1 de agosto de 2018

Forças Armadas reforçam apoio à proteção civil durante onda de calor dos próximos dias

Militares das Marinha e do Exército reforçam o apoio à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) com mais 19 patrulhas, num total de mais 76 militares que serão empenhados entre as 08h00 de dia 01 de Agosto (quarta-feira) e as 20h00 de dia 05 de Agosto (domingo), com especial incidência nos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém e Setúbal. Este reforço surge no seguimento do pedido de apoio da ANPC às Forças Armadas, tendo como objectivo o incremento das acções de patrulhamento dissuasor no período referido, podendo estas acções ser prolongadas no tempo caso a previsão meteorológica assim o justifique.

A operacionalização destas acções de patrulhamento é efectuada junto dos Comandos Distritais da ANPC respectivos, em consonância com o restante dispositivo de vigilância presente nestes locais e coordenado com o oficial de ligação das Forças Armadas nesse distrito, em articulação com a GNR.

Recorda-se que actualmente já se encontram em missão 211 militares por dia, em 61 missões de apoio à Autoridade Nacional de Protecção Civil, ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e autoridades municipais.

O apoio das Forças Armadas neste âmbito em concreto traduz-se em seis apoios com equipamentos pesados de engenharia do Exército nos distritos de Aveiro, Leiria, Portalegre, Lisboa, Setúbal e Faro e quarenta e quatro missões de patrulha da Marinha e do Exército, em apoio ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no âmbito do Protocolo FAUNOS. Este protocolo em particular visa contribuir para o reforço da vigilância e sensibilização das populações em matas nacionais e perímetros florestais, durante o período crítico de incêndios florestais, nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga, Viseu, Guarda, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro.

As restantes 11 missões dizem respeito ao apoio às autoridades municipais no âmbito dos protocolos celebrados entre o Exército e os respectivos municípios, sendo três em municípios no Norte (Viana do Castelo, Braga e Boticas), um na área metropolitana de Lisboa (Sintra) e sete no Sul (em Silves, Monchique, Loulé, São Brás de Alportel, Castro Marim, Alcoutim e Tavira).

Encontra-se ainda activa uma missão de interdição de área no apoio à operação de meios aéreos na recolha de água para o combate a incêndios (“scooping”) na barragem da Régua. (Emgfa)

31 de julho de 2018

Ministro da Defesa elogia militares na Lituânia

O Ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, visitou no domingo e na segunda-feira os militares portugueses na Lituânia e não deixou de elogiar a dedicação e o profissionalismo demonstrado no cumprimento da missão. Mais de 250 militares portugueses contribuem, por estes dias, na Lituânia, para a promoção da segurança colectiva e da defesa da Europa, respeitando os compromissos assumidos pelo Governo junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Actualmente, encontram-se em território da Lituânia três forças nacionais, a saber: uma companhia de Fuzileiros com 140 militares aquartelados na cidade costeira de Klaipedia e, um destacamento da Força Aérea na Base de Siauliai com duas forças distintas: uma constituída por 84 militares operam quatro aeronaves F-16 e outra, formada por 30 militares, uma aeronave P-3CUP+.

“Portugal dá um sinal muito claro do seu empenhamento na segurança e paz colectivas e a natureza desta força permite que ela rapidamente actue em terra com as forças especiais, e permite que interaja com diferentes unidades deste país, o que é algo que representa uma vantagem, sabendo-se, ainda por cima, que está instalada no único porto da Lituânia”, afirmou o Ministro da Defesa Nacional, durante a visita à companhia de Fuzileiros.

“A Força Aérea desempenha uma função muito importante num contexto securitário degradado, na medida em que o número de contactos com aeronaves potencialmente adversárias aumentou durante o ano passado”, acrescentou o Ministro da Defesa na Base Aérea de Siauliai.

“Para detectar estas aeronaves é necessário muita competência, muita dedicação e um nível de prontidão que, felizmente, a nossa Força Aérea tem demonstrado plenamente”, acrescentou o Azeredo Lopes momentos antes de regressar a Portugal.

Fuzileiros em Klaipedia

É a primeira vez que Portugal contribui para o esforço colectivo da NATO, no quadro das Medidas de Tranquilização através do emprego de uma companhia de Fuzileiros.

A presença desta força comandada pelo Capitão-Tenente, Esquetim Marques, entre 15 de maio e 15 de Setembro deste ano, permite demonstrar a o coesão e esforço de defesa da NATO, consubstanciado pela realização de exercícios Militares com forças Lituanas e/ou outras forças internacionais presentes no território.

Para além da estrutura de comando (cinco militares, incluindo um oficial médico e um oficial de finanças) a Força Nacional Destacada de Fuzileiros é constituída por uma componente modular (dois pelotões de atiradores e um apoio de combate e assalto anfíbio perfazendo 117 fuzileiros) e por uma componente de acções especiais (18 fuzileiros do Destacamento de Acções Especiais).

A participação desta Força contempla diversas atividades operacionais e em exercícios combinados e conjuntos, de modo a incrementar a interoperabilidade entre as forças presentes, bem como promover a capacidade dos Aliados em demonstrar de forma efetiva a prontidão da NATO em responder a potenciais ameaças aos seus membros.

As suas principais características, nomeadamente a sua prontidão e modularidade, às quais se adiciona o seu carácter diferenciador enquanto força de matriz anfíbio, permitem a actuação em vários domínios, daí que tenham sido efectuadas e planeadas interações com todos os ramos das Forças Armadas lituanas e com diversas unidades, numa afirmação de credibilidade e de capacidade.

F-16 e P-3CUP+ em Siauliai

O destacamento da Força Aérea na base de Siauliai, comandado pelo Tenente-Coronel Luís Silva, é composto por duas operações distintas, mas que se complementam: o Baltic Air Policing (BAP) com quatro aeronaves F-16, e as Medidas de Tranquilização (Assurance Measures) com um P-3CUP+.

O BAP teve início em 2004 com a adesão dos estados do Báltico, Estónia, Letónia e Lituânia, à NATO, uma vez que estes países, à semelhança do que acontece hoje com outros membros, não possuem meios próprios para a missão de policiamento aéreo. Com vista a manter o mesmo standard de vigilância aplicado ao restante espaço aéreo da responsabilidade da NATO, foi constituído, numa base de partilha de esforço, o policiamento aéreo dos Bálticos, onde os membros da Aliança destacam meios de defesa aérea para esta base, em blocos com a duração de quatro meses, garantindo assim a salvaguarda do espaço aéreo destes estados aliados.

Esta é já a quarta vez que Portugal participa deste esforço, tendo participado em 2007, 2014 e 2016.

Com os acontecimentos que deram origem aos conflitos da Ucrânia e decorrente da cimeira de NATO em Gales (Setembro de 2014), a Aliança Atlântica decidiu reforçar o contingente afecto ao BAP, destacando para o território mais meios que os inicialmente previstos. Assim, Portugal é a lead nation do Block#47, com quatro aeronaves F-16M contando com o apoio dos contingentes Espanhol que opera também da base de Siauliai com seis aeronaves Eurofigther e de um destacamento de aeronaves Mirage 2000 da França, a operar a partir da base de Amari, na Estónia.

A missão dos meios nacionais é garantir um Alerta de Reação Rápida (QRA na sigla inglesa) numa prontidão de pelo menos 15 minutos, a fim de proceder à identificação de qualquer aeronave não identificada no espaço aéreo dos três países do Báltico. O Contingente do BAP compreende 84 militares, de diversas áreas, desde as operações a pessoal de apoio, tendo realizado até ao momento cerca de 270 horas de voo.

