 militares dos três ramos das Forças Armadas.

A Força de Reacção Imediata projectada para a região da Beira será constituída por 41 militares, sendo composta pelo Comandante da Força (Coronel do Exército) e 4 elementos do seu Estado-maior, sendo três da Força Aérea, 25 fuzileiros e mais 11 militares do Exército, que constituem a equipa médica de emergência com competências na área da cirurgia geral e de situações de excepção, de engenharia e de apoio de serviços.

As Forças Armadas projectaram até ao momento 11 toneladas material de apoio militar de emergência e de sustentação aos militares no terreno, onde se destacam 12 botes pneumáticos e motores, purificador de água doce, comunicações satélite e comunicações rádio militares, dois drones, rações de combate para 15 dias, material de serviços de campanha, constituído por 7 tendas de grande dimensão, 1 quadro eléctrico de distribuição, 5 quadros monofásicos industriais, 50 camas articuladas de campanha, medicamentos, desinfectantes, material de tratamento e material de reanimação.

20 de março de 2019

Exército comemora Dia da Arma de Infantaria e do Regimento de Infantaria N.º 14

(Exército)A celebração do Dia da Arma de Infantaria, este ano associado ao Dia do Regimento de Infantaria N.º 14 (RI14), teve como ponto mais alto a cerimónia militar, que decorreu hoje no Campo de Viriato, na cidade de Viseu.

O programa das actividades comemorativas, iniciado a 14 de Março com a tradicional “Patrulha D. Nun´Alvares Pereira", contemplou igualmente, no dia 17, a “Corrida dos Viriatos", e, no dia 19, o jantar comemorativo do Dia da Arma de Infantaria.

A cerimónia militar, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Nunes da Fonseca, foi antecedida pela sentida homenagem aos mortos em campanha, recordando com especial incidência os Infantes que deram a vida pela Pátria.

19 de março de 2019

Força Aérea quer operar helicópteros Kamov

(Correio Manhã)Este ano a Força Aérea assume a gestão e comando dos meios aéreos de combate a fogos. O número e o tipo de aeronaves foi definido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil – serão 61 aparelhos, entre aviões e helicópteros, cujos concursos ainda estão em desenvolvimento, num processo dirigido pelos militares. Mas o Chefe do Estado Maior da Força Aérea não descarta vir a utilizar os seis Kamov que são propriedade do Estado, mas que estão todos inoperacionais.

De acordo com o general Joaquim Borrego, "os Kamov são excelentes helicópteros para o combate aos incêndios, mas temos de ver qual é o estado actual". "A Força Aérea não rejeita esses aparelhos, desde que estejam em condições para voar. Neste momento não têm essas condições", admitiu esta segunda-feira o oficial durante a cerimónia de entrega dos ‘brevets’ aos oito novos pilotos-aviadores formados pela Academia da Força Aérea, em Sintra.

Estes aparelhos estão envolvidos em polémica desde 2006, quando foram comprados pelo Estado – era José Sócrates primeiro-ministro e António Costa ministro da Administração Interna – por um valor superior a 42 milhões de euros, sendo que só chegaram dois anos depois do previsto. O Tribunal de Contas veio, anos depois, arrasar todo o negócio, sobretudo a parte da manutenção. Actualmente estão todos parados num hangar em Ponte de Sor, situação que se mantém desde o verão de 2018, quando o País ardia e mais de 100 pessoas morriam nas chamas. Não há previsão para quando serão reparados.

Exército participou no maior exercício de Operações Especiais no continente africano

(Exército)Dois militares do Centro de Tropas de Operações Especiais e da Célula de Planeamento de Operações Especiais do Comando Conjunto para as

Operações Militares, participaram no exercício “FLINTLOCK 2019", que decorreu na Mauritânia e Burkina Faso, entre os dias 18 de Fevereiro e 01 de Março.

Este exercício visou o treino conjunto e combinado nas áreas do contra-terrorismo, acção directa e assistência militar, promovendo a interoperabilidade das Forças de Operações Especiais e forçando a cooperação regional e o contributo dos países parceiros dos africanos para a estabilização daquela região de África, por forma a interditar ou reduzir o espaço de manobra a organizações extremistas violentas.

O Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos para a África (United States Special Operations Command Africa) realiza anualmente esta iniciativa, desde 2005, sendo operacionalizada no terreno pela Joint Special Operations Task Force Trans Sahel. O Exercício contou com a participação de cerca de 2000 efectivos oriundos de 35 países africanos, ocidentais e europeus, tendo decorrido em diversos países da região do Sahel, uma das mais pobres do mundo, que continua a ser palco de recorrentes actividades de grupos armados terroristas no Mali, Níger e Burkina Faso.

Os militares portugueses integraram uma unidade de operações especiais polaca, que teve como missão a condução de atividades de mentoria às unidades militares do Burkina Faso.

Este exercício militar é considerado um dos mais relevantes do continente africano e um dos maiores do mundo, no que concerne às Forças de Operações Especiais conjuntas e combinadas.

FORÇA AÉREA ENTREGA "ASAS" A OITO NOVOS PILOTOS AVIADORES

(FAP)A Força Aérea, através da Esquadra 101 - "Roncos", entregou as “asas” a oito novos Pilotos Aviadores.

A Cerimónia de Brevetamento realizou-se no dia 18 de Março, na Base Aérea N.º1, em Sintra, e foi presidida pela Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto.

