2 de julho de 2018

Comemorações do Dia das Operações Especiais

Realizou-se no dia 30 de Junho, em Lamego, a Cerimónia Comemorativa do Dia das Operações Especiais e do 58º aniversário do Centro de Tropas de Operações Especiais.

Criado em 16 de Abril de 1960, o Centro tinha como objectivo formar unidades especializadas em contraguerrilha, operações psicológicas e montanhismo, recebendo companhias especialmente seleccionadas de vários regimentos para serem transformadas em Companhias de Caçadores Especiais, principal força de intervenção do Exército Português no início da Guerra do Ultramar.

Os “Rangers de Lamego”, como também é conhecida esta tropa especial do Exército Português, é uma força especialmente seleccionada, organizada, treinada e equipada, que utiliza técnicas e modos de emprego não convencionais para o cumprimento de Operações Especiais.

Da cerimónia militar, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, que assinalou o ponto alto das comemorações iniciadas no dia 29 de Junho, com o Concerto da Banda do Exército no Teatro Ribeiro Conceição, releva-se a imposição de Boinas e Insígnias aos militares que concluíram o curso de Operações Especiais, nas variantes Quadro Permanente, Formação de Oficiais em regime de Contrato, e Praças, também em regime de Contrato, bem como a apresentação de uma Unidade Terrestre de Operações Especiais (Special Operations Land Task Unit - SOLTU). (Exército)

Cerimónia do dia dos Comandos e do 56º aniversário do Regimento de Comandos

​Realizou-se no dia 29 de Junho, na Carregueira, Belas, a Cerimónia Comemorativa do 56º aniversário dos Comandos e do Dia do Regimento de Comandos, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, e que contou com a presença das mais distintas entidades civis e militares e daqueles que servem ou serviram nesta tropa especial do Exército Português.

Desde a sua criação, em 1962, os Comandos sempre orientaram a sua actividade para o cumprimento de missões operacionais, tendo constituído um importante contributo para o esforço de guerra nas campanhas de África, em Angola, Moçambique e Guiné. Nos tempos mais recentes, esta força de elite tem merecido a confiança para actuar no mais exigentes Teatros de Operações, como são os casos de Timor, Afeganistão, Iraque e Republica Centro-Africana, apresentando-se como um privilegiado instrumento do Estado para a segurança internacional.

Destaca-se, do programa comemorativo, a imposição dos dísticos “Comando" a 39 militares que concluíram o 130º Curso de Comandos, a atribuição do título de “Comando Honorário” ao ex-Chefe do Estado-Maior do Exército, General Hernandez Jerónimo, bem como a inauguração da nova Unidade de Saúde do Regimento.

Na sua alocução, o Comandante do Exército recordou as palavras dirigidas há um ano, por altura do 55º aniversário do Regimento, mencionando que “face ao que foram os desempenhos individuais e colectivos do pessoal do regimento de Comandos e das suas interacções com outros quadros e tropas nacionais e internacionais, só posso endereçar uma saudação muito especial aos militares Comando pela exemplar competência, dedicação, elevada coragem física e moral, reveladas no cumprimento das diversas missões que lhes foram cometidas, em particular as realizadas fora do Território Nacional, no âmbito dos compromissos assumidos pelo nosso País”, salientando o extraordinário desempenho revelado pela 1ª e 2ª Força Nacional Destacada na República Centro Africana, forças que, ao serviço de Portugal e dos portugueses, contribuíram de forma activa e relevante para a consecução dos objectivos da missão da Organização das Nações Unidas naquele país africano. Neste sentido, o General Rovisco Duarte referiu que “gostaria de poder afirmar que o 5º Contingente para a Republica Centro Africana vai ser aprontado pelo Regimento de Comandos e que irá fazer uso deste novo uniforme mas tal depende, por um lado, da capacidade de resposta dos fabricantes e, por outro lado, do tempo de desenvolvimento dos procedimentos legais, não esquecendo a decisão política que vier a ser tomada, dentro do processo de definição das Forças Nacionais Destacadas”.

Realça-se, ainda, o momento em que Pedro Romeiro, um rapaz de 20 anos, com uma deficiência física motora desde a nascença - deslocando-se por isso em cadeira de rodas - e que tem o sonho de pertencer aos Comandos, no final da cerimónia, falou com aqueles que o são por direito e demonstrou a sua enorme paixão por esta tropa especial, comovendo até os ”mais rijos” militares do Exército Português. (Exército)

29 de junho de 2018

Exército participou no exercício TOBRUQ LEGACY 2018

O Exército Português, através do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1, participou no exercício TOBRUQ LEGACY 2018 (TOLY18), que se realizou na Hungria, no período de 4 a 15 de Junho.

O TOLY18 é um exercício multinacional, incluído no conjunto de exercícios SABER STRIKE, que, desde 2010, é realizado pelo Exército dos Estados Unidos na Europa (USAEUR), com foco nos Estados Bálticos, e tem como finalidade treinar os participantes no que concerne ao comando e controle, à interoperabilidade com parceiros regionais, e às comunicações tácticas num ambiente conjunto, realizando a integração dos sistemas de armas e sensores de antiaérea, com os meios da componente aérea.

