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22 de junho de 2019

Portugal lidera ciberdefesa no maior exercício da NATO

(Emgfa)Uma equipa de militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), dos três ramos das Forças Armadas e um elemento do Ministério da Defesa Nacional está a participar, entre 10 e 27 de Junho, no maior exercício de interoperabilidade da NATO que junta, no “Joint Force Training Centre (JFTC)”, em Bydgoszcz, na Polónia, mais de 1500 participantes de 38 nações.

Uma das áreas de teste no exercício “Coalition Warrior Interoperability eXercise (CWIX)” é a ciberdefesa, a qual está a ser liderada por Portugal, estando o país igualmente a participar nas áreas de “federated mission networking” e “friendly force tracking”.

Neste exercício é testada e melhorada a interoperabilidade entre todas as nações e parceiros da NATO, experimentando e testando os sistemas e plataformas de cada um, permitindo que, numa missão da NATO, todas as nações possam agir como uma.

Este exercício é dirigido pelo comando militar NATO de Norfolk (“Allied Command Transformation”), nos EUA, e tem uma periodicidade anual.

11 de abril de 2019

Portugal participa no maior exercício de ciberdefesa internacional

(Emgfa)Portugal, sob a coordenação do Centro de Ciberdefesa das Forças Armadas, participou entre os dias 9 e 11 de Abril, pela segunda vez, no exercício LOCKED SHIELDS, promovido e conduzido pelo NATO Cooperative Cyber Defence Center of Excelence (CCDCOE), em Talin, Estónia.

O exercício LOCKED SHIELDS, que conta com a participação de cerca de 30 nações, é o maior e mais complexo exercício de ciberdefesa de nível internacional. Com foco nos diversos níveis de actuação e decisão, este exercício desafia as equipas a responderem a incidentes ao nível técnico, que terão impacto directo no nível operacional de condução de uma operação militar, bem como ao nível de decisão estratégica, envolvendo ainda as componentes de apoio jurídico às operações no ciberespaço e apoio no âmbito da comunicação e relações públicas.

A participação nacional conta com mais de 40 elementos, no contexto da equipa de geometria variável, para fazer face às situações/ameaças no ciberespaço. Na sua maioria, a equipa portuguesa é composta por elementos das Forças Armadas. Localmente, na Estónia, encontra-se também uma representação de militares nacionais, para o acompanhamento das actividades de verificação do planeamento e de ações específicas de actividades no ciberespaço.

O LOCKED SHIELDS é um exercício de Red Team vs. Blue Team em tempo real, no qual as Blue Team, formadas pelas equipas de cada nação, são destacadas para o território de um país fictício para resolver um incidente cibernético de grande escala. Para além do desafio técnico que se apresenta com a necessidade de proteger e manter operacional uma infraestrutura tecnológica complexa, reportando e mitigando de forma eficaz os incidentes levantados pela Red Team, as Blue Team são ainda confrontadas com a necessidades de tomar decisões estratégicas, bem como na resolução de desafios forenses, legais e de comunicação e relações públicas.

No cenário do exercício é simulada a existência de uma ilha chamada Berylia que está a ultrapassar por uma situação de ameaça à sua segurança, no momento em que estão a ser conduzidas eleições no país. Nesta sequência, ao mesmo tempo que um conjunto de eventos hostis acontecem na ilha, são coordenados ataques cibernéticos contra os sistemas de informações civis desta. Estes ataques causam diferentes problemas nos sistemas de purificação de água, na rede eléctrica, na capacidade de controlo de tráfego marítimo e noutras infraestruturas essenciais, entre outros. Os resultados das eleições foram igualmente afetados por estes ataques. Neste seguimento, todos os participantes são ativados como equipa de reação rápida, para fazer face a esta ameaça cibernética e ajudar Berylia.

Da equipa portuguesa fazem ainda parte o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), enquanto parceiro privilegiado para a garantia da segurança do ciberespaço, e as empresas CISCO Portugal, REDSHIFT Consulting e Dognaedis, numa ótica de colaboração estreita com componente da indústria para a partilha de conhecimentos e experiências.

30 de novembro de 2018

Ministro da Defesa assiste ao Exercício Cyber Coalition da NATO

(Defesa) O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou esta quarta-feira o Centro de Ciberdefesa, no Estado-Maior-General das Forças Armadas, onde acompanhou e tomou conhecimento das actividades do exercício de ciberdefesa da NATO, que decorre de 26 a 30 de Novembro.

