6 de dezembro de 2018

Ao fim de um intenso ciclo operacional de 3 anos foi esta semana desactivada a Força de Fuzileiros N.º 3, a primeira a completar o processo tipificado para a geração de Forças do Corpo de Fuzileiros.

De 2015 até final de 2018, de entre as inúmeras actividades em que participou, importa realçar a sua integração em duas Iniciativas Mar Aberto, a participação nos exercícios internacionais TRIDENT JUNCTURE 15 e EMERALD MOVE 16 para além de diversos exercícios nacionais.

Noutro quadro de emprego, deve ser salientado o desenvolvimento de um exercício de apoio a uma zona sinistrada na ilha do Mindelo, Cabo Verde, e o apoio à população em sede do seu emprego no âmbito da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

O seu mote “Ready, Anywhere, Anytime” traduz de forma justa o espírito dos militares da Força, em todos os momentos e de forma contínua, representando onde e sempre que necessário o Corpo de Fuzileiros, dignificando a Marinha e servindo Portugal no Mar e em Terra.

​Em aprontamento encontra-se a Força de Fuzileiros nº 2 constituída por 153 militares.(MGP)

Bandas das Forças Armadas em Concerto Solidário

(Defesa)A cidade do Porto vai receber o Concerto Solidário das Forças Armadas, no dia 17 de Dezembro de 2018, às 21h30, na Sala "Suggia" na Casa da Música, esta iniciativa contará com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

As três Bandas das Forças Armadas, Armada, Exército e Força Aérea, apresentam-se na Casa da Música para um Concerto Solidário de Natal, tendo como beneficiários a Associação dos Deficientes das Forças Armadas e a Associação dos Albergues Nocturnos do Porto.

5 de dezembro de 2018

Patrulha costeiro “Douro” parte para missão na Madeira

Até ao final de Janeiro de 2019, o NRP Douro irá assegurar a vigilância e patrulhamento marítimo, a sustentação logística das Ilhas Desertas e Selvagens e missões de busca e salvamento marítimo com vista à salvaguarda da vida humana no mar. Além das missões previstas no âmbito do dispositivo naval padrão, o NRP Douro irá ainda participar em diversas acções de divulgação das Forças Armadas, nomeadamente junto das escolas do arquipélago, com a iniciativa “Alista-te por um dia".

​A guarnição do NRP Douro é constituída por 26 militares, comandados pelo primeiro-tenente Pedro Vacas de Carvalho. (MGP)

4 de dezembro de 2018

O Dia da Arma de Artilharia em Vendas Novas

(Exército)O Exército Português comemorou hoje, dia 4 de Dezembro, em Vendas Novas, o Dia da Arma de Artilharia e respectiva Padroeira, Santa Bárbara, e o dia do Regimento de Artilharia Nº 5 (RA5).

Presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Nunes da Fonseca, e contando com as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Dr. Luís Carlos Piteira Dias, e da Presidente da Câmara de Setúbal, Dra. Maria das Dores Marques Banheiro Meira, entre outras ilustres entidades militares e civis, a Cerimónia Militar, que decorreu na Parada D. Pedro V do RA5, constituiu-se como o ponto alto de um programa comemorativo que teve o seu início no dia 21 de Novembro, no Fórum Cultural “A Praça”, em Vendas Novas, com um Painel subordinado ao tema “A IGG e a Artilharia Portuguesa”, continuando com um Concerto da Orquestra Ligeira do Exército, no dia 29 de Novembro, no Fórum Municipal “Luísa Todi”, em Setúbal.

Destaca-se, da Cerimónia Militar, a Cerimónia de Homenagem aos Mortos pela Pátria, na qual foi depositada, simbolicamente, uma coroa de flores, junto ao Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra, assim como a evocação do General Loureiro dos Santos, que o General Nunes da Fonseca recordou como um “excelso militar, ilustre artilheiro e distinto académico, que deixa a Portugal um legado inestimável. Legou-nos, em particular, um exemplo de saber, inabalável conduta ética, inexcedível dedicação às causas, postura altruísta e sã camaradagem. O Exército curva-se perante a sua memória e expressa, no seio da Artilharia, o mais profundo respeito por este ilustre cidadão militar, cuja carreira será lembrada e evocada ao longo de gerações.”

Antecedendo a demonstração temática alusiva ao “Centenário do Armistício – A Artilharia de Campanha expedicionária desde a I Grande Guerra até à actualidade”, a Cerimónia Militar terminou com a participação de 108 alunos da Escola de Campos da Misericórdia, de Vendas Novas, com idades compreendidas entre os 7 e os 10 anos, que, acompanhados pela Banda do Exército, entoaram o Hino Nacional. Esta iniciativa, que deriva de um projecto da Escola de Campos da Misericórdia, designado por "Pequenos Cidadãos", pretende promover a cultura de segurança, fomentar o civismo e a cidadania e criar uma oportunidade de integração e socialização entre a comunidade local, designadamente a comunidade escolar, o Exército, através do RA5, e a Guarda Nacional Republicana (GNR), instituições militares presentes na cidade. Nesse âmbito, os 108 alunos, no momento da entoação d'A Portuguesa, foram enquadrados pelo Cabo Manuel Maçano, responsável local pelo Programa Especial Escola Segura, da GNR, que tem vindo a apoiar o projecto.

Já no Auditório do RA5, onde decorreu a Sessão Comemorativa, procedeu-se à entrega dos prémios de 2018 da Revista de Artilharia, designadamente o de melhor artigo publicado na Revista, atribuído ao Tenente-Coronel Octávio João Marques Avelar, com o tema "Future Artillery 2018" , publicado na Revista de Julho/Setembro, e do prémio "Coronel de Artilharia Zephyrino Brandão", fundador e primeiro Presidente da Comissão de Redação, que distingue o autor que se tenha destacado pela sua colaboração e dedicação à Revista, atribuído, no presente ano, ao Tenente-Coronel Pedro Alexandre Marcelino Marquês de Sousa.

Nas palavras que dirigiu aos presentes, aludindo ao Dia da Artilharia, o CEME enfatizou o emprego de forças de Artilharia no exterior do território nacional, nomeadamente “a valiosa prestação dos militares que têm integrado a missão de apoio à formação dos artilheiros afegãos – a Branch School Advisory Team (BSAT) – reveladora de excelente preparação, treino operacional e objectividade, que orgulham o Exército”.

30 de novembro de 2018

Ministro da Defesa assiste ao Exercício Cyber Coalition da NATO

(Defesa) O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou esta quarta-feira o Centro de Ciberdefesa, no Estado-Maior-General das Forças Armadas, onde acompanhou e tomou conhecimento das actividades do exercício de ciberdefesa da NATO, que decorre de 26 a 30 de Novembro.

Cerca de 700 participantes dos países aliados, parceiros, indústria e academia, incluindo 31 elementos do Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas, testam e treinam durante esta semana a coordenação e a colaboração entre a aliança atlântica e os países, assim como os procedimentos, a partilha de informação, o processo de decisão e o conhecimento situacional.

A ciberdefesa é uma das prioridades deste governo, estando previsto um investimento de cerca de 46M€ na proposta da futura Lei de Programação Militar. A ciberdefesa deverá ser reforçada já no próximo ano com mais efectivos que garantem que Portugal esteja apto a operar no ambiente estratégico do ciberespaço.

