(Marinha)O navio patrulha oceânico Setúbal chegou esta semana a Luanda, após ter largado de São Tomé, no âmbito da missão Mar Aberto.
Durante o trânsito, o navio fundeou ao largo de Ambriz, em Angola, para realizar várias atividades com o Grupo Especial de Fuzileiros da Marinha angolana. Além dos exercícios e da troca de conhecimentos entre as Marinhas, foram realizadas palestras e formações e o NRP Setúbal recebeu a visita de vários oficiais da Marinha angolana.
Em Luanda, a guarnição do NRP Setúbal vai receber a bordo a visita dos cadetes da Marinha de Guerra de Angola e realizar ações de formação e cooperação com os militares daquele país.
Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens
15 de abril de 2021
5 de setembro de 2019
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Angola visita Exército Português
(Exército)O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Angola, General de Exército António Egídio de Sousa Santos, visitou hoje o Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), em Lamego.
Acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante António Silva Ribeiro, e pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, o CEMGFA de Angola foi recebido à Porta de Armas do Quartel de Santa Cruz com as honras militares regulamentares.
O programa da visita integrou um brífingue sobre o Exército e o CTOE proferido pelo Comandante da Unidade, Coronel Raul Matias, tendo decorrido no salão de conferências.
O CEMGFA de Angola deslocou-se ao Aquartelamento de Penude, onde visitou a exposição do material orgânico da Força de Operações Especiais (FOE) e assistiu a uma demonstração técnico-táctica realizada pela FOE na Carreira de Tiro de 100m.
A visita culminou com a assinatura no Livro de Honra do CTOE.
Acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante António Silva Ribeiro, e pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, o CEMGFA de Angola foi recebido à Porta de Armas do Quartel de Santa Cruz com as honras militares regulamentares.
O programa da visita integrou um brífingue sobre o Exército e o CTOE proferido pelo Comandante da Unidade, Coronel Raul Matias, tendo decorrido no salão de conferências.
O CEMGFA de Angola deslocou-se ao Aquartelamento de Penude, onde visitou a exposição do material orgânico da Força de Operações Especiais (FOE) e assistiu a uma demonstração técnico-táctica realizada pela FOE na Carreira de Tiro de 100m.
A visita culminou com a assinatura no Livro de Honra do CTOE.
18 de janeiro de 2019
Fragata “Álvares Cabral” parte para missão MAR ABERTO na costa ocidental africana
(Emgfa)A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, larga na próxima terça-feira, dia 22 de Janeiro, da Base Naval de Lisboa em direcção à costa ocidental africana, iniciando uma missão no âmbito da cooperação no domínio da Defesa, diplomacia naval e apoio à política externa do Estado, inserida na iniciativa MAR ABERTO 2019.
Neste dia, antes da sua largada para a missão, a fragata recebe a bordo o Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho.
Nesta missão, que se prolongará até ao próximo dia 6 de Abril, o navio navegará cerca de 9.000 milhas náuticas, visitando a República de Cabo Verde, a República Democrática de São Tomé e Príncipe, a República do Gabão, a República de Angola, a República dos Camarões e a República da Costa do Marfim.
Durante a permanência nestes países, o navio desenvolverá acções no âmbito dos acordos de cooperação bilateral, em matérias como a vigilância, fiscalização e segurança marítima, bem como outras acções de apoio à política externa do Estado, relevando-se, nesta matéria, o apoio à visita do Presidente da República, que decorrerá durante a estadia em Luanda e a promoção da indústria da base tecnológica de Defesa Nacional junto dos países visitados.
A deslocação do navio à costa ocidental africana vai permitir ainda efectuar o transporte de diverso material em apoio a entidades e organismos sediados nesses países, onde assume particular importância o apoio logístico ao navio patrulha “Zaire”, também da Marinha portuguesa, que se encontra em missão de capacitação da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe, desde o dia 3 de Janeiro de 2018.
A fragata portuguesa irá ainda, durante este período, participar na iniciativa “OBANGAME EXPRESS”, promovida pelo “United States Naval Forces Europe-Africa”, visando incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo.
A “Álvares Cabral” é comandada pelo capitão-de-fragata Alexandre dos Santos Fernandes e tem embarcados 156 militares, incluindo o Comandante da Missão Mar Aberto e da Unidade de Tarefa, capitão-de-mar-e-guerra Nuno António de Noronha Bragança, uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
Neste dia, antes da sua largada para a missão, a fragata recebe a bordo o Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho.
Nesta missão, que se prolongará até ao próximo dia 6 de Abril, o navio navegará cerca de 9.000 milhas náuticas, visitando a República de Cabo Verde, a República Democrática de São Tomé e Príncipe, a República do Gabão, a República de Angola, a República dos Camarões e a República da Costa do Marfim.
Durante a permanência nestes países, o navio desenvolverá acções no âmbito dos acordos de cooperação bilateral, em matérias como a vigilância, fiscalização e segurança marítima, bem como outras acções de apoio à política externa do Estado, relevando-se, nesta matéria, o apoio à visita do Presidente da República, que decorrerá durante a estadia em Luanda e a promoção da indústria da base tecnológica de Defesa Nacional junto dos países visitados.
A deslocação do navio à costa ocidental africana vai permitir ainda efectuar o transporte de diverso material em apoio a entidades e organismos sediados nesses países, onde assume particular importância o apoio logístico ao navio patrulha “Zaire”, também da Marinha portuguesa, que se encontra em missão de capacitação da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe, desde o dia 3 de Janeiro de 2018.
A fragata portuguesa irá ainda, durante este período, participar na iniciativa “OBANGAME EXPRESS”, promovida pelo “United States Naval Forces Europe-Africa”, visando incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo.
A “Álvares Cabral” é comandada pelo capitão-de-fragata Alexandre dos Santos Fernandes e tem embarcados 156 militares, incluindo o Comandante da Missão Mar Aberto e da Unidade de Tarefa, capitão-de-mar-e-guerra Nuno António de Noronha Bragança, uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
25 de maio de 2018
Portugal e Angola reforçam cooperação
Os ministros de Defesa de Portugal e de Angola assinaram no dia 17 de maio em Luanda o novo Programa-Quadro de Cooperação no Domínio da Defesa para o período 2018-2021.
“Partindo de um novo olhar sobre como Portugal e Angola pensam e perspectivam a sua Defesa, sobre o papel e o lugar no mundo que ambos os países têm como desígnio e vontade, fomos capazes, com este novo Programa-Quadro, de identificar as áreas em que um e outro país podem colher os benefícios de uma relação de parceria e amizade que lhes é, além do mais, profundamente natural”, começou por dizer José Azeredo Lopes.
Segundo o ministro português, “reforça-se, numa lógica conjunta, o apoio à Estrutura Superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas; aprofundam-se projectos e actividades na área da capacitação de recursos humanos, apostando na formação e no ensino militar em ambos os países”.
Azeredo Lopes disse ainda que este novo Programa-Quadro “concretiza a importância que ambos os países atribuem ao cluster do mar em actividades e projectos centrados no problema da segurança marítima na região ocidental de África e, em concreto, no Golfo da Guiné”.
O Ministro da Defesa enfatizou que estão criadas as condições necessárias para o desenvolvimento de projectos no domínio da ciberdefesa ou das indústrias de defesa e para a participação conjunta em missões de Paz e humanitárias.
“Trabalharemos em conjunto para identificar uma missão internacional em que juntos possamos participar como produtores de Paz e segurança internacional e regional”, afirmou Azeredo Lopes.
Recorde-se que o Acordo de Cooperação no Domínio da Defesa foi assinado em Luanda a 3 de Outubro de 1996. Com base neste acordo, os dois países têm desenvolvido Programas-Quadro, instrumentos bilaterais de carácter indicativo e flexível, constituídos por projectos concretos a executar no terreno.
O governante português esteve em Angola durante esta semana para reforçar a Cooperação no Domínio da Defesa, através de encontros políticos, — segunda-feira foi recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, e pelo Ministro da Defesa, general Salviano de Jesus Sequeira — da visita a diversas unidades militares e da assinatura do novo Programa-Quadro de Cooperação para o período 2018-2021.
Acompanham José Azeredo Lopes o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, o chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo, e o Comandante Naval, Vice-Almirante Gouveia e Melo. Integram ainda a comitiva o Director-Geral de Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, e o presidente do conselho de administração da idDPortugal, Major-General Henrique Macedo. (Defesa)
“Partindo de um novo olhar sobre como Portugal e Angola pensam e perspectivam a sua Defesa, sobre o papel e o lugar no mundo que ambos os países têm como desígnio e vontade, fomos capazes, com este novo Programa-Quadro, de identificar as áreas em que um e outro país podem colher os benefícios de uma relação de parceria e amizade que lhes é, além do mais, profundamente natural”, começou por dizer José Azeredo Lopes.
Segundo o ministro português, “reforça-se, numa lógica conjunta, o apoio à Estrutura Superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas; aprofundam-se projectos e actividades na área da capacitação de recursos humanos, apostando na formação e no ensino militar em ambos os países”.
Azeredo Lopes disse ainda que este novo Programa-Quadro “concretiza a importância que ambos os países atribuem ao cluster do mar em actividades e projectos centrados no problema da segurança marítima na região ocidental de África e, em concreto, no Golfo da Guiné”.
O Ministro da Defesa enfatizou que estão criadas as condições necessárias para o desenvolvimento de projectos no domínio da ciberdefesa ou das indústrias de defesa e para a participação conjunta em missões de Paz e humanitárias.
“Trabalharemos em conjunto para identificar uma missão internacional em que juntos possamos participar como produtores de Paz e segurança internacional e regional”, afirmou Azeredo Lopes.
Recorde-se que o Acordo de Cooperação no Domínio da Defesa foi assinado em Luanda a 3 de Outubro de 1996. Com base neste acordo, os dois países têm desenvolvido Programas-Quadro, instrumentos bilaterais de carácter indicativo e flexível, constituídos por projectos concretos a executar no terreno.
O governante português esteve em Angola durante esta semana para reforçar a Cooperação no Domínio da Defesa, através de encontros políticos, — segunda-feira foi recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, e pelo Ministro da Defesa, general Salviano de Jesus Sequeira — da visita a diversas unidades militares e da assinatura do novo Programa-Quadro de Cooperação para o período 2018-2021.
Acompanham José Azeredo Lopes o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, o chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo, e o Comandante Naval, Vice-Almirante Gouveia e Melo. Integram ainda a comitiva o Director-Geral de Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, e o presidente do conselho de administração da idDPortugal, Major-General Henrique Macedo. (Defesa)
Etiquetas:
Angola,
Cooperação técnico-militar,
Defesa Nacional,
MDN,
Portugal
3 de abril de 2017
Alemanha alarga cooperação militar com Angola
A Alemanha poderá cooperar com Angola em missões de paz, operações humanitárias, formação de militares ou na troca de informações, no âmbito do acordo de Defesa ratificado e publicado pelo parlamento angolano no final de Março.