Este momento marca o culminar de seis anos e meio de árduo trabalho dos alunos que se tornarem Pilotos Aviadores da Força Aérea e o início de uma nova etapa nas várias Esquadras de Voo.

Força Aérea Portuguesa ganha oito novos pilotos. Serão suficientes para o que é preciso?

(RR)A Força Aérea Portuguesa tem, a partir desta segunda-feira, oito novos pilotos aviadores. Depois de seis anos e meio de formação, os pilotos receberam esta manhã a suas asas e estão agora prontos a voar. Mas serão suficientes?

A secretaria de Estado da Defesa desvaloriza o facto de serem apenas oito, embora reconheça que o problema da falta de pilotos na Força Aérea é muito antigo. A questão ganha importância redobrada tendo em conta as novas responsabilidades daquele ramo das Forças Armadas na prevenção e combate aos incêndios.

Em conversa com os jornalistas, Ana Pinto preferiu enaltecer o facto de estes pilotos terem uma "formação muito rigorosa, exigente", que faz com que estejam "prontos a cumprir as missões necessárias". É, aliás, essa "a responsabilidade", ressalta a responsável. "Formar com rigor e qualidade."

Na mesma linha, o chefe de Estado Maior da Força Aérea, Joaquim Borrego, diz que estes novos pilotos são recursos humanos necessários, até pelo "planeamento feito no início do curso", e refere que os jovens vão "dar uma ajuda no combate aos fogos". Isto apesar de, "nesta fase, a Força Aérea ainda estar a analisar os meios necessários" para essas missões.

16 de março de 2019

F-16 PORTUGUESES TREINAM EM CONJUNTO COM CAÇAS ALEMÃES

(FAP)Os F-16M da Força Aérea que voam na Polónia, no âmbito das medidas de tranquilização da NATO (Assurance Measures 2019), realizaram, nos dias 14 e 15 de Março, um treino conjunto com os Eurofighter Typhoons alemães, que participam actualmente na missão Baltic Air Policing da NATO e estão sediados na Base Aérea de Ämari, na Estónia.

O Comandante da Força Nacional Destacada na Base Aérea de Malbork, na Polónia, Tenente-Coronel João Rosa salienta a importância do treino conjunto como “uma grande oportunidade de trabalhar juntos e melhorar, ainda mais, as capacidades de voo das tripulações, aplicando-se tácticas, técnicas e procedimentos comuns”.

Para os pilotos que voam lado a lado estas operações conjuntas são importantíssimas para melhorar a interoperabilidade, a capacidade e a prontidão entre os aliados, garantindo a proficiência 24 horas por dia, sete dias por semana.

Exército relembra o antigo Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro

(Exército)O Regimento de Engenharia N.º1 (RE1), legítimo herdeiro das tradições do extinto Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro (ex-BSCF), recebeu hoje os antigos militares que serviram nesta unidade para a sua já habitual reunião anual, presidida este ano pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Nunes da Fonseca.

Após as Honras Militares regulamentares, teve início o programa do evento com a Cerimónia de Homenagem aos Militares do ex-BSCF mortos em defesa da Pátria, junto ao Monumento aos Mortos das Campanhas de África e França.

Do programa das comemorações destaca-se o momento de homenagem aos militares do ex-BSCF mortos em defesa da Pátria, testemunhado por todos os presentes, nomeadamente o Director Honorário da Arma de Engenharia, Major-General Alves Flambó, e o Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Dr. Jorge Manuel Alves de Faria, entre outras entidades militares e civis.

No decorrer da Sessão Solene, no Médio Auditório, foram efectuadas duas palestras subordinadas aos temas “O caminho de ferro e a Guerra" e “O comboio e o apoio sanitário na Grande Guerra", proferidas pelo Comandante do RE1, Coronel Leonel Martins, e pelo Subdirector da Direcção de Infraestruturas, Coronel José Berger, respectivamente.

O Director Honorário da Arma de Engenharia salientou, na sua intervenção, que “o espírito de missão do ex-BSCF ainda hoje rege a actuação da Engenharia Militar", que para além das missões do âmbito militar, designadamente a participação nas Forças Nacionais Destacadas, cumpre várias missões de apoio no desenvolvimento do bem-estar e segurança das populações, que abrange, a titulo de exemplo, o apoio ao combate de incêndios.

O General CEME enalteceu o desempenho deste Batalhão, como sendo “um excepcional representante das forças nacionais empenhadas na Primeira Grande Guerra", estendendo esta homenagem às “relevantes acções desta Unidade, em prol do Exército e de Portugal". Destacou, ainda, que “recordar a nossa história comum corporiza um ato cultural relevante de preservação da memória do que bem se cumpriu. (…) O Exército incentiva e apoiará todas as iniciativas como a presente, pois contribuem sobremaneira para o reforço da sua identidade, para a compreensão dos diversos contextos em que é chamado a cumprir a sua missão e para a motivação, coesão e querer de todos quantos nele servem."

A cerimónia comemorativa culminou com o descerramento de uma placa toponímica - “Avenida dos Sapadores de Caminhos de Ferro" -, para perpetuar a memória dos militares do ex-BSCF, seguindo-se a assinatura no Livro de Honra pelo General CEME.