A Operação do P-3CUP+ decorre enquadrada nas Medidas de Tranquilização (Assurance Messures), introduzidas pela NATO, também, após a cimeira de Gales, como resposta à atitude mais agressiva da Rússia e na sequência dos acontecimentos na Ucrânia. Estas medidas comtemplam uma série de actividades militares no flanco Leste da Aliança, envolvendo meios aéreos, marítimos e terrestres de várias nações aliadas com vista a mostrar a presença militar da Aliança na região.

Em 2018, a Força Aérea tem destacados 30 militares e uma aeronave P-3 CUP+, que graças aos seus modernos sistemas e sensores permite controlar e identificar contactos de interesses (navios civis ou militares) que cruzam as águas do Báltico, assim como fazer acções de reconhecimento e vigilância a áreas de interesse para a NATO.

A missão atribuída ao P-3, neste âmbito, é o patrulhamento marítimo do mar Báltico, controlando e reportando contactos de interesse, contribuindo para a construção e constante actualização, quase em tempo real, da Maritime Picture da região. Paralelamente, efectua missões de vigilância e reconhecimento desta área de importância vital para a região e para a NATO.

O P-3CUP+ efetuou já cerca de 80 horas de voo no cumprimento da sua missão.

A missão dos F-16, excluindo projecção e retracção, decorre entre 3 de maio e 31 de Agosto e a dos P-3 CUP+ entre 18 de Junho e 17 de Agosto. (Defesa)

28 de julho de 2018

Exército reforça contingente português na República Centro Africana

O exército vai reforçar com 20 militares e seis veículos blindados de transporte de infantaria “Pandur” o contingente português presente na República Centro Africana (RCA), disse esta sexta-feira o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte. “É um reforço importante que estou certo vos dará maior confiança para o desempenho das missões que tereis pela frente”, disse o general Rovisco Duarte, durante a cerimónia de entrega do estandarte nacional à 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, que decorreu esta sexta-feira na Torreira, Murtosa.

Segundo Rovisco Duarte, as propostas de alteração à estrutura orgânica da força para “incrementar a capacidade de transporte, evacuação, proteção e segurança”, foram aprovadas no último Conselho Superior de Defesa Nacional, em 13 de Julho.

A 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, no âmbito de uma missão das Nações Unidas, é constituída por 179 militares portugueses, sendo 24 oficiais, 40 sargentos e 115 praças.

Os militares que vão ficar sediados em Bangui, capital daquele país africano, têm como missão proteger as populações e os mais desfavorecidos dos grupos armados, constituindo-se como uma força de reacção rápida. 

“É um cenário que envolve alguns riscos que tentamos mitigar com o treino que fazemos e com a proteção que levamos, nomeadamente o reforço que o exército disponibilizou à força através das viaturas pandur”, disse o comandante da 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, tenente coronel Óscar Fontoura. (Observador)

27 de julho de 2018

Ministro da Defesa visita forças destacadas na Lituânia

O ministro da Defesa estará, nesse dia, na cidade portuária de Klaipedia para acompanhar o trabalho da companhia de 140 militares -- 117 fuzileiros da Marinha e 23 militares para apoio logístico - que, pela primeira vez, actuam em teatro de operações europeu.

A companhia de fuzileiros está em Klaipedia desde 15 de Maio e até 15 de Setembro, no âmbito das "medidas de tranquilização" decididas pela Aliança Atlântica após a intervenção militar da Rússia em território ucraniano.

Comandados pelo capitão-tenente Esquetim Marques, os militares portugueses participam em exercícios e acções de treino conjuntos com as forças lituanas num teatro de operações considerado "exigente e complexo".

Na segunda-feira, Azeredo Lopes, visita a Base Aérea de Siauliai onde estão duas Forças Nacionais Destacadas (FND) constituídas por militares da Força Aérea em duas missões diferentes: o patrulhamento aéreo do Báltico, com 84 militares e quatro aeronaves F-16 e, no âmbito das "medidas de tranquilização" da NATO, 32 militares com uma aeronave P-3CUP+.

De acordo com o programa da visita, hoje divulgado, Azeredo Lopes encontra-se na segunda-feira com o seu homólogo lituano, Raimundas Karoblis.

Na reunião, será feito um "balanço da relação bilateral" e discutido o "actual ambiente geoestratégico de segurança e defesa" e a "agenda comum no âmbito da Aliança Atlântica, nomeadamente os contributos de Portugal na região do Báltico", é referido na nota do Ministério da Defesa.

"A Força Aérea tem participado no policiamento dos céus do Báltico com vários destacamentos de F-16", em 2007, 2014, 2016 e 2018 e a Marinha com as fragatas D. Francisco de Almeida, em 2015 e 2017 e "Álvares Cabral", em 2016, bem como com o Submarino "Tridente", em 2016, lê-se ainda na nota.

Em 2015, o Exército enviou para aquela região uma companhia de Reconhecimento e uma Bateria de Artilharia de Campanha em 2016.

Além de Azeredo Lopes, visitam as FND na Lituânia o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo, e o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado. (DN)

25 de julho de 2018

Exército presente no 879º aniversário da Batalha de Ourique

O Exército Português, através da Direcção de História e Cultura Militar e em conjunto com a Câmara Municipal de Castro Verde, assinalou, no dia 25 de Julho, 879º aniversário da Batalha de Ourique.

O episódio evocativo remonta a 25 de Julho de 1139, data em que se travou a Batalha de Ourique, na qual D. Afonso Henriques terá defrontado e vencido os exércitos de cinco reinos muçulmanos, vindos de Sevilha, Badajoz, Elvas, Beja e Évora, revestindo-se da maior importância para a independência e afirmação de Portugal como nação independente, bem como o momento da justificação divina para a aclamação de D. Afonso Henriques como rei de Portugal. (Exército)

Efeméride - A Batalha de Ourique

A Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no actual Baixo Alentejo em 25 de Julho de 1139 — significativamente, de acordo com a tradição, no dia do provável aniversário D. Afonso Henriques e de São Tiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente "Matamouros"

A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu auto-proclamar-se Rei de Portugal, tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portugueses) a partir 1140 — tornando-o rei de facto, sendo o título de jure (e a independência de Portugal) reconhecido pelo rei de Leão em 1143 mediante o Tratado de Zamora e, posteriormente o reconhecimento formal pela Santa Sé em Maio de 1179, através da bula Manifestis probatum, do Papa Alexandre III. (Wikipedia)

Tribunal de Contas já deu luz verde à compra dos Koala para a Força Aérea

O Tribunal de Contas (TdC) já deu visto ao contrato de compra dos cinco novos helicópteros ligeiros Koala para a Força Aérea, dois dos quais já estão a ser fabricados apesar de o negócio continuar por fechar, soube esta quarta-feira o DN.

O contrato foi visado pelo TdC há pouco mais de uma semana, no dia 17, cerca de três meses depois de o ter devolvido ao Ministério da Defesa "para complemento da instrução do processo e esclarecimentos", indicou fonte oficial.

O concurso de compra de cinco helicópteros AW119 Koala foi lançado em maio de 2017, por 20,5 milhões de euros e com opção para mais duas aeronaves, tendo as partes assinado o contrato meses depois. O facto de o TdC ter devolvido o processo acabou por atrasar a conclusão do negócio.

Mas a decisão da Leonardo acabou por minimizar os efeitos negativos do atraso resultante das falhas detectadas pelo TdC no processo instruído pelo Ministério.