O acordo, ao qual a Lusa teve acesso, envolve o Ministério Federal da Defesa da Alemanha e o Ministério da Defesa Nacional de Angola e visa "aprofundar um diálogo bilateral amplo", garantindo a cooperação entre os dois países em "assuntos militares" e "intercâmbio de informações sobre questões militares" de interesse comum.
Prevê reuniões regulares, a cada dois anos, entre representantes militares de ambos os países e a cooperação temática em áreas como política de defesa, ensino e formação, missões de manutenção de paz, missões humanitárias, missões de busca e salvamento, cuidados médicos ou ainda ao nível da estrutura organizacional da Defesa e Forças Armadas.
Permite ainda a participação de militares de ambos os países como observadores em manobras e outros exercícios nacionais.
Este acordo surge na sequência de várias visitas à Alemanha realizadas nos últimos anos pelo ministro da Defesa Nacional, general João Lourenço, resultando ainda de uma "declaração comum de intenções" assinada pelos dois governos em 2011.
As marinhas da Alemanha e de Angola realizaram em Fevereiro de 2015, ao largo de Luanda, um exercício naval conjunto que marcou então o alargamento das relações entre os dois países à cooperação militar.
O exercício decorreu da presença de quatro navios da Marinha alemã, nomeadamente três fragatas de guerra, em Angola, no âmbito da Força Operacional e de Formação daquele país europeu visando o combate à pirataria no Atlântico sul.
"A visita desta força [da Alemanha] pode ser vista como o primeiro passo visível na intensificação da cooperação militar entre as nossas duas nações", sublinhou na altura o capitão-de-mar-e-guerra Andreas Seidl, comandante da força alemã.
O oficial esclareceu que a cooperação entre as marinhas de ambos os países está para já centrada na formação de operacionais angolanos, mas que é intenção das duas partes alargar a base desse entendimento à cooperação na área técnica.
Na apresentação dos meios navais em Luanda, o embaixador alemão em Angola, Rainer Müller, assumiu "o orgulho" da Alemanha em ter o país africano "agora também como parceiro na área da Defesa".
"Cabe aos ministérios da Defesa dos dois países decidir, mas a Alemanha está disposta a fazer muita coisa", enfatizou o embaixador da Alemanha em Luanda. (JN)
O acordo, ao qual a Lusa teve acesso, envolve o Ministério Federal da Defesa da Alemanha e o Ministério da Defesa Nacional de Angola e visa "aprofundar um diálogo bilateral amplo", garantindo a cooperação entre os dois países em "assuntos militares" e "intercâmbio de informações sobre questões militares" de interesse comum.
Prevê reuniões regulares, a cada dois anos, entre representantes militares de ambos os países e a cooperação temática em áreas como política de defesa, ensino e formação, missões de manutenção de paz, missões humanitárias, missões de busca e salvamento, cuidados médicos ou ainda ao nível da estrutura organizacional da Defesa e Forças Armadas.
Permite ainda a participação de militares de ambos os países como observadores em manobras e outros exercícios nacionais.
Este acordo surge na sequência de várias visitas à Alemanha realizadas nos últimos anos pelo ministro da Defesa Nacional, general João Lourenço, resultando ainda de uma "declaração comum de intenções" assinada pelos dois governos em 2011.
As marinhas da Alemanha e de Angola realizaram em Fevereiro de 2015, ao largo de Luanda, um exercício naval conjunto que marcou então o alargamento das relações entre os dois países à cooperação militar.
O exercício decorreu da presença de quatro navios da Marinha alemã, nomeadamente três fragatas de guerra, em Angola, no âmbito da Força Operacional e de Formação daquele país europeu visando o combate à pirataria no Atlântico sul.
"A visita desta força [da Alemanha] pode ser vista como o primeiro passo visível na intensificação da cooperação militar entre as nossas duas nações", sublinhou na altura o capitão-de-mar-e-guerra Andreas Seidl, comandante da força alemã.
O oficial esclareceu que a cooperação entre as marinhas de ambos os países está para já centrada na formação de operacionais angolanos, mas que é intenção das duas partes alargar a base desse entendimento à cooperação na área técnica.
Na apresentação dos meios navais em Luanda, o embaixador alemão em Angola, Rainer Müller, assumiu "o orgulho" da Alemanha em ter o país africano "agora também como parceiro na área da Defesa".
"Cabe aos ministérios da Defesa dos dois países decidir, mas a Alemanha está disposta a fazer muita coisa", enfatizou o embaixador da Alemanha em Luanda. (JN)
3 de março de 2017
Os Flechas
Durante a guerra de Angola, a PIDE/DGS criou um grupo paramilitar de bosquímanos, um povo africano. O Observador publica um excerto do livro de Fernando Cavaleiro Ângelo sobre esta tropa secreta.
Em 1967, seis anos depois do início da guerra em Angola, a PIDE/DGS começou a recrutar novos membros entre algumas etnias africanas com o objectivo de integrá-los num novo grupo paramilitar autóctone, criado nesse ano pelo inspector Óscar Cardoso, que tinha então sido transferido para Angola. Esse grupo ficaria conhecido como os “Flechas”.
O emprego de grupos autóctones em acções de combate contra insurgentes independentistas não era uma novidade. Porém, ao contrário de grupos semelhantes criados por ingleses, franceses ou sul-africanos, os “Flechas” actuavam na dependência directa dos serviços secretos da PIDE/DGS. Com a sua criação em 1967 procurou-se, acima de tudo, melhorar a capacidade de recolha de informações estratégicas, operacionais e tácticas, tentando desenvolver acções encobertas e clandestinas de combate aos grupos insurgentes, que ganhavam cada vez mais terreno em Angola.
Os “Flechas” eram constituídos principalmente por bosquímanos, um povo que habitava a parte sul de África há vários séculos e que se dedicava à caça e à recoleção. Foi o próprio Óscar Cardoso que lhes escolheu o nome, por utilizarem arcos e flechas envenenadas para caçarem. A grande vantagem de formar um grupo de bosquímanos estava no seu conhecimento do território africano — conseguiam permanecer vários dias destacados em território hostil, alimentando-se do que a natureza lhes dava, perseguindo pistas e seguindo o rasto de insurgentes.
Uma vez encontrados os acampamentos dos independentistas, bastava conduzirem acções de vigília para obterem mais informações e esperarem para fazer uma emboscada. A ordem era que capturassem os opositores e os levassem para serem interrogados. Porém, isso raramente acontecia — na maioria das vezes, os “Flechas” acabavam por matar os insurgentes durante os confrontos. As informações recolhidas no acampamento eram depois entregues a elementos da PIDE/DGS para serem analisadas.
Esta realidade da guerra angolana, desconhecida de muitos portugueses, é o tema do livro Os Flechas: A tropa secreta da PIDE/DGS na Guerra de Angola, de Fernando Cavaleiro Ângelo, chefe da Divisão de Informações do Comando Naval e director do Centro de Análise e Gestão de Dados Operacionais, o primeiro publicado em Portugal sobre os “Flechas”. Baseando-se em documentos, fontes históricas inéditas e recorrendo ao testemunho em primeira mão de Óscar Cardoso, Cavaleiro Ângelo procurou descrever o impacto deste grupo paramilitar no contexto angolano e internacional.
O livro, editado pela Casa das Letras, chega às livrarias na segunda-feira, 27 de Fevereiro. Antes, mostramos-lhe um excerto do capítulo 3 — “Flechas como ‘exército secreto da PIDE/DGS”–, em que o autor relata o surgimento do grupo:
“Os Flechas nasceram na região do Cuando-Cubango, propagaram-se à vila de Gago Coutinho (Lumbala Nguimbo) e, na fase final do conflito, chegaram à região de Luanda, Luso (Luena) e Caxito, onde assumiram um carácter especial por serem aí antigos insurgentes do MPLA capturados pelas tropas portuguesas. Devido ao sucesso obtido, mormente no Leste de Angola (onde o nome Flechas já causava alguma intimidação nos insurgentes, pois a sua actuação resultara no desmantelamento de entrepostos, rotas logísticas e acampamentos, e também em inúmeras emboscadas infligidas particularmente no interior do refúgio zambiano), o recrutamento de novos Flechas foi estendido a outros grupos étnicos que não os originais bosquímanos. Com efeito, o número de bosquímanos não chegava para se ter uma presença substancial nas diversas frentes de combate.
Na fase final da guerra de Angola, quase todas as subdelegações da PIDE/DGS em áreas afectadas pela actividade insurgente tinham os seus próprios Flechas. Torna-se, por isso, difícil perceber se o sucesso se deveu ao uso de bosquímanos, ou se foi o próprio conceito de «exército privado» liderado exclusivamente pela PIDE/DGS que fez a diferença.
Na fase inicial, os Flechas bosquímanos efectuavam as suas missões sempre sozinhos. Não gostavam da companhia dos brancos, pois o cheiro da pasta de dentes e da pomada da barba, para além de interferir com o seu apurado olfacto, permitia que os insurgentes os detectassem a distâncias apreciáveis, se o vento estivesse de feição. Adicionalmente, a sua marcha era deveras atrasada pelo ritmo lento dos brancos e o ruído que estes provocavam ouvia-se a léguas. Alimentavam-se de raízes, carochas, insectos, frutos e animais, e negavam as rações de combate. Na única ocasião em que lhes foram fornecidas rações de combate, os bosquímanos comeram literalmente tudo de uma vez. Nem os plásticos que protegiam alguns alimentos se safaram. Chegou-se, então, à conclusão de que seria mais profícuo manter os hábitos tradicionais dos bosquímanos intocados. A mudança de hábitos e tradições podia ser prejudicial ao desempenho dos Flechas, pois a sua ocidentalização anularia o lado primitivo que tanta vantagem lhes concedia sobre os brancos e os negros bantos.
Numa fase posterior, havia pelo menos um elemento da PIDE/DGS que acompanhava, por rotina, os Flechas no decorrer das suas missões, tanto para efeitos de coordenação e direção como para coadjuvar na recolha de informações. Algumas missões eram conduzidas com tropas portuguesas e elementos da PIDE/DGS, e outras exclusivamente levadas a cabo pelos próprios Flechas, tais como operações de reconhecimento, vigilância e encobertas, muitas vezes durando mais de 15 dias.
Nenhum grupo de Flechas excedia os 30 elementos e todos operavam, na maioria das vezes, em áreas onde estavam familiarizados com os dialectos e o terreno. No seu primeiro ano de existência, os Flechas atingiram os 600 elementos, subindo o número para cerca dos mil em 1974. Entre 1968 e 1971, nas diversas subdelegações da PIDE/DGS, chegou-se ao número de 489 Flechas na Zona Militar Leste, 255 na Zona Militar Sul e perto de 158 na Zona Militar Norte. Não sendo já a maioria desses Flechas bosquímanos, a sua maior concentração localizava-se na Frente Leste, com as suas principais áreas de operação em torno das cidades de Carmona (Uíge), Caxito, Gago Coutinho (Moxico) e Serpa Pinto (Menongue).