15 de março de 2019

Portugal entrega formalmente a Academia de Comunicações e Informação da NATO

(Defesa)O Governo entregou hoje, em Oeiras, numa cerimónia simbólica, a chave da Academia de Comunicações e Informação da NATO, ao Director-Geral da Agência de Comunicações e Informação (NCI Agency), Kevin Scheid.

A cerimónia, que incluiu uma breve visita às instalações e a visualização de um filme sobre o nascimento do projecto e a importância da Academia, contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e do Director-Geral da NCI Agency.

Tendo como público alvo os técnicos da NATO, a missão desta Academia passa pela Educação e Treino relativos aos sistemas de Comando, Controlo Aéreo, Cripto e regras de segurança, Comunicações, Computadores, Informações, Vigilância, Reconhecimento, Ciberdefesa e Cibersegurança.

A Escola NATO de Comunicações e Sistemas de Informação contribui, assim, para afirmar Portugal como um centro de desenvolvimento de “know how” e conhecimento nos domínios das comunicações e da ciberdefesa, áreas estratégicas da NATO e de grande importância para a Defesa Nacional.

O Primeiro-Ministro mostrou-se satisfeito por estar neste mesmo espaço, menos de dois anos depois da cerimónia de lançamento da primeira pedra, a entregar a chave dentro do prazo previsto. António Costa felicitou a Agência, mas também “toda a equipa do Ministério da Defesa Nacional que ao longo dos últimos cerca de 5 anos tem coordenado todo o apoio que o Estado Português prestou a este projecto na sua qualidade de nação hospedeira”.

A qualidade do edifício, com engenharia e arquitectura portuguesas, foi destacada pelo Primeiro-Ministro e também pelo Ministro da Defesa, que disse tratar-se de “um Edifício Inteligente, do ponto de vista energético, equipado com as soluções tecnologicamente mais avançadas para minimizar o seu impacto ambiental”. “Temos tudo o que há de melhor em termos dos acessos de segurança e em termos dos sistemas, para que a Aliança Atlântica possa capacitar, a partir daqui os técnicos dos Países Aliados para responder aos inúmeros e crescentes desafios que resultam das tecnologias de informação”, salientou.

Enaltecendo a importância militar desta Academia, João Gomes Cravinho sublinhou também o impacto que esta infraestrutura pode ter no mundo civil, na medida em que se debruça sobre matérias de duplo uso, civil e militar. “É, portanto, uma grande vantagem para Portugal termos entre nós a NCIA, porque temos a possibilidade de criar profícuas sinergias com o mundo universitário – o Instituto Universitário Militar, mas também todas as universidades civis, incluindo a Nova aqui ao lado”, acrescentou.

As alterações aprovadas no seio da Organização do Tratado Atlântico Norte quanto à nova orgânica dos seus Comandos determinaram a desactivação do Allied Joint Force Command Lisbon, instalado no mesmo espaço que agora viu nascer a Escola. Foi então acordada a transferência desta Academia para Portugal, até agora a funcionar em Itália.

Esta iniciativa resulta de um intenso trabalho desenvolvido pelo Estado Português, no âmbito da reorganização das estruturas da NATO, com o intuito de manter em território nacional uma presença relevante desta organização internacional.

A escolha do local reveste-se de grande simbolismo, como destacou João Gomes Cravinho, tendo em conta a ligação histórica com a NATO, “foi aqui que estiveram durante 45 anos, entre 1967 e 2012, as instalações do Allied Joint Force Command Lisbon, agora desactivadas.”

Também Kevin Scheid salientou a dimensão histórica do local, ao lembrar que da mesma costa onde agora está instalada a NCI Academy partiram os navios dos descobrimentos portugueses. No seu discurso, o Director-Geral da Agência de Comunicações e Informação assegurou que a parceria de sucesso com Portugal será para continuar, “não vamos ser estranhos, vamos ser parceiros”.

A construção do edifício de 13.000m2 de área bruta, no valor de cerca de 24M€, foi assegurado na totalidade pela Aliança Atlântica. São cerca de 100 gabinetes, 43 laboratórios e 26 salas de aula, que estão agora à disposição de professores e alunos, de modo a capacitá-los para enfrentar os desafios do futuro.

Uma vez em funcionamento pleno, prevê-se que possam ser ministrados 400 cursos por ano, para um universo estimado de 6000 estudantes, oriundos de todos os países que integram a Aliança Atlântica. Uma nova vida para o Reduto Gomes Freire, como salientou o Ministro da Defesa, que será também sentida na economia nacional e local.

14 de março de 2019

Ministro da Defesa Nacional visita o Instituto Hidrográfico

(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho visitou hoje o Instituto Hidrográfico, no Convento das Trinas, em Lisboa, considerado pelo próprio como “uma instituição incontornável e de enorme valor estratégico na Defesa Nacional”.

O Chefe do Estado-Maior da Armada Almirante Mendes Calado, na recepção ao Ministro, destacou o papel fundamental do Instituto, “cuja valia estratégica se afirma exactamente por ser parte integrante da própria Marinha Portuguesa, prossegue as suas missões fundamentais de natureza militar a que acresce a vertente cientifica e de defesa do ambiente no âmbito alargado de desenvolvimento do nosso país”.

Entre outros domínios de actuação, o Almirante assinalou o mapeamento do mar português, que permite conhecer o fundo do oceano sob soberania e jurisdição nacional; o apoio à esquadra e às organizações das quais o país faz parte, como a NATO, desenvolvendo a capacidade do Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval nos domínios da informação geoespacial, meteorológica e oceanográfica; e a cooperação com os Países de Língua Portuguesa, onde se assume como parceiro para o desenvolvimento da economia do mar no que concerne à hidrografia e à cartografia.