A ciberdefesa foi reconhecida em 2016 como um domínio operacional, a par da terra, mar e ar, sendo uma das principais missões da defesa colectiva. Portugal tem vindo a desenvolver as suas competências e capacidades, sobretudo ao nível da formação, treino e qualificação, de destacar o consórcio Cyber Academia and Innovation Hub composto por membros do Estado, academia e indústria; a adesão ao Centro de Excelência NATO para a ciberdefesa cooperativa, que desenvolve doutrina e conceitos; e a Academia de Comunicações e Informações da NATO. De realçar que o Instituto da Defesa Nacional desenvolveu este ano ‘Contributos para uma Estratégia Nacional de Ciberdefesa’.

29 de novembro de 2018

Governo assinala 3 anos com a iniciativa “soldado do futuro”

(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho recebeu o Primeiro-Ministro, António Costa, esta manhã na Universidade do Minho (UM) em Braga, um dos parceiros do “Soldado do Futuro”.

Nesta iniciativa estavam expostas viaturas, fardamento, sistemas de carga, sistemas de proteção e postos de comando, os projectos das empresas parceiras que constituem os sistemas de combate do “Soldado do Futuro” que incluí equipamentos de proteção, fardamento e sistemas de carga, sistemas de comando e controlo, comunicações, computadores e informação.

Após a visita, em declarações aos jornalistas, o Ministro da Defesa sublinhou o interesse do projecto em que “aqui se vê como se pode fazer uma aliança entre as necessidades de proteção dos nossos soldados que vão muitas vezes para ambientes adversos, não permissivos e precisam de ter toda a proteção possível e desenvolve-se aqui ao longo dos últimos anos, onde tem havido um investimento para melhorar a capacidade de proteção dos nossos soldados, através de equipamentos inovadores, muito ligeiros e muito protectores e isto acontece através de uma aliança, com a investigação, o sistema nacional de investigação, e temos excelentes investigadores aqui na Universidade do Minho e outros pontos do país e uma capacidade empresarial inovadora também”.

“Portanto é um circulo virtuoso que permitirá, não só habilitar e capacitar melhor os nossos soldados, protege-los melhor que é a nossa primeira obrigação, mas permite também desenvolver novas aplicações e criar novas possibilidades de exportação e novas possibilidades de utilização destes materiais para fins civis” acrescentou o Ministro da Defesa.

João Gomes Cravinho enalteceu que “são tecnologias portuguesas pensadas para o ambiente e necessidades portuguesas num primeiro momento e pensadas para as possibilidades de internacionalização num segundo momento”.

O Ministro da Defesa referiu que “a indústria mais relacionada com a proteção” a que “nós temos aqui, não tanto as indústrias letais, são mais as de proteção”, onde “por exemplo a indústria automóvel pode beneficiar dos mecanismos das blindagens que estão a ser desenvolvidas com materiais muito leves para” as viaturas blindadas de rodas Pandur “mas que podem vir a ser utilizadas e incorporadas em automóveis normais de uso civil”.

Questionado sobre a possibilidade da utilização, por parte das Forças Armadas Portuguesas, da utilização destes equipamentos, o governante afirmou que “o 8º contingente que está no Iraque, de quem me despedi há poucas semanas, já está a utilizar este equipamento, os novos fardamentos que foram desenvolvidos primeiro no ambiente de laboratório e num segundo momento testados aqui pelos nossos Comandos e Para-quedistas, enfim, forças com maior grau de exigência e agora, terceiro e último momento do teste, na prática, no terreno, no Iraque”.

Após esta visita no Campus de Gualtar da UM, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Defesa Nacional dirigiram-se para a Reitoria da universidade, no centro da cidade, outra das iniciativas destes três anos da Legislatura, para uma sessão de perguntas ao Primeiro-Ministro onde estiveram presentes outros membros do Governo.

Sobre o “Soldado do Futuro”

“Sistemas de Combate do Soldado” é um dos sete projectos estruturantes da proposta de Lei de Programação Militar aprovada esta quinta-feira, 22 de Novembro, em Conselho de Ministros.

A Defesa Nacional, o Exército, a Academia e a Indústria nacional uniram-se para melhorar a proteção dos soldados e a eficácia da sua missão, o que vai ao encontro da aposta no factor humano como directriz política de defesa nacional. O fardamento e o equipamento de proteção individual, produzidos exclusivamente por empresas nacionais, já estão a ser utilizados no Iraque pelo 8º contingente, que partiu a 5 de Novembro. Estes equipamentos iniciarão a fase de produção em larga escala em 2019, sendo estimada a sua distribuição em 2020.

Este projecto visa dotar o soldado português de equipamentos de alta tecnologia, que faz com que esteja nos mais altos patamares do desenvolvimento tecnológico na área, em termos de segurança e conforto, para que possa atingir os melhores desempenhos, mesmo em condições extremas, apelidado de “soldado do futuro” devido ao patamar elevado de tecnologia que atingem os equipamentos utilizados.

Trata-se de um projecto que conjuga a experiência operacional do Exército, o conhecimento científico e a tecnologia portuguesa, potenciando a economia e o emprego qualificado.

Este projecto de Sistemas de Combate do Soldado abrange ainda equipamentos de comando e controlo, comunicações, computadores e informações, sensores e auxiliares de pontaria.

As parcerias de empresas, academias que contribuem para esta evolução nos sistemas e nos equipamentos constituem-se como grupos tecnológicos e destacamos o CITEVE, que é um Centro Tecnológico, organização privada sem fins lucrativos, sediado em Vila Nova de Famalicão e com delegações comerciais em vários países e que disponibiliza as empresas do Sector Têxtil e do Vestuário, principalmente PME (90%), um portefólio de serviços que inclui ensaios laboratoriais, certificação de produtos, consultoria técnica e tecnológica, I&D+inovação, formação, moda e design.

O AuxDefense é um projecto financiado pelo Ministério da Defesa Nacional que tem como objectivo o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual avançados com elevada resistência ao impacto, corte e perfuração e de componentes de equipamentos militares (compósitos) com excelente resistência ao impacto.

Deste projecto resultou a criação de produtos inovadores, incluindo coletes e capacetes balísticos e fardamento de combate como joelheiras e cotoveleiras, recorrendo a estruturas com comportamento auxético.

A Critical Software é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções de software e serviços de engenharia de informação para o suporte de sistemas críticos orientados à segurança, à missão e ao negócio de empresas.

Em 15 de Setembro de 2014, o Exército Português e a Critical Software constituíram um consórcio com a Marinha, a Autoridade Marítima e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento – Lisboa, para apresentação de uma candidatura à Call I&D da Defesa – 2014 com o projecto “Produto de Conhecimento Situacional para baixos escalões, Tecnologia de duplo uso TRL 8”. Em 12 de Outubro de 2015, foi assinado o protocolo entre o consórcio do projecto BMS - Battlefield Management System & EMM – Emergency Mobile Mesh e o Ministério da Defesa Nacional, com um horizonte temporal de desenvolvimento até 2018.

28 de novembro de 2018

JAGUARES CELEBRAM 50.º ANIVERSÁRIO

(FAP)Os Jaguares comemoraram, no dia 25 de Novembro, o seu 50.º aniversário, na Base Aérea N.º 5, em Monte Real.

Este momento foi assinalado com a inauguração da nova pintura da cauda de uma aeronave F-16, da Esquadra 301 – “Jaguares”, por sua excelência, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Texeira Rolo.