Cerca de 700 participantes dos países aliados, parceiros, indústria e academia, incluindo 31 elementos do Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas, testam e treinam durante esta semana a coordenação e a colaboração entre a aliança atlântica e os países, assim como os procedimentos, a partilha de informação, o processo de decisão e o conhecimento situacional.

A ciberdefesa é uma das prioridades deste governo, estando previsto um investimento de cerca de 46M€ na proposta da futura Lei de Programação Militar. A ciberdefesa deverá ser reforçada já no próximo ano com mais efectivos que garantem que Portugal esteja apto a operar no ambiente estratégico do ciberespaço.

A ciberdefesa foi reconhecida em 2016 como um domínio operacional, a par da terra, mar e ar, sendo uma das principais missões da defesa colectiva. Portugal tem vindo a desenvolver as suas competências e capacidades, sobretudo ao nível da formação, treino e qualificação, de destacar o consórcio Cyber Academia and Innovation Hub composto por membros do Estado, academia e indústria; a adesão ao Centro de Excelência NATO para a ciberdefesa cooperativa, que desenvolve doutrina e conceitos; e a Academia de Comunicações e Informações da NATO. De realçar que o Instituto da Defesa Nacional desenvolveu este ano ‘Contributos para uma Estratégia Nacional de Ciberdefesa’.

28 de novembro de 2018

Forças Armadas participam no maior exercício de ciberdefesa da NATO

(Emgfa)As Forças Armadas portuguesas estão a participar desde ontem, dia 26 de Novembro, no “Cyber Coalition”, o maior exercício de ciberdefesa da NATO que conta com cerca de 700 participantes de 28 países membros da Aliança, União Europeia e parceiros.

Este exercício, dirigido a partir do “NATO Cyber Range”, em Tartu, na Estónia, tem como principal objectivo treinar as equipas de ciberdefesa das Nações aliadas e parceiras, na prevenção e reacção a ataques cibernéticos contra sistemas nacionais e NATO.

As Forças Armadas portuguesas participam neste exercício através do Centro de Ciberdefesa do Estado-Maior-General das Forças Armadas, no conceito de equipa de geometria variável, activando uma equipa conjunta com elementos deste Centro, dos três ramos das Forças Armadas e do Ministério da Defesa Nacional, assim como o Centro Nacional de Cibersegurança, que serve de ponto de contacto para jogar os incidentes que têm repercussão fora das Forças Armadas, num total nacional de 31 elementos.

O “Cyber Coalition” é o principal exercício NATO de ciberdefesa e realiza-se desde 2008, contando com a participação das Forças Armadas portuguesas desde 2011 e, directamente do Centro de Ciberdefesa do Estado-Maior-General das Forças Armadas, desde 2015.

O “Cyber Coalition" 2018 termina no próximo dia 30 de Novembro.

30 de outubro de 2018

Forças Armadas realizam primeiro exercício nacional de Ciberdefesa

No período de 15 a 19 de Outubro decorreu o exercício CYBERDEX18, que se constituiu como o primeiro exercício de ciberdefesa realizado a nível nacional, sob a coordenação do Centro de Ciberdefesa, do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Com este exercício pretendeu-se adestrar e avaliar a capacidade de resposta a incidentes no ciberespaço pelas Forças Armadas e Centro de Dados da Defesa (MDN), face à ocorrência de ciber-ataques, que afectem os sistemas de comunicações e de informação, Infraestruturas Críticas e de Comando e Controlo das Forças Armadas e da Defesa.

A capacidade de ciberdefesa nacional deve conter este tipo de ataques, os quais colocam em causa a livre utilização do Ciberespaço nacional e de interesse nacional, a condução de operações centradas em rede, e a obtenção da Superioridade de Informação das Forças Armadas portuguesas.

Concretamente procurou-se treinar o processo de tomada de decisão e testar os diversos níveis de responsabilidade e competências, de forma a garantir uma resposta coordenada entre os diversos intervenientes. Pretendeu-se, ainda, exercitar, testar e avaliar os mecanismos de colaboração e os processos de troca de informação técnica, necessários à implementação da resposta a incidentes no âmbito das actividades relacionadas com a capacidade de Ciberdefesa nacional e com a segurança do ciberespaço de interesse nacional. Esta componente foi coordenada com a colaboração do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de Cibersegurança. (emgfa)