No âmbito das atribuições do IH, o Ministro, lembrou a “grande utilidade na preparação e acompanhamento da acção das nossas Forças Armadas em contextos operacionais, permitindo-lhes informação mais detalhada, actualizada e fiável na preparação da sua acção”.

O Director-Geral do IH, Contra-Almirante Carlos Ventura Soares, fez uma breve apresentação do mesmo, que passou pela descrição da sua organização, dos recursos financeiros, meios operacionais, destacando o capital humano, que considerou “fundamental”.
Enquanto laboratório de estado e órgão da Marinha para as ciências de técnicas do mar, o IH tem vindo, ao longo do tempo, a fortalecer as suas valências nos domínios da previsão e monitorização meteo-oceanográfica (METOC), nomeadamente com a edificação de redes de observação e recolha de dados, assim como com a implementação de sistemas de previsão operacional.

Nessa medida, foi criado, em 2017, o Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval (CMETOC), hoje visitado pelo Ministro, que tem por missão “assegurar a gestão e a disponibilização da informação geoespacial, meteorológica e oceanográfica (GEOMETOC), essencial ao planeamento e à condução das operações da Marinha e à actividade do IH, bem como promover e acompanhar a investigação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação, no domínio dos produtos e sistemas de apoio GEOMETOC militar”.

A proposta de criação, a partir do CMETOC, de um Centro de Excelência NATO nesta matéria – o NATO Maritime Geospatial, Meteorological & Oceanographic Centre of Excellence -, já em avaliação pela NATO, permite, nas palavras do Ministro, “dar visibilidade ao trabalho de qualidade superior aqui desenvolvido e que pode ser colocado ao serviço da Aliança Atlântica”.

Ainda sobre este projecto, João Gomes Cravinho considera que “dará ao IH, às Forças Armadas e ao país um reconhecimento da qualidade da investigação científica aqui desenvolvida e do seu potencial operacional”.

A terminar o seu discurso, o Ministro destacou o carácter histórico do IH, mas também as possibilidades em aberto para o futuro, “o trabalho para desenvolver este Centro de Excelência é uma forma de dinamizar este futuro, neste caso em particular relacionado com a NATO, mas também mais uma vez com múltiplas possibilidades de utilização civil e militar”. Trata-se, nas palavras do Ministro, de um “reforço entre a Defesa Nacional e o desenvolvimento económico, social, cientifico do nosso país. Creio que aqui congregam-se, de forma simbólica, muitos elementos característicos do relacionamento entre as Forças Armadas e a nossa sociedade para o futuro”.

No próximo ano o Instituto Hidrográfico comemorá o seu 60º aniversário.

13 de março de 2019

Presidente da República recebeu CEMFA

(PR)O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas recebeu, em audiência no Palácio de Belém, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Piloto Aviador Joaquim Nunes Borrego, para apresentação de cumprimentos.

12 de março de 2019

Fuzileiros realizam exercícios na Lituânia

(MGP)Até quinta-feira, 14 de Março, está a decorrer a terceira fase do aprontamento da Força de Fuzileiros nº2 (FFZ2), com o objetivo de preparar e treinar os militares para a futura missão no quadro das Medidas de Tranquilização da NATO na Lituânia.

​​​​Este exercício, que se realiza na península de Tróia e na área de Pinheiro da Cruz, tem por objetivo avaliar o potencial de combate da Força de Fuzileiros, no quadro das operações anfíbias e das técnicas, tácticas e procedimentos adoptados, bem como a sua integração com uma unidade naval, simulando-se a sua projecção numa costa hostil.

Esta força de fuzileiros vai constituir o elemento modular de Projeção de Força na Lituânia e é constituída por 153 militares​ comandados pelo primeiro-tenente Robert Viola.

11 de março de 2019

OGMA E FORÇA AÉREA MODERNIZAM F-16

(FAP)Um F-16 que tinha voado pela última vez há 24 anos, quando ainda pertencia à Força Aérea dos Estados Unidos da América, foi modernizado pela OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal e será acrescentado à frota da Força Aérea Portuguesa. Após a modificação Mid Life Update (MLU) e depois de trabalhos de reparação estrutural, o avião com o número de cauda 15142 efectuou o voo de experiência e aterrou em segurança, no aeródromo de Alverca, no dia 13 de Fevereiro de 2019.

Neste voo, ainda sem a pintura final, a aeronave foi completamente testada, tendo sido dada como apta. O voo de ensaio marcou o final de um processo iniciado em 2015 e que representou um notável esforço também da Força Aérea, que tem ajudado a capacitar a OGMA e participou no projecto nas áreas de planeamento, engenharia e logística.

Este programa beneficiou do consolidado conhecimento da Força Aérea em programas de manutenção e modificação de aeronaves F-16, algo que permitiu cimentar a posição de Portugal enquanto referência mundial nesta área.

Exercício de artilharia “TROVÃO 191”

(Exército)Entre os dias 14 e 22 de Fevereiro, o Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) da Brigada de Reacção Rápida (BrigRR), sedeado no Regimento de Artilharia N.º 4 (RA4), em Leiria, preparou e conduziu o exercício sectorial “TROVÃO 191".