No período compreendido entre 1970 e 1973, a maioria das operações executadas pelos Flechas teve como área de actuação a Zona Militar Leste, num total de 119 missões, das quais 88 ocorreram em 1972. Esse ano acabou por representar um marco na luta contra os insurgentes do MPLA, fruto das roturas internas no próprio movimento, do desmantelamento de toda a estrutura logística proveniente da Zâmbia, das acções dos Flechas e do esforço coordenado entre os militares, a PIDE/DGS e os congéneres vizinhos da Rodésia e África do Sul. As outras zonas militares tinham números muito abaixo desses: a Zona Militar Norte contava com 50 missões, a Zona Militar Sul com 33 e a Zona Militar Centro somente com quatro. Em termos de grupos insurgentes, o MPLA era o principal alvo dos Flechas, com um total de 54 missões registadas, seguido da FNLA com nove e da UNITA com duas. Na Frente Leste, a zona de guerra mais activa em Angola, os Flechas capturaram 46 insurgentes, mataram mais de 134, apreenderam largas quantidades de armas, munições e documentos extremamente importantes, bem como libertaram muita da população que se encontrava refém dos grupos insurgentes.
Um dos maiores obstáculos ao processo de recolha de informações da PIDE/DGS era a proliferação de línguas faladas em Angola, um número que atingiria os 15 dialectos. Para as fontes humanas que andavam no terreno com a missão de recolha de informações era vital a compreensão exacta das mensagens, sob o risco de estas serem deturpadas e indevidamente enquadradas na realidade da situação. Os intérpretes eram, portanto, o elo. Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros.
Muitas das informações recolhidas por esses espiões seriam usadas para pressionar Portugal na arena internacional. Para evitar a situação, a PIDE/DGS planeou diversos ataques clandestinos de tropas auxiliares nativas fardadas com uniformes de insurgentes, para se livrar dos alegados espiões sem qualquer exposição mediática que desencadeasse um incidente diplomático com os países mandantes. Alguns missionários protestantes seriam agentes a trabalhar para serviços de informações norte-americanos, britânicos e franceses. Numa das missões em Catota, localidade perto de Serpa Pinto (Menongue), um missionário acabou por ser identificado como espião da agência de espionagem norte-americana CIA, após a intercepção e análise de correspondência diversa. Existiu igualmente a suspeita de que colaborasse também com a UNESCO.
O missionário escreveu diversas cartas para os Estados Unidos da América com uma descrição exaustiva da situação interna em Angola, com informação sobre as tendências e motivações da população, as actividades e desenvolvimentos operacionais, as localizações das tropas portuguesas e insurgentes, os ataques ocorridos e a avaliação dos efeitos das diversas manobras militares entre as partes beligerantes, entre outros dados pertinentes. A redacção desses relatórios de informações foi percepcionada pela PIDE/DGS como um ato hostil à presença portuguesa em Angola, o que desencadeou o planeamento de um ataque directo para incutir medo ao missionário. A tarefa foi entregue aos Flechas, que usariam uniformes da UNITA, para deixar a ideia de que se tratava de um ato de vandalismo perpetrado por um grupo insurgente. A acção de intimidação, além de implicar a UNITA, teve o resultado esperado sobre os alegados espiões.
Estávamos em meados de 1970, numa noite abrasadora com índices de humidade bastante altos e um céu coberto de estrelas cintilantes. O plano era os Flechas deslocarem-se pela calada da noite, entrarem na casa do missionário e provocarem alguns estragos para lhe provocarem um susto que lhe permanecesse para sempre gravado na memória. E lá foram por entre os arbustos, movimentando-se de forma cautelosa e silenciosa, como felinos à procura de presas, não emitindo qualquer ruído que acordasse o alvo. A entrada na casa deu-se de forma cautelosa, não fosse estar alguém por detrás da porta. Num ápice imobilizaram o missionário, tapando-lhe a boca para que não gritasse, e começaram as tropelias destruidoras dentro da residência. Nem as bebidas escaparam à onda de destruição. O missionário terá mudado a sua percepção da presença portuguesa em África. O efeito desejado foi, aparentemente, alcançado e os volumes de correspondência, bem como a natureza das missivas, alteraram-se radicalmente.
Noutra missão com contornos semelhantes, desta feita numa localidade chamada de Xamavera, no Cuando-Cubango, a PIDE/DGS ordenou os Flechas, novamente trajados como insurgentes, que atacassem uma congregação de frades franceses denominada Irmãos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram suspeitos de providenciar alimentação aos insurgentes e, cumulativamente, operar em prol dos serviços secretos franceses, a SEDEC (Service de documentation extérieure et de contre-espionnage). O modus operandi foi em tudo idêntico, mas, alegadamente, com mais contacto físico com os irmãos. Desse ataque de surpresa resultou a retirada dos frades de Angola, o que satisfez o objectivo da PIDE/DGS de impedir que os missionários informassem países que pudessem interferir, de forma directa ou indirecta, no desenrolar das operações portuguesas contra os insurgentes.
O número de missões atribuídas aos Flechas em Angola durante o ano de 1972 é, per se, demonstrativo da importância dessa «tropa secreta» da PIDE/DGS: 128 missões conjuntas com o exército e 316 actuando de forma autónoma. Além de excelentes fontes de informações, os Flechas mostravam uma «elevada eficiência operacional». Assim provam as diversas condecorações e louvores que os Flechas acumularam durante um período de três anos. Foram agraciados com 14 Cruzes de Guerra e 11 louvores do governador-geral de Angola, o que é deveras representativo da eficiência e eficácia das suas operações militares e de recolha de informações em apoio das actividades de contra insurgência das tropas portuguesas.
Foram, igualmente, reconhecidos pelas SADF com a condecoração Honoris Crux, pela sua lealdade e bravura no combate ao movimento insurgente independentista SWAPO, depois da independência de Angola em 1974. O sul-africano Delville Linford reconheceu a excelência dos Flechas bosquímanos na arte da recolha de evidências e provas, acções de reconhecimento e vigilância, pese embora não fossem capazes de interpretar ou contextualizar as informações que obtinham.
Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo. O tenente-coronel Ron Reid-Daly, comandante dos Selous Scouts na Rodésia, considerou-os os melhores soldados indígenas que alguma vez conhecera durante a sua comissão de serviço em África. Reid-Daly possuía uma enorme experiência na arte da guerrilha não só na Rodésia, mas também na Malásia, durante a sua missão no Special Air Service (SAS) britânico, tropa especial de comandos temidos em todos os teatros operacionais em que participaram. Um elogio vindo desse temível guerreiro era um sinal inequívoco de qualidade.” (Observador)
Em 1967, seis anos depois do início da guerra em Angola, a PIDE/DGS começou a recrutar novos membros entre algumas etnias africanas com o objectivo de integrá-los num novo grupo paramilitar autóctone, criado nesse ano pelo inspector Óscar Cardoso, que tinha então sido transferido para Angola. Esse grupo ficaria conhecido como os “Flechas”.
O emprego de grupos autóctones em acções de combate contra insurgentes independentistas não era uma novidade. Porém, ao contrário de grupos semelhantes criados por ingleses, franceses ou sul-africanos, os “Flechas” actuavam na dependência directa dos serviços secretos da PIDE/DGS. Com a sua criação em 1967 procurou-se, acima de tudo, melhorar a capacidade de recolha de informações estratégicas, operacionais e tácticas, tentando desenvolver acções encobertas e clandestinas de combate aos grupos insurgentes, que ganhavam cada vez mais terreno em Angola.
Os “Flechas” eram constituídos principalmente por bosquímanos, um povo que habitava a parte sul de África há vários séculos e que se dedicava à caça e à recoleção. Foi o próprio Óscar Cardoso que lhes escolheu o nome, por utilizarem arcos e flechas envenenadas para caçarem. A grande vantagem de formar um grupo de bosquímanos estava no seu conhecimento do território africano — conseguiam permanecer vários dias destacados em território hostil, alimentando-se do que a natureza lhes dava, perseguindo pistas e seguindo o rasto de insurgentes.
Uma vez encontrados os acampamentos dos independentistas, bastava conduzirem acções de vigília para obterem mais informações e esperarem para fazer uma emboscada. A ordem era que capturassem os opositores e os levassem para serem interrogados. Porém, isso raramente acontecia — na maioria das vezes, os “Flechas” acabavam por matar os insurgentes durante os confrontos. As informações recolhidas no acampamento eram depois entregues a elementos da PIDE/DGS para serem analisadas.
Esta realidade da guerra angolana, desconhecida de muitos portugueses, é o tema do livro Os Flechas: A tropa secreta da PIDE/DGS na Guerra de Angola, de Fernando Cavaleiro Ângelo, chefe da Divisão de Informações do Comando Naval e director do Centro de Análise e Gestão de Dados Operacionais, o primeiro publicado em Portugal sobre os “Flechas”. Baseando-se em documentos, fontes históricas inéditas e recorrendo ao testemunho em primeira mão de Óscar Cardoso, Cavaleiro Ângelo procurou descrever o impacto deste grupo paramilitar no contexto angolano e internacional.
O livro, editado pela Casa das Letras, chega às livrarias na segunda-feira, 27 de Fevereiro. Antes, mostramos-lhe um excerto do capítulo 3 — “Flechas como ‘exército secreto da PIDE/DGS”–, em que o autor relata o surgimento do grupo:
“Os Flechas nasceram na região do Cuando-Cubango, propagaram-se à vila de Gago Coutinho (Lumbala Nguimbo) e, na fase final do conflito, chegaram à região de Luanda, Luso (Luena) e Caxito, onde assumiram um carácter especial por serem aí antigos insurgentes do MPLA capturados pelas tropas portuguesas. Devido ao sucesso obtido, mormente no Leste de Angola (onde o nome Flechas já causava alguma intimidação nos insurgentes, pois a sua actuação resultara no desmantelamento de entrepostos, rotas logísticas e acampamentos, e também em inúmeras emboscadas infligidas particularmente no interior do refúgio zambiano), o recrutamento de novos Flechas foi estendido a outros grupos étnicos que não os originais bosquímanos. Com efeito, o número de bosquímanos não chegava para se ter uma presença substancial nas diversas frentes de combate.
Na fase final da guerra de Angola, quase todas as subdelegações da PIDE/DGS em áreas afectadas pela actividade insurgente tinham os seus próprios Flechas. Torna-se, por isso, difícil perceber se o sucesso se deveu ao uso de bosquímanos, ou se foi o próprio conceito de «exército privado» liderado exclusivamente pela PIDE/DGS que fez a diferença.
Na fase inicial, os Flechas bosquímanos efectuavam as suas missões sempre sozinhos. Não gostavam da companhia dos brancos, pois o cheiro da pasta de dentes e da pomada da barba, para além de interferir com o seu apurado olfacto, permitia que os insurgentes os detectassem a distâncias apreciáveis, se o vento estivesse de feição. Adicionalmente, a sua marcha era deveras atrasada pelo ritmo lento dos brancos e o ruído que estes provocavam ouvia-se a léguas. Alimentavam-se de raízes, carochas, insectos, frutos e animais, e negavam as rações de combate. Na única ocasião em que lhes foram fornecidas rações de combate, os bosquímanos comeram literalmente tudo de uma vez. Nem os plásticos que protegiam alguns alimentos se safaram. Chegou-se, então, à conclusão de que seria mais profícuo manter os hábitos tradicionais dos bosquímanos intocados. A mudança de hábitos e tradições podia ser prejudicial ao desempenho dos Flechas, pois a sua ocidentalização anularia o lado primitivo que tanta vantagem lhes concedia sobre os brancos e os negros bantos.