Fragata Corte-Real cumpre mais uma missão da NATO

(MGP)A missão atribuída ao NRP Corte-Real decorreu no quadro de um conjunto de medidas de tranquilização designadas por Assurance Measures, destinadas a demonstrar a coesão da NATO e o seu compromisso com a defesa colectiva face a qualquer possível ameaça.

Ao longo dos 3 meses de missão o navio esteve em operações no Mar Báltico e no Mar do Norte e participou num intenso programa de treino que incluiu: Guerra submarina, aérea e de superfície, Tiro de artilharia, manobras de reabastecimento e abordagem. Destaca-se a participação ao largo da Noruega no maior exercício da NATO de todos os tempos - Trident Juncture 18 – que envolveu 50 mil participantes de 31 países, 65 navios e 250 aeronaves, onde foi atribuída ao navio português a função de Force Anti-surface Warfare Commander (FASUWC), comandante de guerra de superfície.

Durante este exercício realça-se ainda a visita do Secretario Geral da NATO, Jens Stoltenberg, e a passagem do Círculo Polar Ártico, momento raro para um navio da nossa Marinha.

Os períodos de permanência nos portos revestiram-se também de grande importância, pela possibilidade de receber a bordo as comunidades portuguesas na diáspora. Foram visitados nove países, tendo o navio português atracado nos portos de Turku, Tallinn, Gdynia, Frederikshavn, Cherbourg, Den Helder, Trondheim, Dundee, Oslo e Karlskrona. De destacar ainda a participação nas cerimónias dos 100 anos do armistício em Dundee e a recepção a bordo do Corpo Diplomático Nacional.

A participação do navio contou com um helicóptero Lynx MK95 e uma equipa de abordagem de Fuzileiros num efectivo total de 200 militares.

Forças Armadas participam no maior exercício de ciberdefesa da NATO

(Emgfa)As Forças Armadas portuguesas estão a participar desde ontem, dia 26 de Novembro, no “Cyber Coalition”, o maior exercício de ciberdefesa da NATO que conta com cerca de 700 participantes de 28 países membros da Aliança, União Europeia e parceiros.

Este exercício, dirigido a partir do “NATO Cyber Range”, em Tartu, na Estónia, tem como principal objectivo treinar as equipas de ciberdefesa das Nações aliadas e parceiras, na prevenção e reacção a ataques cibernéticos contra sistemas nacionais e NATO.

As Forças Armadas portuguesas participam neste exercício através do Centro de Ciberdefesa do Estado-Maior-General das Forças Armadas, no conceito de equipa de geometria variável, activando uma equipa conjunta com elementos deste Centro, dos três ramos das Forças Armadas e do Ministério da Defesa Nacional, assim como o Centro Nacional de Cibersegurança, que serve de ponto de contacto para jogar os incidentes que têm repercussão fora das Forças Armadas, num total nacional de 31 elementos.

O “Cyber Coalition” é o principal exercício NATO de ciberdefesa e realiza-se desde 2008, contando com a participação das Forças Armadas portuguesas desde 2011 e, directamente do Centro de Ciberdefesa do Estado-Maior-General das Forças Armadas, desde 2015.

O “Cyber Coalition" 2018 termina no próximo dia 30 de Novembro.

Exército participa no maior Exercício da Aliança Atlântica desde o final da Guerra Fria

(Exército)Satisfazendo os compromissos internacionais assumidos por Portugal, o Exército Português participou no Exercício “Brilliant Jump II e Trident Juncture I" (TRJE), que decorreu entre os dias 25 de Outubro e 8 de Novembro, na região da Escandinávia.

Planeado pelo Allied Joint Force Command Nápoles, um Comando Militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (North Atlantic Treaty Organization - NATO), o TRJE, considerado o maior exercício da Aliança Atlântica desde o final da Guerra Fria, teve como objectivo principal projectar as forças da NATO em climas frios, num treino conjunto e combinado entre as suas Forças de Reacção (NATO Response Force - NRF).

Com uma Área de Operações que abrangeu a Noruega, a Suécia, a Finlândia e a Islândia, o TRJE contou com a participação de 51.000 militares, de 31 nacionalidades diferentes, oriundos dos países membros da NATO e de países amigos.

Composto por várias fases, das quais se destacam os exercícios de Postos de Comando (Command Post Exercise - CPX), os exercícios de Fogos Reais (Live Fire Exercise - LFX), as manobras do exercício de Campo de Treino (Field Trainning Exercise - FTX), que causaram o maior impacto e suscitaram o maior interesse do público em geral, este Exercício, para além dos recursos humanos envolvidos, contabilizou a participação de 65 navios, cerca de 250 aeronaves e mais de 10.000 viaturas.

O Exército Português, cuja presença no Exercício foi materializada através de 8 militares, dos quais 7 oriundos do Regimento de Cavalaria nº3 (RC3), de Estremoz, e 1 proveniente do Regimento de Infantaria nº 1, sediado em Beja, integrados na Enhanced NATO Response Force VJTF (L) 18 Brigade, participou activamente em duas células distintas. Uma célula, constituída por 4 militares, incorporou o G2 Branch da Brigada ARIETE Italiana, que foi projectada para a região de Lesja, na Noruega. A outra célula, do Esquadrão de Reconhecimento, composta por 4 militares, que se encontra em Very High Readiness para a NRF 2018, incorporou o Batalhão ISTAR (Intelligence, Surveillance, Target Aquisition and Reconnaissanse) espanhol, da Brigada Ariete, projetados para a região de Otta, na Noruega.

Estes militares portugueses, que integraram o Estado-Maior da Brigada ARIETE, desempenharam as suas funções na área das Informações, tendo o Esquadrão de Reconhecimento efectuado, para além das missões de reconhecimento, acções de segurança nas cidades de Oppdal, Engan e Kongsvold, e realizado um cross training, com os elementos de patrulhas de montanha e de patrulhas de longo raio de acção do contingente espanhol.

Neste Exercício, de enorme dimensão e visibilidade internacionais e onde foi realçada a importância da área das informações enquanto área do conhecimento, ficou patente, uma vez mais, o profissionalismo e as capacidades dos militares do Exército Português, bem como a sua experiência adquirida nas missões que, sob a égide da NATO, têm cumprido com um reconhecido e exemplar desempenho e humanismo.

Exército participou no Exercício Scorpions Fury 18 na Roménia

(Exército)O Exército Português, através do 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Rodas (2BIMecRodas) da Brigada de Intervenção, participou no Exercício Scorpions Fury 18, que decorreu no Joint National Training Centre, em Cincu, Roménia, no período de 26 de Outubro a 17 de novembro.

Tendo como finalidade certificar a capacidade da South-East Multinational Brigade (MNBde-SE) no planeamento e execução de uma operação no âmbito do Artigo 5° (defesa colectiva), este Exercício da Organização do Tratado do Atlântico Norte (North Atlantic Treaty Organization - NATO), em que estiveram presentes cerca de 1800 militares, oriundos da Bulgária, Canadá, Espanha, Hungria, Itália, Polónia, Portugal e Roménia, decorreu nas modalidades de Exercício Assistido por Computador (Computer-Assisted Exercise - CAX), do Exercício de Campo de Treino (Field Training Exercise - FTX) e Exercício de Fogos Reais (Live-Fire Exercise - LFX).