Por outro lado, apesar das previsões apontarem para a paragem de toda a frota dos Alouette durante este verão, a Força Aérea vai conseguir manter três aparelhos a voar até Março de 2019, explicaram fontes do ramo.

Isso evitar interromper o treino e formação dos pilotos da Força Aérea e os da Marinha, pois os cerca de três meses de coexistência entre os primeiros Koala e os últimos Alouette permitem "fazer a transição" entre as duas frotas.

Acresce que, com as novas responsabilidades atribuídas ao ramo em matéria de apoio no combate aos incêndios florestais, na Força Aérea há "a esperança que a opção por mais dois helicópteros [prevista no contrato] seja tomada a curto prazo".

A proposta dos Koala representou "a opção mais barata", frisou uma das fontes, apesar de a Leonardo ter ficado como único concorrente num processo donde foi excluída a rival Airbus com o modelo H125M.

Note-se que a aquisição de novos helicópteros ligeiros para a Força Aérea começou a ser abordada pelo ramo desde os anos 1990, quando os Alouette III já tinham cerca de três décadas de operação.

A par da formação dos pilotos, esses aparelhos destinam-se a operações de busca e salvamento e, à luz da tragédia dos incêndios que assolaram o país em 2017, deverão vir minimamente preparados para participar no combate aos fogos - até porque a Força Aérea vai assumir a gestão, operação e manutenção dos meios aéreos permanentes afectos a essa missão. (DN)

Coronel Regina Mateus é a nova Directora do Hospital das Forças Armadas

A Coronel Regina Mateus tomou posse hoje, dia 23 de Julho, como Directora do Hospital das Forças Armadas (HFAR), tornando-se assim, a 1ª Mulher a assumir um cargo de Oficial General de uma unidade das Forças Armadas. (Emgfa)

24 de julho de 2018

NRP Zaire apoia fiscalização marítima em São Tomé e Príncipe

O navio patrulha da Marinha Portuguesa, NRP Zaire, participou entre os dias 18 e 20 de Julho numa missão de apoio à fiscalização marítima, executada em conjunto com a Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe (GC STP) e com a Direção das Pescas de São Tomé e Príncipe (DP STP).

Nesta missão, foi vistoriada na tarde de 19 de Julho a embarcação de pesca Pacific Star, com bandeira de Curaçau, a cerca de 50 milhas náuticas da cidade de São Tomé.

Foram projectados a partir do navio “Zaire” dois inspectores da DP STP, que desenvolveram a inspecção, conjuntamente com uma equipa de segurança da GC STP e um observador da Marinha Portuguesa.

No decurso desta acção de vistoria, os inspectores da DP STP não verificaram qualquer incumprimento à lei, tendo a equipa projectada regressado a bordo em segurança.

O NRP Zaire encontra-se em missão de longa duração em São Tomé e Príncipe desde o dia 19 de Janeiro e prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda-costeira de São Tomé e Príncipe. (Emgfa)

Fragata Álvares Cabral chega a Itália para iniciar missão de controlo de fronteiras da União Europeia

A fragata Álvares Cabral atracou este sábado, dia 21 de Julho, no porto de Catânia em Itália, onde permanecerá vários dias para receber instruções e orientações da Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira – FRONTEX, no âmbito da Operação THEMIS, sobre as zonas que requerem maior vigilância tendo em consideração o fluxo migratório

Até ao dia 24 de Setembro o navio irá patrulhar as áreas atribuídas do sul de Itália, entre o norte de África e o sul de Itália, realizando mais de 1000 horas de navegação na vigilância das fronteiras externas da UE, no apoio a operações de busca e salvamento e também na prevenção e detecção de crimes transfronteiriços, tais como o tráfico de migrantes, o narcotráfico, o tráfico de armas, entre outros.

​Durante a saída da Base Naval de Lisboa no passado dia 15 de Julho, o navio atracou ainda no porto de Toulon em França, entre os dias 18 e 19 de Julho, por forma a prestar apoio à Força de Fuzileiros Nacional que irá participar na operação “CORYMBE", em cooperação com a Marinha Francesa. (MGP)

​Portugal envia dois aviões para combater incêndios na Suécia

Os dois aviões médios anfíbios disponibilizados à Suécia pelo Governo português partem na terça-feira de manhã para combater os incêndios neste país, em resposta ao pedido feito pelas autoridades suecas junto do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) adianta que os dois aviões partem às 10h00 do Centro de Meios Aéreos de Vila Real com destino ao aeroporto sueco de Orebro.

Além dos dois aviões, a Força Aérea Portuguesa disponibiliza também um voo de apoio (C295), que transportará cerca de 700 quilos de equipamentos para apoio à operação dos meios aéreos.

Segundo o MAI, a bordo deste voo seguem oito elementos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), entre mecânicos, pilotos e técnicos de apoio, numa missão portuguesa chefiada por Miguel Cruz, adjunto do comando operacional nacional da ANPC.

Na passada sexta-feira, Portugal informou o Mecanismo Europeu de Protecção Civil da sua disponibilidade para enviar meios aéreos, humanos e terrestres, para apoiar as operações de combate aos incêndios florestais que atingem, há vários dias, aquele país do norte da Europa.

Na resposta, a Suécia fez saber que aceitava a ajuda portuguesa, tendo solicitado apenas apoio aéreo, refere o MAI.

Por duas vezes este verão, a Suécia pediu assistência a Bruxelas para fazer face às dezenas de incêndios florestais que continuam activos no país, onde só nos últimos dias arderam mais de 20.000 hectares, tendo os primeiros aviões de combate às chamas (oriundos de Itália) começado a operar na passada quarta-feira.

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, assiste, em Vila Real, à partida da missão portuguesa. (RR)

22 de julho de 2018

Navios da Marinha já fiscalizaram cerca de 24 mil milhas náuticas nos Açores em 2018

O Comando da Zona Marítima dos Açores anunciou este domingo que "os navios da Marinha" em missão na Região já percorreram desde o início de 2018 cerca de 24 mil milhas náuticas, o equivalente a 45 mil quilómetros, da Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores.

Segundo um comunicado enviado à agência Lusa, os navios da Marinha em missão nos Açores efectuaram desde o início deste ano "48 acções de patrulha e vigilância" que resultaram na identificação de 19 embarcações "em presumível infracção", registando-se um aumento de 12% em relação ao ano passado.

Ao longo dos primeiros seis meses deste ano, as acções nas "áreas adjacentes e protegidas sob a responsabilidade do Estado Português", feitas pelo navio patrulha oceânico Viana do Castelo, a corveta António Enes e o Navio Patrulha Tejo, direccionaram-se sobretudo para a pesca ilegal.

"As acções de patrulha e vigilância dos espaços marítimos tiveram especial enfoque na detecção de embarcações a operar de forma ilegal nas águas portuguesas e em zonas de pesca interdita, nomeadamente nos limites da ZEE, entre as 100 e 200 milhas náuticas, destacando-se as áreas de pesca proibidas nos Bancos Condor e as reservas naturais dos ilhéus das Formigas e Banco D. João de Castro, as áreas dos Banco dos Açores e do Banco Princesa Alice", lê-se no comunicado.

