1 de fevereiro de 2017

Exército reforça critérios de seleção médica

O Exército reformulou o processo de exames médicos aos candidatos aos cursos de Comandos, na sequência das recomendações apresentadas pela Inspecção Técnica Extraordinária (ITE) e efectuada pela Inspecção Geral do Exército (IGE), na sequência da morte de dois candidatos no curso 127º. Assim, de acordo com comunicado emitido pelo Exército, os exames médicos aos candidatos vão ser mais apertados nas provas para ingresso nas Tropas Especiais.

O processo vai passar a decorrer em três fases, diferenciadas pela complexidade dos exames efectuados. Na primeira, todos os candidatos aos Cursos de Tropas Especiais são sujeitos a uma Avaliação Médica Pré-Participação (AMPP), nas Unidades de Saúde do Exército. Numa segunda fase há uma "avaliação mais aprofundada por médicos com formação de medicina do exercício da área do problema de saúde em questão (cardiologia, ortopedia, etc.) para eventual realização de outros exames complementares específicos e posterior decisão sobre a aptidão para a frequência do curso".

Está ainda prevista uma terceira fase, para escrutinar todas as situações que continuem a suscitar dúvidas relativas à aptidão do candidato. Nesta fase, os candidatos são avaliados em Junta Militar de Aptidão.

Nestas três fases, estão previstos três níveis, diferenciados pela tipologia de instalações de saúde envolvidas.

No Nível 1, a realizar na Fase 1 nas Unidades de Saúde do Exército, consta de um Questionário de Saúde, uma Avaliação Biométrica, Exames Complementares Básicos e uma consulta presencial com um médico”, informa o comunicado do Exército.

O Nível 2, a realizar na Fase 2 e/ou Fase 3 nos Centros de Saúde do Exército, consiste numa Avaliação em Medicina do Exercício, uma Avaliação Psiquiátrica, Exames Complementares Adicionais e uma Junta Militar de Aptidão. Por fim, num terceiro nível, também na fase 2 ou 3, “incluirá uma avaliação em especialidades hospitalares, em Exames Complementares Especiais e, por fim, na avaliação do candidato por uma Junta Hospitalar de Inspecção”. (TVI24)