Numa fase posterior, havia pelo menos um elemento da PIDE/DGS que acompanhava, por rotina, os Flechas no decorrer das suas missões, tanto para efeitos de coordenação e direção como para coadjuvar na recolha de informações. Algumas missões eram conduzidas com tropas portuguesas e elementos da PIDE/DGS, e outras exclusivamente levadas a cabo pelos próprios Flechas, tais como operações de reconhecimento, vigilância e encobertas, muitas vezes durando mais de 15 dias.
Nenhum grupo de Flechas excedia os 30 elementos e todos operavam, na maioria das vezes, em áreas onde estavam familiarizados com os dialectos e o terreno. No seu primeiro ano de existência, os Flechas atingiram os 600 elementos, subindo o número para cerca dos mil em 1974. Entre 1968 e 1971, nas diversas subdelegações da PIDE/DGS, chegou-se ao número de 489 Flechas na Zona Militar Leste, 255 na Zona Militar Sul e perto de 158 na Zona Militar Norte. Não sendo já a maioria desses Flechas bosquímanos, a sua maior concentração localizava-se na Frente Leste, com as suas principais áreas de operação em torno das cidades de Carmona (Uíge), Caxito, Gago Coutinho (Moxico) e Serpa Pinto (Menongue).
No período compreendido entre 1970 e 1973, a maioria das operações executadas pelos Flechas teve como área de actuação a Zona Militar Leste, num total de 119 missões, das quais 88 ocorreram em 1972. Esse ano acabou por representar um marco na luta contra os insurgentes do MPLA, fruto das roturas internas no próprio movimento, do desmantelamento de toda a estrutura logística proveniente da Zâmbia, das acções dos Flechas e do esforço coordenado entre os militares, a PIDE/DGS e os congéneres vizinhos da Rodésia e África do Sul. As outras zonas militares tinham números muito abaixo desses: a Zona Militar Norte contava com 50 missões, a Zona Militar Sul com 33 e a Zona Militar Centro somente com quatro. Em termos de grupos insurgentes, o MPLA era o principal alvo dos Flechas, com um total de 54 missões registadas, seguido da FNLA com nove e da UNITA com duas. Na Frente Leste, a zona de guerra mais activa em Angola, os Flechas capturaram 46 insurgentes, mataram mais de 134, apreenderam largas quantidades de armas, munições e documentos extremamente importantes, bem como libertaram muita da população que se encontrava refém dos grupos insurgentes.
Um dos maiores obstáculos ao processo de recolha de informações da PIDE/DGS era a proliferação de línguas faladas em Angola, um número que atingiria os 15 dialectos. Para as fontes humanas que andavam no terreno com a missão de recolha de informações era vital a compreensão exacta das mensagens, sob o risco de estas serem deturpadas e indevidamente enquadradas na realidade da situação. Os intérpretes eram, portanto, o elo. Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros.
Muitas das informações recolhidas por esses espiões seriam usadas para pressionar Portugal na arena internacional. Para evitar a situação, a PIDE/DGS planeou diversos ataques clandestinos de tropas auxiliares nativas fardadas com uniformes de insurgentes, para se livrar dos alegados espiões sem qualquer exposição mediática que desencadeasse um incidente diplomático com os países mandantes. Alguns missionários protestantes seriam agentes a trabalhar para serviços de informações norte-americanos, britânicos e franceses. Numa das missões em Catota, localidade perto de Serpa Pinto (Menongue), um missionário acabou por ser identificado como espião da agência de espionagem norte-americana CIA, após a intercepção e análise de correspondência diversa. Existiu igualmente a suspeita de que colaborasse também com a UNESCO.
O missionário escreveu diversas cartas para os Estados Unidos da América com uma descrição exaustiva da situação interna em Angola, com informação sobre as tendências e motivações da população, as actividades e desenvolvimentos operacionais, as localizações das tropas portuguesas e insurgentes, os ataques ocorridos e a avaliação dos efeitos das diversas manobras militares entre as partes beligerantes, entre outros dados pertinentes. A redacção desses relatórios de informações foi percepcionada pela PIDE/DGS como um ato hostil à presença portuguesa em Angola, o que desencadeou o planeamento de um ataque directo para incutir medo ao missionário. A tarefa foi entregue aos Flechas, que usariam uniformes da UNITA, para deixar a ideia de que se tratava de um ato de vandalismo perpetrado por um grupo insurgente. A acção de intimidação, além de implicar a UNITA, teve o resultado esperado sobre os alegados espiões.
Estávamos em meados de 1970, numa noite abrasadora com índices de humidade bastante altos e um céu coberto de estrelas cintilantes. O plano era os Flechas deslocarem-se pela calada da noite, entrarem na casa do missionário e provocarem alguns estragos para lhe provocarem um susto que lhe permanecesse para sempre gravado na memória. E lá foram por entre os arbustos, movimentando-se de forma cautelosa e silenciosa, como felinos à procura de presas, não emitindo qualquer ruído que acordasse o alvo. A entrada na casa deu-se de forma cautelosa, não fosse estar alguém por detrás da porta. Num ápice imobilizaram o missionário, tapando-lhe a boca para que não gritasse, e começaram as tropelias destruidoras dentro da residência. Nem as bebidas escaparam à onda de destruição. O missionário terá mudado a sua percepção da presença portuguesa em África. O efeito desejado foi, aparentemente, alcançado e os volumes de correspondência, bem como a natureza das missivas, alteraram-se radicalmente.
Noutra missão com contornos semelhantes, desta feita numa localidade chamada de Xamavera, no Cuando-Cubango, a PIDE/DGS ordenou os Flechas, novamente trajados como insurgentes, que atacassem uma congregação de frades franceses denominada Irmãos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram suspeitos de providenciar alimentação aos insurgentes e, cumulativamente, operar em prol dos serviços secretos franceses, a SEDEC (Service de documentation extérieure et de contre-espionnage). O modus operandi foi em tudo idêntico, mas, alegadamente, com mais contacto físico com os irmãos. Desse ataque de surpresa resultou a retirada dos frades de Angola, o que satisfez o objectivo da PIDE/DGS de impedir que os missionários informassem países que pudessem interferir, de forma directa ou indirecta, no desenrolar das operações portuguesas contra os insurgentes.
O número de missões atribuídas aos Flechas em Angola durante o ano de 1972 é, per se, demonstrativo da importância dessa «tropa secreta» da PIDE/DGS: 128 missões conjuntas com o exército e 316 actuando de forma autónoma. Além de excelentes fontes de informações, os Flechas mostravam uma «elevada eficiência operacional». Assim provam as diversas condecorações e louvores que os Flechas acumularam durante um período de três anos. Foram agraciados com 14 Cruzes de Guerra e 11 louvores do governador-geral de Angola, o que é deveras representativo da eficiência e eficácia das suas operações militares e de recolha de informações em apoio das actividades de contra insurgência das tropas portuguesas.
Foram, igualmente, reconhecidos pelas SADF com a condecoração Honoris Crux, pela sua lealdade e bravura no combate ao movimento insurgente independentista SWAPO, depois da independência de Angola em 1974. O sul-africano Delville Linford reconheceu a excelência dos Flechas bosquímanos na arte da recolha de evidências e provas, acções de reconhecimento e vigilância, pese embora não fossem capazes de interpretar ou contextualizar as informações que obtinham.
Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo. O tenente-coronel Ron Reid-Daly, comandante dos Selous Scouts na Rodésia, considerou-os os melhores soldados indígenas que alguma vez conhecera durante a sua comissão de serviço em África. Reid-Daly possuía uma enorme experiência na arte da guerrilha não só na Rodésia, mas também na Malásia, durante a sua missão no Special Air Service (SAS) britânico, tropa especial de comandos temidos em todos os teatros operacionais em que participaram. Um elogio vindo desse temível guerreiro era um sinal inequívoco de qualidade.” (Observador)
25 de março de 2016
Fragata portuguesa atraca em Luanda
A fragata Vasco da Gama da Marinha portuguesa atracou quarta-feira no Porto de Luanda, no cumprimento de uma missão de cooperação técnico-militar entre os dois países.
O navio acaba de participar no exercício Obangame Express 2016, que reforçou a segurança marítima no Golfo da Guiné com acções de combate à pesca ilegal, à pirataria e ao tráfico de drogas e de seres humanos.
Depois de ter participado naquele exercício promovido pela Marinha norte-americana, a fragata Vasco da Gama cumpre agora uma missão bilateral, com vista ao reforço da cooperação com a Marinha de Guerra Angolana, disse o embaixador de Portugal, João Caetano da Silva.
Nesta missão são realizados exercícios navais na região do Ambriz, bem como manobras em Luanda e Lobito, com a participação de fuzileiros angolanos e portugueses. O capitão-de-fragata Neves Rodrigues disse que o navio da Armada tem participado em programas de cooperação técnica e militar com os países africanos de língua portuguesa.
Segundo Neves Rodrigues, a segurança marítima no Mundo, em particular no Golfo da Guiné, requer cooperação internacional. “Ninguém, por si só, conseguirá vencer esta batalha de travar a pesca ilegal, a pirataria e o trafico de drogas e outros”, enfatizou.
Antes de atracar em Angola, a fragata Vasco da Gama, que partiu de Lisboa a 29 de Fevereiro para participar no exercício Obangame Express 2016, escalou Cabo Verde, Congo e República Democrática do Congo, onde realizou manobras conjuntas com efectivos destes países.
O navio português tem a bordo 185 militares, incluindo uma secção de fuzileiros, uma grupo de mergulhadores de combate e uma equipa médica de treino e assistência humanitária.(Jornal Angola)
O navio acaba de participar no exercício Obangame Express 2016, que reforçou a segurança marítima no Golfo da Guiné com acções de combate à pesca ilegal, à pirataria e ao tráfico de drogas e de seres humanos.
Depois de ter participado naquele exercício promovido pela Marinha norte-americana, a fragata Vasco da Gama cumpre agora uma missão bilateral, com vista ao reforço da cooperação com a Marinha de Guerra Angolana, disse o embaixador de Portugal, João Caetano da Silva.
Nesta missão são realizados exercícios navais na região do Ambriz, bem como manobras em Luanda e Lobito, com a participação de fuzileiros angolanos e portugueses. O capitão-de-fragata Neves Rodrigues disse que o navio da Armada tem participado em programas de cooperação técnica e militar com os países africanos de língua portuguesa.
Segundo Neves Rodrigues, a segurança marítima no Mundo, em particular no Golfo da Guiné, requer cooperação internacional. “Ninguém, por si só, conseguirá vencer esta batalha de travar a pesca ilegal, a pirataria e o trafico de drogas e outros”, enfatizou.
