16 de outubro de 2018

Cerimónia Militar evocativa do fim da Grande Guerra | 4 de Novembro

Quando passam cem anos sobre o fim do conflito da 1ª Guerra Mundial, conflito que foi penosamente longo e militarmente mortífero, as Forças Armadas, evocando o Centenário do Armistício, prestam homenagem a todos os portugueses que se bateram nos campos de batalha de África e da Europa, na defesa da sua Pátria, sendo que sobre todos se levanta a memória daqueles que caíram e deram a vida por Portugal.

Este momento pretende não só honrar a memória de todos os militares e polícias falecidos no cumprimento do dever, mas também celebrar a vida, a generosidade e a entrega de tantos que, pela sua doação, contribuíram e contribuem todos os dias para a edificação da paz, da segurança e da liberdade e da coesão nacional.

Com este objectivo, militares dos três ramos das Forças Armadas, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública, reúnem-se numa grande parada militar no próximo dia 4 de Novembro, às 11h00, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. (Emgfa)

15 de outubro de 2018

Gomes Cravinho recebido no Ministério da Defesa Nacional

Após a Cerimónia de Tomada de Posse, no Palácio de Belém, João Gomes Cravinho dirigiu-se ao Ministério da Defesa Nacional, no Restelo, em Lisboa. À chegada, foi recebido por Alas de Cortesia na entrada principal do Edifício e apresentaram-lhe cumprimentos o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro e o Secretário-Geral do MDN, João Ribeiro. (Defesa)

João Gomes Cravinho é o novo Ministro da Defesa Nacional

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa presidiu, esta manhã, à Cerimónia de Tomada de Posse do novo ministro da Defesa Nacional, Gomes Cravinho, no Palácio de Belém.

Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, e com mestrado e licenciatura pela London School of Economics, João Gomes Cravinho era, até agora, o embaixador da União Europeia no Brasil, tendo desempenhado o mesmo cargo na Índia entre 2011 e 2015.

Entre Março de 2005 e Junho de 2011, João Gomes Cravinho foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e também da Defesa, nos XVII e XVIII governos constitucionais liderados por José Sócrates. (Defesa)

Primeiro-Ministro destaca os “novos desafios” da Força Aérea Portuguesa

O Primeiro-Ministro, António Costa, realçou esta manhã, na sua primeira visita à Força Aérea Portuguesa (FAP) os “novos desafios” que o ramo “tem pela frente, e no qual está concentrado a trabalhar”, designadamente a gestão e operação dos meios de combate aos incêndios florestais.

António Costa adiantou que este processo teve a sua aprovação, na semana passada, na resolução de Conselho de Ministros e que irá empenhar progressivamente a Força Aérea numa missão “de grande importância para a salvaguarda da segurança nacional”.

Na Base Aérea n.º 5 (BA5), em Monte Real, o governante que esteve acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes e pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo, visitou o hangar da manutenção e a chamada “linha da frente” e, pôde ainda assistir a várias descolagens de aeronaves F-16 para missões de treino operacional.

“Pude assistir às várias capacidades deste ramo e destaco o trabalho de todos os homens e mulheres que servem o país na Força Aérea”, elogiou António Costa salientando que o ramo assegura “a integridade do nosso território nacional, a defesa do nosso espaço aéreo e tem o papel insubstituível em várias missões de interesse público, especificamente, em missões de busca e salvamento”.

O chefe do Governo considerou ainda que “cabe também à Força Aérea um desafio importante que tem a ver com a disponibilização de uma das suas bases aéreas (BA 6) para que o aeroporto de Lisboa possa ser complementado com o aeroporto do Montijo”.

António Costa aproveitou a ocasião para falar sobre a próxima Lei de Programação Militar — que o Governo prevê apresentar brevemente na Assembleia da República — referindo que esta “procurará responder às necessidades mais prementes e imediatas da Força Aérea em matéria de equipamento”.

O Primeiro-Ministro antes de partir para a BA5, a bordo de um helicóptero EH 101, Merlin, operado pela Esquadra 751 (Pumas), esteve no Comando Aéreo, em Monsanto, onde assistiu a um briefing sobre a Força Aérea, no Centro de Operações Aéreas. (Defesa)

Cooperação entre Portugal e Espanha “passa com distinção”

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e a sua homóloga Margarita Robles, ministra da Defesa de Espanha, estiveram presentes, esta quarta-feira, na cerimónia de apresentação das Cartas Hidrográficas, Portuguesas e Espanholas, do rio Guadiana, na Câmara Municipal de Ayamonte, em Espanha.

“A solidez da relação entre países avalia-se, naturalmente, pela espessura dos laços tecidos no passado, mas também, sobretudo, pelos compromissos que assumimos no presente e por aqueles que com fôlego projectamos no futuro”, considerou Azeredo Lopes sobre a importância do trabalho realizado pelos dois ministérios, através dos seus Institutos Hidrográficos.

Para o governante português não restam dúvidas de que “a relação entre Portugal e Espanha passa com distinção, em todos estes parâmetros”, e exemplo disso, é este projecto ser replicado no rio Minho, outro dos cursos de água dividido pelos dois países, e que deverá estar concluído nos próximos dois anos.

As diferenças no plano hidrográfico, quanto à profundidade e altimetria já não existem, o que significa uma “maior segurança na navegação, maior confiança no trabalho científico e técnico das partes”, considerou Azeredo Lopes. É tempo agora de “olhar para o próximo projecto, que é o que falta, que é o do rio Minho”.

O Ministro da Defesa destacou ainda a importância desta cooperação com o Estado espanhol, pois é uma “forma de os dois países, numa área muito técnica, mas que tem consequências práticas para a vida das pessoas, darem um passo importante e simbolicamente exprimirem acima de tudo a sua amizade”.