Além da vertente de fiscalização, a Marinha destaca, no mesmo comunicado, que estas acções serviram ainda para alertar "a comunidade piscatória" para a importância de "ter a bordo meios de salvamento adequados e operacionais, a preservação do meio marinho e das espécies, e para o flagelo do lixo e plásticos no mar". (CM)

21 de julho de 2018

Ministro da Defesa da Bélgica em Lisboa

O Ministro da Defesa recebeu esta quarta-feira o seu homólogo da Bélgica. Durante o encontro político, que decorreu no forte de São Julião da Barra, José Azeredo Lopes e Steven Vandeput debateram o reforço da cooperação entre os dois países.

Portugal e a Bélgica partilham, no âmbito do European Participating Air Forces (EPAF), a edificação de capacidades militares relacionadas com o Poder Aéreo, em particular com o F-16.

Os dois governantes analisaram ainda assuntos relacionados com a União Europeia, como por exemplo a Cooperação Estruturada Permanente (PESCO), e com a Cimeira da NATO agendada para 11 e 12 de Julho em Bruxelas. (Defesa)

Primeiro Ministro anuncia mais sete novos navios para a Marinha

O primeiro-ministro anunciou esta sexta-feira, em Viana do Castelo, a construção, nos próximos seis a oito anos, de sete novos navios para a Marinha portuguesa, no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar (LPM).

António Costa falava nos estaleiros da West Sea, na cerimónia de baptismo do Navio-Patrulha Oceânico (NPO) Sines, o primeiro de dois em construção nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

A madrinha de baptismo do novo navio foi a sua mulher, Fernanda Tadeu.

O chefe do Governo revelou que o investimento se integra no compromisso assumido por Portugal junto da NATO de reforço do dispositivo das Forças Armadas até 2024 e adiantou que a construção será efectuada na indústria portuguesa.

“Cada euro investido passará a valer por três porque reforçaremos a Defesa nacional, o sistema científico e o tecido industrial”, disse.

António Costa adiantou que, no total, serão construídos dez NPO e um navio logístico polivalente.

Cada um dos NPO custará 60 milhões de euros e demorará cerca de dois anos a construir.

António Costa disse que hoje “é um dia de parabéns para a indústria portuguesa de construção e reparação naval”, confirma a “vitalidade dos estaleiros” e honra a sua “longa actividade”, sublinhando que toda a tecnologia usada foi desenvolvida em Portugal e está ao nível do melhor que se faz em todo o mundo”.

“É um exemplo muito feliz do que pretendemos fazer para reforçar as nossas Forças Armadas”, concluiu. (Expresso)

19 de julho de 2018

Ministério da Defesa confirma venda de cinco F-16 à Roménia

O Ministério da Defesa confirmou esta quinta-feira que vai vender mais cinco F-16 à Roménia e adiantou que as aeronaves a alienar sairão do "inventário nacional", sendo repostas por outras compradas aos EUA e actualizadas em Portugal.

"Tal como no programa anterior, as aeronaves a alienar fazem parte do inventário nacional, sendo repostas por aeronaves adquiridas aos EUA que são sujeitas a um programa de actualização, `Mid-Life Upgrade´, conduzido pela Força Aérea Portuguesa e pela Indústria de Defesa Nacional", respondeu o Ministério da Defesa, a uma pergunta enviada pela agência Lusa.

Após um "pedido de informação" da Força Aérea da Roménia, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, deu despacho favorável ao seguimento do processo e a "Força Aérea Portuguesa respondeu à congénere romena" que "haveria a possibilidade de fornecer até cinco aeronaves adicionais", é referido na resposta do Ministério da Defesa.

A alienação daquelas aeronaves exigirá um processo negocial com os EUA, fabricante, que ainda não está concluído, admitiram à Lusa fontes militares e da Defesa Nacional.

Por essa razão, segundo as mesmas fontes, não está ainda definido o planeamento ou a calendarização do novo processo de alienação das aeronaves, sendo certo que a Roménia já manifestou que quer concretizar a compra o mais rapidamente possível.

A intenção foi reforçada junto do governo português pelo secretário de Estado romeno Mircea Dusa, que esteve na semana anterior em Portugal.

Na resposta enviada à Lusa, o Ministério da Defesa português sublinha que o anterior processo de alienação de 12 aeronaves F-16 para a Roménia, nove monolugares e três bi-lugares, conduzido por Portugal e com o apoio dos EUA, conheceu um sucesso notável" que foi "amplamente reconhecido por todas as partes".

Após o programa de alienação dos 12 F-16 à Roménia, Portugal ficou com 30 destas aeronaves.

Citado na imprensa internacional, o ministro da Defesa da Roménia, Mihai Fifor, afirmou na segunda-feira, em conferência de imprensa no Ministério, que irá apresentar até ao fim do ano uma iniciativa legislativa no parlamento romeno visando a compra de mais cinco caças, quatro mono-lugares e um bi-lugar, para completar a esquadra de 12 F-16 comprados a Portugal.

O ministro romeno disse que, além dos cinco novos F-16, quer comprar mais 36, visando a substituição integral dos caças de origem russa MiG-21, cujos voos estão, aliás, suspensos até se concluírem as investigações a um acidente com um MiG-21 Lancer que vitimou o piloto, durante um festival aéreo na Roménia no passado dia 7.

O programa da venda de 12 F-16 à Roménia incluiu a formação e treino de cerca de 84 militares romenos, entre pilotos, técnicos e mecânicos entre 2014 e 2018, a preparação e modernização das aeronaves e o envio de uma equipa portuguesa de formação e suporte para apoiar a Força Aérea romena durante dois anos. (DN)

18 de julho de 2018

Marinha está "bastante empenhada" no projecto de mapeamento do mar português

A Marinha está a fazer um esforço no sentido de podermos utilizar os navios oceanográficos NRP Gago Coutinho e NRP D. Carlos como instrumentos de mapeamento do mar português, um processo que vai ser longo, 10 a 20 anos", disse, após uma audiência com o representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto.

O Chefe de Estado Maior da Armada sublinhou que, tendo em conta a possibilidade de as Nações Unidas aprovarem a proposta de extensão da plataforma continental, é necessário investir no conhecimento científico do mar.

"Pretendemos que outras entidades se juntem a nós, entidades governamentais, empresariais, universidades, empresas, cientistas, neste grande desígnio que é conhecer as profundezas do mar português", disse, vincando que o oceano vai ser um dos "principais activos" do país em termos desenvolvimento e de afirmação internacional.

Mendes Calado reconheceu que o mapeamento do mar é um projecto com custos elevados, mas sublinhou que o importante é "não perder o rumo".

"Nós não temos alternativa: temos de caminhar no sentido de retirar do mar o máximo de potencial para o nosso futuro colectivo", reforçou, acentuando que "os meios vão ser os que o país conseguir".

O Chefe de Estado Maior da Armada encontra-se na Madeira para apresentar cumprimentos às entidades regionais, na sequência da sua tomada de posse, em Março deste ano, tendo salientado que a Marinha, neste momento, possui na região autónoma os meios e os recursos necessários para o cumprimento da sua missão. (DN)

Centro de Saúde Militar de Coimbra realiza o Emergency Challenge 18

O Centro de Saúde Militar de Coimbra (CSMC), através do seu Departamento de Saúde Operacional, realizou no dia 5 de Julho, o seu já habitual exercício anual de saúde operacional – Emergency Challenge 18.

À semelhança das três edições anteriores, os destinatários são os militares do Serviço de Saúde do Exército, com carácter obrigatório para os elementos que prestam serviço neste Centro e opcional para elementos do Serviço de Saúde colocados nas Unidades, Estabelecimentos e Órgãos do Exército que manifestem o seu interesse.