A criação da MNBde-SE constitui uma das medidas da NATO no sentido de aumentar a presença de forças no flanco leste da Aliança e na região do Mar Negro, como resposta a um aumento da insegurança neste sector. Esta Brigada realiza treino, exercício e operações que contribuem para a defesa colectiva da Aliança, território e população

A participação do Exército Português no Scorpions Fury 18 foi materializada através do contributo de 10 militares do Comando e Estado-Maior do 2BIMecRodas, que se encontra afiliado à South-East Multinational Brigade (MNBde-SE), para os exercícios das modalidades CPX e FTX, e uma Companhia de Atiradores, com um efectivo de 96 militares do mesmo Batalhão, para os exercícios das modalidades FTX e LFX.

24 de novembro de 2018

Portugal já tem o primeiro centro militar certificado de emergência em combate

(MGP)A Marinha tem desde hoje o primeiro centro militar em Portugal credenciado como centro de Formação em Tactical Combat Casualty Care. Esta formação, reconhecida internacionalmente, é um requisito fundamental indicado pela NATO para todos os operacionais, colocados nos Teatros de Operações.

​​​​​​​A cerimónia de certificação realizou-se hoje, na Escola de Tecnologias Navais, e contou com a presença de várias entidades, nomeadamente do inspector da NATO Alan O’Brien que certificou o curso e o centro.

Neste centro, os 12 instrutores que estão agora a ser formados como instrutores NATO, são médicos navais, enfermeiros militares, fuzileiros do Destacamento de Acções Especiais e mergulhadores sapadores.

​Os formandos são 20, sendo 16 da Marinha, 2 comandos do Exército e 2 militares da Força Aérea.

As técnicas ensinadas neste curso, salvam vidas, através de procedimentos de suporte básico de vida que têm que ser aplicados mesmo em situação de combate.

20 de novembro de 2018

Ministro da Defesa visita sede da NATO

(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou esta manhã a sede da NATO, a Delegação Portuguesa e encontrou-se com o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, com o Sul, a relação UE-NATO e o Atlântico na agenda.

João Gomes Cravinho destacou a importância que o Atlântico está a ganhar novamente, a posição única estratégica de Portugal, e as razões históricas, políticas e culturais que fazem com que Portugal se veja no centro do espaço euro-Atlântico. Reafirmou o compromisso com a Aliança Atlântica e passou em revista o reforço de capacidades previsto.

Jens Stoltenberg elogiou o contributo diversificado de Portugal em missões internacionais, o compromisso político português, as capacidades e ainda o papel que Portugal pode desempenhar na cooperação UE-NATO e no reforço da relação transatlântica.

Navio patrulha oceânico Sines abre ao público em Sines

(MGP)O mais recente navio da Marinha, o NRP Sines, irá visitar pela primeira vez a cidade que lhe dá nome de 23 a 25 de Novembro.

O Município de Sines, fundado em 1362 pelo Rei D. Pedro I, comemora 656 anos no dia 24 de Novembro e o navio patrulha oceânico Sines marcará presença e estará aberto ao público para visitas no porto de serviços do Porto de Sines nos seguintes dias e horários:

- 24 Novembro, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00;

- 25 Novembro, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00.

O NRP Sines foi aumentado ao efectivo dos navios da Marinha no dia 6 de ju​​​lho deste ano, é o terceiro navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal.

O navio é comandado pela capitão-tenente Mónica Martins e tem uma guarnição de 44 elementos.

19 de novembro de 2018

In Memorian - GENERAL JOSÉ ALBERTO LOUREIRO DOS SANTOS

(Exército)Pela lei da vida e da morte, deixou-nos, em 17 de Novembro de 2018, o General José Alberto Loureiro dos Santos, a quem o Exército, neste momento de despedida, presta uma muito sentida homenagem ao militar, ao chefe e ao académico, consubstanciada numa invulgar carreira de sucesso.

Natural de Vilela do Douro, freguesia de Paços, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, José Alberto Loureiro dos Santos ingressou, em 1953, na Escola do Exército, actual Academia Militar, onde concluiu o Curso de Ciências Militares - Arma de Artilharia.

Desenvolveu uma extensa e brilhante carreira militar, no país e em África, reconhecida através de inúmeros louvores e condecorações, concedidos por entidades nacionais e estrangeiras. No seu currículo militar constam duas comissões em África, nomeadamente em Angola, de 1962 a 1965, e em Cabo Verde, de 1972 a 1974, bem como o desempenho dos mais relevantes cargos militares: Encarregado do Governo e Comandante-Chefe de Cabo Verde, Director do Instituto de Altos Estudos Militares, Comandante-Chefe das Forças Armadas na Madeira, Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (Vice-CEMGFA) e Chefe do Estado-Maior do Exército.

Homem de superior inteligência e profundas convicções, foi sempre um defensor e um impulsionador dos valores democráticos, tendo-se empenhado de forma muito activa no caminho traçado por Portugal no decurso do século XX. A sua postura interventiva conduziu-o, naturalmente, ao desempenho de importantes cargos públicos: Secretário Permanente do Conselho da Revolução e Membro do Conselho da Revolução, por inerência das funções de Vice-CEMGFA, e Ministro da Defesa Nacional nos IV e V Governos Constitucionais.

Com dedicada e abnegada postura profissional e cívica, empenhou-se igualmente no estudo da História Militar, da Estratégia, dos assuntos de Segurança e Defesa, das Relações Internacionais, a par da frequência dos cursos inerentes à sua carreira militar, dos quais se destacam o Curso de Estado-Maior e o Curso de Comando e Estado-Maior do Exército Brasileiro, o qual lhe conferiu o doutoramento em Ciências Militares.

A sua sólida formação e grande cultura, aliadas a uma invulgar capacidade de trabalho, possibilitaram-lhe desenvolver um vasto trabalho de investigação e uma intensa actividade académica, nomeadamente como Professor no Instituto de Altos Estudos Militares, no Instituto de Defesa Nacional e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. De igual modo, tornou-se sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa, membro do Conselho Científico do Centro de Investigação de Segurança e Defesa do Instituto de Estudos Superiores Militares, membro do Conselho de Honra do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e membro cooptado do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, membro fundador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Presidente da Assembleia Geral do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo e Membro do Grupo de Reflexão Estratégica do Ministério da Defesa Nacional.

Fruto dos seus profundíssimos conhecimentos das matérias de segurança e defesa, alicerçados na sua vasta e distinta experiência profissional, foi chamado a proferir inúmeras conferências, tendo ainda colaborado com vários órgãos de comunicação social, comentando e escrevendo artigos de inquestionável oportunidade e manifesta pertinência.

Teve ainda disponibilidade e energia para produzir extensa obra escrita a participar na elaboração de várias obras colectivas. Da sua autoria destacam-se os livros Apontamentos de História para Militares (1979), Forças Armadas, Defesa Nacional e Poder Político (1980), Incursões no Domínio da Estratégia (1983), Abordagem Estratégica da Guerra da Independência (1986), Como Defender Portugal (1991), Reflexões sobre Estratégia, Temas de Segurança e Defesa (2000), Segurança e Defesa na Viragem do Milénio, Reflexões sobre Estratégia II (2001), Ceuta 1415 - A Conquista (2002), A Idade Imperial, Reflexões sobre Estratégia III (2003), E Depois do Iraque? (2003), Convulsões - Ano III da Guerra ao Terrorismo, Reflexões sobre Estratégia IV (2004), O Império Debaixo de Fogo - ofensiva contra a Ordem Internacional Unipolar; Reflexões sobre Estratégia V (2006), A Ameaça Global - O Império em Cheque - A Guerra do Iraque em Crónicas (2008), As Guerras que já estão aí e as que nos esperam, se os políticos não mudarem, Reflexões sobre Estratégia VI (2009), História Concisa de Como se Faz a Guerra (2010), Forças Armadas em Portugal (2012) e Tempo de Crise - Reflexões sobre Estratégia VII (2014).