Tendo iniciado com a fase de exercício de Posto de Comando (Command Post Exercise - CPX), executando o exercício de Campo de Treino (Field Trainning Exercise - FTX) e terminando com um exercício real (Live Exercise - LIVEX), o TOLY18 contou com a participação de 19 nações, que garantiram o “manning" e os meios necessários para a consecução do exercício.

No final do exercício, um dos militares portugueses participantes no exercício foi reconhecido, pela nação hospedeira (Host Nation - HN), por ter demonstrado uma “excepcional performance" nas suas funções, o que muito dignificou a presença da comitiva portuguesa neste evento internacional. (Exército)

Submarino português vai participar nas operações “SOPHIA” e “SEA GUARDIAN” no Mediterrâneo

O submarino da Marinha portuguesa, NRP “Arpão”, inicia uma missão de dois meses no mediterrâneo central (de 2 de Julho a 31 de Agosto), onde participará na operação militar “SOPHIA”, sob égide da força naval da União Europeia em missão no Mediterrâneo (EUNAVFOR MED), e na Operação da NATO “SEA GUARDIAN”, conduzida a partir do comando marítimo do quartel-general da NATO no Reino Unido. As áreas de operação desta missão abrangem o mar mediterrâneo, essencialmente nas zonas oeste e central.

Após atravessar o estreito de Gibraltar o submarino “Arpão” contribuirá para o cumprimento das tarefas no âmbito da operação “SEA GUARDIAN” da NATO, que consistirá na recolha e partilha de informação com as marinhas da Aliança relativa ao panorama marítimo, numa das principais artérias mundiais por onde passa o tráfego marítimo mundial. O objectivo primordial destas acções consiste na identificação de navios que são conhecidos ou suspeitos de exercerem actividades ilícitas, associadas ao financiamento ilícito e indirecto de organizações criminosas ou associadas ao terrorismo transnacional e, consequentemente, contribuir pela manutenção da segurança marítima nesta região do mediterrâneo

Já na zona do mediterrâneo central, criada através do Conselho da União Europeia em 18 de maio de 2015, com o suporte de diversas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encontra-se em operação a força naval da União Europeia. O “Arpão” colaborará com esta força, «contribuindo para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas» missão principal da operação "SOPHIA".

Esta será a segunda vez em que o submarino da Marinha portuguesa vai participar na Operação “SEA GUARDIAN” e a terceira na Operação “SOPHIA”. (Emgfa)

28 de junho de 2018

Fuzileiros prosseguem missão na Lituânia

A Força de Fuzileiros da Marinha portuguesa, em missão na Lituânia, prossegue a sua intensa actividade operacional, com enfoque nas acções combinadas com as forças lituanas, realçando-se a participação nos exercícios Strong Shield 18 e HUNT 18. A actual missão decorre no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, onde está empenhada uma Força de Fuzileiros com 140 militares, por um período de quatro meses, no quadro das medidas de tranquilização da NATO naquele território.

O exercício “STRONG SHIELD 2018”, de âmbito nacional, destinou-se a avaliar as unidades regionais lituanas na condução das actividades previstas nos respectivos planos nacionais de defesa, onde o cenário se centra na ameaça externa e num quadro de ocupação do seu território por forças estrangeiras. Os militares portugueses, através do seu elemento de projecção de força, conduziram operações na perspectiva da contra-insurgência, com vista a possibilitar às unidades lituanas o contacto com tácticas, técnicas e procedimentos diferenciados.

O exercício “HUNT 2018”, da responsabilidade da Brigada “Griffin”, destinou-se ao adestramento da Companhia de Reconhecimento daquela grande unidade Lituânia, tendo sido efetuadas diversas ações de “treino-cruzado” em várias áreas, o que contribui para um melhor conhecimento mútuo e potencia a interoperabilidade entre as forças militares portuguesas e lituanas.

Neste país, Portugal conta ainda com 114 militares da Força Aérea e cinco aeronaves, quatro caças F-16 e uma aeronave de vigilância marítima P-3C CUP+, integrados nas operações e medidas de tranquilização do flanco leste da Aliança (“NATO Assurance Measures 2018”), por forma a assegurar a vigilância e patrulhamento aéreo nos países bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia), contribuindo para a proteção da integridade do espaço aéreo destes países da NATO. (Emgfa)

27 de junho de 2018

25 de junho de 2018

NRP Arpão em missão de combate ao terrorismo

O NRP Arpão irá iniciar uma missão de 60 dias, de 2 de Julho a 31 de Agosto, onde participará na Operação Sophia da Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR MED), e na Operação da NATO Sea Guardian. no Mar Mediterrâneo, essencialmente nas zonas oeste e central.

Ao entrar no Mediterrâneo, o NRP Arpão contribuirá para o cumprimento das tarefas definidas pelo Comando Marítimo da NATO, no âmbito da Operação Sea Guardian, que passam pelo controlo do panorama marítimo (MAS - Maritime Situational Awareness), pelo combate ao terrorismo e, consequentemente, contribuindo para a segurança marítima no Mediterrâneo.