O tema central deste ano foram as situações de Urgência/Emergência associadas a vitimas de incêndio, tendo sido organizado um “simulacro de incêndio nas instalações do CSMC", com a evacuação total da infraestrutura, que visou também a aquisição/actualização de competências na prestação de cuidados de saúde a vitimas deste tipo de incidentes e, simultaneamente testou as medidas de auto-proteção e respectivo plano de emergência interno do CSMC.

O exercício foi composto por duas partes, sendo a primeira um workshop, no qual foram apresentados os aspectos mais relevantes e emergentes relacionados com esta temática e uma segunda parte, onde, após o toque de sirene interna se procedeu à evacuação e concentração do pessoal nos pontos de encontro.

Neste exercício participaram os Bombeiros Sapadores de Coimbra, Bombeiros Voluntários de Coimbra e Polícia Municipal, além da Célula de Resposta a Incidentes do CSMC. (Exército)

17 de julho de 2018

Procuram formação no Exército militares da GNR, da PSP, da Marinha e do Exército Brasileiro

Terminou no dia 5 de Julho, o 7º Curso de Inativação de Engenhos Explosivos (EOD – Explosive Ordenance Disposal), que se realizou no Regimento de Engenharia n.º 1, tendo presidido à sua cerimónia de encerramento o Director de Formação do Exército, Major-General Nunes dos Reis, e estado presentes na efeméride, o Adido do Exército e da Aeronáutica do Brasil em Portugal, Coronel André Luís Correia de Castro, o Comandante da Esquadrilha de Subsuperfície, Capitão de Mar e Guerra Silva Gouveia, o Intendente Luís Ferreira em representação do Comandante da Unidade Especial de Polícia, o Major Miguel Rodrigues em representação do Comandante da Unidade de Intervenção, e a Major Sílvia Dias em representação do Comandante da Escola das Armas.

O curso, que tem como finalidade habilitar os militares para a execução e planeamento de missões que envolvam engenhos explosivos convencionais, engenhos explosivos improvisados e busca militar; foi frequentado por 12 formandos oriundos do Exército (4), da Marinha (2), da Guarda Nacional Republicana (2), da Polícia de Segurança Pública (2) e do Exército Brasileiro (2).

Este curso permite ao Exército formar recursos humanos destinados ao Grupo de Equipas EOD que possui valências de duplo uso, no âmbito das operações militares, no apoio à actividade de treino operacional do Exército e no âmbito das operações de apoio civil, na prevenção e resposta a acidentes graves ou catástrofes, de natureza biológica, química, radiológica com ou sem associação a explosivos, e no apoio a Autoridades Civis e a Forças de Segurança no restabelecimento ou manutenção da lei e da ordem. (Exército)

O crescimento da Marinha chinesa

A Marinha da China continua a crescer a uma velocidade incomparável a qualquer outra nação. No início deste mês, aquele ramo lançou dois navios de guerra equipados com mísseis de 13 toneladas. Os contratorpedeiros Type 055 são os maiores e mais letais vasos de guerra da Ásia.

O contratorpedeiro Type 055 terá o dobro do poder de fogo dos Type 052D da China, que actualmente são "o maior e mais poderoso combatente de superfície contratado pela Marinha do Exército de Libertação Popular”, avançou o jornal China Daily.

Os novos navios de guerra têm também um design discreto e um sistema electrónico de gestão de batalha para integrar grupos de porta-aviões chineses.

O duplo lançamento mostra a capacidade de construção naval de Pequim. Além disso, demonstra o desejo de projectar o poder naval para além das costas chinesas, disse Timothy Heath, analista da Rand Corp., e outros peritos.

A China diz que cada novo navio de guerra terá 112 tubos de lançamento vertical, a partir dos quais poderá disparar mísseis de longo alcance. Será equivalente ao míssil Tomahawk da Marinha dos Estados Unidos, que foi usado nos ataques contra alvos da Síria no início deste ano.

"Este navio foi projectado para acompanhar os porta-aviões chineses para regiões mais distantes, como o Médio Oriente", assinalou ainda Timothy Heath.

Demonstração de força

"Os Type 55A são grandes, muito grandes. Os navios são uma demonstração do poder, do prestígio e da majestade do Estado chinês e do partido no poder", disse Peter Layton, ex-militar australiano e agora membro do Instituto Griffith Asia.

Manter duas linhas de produção simultâneas para um modelo de navio, especialmente no mesmo estaleiro, é dispendioso. No entanto, "a China pagará o que for necessário para que sejam concluídos num prazo específico", disse Heath.

O duplo lançamento de 3 de Julho mostrou aos Estados Unidos e respectivos aliados asiáticos - e na verdade ao mundo inteiro - aquilo que podem esperar de Pequim nos próximos tempos.

"A maioria dos países, incluindo os Estados Unidos, geralmente lança um navio de cada vez, devido à capacidade limitada de fabricação de estaleiros", afirmou Heath.

Em comparação com os navios de guerra norte-americanos ou sul-coreanos, os novos navios chineses conseguem deslocar cerca de três mil toneladas a mais. (RTP)

15 de julho de 2018

A noite chega com um “click” ao submarino "Arpão"

Por: Nuno Simas, da agência Lusa

Debaixo de água, sem luz do sol, a noite chega na hora do ocaso e fica-se numa penumbra iluminada por pequenas luzes e pelos tons azuis e vermelhos dos ecrãs.

O submarino, construído na Alemanha, cuja compra, por cerca de 800 milhões de euros, causou rios de tinta de polémica, é o segundo da classe Tridente e funciona com tecnologia avançada.

O “Arpão” consegue navegar, no máximo, até 50 dias debaixo de água. E pode estar 15 dias debaixo de água sem sequer pôr os mastros fora de água – o que o pode denunciar a sua presença.

Tem 67 metros, desloca 2.000 toneladas e é movido a electricidade, embora seja, na prática, um veículo híbrido, dado que tem motores auxiliares a diesel e a células de hidrogénio e oxigénio.

Segundo submarino da classe Tridente, pode ir até aos 300 metros de profundidade, mas é regra tapar o manómetro da profundidade quando estão os jornalistas a bordo. Que também não podem filmar algumas consolas de armamento e comunicações – o “Arpão” é uma “arma” e tem os seus segredos, com os seus torpedos e mísseis mar-terra.

O posto de comando está rodeado de ecrãs e consolas, mas aqui não se fazem jogos de guerra.

A missão é a sério e dura 24 horas por dia. A toda a hora, a tripulação identifica (e regista) navios, sejam mercantes, de pesca ou militares. Seja nas missões na costa portuguesa, seja no estrangeiro, como esta.

Os corredores são estreitos, as camas são estreitas (já não há sistema de “cama quente”, cada pessoa tem a sua), as escadas para ponte têm cerca de 10 metros até à escotilha e todos os cantos são aproveitados.

Não há muito barulho porque os motores são eléctricos, cada canto do navio tem lugar para alguma coisa. O balanço é menor do que à superfície, mas às vezes é preciso testar o equilíbrio.

A comida é toda feita a bordo para uma tripulação de 33 pessoas, oito oficiais, 12 sargentos e 13 praças. As refeições, por “turnos”, são momentos de alguma descontracção e conforto para o estômago.

A caminho da missão no Mediterrâneo, ao serviço da força naval da União Europeia (EUNAVFOR MED) na Operação Sophia, de controlo de migrantes, e na operação Sea Guardian, da NATO, rotina-se a tarefa de identificar navios, consultam-se bases de dados, militares e civis, para verificar se há suspeitas de actos ilícitos.