O General Loureiro dos Santos dedicou a sua vida à Família, ao Exército e à valorização cultural e cívica dos Portugueses, militares e civis. Com elevada disponibilidade e notória generosidade pessoal, dedicou-se intensamente à Pátria, de que foi um cidadão exemplar e de inexcedível disponibilidade em acções que se reputam de elevado mérito literário, científico e artístico.

Cumpre-nos preservar dinamicamente a memória do General Loureiro dos Santos e prestar-lhe singelo e humilde tributo - à sua imagem - reiterando o enorme respeito pela sua dedicação, sagacidade, capacidade de liderança, pragmatismo, empatia e camaradagem. Por tudo o que foi, e por tudo o que realizou, guindou-se ao estatuto de personalidade exemplar da nossa História, sendo credor do mais profundo reconhecimento, pelos extraordinários e distintíssimos serviços que prestou ao Exército, aos Portugueses e a Portugal.

Até sempre, meu General!


Lisboa, 19 de Novembro de 2018


O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

JOSÉ NUNES DA FONSECA

GENERAL

17 de novembro de 2018

Morreu o General José Alberto Loureiro dos Santos

(Defesa)É com profundo pesar que o Ministro da Defesa Nacional lamenta o falecimento do antigo Ministro da Defesa Nacional e antigo Chefe do Estado-Maior do Exército. O General Loureiro dos Santos era uma referência incontornável para as Forças Armadas e para a sociedade portuguesa, que transcende o Exército e é um nome que, pelo seu reconhecimento, perdura nas nossas memórias. Era um líder com um grande sentido de dever, de lealdade, e de disciplina, uma referência intelectual inspiradora de uma dimensão que vai além do Exército.

Demonstração de voo dos Sistemas Aéreos Não Tripulados adquiridos pelo Exército

(Exército)No âmbito do projecto de Sistemas Aéreos não Tripulados (Unmanned Aerial Systems - UAS), inscrito na Lei de Programação Militar de 2015, o Exército Português, em coordenação com a Agência de Apoio e Aquisição da NATO (NATO Support and Procurement Agency - NSPA), realizou, no dia 30 de Outubro, no Regimento de Artilharia Nº5 (RA5), em Vendas Novas, uma demonstração de voo de uma Mini Aeronave Não Tripulada RAVEN B Digital Data-Link (DDL),

Resultante do contrato adjudicado pela NSPA à empresa AeroVironment, sediada nos Estados Unidos da América, em 20 de Agosto deste ano, para o fornecimento de 12 sistemas Raven B DDL ao Exército Português, a demonstração de voo deste sistema contou com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Campos Serafino, do Comandante da Logística, Tenente-General Cóias Ferreira, do Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Guerra Pereira, do Director Coordenador do EME, Major-General Nunes Henriques, e do Comandante da Brigada de Intervenção, Brigadeiro-General Xavier de Sousa, entre outras entidades militares.

Inserido na capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento Terrestre (ISTAR) do Exército e do Sistema de Forças Nacional (SFN), o projecto dos UAS é considerado como estruturante para o Exército, porquanto materializa a obtenção de um sistema especialmente vocacionado para a condução de missões de reconhecimento, vigilância e aquisição de objectivos, em todo o espectro das operações militares, sendo de destacar as suas valências duais, que permitem a realização de missões no âmbito do apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, seja na vigilância contra incêndios florestais ou noutro tipo de operações relacionadas com o Apoio Militar de Emergência, reforçando, por esta via, a capacidade de duplo uso do Exército Português

Os 12 sistemas Raven B DDL, cada um composto por 3 aeronaves não tripuladas (Unmanned Aerial Vehicle – UAV), 1 estação de controlo terrestre e 3 tipos de câmaras, com diversos sistemas de obtenção de imagens real-time color e infrared, serão entregues ao Exército em duas fases, 8 em Março de 2019 e os restantes 4 até Janeiro de 2021, e são destinados a equipar a Companhia de Sistemas de Vigilância do Agrupamento ISTAR. Estes sistemas serão operados por equipas especializadas e empregues no apoio das unidades em operações, constituindo uma importante contribuição para a modernização desta capacidade em particular e do Exército em geral.

16 de novembro de 2018

Ministro da Defesa Nacional visita o Exército

(Exército)O Exército Português recebeu hoje, 16 de Novembro, no Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), a visita do Ministro da Defesa Nacional (MDN), Professor Doutor João Gomes Cravinho.

Acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Nunes da Fonseca, entre outras entidades militares e civis, o MDN realizou a sua primeira visita oficial ao Exército neste Campo Militar, único em Portugal, que aloja a Brigada com as forças pesadas do Exército e que, na região, se constitui como uma comunidade militar integral que contribui para a mitigação dos efeitos da desertificação.

Após a apresentação de cumprimentos do Conselho Superior do Exército, na Sala de Honra do Quartel-General da Brigada Mecanizada, o MDN assistiu ao brífingue do Exército, apresentado pelo CEME no Auditório da Brigada, que abordou as diversas intervenções do Exército, em contexto nacional e internacional, e expôs as várias prioridades de actuação, nomeadamente algumas medidas de recrutamento e retenção de militares em regime de contrato e de voluntariado, reequipamento, qualificação e certificação dos recursos humanos, bem como a modernização e interoperabilidade do Exército. Em jeito de resumo, o General Nunes da Fonseca designou o Exército como um produtor de segurança e “uma força estruturante que persiste e prossegue, com a missão de honrar os portugueses e Portugal."

Em consonância com o brífingue apresentado, o Professor Doutor João Gomes Cravinho admitiu que “o Exército está num bom caminho. O trabalho desenvolvido pelas Forças Armadas, neste caso em particular pelo Exercito, favorece a segurança de Portugal e é, hoje, um contributo importante para a segurança internacional, merecedor de orgulho por parte de todos os portugueses."

Acompanhado pelo CEME e pela Estrutura Superior do Exército, entre outras entidades militares e civis, o MDN deslocou-se para o Campo de Tiro A7, no Delta D. Pedro, onde assistiu a uma demonstração de capacidades e meios, através da exibição de um exercício táctico, em cenário fictício, com fogos reais. A demonstração, estruturada segundo as três tipologias de Forças, designadamente, Ligeiras da Brigada de Reacção Rápida, Médias da Brigada de Intervenção e Pesadas da Brigada Mecanizada, deu ênfase às características particulares de cada Força, com sistemas de armas específicos que lhes permite responder adequadamente aos desafios e adversidades vividos nos diversos Teatros de Operações, e que, em conjunto, consubstanciam o elemento dissuasor e garante da capacidade de defesa terrestre nacional.

Concluída a demonstração, o Professor Doutor João Gomes Cravinho dirigiu umas palavras de agradecimento a todos os militares do Exército Português pelo trabalho que realizam diariamente, bem como de reconhecimento pela prontidão e cumprimento nas missões onde estão envolvidos, honrando o país. “Saliento as Forças Nacionais Destacadas, que muitas vezes são preparadas aqui, no Campo Militar de Santa Margarida. Um muito obrigado a todos!", concluiu o MDN.