Para Margarita Robles, a colaboração entre os dois Institutos Hidrográficos é fundamental e a chave da segurança marítima da região. A Ministra da Defesa espanhola, sublinhou o papel das Forças Armadas dos dois países na defesa de valores comuns “são um exemplo claríssimo de como se pode defender a paz e a liberdade do mundo, levando com muito orgulho os nomes de Espanha e Portugal”.

A cerimónia contou ainda com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, dos Directores dos Institutos Hidrográficos de Portugal e Espanha, Oficiais da Armada portuguesa e espanhola e autoridades civis e militares. (Defesa)

13 de outubro de 2018

Fuzileiros em missão na Costa do Marfim

Entre os dias 4 e 5 de Outubro, na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, os 36 Fuzileiros portugueses que se encontram em missão a bordo do navio francês de assalto anfíbio, projecção e comando “BPC Mistral”, testaram capacidades em conjunto com um destacamento de Fuzileiros franceses.

Entre os diversos cenários recriados, destaca-se a proteção do navio e flotilha anfíbia, até à captura de uma praia para resgate de cidadãos não combatentes.

Portugal integra pela primeira a operação “Corymbe”, permanentemente assegurada pela Marinha francesa no Golfo da Guiné, que tem como principal objectivo potenciar o aumento da segurança marítima através da cooperação com as marinhas dos países ribeirinhos desta região e dissuadir acções de pirataria e roubo, que frequentemente ocorrem nesta parte do globo. (Emgfa)

11 de outubro de 2018

Fragata “Corte-Real” integrada em força da NATO treina com navios da Marinha Britânica

Passado um ano após a conclusão do “Operational Sea Training (OST)” em Plymouth, Reino Unido, em 30 de Setembro de 2017, a fragata “Corte-Real”, da Marinha portuguesa, regressa à área de exercícios do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)”, da Marinha Britânica, para mais um treino operacional de mar.

O navio português, integrado na Força Naval Permanente da NATO (“Standing NATO Maritime Group 1 [SNMG1]), teve oportunidade de, na passada quinta-feira, dia 4 de Outubro, participar na já conhecida “Weekly War”, ou “Guerra de 5ª feira”, juntamente com os restantes navios da SNMG1.

Esta participação contribuiu para enriquecer o treino proporcionado pelo FOST aos navios sob o seu programa de treino e avaliação, assim como para a manutenção dos elevados padrões de prontidão e resposta dos meios integrados na SNMG1.

O “Task Group” constituído para a realização da “Weekly War” contou com quatro navios em treino, nomeadamente, o HMS Northumberland (Reino Unido), o HMS Montrose (Reino Unido), o HNLMS Johan De Witt (Holanda), o ORP General Kazimierz Pulaski (Polónia) e três navios da SNMG1, o HDMS Esbern Snare (Dinamarca), HNOMS Helge Ingstad (Noruega) e a Fragata “Corte-Real”.

Coube ao HMS Northumberland do Reino Unido exercer a função de Comandante da Força Naval, com uma missão que começou por um trânsito em canal rocegado sob ameaça assimétrica e de minas, passando por um trânsito multiameaça (aérea, superfície e Sub-superficie), garantindo a segurança da unidade essencial para a missão, neste caso o HNLMS Johan De Witt (navio anfíbio). A operação culminou com a realização de uma operação anfíbia simulada.

10 de outubro de 2018

NATO investe em sistemas marítimos não tripulados

Os Ministros da Defesa de treze países membros da NATO, entre os quais Portugal, assinaram esta quarta-feira, à margem da reunião ministerial de decorreu em Bruxelas, uma declaração de intenções para cooperar na introdução de sistemas marítimos não tripulados. Recorde-se que, na Cimeira de Julho foi decidido reforçar as capacidades da aliança no mar.

Este trabalho conjunto tornará os aliados mais eficientes em áreas fundamentais como a detecção de minas e de submarinos. Estes sistemas e veículos, em conjugação com as capacidades navais tradicionais, melhorarão o conhecimento situacional e reforçarão a segurança dos mares.

Estes treze países – Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Polónia, Reino Unido, Turquia – irão, assim, congregar recursos, talento e engenho para criar veículos e sistemas marítimos não tripulados interoperáveis, mais robustos e flexíveis. Através desta iniciativa, os aliados serão também capazes de explorar economias de escala. (Defesa)

4 de outubro de 2018

5 OUTUBRO - FESTIVAL MILITAR EM CASCAIS

Três dias de convívio com militares dos três ramos das Forças Armadas, em Cascais num grande Festival Militar que decorrerá entre os dias 5,6 e 7 de Outubro.

Aproveitando a data do 5 de Outubro e na observância de uma nova política de aproximação das Forças Armadas à população, sobretudo as camadas mais jovens, Cascais vai ser palco dia 5,6 e 7 de Outubro de um Festival Militar que contará com a presença de representações da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

Este Festival incluirá várias exposições estáticas e interactivas de capacidades e de divulgação de oportunidades de carreira na vida militar que vão decorrer durante os três dias, na Baía de Cascais, no Hipódromo Manuel Possolo e no Parque Marechal Carmona. (Emgfa)

Comandante Paulo Isabel é o novo Director-geral da Polícia Judiciária Militar

“O normal funcionamento das instituições e a sua riqueza traduzem-se, entre outras coisas, na capacidade que elas têm, que elas devem ter, de render aqueles que em determinado momento as servem e se lhes dedicam”, declarou o Ministro da Defesa Nacional, esta manhã, na cerimónia de tomada de posse do novo Director-geral da Polícia Judiciária Militar (PJM), Capitão-de-mar-e-guerra Paulo Isabel.

Para Azeredo Lopes, a nomeação do Comandante Paulo Isabel para chefiar a PJM, em regime de substituição, “consolida a normalidade e a estabilidade inerentes ao regular funcionamento desta instituição”.

Na cerimónia em que estiveram presentes os chefes militares e dirigentes do MDN, o Ministro da Defesa referiu-se à PJM como sendo “uma instituição que, enquanto tal, é um capital de valor. Uma instituição que, enquanto tal, dá, como sempre deu, o seu contributo para o património comum dos valores que fazem e asseguram um Estado de Direito”.