Já na zona do Mediterrâneo central, criada através do Conselho da União Europeia em 18 de maio de 2015, com o suporte de diversas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encontra-se em operação uma força naval da União Europeia (EUNAVFOR MED). O NRP Arpão colaborará com esta força, «contribuindo para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas» na Europa, missão principal da Operação Sophia.

Esta será a segunda vez em que o NRP Arpão participará na Operação Sea Guardian e a terceira na Operação Sophia, sendo que nas missões anteriores o contributo do submarino português foi enaltecido pelos Comandos destas Operações. (MGP)

Navio da Marinha Portuguesa em acção de busca e salvamento em São Tomé e Príncipe

O navio patrulha “Zaire” da Marinha Portuguesa, em missão de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, prestou ontem, dia 24 de Junho, apoio e assistência médica a uma embarcação de pesca que se encontrava na área de São Tomé e Príncipe.

O patrulha “Zaire” acompanhou a embarcação de pesca durante toda a navegação, tendo a equipa médica permanecido sempre com o mestre da embarcação até à chegada ao hospital Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe.

O navio da Marinha portuguesa prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda-costeira de São Tomé e Príncipe. (Emgfa)

22 de junho de 2018

Esquadra 601 vigia espaço aéreo dos Báltico

Uma aeronave P-3C CUP + da, Esquadra 601 - Lobos, aterrou, a 16 de Junho, na Lituânia, para integrar a Operação NATO Assurance Measures (AM) 2018.

Esta Força Nacional Destacada irá realizar missões de patrulhamento marítimo nos países bálticos, com a missão de detectar e seguir movimentos de interesse.

O destacamento da Força Aérea, composto por cerca de 30 militares de diversas especialidades, junta-se ao já existente na Base Aérea Aérea de Siauliai, ao serviço na missão Baltic Air Policing 2018, que conta com 80 militares e quatro F-16. (Fap)

21 de junho de 2018

Escola das Armas celebrou o seu 5º Aniversário

No âmbito das comemorações do seu 5º aniversário, realizou-se no dia 19 de Junho, na Escola das Armas (EA), em Mafra, a Cerimónia Militar Comemorativa, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte.

A cerimónia militar, realizada em frente ao Convento de Mafra, materializando assim a relação próxima entre a cidade e os militares, contou com a presença do Chief of the Defence Staff da República Centro-Africana, General de Brigada Ludovic Ngaifeï, e teve ainda a comparência das entidades civis e militares, locais e regionais, que se associaram às comemorações, das quais se destaca o Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Eng.º Helder Sousa Silva.

Releva-se, da agenda comemorativa deste dia tão especial para a Escola de todas as Armas do Exército Português, as demonstrações de capacidades e meios, das quais se destacam a exposição estática das Tropas Especiais e a demonstração de Combate em Áreas Edificadas, no Centro de Excelência de Combate em Áreas Edificadas, conhecido como “Aldeia de Camões", bem como a demonstração de actividades equestres pela Reprise da Escola de Mafra, no campo Brigadeiro Henrique Calado, no quartel de S. Januário.

Na sua alocução, o Comandante do Exército referiu que a edificação da Escola das Armas, como uma estrutura de formação do Exército, actual e dinâmica, se destaca pela extraordinária eficácia revelada pelos nossos camaradas mais jovens no cumprimento das suas missões, “quer estas se desenrolem nos mais exigentes teatros de operações, da República Centro-Africana ao Afeganistão, na Cooperação Técnico-Militar, ou no âmbito da actuação interna, em acções de apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações." Dirigindo-se aos militares e civis que servem na Escola das Armas, afirmou que continuará a contar com a determinação, coesão, disciplina e elevada competência técnica de todos, assegurando o esforço de permanente melhoria da acção formativa dos nossos quadros e contribuindo de forma decisiva para o progresso e prestígio do Exército, das Forças Armadas e de Portugal." (Exército)

19 de junho de 2018

Fuzileiros participam no maior exercício de Operações Especiais do Leste da Europa

A Força de Fuzileiros da Marinha portuguesa, em missão na Lituânia, participou, através de uma equipa do Destacamento de Acções Especiais (DAE) do Corpo de Fuzileiros, entre 21 de maio e 8 de Junho, no maior exercício de Operações Especiais do Leste da Europa, “Flaming Sword 2018”, na Lituânia.

Esta equipa de Fuzileiros desenvolveu acções num cenário realístico, complexo e exigente, em contexto de guerra híbrida e de conflito armado, em conjunto com outras nações aliadas, de forma autónoma, integrando ainda elementos nos vários níveis do planeamento, controlo e execução.

Esta participação autónoma do Destacamento de Acções Especiais da Marinha é fruto do rigoroso cumprimento dos mais elevados padrões de exigência, que permitem acompanhar a vanguarda e manter actualizadas as tácticas, técnicas e procedimentos em acções de operações especiais.

Os exercícios da série “Flaming Sword”, um dos mais prestigiados exercícios de operações especiais do leste da Europa, decorrem anualmente na Lituânia desde 2012 e integra o Exercício “Trojan Footprint” que é organizado pelo comando europeu das operações especiais norte-americanas, cuja área de execução engloba os estados do Báltico e da Polónia, tendo assumido maior relevância após a intervenção militar da Rússia em território ucraniano em 2014.