Este exercício contou com a participação de cerca de 100 militares oriundos do GAC da BrigRR, da Brigada Mecanizada, das Zonas Militares dos Açores e da Madeira e do Centro de Saúde de Évora, tendo como finalidade desenvolver e testar a capacidade operacional do GAC no Apoio de Fogos à BrigRR.

No período entre 14 e 17 de Fevereiro, o Comando e Estado-Maior do GAC efectuaram o treino do Estado-Maior (EM) do Grupo, enquanto a 1.ª Bateria de Bocas de Fogo preparava todos os equipamentos e treinava Técnicas, Tácticas e Procedimentos (TTP) com o devido apoio da Bateria de Comando e Serviços.

Entre 18 e 20 de Fevereiro, as Unidades participantes foram projectadas do RA4 para o RA5, em Vendas Novas, tendo ali dado cumprimento à Ordem de Operações elaborada no período de treino do EM. Realizou-se tiro de armamento ligeiro e de morteiro TAMPELLA 120mm, e foram treinadas as TTP relativas ao reconhecimento, escolha e ocupação de posições de artilharia, ao fluxo dos pedidos de tiro e de relatórios, e à reacção a incidentes diversos. Neste período, ocorreram as visitas do Comandante da BrigRR, Brigadeiro-General Coelho Rebelo, do Segundo-Comandante da BrigRR, Coronel Dias Henriques, do Comandante do RA4, Coronel Silva Caravela, e do Comandante do RA5, Coronel Dias Martins.

Nos dias 21 e 22 de Fevereiro, a finalizar o exercício, foram executadas a manobra de retracção do GAC para o RA4, a aplicação dos planos de manutenção de equipamentos, materiais e viaturas, e as reuniões para a identificação das boas práticas e detalhes a melhorar nos procedimentos dos diferentes escalões tácticos.

BOA SORTE COMANDOS

"A Sorte protege os audazes"!

Parte hoje, a 5ª Força Nacional Destacada Conjunta para a República Centro-Africana.

150 militares dos Comandos, de outras unidades do Exército e da Força Aérea , do Destacamento de Controlo Aéreo Táctico, vão dar continuidade a esta missão de paz das Nações Unidas, durante mais seis meses neste teatro de operações.

Estes militares juntam-se hoje aos 30 militares da equipa avançada, que já se encontra em Bangui, na República Centro-Africana.(Emgfa)

MAMA SUME

7 de março de 2019

Força Aérea e Marinha no maior exercício militar no Golfo da Guiné

(Emgfa)A aeronave P-3C CUP+, da Esquadra 601 - "Lobos" da Força Aérea portuguesa e a fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, participam, de 8 a 23 de Março, no maior exercício militar aeronaval internacional no Golfo da Guiné, o OBANGAME EXPRESS 19, com o objectivo de promover a segurança marítima na região.

A aeronave da Força Aérea, com um total de 36 militares empenhados, participa na edição anual do OBANGAME EXPRESS entre 8 e 12 de Março a partir da República de Cabo Verde e entre 12 a 22 de Março a partir de São Tomé e Príncipe. A fragata “Álvares Cabral”, actualmente em missão em Angola com 159 militares embarcados, juntar-se-á mais tarde, a sul da Nigéria, durante o período entre 15 a 20 de Março.

Este exercício tem como principal objectivo promover a segurança global na região, através da cooperação entre todas as forças e unidades dos países participantes e a partilha de informação no domínio marítimo entre os diversos centros de operações marítimas no Golfo da Guiné, destacando-se a participação de meios de 19 países africanos (Angola, Benin, Camarões, Cabo Verde, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Marrocos, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe e Togo).

A capacitação dos países do Golfo da Guiné, em concreto na área da segurança marítima e do combate às actividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate contra a pirataria, o narcotráfico e a delapidação abusiva dos recursos marinhos, bem como a proteção das bases de exploração petrolífera existentes na região, são outros dos grandes objectivos deste exercício militar conduzido pelo Comando Africano dos Estados Unidos (United States Africa Command - U.S. AFRICOM).

Relembra-se que no Golfo da Guiné situam-se 4.000 milhões de metros cúbicos de reservas de gás natural e é onde tem origem cerca de 50% da produção de petróleo do continente africano, representando 10% da produção mundial, estimando-se que desde 2013 são perdidos por dia 40.000 barris devido a actos de pirataria ou roubo.

Salienta-se também que aproximadamente 40% do volume de peixe capturado nas águas da África Ocidental são provenientes de pesca ilegal, representando uma perda anual de mais de 1,5 milhões de dólares para os Estados da região.

6 de março de 2019

F-16 portugueses já sobrevoam céus da Polónia

(Emgfa)Quatro aeronaves F16M e 70 militares da Força Aérea portuguesa, estão na Polónia desde o dia 1 de Março integrados na missão da NATO para as medidas de tranquilização no flanco leste da Aliança (“NATO Assurance Measures 2019”).

O destacamento português, a operar a partir da Base Aérea 22 de Malbork, vai contribuir directamente para o princípio de defesa colectiva e para o espírito de solidariedade que caracterizam a NATO, reforçando a capacidade de dissuasão e resposta da Aliança face a potenciais ameaças.

As aeronaves de caça portuguesas, preparadas para missões multi-tarefa “ar-ar” e “ar-solo”, têm como missão primária realizar missões de intercepção e salvaguardar a integridade do espaço aéreo dos estados membros da NATO.