Dirigindo-se ao novo director-geral, Azeredo Lopes admitiu que vai enfrentar “circunstâncias exigentes”, no entanto, “fá-lo e fá-lo-á, com grande coragem e sentido de missão”.

“Não se escamoteiam as circunstâncias exigentes que tem perante si, mas da mesma sorte, não se abdica esperança nem determinação a que sempre incita um desafio, como outros que com muito mérito enfrentou ao longo da sua carreira militar. Este desafio é agora seu, sem deixar de ser um desafio que a todos interpela”, referiu Azeredo Lopes.

O novo director-geral desempenhou nos últimos anos, várias funções na Polícia Marítima, entre as quais participou nas Equipas Mistas de Prevenção Criminal, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro.

Até ao ato de posse, o Comandante Paulo Isabel coordenava a área de ensino de comportamento humano e administração de recursos no Instituto Universitário Militar. (Defesa)

28 de setembro de 2018

Navio patrulha oceânico “Viana do Castelo” em missão no Golfo da Guiné

O navio patrulha oceânico da Marinha “Viana do Castelo”, encontra-se a cumprir uma missão (MAR ABERTO 2018) no âmbito da cooperação no domínio da Defesa e apoio à política externa do Estado. Visitou São Tomé e o Príncipe entre 22 e 26 de Setembro, onde desenvolveu acções no âmbito dos acordos de cooperação bilateral com as Forças Armadas, em matérias tão diversas como a segurança, a vigilância e a fiscalização marítima e o apoio médico.

Assume ainda especial importância o apoio logístico ao patrulha da Marinha portuguesa “Zaire”, em missão de longa duração no país desde Janeiro de 2018, no âmbito da capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe. Neste contexto, releva-se a acção de fiscalização conjunta com elementos da Guarda Costeira de São Tomé realizada pelo NRP Viana do Castelo com o NRP Zaire, enquadrada no âmbito do apoio que Portugal tem vindo a realizar na ajuda à capacitação das Marinhas e Guardas Costeiras dos países amigos na região do Golfo da Guiné, procurando, desta forma, ajudar a reforçar a segurança marítima e a proteção dos recursos marinhos nas respectivas áreas de soberania e jurisdição dos países visitados.

Na ilha do Príncipe, a equipa médica do navio prestou apoio no Hospital Dr. Manuel Quaresma Dias da Graça, da cidade de Santo António, onde teve um acolhimento muito significativo.

Foi igualmente entregue na secretaria regional para a acção social diverso material (roupas e brinquedos), recolhido voluntariamente por elementos da guarnição, e distribuído directamente no hospital a crianças internadas. Esta acção foi reconhecida pelo Presidente do Governo Regional do Príncipe.

A missão MAR ABERTO 2018 teve inicio em 20 de Agosto de 2018 e prevê um périplo de 10.000 milhas náuticas pela costa ocidental africana e Golfo da Guiné. O navio já visitou a República de Angola (Luanda) de 15 a 19 de Setembro, onde realizou um intenso programa de actividades de cooperação com as Forças Armadas de Angola, tendo previsto visitar ainda a Costa do Marfim (Abidjan) de 28 de Setembro a 1 de Outubro, e Cabo Verde (Praia) de 15 a 23 de Outubro, chegando a Lisboa no dia 29 de Outubro. (Emgfa)

20 de setembro de 2018

Portugal na missão de treino da União Europeia na República Centro-Africana

Portugal, através do Brigadeiro-general Hermínio Maio do Exército português, lidera desde 11 de Janeiro de 2018 a missão de assessoria, formação e treino militar da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM RCA). Esta missão, constituída por 170 militares de 11 países, entre os quais um contingente de 45 militares pertencentes aos três ramos das Forças Armadas portuguesas , contribui para a reforma do sector de Defesa na República Centro-Africana.

Durante dois anos a EUTM RCA assessorou, formou e disponibilizou treino operacional a mais de 3.000 homens e mulheres das Forças Armadas da República Centro-Africana.

No 1º semestre deste ano foram concluídos diferentes projectos estruturantes da Defesa da República Centro-Africana, dos quais se salientam a lei de programação militar, o planeamento do processo de recrutamento, projectos de desenvolvimento de infraestruturas e a viabilização do processo de passagem de militares à situação de reforma, através de um acordo entre os Estados Unidos da América e a União Europeia para o pagamento de pensões.

Em simultâneo, foi elaborada a revisão estratégica da missão EUTM RCA e o Plano de Missão para os próximos dois anos. Complementarmente, durante o 1 semestre de 2018, foram realizados seminários, cursos e o treino operacional do Batalhão de Infantaria Territorial número 2, materializado com a realização de uma cerimónia militar na avenida central de Bangui. Evento, que assinalou também, a concretização de uma fase muito exigente e intensa da missão da EUTM RCA 2018.

Os estados membros da União Europeia aprovaram em 30 de Julho de 2018 a extensão do mandato da EUTM RCA, até Setembro de 2020, incluindo um reforço das competências estratégicas e operacionais da missão.

O início do treino operacional do batalhão anfíbio das Forcas Armadas Centrafricanas, em 27 de Setembro de 2018, no campo de Kassai na capital Bangui, visa nos próximos três meses, viabilizar a validação desta unidade.

Simultaneamente, a operação complexa recentemente realizada para a desmontagem de uma ponte militar na área de Sapékée, em Bangui, e a sua posterior montagem, pela unidade de Engenharia das Forças Armadas da Republica Centro-Africana, em Zinga, 170 km a sul, ilustram a abrangência das competências de formação e treino viabilizados pelos militares ao serviço da União Europeia em proveito do bem-estar da população e das necessidades de desenvolvimento da República Centro-Africana.