Antes de atracar em Angola, a fragata Vasco da Gama, que partiu de Lisboa a 29 de Fevereiro para participar no exercício Obangame Express 2016, escalou Cabo Verde, Congo e República Democrática do Congo, onde realizou manobras conjuntas com efectivos destes países.
O navio português tem a bordo 185 militares, incluindo uma secção de fuzileiros, uma grupo de mergulhadores de combate e uma equipa médica de treino e assistência humanitária.(Jornal Angola)
18 de março de 2016
Fragata NRP VASCO DA GAMA visita Angola
A fragata NRP VASCO DA GAMA, no âmbito das Forças Nacionais Destacadas, participando em missão na costa ocidental africana, tem previsto visitar os portos de Luanda (23 a 27 de Março) e do Lobito (29 a 31 de Março), em Angola.Esta visita visa apoiar os projectos em curso no domínio da cooperação técnico-militar, potenciando as capacidades de defesa e segurança marítima, e as relações de amizade e confiança entre os dois países.
Antes da visita o navio participará no exercício OBANGAME/SAHARAN EXPRESS 2016 promovido pelo USNaval Forces Africa (NAVAF), sob o Comando do US AFRICOM, no Golfo da Guiné. Este exercício visa contribuir para o esforço da comunidade internacional na capacitação dos países da região do Golfo da Guiné na segurança marítima. Durante esse exercício a fragata NRP VASCO DA GAMA realizará várias interacções de treino e formação com equipas das Forças Armadas de Angola, e com o Centro de Operações Marítimas em Luanda.
A fragata VASCO DA GAMA é comandada pelo capitão-de-fragata Neves Rodrigues, tem embarcados 185 militares, incluindo uma secção de fuzileiros com equipas de abordagem, uma equipa de mergulhadores de combate, e uma equipa médica para treino e assistência humanitária. Tem ainda embarcados vários militares convidados de Marinhas Amigas e Aliadas. (Emgfa)
Antes da visita o navio participará no exercício OBANGAME/SAHARAN EXPRESS 2016 promovido pelo USNaval Forces Africa (NAVAF), sob o Comando do US AFRICOM, no Golfo da Guiné. Este exercício visa contribuir para o esforço da comunidade internacional na capacitação dos países da região do Golfo da Guiné na segurança marítima. Durante esse exercício a fragata NRP VASCO DA GAMA realizará várias interacções de treino e formação com equipas das Forças Armadas de Angola, e com o Centro de Operações Marítimas em Luanda.
A fragata VASCO DA GAMA é comandada pelo capitão-de-fragata Neves Rodrigues, tem embarcados 185 militares, incluindo uma secção de fuzileiros com equipas de abordagem, uma equipa de mergulhadores de combate, e uma equipa médica para treino e assistência humanitária. Tem ainda embarcados vários militares convidados de Marinhas Amigas e Aliadas. (Emgfa)
10 de outubro de 2015
Autoridade Marítima realça cooperação com Angola
O também comandante-geral da Polícia Marítima de Portugal, vice-almirante António Silva Ribeiro, falava em declarações à agência Lusa, à margem da Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética, que hoje arrancou na capital angolana.
António Silva Ribeiro, que na conferência será orador do tema sobre "Respostas à Insegurança Marítima: Enquadramento Jurídico e Coordenação Inter-regional", sublinhou a solidez da cooperação entre as marinhas de guerra de Portugal e de Angola, assente fundamentalmente na formação de quadros.
Segundo António Silva Ribeiro, há vários anos que quadros angolanos têm sido formados através da cooperação portuguesa, quer em Angola quer em Portugal, potenciando assim os recursos humanos angolanos.
O director da Autoridade Marítima de Portugal frisou ainda a importância para Portugal da cooperação "entre dois países irmãos", que "se fortalecem mutuamente nas suas capacidades, para que as suas forças armadas cumpram a missão essencial de garantir a segurança nos espaços marítimos".
Sobre a segurança marítima na região do Golfo da Guiné, afectado nos últimos tempos pelo fenómeno da pirataria e a preocupação central desta cimeira de Luanda, António Silva Ribeiro disse que Portugal, no quadro das organizações de carácter bilateral e multilateral, tem estado empenhado em contribuir para a segurança daquela área.
"É frequente a visita de navios de guerra portugueses e de patrulhas, que colaboram nos esforços multinacionais de segurança na região", disse o responsável, realçando a importância do esforço bilateral com Angola nesse domínio.
"A nossa cooperação é muito intensa e temos tido resultados excelentes que, espero, contribuam para que a marinha de Angola progressivamente vá fortalecendo as suas capacidades e cumprindo as suas missões bem como tem sido hábito", destacou.
Na sexta-feira, o oficial da marinha de guerra portuguesa pretende abordar numa perspectiva multidisciplinar problemas que afectam a segurança no mar, nomeadamente temas de cariz diplomático, resultante dos processos de extensão da plataforma continental, problemas de natureza ambiental resultantes da sobre-exploração dos mares, da poluição e dos processos industriais. (NM)
António Silva Ribeiro, que na conferência será orador do tema sobre "Respostas à Insegurança Marítima: Enquadramento Jurídico e Coordenação Inter-regional", sublinhou a solidez da cooperação entre as marinhas de guerra de Portugal e de Angola, assente fundamentalmente na formação de quadros.
Segundo António Silva Ribeiro, há vários anos que quadros angolanos têm sido formados através da cooperação portuguesa, quer em Angola quer em Portugal, potenciando assim os recursos humanos angolanos.
O director da Autoridade Marítima de Portugal frisou ainda a importância para Portugal da cooperação "entre dois países irmãos", que "se fortalecem mutuamente nas suas capacidades, para que as suas forças armadas cumpram a missão essencial de garantir a segurança nos espaços marítimos".
Sobre a segurança marítima na região do Golfo da Guiné, afectado nos últimos tempos pelo fenómeno da pirataria e a preocupação central desta cimeira de Luanda, António Silva Ribeiro disse que Portugal, no quadro das organizações de carácter bilateral e multilateral, tem estado empenhado em contribuir para a segurança daquela área.
"É frequente a visita de navios de guerra portugueses e de patrulhas, que colaboram nos esforços multinacionais de segurança na região", disse o responsável, realçando a importância do esforço bilateral com Angola nesse domínio.
"A nossa cooperação é muito intensa e temos tido resultados excelentes que, espero, contribuam para que a marinha de Angola progressivamente vá fortalecendo as suas capacidades e cumprindo as suas missões bem como tem sido hábito", destacou.
Na sexta-feira, o oficial da marinha de guerra portuguesa pretende abordar numa perspectiva multidisciplinar problemas que afectam a segurança no mar, nomeadamente temas de cariz diplomático, resultante dos processos de extensão da plataforma continental, problemas de natureza ambiental resultantes da sobre-exploração dos mares, da poluição e dos processos industriais. (NM)
30 de agosto de 2015
Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visita academias militares em Angola
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional manifestou "orgulho" pelo contributo de Portugal para a edificação da Academia Naval e da Escola Superior de Guerra, cujas instalações visitou, em Luanda.
"É para nós afectivamente muito importante a cooperação e, apesar das nossas limitações, queremos corresponder ao que esperam de nós", afirmou Berta Cabral na Base Naval de Luanda, onde foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, Vice-Almirante Valentim António.
"Atravessámos um período difícil mas nunca descurámos a Cooperação Técnico-Militar (CTM), mantendo sempre o nível do compromisso orçamental, tal como aconteceu com as Forças Nacionais Destacadas", acrescentou Berta Cabral, após o brífingue do Comandante da Academia Naval, Vice-Almirante António Oliveira Miranda.
Na Estrada de Viana, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional foi recebida pelo Comandante da Escola Superior de Guerra, General Jorge Manuel dos Santos "Sukissa", e transmitiu uma mensagem semelhante, de orgulho pelo papel dos assessores portugueses da CTM que ajudam a ministrar os cursos neste instituto superior, com capacidade para 200 alunos e um centro médico com 20 camas. Actualmente são três os professores portugueses em regime permanente e 16 convidados.
Ao início da tarde, Berta Cabral visitou as instalações da Cooperação Técnico-Militar portuguesa em Luanda, tendo sido recebida pelo Director do Núcleo Conjunto de Coordenação, Coronel José Feliciano.
A agenda de quarta-feira da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional incluiu ainda uma visita ao Memorial António Agostinho Neto, onde depôs uma coroa de flores, junto ao túmulo do primeiro Presidente da República de Angola. (Defesa)
"É para nós afectivamente muito importante a cooperação e, apesar das nossas limitações, queremos corresponder ao que esperam de nós", afirmou Berta Cabral na Base Naval de Luanda, onde foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, Vice-Almirante Valentim António.
"Atravessámos um período difícil mas nunca descurámos a Cooperação Técnico-Militar (CTM), mantendo sempre o nível do compromisso orçamental, tal como aconteceu com as Forças Nacionais Destacadas", acrescentou Berta Cabral, após o brífingue do Comandante da Academia Naval, Vice-Almirante António Oliveira Miranda.
Na Estrada de Viana, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional foi recebida pelo Comandante da Escola Superior de Guerra, General Jorge Manuel dos Santos "Sukissa", e transmitiu uma mensagem semelhante, de orgulho pelo papel dos assessores portugueses da CTM que ajudam a ministrar os cursos neste instituto superior, com capacidade para 200 alunos e um centro médico com 20 camas. Actualmente são três os professores portugueses em regime permanente e 16 convidados.
Ao início da tarde, Berta Cabral visitou as instalações da Cooperação Técnico-Militar portuguesa em Luanda, tendo sido recebida pelo Director do Núcleo Conjunto de Coordenação, Coronel José Feliciano.
A agenda de quarta-feira da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional incluiu ainda uma visita ao Memorial António Agostinho Neto, onde depôs uma coroa de flores, junto ao túmulo do primeiro Presidente da República de Angola. (Defesa)
3 de junho de 2015
PATRULHA OCEÂNICO FIGUEIRA DA FOZ EM COOPERAÇÃO TÉCNICO-MILITAR EM ANGOLA
O Navio Patrulha Oceânico Figueira da Foz chegou a Luanda no passado dia 30 de maio de 2015, com o objectivo de realizar diversas actividades entre a Marinha de Guerra de Angola e a Marinha Portuguesa, no âmbito da iniciativa de cooperação técnico-militar, denominada MAR ABERTO.
A iniciativa MAR ABERTO traduz o empenhamento de Portugal no fortalecimento das relações de cooperação bilateral com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através do desenvolvimento de diversas acções que possibilitem a passagem de conhecimentos tendentes à edificação e desenvolvimento de capacidades próprias dos países parceiros.
Neste âmbito, a presença do Figueira da Foz em Luanda incidirá na realização de múltiplas acções que contribuirão para o estreitamento das relações de cooperação bilateral, nomeadamente através de um conjunto de iniciativas complementares que têm vindo a ser desenvolvidas pela cooperação técnico militar portuguesa em matéria de formação e ensino junto da Marinha de Guerra Angolana.