Há também tempo – numa rotina dividida por “quartos” ou turnos - para fazer exercícios, de combate a incêndios a bordo, por exemplo.

Mas a vida também é feita de rotinas, como as refeições, que ajudam a manter um bom espírito.

Pedro Joaquim é primeiro marinheiro, há 14 nos submarinos e é ele o cozinheiro, de manhã à noite, dando “um bom ânimo, uma boa disposição” à tripulação.

“Se houver boa comida, há bom convívio. Acaba por ter bom ânimo e boa disposição”, afirmou Pedro Joaquim que, às 07:00, geralmente já tratou dos pequenos almoços e está a preparar o almoço.

Ele, que também andou num navio de superfície, custou-lhe um pouco adaptar, porque “isto é navegar à antiga”. Do que sente mais falta é mesmo o contacto com a família, porque debaixo de água “não há rede [de telefone] nem televisão”.

Ao contrário do que acontece noutros navios, quem está aos comandos deste não vê o mar nem por onde anda – apenas manómetros, bússolas e ecrãs.

É Carlos Rodrigues, cabo torpedeiro, um dos homens do leme que, com mais de 20 mil horas de navegação em submarinos, que explica o gosto por esta vida de “fazer o que se gosta longe de quem gostamos”.

“O nosso trabalho pode não ter visibilidade lá fora, mas é um grande trabalho e tudo aumenta a nosso ego como militares”, afirmou, descrevendo o trabalho de recolha de informações que é feito nas missões.

Mas numa missão deste tipo, também há formação. É o caso de Fidalgo de Oliveira, filho de um militar, que entra nos “quartos” no centro de comando ou na ponte e está a fazer a especialização em submarinos.

Não esconde a atracção pelo desconhecido, há ainda “um culto diferente”, um “desafio um pouco maior desta plataforma”, e admite que se perdem algumas “regalias”, como o sol ou o contacto com a família, mas quer seguir a carreira de submarinista “por muito e longos anos”.

“É uma forma de navegação diferente, uma pessoa habitua-se, nem nota. Dá para fazer uma ‘bordada’ [turno] como se faz nos navios de superfície sem notar que está debaixo de água”, disse.

Mas a missão ainda mal começou. Há muitos dias pela frente no mar até 31 de Agosto.

14 de julho de 2018

Portugal envia mais militares e viaturas para a República Centro-Africana

Portugal vai reforçar a capacidade de transporte e evacuação da missão na República Centro-Africana com seis viaturas blindadas Pandur e poderá aumentar o contingente até mais 30 militares, disse à agência Lusa fonte do Estado-Maior das Forças Armadas.

A decisão do aumento da "capacidade de transporte, evacuação e poder de fogo", com seis Pandur do Exército mereceu esta sexta-feira parecer favorável do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), que aprovou também o reforço do contingente nacional na missão da ONU na RCA, MINUSCA, de "até mais 30 militares".

Segundo fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), o contingente português na MINUSCA poderá ser aumentado a partir de Setembro, na 4.ª Força Nacional Destacada (FND) na ONU, composta maioritariamente por militares para-quedistas.

Atualmente, estão 159 militares portugueses na MINUSCA.

O envio de seis viaturas blindadas PANDUR - a missão portuguesa dispõe de viaturas Humvee - robustece a "capacidade de transporte, evacuação e poder de fogo para empregar, caso a situação operacional o recomende", disse a mesma fonte.

A FND na missão da ONU tem estado com frequência envolvida em confrontos no terreno e as medidas hoje aprovadas no CSDN visam corresponder às avaliações do nível de ameaça e de risco, acrescentou.

Segundo a mesma fonte, entre os "ajustamentos" que mereceram hoje parecer favorável no CSDN, está o envio de mais dois oficiais de ligação para a missão da NATO no Afeganistão, no aeroporto de Cabul, passando o contingente português de 160 para 162 militares.

O CSDN deu ainda parecer favorável à substituição do navio de investigação científica D. Carlos por um Navio Patrulha Oceânico por um período de 70 dias na missão Mar Aberto, no Golfo da Guiné. (RR)

7 de julho de 2018

Navio português lidera força naval multinacional “EUROMARFOR”

A Força naval multinacional “EUROMARFOR”, habitualmente composta por navios de Portugal, Espanha, França e Itália, liderada pela fragata “Côrte-Real” da Marinha Portuguesa, está a participar no “Multi-cooperative Exercise 2018”, que consiste num conjunto de exercícios e actividades de demonstração de capacidades que se realizam em acções combinadas com a Marinha da Mauritânia e a Guarda-Costeira de Cabo Verde.

Neste âmbito, está incluída uma visita ao porto da Cidade da Praia entre hoje, dia 6, e o dia 8 de Julho de 2018.

Para hoje está prevista a realização de actividades de treino e formação da Guarda-Costeira e dos Fuzileiros de Cabo-Verde, bem como a formação do Destacamento de Mergulho da Unidade de Operações Especiais (UEO) de Cabo-Verde, pelo Destacamento de Mergulho da fragata “Côrte-Real” da Marinha Portuguesa.

Neste dia será ainda realizado um treino de Limitação e Prevenção de Avarias e Socorrismo para Equipa da Guarnição do navio patrulha “Djéu” de Cabo-Verde, bem como um exercício em que será simulada uma ameaça de engenho explosivo na estrutura do cais junto aos navios da EUROMARFOR e simulada a aproximação de uma embarcação suspeita de ataque terrorista, accionando resposta a ambas as ameaças.

Já no dia 8 de Julho, será realizado um exercício de abordagem e fiscalização não consentida (sem oposição), bem como um exercício SAR (“Search And Rescue”), pelos navios a participar no “Multi-cooperative Exercise 2018”.

O objectivo deste exercício, organizado pelas Marinhas pertencentes à iniciativa EUROMARFOR, em colaboração com a Guarda Costeira de Cabo- Verde, é promover e melhorar a cooperação entre esta Força naval europeia e a Guarda Costeira deste País, através de exercícios seriados no mar e demonstração de capacidades no porto, focado em operações marítimas, tendo em mente treinar procedimentos para os desafios actuais de segurança internacional.

No decorrer da visita integram esta Força naval a fragata “Côrte-Real”, da Marinha Portuguesa, que irá assumir a função de navio-chefe, e os navios “ITS Sirocco”, da Marinha Italiana e “SPS Canarias”, da Marinha Espanhola.

Durante a estadia em Cabo-Verde, no dia 7 de Julho, os navios dos três Países vão receber a bordo crianças de Instituições de Solidariedade, nomeadamente, do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), de Aldeias Infantis SOS de Cabo-Verde e de Escolas SOS de Cabo- Verde. 
( Emgfa)

5 de julho de 2018

Forças Armadas já realizaram 318 missões de apoio à população no primeiro semestre de 2018

Desde 1 de Janeiro de 2018, as forças armadas no âmbito das missões de proteção e salvaguarda de pessoas e bens, já realizaram 318 missões, em apoio à Autoridade Marítima Nacional e ao Serviço Nacional de Saúde, das quais, 56 acções de salvamento marítimo, 246 resgates médicos, 16 missões de transporte de órgãos humanos.

Encontram-se igualmente activas oito missões de apoio à Autoridade Nacional de Protecção Civil e ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, das quais, quatro apoios de engenharia em Leiria, Portalegre, Lisboa e Loulé, uma missão de beneficiação de caminhos florestais na Serra da Arrábida e Costa da Caparica, dois protocolos de cooperação municipais para a patrulha e vigilância da área de florestal em Braga e na Serra de Sintra, num total de 2733 militares em apoio directo às populações e aos seus bens.