Este acção em particular, realizada pelos militares da EUTM RCA com o objectivo de apoiar a liberdade de movimentos e mobilidade do sector comercial, denotam a dimensão multilateral em que a missão se posiciona para vencer os desafios futuros, em particular pelo conceito de abordagem integrada da União Europeia para o Desenvolvimento em complementaridade com as missões e operações de Segurança e Defesa.

19 de setembro de 2018

Força de Fuzileiros portugueses embarca pela primeira vez em navio francês para missão no Golfo da Guiné

Uma Força de Fuzileiros composta por 36 militares da Marinha portuguesa iniciaram, no dia 15 de Setembro, uma missão de segurança marítima a bordo do navio francês de assalto anfíbio e de projecção e comando “BPC Mistral”, que permanecerá no Golfo da Guiné até final de Novembro.

Portugal, através da Marinha, integra assim a missão “Corymbe” de segurança marítima, permanentemente assegurada pela Marinha francesa no Golfo da Guiné, que tem como principal objectivo potenciar o aumento da segurança marítima através da cooperação com as marinhas dos países ribeirinhos do Golfo da Guiné e dissuadir acções de pirataria e roubo, que frequentemente ocorrem nesta região do globo.

Os 36 fuzileiros portugueses trabalharão pela primeira vez lado a lado com os fuzileiros franceses no âmbito de um acordo bilateral entre as Marinhas dos dois países. Os militares portugueses também irão participar em iniciativas conjuntas com a Marinha francesa tendo em vista a capacitação das marinhas dos países ribeirinhos do Golfo da Guiné.

Portugal participa na operação Corymbe desde 2016, no entanto até à data apenas com observadores militares a bordo de um navio francês (quatro militares em 2016 e dois em 2017). (Emgfa)

18 de setembro de 2018

Laboratório Militar recebeu a visita da Comissão de Defesa Nacional

A Comissão Parlamentar de Defesa Nacional (CDN) visitou hoje, 18 de Setembro, o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos (LMPQF), em Lisboa, no âmbito do seu plano de visitas de trabalho a Unidades, Estabelecimentos e Órgãos das Forças Armadas.

Presidida pelo Vice-Presidente da Assembleia da República e Vice-Presidente da Comissão, Dr. Miranda Calha, a CDN foi recebida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Campos Serafino, em representação do Chefe do Estado-Maior do Exército, assim como pela Directora do LMPQF, Coronel Farmacêutica Margarida Figueiredo.

Do programa da visita destaca-se, após as usuais boas-vindas, o brífingue de apresentação do laboratório militar, onde foi realçada a importância da missão do LMPQF, bem como as suas principais valências, quer na área assistencial, que apoia os deficientes das Forças Armadas, quer na área operacional, que abrange os reabastecimentos de medicamentos e outros materiais de consumo sanitário, em contexto nacional e internacional.

A visita incluiu ainda a exposição do trabalho desenvolvido no apoio à saúde nacional, nomeadamente, através de parcerias com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, a Faculdade de Farmácia de Lisboa e o Núcleo de Estudos Científicos, com sessões acreditadas pela Ordem dos Farmacêuticos.

Uma vez mais, o Exército Português reafirmou a sua total disponibilidade em prol da defesa e segurança dos cidadãos, nomeadamente no âmbito da saúde, cumprindo a sua missão enquanto instituição que, diariamente, contribui para a criação de valor na Defesa, Saúde e Ciência do nosso país. (Exército)

EXERCÍCIO "ASAREX18" DECORRE ATÉ 21 DE SETEMBRO

A Força Aérea e a Marinha organizam, de 17 a 21 de Setembro, o Advanced Search and Rescue Exercise 2018 (ASAREX18), o maior exercício de busca e salvamento do País, integrado no VIII Encontro de Busca e Salvamento dos Açores.

O ASAREX18, conduzido pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes e pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada, irá decorrer a partir da ilha de São Miguel, com empenhamento de meios da Força Aérea, da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional e de outras entidades competentes, nacionais e internacionais (Canadá e dos Estados Unidos da América).

Este exercício tem como principal objectivo o treino conjunto e a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes, procurando promover e maximizar a proficiência, cooperação e interoperabilidade.

O evento terá início com um ciclo de conferências, no dia 18 de Setembro, no Centro Cívico e Cultural de Santa Clara, e contará com uma demonstração de capacidades (LIVEX), no dia 20 de Setembro, entre as 9H30 e as 14H00, no miradouro do Forno da Cal e no cais das Portas do Mar, em Ponta Delgada.

A demonstração irá envolver o lançamento de equipas de salvamento de para-quedistas, uma aeronave C-130, operada pela Esquadra 501 – “Bisontes”, um helicóptero EH-101 Merlin, operado pela Esquadra 751 – “Pumas”, e a corveta António Enes. (FAP)

CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO DOS MILITARES DO BAP18 E AM18

A Base Aérea N.º 5, em Monte Real, acolheu, no dia 12 de Setembro, a Cerimónia de Recepção aos militares que integraram as missões NATO Baltic Air Policing 18 (BAP18) e Assurance Measures 18 (AM18), na Lituânia.

Estiveram destacados, na Lituânia, dois contingentes da Força Aérea, um no âmbito da missão BAP18, composto por quatro aeronaves F-16M e cerca de 90 militares, e outro no âmbito do AM18, composto por uma aeronave P-3C CUP+ e 30 militares. As missões tiveram a duração de quatro e dois meses, respectivamente.

O Comandante do Destacamento, Tenente-Coronel Afonso Gaiolas, procedeu à entrega da Imagem da Nossa Senhora do Ar e das Bandeiras Nacional e da Força Aérea, que acompanharam os militares durante toda a missão, a Suas Excelências o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante Silva Ribeiro, e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Manuel Teixeira Rolo.

O evento, que contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Defesa, Dr. Marcos Perestrello, terminou com uma fotografia de grupo. (FAP)

14 de setembro de 2018

Fuzileiros regressam a Portugal após 4 meses de missão na Lituânia

Regressa amanhã a Portugal, a Força de 140 Fuzileiros da Marinha portuguesa que esteve, durante quatro meses, em missão na Lituânia, no quadro das medidas de tranquilização da NATO para o flanco leste da Europa, sedeados na cidade de Klaipeda.