A encerrar o programa da sua primeira visita oficial ao Exército, o Professor Doutor João Gomes Cravinho efectuou uma passagem pelas instalações da Brigada Mecanizada, e assinou, pela primeira vez enquanto Ministro com a tutela da defesa, o Livro de Honra do Exército Português.

Exército prestou homenagem ao “Soldado Milhões”

​(Exército)O Exército Português, através da Direcção de História e Cultura Militar, em conjunto com a Câmara Municipal de Murça, comemorou, no dia 11 de Novembro, em Valongo, concelho de Murça, o Centenário do Armistício da Grande Guerra, prestando homenagem ao “Soldado Milhões".

Aníbal Augusto Milhais, mais conhecido por “Soldado Milhões", nasceu em Valongo, concelho de Murça, em 9 de Julho de 1895, tendo sido incorporado no Exército em 13 de maio de 1916, no Regimento de Infantaria Nº 30, e transferido, a 1 de Junho de 1916, por ordem do comandante da Sexta Divisão do Exército, para o Regimento de Infantaria Nº 19, concluindo a instrução de recruta a 29 de Agosto do mesmo ano. Integrado no 2º Depósito do Corpo Expedicionário Português, embarcou para França a 23 de maio de 1917, onde chegou a 31 do mesmo mês. Fez parte da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, ficando colocado no Batalhão de Infantaria 15. Regressou de França a 2 de Fevereiro de 1919.

Pela coragem demonstrada no campo de batalha da Flandres, foi condecorado com a mais alta distinção nacional, a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

A 5 de Julho de 1924, em sua honra, o parlamento português alterou o nome da povoação de Valongo, sua aldeia natal, para Valongo de Milhais. Aníbal Augusto Milhais faleceu a 5 de Junho de 1970.

As comemorações, presididas pelo Ajudante-General do Exército, Tenente-General Fonseca e Sousa, em representação do Chefe do Estado-Maior do Exército, tiveram lugar no Cemitério de Valongo de Milhais, onde foi descerrada uma lápide de homenagem do Exército ao herói nacional, seguida da celebração de uma missa na igreja da mesma localidade. Já na Vila de Murça, na Praceta Soldado Milhões, decorreu uma cerimónia de homenagem aos combatentes mortos na Grande Guerra, contando com a presença de uma força militar do Regimento de Infantaria Nº 19, do seu Capelão e da Fanfarra do Exército, tendo sido depositadas duas coroas de flores junto ao busto do Soldado Milhões.

A culminar o programa comemorativo, foi realizada, no Auditório Municipal (Centro de Cultura de Murça), uma evocação histórica, materializada através de uma palestra proferida pelo Tenente-Coronel Pedro Alexandre Marcelino Marquês de Sousa, subordinada ao tema “O Soldado Aníbal Milhais e a Divisão Portuguesa na Batalha do Lys".

Fuzileiros no maior exercício anfíbio espanhol

Uma Força de Fuzileiros da Marinha portuguesa, composta por 75 militares embarcados no navio de assalto anfíbio e porta-helicópteros da Armada Espanhola SPS LHD Juan Carlos I, está a participar no exercício anfíbio GRUFLEX-18, organizado pela Armada espanhola.

No "GRUFLEX-18" é simulada uma situação de resposta a crises e operações de ajuda humanitária. Neste contexto, realiza-se a projecção do mar para a terra de forças militares de natureza anfíbia e operações expedicionárias desenvolvida na costa, na qual participam mais de 3.000 militares, 8 navios, 1 submarino, 25 aeronaves e mais de 150 veículos, provenientes da Espanha, Estados Unidos da América, Itália e Portugal.

O exercício realiza-se numa primeira fase em águas das ilhas Canárias, nos Campos Militares de Treino de La Isleta e de Pájara e, numa segunda fase, no Golfo de Cádis, terminando com a projecção da força de desembarque para o Campo Militar de la Sierra del Retin, no dia 23 de Novembro.

A Força portuguesa de Fuzileiros integra o “Primer Batallón de Desembarco (BDE-I)”, da Armada espanhola.

No trânsito para as Ilhas Canárias, a bordo do SPS LHD Juan Carlos I, os Fuzileiros realizaram a preparação para a condução das operações em terra, realizando treinos de armamento, comunicações e socorrismo em combate.

Na Gran Canária, deslocaram-se para o campo de manobras e tiro de “la Isleta” para conduzirem acções de tiro com armamento individual e colectivo e treino de operações militares em áreas urbanas. (Emgfa)

15 de novembro de 2018

Dia Nacional do Mar celebrado com visitas gratuitas

O Dia Nacional do Mar assinala-se esta sexta-feira, dia 16 de Novembro. Para comemorar a data, a Marinha abre ao público, de forma gratuita, na sexta, sábado e domingo o Museu de Marinha, o Aquário Vasco da Gama, o Planetário Calouste Gulbenkian e a Fragata D. Fernando II e Glória.(MGP)

12 de novembro de 2018

Ministro da Defesa Nacional visita a Marinha

O Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, acompanhado da Secretária de Estado da Defesa Nacional, Professora Doutora Ana Santos Pinto, visita a Marinha na próxima quarta-feira, 14 de Novembro.

​​​​​Durante a visita, que terá lugar na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, o Ministro terá oportunidade de se inteirar da actual realidade da Marinha, com especial enfoque nas missões desempenhadas e nas valências deste ramo das Forças Armadas.

Está previsto decorrer durante a visita uma revista naval aos navios presentes na Base Naval, apresentação da Marinha, exposição de meios e visita à fragata D. Francisco de Almeida. (MGP)

F-16 ASSISTEM DOIS AVIÕES EM EMERGÊNCIA

(FAP)A parelha de F-16 da Força Aérea, em alerta permanente na Base Aérea N.º 5, em Monte Real, efectuou, no espaço de 24 horas, o acompanhamento de duas aeronaves civis em situação de emergência.

Na primeira emergência, que aconteceu na tarde de domingo (11 de Novembro), uma aeronave Embraer EJ 190LR reportou perda total dos controlos da aeronave após ter descolado de Alverca, tendo sido activada uma parelha de F-16 que a auxiliou a aterrar em segurança na Base Aérea N.º 11, em Beja.

Já durante a manhã do dia 12 de Novembro, um Boeing 737 da companhia aérea holandesa Transavia, que transportava 149 passageiros a bordo, comunicou problemas de pressurização ao descolar do Funchal (ilha da Madeira), tendo divergido da sua rota e sido acompanhado pelos caças da Força Aérea até aterrar em segurança no Aeroporto de Faro, pelas 12H51.

No decurso destas ocorrências, a Força Aérea activou ainda todo o seu sistema primário de Busca e Salvamento.

USS Truman, o porta-aviões colossal a que o Tejo fez frente

(Sábado)Por estranho que pareça, quando se entra dentro do porta-aviões dos EUA USS Truman cheira a frutos secos. Surge numa parede: "A day in deck is a good day in the Navy" - ou um dia no convés é um bom dia na Marinha. Porém, as centenas de tripulantes que hoje aguardavam que as ondas no Tejo acalmassem para poder apanhar um barco até Lisboa não estavam a viver um bom momento. Pertencem à tripulação de mais de cinco mil pessoas do USS Truman. Encontram-se em missão há sete meses; e o mau tempo que os acompanha desde a costa da Islândia fê-los esperar horas até poderem pisar terra.