Com estas acções foi possível salvar desde o início do ano 394 vidas humanas. (Emgfa)

4 de julho de 2018

Força naval europeia liderada por Portugal visitou pela primeira vez a Mauritânia

A Força Naval Europeia (EUROMARFOR), constituída pela fragata da Marinha portuguesa “Corte-Real”, como navio-chefe, o reabastecedor francês “Somme”, a fragata italiana “ITS Scirocco” e a fragata espanhola “ESPS Canarias”, realizou nos dias 2 e 3 de Julho acções de cooperação no domínio da Defesa com a Marinha da Mauritânia. Esta foi a primeira vez que uma força naval europeia atracou na Mauritânia, no Porto de Nouakchott.

Durante esta estadia em Nouakchott, o navio da Marinha portuguesa e os restantes navios que constituem esta força naval, desenvolveram diversas acções de instrução e treino, no âmbito das operações de interdição marítima (embargo), técnicas de proteção de navios contra ameaças assimétricas e ataques terroristas, assistência médica e técnicas de limitação de avarias, como por exemplo combate a incêndios e alagamentos em navios.

Foram também realizadas acções de treino conjunto entre as equipas de abordagem dos fuzileiros e mergulhadores das respectivas equipas das marinhas presentes na força e a Marinha da Mauritânia.

Depois da interacção com a Marinha da Mauritânia, a EUROMARFOR larga hoje de Nouakchott e navega em direcção a Cabo Verde, para dar continuidade ao “Multi-cooperative Exercise 2018”, que consiste num conjunto de exercícios que incluirão operações de interdição marítima (embargo), técnicas de abordagem a navios e de proteção contra ameaças assimétricas e ataques terroristas, busca e salvamento, assistência médica e técnicas de limitação de avarias.

Portugal comanda a força naval europeia EUROMARFOR até Setembro de 2019, sendo o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, comandante naval da Marinha portuguesa, o actual comandante desta força naval multinacional composta por Portugal, Espanha, França e Itália.

A Força Naval Europeia visitará a cidade da Praia, Cabo-Verde, entre os dias 6 e 8 de Julho de 2018. (Emgfa)

3 de julho de 2018

Dia da Força Aérea celebrado em Évora

O Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, considerou que a missão da Força Aérea Portuguesa (FAP) ao serviço de Portugal e dos portugueses “é mais das vezes silenciosa e discreta, porque muitas das vezes é capacitadora e facilitadora da acção de outros”.

Azeredo Lopes, na sua intervenção durante a cerimónia militar do 66º Aniversário da Força Aérea Portuguesa, este sábado, na Praça do Giraldo, em Évora, realçou que no ano passado, a Força Aérea realizou mais de 18 mil horas de voo, transportou mais de 600 doentes, em terra ou no mar, realizou mais de 30 missões de transporte de órgãos e completou mais de 30 operações de Busca e Salvamento.

“São acções que não são abstractas. São acções concretas, missões concretas, horas e minutos concretos em que a acção da FAP tocou vidas concretas, de pessoas concretas, de famílias concretas”, destacou.

O governante fez ainda questão de recordar os mais de 120 militares da Força Aérea que se encontram empenhados em missões no estrangeiro, seja nas Forças Nacionais Destacadas ou na Missões de Cooperação no domínio da Defesa.

“Em África, nos Bálticos, no Mediterrâneo, no quadro das ONU, da UE, da NATO, de Coligações Multilaterais ou no âmbito da Cooperação Bilateral com países amigos, as Forças Armadas Portuguesas e a FAP fazem a diferença”, elogiou Azeredo Lopes, acrescentando que “servindo de forma exemplar, assumindo sem hesitar aquela que é a sua condição militar, contribuem de modo efectivo, de modo palpável, de modo real para a paz e para a segurança internacionais”.

Na sua intervenção, o Ministro da Defesa considerou também fundamental o papel da FAP no projecto KC-390, elogiando o “contributo que tem dado para a formulação dos requisitos operacionais e logísticos” desta aeronave.

O projeto KC-390 é o “primeiro programa de aeronáutica com engenharia portuguesa”, tendo resultado em “mais de 450 mil horas de trabalho de engenharia desenvolvida em Portugal, concretamente no Centro de Excelência de Inovação da Indústria de Automóvel (CEIIA), envolvendo outras 14 empresas de vários pontos do país”, frisou.

Para Azeredo Lopes, o “novo impulso no investimento em Defesa, no âmbito da União Europeia e da NATO é um “voo” que Portugal não pode perder”, considerando que o “sector aeronáutico e o projecto da aeronave KC-390 são dois exemplos da importância do investimento nesta área”.

O Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Teixeira Rolo, dirigiu as suas primeiras palavras de apreço a todos os militares e civis da FAP, “pelo extraordinário compromisso, mestria, devoção e até audácia que têm demonstrado no cumprimento das missões e nas tarefas atribuídas seja em território nacional ou nas diferentes Organizações em contextos internacionais onde Portugal participa”.

Teixeira Rolo, garantiu ainda que a FAP continuará sempre a servir e a ser útil aos portugueses permanecendo fiel às suas tradições e atitudes, demonstrado acima de tudo, a resiliência do nosso espírito, identidade e valores”.

Após as intervenções, seguiu-se a imposição de condecorações a militares e civis e homenagem aos mortos em combate. Um dos pontos altos da cerimónia foi o desfile das forças em parada, altura em que quatro aeronaves F-16 sobrevoaram a Praça do Giraldo. (Defesa)

2 de julho de 2018

Comemorações do Dia das Operações Especiais

Realizou-se no dia 30 de Junho, em Lamego, a Cerimónia Comemorativa do Dia das Operações Especiais e do 58º aniversário do Centro de Tropas de Operações Especiais.

Criado em 16 de Abril de 1960, o Centro tinha como objectivo formar unidades especializadas em contraguerrilha, operações psicológicas e montanhismo, recebendo companhias especialmente seleccionadas de vários regimentos para serem transformadas em Companhias de Caçadores Especiais, principal força de intervenção do Exército Português no início da Guerra do Ultramar.

Os “Rangers de Lamego”, como também é conhecida esta tropa especial do Exército Português, é uma força especialmente seleccionada, organizada, treinada e equipada, que utiliza técnicas e modos de emprego não convencionais para o cumprimento de Operações Especiais.

Da cerimónia militar, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, que assinalou o ponto alto das comemorações iniciadas no dia 29 de Junho, com o Concerto da Banda do Exército no Teatro Ribeiro Conceição, releva-se a imposição de Boinas e Insígnias aos militares que concluíram o curso de Operações Especiais, nas variantes Quadro Permanente, Formação de Oficiais em regime de Contrato, e Praças, também em regime de Contrato, bem como a apresentação de uma Unidade Terrestre de Operações Especiais (Special Operations Land Task Unit - SOLTU). (Exército)

Cerimónia do dia dos Comandos e do 56º aniversário do Regimento de Comandos

​Realizou-se no dia 29 de Junho, na Carregueira, Belas, a Cerimónia Comemorativa do 56º aniversário dos Comandos e do Dia do Regimento de Comandos, presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, e que contou com a presença das mais distintas entidades civis e militares e daqueles que servem ou serviram nesta tropa especial do Exército Português.