Esta força, constituída por 140 militares, foi gerada integralmente no Corpo de Fuzileiros, sendo a primeira Força de Fuzileiros projectada e empenhada de forma totalmente autónoma e independente fora do território nacional.

O empenhamento operacional desta Força de Fuzileiros na Lituânia traduziu-se na realização de inúmeras actividades operacionais, incluindo exercícios multinacionais, bilaterais com diversas unidades lituanas do Exército, Marinha e de Operações Especiais.

Destes realçam-se, pela sua especificidade e relevância, o “Flaming Sword” no domínio das operações especiais, o “Strong Shield” no quadro dos planos de defesa da República Lituana, o “Brudus Grifonas” no âmbito do processo de treino e certificação da Brigada Griffin ou, ainda, a realização de um bloco de treino anfíbio proporcionado à Marinha Lituana e à unidade parceira do Exército Lituano, que culminou no marco histórico de ter sido a primeira vez que estas efectuaram uma operação anfíbia.

Especial referência ainda para o exercício de oportunidade realizado com o navio-chefe da Força Naval da NATO “Standing NATO Maritime Group 1”, o navio dinamarquês “HDMS Esbern Snare”, que consistiu numa operação anfíbia complexa envolvendo igualmente a unidade lituana parceira.

Releva-se ainda a participação em diversas actividades de visibilidade e proximidade junto da população civil e em parceria com as forças lituanas, demonstrando uma presença militar efectiva, credível e sentida pela população lituana.

No teatro de operações os Fuzileiros contaram com 40 viaturas, bem como com 12 botes de assalto para assegurar o vector de projecção anfíbio, armamento individual e colectivo, ligeiro, médio e pesado que permitiu uma adaptação à tipologia da missão.

A Força de Fuzileiros na missão da NATO na Lituânia teve como característica especial a sua organização modular, com dois elementos diferenciadores, nomeadamente o de projecção de força (companhia que engloba manobra, apoio de combate, assalto anfíbio e apoio de serviços orientado para a realização de operações anfíbias e actividades no domínio terrestre) e de operações especiais.

Além disto, o carácter diferenciador enquanto força de matriz anfíbia, permitiu a actuação nos domínios terrestre e marítimo em conjunto com as forças armadas lituanas.(emgfa)

13 de setembro de 2018

Exército homenageou os militares falecidos no incêndio em Sintra

O Exército Português, através do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (RAAA1), herdeiro dos costumes e tradições do antigo Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF), homenageou, no dia 7 de Setembro, os 25 militares do RAAF que, há 52 anos, faleceram no combate a um incêndio na Serra de Sintra. (Exército)

7 de setembro de 2018

Ministro da Defesa Nacional debate futuro da Defesa na União Europeia

O Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, participou, esta terça-feira, em mais uma edição do “Encontros com os Cidadãos” sobre “A Política de Segurança e Defesa e o Futuro da Europa”, com o Director-Adjunto do Centro Europeu de Estratégica Política, Mihnea Motoc, na OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca.

“A partir, de meados de 2016, a área da defesa assumiu de repente um protagonismo absolutamente impensável” declarou Azeredo Lopes referindo que “a área da segurança e defesa gradualmente se desenvolvesse no âmbito da União Europeia (UE)”.

Durante o encontro, promovido pela Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus e moderado pela própria Secretária de Estado, Ana Paula Zacarias, o Ministro da Defesa destacou o mérito e a persistência da Vice-Presidente da Comissão Europeia e Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Federica Mogherini pela nova estratégia global da União Europeia. “É um documento muito moderno e muito ambicioso”, adiantou o Ministro, referindo que o mesmo “projecta a fronteira externa da defesa e segurança europeias para a República Centro Africana”.

Relativamente aos projectos da Cooperação Estruturada Permanente, o Ministro da Defesa anunciou que foi lançada uma 2ª vaga, mas, “já se fala numa 3ª vaga”, o que significa que “mesmo antes de chegar o dinheiro os estados já estão envolvidos em projectos plurinacionais”.

Segundo o Ministro da Defesa, na 1ª vaga, Portugal manifestou disponibilidade para participar em seis projectos depois de terem sido submetidos a três subavaliações autónomas – militar, política da defesa e na projecção industrial – envolvendo entidades como a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (IDd), a Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional e a Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional.

No final do encontro, o Ministro da Defesa aplaudiu a iniciativa que tem como objectivo dar aos cidadãos europeus a oportunidade de expressar as suas preocupações e expectativas quanto ao futuro da União Europeia.

Esta iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus, é realizada em parceria com a Comissão Europeia, através da sua Representação em Portugal, envolvendo também os Municípios e outras entidades locais, as Universidades, as Escolas e diversas organizações da sociedade civil.

Presentes neste debate estiveram ainda o Presidente da OGMA, Marco Tulio Pellegrini, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, embaixadores, dirigentes do Ministério da Defesa e diversas autoridades civis e militares. (Defesa)

4 de setembro de 2018

Policiamento Aéreo nos Bálticos: Missão Cumprida

Portugal concluiu com sucesso, e pela quarta vez, a participação na operação de policiamento aéreo dos países Bálticos. A partir de Setembro e até ao final de 2018, cabe à Bélgica e à Alemanha assumir a liderança desta operação da NATO.

A cerimónia oficial da transferência do comando da operação BALTIC AIR POLICING 2018 (BAP18) realizou-se no dia 31 de Agosto, na Base Aérea de Siauliai, na Lituânia, e contou com a presença de altas entidades, civis e militares, da Lituânia, Letónia, Estónia, Bélgica, Espanha e de Portugal. Entre estas individualidades, estiveram o Vice-Ministro da Defesa Nacional da Lituânia, Mr Vytautas Umbrasas, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea da Lituânia, Coronel Dainius Guzas, e o Major-General Claudio Gabellini, Allied Air Command Chief of Staff.