Outro pelotão da Força de Fuzileiros em missão na Lituânia, com valências de apoio de combate e de assalto anfíbio, também participou no “Flaming Sword 2018” como força opositora, com vista a contribuir para alcançar os objectivos de treino das forças de operações especiais. (Emgfa)

18 de junho de 2018

Base Aérea N.º 6 abre portas à população no dia 24 de Junho

A Base Aérea N.º6 (BA6), no Montijo, abre as suas portas à população no “Dia de Base Aberta” já este domingo, dia 24 de Junho, das 10h00 às 17h00. A “casa” das aeronaves C-130H, C-295M, EH-101 Merlin e Falcon 50 será a primeira Unidade a abrir ao público em 2018, ano em que a Força Aérea comemora o 66.º Aniversário. (Fap)

16 de junho de 2018

A Marinha realiza, de 18 a 28 de Junho, o exercício naval SWORDFISH 18, na costa Ocidental Portuguesa, que tem como objectivo principal preparar a esquadra para dar resposta em cenários de crise.

Participam neste exercício um total de nove navios nacionais, dois navios espanhóis, um navio francês, um navio italiano, um navio inglês, Forças de Mergulhadores e Fuzileiros Nacionais e Espanholas, e ainda aeronaves da Força Aérea Portuguesa e Espanhola, englobando um total de 2300 militares.

O SWORDFISH 18 é um exercício naval, realizado nas áreas de exercícios da Costa Ocidental Portuguesa, concebido para melhorar a proficiência da esquadra na condução de operações navais, designadamente o Comando e Estado-Maior da Força Naval Portuguesa que, juntamente com as outras forças e unidades aliadas, interagem perante um cenário multidimensional, no âmbito das operações de resposta à crise. (MGP)

NRP Tejo em missão nos Açores

A missão tem como objectivo prioritário a vigilância e patrulha dos espaços marítimos do arquipélago dos Açores, tendo em vista o exercício da autoridade do Estado no mar, e ainda, a presença junto das diversas comunidades das Ilhas que constituem o arquipélago, bem como realização de acções de busca e salvamento marítimo.

O navio de patrulha costeiro Tejo é o primeiro de quatro navios, que dá nome à classe, foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada a 5 de maio de 2016, tendo sido empenhado na sua primeira missão em Dezembro do mesmo ano.

Nestes mais de dois anos ao serviço da Marinha, o NRP Tejo já realizou missões nas Zonas Marítimas da Madeira e do Norte e uma missão no âmbito da agência FRONTEX da União Europeia de controlo dos fluxos migratórios no mediterrâneo central, ao largo da costa de Itália, contribuindo para a recolha e apoio a 141 pessoas.

O navio tem ainda capacidade para prestar assistência a pessoas e embarcações em perigo, integrando a estrutura de busca e salvamento marítimo e para colaborar com a proteção civil e autoridades civis, em situações de auxílio à população, em caso de catástrofe, calamidade ou acidente.

​O NRP Tejo é comandado pelo primeiro-tenente Simão Loureiro da Paixão e tem um total de 29 militares embarcados.​ (MGP)

Militares do Exército partem para o Afeganistão

Uma equipa de treino e assistência, composta por 23 militares do Exército Português, parte esta segunda-feira, dia 18 de Junho, para o Afeganistão, com a missão de assessoria, treino e assistência na Escola de Artilharia de Cabul, integrada na missão da NATO, “Resolute Support Mission (RSM)”.

Recorda-se que o Exército Português participa actualmente, nesta operação, com 170 efectivos, em funções de Estado-Maior no Quartel-General da operação, em Cabul, e com uma Força de Reacção Rápida (QRF - Quick Reaction Force) em proteção do aeroporto internacional Hamid Karzai da capital. (Emgfa)

15 de junho de 2018

Força Naval Portuguesa realiza exigente treino no mar

Os militares embarcados na FNP estão 24 horas por dia em operação, com o objectivo de cumprir com um minucioso esquema de exercícios e treinos que envolvem acções em conjunto, integrando diversos navios e equipas, e acções de forma individual.

A bordo, as guarnições dos navios cumprem um treino interno de combate a incêndios e alagamentos, acções em caso de homem ao mar, exercícios de disparo de fachos de socorro, avarias da instalação propulsora, entre outros. Os cerca de 200 militares de ambas as fragatas da Força (NRP Corte-Real e NRP Álvares Cabral) treinaram ainda o procedimento de Action Messing, uma acção logisticamente complexa, na qual as guarnições devem garantir que tomam uma refeição quente num período máximo de 30 minutos, o tempo limite que lhes é importo para não comprometer a capacidade combatente.

Os navios devem também realizar que simulem um elevado grau de risco. Nos últimos dias foi efectuado um reabastecimento no mar com duas fragatas em simultâneo, designado de reabastecimento duplo, com uma fragata em cada bordo do navio reabastecedor. Numa vertente táctica foram também efectuados treinos de abordagem a navios, nomeadamente exercícios de inserção vertical, por Fast Rope do helicóptero Lynx, das equipas de segurança dos Fuzileiros, em todos os navios da Força.

