O Governo vai propor à NATO que a Escola de Sistema de Comunicação e Informação seja transferida para Oeiras, para as actuais instalações da organização, anunciou hoje o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.
A transferência da Escola de Sistema de Comunicação e Informação da NATO para Portugal ficou decidida em Junho deste ano, quando foi formalizada a reforma da estrutura da organização, cabendo ao Governo propor uma localização, um processo considerado complexo e dispendioso, já que a quantidade de pessoal e de alunos que comporta exige uma estrutura adequada construída de raiz ou a adaptação de uma já existente.
Pedro Aguiar-Branco revelou hoje, em entrevista à Antena 1, que as actuais instalações da NATO em Oeiras são "a zona onde [aquela escola] poderá ser acomodada de forma mais criteriosa, com uma gestão mais eficiente, onde os recursos podem ser utilizados de forma mais eficaz".
Segundo o ministro, o Governo vai agora fazer a proposta à NATO, seguindo-se um processo de avaliação e de quantificação dos custos da transferência da estrutura, esperando Aguiar-Branco que durante o primeiro semestre de 2012 essa "quantificação esteja feita e eventualmente aprovada".
Com a reforma da estrutura de comandos da NATO, Portugal vai acolher a Escola de Comunicações da organização, actualmente sediada em Itália, e o STRIKEFORNATO, uma força aeronaval localizada em Nápoles que vai substituir o Comando Conjunto de Oeiras.
Na mesma entrevista hoje à Antena 1, Aguiar-Branco reiterou que os cortes orçamentais em 2012 obrigam à reavaliação de diversos contratos e programas relacionados com o equipamento das Forças Armadas, sendo um dos casos o da compra dos helicópteros NH-90 para o Exército. Segundo o ministro, os aparelhos que deviam ser entregues a Portugal em 2012 ao abrigo desse contrato já não vão chegar no próximo ano.
Quanto ao congelamento das promoções nas Forças Armadas, referiu esperar encontrar até ao final do mandato uma solução que permita desbloquear esta situação sem que haja um aumento da despesa global.
O ministro da Defesa Nacional sublinhou que a austeridade é transversal e não afecta apenas os militares, afirmando que a proposta de Orçamento do Estado para 2012 do Governo "não tem almofadas" nem "folgas nenhumas". (P)
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