27 de fevereiro de 2017

'Real Thaw 2017' vai envolver militares de seis países

O exercício militar anual 'Real Thaw 2017' (RT17) da Força Aérea, que decorre a partir de domingo, vai envolver a Marinha e o Exército portugueses, forças militares de seis países, incluindo os Estados Unidos, e meios aéreos da NATO. 

O exercício RT17 decorre entre 5 e 17 de Março, envolvendo forças da Bélgica, da Dinamarca, dos Estados Unidos da América, de Espanha, de França e da Holanda, revelou hoje a Força Aérea Portuguesa (FAP). 

"O RT17 tem como finalidade avaliar e certificar a capacidade operacional da Força Aérea, garantido desta forma, que as forças participantes estão prontas a cumprir as missões que lhes estão atribuídas", refere a FAP. 

O exercício tem igualmente como objectivo "preparar os militares para missões internacionais em cenários operacionais e proporcionar interoperabilidade entre países e respectivos meios". 

"Desta forma, o RT17 desenrola-se tendo como base o treino, a qualificação e o aprontamento das unidades aéreas, e respectivas tripulações, de forma a dotar as mesmas com as valências necessárias à realização de operações aéreas", expõe a FAP. 

Durante o RT17 serão executadas missões de defesa do espaço aéreo, proteção a helicópteros e viaturas terrestres de transporte em missão humanitária, apoio aéreo próximo a forças terrestres e operações especiais, extracção de elementos militares ou civis, com e sem ameaça aérea, lançamento de carga e de para-quedistas. 

O exercício inclui ainda missões de "busca e salvamento em zonas de combate, evacuações aeromédicas, operações de cooperação civil - militar, defesa de meios aéreos de importância estratégica, ataque convencional com armamento guiado e de alta precisão a alvos fixos e móveis, ataque convencional a forças marítimas. 

De acordo com a FAP, as missões realizam-se em horário diurno e nocturno, sublinhando que, "desde o planeamento inicial, foi dedicado um cuidado especial com o impacto do ruído e transtorno por ele causado às populações nas áreas de operações". (Correio da Manhã)