No âmbito do treino de força foi realizado um exercício de defesa próxima a um navio mercante – escolta em proximidade - no qual se pretendeu treinar as perícias em navegar sob ameaça externa, escoltando um navio de elevado valor (High Value Unit ) utilizando, para tal, o próprio escolta como proteção. Este é um exercício de elevado risco devido à proximidade e velocidade com que se executa, aliado ao curto tempo de reacção exigido.

​O NRP Corte-Real efectuou também, num âmbito de treino, um lançamento de chaff – uma contramedida passiva de guerra electrónica, que visa proteger os navios de ataques de misseis. Assim, são lançadas, em altitude, milhares de palhetas metálicas com o objectivo de criar um eco radar maior do que o navio, de forma a que o míssil em aproximação seja engodado para a nuvem do chaff, em vez do navio. O disparo foi efectuado com sucesso e a Força Naval foi protegida.

Neste exercício, o Comandante da Força Naval Portuguesa e o respectivo Estado-Maior testaram, pela primeira vez, a utilização de uma nova consola de apoio à decisão instalada no Centro de Operações do NRP Corte Real, assegurando assim um conhecimento e controlo situacional dos navios da força e auxiliando no processo de tomada de decisão.

A FNP é constituída pela fragata Corte-Real como navio-chefe, pela fragata Álvares Cabral, pelo navio reabastecedor Bérrio e pela corveta António Enes, e é comandada pelo Capitão-de-mar-e-guerra Diogo Arroteia.​ (MGP)

14 de junho de 2018

77.º aniversário da Base Aérea N.º4

A Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, assinalou o 77.º aniversário no dia 12 de Junho. A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo.

A data serviu para lembrar, nas palavras do Comandante da BA4, Coronel César Rodrigues, a importante missão desempenhada por aquela Unidade, particularmente no que toca ao “apoio às populações e autoridades civis locais”, através das evacuações sanitárias, do transporte médico inter-ilhas e, claro, das missões de busca e salvamento no mar.

Não obstante, da alocução do Comandante ficou também uma palavra de apreço aos militares e civis desta Unidade, sempre focados na nobre missão desta unidade, sem olhar a esforços ou sacrifícios.

O Dia de Unidade ficou marcado por uma homenagem aos mortos da Força Aérea, pela imposição de condecorações a alguns militares e pela entrega de pergaminhos aos funcionários civis que comemoram 25 anos ao serviço da instituição. A cerimónia terminou com o desfile das forças em parada. (FAP)

13 de junho de 2018

Militares portugueses contribuem para o combate ao terrorismo no Iraque

Os militares do Exercito português, que compõem o 7º Contingente Nacional integrado na operação multilateral INHERENT RESOLVE, no Iraque, ministraram formação aos militares da “Border Guard Force” iraquiana, com o objectivo de desenvolver capacidades individuais dos instrutores de tiro que compõem esta força de segurança iraquiana.

Este curso teve como objectivo capacitar os instrutores iraquianos para poderem treinar os militares do Exército a empregarem a técnica de tiro de combate com as suas armas. Estas acções apoiam directamente as forças de segurança iraquianas no combate contra o terrorismo, contribuindo para segurança no Iraque. (Emgfa)

12 de junho de 2018

Exército presente no 633º aniversário da Batalha de Trancoso

O Exército Português, através da Direcção de História e Cultura Militar e em conjunto com a Câmara Municipal de Trancoso, assinalou, no dia 29 de maio, o 633º aniversário da Batalha de Trancoso.

O episódio evocativo remonta a 29 de Maio de 1385, dia em que, na Ermida de São Marcos e na veiga de Trancoso, um exército castelhano, que contava com um efectivo superior ao do Exército Português, pôs à prova as hostes nacionais na arte da guerra. No seu ataque, os castelhanos gritavam "por Santiago e Castela!", enquanto os portugueses gritavam "Portugal! São Jorge!". O alarido e barulho do combate eram tais, que se ouviam perfeitamente em Trancoso, a cerca de 5 km do local da batalha. Com elevada probabilidade de não ter consistido num único combate, devido ao extenso tempo que demorou, cerca de 8 horas, a Batalha de Trancoso terá sido composta por diversos ataques e por diferentes combates ao longo do dia. Contudo, existe a certeza de que, no final do dia, os castelhanos estavam totalmente desorientados e que muitos dos prisioneiros portugueses conseguiram libertar-se e envolver-se no combate. Vencida a batalha, foi possível recuperar o imenso espólio do saque castelhano e evitar que os numerosos prisioneiros portugueses fossem levados para Castela.

Reza a lenda que o próprio São Marcos apareceu por milagre na batalha, como um cavaleiro, incitando as hostes portugueses. Do feito terá ficado, como testemunho, gravado na rocha, uma das ferraduras da sua montaria. (Exército)

NRP Mondego hasteou a bandeira de Portugal pela primeira vez

O novo navio patrulha costeiro Mondego hasteou hoje a Bandeira Nacional pela primeira vez, na cerimónia de passagem ao estado de armamento normal que se realizou na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.