Este destacamento, a voar sob o controlo do Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO situado em Uedem , na Alemanha (Combined Air Operations Center Uedem), vai interagir não só com as Forças Armadas polacas, como também com outras Forças Armadas parceiras NATO, como Finlândia e a Suécia, também presentes na região.

As medidas de tranquilização no flanco leste da Aliança inserem-se no conjunto de missões das Forças Nacionais Destacadas, aprovadas para 2019, no âmbito do contributo de Portugal para a paz, a segurança e a estabilidade internacional. O contingente português estará neste teatro de operações durante dois meses.

3 de março de 2019

Presidente da República no aniversário do Colégio Militar

© 2016-2019 Presidência da República Portuguesa
(P.R)O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas presidiu, em Lisboa, às Comemorações do 216.º aniversário do Colégio Militar.

Junto à Praça do Marquês de Pombal, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido pelo Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, e pelo Director do Colégio Militar, Coronel António Silva Salgueiro, tendo-se deslocado ao ponto de continência, onde o Batalhão do Colégio Militar lhe prestou Honras com a execução do Hino Nacional.

Após as honras, o Chefe de Estado deslocou-se para a tribuna presidencial, junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra na Av. da Liberdade e onde se encontravam o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado, e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Joaquim Nunes Borrego, para assistir ao desfile do Batalhão Colegial.

No final do desfile, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, dirigiu-se à Igreja de São Domingos, onde participou na Celebração Litúrgica pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Rui Sousa Valério.

1 de março de 2019

Fragata da Marinha portuguesa leva formação e apoio social a São Tomé e Príncipe

(Emgfa)A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, durante a sua passagem por São Tomé e Príncipe, desenvolveu, entre os dias 20 e 25 de Fevereiro, várias actividades de formação e treino conjuntos com as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, assim como acções de apoio técnico, para devolver a operacionalidade a algumas embarcações, de apoio social, com a realização consultas médicas à população, e entrega de material social a várias instituições.

No âmbito da cooperação internacional com países amigos, a fragata portuguesa prossegue agora com a sua missão, no Golfo da Guiné. Luanda é o próximo porto onde irá permanecer e, no qual, serão realizados vários treinos de mar, em parceria com a Marinha de Guerra angolana e com a Academia Naval de Angola, com a possibilidade de receber a bordo alguns cadetes.

A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, integra a Iniciativa Mar Aberto 2019, no âmbito da cooperação no domínio da defesa, com o objectivo principal de contribuir para o reforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné, em particular dos países de língua oficial portuguesa, em matéria de segurança marítima e no combate às actividades ilícitas no mar.

O navio, comandado pelo capitão-de-fragata Alexandre Martins dos Santos Fernandes, conta com 159 militares a bordo, incluindo não só equipas de fuzileiros, mergulhadores e médicos, mas também o Comandante da missão Mar Aberto, o capitão-de-mar-e-guerra Nuno António de Noronha Bragança.

28 de fevereiro de 2019

Fragata da Marinha portuguesa inicia missão de escolta a porta-aviões francês

(Emgfa)A fragata “Corte-Real”, da Marinha portuguesa, iniciou ontem, dia 27 de Fevereiro, a navegação em direcção ao mar Mediterrâneo, para integrar a missão de escolta ao porta-aviões francês “Charles de Gaulle”, com duração de 20 dias. O navio da Marinha juntar-se-á ao porta-aviões francês em Toulon, no próximo dia 4 de Março.

A “Corte-Real” terá como missão contribuir para a proteção antissubmarina do porta-aviões durante o período de permanência no mar Mediterrâneo, numa operação que visa contribuir para o esforço de segurança internacional, em especial nas principais artérias por onde passa grande parte do tráfego marítimo mundial, estreitando simultaneamente o relacionamento militar com a Marinha francesa.

De Março a Julho de 2019, França empenhará o porta-aviões “Charles de Gaulle” numa missão operacional, com um grupo aéreo embarcado, estando planeado navegar no mar Mediterrâneo, no Mar Vermelho, no Oceano Índico e na região da Ásia-Pacífico.

Durante este período será constituída uma força naval (“Task Force 473”), comandada pelo contra-almirante Olivier Lebas, da Marinha francesa, de que fará parte o navio da marinha portuguesa, mas que contará também com a participação prevista de outros navios escoltas europeus, da Dinamarca, Itália e do Reino Unido, mas também da Austrália e dos EUA.

Para além da robusta capacidade militar de prevenção e de intervenção, em caso de necessidade e em qualquer ponto do globo, o “Charles de Gaulle” também realizará acções de cooperação bilateral com a maioria dos países parceiros ao longo das áreas geográficas por onde vai passar, durante o período de emprego operacional.

A integração de navios das nações aliadas no contexto do compromisso conjunto para a segurança internacional, em particular de Portugal, tem como objectivo optimizar as capacidades do porta-aviões francês “Charles de Gaulle”, além de reforçar a interoperabilidade entre as marinhas aliadas.

A bordo da fragata “Corte-Real”, comandada pelo Capitão-de-fragata Coelho Gomes, seguem 197 militares, com helicóptero Lynx MK-95 embarcado e o respectivo destacamento de operação, uma equipa de fuzileiros e uma equipa de mergulhadores.