O Comandante do Destacamento, Tenente-Coronel Nuno Monteiro da Silva, agradeceu o elevado grau de profissionalismo e a postura séria e comprometida com que os militares portugueses, sob seu comando, encararam esta missão.

“As a soldier who returned to this Air Base one more time, for the Baltic Air Policing mission, I was now given the privilege of being the DETCO leading a group of such highly motivated and professional airmen and women. Your posture inside and outside of the air base, dignified both NATO and Portugal and made me very proud of being your commander! Obrigado, thank you, and AČIŪ!“

O Major-General Claudio Gabellini, Chefe do Estado-Maior do Allied Air Command, mostrou a sua enorme satisfação pela forma dedicada e competente com que, nos últimos quatro meses, Portugal cumpriu exemplarmente a missão que lhe foi atribuída, como nação líder do Bloco 47, dando também os parabéns a todos os militares.

O Comandante do destacamento espanhol, Tenente-Coronel Maximiliano De Veas, teceu igualmente rasgados elogios à forma como ambos os destacamentos se relacionaram nesta missão, enaltecendo o enorme espírito de missão e camaradagem vivido em todo o período de missão.

As quatro aeronaves F-16M e parte do contingente regressaram a Portugal no dia 03 de Setembro, após o Hand Over/Take Over operacional, sendo agora a Força Aérea do Reino da Bélgica, também com quatro aeronaves F-16M, a assumir a liderança do Bloco 48 do BAP18.

Nos últimos quatro meses, a Força Portuguesa foi activada para cerca de 30 missões de alerta real, tendo sido realizadas mais de 400 horas de voo. (FAP)

Militares portugueses na República Centro-Africana escoltaram delegação de ajuda humanitária

Os militares portugueses da 3ª Força Nacional Destacada (3ª FND), no âmbito da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), executou, no dia 31 de Agosto, uma operação de escolta e proteção a uma delegação de ajuda humanitária solicitada pela Organização das Nações Unidas.

A menos de uma semana de finalizar a sua missão, a 3ª FND, através de uma unidade de escalão pelotão de paraquedistas da Força de Reacção Rápida (Quick Reaction Force), acompanhado por um militar da Força Aérea Portuguesa, integrado naquela Força, e de uma equipa médica, cumpriram a missão de garantir a proteção da delegação durante toda a sua acção, assegurando que esta pudesse avaliar e recolher elementos de informação para posterior análise e determinação das causas de um número elevado de mortes na região, bem como fornecer medicamentos de emergência para salvar vidas.

Na operação, que envolveu meios aéreos no deslocamento dos militares e dos elementos da delegação para uma zona de aterragem junto da aldeia de Mingala, local inóspito a cerca de 500 km de Bangui, capital da República Centro-Africana, os paraquedistas portugueses garantiram que os objectivos traçados pela delegação de ajuda humanitária, composta por várias agências internacionais, fossem integralmente cumpridos, com sucesso e em segurança.

Uma vez mais, os militares portugueses destacados naquele Teatro de Operações cumpriram com sucesso a missão que lhes foi atribuída, contribuindo decisivamente para o sucesso da acção internacional no quadro de apoio à segurança e bem-estar da população daquele território, e prestigiando, com a sua disponibilidade, determinação e capacidade operacional demonstradas, as Forças Armadas, Portugal e os portugueses. (Exército)

1 de setembro de 2018

Submarino português detecta mais de 16000 navios em dois meses no Mediterrâneo

Após dois meses em missão no Mediterrâneo central, o submarino "Arpão" da Marinha portuguesa regressou ontem, 31 de Agosto, à Base Naval, no Alfeite.

Durante a missão realizada em apoio à operação “SOPHIA” da Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR MED), que tem como principal objectivo contribuir para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas, bem como para o combate ao contrabando de combustíveis no Mediterrâneo central, o submarino “Arpão” contabilizou 16.374 navios identificados, em 45 dias na área de operações e perto de 1000 horas de patrulha em imersão.

A missão primordial do submarino português consistiu na identificação de navios que constam nas bases de dados internacionais, conhecidos ou suspeitos de exercerem actividades ilícitas associadas ao financiamento ilícito e indirecto de organizações criminosas, ou associadas ao terrorismo transnacional e, consequentemente contribuir para manutenção da segurança marítima nesta região do mediterrâneo.

O submarino da Marinha portuguesa foi capaz de detectar e recolher informação de 43 navios referenciados pela missão da União Europeia presumivelmente como navios relacionados com actividades ilícitas.

Durante as operações realizadas o "Arpão" caracterizou também o tipo e padrões de navegação e as principais linhas de comunicação marítima do Mediterrâneo central, região do globo conhecida por ser uma das principais artérias por onde passa o tráfego marítimo mundial.

O submarino português apoiou simultaneamente a operação “SEA GUARDIAN” da NATO, tendo prestado um relevante contributo através da partilha de informação do panorama marítimo com as marinhas da Aliança.

NRP Figueira da Foz fiscaliza áreas de pesca ao largo do Canadá

Portugal, como membro da NAFO, e consequentemente, com navios de pesca autorizados a pescar na área referida, irá a participação nas tarefas de fiscalização e controlo da pesca, na sequência de um pedido formulado pela Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Para esta missão será empenhado o NRP Figueira da Foz, que irá embarcar um elemento coordenador da EFCA (Agência Europeia de Controlo das Pescas), um inspector da DGRM e dois inspectores da União Europeia, provenientes da Estónia. Está previsto que o navio assegure mais de 600 horas de patrulha na área de operações.