​A cerimónia representa um dos passos do programa de reactivação dos navios de patrulha costeira da classe Tejo, reforçando, assim, a capacidade de Segurança e Autoridade do Estado no Mar.

Para o Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, "a presente cerimónia de passagem ao estado de armamento normal do NRP Mondego representa, um relevante passo no reforço da capacidade de patrulha e fiscalização, concorrendo para o objectivo estratégico de potenciar a edificação e a sustentação da componente naval do Sistema de Forças, de forma a colocar no dispositivo os meios necessários para o cumprimento da missão da Marinha."

O NRP Mondego é o terceiro navio da classe, juntando-se ao NRP Tejo e ao NRP Douro em missões de vigilância e patrulha, bem como de busca e salvamento. Esta classe de navios está particularmente preparada para funções de segurança e autoridade do Estado no mar e para guarnecer o dispositivo naval padrão da Marinha.

​​​O novo navio patrulha costeiro tem uma guarnição de 25 militares e é comandado pelo primeiro-tenente Alexandre Pereira Robalo. (MGP)

11 de junho de 2018

Força Aérea no 25.º Encontro Nacional de Combatentes

No âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, teve lugar no dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém – Lisboa, a cerimónia comemorativa do 25.º Encontro Nacional de Combatentes, que contou com a participação da Força Aérea.

Em sentida homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa, marcaram presença nesta cerimónia vários militares da Força Aérea, os quais participaram em diferentes momentos solenes, destacando-se a deposição das coroas de flores no Monumento e a passagem aérea e lançamento de flores realizada a partir do helicóptero Alouette III.

O Presidente da República, que assinalou o 10 de Junho nos Açores, enviou uma mensagem escrita que foi lida pelo presidente da Comissão Executiva das comemorações do 25.º Encontro Nacional dos Combatentes, Tenente-General Carlos Carvalho dos Reis.

"Saibamos saudar e homenagear, através da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, aqueles que mais sofreram na guerra de África, os nossos deficientes das Forças Armadas, a quem é da maior justiça que a pátria saiba respeitar concedendo-lhes as ajudas mais do que merecidas", apelou Marcelo Rebelo de Sousa, na sua mensagem. (FAP)

10 de junho de 2018

10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL

10 de Junho
Dia de Portugal

Comemorações do Dia de Portugal 2018

10h00 às 12h00 - Baptismos de navegação, mergulho e escalada

11h00 - Cerimónia Militar no Campo de São Francisco

13h30 às 19h00 - Navios da Marinha abertos ao público para visita, nas Portas do Mar.
- Fragata Álvares Cabral
- Fragata Corte Real
- Navio Reabastecedor Bérrio

14h00 às 18h00 - Baptismos de navegação, mergulho e escalada

15h00 às 16h00 - Demonstração de busca e salvamento pela Força Aérea

17h00 às 18h00 - Distribuição de pizzas/Pão com chouriço
- Demonstração de capacidades da Marinha

18h00 às 18h30 - Demonstração Cinotécnica pelo Exército
- Demonstração de capacidades de proteção contra armas químicas pelo Exército

19h30 às 20h00 - Demonstração de inativação de engenhos explosivos pela Força Aérea

21h30 às 22h30 - Concerto da Banda do Exército no Coliseu Micaelense (Emgfa)

9 de junho de 2018

2.ª Rotação de militares no Baltic Air Policing 2018

Partiu no dia 04 de Junho, da Base Aérea N.º 5 (Monte Real), mais um contingente de militares da Força Aérea Portuguesa para a Lituânia, no âmbito da missão Baltic Air Policing 2018.

Estes militares substituíram os seus camaradas que se encontravam no país, efectuando assim a segunda rotação desde que a missão começou, a 03 de Maio.

À chegada à Base Aérea de Siauliai, os militares foram recebidos pelo Comandante do Destacamento, Tenente-Coronel Afonso Gaiolas, que agora foi sucedido no cargo pelo Tenente-Coronel João Rosa.

O contingente português encontra-se destacado a realizar missões de defesa aérea nos países bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia), com o objetivo de proteger a integridade do espaço aéreo da NATO.

A Força Nacional Destacada na Base Aérea de Siauliai é composta por quatro aeronaves F-16M e 84 militares, que estarão em permanente alerta (24/7) até ao final de Agosto (FAP)

Museu de Marinha distinguido nos prémios APOM 2018

​Este ano, o Museu de Marinha, com a exposição “Vikings – Guerreiros do Mar", recebeu a distinção máxima nas categorias de “Exposição Temporária" e “Transporte de Património", o que atesta a excelência dos resultados obtidos pela equipa que projectou e realizou esta exposição, numa cooperação entre a Comissão Cultural de Marinha, o Museu de Marinha, o Museu da Dinamarca e a empresa MuseumsPartner.

A Embaixada da Dinamarca em Portugal foi também distinguida com o prémio “Cooperação Internacional" pela iniciativa e apoio prestado à realização da exposição “Vikings – Guerreiros do Mar" e pela realização, em 21 de Junho de 2017, também no Museu de Marinha, de uma conferência intitulada “Rainhas, Pescas e Cruzadas. Portugal e Dinamarca desde os Vikings até à Era dos Descobrimentos".