25 de fevereiro de 2019

Fuzileiros e Marines norte-americanos treinam em Portugal

(MGP)Até ao dia 3 de Março realiza-se um exercício bilateral entre os Fuzileiros e a Special Purpose Marine Air-Ground Task Force (SPMAGTF) do United States Marines Corps (USMC) na Base Naval de Lisboa, Ponto de Apoio Naval de Troia e no campo de tiro do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz.

O objectivo deste treino passa pelo reforço da partilha de experiências e conhecimentos nos vários domínios de actuação a fim de elevar os níveis de interoperabilidade e proficiência mútuos.

O planeamento das actividades de treino foi conduzido de forma progressiva a fim de se treinarem, numa primeira fase, as competências básicas de um fuzileiro. Estas competências irão assentar na realização de treinos parcelares nas áreas de combate em ambiente urbano, realização de tiro de combate com recurso ao armamento orgânico, testes de comunicações com os equipamentos rádio de cada força e treino de socorrismo em combate.

Numa segunda fase irão ocorrer acções deliberadas impondo maior capacidade de comando e controlo, nomeadamente: uma incursão ao Campo de Tiro de Pinheiro da Cruz, com uso de munições reais; e a realização de um ataque deliberado integrando ambas as forças sob comando combinado.

Posteriormente será realizada uma demonstração de capacidades por cada força onde a SPMAGTF irá demonstrar como monta e opera um Centro de Controlo de Evacuados e a Força de Fuzileiros irá demonstrar como reage a uma situação de calamidade e apoio à população.

​Este exercício, em particular, irá permitir consolidar várias técnicas, tácticas e procedimentos da Força de Fuzileiros Nº1, a força de fuzileiros que estará em treino, e assim confirmar a sua prontidão em diversos cenários de atuação como componente anfíbia da Força de Reacção Imediata Portuguesa.

22 de fevereiro de 2019

Exército está a formar 1100 militares em Vigilância Activa Pós-rescaldo

(Exército)O Exército Português, através do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), iniciou, no dia 11 de Fevereiro, o primeiro curso de 2019 de especialização em Vigilância Activa Pós-rescaldo para Forças Militares.

Durante o mês de Fevereiro e Abril, o RAME, na sua qualidade de centro de formação nacional para o Apoio Militar de Emergência, vai receber cerca de 1100 militares, totalizando 53 pelotões do Exército, de diversas unidades militares, e 2 pelotões da Armada.

Esta formação é certificada pela Escola Nacional de Bombeiros e tem a duração de três dias. O primeiro dia incide na formação teórica, no Centro de Operações de Apoio Militar de Emergência, por elementos da Estrutura de Comando da ANPC e por elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB), sendo feito um enquadramento geral no âmbito do apoio à Protecção Civil, do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro, do Sistema de Gestão de Operações, da abertura de faixas de contenção e da segurança nos incêndios florestais.

Nos dois dias seguintes os pelotões passam à prática e fazem uma primeira abordagem às ferramentas manuais que são utilizadas nas operações de rescaldo pós-incêndio. A fase prática subsequente inclui a abertura de faixas de contenção e vigilância, assim como a aplicação das regras de segurança em incêndios florestais.

19 de fevereiro de 2019

Ministro distingue o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea

(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, reconheceu publicamente o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo, com a medalha de serviços distintos, grau ouro, esta segunda-feira, na Base Aérea nº11.

No louvor, são destacados os conhecimentos profundos que possui das Forças Armadas em geral, e da Força Aérea Portuguesa em particular, o sentido crítico construtivo, equilíbrio e abordagem realista inerente às propostas de solução apresentadas, e o apurado sentido de análise nas mais variadas matérias, que em muito contribuíram para a acção governativa, a postura aberta, dialogante, franca e leal.

HELICÓPTEROS AW119MKII "KOALA" APRESENTADOS EM BEJA

(FAP)Os novos helicópteros da Força Aérea foram oficialmente apresentados no dia 18 de Fevereiro, na Base Aérea N.º11, em Beja. A cerimónia de recepção dos AW119MKII "KOALA", que serão operados pela Esquadra 552 – “Zangões”, foi presidida pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

"Estes são os primeiros dois helicópteros, de um conjunto de cinco, que estão previstos chegar até ao início do próximo ano. Com esta aquisição, o Sistema de Forças Nacional fica com capacidades mais recentes, garantindo melhor operabilidade e segurança. Fica também melhor equipado para colaborar nas diferentes missões em território nacional, nomeadamente no apoio ao Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais», referiu o ministro da Defesa Nacional.

No início da cerimónia, o ministro João Gomes Cravinho impôs a Medalha de Serviços Distintos - Grau Ouro ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, salientando a importância do seu Comando no processo de "aquisição da nova frota de helicópteros, que vão substituir os Alouette III", bem como "no programa de alienação de aeronaves F-16 à Roménia, que tem sido executado de uma forma exemplar".

18 de fevereiro de 2019

Fragata portuguesa navega em zona de risco de pirataria marítima

(Emgfa)A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, prossegue missão no Golfo da Guiné, região do globo onde se tem vindo a verificar a ocorrência de ataques de pirataria marítima, tendo já ocorrido 10 ataques desde o dia 1 de Janeiro de 2019, que originam raptos frequentes de elementos das tripulações dos navios mercantes que cruzam a área.

