21 de dezembro de 2016

Presidente da República promete visitar militares que vão para a República Centro-Africana

O Presidente da República reafirmou esta quarta-feira a intenção de ir visitar os militares que, em Janeiro 2017, vão integrar a primeira força nacional destacada na República Centro-Africana, missão que demonstra a solidariedade de Portugal no contexto internacional.

"Reafirmando a intenção de vos visitar na República Centro-Africana, a todos vós desejo os maiores êxitos no cumprimento da missão de contribuir para manter a paz e a segurança internacionais na República Centro-Africana, na certeza absoluta de que sabereis prestigiar as nossas Forças Armadas, sempre, mas sempre a pensar no nosso Portugal", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava durante a cerimónia militar de entrega do estandarte nacional à primeira força nacional destacada na Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana.

Segundo o comandante supremo das Forças Armadas, a participação portuguesa nesta missão "assume especial relevância não apenas no quadro das operações de manutenção de paz das Nações Unidas", mas também porque demonstra a solidariedade e o empenhamento de Portugal no contexto internacional.

"Ademais coincidindo com o início de funções de um notável compatriota nosso, o Engenheiro António Guterres, como secretário-geral das Nações Unidas", enfatizou.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou o seu "profundo júbilo" em associar-se a este cerimónia que decorreu no regimento dos Comandos, na Carregueira, manifestando o "muito apreço aos militares que integram esta força".

Integrada na missão de estabilização das Nações Unidas na República Centro Africana, MINUSCA, a força portuguesa é composta por 160 militares, dos quais 90 do regimento de Comandos e quatro da equipa de controlo aéreo da Força Aérea Portuguesa, segundo informação do Exército português.

Estes militares do Exército estão em prontidão desde Julho para esta missão e vão partir em Janeiro, após seis meses de "intensa negociação" com a ONU para garantir condições de logística e segurança. Esta missão corresponde a um pedido de ajuda da França na sequência dos ataques terroristas em Paris, em 2015. (TSF)