A NAFO é uma organização de carácter intergovernamental que tem por objectivo promover uma exploração sustentável dos recursos da pesca nesta zona de operação. Esta organização integra doze partes contratantes: União Europeia, Canadá, Estados Unidos da América, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Ucrânia, Cuba, Japão, Islândia, Dinamarca e França. Sendo estes os países comunitários que possuem navios a pescar nas águas desta organização, são os responsáveis por participar nas missões de fiscalização da actividade piscatória, a realizar nessas áreas. (MGP)

Participação do Exército no âmbito do Plano de Apoio Militar de Emergência 2018

No âmbito da sua missão de apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, o Exército Português desenvolveu, nos últimos quatro meses, uma forte actividade de participação na prevenção e apoio ao combate de incêndios rurais, inserido no Plano de Apoio Militar de Emergência do Exército 2018.

Neste contexto, no apoio prestado aos Municípios, ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), no período de 10 de maio a 29 de Agosto, o Exército empenhou 9812 militares, efectuou 2775 patrulhas de vigilância e detecção, abrangendo 136 concelhos pertencentes a 17 distritos. Na execução destas acções de patrulhamento, foram percorridos 449 037 km e asseguradas 17 748 horas de vigilância.

Destaca-se ainda, das acções desenvolvidas pelo Exército neste período, o apoio directo à ANPC no combate aos incêndios, através da presença em três teatros de operações, Monchique, Marvão e Seia, no período de 4 a 25 de Agosto, onde foram empenhados 45 Pelotões de rescaldo e vigilância activa pós-incêndio, 18 Destacamentos de Engenharia, 2 Módulos de Evacuação e 1 Módulo de Apoio de Serviços, correspondendo a um empenhamento de 961 militares e 200 viaturas, provenientes de 28 unidades. (Exército)

31 de agosto de 2018

Prossegue a construção da autonomia estratégica da União Europeia

«Perante uma alteração muito importante de relações de poder no plano internacional, a União Europeia precisava de desenvolver rapidamente uma autonomia estratégica. Talvez fosse o caminho previsível mas é de notar a rapidez com que estamos a percorrê-lo», afirmou o Ministro da Defesa Nacional.

Azeredo Lopes fez esta declaração no final da reunião informal de Ministros da Defesa na UE que teve lugar em Viena, onde esteve em debate a Cooperação Estruturada Permanente, o Fundo Europeu de Defesa, as missões e operações da União Europeia e os Balcãs Ocidentais.

O reforço desta autonomia estratégica está bem patente na Cooperação Estruturada Permanente, que já vai na segunda vaga de projectos.

Os investimentos que os países europeus terão de fazer, referiu o Ministro, implicam apostas claras em várias esferas fundamentais das sociedades europeias: o desenvolvimento da investigação científica, a inovação, a aposta em capacidades na área da Defesa e na indústria de duplo uso.

Azeredo Lopes acrescentou que estes têm sido alguns dos motores mais interessantes que têm contribuído, justamente, para que se passe hoje do papel à prática em questões muito concretas, no sentido de tornar real uma Defesa da União Europeia.

Um problema comum

Durante a reunião, os Ministros da Defesa reiteraram a importância da operação naval Sophia (contra o tráfico de pessoas e a perda de vidas humanas no Mediterrâneo), manifestando vontade política em encontrar soluções, para os desafios actuais.

Azeredo Lopes disse que há um consenso sobre a importância da revisão estratégica e operacional da missão, para garantir que continue a prosseguir alguns objectivos fundamentais, até no plano mais geral do Direito Internacional, quanto à obrigação de salvamento e de proteção.

Lançada em 2015, esta operação, tal como está, termina o seu mandato a 31 de Dezembro e, o Ministro da Defesa afirmou que representa um avanço muito significativo da UE quanto a uma responsabilidade que é de todos os seus membros.

Toda a União Europeia tem responsabilidades relativamente ao fluxo de migrantes, que estava a representar um desafio humanitário de primeira grandeza para a UE e especificamente para os países de acolhimento e de desembarque.

Recordando as declarações do Primeiro-Ministro, António Costa, no Conselho Europeu de junho e a posição do Governo português, Azeredo Lopes sublinhou que Portugal é um país de acolhimento.

«Ainda recentemente demos um sinal muito claro do nosso empenhamento como país respeitador dos Direitos Humanos, mas importa sairmos de situações que têm sido resolvidas ad hoc e estabelecer critérios de forma justa e equilibrada, que reflictam estarmos perante uma responsabilidade colectiva que todos têm o dever de assumir», disse.

Reforçar as capacidades dos Balcãs

Os Balcãs Ocidentais, uma das prioridades da presidência austríaca da União Europeia, reuniram consenso sobre a sua importância estratégica para a segurança da Europa, tendo Portugal afirmado que se deve investir na cooperação e no reforço das capacidades daqueles países no domínio da segurança e Defesa.

O Ministro Azeredo Lopes chamou ainda a atenção para duas missões que estão a correr bem e comprovam uma aposta e uma estratégia que têm dado resultados: a Eulex, no Kosovo, e a Althea, na Bósnia, defendendo ainda uma articulação com as Nações Unidas e com a NATO. (Defesa)

Para-quedista ferido em acidente na República Centro-Africana

Durante o dia de hoje um soldado Para-quedista, do Exército Português, pertencente à 3a Força Nacional Destacada Conjunta ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana, sofreu um trauma ocular no seguimento da libertação acidental de uma peça durante uma operação de manutenção de armamento, que atingiu o militar no globo ocular esquerdo.

Após avaliação clínica efectuada pela equipa médica da Força portuguesa em estreita ligação com autoridades nacionais, foi superiormente decidido evacuar de imediato o militar para território nacional para que possa recuperar todas a suas capacidades visuais. (Emgfa)

30 de agosto de 2018

MEIOS DA FORÇA AÉREA PATRULHAM MEDITERRÂNEO

Uma aeronave P-3C Cup+ e 30 militares da Força Aérea partiram no dia 30 de Agosto rumo a Sigonella, Itália, para participar na Operação Sophia 2018 (EURONAVFOR MED). Esta operação da União Europeia, no âmbito da qual os meios nacionais vão realizar missões de vigilância marítima, tem como objectivo identificar, capturar e neutralizar navios e bens utilizados, ou que possam ser utilizados, pelos traficantes e pelas pessoas suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de seres humanos e na migração clandestina. É também um esforço internacional para evitar a perda de vidas no Mediterrâneo. (FAP)

Portugal integra força naval da NATO

A fragata “Corte-real”, com 199 militares da Marinha portuguesa a bordo, larga amanhã de madrugada, dia 31 de Agosto, da Base Naval de Lisboa, para integrar a força naval de reacção imediata da NATO, a SNMG1 - “NRF Standing NATO Maritime Group One”, actualmente sob comando do Comodoro Carsten FJORD-LARSEN, da Marinha Real da Dinamarca. Esta missão tem duração prevista até ao dia 28 de Novembro.