Desde as 9 horas que o USS Truman estava em Lisboa. A SÁBADO deixou a doca de Pedrouços às 10h42. O zelo da Polícia Marítima e a chuva fizeram com que se mantivesse na lancha durante uma hora no meio do rio, aos solavancos – um teste demasiado duro para o estômago de um dos passageiros.

Seis lances de escadas separam a entrada no USS Truman, que entrou ao serviço em 1998, do hangar onde se estacionam as aeronaves. Este navio de guerra norte-americano consegue transportar mais de 70: mas o que se destaca são os caças F18. "São os canivetes suíços da aviação", explica-nos o coronel Ken Froberg, responsável do departamento aéreo, por estes se adaptarem a qualquer situação. Outro pormenor que se destaca são os call signs (alcunhas) inscritos na chapa, que pertencem aos pilotos, aos operadores e até aos encarregados da manutenção. "É uma óptima forma de manter o trabalho de equipa. As pessoas ficam orgulhosas por lá terem o nome." Então, quem será Huggy Bear (urso dos abraços), o Sadness (tristeza), a The Body (o corpo) ou o Dudeboat (barco do gajo)?

Não os descobrimos, mas encontrámos Brewski na ponte de comando, ou melhor, o comandante Kent Smith – que muito se orgulha do seu call name. No meio de uma sala repleta de tecnologia de ponta, explica-nos para que serve um simples sino dourado. "É para darmos avisos, como quando o Almirante sai do navio para começar a festa", brinca. Na ponte, trabalham oito pessoas. No USS Truman, tudo é gerido através de turnos, cada um com quatro horas. "Se fossem mais longos, os tripulantes ficariam exaustos com todas as tarefas que têm a bordo", garante. E como se passa o tempo livre em alto mar? Nos ginásios espalhados por todo o navio, com os filmes transmitidos através de um canal ou com os computadores que permitem contactar a família a quilómetros de distância. "Cada pessoa também tem a sua cama. E para arrumar as coisas só tem um espaço por baixo do colchão, mas resulta." Não há dinheiro no USS Truman: até as compras no supermercado a bordo são todas feitas com cartão.

O porta-aviões da Marinha norte-americana ficará ancorado no rio Tejo quatro dias, e no domingo, dia 11, acolherá uma festa para assinalar o armistício da I Guerra Mundial. O seu comandante, Nicholas Dienna, destaca que é a primeira vez que o USS Truman, assim chamado para homenagear o 33.º presidente dos EUA, está em Lisboa. O Tejo está difícil, mas Dienna destaca as capacidades do seu navio: "O porta-aviões tem a responsabilidade de operar em qualquer sítio e em qualquer altura. Todos os dias são um desafio e uma oportunidade." Em Maio, o Truman passou pela Síria, envolvido numa operação de combate aos avanços do grupo terrorista Estado Islâmico.

A despedida tardou porque o Tejo partiu uma das cordas que a Marinha portuguesa usara, para tentar aproximar um ferry do USS Truman. A SÁBADO teve que se ir embora de novo numa pequena lancha, contrastante com o navio de guerra com cerca de 20 andares de altura. No USS Truman, ficaram os tripulantes, ainda à espera numa longa fila com a bagagem, para descobrirem Lisboa. Terá o rio deixado?

Militares do Exército Português condecorados no Mali

(Exército)Realizaram-se nos dias 10 de Setembro e 27 de Outubro, no Campo de Treino de Koulikoro e no Quartel-General da Missão de Treino da União Europeia (European Union Training Mission - EUTM), em Bamako, no Mali, respectivamente, a cerimónia de imposição de condecorações aos militares do Exército Português que integram aquela missão e que, brevemente, concluem a sua presença naquele Teatro de Operações.

Iniciada em 2013, a EUTM-Mali materializa um pedido do Governo do Mali no sentido de estabelecer uma paz duradoura, essencial para a estabilidade a longo prazo na Região Sahel, em particular, e, de forma mais ampla, para os continentes de África e da Europa. Neste sentido, foi acordado pelos Estados-Membros da União Europeia desenvolver uma missão de treino e aconselhamento das Forças Armadas do Mali (FAMa), com a finalidade de contribuir para a restauração da sua capacidade militar e na perspectiva de uma preparação das FAMa para a condução de operações militares, destinadas a restabelecer a integridade territorial do Mali e reduzir a ameaça que os grupos terroristas representam, sendo a participação do Exército Português, nesta missão, enquadrada nos compromissos internacionais assumidos por Portugal.

Presidida pelo Comandante da EUTM, General Enrique Millán Martínez, a cerimónia reuniu os militares dos vários contingentes que integram esta missão no decorrer do 2º Semestre de 2018, dos quais se destacam o Tenente-Coronel Fernando Grilo, o Major Hugo Baptista, o Tenente Rafael Almeida e o Sargento-Chefe Eurico Rebelo, que foram condecorados com a Medalha do Serviço Europeu de Política Comum de Segurança e Defesa.

A Medalha do Serviço Europeu de Política Comum de Segurança e Defesa destina-se a condecorar os militares e civis que sirvam numa missão ao abrigo da Política de Defesa e Segurança Comum da União Europeia, como é o caso da EUTM-Mali.

10 de novembro de 2018

Portugal solidário na República Centro-Africana

O contingente nacional da Missão da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM RCA) tem participado nos últimos onze meses em acções de solidariedade, em coordenação com os Ministérios da Defesa e da Saúde da República Centro-Africana.

As actividades realizadas têm abrangido o apoio à educação, através da distribuição de material escolar, a divulgação de boas práticas de saúde e higiene, bem como, o apoio à proteção do meio ambiente.

Neste âmbito, o Comandante desta missão, o Brigadeiro-General Hermínio Maio, do Exército Português, inaugurou, no dia 26 de Outubro, no hospital militar da Forças Armadas da República Centro-Africana em Bangui e na presença das autoridades centro-africanas e de militares portugueses, a primeira incineradora para resíduos hospitalares dos grupos não perigosos I e II.

Este projecto, liderado pelo contingente português, em coordenação com as autoridades centro-africanas, contribui para o aperfeiçoamento do conhecimento dos recursos humanos do hospital na correta triagem dos diferentes tipos de resíduos hospitalares, potenciando a segurança e higiene em proveito das crianças e da população em geral de Bangui.

A Missão da União Europeia na República Centro-Africana é liderada por Portugal e é composta actualmente por 164 militares de 11 países, sendo 45 dos três ramos das Forças Armadas portuguesas. (Emgfa)

9 de novembro de 2018

OE2019: Defesa tem maior aumento em dez anos

O ministro da Defesa Nacional salientou hoje que o Orçamento do Estado para o sector em 2019, que ascende a 2.338,9 milhões de euros, representa o "maior aumento em dez anos" e sustentou que corresponde às necessidades.

Nós temos de facto um reforço, é o maior aumento em dez anos, no orçamento da Defesa e isso corresponde às nossas necessidades", afirmou João Gomes Cravinho, considerando que "é um orçamento bom" que permite "construir um caminho de investimento".

O ministro da Defesa falava aos jornalistas no final da sessão solene de abertura do ano lectivo 2018/2019 da Escola Naval, no Alfeite, Almada, em que participaram o almirante chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Silva Ribeiro, e o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado.

