As associações sócio-profissionais da GNR alertaram este sábado para a crescente indignação sentida pelos militares, devido aos novos cortes nos vencimentos, e avisam que pode estar em perigo a sua acção como garantia da ordem e do cumprimento das leis.
O alerta foi deixado após uma reunião que juntou pela primeira vez todas as associações sócio-profissionais da GNR para debater «a forma despudorada como a tutela tem vindo a desrespeitar e colocar em causa a condição do militar da GNR».
«As associações ressalvam a crescente indignação no seio dos militares da Guarda, que faz perigar o zelo, inclusive a acção de garante da Constituição e Fiscalização das Leis da República, não podendo a tutela demitir-se das consequências dai resultantes», afirmam em comunicado.
No entanto, manifestaram a esperança de que «o bom senso venha a prevalecer».
No centro da reunião de sexta-feira estiveram os «ataques às compensações subjacentes à permanente disponibilidade, penosidade, salubridade e perigosidade da missão desenvolvida», revelam os militares em comunicado.
Relativamente às propostas de aumento das contribuições para o subsistema de saúde, as associações manifestam a sua «indignação face à forma ilegítima, pouco séria e imoral, como o Governo se prepara para colmatar o chumbo do Tribunal Constitucional, com recurso à penalização do subsistema de saúde dos militares da Guarda».
Este encontro juntou pela primeira vez a Associação de Profissionais da Guarda (APG), a Associação Sócio-profissional Independente da Guarda (ASPIG) e as associações nacionais de Sargentos da Guarda, de Oficiais da Guarda e de Guardas.
Para dia 27 de Fevereiro já está agendada uma manifestação nacional em Lisboa, convocada pela APG/GNR, contra os novos cortes nos vencimentos e o aumento da carga horária e dos descontos para o subsistema de saúde, escreve a Lusa. (Tvi24)
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19 de janeiro de 2014
24 de janeiro de 2010
GNR: ASPIG com 'boas expectativas' para reunião com Ministério da Administração Interna sobre extinção da BT
O presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) considerou hoje 'boas as expectativas' para a próxima reunião com o Ministério da Administração Interna (MAI) para discutir problemas relacionados com a extinção da Brigada de Trânsito (BT).
A reunião esteve inicialmente marcada para 18 de Janeiro, foi transferida depois para segunda-feira, mas devido a compromissos do Governo teve de ser adiada para a próxima quarta-feira, segundo o presidente da ASPIG.
Em declarações à agência Lusa, José Alho sublinhou que o ministro Rui Pereira 'não é o culpado da extinção da BT', tendo herdado essa situação do seu antecessor, que porventura terá sido mal aconselhado por alguns comandantes da Guarda Nacional Republicana (GNR).
José Alho referiu que o objectivo da reunião não é manter a designação de BT, mas garantir que haja um corpo 'especializado na GNR, que tenha um comando único e formação contínua, como a BT (extinta) tinha'.
Desde que estes requisitos estejam preenchidos, o presidente da ASPIG entende que tanto faz que a designação desse corpo especializado seja Unidade Nacional de Trânsito (UNT), Unidade Especial de Trânsito (UET) ou outra. 'Digo em tom de ironia que até podia chamar-se Assobio', referiu.
Face à actual situação, José Alho observou que a desmotivação dos militares da GNR destacados para o trânsito é 'total', pelo que é 'necessário e urgente' arranjar um 'comando único e uma coordenação do trânsito a nível nacional'.
O mesmo responsável escusou-se a pronunciar sobre a existência de uma alegada greve às multas como forma de protesto pela situação existente, preferindo dizer que 'a problemática do trânsito é muito grande' e notou que 'sai legislação todos os dias', pelo que é preciso formação contínua do pessoal.
No âmbito da regulamentação da Lei Orgânica da GNR, a 01 de Janeiro de 2009 entrou em funcionamento a Unidade Nacional de Trânsito e a BT foi extinta, tendo cerca de dois mil militares sido colocados nos destacamentos de trânsito dos 18 comandos territoriais de Portugal Continental.
Para a nova Unidade Nacional de Trânsito, foram transferidos 160 efectivos da ex-BT, que estão em Lisboa e Porto, únicos locais que dispõem desta unidade especializada, apesar de realizar missões em todo o país.
A extinção da BT tem gerado contestação a nível interno, com os militares da ex-Brigada de Trânsito a exigirem a integração na Unidade Nacional de Trânsito, tendo chegado a entregar uma petição na Assembleia da República. (Lusa)
A reunião esteve inicialmente marcada para 18 de Janeiro, foi transferida depois para segunda-feira, mas devido a compromissos do Governo teve de ser adiada para a próxima quarta-feira, segundo o presidente da ASPIG.
Em declarações à agência Lusa, José Alho sublinhou que o ministro Rui Pereira 'não é o culpado da extinção da BT', tendo herdado essa situação do seu antecessor, que porventura terá sido mal aconselhado por alguns comandantes da Guarda Nacional Republicana (GNR).
José Alho referiu que o objectivo da reunião não é manter a designação de BT, mas garantir que haja um corpo 'especializado na GNR, que tenha um comando único e formação contínua, como a BT (extinta) tinha'.
Desde que estes requisitos estejam preenchidos, o presidente da ASPIG entende que tanto faz que a designação desse corpo especializado seja Unidade Nacional de Trânsito (UNT), Unidade Especial de Trânsito (UET) ou outra. 'Digo em tom de ironia que até podia chamar-se Assobio', referiu.
Face à actual situação, José Alho observou que a desmotivação dos militares da GNR destacados para o trânsito é 'total', pelo que é 'necessário e urgente' arranjar um 'comando único e uma coordenação do trânsito a nível nacional'.
O mesmo responsável escusou-se a pronunciar sobre a existência de uma alegada greve às multas como forma de protesto pela situação existente, preferindo dizer que 'a problemática do trânsito é muito grande' e notou que 'sai legislação todos os dias', pelo que é preciso formação contínua do pessoal.
No âmbito da regulamentação da Lei Orgânica da GNR, a 01 de Janeiro de 2009 entrou em funcionamento a Unidade Nacional de Trânsito e a BT foi extinta, tendo cerca de dois mil militares sido colocados nos destacamentos de trânsito dos 18 comandos territoriais de Portugal Continental.
Para a nova Unidade Nacional de Trânsito, foram transferidos 160 efectivos da ex-BT, que estão em Lisboa e Porto, únicos locais que dispõem desta unidade especializada, apesar de realizar missões em todo o país.
A extinção da BT tem gerado contestação a nível interno, com os militares da ex-Brigada de Trânsito a exigirem a integração na Unidade Nacional de Trânsito, tendo chegado a entregar uma petição na Assembleia da República. (Lusa)
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