Este crime, internacionalmente reconhecido, é também uma preocupação nacional, tendo em consideração que, em média, cruzam semanalmente esta zona de insegurança marítima cerca de 20 navios que arvoram pavilhão português.

O navio atracou em Douala, nos Camarões, no período de 17 e 18 de Fevereiro. Desde 2014 que Portugal não marcava presença com um navio da Marinha nos Camarões, tendo este porto sido visitado pela última vez pela fragata “Bartolomeu Dias”.

O navio ruma hoje em direcção a São Tomé e Príncipe, onde irá desenvolver várias acções de Cooperação no Domínio da Defesa com as Forças Armadas deste país membro da CPLP. Relembra-se que Portugal tem actualmente em curso o projecto de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, com a presença permanente do navio patrulha “Zaire”, da Marinha portuguesa. Sendo um meio com capacidade oceânica de intervenção a longa distância, através da sua presença nesta área o navio da Marinha tem contribuído para a dissuasão de actividades ilícitas e proteção dos recursos marinhos da região, ao mesmo tempo que incrementa a capacidade de patrulha, vigilância e apoio ao exercício da autoridade do Estado das águas sob soberania e jurisdição deste país.

O navio português encontra-se integrado na missão MAR ABERTO, com o objectivo principal de contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné, com especial ênfase junto dos países de língua oficial portuguesa, em matéria de segurança marítima e no apoio ao combate às actividades ilícitas no mar.

A fragata “Álvares Cabral” tem embarcado 159 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.

15 de fevereiro de 2019

Exército condecorou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea

(Exercito)Decorreu, no dia 15 de Fevereiro, na Sala D. Maria II do Museu Militar de Lisboa, a cerimónia de imposição da medalha de D. Afonso Henriques, Mérito do Exército - 1.ª classe, ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Manuel Teixeira Rolo.

A concessão desta medalha ao General Teixeira Rolo materializa o reconhecimento pelo seu contributo, altamente honroso e prestigiante, para o estreitamento das relações de cooperação, apoio mútuo e conjugação de esforços entre a Força Aérea e o Exército.

O Chefe do Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, destacou que esta condecoração revela a estreita coordenação e colaboração existente entre os dois ramos, salientando “que é assim que devemos actuar em permanência (…), trabalhando e actuando em conjunto no cumprimento das missões em prol de Portugal".

Em consonância com o General Nunes da Fonseca, o General CEMFA afirmou: “é uma honra ter esta condecoração ao peito, que saberei interpretar sempre como um gesto de grande cortesia, consciente do que são as virtudes e os valores do nosso Exército e, sobretudo, poder senti-la pela forma como foi aqui transmitida".

A Medalha D. Afonso Henriques destina-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Exército Português.

11 de fevereiro de 2019

Marinha e Exército fazem treino conjunto

(MGP)O NRP Sines, em missão nos Açores, realizou hoje um treino operacional de embarque e desembarque de 50 militares do 2º Batalhão de Infantaria da Zona Militar dos Açores, no primeiro exercício FOCA realizado este ano.

Este treino conjunto, que contou ainda com o apoio da Capitania do Porto de Ponta Delgada, através da participação da embarcação da Estação Salva-Vidas, SR-39, tem por fim garantir o adestramento e prontidão dos militares do Exército Português em operações conjuntas que envolvam o seu transporte por via marítima.

O Navio da República Portuguesa (NRP) Sines encontra-se em missão nos Açores desde Dezembro, este navio é o terceiro navio da classe "Viana do Castelo". Comandado pela capitão-tenente Mónica Martins tem embarcados 48 militares.

9 de fevereiro de 2019

Gestão Estratégica contribui para “construir hoje as Forças Armadas de amanhã”

Foi implementado, pela 1ª vez, no Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), um processo de gestão estratégica, com vista a incrementar a eficiência, a eficácia e o prestígio das Forças Armadas, promovendo a evolução da Instituição Militar.

Organizado em três fases – formulação da estratégia, operacionalização das iniciativas e controlo dos resultados – o processo faz uso das mais modernas tecnologias de informação de gestão, incorporando relatórios dinâmicos desenvolvidos em “Power Business Intelligence”, o que constitui uma solução inovadora pela personalização e adequação às necessidades do EMGFA, permitindo o planeamento e a monitorização de todos os projectos de cariz transformacional.

Este novo processo tem permitido um maior envolvimento das pessoas no esforço de transformação organizacional, ao mesmo tempo que facilita a avaliação do progresso alcançado e a correcção atempada de eventuais desvios inesperados. Por isto, merece, até a momento, uma avaliação preliminar muito positiva, ciente do longo caminho a percorrer por toda a organização, para construirmos hoje as Forças Armadas de amanhã.

Este recente modelo de gestão estratégica surge no seguimento da promulgação, em Abril de 2018, da Directiva Estratégica do EMGFA, altura em que se iniciou um programa ambicioso de transformação evolutiva deste Estado-Maior-General.

A directiva, estabelecida para o período 2018-2021, define nove objectivos estratégicos, que vão desde o fortalecimento das capacidades operacionais, com enfoque na ciberdefesa, à saúde e ao ensino militar, passando, entre outras, pela reestruturação do EMGFA, pelo reforço da acção externa das Forças Armadas e da cooperação com as Forças e Serviços de Segurança e os Serviços de Informações, bem como pelo apoio a emergências civis e à instalação da Academia de Comunicações e Informação da NATO em Oeiras. (Emgfa)