23 de maio de 2017

700 anos da Marinha celebrados a Norte

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, presidiu à cerimónia militar das comemorações do Dia da Marinha, que decorreu ontem, dia 21 de maio, em Vila do Conde, tendo contado também com as participações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorina, e dos Presidentes da Câmara de Vila do Conde, Maria Elisa Ferraz, e de Póvoa do Varzim, Aires Couto Pereira.

Na sua intervenção Azeredo Lopes manifestou enorme satisfação em presidir à cerimónia de comemoração dos 700 anos da Marinha, que “encerra diversos e importantes significados” e culmina uma semana de vários eventos realizados em vários pontos do país, numa oportunidade de aproximação da Defesa e das Forças Armadas aos cidadãos. “É pelos portugueses, é por Portugal, que a Marinha e os seus dedicados marinheiros estão em permanente disponibilidade”, sublinhou Azeredo Lopes.

O Ministro da Defesa salientou o papel da Marinha como uma “instituição activa na História de Portugal”, que tem contribuído para o “destino do nosso país” com um “estatuto próprio de excelência”. Azeredo Lopes abordou o presente e o futuro da Marinha Portuguesa e a responsabilidade “nesta legislatura” de contribuir para a “capacitação da Marinha com os recursos humanos e materiais necessários para que se mantenha equilibrada e apta a desenvolver a sua missão”, que é “garantir que o nosso país utilize o mar na medida justa e sustentável do interesse nacional”.

Azeredo Lopes evidenciou alguns números que registam a “pronta actividade operacional desenvolvida pela nossa Marinha durante o ano de 2016” – mais de 5 mil dias de missão cumpridos, mais de 40 mil horas de navegação, mais de 300 mil milhas náuticas percorridas, suficientes para dar 15 voltas ao mundo, 457 vidas salvas nas missões de busca e salvamento –, destacando ainda o “virtuoso entrosamento entre a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional”, que se revela um “capital organizacional de valor inestimável para a proficiência do exercício da autoridade do Estado no mar”.

O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Silva Ribeiro, na sua intervenção, começou por saudar os “poveiros e vila-condenses” que sempre foram “extraordinários heróis do mar” e “distintíssimos representantes do nobre povo”, que acolheram as comemorações do Dia da Marinha, terra de pescadores e marinheiros, que “hoje homenageamos com uma renovada abrangência e envolvência”.

O Chefe do Estado-Maior da Armada realçou o “conjunto de iniciativas” que a Marinha tem levado a cabo “para incrementar a captação de fontes de financiamento supletivas, melhorar o recrutamento e a retenção de recursos humanos, potenciar a edificação e a sustentação das nossas capacidades, aumentar a prontidão e a disponibilidade das unidades navais, reforçar o dispositivo naval nas Regiões Autónomas e consolidar o conhecimento e a actuação, no quadro das ciências do mar e da cultura marítima”, como um “equilíbrio duradouro na complexa relação entre a motivação das pessoas, os objectivos e os meios disponíveis”.

O dia 20 de maio, em que se comemora o Dia da Marinha, assinala o avistamento da costa Indiana por Vasco da Gama, em 1498. Este ano celebra-se também os 700 anos do Diploma Régio em que D. Dinis outorgou o título de Almirante a Manuel Pessanha, a 1 de Fevereiro de 1317, através do qual se determinou a organização de forma permanente da Armada Portuguesa.

A cerimónia incluiu o desfile das forças em parada, seguido do desfile de viaturas antigas da Marinha, o desfile de grupos etnográficos locais, associações de marinheiros, ex-marinheiros e outras associações e o desfile naval com a passagem de vários navios ao largo. (Defesa)