Com este prémio, o Museu de Marinha foi galardoado pelo terceiro ano consecutivo, uma vez que ganhou em 2016 o prémio de “Melhor Merchandising" e em 2017 recebeu uma menção honrosa na categoria “Trabalho de Museografia". Destaque ainda para o facto de terem concorrido às diversas categorias cerca de 80 entidades associadas da APOM, num total de 253 candidaturas.​(Marinha)

5 de junho de 2018

Militares portugueses reconhecidos pelo trabalho na manutenção da paz em missão na República Centro-Africana

O General Fadhil Omary Nondo, do Exército da Tanzânia e Comandante de Sector das Forças militares de Capacetes Azuis em Bambari, emitiu uma carta de reconhecimento aos militares do Exército Português que integram a Força de Reacção Imediata ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana.

Nesta carta reconhece o trabalho, dedicação e esforço exemplar dos militares portugueses, apesar das dificuldades, para garantir a segurança e a paz em Bambari.

Já no dia 18 de maio, os para-quedistas portugueses haviam sido reconhecidos num memorando da mesma natureza, emitido pelo General Mohammed Selloum, das Forças Armadas Marroquinas, Comandante da Força Conjunta das Nações Unidas em Bangui, referente à postura e acção dos militares portugueses na primeira quinzena do mês de maio, onde é destacada a acção meritória que tiveram para evitar o escalar do conflito entre grupos de populares centro-africanos, no seguimento dos ataques a uma igreja local, no dia 1 de maio.

Este é o segundo reconhecimento efetuado pelas autoridades locais, no espaço de duas semanas.

O atual contingente é composto por 156 militares do Exército, na sua maioria paraquedistas, e 3 da Força Aérea, sendo no total 159 militares em operação.

Desde que iniciou missão, há cerca de três meses, os para-quedistas portugueses já estiverem 18 vezes em confronto e sob ataque com grupos armados ou criminosos que operam na República Centro-Africana. (emgfa)

4 de junho de 2018

Exército em apoio às populações na prevenção de incêndios florestais

O Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, assistiram na segunda-feira, dia 28 de Maio, à assinatura do protocolo entre o Exército, o Fundo Ambiental e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas para trabalhos de engenharia em diversas zonas do País.

Após a assinatura deste protocolo, que decorreu junto à barragem da Ribeira da Mula, os dois governantes foram visitar as intervenções que estão em curso pela Engenharia Militar do Exército Português na Serra de Sintra.

O protocolo, que decorre da missão do Exército de colaborar em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações, visa a beneficiação das redes viárias e a abertura de aceiros nos Perímetros Florestais da Serra de Sintra, Serra de São Mamede, reserva natural das Lagoas de Santo André, área florestal de Sines, Mata de S. Jacinto, no Parque Natural da Serra da Estrela e zona da Costa da Caparica, na Mata dos Medos e Parque Natural da Serra da Arrábida.

O Exército Português integra o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, colaborando em acções nos domínios da prevenção, vigilância, detecção, rescaldo e vigilância pós-incêndio florestal, na abertura de aceiros, e nas acções de gestão de combustível das matas nacionais ou administradas pelo Estado.

O Fundo Ambiental tem como missão contribuir para o cumprimento de Portugal dos objectivos e compromissos nacionais e internacionais, designadamente os relativos às alterações climáticas e aos recursos hídricos, aos resíduos e à conservação da natureza e biodiversidade, financiando entidades, actividades ou projectos.

Os trabalhos dos militares do Exército iniciaram-se no dia 15 de Maio e deverão estar concluídos até ao final de Março do próximo ano.

Prevê-se a intervenção em mais de 250 quilómetros, incluindo regularização de valetas para o escoamento de águas pluviais e o emprego de militares, viaturas e equipamentos de várias Unidades do Exército, em particular do Regimento de Engenharia nº1 (Tancos), Regimento de Engenharia nº3 (Espinho) e da Companhia de Engenharia de Combate Pesada, (Brigada Mecanizada, Santa Margarida). (Defesa)

Navio patrulha português visita Nigéria para estreitar cooperação no combate à pirataria no Golfo da Guiné

O navio patrulha “Zaire” da Marinha Portuguesa, em missão na área de São Tomé e Príncipe visitou a Nigéria para participar, entre o dia 28 de maio e 1 de Junho, no exercício internacional organizado pela Marinha da Nigéria "Eku-kugbe18", que tem como objectivo promover a cooperação e a interoperabilidade entre as marinhas e as Guardas-costeira dos países do Golfo da Guiné e nações amigas face, face ao acréscimo de actividades criminosas que têm vindo a acontecer nesta região, onde se destacam os actos de pirataria, tráfico de droga e pesca ilegal e abusiva dos recursos marinhos.

Este exercício, cujo nome, no dialecto da Nigéria, significa cooperação e trabalho de equipa, juntou ainda mais de 15 navios de várias Marinhas, desde a Nigéria, Camarões, Gana, Togo, França e China, tendo envolvido igualmente uma aeronave de asa fixa e dois helicópteros da Marinha Nigeriana

Entre os exercícios realizados, destaca-se a simulação de resgates de navio mercantes sequestrados por piratas e a apreensão de embarcações de pesca em actividade ilegal.