Das várias iniciativas destaca-se a realização de uma conferência subordinada ao tema "Bioterrorismo", destinada a profissionais de saúde das Forças Armadas de Angola; A visita de Auditores do curso da Escola Superior de Guerra das Forças Armadas Angolanas; Instrução e treino a bordo para cadetes alunos do Instituto Superior Técnico Militar, e outras no domínio específico das operações de mergulho e operações de abordagem no mar com equipas de segurança de fuzileiros de ambas as marinhas.
Salienta-se ainda a presença a bordo de cinco oficiais da Marinha de Guerra de Angola do Patrulha Oceânico Figueira da Foz, que irão participar em acções de treino de perícias de marinharia e de limitação de avarias, organização de bordo e acções relacionadas com a segurança marítima e recuperação de náufragos.
Durante o período de permanência em Luanda, o Figueira da Foz estará aberto a visitas recebendo, no dia 2 de Junho, durante a navegação para demonstração de capacidades do navio a operar no mar, a visita dos Ministros da Defesa de Angola e de Portugal.
O NRP Figueira da Foz, comandado pelo Capitão-tenente Pedro de Lucena Coelho Dias, é o segundo navio da classe Viana do Castelo e tem embarcado sessenta militares, entre os quais uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
O navio permanecerá no porto de Luanda até ao próximo dia 5 de Junho de 2015. (Emgfa)
A iniciativa MAR ABERTO traduz o empenhamento de Portugal no fortalecimento das relações de cooperação bilateral com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através do desenvolvimento de diversas acções que possibilitem a passagem de conhecimentos tendentes à edificação e desenvolvimento de capacidades próprias dos países parceiros.
Neste âmbito, a presença do Figueira da Foz em Luanda incidirá na realização de múltiplas acções que contribuirão para o estreitamento das relações de cooperação bilateral, nomeadamente através de um conjunto de iniciativas complementares que têm vindo a ser desenvolvidas pela cooperação técnico militar portuguesa em matéria de formação e ensino junto da Marinha de Guerra Angolana.
Das várias iniciativas destaca-se a realização de uma conferência subordinada ao tema "Bioterrorismo", destinada a profissionais de saúde das Forças Armadas de Angola; A visita de Auditores do curso da Escola Superior de Guerra das Forças Armadas Angolanas; Instrução e treino a bordo para cadetes alunos do Instituto Superior Técnico Militar, e outras no domínio específico das operações de mergulho e operações de abordagem no mar com equipas de segurança de fuzileiros de ambas as marinhas.
Salienta-se ainda a presença a bordo de cinco oficiais da Marinha de Guerra de Angola do Patrulha Oceânico Figueira da Foz, que irão participar em acções de treino de perícias de marinharia e de limitação de avarias, organização de bordo e acções relacionadas com a segurança marítima e recuperação de náufragos.
Durante o período de permanência em Luanda, o Figueira da Foz estará aberto a visitas recebendo, no dia 2 de Junho, durante a navegação para demonstração de capacidades do navio a operar no mar, a visita dos Ministros da Defesa de Angola e de Portugal.
O NRP Figueira da Foz, comandado pelo Capitão-tenente Pedro de Lucena Coelho Dias, é o segundo navio da classe Viana do Castelo e tem embarcado sessenta militares, entre os quais uma equipa de fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
O navio permanecerá no porto de Luanda até ao próximo dia 5 de Junho de 2015. (Emgfa)
Portugal e Angola reforçam relações no domínio da Defesa
De acordo com José Pedro Aguiar-Branco, que falava ontem de manhã na cerimónia de boas-vindas, Portugal e Angola têm vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos um forte relacionamento bilateral na área da defesa. Acrescentando que essa forte relação tem tradição num programa quadro que tem englobado uma série de projectos nas mais diversas áreas, permitindo assim uma proximidade muito forte entre as forças armadas dos dois países.
"Portugal e Angola há 19 anos assinaram um acordo no domínio da defesa, este, embora alicerçado na cooperação técnico-militar, também tem uma finalidade mais alargada no relacionamento entre a defesa que permite assim desenvolver um conjunto de acções mais abrangentes", sublinhou o responsável pela pasta da Defesa Nacional.
Ainda durante a manhã de ontem, realizou-se a reunião bilateral onde foi analisado e revisto o estado de implementação do Acordo de Cooperação Técnico-Militar entre os dois países. No final deste encontro, os dois governantes assinaram um protocolo no domínio do Ensino e da Formação Militar tendo também sido acordado uma estratégia de cooperação na área das indústrias de defesa.
Em declarações à imprensa o ministro da Defesa Nacional garantiu que os acordos assinados permitirão "intensificar" a formação portuguesa a militares angolanos, em institutos nacionais ou de Angola.
"É um encontro que mais uma vez atesta e testemunha a excelência da relação dos nossos países no âmbito e no sector da Defesa Nacional. (...) Tenho a certeza que continuarão a existir estes encontros bilaterais no âmbito da Defesa Nacional e da excelência da cooperação que ela representa", concluiu José Pedro Aguiar-Branco.
Já o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço reconheceu que as relações entre os dois países "são boas" e que "muito em particular Angola tem beneficiado" na área da formação de quadros, nomeadamente nas Ciências Médicas e da Marinha.
"Nesta ocasião aproveitamos a oportunidade para reafirmar a necessidade não só de continuação dessa mesma cooperação, mas dentro do possível o seu reforço", referiu João Lourenço, assumindo o objectivo de "elevar o nível de cooperação".
"A formação do homem revela-se de extrema importância e no quadro das nossas relações contamos com Portugal", concluiu o ministro da Defesa angolano.
Desde 1990 e até ao final deste ano, cerca de 950 militares angolanos terão sido formados por portugueses.
José Pedro Aguiar-Branco está acompanhado, nesta visita oficial, pela idD Portugal e por uma delegação de dez empresas portuguesas de indústrias de Defesa Nacionais.(Defesa)
"Portugal e Angola há 19 anos assinaram um acordo no domínio da defesa, este, embora alicerçado na cooperação técnico-militar, também tem uma finalidade mais alargada no relacionamento entre a defesa que permite assim desenvolver um conjunto de acções mais abrangentes", sublinhou o responsável pela pasta da Defesa Nacional.
Ainda durante a manhã de ontem, realizou-se a reunião bilateral onde foi analisado e revisto o estado de implementação do Acordo de Cooperação Técnico-Militar entre os dois países. No final deste encontro, os dois governantes assinaram um protocolo no domínio do Ensino e da Formação Militar tendo também sido acordado uma estratégia de cooperação na área das indústrias de defesa.
Em declarações à imprensa o ministro da Defesa Nacional garantiu que os acordos assinados permitirão "intensificar" a formação portuguesa a militares angolanos, em institutos nacionais ou de Angola.
"É um encontro que mais uma vez atesta e testemunha a excelência da relação dos nossos países no âmbito e no sector da Defesa Nacional. (...) Tenho a certeza que continuarão a existir estes encontros bilaterais no âmbito da Defesa Nacional e da excelência da cooperação que ela representa", concluiu José Pedro Aguiar-Branco.
Já o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço reconheceu que as relações entre os dois países "são boas" e que "muito em particular Angola tem beneficiado" na área da formação de quadros, nomeadamente nas Ciências Médicas e da Marinha.
"Nesta ocasião aproveitamos a oportunidade para reafirmar a necessidade não só de continuação dessa mesma cooperação, mas dentro do possível o seu reforço", referiu João Lourenço, assumindo o objectivo de "elevar o nível de cooperação".
"A formação do homem revela-se de extrema importância e no quadro das nossas relações contamos com Portugal", concluiu o ministro da Defesa angolano.
Desde 1990 e até ao final deste ano, cerca de 950 militares angolanos terão sido formados por portugueses.
José Pedro Aguiar-Branco está acompanhado, nesta visita oficial, pela idD Portugal e por uma delegação de dez empresas portuguesas de indústrias de Defesa Nacionais.(Defesa)
Etiquetas:
Angola,
Cooperação técnico-militar,
MDN,
Portugal
2 de junho de 2015
Arsenal do Alfeite admite contratar mais trabalhadores
A administração dos estaleiros públicos do Arsenal do Alfeite (AA) admite aumentar o número de trabalhadores, actualmente acima do meio milhar, estando expectante na obtenção de um contrato de 180 milhões de euros para a marinha angolana.
A posição foi assumida em declarações à agência Lusa, em Luanda, pela presidente do conselho de administração do AA, Andreia Ventura, que acompanha a visita oficial do ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, a Angola, juntamente com representantes da indústria militar portuguesa.
"Não tencionamos reduzir [a força de trabalho] e esperamos que o trabalho nos permita aumentar", afirmou Andreia Ventura, sublinhando que o Alfeite conta actualmente com 514 trabalhadores, estando a administração a firmar contratos plurianuais de reparação naval com a Marinha portuguesa, principal cliente, para garantir a sustentabilidade da operação, deficitária nos últimos anos.
Em Luanda, no âmbito da visita da delegação oficial portuguesa, a administradora do AA apresentou ao Ministério da Defesa Nacional de Angola uma proposta para a construção de quatro lanchas de fiscalização de 28 metros e outras duas de 58 metros de comprimento, um negócio de 180 milhões de euros com entrega dos meios prevista a seis anos.
"A nossa proposta é de concepção, construção e ajuda a manter e operar as embarcações durante o período de vida destas, que são 25 a 30 anos. É uma proposta completa", explicou Andreia Ventura.
São navios destinados a assegurar a fiscalização e patrulhamento marítimo, precisamente uma das dificuldades da marinha angolana. Está também prevista a formação de quadros, em Portugal e em Angola, para operar e assegurar a manutenção destes navios. (CM)
Angola admite comprar navios militares a Portugal
O ministro da Defesa Nacional de Angola, João Lourenço, admitiu hoje a possibilidade de compra de navios militares a Portugal, à margem da visita oficial que o homólogo português, José Pedro Aguiar-Branco está a realizar a Luanda.
No âmbito desta visita, o governante português faz-se acompanhar do navio-patrulha Figueira da Foz, de 83 metros e o segundo da classe construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que realizará exercícios militares em Luanda.
"E uma possibilidade que fica em aberto [compra de navios militares a Portugal], não se fecha porta nenhuma", disse o ministro João Lourenço, questionado pela agência Lusa depois de se reunir com José Pedro Aguiar-Branco, encontro que serviu para firmar um acordo que permitirá reforçar a formação de militares angolanos em Portugal.
A marinha angolana necessita de equipamento, nomeadamente navios, e enfrenta, como os restantes países da região, os problemas de pirataria marítima no Golfo da Guiné.
Ainda assim, e apesar de admitir a possibilidade de compra de navios militares a Portugal, o governante angolano sublinhou que esse cenário não foi directamente abordado na reunião com José Pedro Aguiar-Branco.
O ministro português foi hoje recebido no Ministério da Defesa Nacional de Angola com honras militares, tendo transmitido a disponibilidade de Portugal para apoiar o combate à pirataria e narcotráfico naquela área, por afectar rotas marítimas internacionais.
"Abordamos essa matéria, ela passa também pelo desenvolvimento e um estreitamento entre nossas marinhas, que já é muito forte, mas que pode e deve ser reforçada, a nível da formação e treino", disse José Pedro Aguiar-Branco.