João Gomes Cravinho apresentará na próxima terça-feira, na Assembleia da República, o orçamento para o sector da Defesa, que ascende a 2.339, 9 milhões de euros, incluindo 49 milhões de euros afectos à Força Aérea na sequência das novas atribuições na gestão e comando dos meios aéreos de combate a incêndios.

O ministro destacou que, para além do orçamento para 2019, haverá um reforço significativo do investimento nos próximos anos, que estará previsto na Lei de Programação Militar (LPM) e que o investimento nas capacidades da Marinha atinge "montantes consideráveis", na casa "dos 600, 700 milhões de euros".

O titular da pasta da Defesa referia-se aos programas de aquisição de seis navios patrulha oceânicos, num total de cerca de 240 milhões de euros e do navio polivalente logístico, estimado em cerca de 300 milhões de euros, disse fonte da Marinha à Lusa.

João Gomes Cravinho ressalvou que a proposta de LPM, que estabelece a programação dos investimentos militares até 2030, ainda terá de ser debatida na Assembleia da República, afirmando contar com a aprovação da lei antes do final do ano.

Quanto ao orçamento para 2019, que será aprovado em votação final global em 29 de Novembro, prevê 1.817 milhões de euros para as Forças Armadas, 35,2 milhões de euros para a rubrica "saúde, hospitais e clínicas", 123,6 milhões de euros para "Segurança e Acção Social" e 10,6 milhões em "investigação".

Em 2019, as Forças Nacionais Destacadas terão uma dotação de 60 milhões de euros, o que representa um aumento de 7,5 milhões de euros (DN)

8 de novembro de 2018

Arsenal Alfeite recebe pela primeira vez um submarino da classe Tridente

Os estaleiros do Arsenal do Alfeite (AA) entraram esta quinta-feira num novo patamar da sua actividade, ao receberem pela primeira vez um submarino da classe Tridente para reparar um tubo lançador de armas onde se detectou a entrada de água.

 A operação vai decorrer dentro da garantia e ocorre semanas após o submarino ter regressado dos estaleiros alemães de Kiel, onde esteve vários meses a ser objecto da primeira revisão intermédia, explicou ao DN o porta-voz da Marinha, comandante Pereira da Fonseca.

 Essa intervenção na empresa AA, que deve demorar duas semanas, significa que os submarinos da Marinha já não precisam de se deslocar à Alemanha para trabalhos de reparação ou manutenção - com a inerente poupança de custos para o orçamento da Marinha e a canalização para aquela empresa portuguesa das verbas a pagar.

 Mas a importância desta primeira docagem de um submarino tecnologicamente complexo como o Tridente levou mesmo à realização de uma cerimónia em que participaram a secretária de Estado da Defesa, Ana Pinto, e o chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Mendes Calado.

 Isso envolveu um "acordo estratégico" tripartido entre o AA, a Marinha e o fabricante alemão ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS), o qual "começa agora a dar os primeiros passos no âmbito da manutenção e reparação naval", informou a empresa portuguesa.

 Em causa está a projecção dos estaleiros portugueses no mercado internacional, como alternativa aos de Kiel, para os países - em África e na América do Sul - que operam submarinos alemães e tendo a certificação técnica do TKMS. Fica por saber se o referido acordo envolveu algum compromisso do fabricante germânico em enviar alguns dos seus clientes para a AA.

 A preparação dos estaleiros portugueses para receber e reparar submarinos alemães começou ainda com a sua anterior presidente, Andreia Ventura, ao enviar diversos trabalhadores para Kiel a fim de obterem formação e especialização.

 Pelo caminho ficaram os trabalhos de modernização e aumento da doca dos estaleiros, a fim de permitir a realização simultânea de trabalhos num submarino e noutros navios.

 Se o Tridente vai ficar docado cerca de duas semanas, a primeira revisão intermédia a que vai ser sujeito o segundo submarino português, o Arpão, demorará mais de um ano - período em que a AA não consegue receber qualquer outro navio na doca, pelo que desiste de novos trabalhos ou os subconcessiona a terceiros (à Naval Rocha, por exemplo, onde o Estado tem uma participação significativa embora minoritária).(DN)

7 de novembro de 2018

Ministro da Defesa despede-se de militares que partem para o Iraque

Quis estar aqui convosco, esta noite, para testemunhar o apreço do Governo, o meu apreço pessoal enquanto Ministro da Defesa Nacional, o nosso reconhecimento pelo vosso trabalho e para vos mostrar solidariedade e dizer que não estão sós. Portugal está convosco. Portugal reconhece o vosso esforço e o vosso sacrifício”, declarou João Gomes Cravinho, na cerimónia de despedida da 8ª Força Nacional Destacada, na operação “Inherent” Resolve, no Iraque, o primeiro contingente a ser aprontado na Madeira desde o regime democrático.

No Aeródromo de Trânsito, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e o Chefe do Estado-Maior do Exército, o Ministro da Defesa recordou aos 31 militares de partida que “a segurança e a estabilidade portuguesa e europeia, se constroem também no Iraque”.

“Através do vosso trabalho, as Forças Armadas Portuguesas estão a contribuir para a paz, para um mundo mais seguro e estão a capacitar as Forças Armadas de um outro país para o ajudar a garantir o Estado de Direito no seu país e desse modo, também, a contribuir para a estabilidade na região, que é uma região contígua à nossa região da Europa”.

A “missão é complexa e arriscada, mas é fundamental”, mas a “vossa bravura e o vosso rigor, saberão servir de compassos para dar continuidade a um compromisso português, que data de 2014, de não ficar em silêncio, de não ficar inerte perante a ameaça terrorista que tinha uma importante fonte no Iraque” afirmou o governante.

João Gomes Cravinho destacou a nobreza da missão que visa “capacitar as Forças Armadas iraquianas” em que “vão dar treino, vão dar formação, vão transmitir conhecimentos a umas Forças Armadas para as habilitar para corresponderem à sua missão e desse modo tornar a região que habitam mais segura”.

“Estou seguro que o vosso desempenho estará à altura do tremendo trabalho feito por Forças Nacionais Destacadas ao longo dos tempos” que “têm enaltecido o nome de Portugal” e que têm “criado para Portugal um reconhecimento muito grande no seio das Nações Unidas e em outros enquadramentos” reconheceu o Ministro da Defesa. (Defesa)

6 de novembro de 2018

O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III

O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III.

A aeronave monomotor, desenvolvida a partir do bimotor AW109, herdou as dimensões exteriores e interiores, assim como a redundância dos sistemas hidráulico, eléctrico e do combustível.

Trata-se de um helicóptero extremamente versátil, capaz de operar em ambiente nocturno, com a utilização de óculos de visão nocturna, e de cumprir um leque bastante alargado de missões, como sejam: instrução básica e avançada de voo; busca e salvamento; evacuação sanitária; patrulhamento e observação; apoio ao combate aos incêndios rurais.

Está equipado com um trem de aterragem do tipo "patins", com capacidade de instalação de flutuadores para a missão de busca e salvamento em ambiente marítimo. Para esta missão em particular, pode ainda ser equipado com guincho e farol de busca.

Tem a capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), ou uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400Kg em carga suspensa, onde se inclui um balde para o combate a incêndios rurais.

O AW119 será operado pela Esquadra 552 – “Zangões”. (Fap)