Durante o período de navegação, o navio português embarcou elementos da futura guarnição da Guarda-costeira Santomense, que aproveitaram para adquirir experiência e treino interno.

Existiu ainda oportunidade para o navio atracar no porto de Lagos na Nigéria, onde contou com a presença do Embaixador de Portugal na Nigéria e do Comandante Naval da Marinha Portuguesa. Posteriormente regressou às águas de São Tomé e Príncipe onde prossegue a sua missão de capacitação da Guarda-costeira Santomense.

Segundo dados oficiais da Organização Marítima Internacional (International Maritime Organization) e da União Europeia, o Golfo da Guiné em 2017 ocupou o 2º lugar no mundo entre as regiões marítimas mais afectadas pela pirataria e roubo armado, registando 23% dos ataques em todo o mundo (o Mar da China ocupa o 1ª lugar do ranking mundial entre os estados costeiros mais afectados por este flagelo).

De 1 de Janeiro até à data de hoje ocorreram 70 ataques a navios no Golfo da Guiné, 47 dos quais ao largo da Nigéria, tendo 118 pessoas sido feitas reféns, um numero que já ultrapassa em muito o registo total de 2017 (85 pessoas reféns).

No período homólogo em 2017 foram registados metade dos ataques (32) e um número significativamente inferior de reféns (35).

O Golfo da Guiné ocupa o 1º lugar do ranking mundial dos ataques em alto mar, representando 50% dos ataques em todo o globo. (Emgfa)

1 de junho de 2018

Novo navio patrulha oceânico faz provas de mar com sucesso

​​O futuro NRP Sines, que será aumentado ao efectivo dos navios da Marinha em Julho, será o terceiro navio patrulha oceânico construído em Portugal após os NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz, actualmente no activo. Estes navios vêm substituir as corvetas com mais de 40 anos.

O NRP Sines será comandado pela capitão-tenente Mónica Martins e terá uma guarnição de 44 elementos. (MGP)

31 de maio de 2018

Utentes do SNS vão poder ser operados no Hospital das Forças Armadas

Os ministros da Defesa Nacional e da Saúde assinaram esta segunda-feira um protocolo de cooperação que prevê a utilização do Hospital das Forças Armadas (HFAR) por utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente, ao nível das cirurgias.

Na cerimónia – que decorreu no HFAR, em Lisboa – estiveram presentes, para além de José Azeredo Lopes e de Adalberto Campos Fernandes, o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, e a Secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos.

Durante a sua intervenção, Azeredo Lopes afirmou que “o subsistema de saúde militar deve ser preservado” e que “havendo capacidade sobrante que possa ser aproveitada pelos cidadãos em geral”, esta deverá ser disponibilizada pois ajudará o “próprio HFAR” a desenvolver-se “mais harmoniosamente” e “em escala”.

Antes de terminar, Azeredo Lopes reafirmou que a tutela desta instituição “está bem” no Estado-Maior-General das Forças Armadas e acrescentou que aguarda a proposta, para Setembro, do Grupo de Trabalho responsável pela apresentação de um novo modelo do qual, certamente, resultará “um melhor HFAR”.

O Ministro da Saúde, por sua vez, relembrou que o Estado dispõe, actualmente, de “recursos muito escassos” e que “é pouco compreensível” que, a todo o momento, não seja possível juntar “capacidades, sinergias e competências” para “fazer melhor”.

Adalberto Campos Fernandes referiu que o Ministério da Saúde tem desencadeado, com o Ministério da Defesa Nacional e as Chefias Militares, iniciativas que os aproximam, como é o caso do Laboratório Militar.

Considerando que “faz todo o sentido” que o SNS se associe a outras instituições que prestam cuidados de saúde, como é o caso do HFAR, Campos Fernandes explicou que este protocolo, agora assinado, permitirá que se alargue a resposta ao nível da cirurgia, apoiando, desta forma, a redução das listas de espera.

O Ministro da Saúde referiu ainda que a cooperação entre as instituições da saúde “não se esgota na assistência” e deu como exemplos as áreas do ensino, da formação dos recursos e da investigação clínica. (Defesa)

30 de maio de 2018

Confrontos de militares portugueses com grupos armados na República Centro-Africana

Ontem ao final da tarde, pelas 17h30, no decorrer de uma patrulha da Força de Reacção Imediata portuguesa num dos bairros em Bambari, localidade situada a 400 km a nordeste da capital do país, Bangui, militares portugueses envolveram-se em confrontos com elementos armados que atacaram os capacetes azuis no local, tendo ocorrido troca de tiros.

Elementos da população juntaram-se numa atitude de ameaça à presença dos militares das Nações Unidas, lançando pedras sobre os militares portuguesas e contra as viaturas.

Das ocorrências registadas um militar português ficou com ferimentos ligeiros numa perna, na sequência do arremesso de uma pedra, tendo sido observado pela equipa médica portuguesa. Todos os militares portugueses se encontram bem e em segurança.​ (Emgfa)