O executivo angolano encomendou em Setembro, ao Brasil, a construção de sete navios-patrulha com 55,6 metros de comprimento, no âmbito de um Memorando de Entendimento Técnico rubricado entre os dois governos.
Em causa está a execução do Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano (Pronaval), que contará com o apoio da Empresa Gerencial de Projectos Navais (Emgepron) da Força Naval Brasileira.
Quatro dos navios serão construídos no Brasil (Rio de Janeiro) e os três restantes num estaleiro angolano a instalar na província do Cuanza Sul, 200 quilómetros a sul de Luanda.
Não foram revelados os montantes deste negócio com o Brasil.
Os navios construídos nos antigos estaleiros públicos de Viana do Castelo, entretanto subconcessionados ao grupo Martifer, contam com uma tripulação de 38 elementos, podem receber um helicóptero Lynx e estão ainda equipados com duas lanchas que podem transportar 25 pessoas.
Cada navio custa, em média, mais de 30 milhões de euros. Dinheiro Digital com Lusa
No âmbito desta visita, o governante português faz-se acompanhar do navio-patrulha Figueira da Foz, de 83 metros e o segundo da classe construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que realizará exercícios militares em Luanda.
"E uma possibilidade que fica em aberto [compra de navios militares a Portugal], não se fecha porta nenhuma", disse o ministro João Lourenço, questionado pela agência Lusa depois de se reunir com José Pedro Aguiar-Branco, encontro que serviu para firmar um acordo que permitirá reforçar a formação de militares angolanos em Portugal.
A marinha angolana necessita de equipamento, nomeadamente navios, e enfrenta, como os restantes países da região, os problemas de pirataria marítima no Golfo da Guiné.
Ainda assim, e apesar de admitir a possibilidade de compra de navios militares a Portugal, o governante angolano sublinhou que esse cenário não foi directamente abordado na reunião com José Pedro Aguiar-Branco.
O ministro português foi hoje recebido no Ministério da Defesa Nacional de Angola com honras militares, tendo transmitido a disponibilidade de Portugal para apoiar o combate à pirataria e narcotráfico naquela área, por afectar rotas marítimas internacionais.
"Abordamos essa matéria, ela passa também pelo desenvolvimento e um estreitamento entre nossas marinhas, que já é muito forte, mas que pode e deve ser reforçada, a nível da formação e treino", disse José Pedro Aguiar-Branco.
O executivo angolano encomendou em Setembro, ao Brasil, a construção de sete navios-patrulha com 55,6 metros de comprimento, no âmbito de um Memorando de Entendimento Técnico rubricado entre os dois governos.
Em causa está a execução do Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano (Pronaval), que contará com o apoio da Empresa Gerencial de Projectos Navais (Emgepron) da Força Naval Brasileira.
Quatro dos navios serão construídos no Brasil (Rio de Janeiro) e os três restantes num estaleiro angolano a instalar na província do Cuanza Sul, 200 quilómetros a sul de Luanda.
Não foram revelados os montantes deste negócio com o Brasil.
Os navios construídos nos antigos estaleiros públicos de Viana do Castelo, entretanto subconcessionados ao grupo Martifer, contam com uma tripulação de 38 elementos, podem receber um helicóptero Lynx e estão ainda equipados com duas lanchas que podem transportar 25 pessoas.
Cada navio custa, em média, mais de 30 milhões de euros. Dinheiro Digital com Lusa
1 de junho de 2015
Cerca de 830 militares angolanos foram formados por Portugal entre 1990 e 2014
O protocolo, que envolve a formação de militares angolanos em Portugal e Angola, foi rubricado hoje, em Luanda, no âmbito da visita oficial que o ministro da Defesa Nacional português, José Pedro Aguiar-Branco, está a realizar a Luanda.
No final da reunião com o homólogo português, o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço, reconheceu que as relações entre os dois países "são boas" e que "muito em particular Angola tem beneficiado" na área da formação de quadros, nomeadamente nas ciências médicas e de marinheiros.
"Nesta ocasião aproveitamos a oportunidade para reafirmar a necessidade não só de continuação dessa mesma cooperação, mas dentro do possível o seu reforço", apontou João Lourenço, assumindo o objectivo de "elevar o nível de cooperação".
"A formação do homem revela-se de extrema importância e no quadro das nossas relações contamos com Portugal", reconheceu ainda o ministro da Defesa angolano.
Durante o encontro com o homólogo angolano, o ministro José Pedro Aguiar-Branco assistiu à assinatura de um protocolo nos domínios do ensino e da formação militar e um acordo geral de cooperação técnico-militar, instrumentos que visam nomeadamente incrementar a formação que Portugal já fornece aos militares angolanos.
Segundo dados do Ministério da Defesa Nacional de Portugal, desde 1990 e até ao final deste ano, cerca de 950 militares angolanos terão sido formados por portugueses.
No final, também em declarações aos jornalistas, o ministro português garantiu que estes acordos permitirão "intensificar" a formação portuguesa a militares angolanos, em institutos nacionais ou de Angola.
José Pedro Aguiar-Branco está acompanhando em Luanda de uma comitiva de uma dezena de empresas das indústrias militares, que prevêem garantir negócios de 50 milhões de euros com Angola.
Também o navio-patrulha Figueira da Foz, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, está em Luanda para manobras militares com a marinha angolana.
Concretamente na área da reparação e da construção naval, o ministro afirma ter abordado com o governante angolano a possibilidade de "intensificar" as relações com Angola.
"É um encontro que mais uma vez atesta e testemunha a excelência da relação dos nossos países no âmbito e no sector da Defesa Nacional. Não há duas sem três, esta é a segunda visita que faço, não quero dizer que seja eu o protagonista de uma terceira, mas tenho a certeza que continuarão a existir estes encontros bilaterais no âmbito da Defesa Nacional e da excelência da cooperação que ela representa", rematou Aguiar-Branco. (NM)
No final da reunião com o homólogo português, o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço, reconheceu que as relações entre os dois países "são boas" e que "muito em particular Angola tem beneficiado" na área da formação de quadros, nomeadamente nas ciências médicas e de marinheiros.
"Nesta ocasião aproveitamos a oportunidade para reafirmar a necessidade não só de continuação dessa mesma cooperação, mas dentro do possível o seu reforço", apontou João Lourenço, assumindo o objectivo de "elevar o nível de cooperação".
"A formação do homem revela-se de extrema importância e no quadro das nossas relações contamos com Portugal", reconheceu ainda o ministro da Defesa angolano.
Durante o encontro com o homólogo angolano, o ministro José Pedro Aguiar-Branco assistiu à assinatura de um protocolo nos domínios do ensino e da formação militar e um acordo geral de cooperação técnico-militar, instrumentos que visam nomeadamente incrementar a formação que Portugal já fornece aos militares angolanos.
Segundo dados do Ministério da Defesa Nacional de Portugal, desde 1990 e até ao final deste ano, cerca de 950 militares angolanos terão sido formados por portugueses.
No final, também em declarações aos jornalistas, o ministro português garantiu que estes acordos permitirão "intensificar" a formação portuguesa a militares angolanos, em institutos nacionais ou de Angola.
José Pedro Aguiar-Branco está acompanhando em Luanda de uma comitiva de uma dezena de empresas das indústrias militares, que prevêem garantir negócios de 50 milhões de euros com Angola.
Também o navio-patrulha Figueira da Foz, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, está em Luanda para manobras militares com a marinha angolana.
Concretamente na área da reparação e da construção naval, o ministro afirma ter abordado com o governante angolano a possibilidade de "intensificar" as relações com Angola.
"É um encontro que mais uma vez atesta e testemunha a excelência da relação dos nossos países no âmbito e no sector da Defesa Nacional. Não há duas sem três, esta é a segunda visita que faço, não quero dizer que seja eu o protagonista de uma terceira, mas tenho a certeza que continuarão a existir estes encontros bilaterais no âmbito da Defesa Nacional e da excelência da cooperação que ela representa", rematou Aguiar-Branco. (NM)
30 de maio de 2015
Empresas portuguesas de Defesa tentam negócios de 50 ME com Angola
A informação foi transmitida hoje à Lusa pelo presidente do Conselho de Administração da idD Portugal (plataforma das indústrias de Defesa nacionais), Eduardo Neto Filipe, que juntamente com cerca de uma dezena de empresas do sector acompanha a visita oficial que o ministro da Defesa Nacional realiza à capital angolana.
"O objectivo desta missão é reforçar a relação comercial e económica entre as indústrias de Defesa portuguesa e a república de Angola. Há um enorme potencial nesta área, nomeadamente, em sectores como a construção e reparação naval, produção de vestuário técnico-profissional e uniformes militares mas também para as empresas que actuam no mercado das soluções de software", explicou o administrador da idD.
Eduardo Neto Filipe acrescentou que a expectativa é que esta missão "possa representar, a curto prazo, um potencial de negócios para as indústrias de Defesa na ordem dos 50 milhões de euros".
"A promoção das indústrias de Defesa portuguesas em Angola é um trabalho que não se esgota nesta visita e que irá continuar nos próximos meses", garantiu ainda.
Os governos de Angola e de Portugal assinam na segunda-feira, em Luanda, um protocolo na área da formação militar, durante a visita do ministro da Defesa português.
Segundo informação disponibilizada pelo ministério de José Pedro Aguiar-Branco, a visita oficial do governante português a Luanda, segunda e terça-feira, surge a convite do homólogo angolano, o ministro João Lourenço, na qual marcará igualmente presença o navio-patrulha Figueira da Foz, construído para a marinha portuguesa nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
No primeiro dia de visita, além da assinatura de um protocolo no domínio de Ensino e Formação Militar, estão previstas reuniões bilaterais, com os ministros da Defesa e dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.
A componente empresarial da missão portuguesa em Luanda foi organizada pela idD em conjunto com a marinha de Portugal, com as empresas nacionais a exporem os respectivos produtos e serviços, até terça-feira, a bordo do Navio Patrulha Oceânico (NPO) Figueira da Foz, no porto da capital angolana.
A componente naval é precisamente um dos destaques da missão, que integra representantes dos estaleiros públicos do Arsenal do Alfeite, da West Sea (do grupo Martifer, que assumiu a subconcessão dos estaleiros de Viana) e dos Estaleiros Navais de Peniche.
Para além das exposições e apresentações a bordo do navio-patrulha português, as empresas representadas, segundo a idD, já agendaram reuniões com parceiros angolanos.
Nos últimos meses, a idD Portugal informa ter desenvolvido outras missões empresariais à Colômbia, Índia, Abu Dhabi, Brasil e Madrid, bem como acções em Portugal com delegações estrangeiras como a da Argélia, Tunísia, Polónia, Ucrânia, Angola e Moçambique.
A idD estima um aumento das exportações na ordem dos 100 milhões de euros anuais para a economia nacional, como resultado desta promoção. (Lusa)
"O objectivo desta missão é reforçar a relação comercial e económica entre as indústrias de Defesa portuguesa e a república de Angola. Há um enorme potencial nesta área, nomeadamente, em sectores como a construção e reparação naval, produção de vestuário técnico-profissional e uniformes militares mas também para as empresas que actuam no mercado das soluções de software", explicou o administrador da idD.