A integração na SNMG1 representa o compromisso de Portugal continuar a fazer parte integrante das forças navais multinacionais de reacção imediata da NATO, em tempo de paz e crise, compostas por fragatas e contra-torpedeiros.

Esta força naval de alta prontidão é uma das quatro forças da Aliança destinadas a contribuir, em permanência, para a defesa colectiva perante qualquer ameaça dirigida a um ou mais membros aliados, apoiando o esforço contínuo de dissuasão e segurança da Aliança atlântica. Realça-se neste âmbito a integração no maior exercício de sempre da NATO, o TRIDENT JUNCTURE 18, a decorrer na Noruega entre Outubro e Novembro, com a participação dos países aliados e os parceiros Finlândia e Suécia, num total de 30 países e 40.000 participantes.

Esta missão, na linha da frente da NATO, será exigente e complexa, culminando após um intenso ano de emprego e treino operacional iniciado com a certificação do navio no “Operational Sea Training (OST)”, no centro de treino da Marinha do Reino Unido, em Setembro de 2017.

O NRP Corte-Real é comandado pelo Capitão-de-fragata Valter Manuel de Bulha Almeida e tem uma guarnição composta por 27 oficiais, 48 sargentos e 124 praças, integrando este quantitativo um destacamento para operar o helicóptero orgânico Lynx Mk-95, uma equipa médica, uma equipa de fuzileiros e uma equipa de mergulhadores. (Emgfa)

29 de agosto de 2018

Tomada de Posse do Comandante do Regimento de Comandos

Realizou-se no dia 23 de Agosto, no Regimento de Comandos, na Carregueira, Belas, a cerimónia de Tomada de Posse do novo Comandante do Regimento, Coronel de Infantaria “Comando" Eduardo Manuel Vieira Pombo.

Presidida pelo Comandante da Brigada de Reacção Rápida, Brigadeiro-General Coelho Rebelo, a cerimónia teve como momentos mais significativos a entrega do Estandarte Nacional, confiado à guarda do Regimento, ao Coronel Vieira Pombo, e a assinatura do Termo de Posse, em formatura geral, na Parada Major-General Jaime Neves.

Após a realização destes actos, que simbolizam a assunção do comando pelo Coronel Vieira Pombo, o novo Comandante do Regimento de Comandos recebeu, na Sala de Honra, a apresentação de cumprimentos de uma delegação de Oficiais, Sargentos, Praças e Funcionários Civis que ali prestam serviço, e procedeu à assinatura do Livro de Honra. (Exército)

28 de agosto de 2018

Comandante do Exército Português visitou o Exército Brasileiro

No âmbito das relações bilaterais entre os dois países, o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Rovisco Duarte, realizou, no período de 19 a 26 de Agosto, uma visita de trabalho ao Exército do Brasil.

A visita englobou diversas unidades e órgãos da componente terrestre das Forças Armadas brasileiras, destacando-se o Quartel-General da Brigada de Infantaria Para quedista, no Rio de Janeiro, onde o General CEME assistiu a uma palestra e visitou o museu aeroterrestre, tendo posteriormente assistido a uma demonstração e exposição de materiais da Força Tarefa Batalhão de Infantaria Para quedista.

Ainda no âmbito da componente operacional, revestiu-se de igual relevância e significado a visita efectuada ao 6º Grupo de Mísseis e Foguetes, unidade de artilharia sediada em Formosa, que tem como missão a realização de fogos contra alvos tácticos, operacionais e estratégicos. Neste Unidade foi apresentado o programa estratégico ASTROS 2020, que tem como objectivo dotar o Exército brasileiro de capacidades de Apoio de Fogos de longo alcance e de elevada precisão e letalidade lançado a partir de viaturas.

Do programa constaram, igualmente, as visitas à Academia Militar das Agulhas Negras, localizada em Resende, Estado do Rio de Janeiro, instituição de ensino superior militar responsável pela formação dos oficiais do Quadro Permanente do Exército Brasileiro, que mantém um conjunto de protocolos e iniciativas com a Academia Militar de Portugal.

Cumprindo a agenda prevista, o General Rovisco Duarte deslocou-se ao Quartel-General do Exército Brasileiro, onde se encontrou com o Comandante do Exército Brasileiro, General de Exército Eduardo Villas Bôas. Na sequência da audiência, que decorreu de forma aberta e fraterna, foram reforçadas e traçadas algumas linhas de orientação com vista ao incremento da cooperação entre os dois exércitos, no âmbito das relações institucionais e ligação histórica entre os dois países.

Como ponto alto da sua visita, o General CEME esteve presente na Cerimónia do Dia do Soldado, que se realizou em Brasília, evento aberto ao público e presidido pelo Presidente da República do Brasil, e que reuniu autoridades civis e militares, contando com mais de 1700 militares em formatura, com equipamentos, materiais e viaturas.

Concluída a visita, ficou a certeza de que a cooperação entre os dois Exércitos, materializada através da presença continuada de militares brasileiros em Portugal e de militares portugueses no Brasil, nomeadamente através da participação em cursos de qualificação e exercícios militares, resulta numa simbiose que tem contribuído para o aumento do conhecimento mútuo e desenvolvimento de capacidade operacional, ao mesmo tempo que mantém a forte ligação que une os dois países irmãos. (Exército)