11 de janeiro de 2019

Para-quedistas empenhados na frente de combate em Bambari

Os para-quedistas portugueses da 4ª Força Nacional Destacada, em missão na República Centro-Africana ao serviço das Nações Unidas, foram empenhados esta tarde para uma operação de manutenção da paz, após um ataque violento de um grupo armado no centro da cidade de Bambari, situada a 400 km da capital Bangui.

Os capacetes azuis portugueses estiveram 5 horas em combate directo com elementos do grupo armado ex-Seleka UPC (União para a paz na República Centro-Africana), com o objectivo de proteger civis e restabelecer a paz, entrepondo-se entre o grupo opositor e a população civil indefesa. Os militares portugueses encontram-se todos em segurança.

A ofensiva por parte deste grupo armado foi levada a cabo com recurso a armamento pesado, numa demonstração de capacidade de controlo do comércio local, colocando civis no fogo cruzado durante o confronto com as Forças Armadas centro-africanas (FACA). As organizações governamentais têm tentado a todo o custo impedir a presença de combatentes no centro da cidade, que disputam recursos e a cobrança ilegal de impostos à população. A entrada do grupo armado em Bambari provocou a debandada precipitada da população para fora da cidade, ameaçando a estabilidade, a segurança e a liberdade de circulação.

Relembra-se que de acordo com as resoluções em vigor do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os pacificadores portugueses têm como tarefas prioritárias a proteção dos civis, o apoio ao processo de paz, facilitar a assistência humanitária e a proteção do pessoal, instalações, equipamentos e bens das Nações Unidas. O mandato da Missão Multidimensional Integrada das Nações para a estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) prevê a tomada de acções que antecipem, dissuadam e respondam, de forma efectiva, a ameaças sérias e credíveis à população civil.

Portugal contribui para o esforço internacional de manutenção da paz na República Centro-Africana desde o início de 2017, com uma companhia de tropas especiais do Exército português, a operar a partir da capital Bangui como Força de Reacção Rápida.

A actual Força Nacional Destacada é maioritariamente composta por tropas especiais para-quedistas do 2º Batalhão de Infantaria Para-quedista, que conta agora com um efectivo total de 180 militares, reforçadas com viaturas blindadas de rodas PANDUR. (Emgfa)