Eduardo Neto Filipe acrescentou que a expectativa é que esta missão "possa representar, a curto prazo, um potencial de negócios para as indústrias de Defesa na ordem dos 50 milhões de euros".
"A promoção das indústrias de Defesa portuguesas em Angola é um trabalho que não se esgota nesta visita e que irá continuar nos próximos meses", garantiu ainda.
Os governos de Angola e de Portugal assinam na segunda-feira, em Luanda, um protocolo na área da formação militar, durante a visita do ministro da Defesa português.
Segundo informação disponibilizada pelo ministério de José Pedro Aguiar-Branco, a visita oficial do governante português a Luanda, segunda e terça-feira, surge a convite do homólogo angolano, o ministro João Lourenço, na qual marcará igualmente presença o navio-patrulha Figueira da Foz, construído para a marinha portuguesa nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
No primeiro dia de visita, além da assinatura de um protocolo no domínio de Ensino e Formação Militar, estão previstas reuniões bilaterais, com os ministros da Defesa e dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.
A componente empresarial da missão portuguesa em Luanda foi organizada pela idD em conjunto com a marinha de Portugal, com as empresas nacionais a exporem os respectivos produtos e serviços, até terça-feira, a bordo do Navio Patrulha Oceânico (NPO) Figueira da Foz, no porto da capital angolana.
A componente naval é precisamente um dos destaques da missão, que integra representantes dos estaleiros públicos do Arsenal do Alfeite, da West Sea (do grupo Martifer, que assumiu a subconcessão dos estaleiros de Viana) e dos Estaleiros Navais de Peniche.
Para além das exposições e apresentações a bordo do navio-patrulha português, as empresas representadas, segundo a idD, já agendaram reuniões com parceiros angolanos.
Nos últimos meses, a idD Portugal informa ter desenvolvido outras missões empresariais à Colômbia, Índia, Abu Dhabi, Brasil e Madrid, bem como acções em Portugal com delegações estrangeiras como a da Argélia, Tunísia, Polónia, Ucrânia, Angola e Moçambique.
A idD estima um aumento das exportações na ordem dos 100 milhões de euros anuais para a economia nacional, como resultado desta promoção. (Lusa)
Etiquetas:
Angola,
IDD,
Indústria Militar Portuguesa,
Portugal
12 de maio de 2015
Sukhoi-30 chegam a Angola no segundo semestre de 2015
Os primeiros seis caças Sukhoi-30 adquiridos pelo Governo angolano, que estiveram ao serviço da força aérea indiana, são esperados em Angola no segundo semestre do ano, tornando-se o país no terceiro de África com este tipo de aeronave.
Estes primeiros seis caças - de um conjunto de 12 - estão a concluir um programa de revisão, reparação e modernização na fábrica do construtor russo Sukhoi em Baranovichi, na Bielorrússia, segundo o portal especializado Aviation International News (AIN).
Durante o segundo semestre de 2015 vão intensificar-se as comemorações dos 40 anos da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), não sendo de descartar que a entrega destas aeronaves coincida com este programa. (Lusa)
Estes primeiros seis caças - de um conjunto de 12 - estão a concluir um programa de revisão, reparação e modernização na fábrica do construtor russo Sukhoi em Baranovichi, na Bielorrússia, segundo o portal especializado Aviation International News (AIN).
Durante o segundo semestre de 2015 vão intensificar-se as comemorações dos 40 anos da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), não sendo de descartar que a entrega destas aeronaves coincida com este programa. (Lusa)
4 de maio de 2015
Chefe do Estado-Maior do Exército português no aniversário dos Comandos angolanos
De acordo com uma fonte militar consultada pela Lusa, em Luanda, Portugal tem vindo a apoiar a formação nas Forças Armadas Angolanas, nomeadamente ao nível das forças especiais.
Por esse motivo, o CEME português participa em Cabo Ledo, 150 quilómetros a sul de Luanda, nas comemorações do 37.º aniversário das Forças Especiais (Comandos) de Angola, a convite do homólogo angolano, general Lúcio do Amaral, com quem se reuniu hoje.
Também hoje, no arranque da visita a Angola, que se prolonga até quinta-feira, o general Carlos Hernandez Jerónimo reuniu-se com o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Sachipengo Nunda.
Esta visita visa avaliar as relações bilaterais no domínio militar e estudar mecanismos para o reforço da cooperação com Angola, que actualmente envolve a formação de militares em Portugal, bem como a presença de formadores nacionais em unidades angolanas.
Durante este período, o CEME português visita várias unidades do Exército angolano, de acordo com o programa oficial.
No mesmo período, também o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, general Pina Monteiro, estará presente em Luanda, neste caso para a reunião das chefias militares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para 06 e 07 de Maio. (Lusa)
Por esse motivo, o CEME português participa em Cabo Ledo, 150 quilómetros a sul de Luanda, nas comemorações do 37.º aniversário das Forças Especiais (Comandos) de Angola, a convite do homólogo angolano, general Lúcio do Amaral, com quem se reuniu hoje.
Também hoje, no arranque da visita a Angola, que se prolonga até quinta-feira, o general Carlos Hernandez Jerónimo reuniu-se com o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Sachipengo Nunda.
Esta visita visa avaliar as relações bilaterais no domínio militar e estudar mecanismos para o reforço da cooperação com Angola, que actualmente envolve a formação de militares em Portugal, bem como a presença de formadores nacionais em unidades angolanas.
Durante este período, o CEME português visita várias unidades do Exército angolano, de acordo com o programa oficial.
No mesmo período, também o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, general Pina Monteiro, estará presente em Luanda, neste caso para a reunião das chefias militares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para 06 e 07 de Maio. (Lusa)
Etiquetas:
Angola,
CEME,
Forças Armadas,
Forças Especiais,
Formação,
Portugal,
Visitas Oficiais
3 de abril de 2015
FRAGATA BARTOLOMEU DIAS VISITA A CIDADE DO LOBITO (ANGOLA)
A fragata Bartolomeu Dias, da Marinha Portuguesa, atracou hoje no porto do Lobito, Benguela, para desenvolver a cooperação técnico-militar entre as Marinhas de Portugal e Angola, na iniciativa MAR ABERTO.
A iniciativa prevê acções de treino com um navio patrulha da classe Mandume, exercícios de mergulho de combate, intercâmbio de experiência na área da saúde militar, bem como diversas visitas a bordo por diferentes cursos de formação de especialistas da Marinha de Guerra Angolana.
No trânsito entre Luanda e o Lobito, a fragata Bartolomeu Dias embarcou 24 cadetes da Academia Naval Angolana que realizaram treino em alto mar, com enfoque nas perícias da navegação, da marinharia e da segurança no mar. Os cadetes integraram os serviços de bordo, tendo igualmente acompanhado e participado nas acções de treino nas áreas de limitação de avarias, do combate a sinistros a bordo e do socorrismo de combate, assim como em palestras no âmbito da segurança do tiro, da navegação e das comunicações.
A iniciativa MAR ABERTO visa o aprofundamento e o reforço da cooperação bilateral junto de países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através de acções de instrução e treino conjuntas, tendentes à edificação de capacidades próprias dos países parceiros, no quadro da estrutura superior das Forças Armadas, dos sistemas de segurança marítima e de autoridade marítima.
A fragata Bartolomeu Dias é comandada pelo capitão-de-fragata Paulo Cavaleiro Ângelo e tem embarcados 172 militares portugueses, bem como militares convidados de outras nacionalidades.(EMGFA)
A iniciativa prevê acções de treino com um navio patrulha da classe Mandume, exercícios de mergulho de combate, intercâmbio de experiência na área da saúde militar, bem como diversas visitas a bordo por diferentes cursos de formação de especialistas da Marinha de Guerra Angolana.
No trânsito entre Luanda e o Lobito, a fragata Bartolomeu Dias embarcou 24 cadetes da Academia Naval Angolana que realizaram treino em alto mar, com enfoque nas perícias da navegação, da marinharia e da segurança no mar. Os cadetes integraram os serviços de bordo, tendo igualmente acompanhado e participado nas acções de treino nas áreas de limitação de avarias, do combate a sinistros a bordo e do socorrismo de combate, assim como em palestras no âmbito da segurança do tiro, da navegação e das comunicações.
A iniciativa MAR ABERTO visa o aprofundamento e o reforço da cooperação bilateral junto de países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através de acções de instrução e treino conjuntas, tendentes à edificação de capacidades próprias dos países parceiros, no quadro da estrutura superior das Forças Armadas, dos sistemas de segurança marítima e de autoridade marítima.
A fragata Bartolomeu Dias é comandada pelo capitão-de-fragata Paulo Cavaleiro Ângelo e tem embarcados 172 militares portugueses, bem como militares convidados de outras nacionalidades.(EMGFA)
28 de março de 2015
“LOBOS” PORTUGUESES VOAM NO CÉU DE ANGOLA
A Esquadra 601 "LOBOS" da Força Aérea Portuguesa, realizou no dia 26 de Março de 2015 e no âmbito da cooperação técnico-militar com Países de Língua Portuguesa, uma missão de reconhecimento e vigilância da zona económica exclusiva da República de Angola.
A bordo foram transportados vários militares das Forças Armadas de Angola, salientando-se o General Comandante da Força Aérea Nacional, General Francisco "Hanga", o Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, Almirante Francisco José, o Chefe da Direcção de Informações Militares Operativas, Tenente-General Fragoso "Iani", o Chefe da Direcção de Aviação, Tenente-General Carlos Bamby, o Chefe da Direcção de Operações, Tenente-General Cunha Pinto e o Chefe da Direcção de Ensino e Preparação Combativa, Tenente-General António Santiago.
No decorrer do voo houve ainda oportunidade para efectuar uma demonstração dos modernos sensores que equipam a aeronave P-3C Cup+.
A presença dos "LOBOS" da Força Aérea Portuguesa em Angola, tem por finalidade o reforço da cooperação técnico-militar entre as duas nações e a participação no Exercício OBANGAME EXPRESS 2015. (Emgfa)
A bordo foram transportados vários militares das Forças Armadas de Angola, salientando-se o General Comandante da Força Aérea Nacional, General Francisco "Hanga", o Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, Almirante Francisco José, o Chefe da Direcção de Informações Militares Operativas, Tenente-General Fragoso "Iani", o Chefe da Direcção de Aviação, Tenente-General Carlos Bamby, o Chefe da Direcção de Operações, Tenente-General Cunha Pinto e o Chefe da Direcção de Ensino e Preparação Combativa, Tenente-General António Santiago.
No decorrer do voo houve ainda oportunidade para efectuar uma demonstração dos modernos sensores que equipam a aeronave P-3C Cup+.
A presença dos "LOBOS" da Força Aérea Portuguesa em Angola, tem por finalidade o reforço da cooperação técnico-militar entre as duas nações e a participação no Exercício OBANGAME EXPRESS 2015. (Emgfa)
Subscrever:
Mensagens (Atom)










.jpg)