Desde a sua criação, em 1962, os Comandos sempre orientaram a sua actividade para o cumprimento de missões operacionais, tendo constituído um importante contributo para o esforço de guerra nas campanhas de África, em Angola, Moçambique e Guiné. Nos tempos mais recentes, esta força de elite tem merecido a confiança para actuar no mais exigentes Teatros de Operações, como são os casos de Timor, Afeganistão, Iraque e Republica Centro-Africana, apresentando-se como um privilegiado instrumento do Estado para a segurança internacional.

Destaca-se, do programa comemorativo, a imposição dos dísticos “Comando" a 39 militares que concluíram o 130º Curso de Comandos, a atribuição do título de “Comando Honorário” ao ex-Chefe do Estado-Maior do Exército, General Hernandez Jerónimo, bem como a inauguração da nova Unidade de Saúde do Regimento.

Na sua alocução, o Comandante do Exército recordou as palavras dirigidas há um ano, por altura do 55º aniversário do Regimento, mencionando que “face ao que foram os desempenhos individuais e colectivos do pessoal do regimento de Comandos e das suas interacções com outros quadros e tropas nacionais e internacionais, só posso endereçar uma saudação muito especial aos militares Comando pela exemplar competência, dedicação, elevada coragem física e moral, reveladas no cumprimento das diversas missões que lhes foram cometidas, em particular as realizadas fora do Território Nacional, no âmbito dos compromissos assumidos pelo nosso País”, salientando o extraordinário desempenho revelado pela 1ª e 2ª Força Nacional Destacada na República Centro Africana, forças que, ao serviço de Portugal e dos portugueses, contribuíram de forma activa e relevante para a consecução dos objectivos da missão da Organização das Nações Unidas naquele país africano. Neste sentido, o General Rovisco Duarte referiu que “gostaria de poder afirmar que o 5º Contingente para a Republica Centro Africana vai ser aprontado pelo Regimento de Comandos e que irá fazer uso deste novo uniforme mas tal depende, por um lado, da capacidade de resposta dos fabricantes e, por outro lado, do tempo de desenvolvimento dos procedimentos legais, não esquecendo a decisão política que vier a ser tomada, dentro do processo de definição das Forças Nacionais Destacadas”.

Realça-se, ainda, o momento em que Pedro Romeiro, um rapaz de 20 anos, com uma deficiência física motora desde a nascença - deslocando-se por isso em cadeira de rodas - e que tem o sonho de pertencer aos Comandos, no final da cerimónia, falou com aqueles que o são por direito e demonstrou a sua enorme paixão por esta tropa especial, comovendo até os ”mais rijos” militares do Exército Português. (Exército)

29 de junho de 2018

Exército participou no exercício TOBRUQ LEGACY 2018

O Exército Português, através do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1, participou no exercício TOBRUQ LEGACY 2018 (TOLY18), que se realizou na Hungria, no período de 4 a 15 de Junho.

O TOLY18 é um exercício multinacional, incluído no conjunto de exercícios SABER STRIKE, que, desde 2010, é realizado pelo Exército dos Estados Unidos na Europa (USAEUR), com foco nos Estados Bálticos, e tem como finalidade treinar os participantes no que concerne ao comando e controle, à interoperabilidade com parceiros regionais, e às comunicações tácticas num ambiente conjunto, realizando a integração dos sistemas de armas e sensores de antiaérea, com os meios da componente aérea.

Tendo iniciado com a fase de exercício de Posto de Comando (Command Post Exercise - CPX), executando o exercício de Campo de Treino (Field Trainning Exercise - FTX) e terminando com um exercício real (Live Exercise - LIVEX), o TOLY18 contou com a participação de 19 nações, que garantiram o “manning" e os meios necessários para a consecução do exercício.

No final do exercício, um dos militares portugueses participantes no exercício foi reconhecido, pela nação hospedeira (Host Nation - HN), por ter demonstrado uma “excepcional performance" nas suas funções, o que muito dignificou a presença da comitiva portuguesa neste evento internacional. (Exército)

Submarino português vai participar nas operações “SOPHIA” e “SEA GUARDIAN” no Mediterrâneo

O submarino da Marinha portuguesa, NRP “Arpão”, inicia uma missão de dois meses no mediterrâneo central (de 2 de Julho a 31 de Agosto), onde participará na operação militar “SOPHIA”, sob égide da força naval da União Europeia em missão no Mediterrâneo (EUNAVFOR MED), e na Operação da NATO “SEA GUARDIAN”, conduzida a partir do comando marítimo do quartel-general da NATO no Reino Unido. As áreas de operação desta missão abrangem o mar mediterrâneo, essencialmente nas zonas oeste e central.

Após atravessar o estreito de Gibraltar o submarino “Arpão” contribuirá para o cumprimento das tarefas no âmbito da operação “SEA GUARDIAN” da NATO, que consistirá na recolha e partilha de informação com as marinhas da Aliança relativa ao panorama marítimo, numa das principais artérias mundiais por onde passa o tráfego marítimo mundial. O objectivo primordial destas acções consiste na identificação de navios que são conhecidos ou suspeitos de exercerem actividades ilícitas, associadas ao financiamento ilícito e indirecto de organizações criminosas ou associadas ao terrorismo transnacional e, consequentemente, contribuir pela manutenção da segurança marítima nesta região do mediterrâneo

Já na zona do mediterrâneo central, criada através do Conselho da União Europeia em 18 de maio de 2015, com o suporte de diversas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encontra-se em operação a força naval da União Europeia. O “Arpão” colaborará com esta força, «contribuindo para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas» missão principal da operação "SOPHIA".

Esta será a segunda vez em que o submarino da Marinha portuguesa vai participar na Operação “SEA GUARDIAN” e a terceira na Operação “SOPHIA”. (Emgfa)

28 de junho de 2018

Fuzileiros prosseguem missão na Lituânia

A Força de Fuzileiros da Marinha portuguesa, em missão na Lituânia, prossegue a sua intensa actividade operacional, com enfoque nas acções combinadas com as forças lituanas, realçando-se a participação nos exercícios Strong Shield 18 e HUNT 18. A actual missão decorre no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, onde está empenhada uma Força de Fuzileiros com 140 militares, por um período de quatro meses, no quadro das medidas de tranquilização da NATO naquele território.

O exercício “STRONG SHIELD 2018”, de âmbito nacional, destinou-se a avaliar as unidades regionais lituanas na condução das actividades previstas nos respectivos planos nacionais de defesa, onde o cenário se centra na ameaça externa e num quadro de ocupação do seu território por forças estrangeiras. Os militares portugueses, através do seu elemento de projecção de força, conduziram operações na perspectiva da contra-insurgência, com vista a possibilitar às unidades lituanas o contacto com tácticas, técnicas e procedimentos diferenciados.

O exercício “HUNT 2018”, da responsabilidade da Brigada “Griffin”, destinou-se ao adestramento da Companhia de Reconhecimento daquela grande unidade Lituânia, tendo sido efetuadas diversas ações de “treino-cruzado” em várias áreas, o que contribui para um melhor conhecimento mútuo e potencia a interoperabilidade entre as forças militares portuguesas e lituanas.

Neste país, Portugal conta ainda com 114 militares da Força Aérea e cinco aeronaves, quatro caças F-16 e uma aeronave de vigilância marítima P-3C CUP+, integrados nas operações e medidas de tranquilização do flanco leste da Aliança (“NATO Assurance Measures 2018”), por forma a assegurar a vigilância e patrulhamento aéreo nos países bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia), contribuindo para a proteção da integridade do espaço aéreo destes países da NATO. (Emgfa)