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7 de março de 2021
Grupo de Reconhecimento da Brigada de Intervenção recebe novo armamento ligeiro do Exército
(Exército)O Grupo de Reconhecimento da Brigada de Intervenção, sediada no Regimento de Cavalaria N.º 6, em Braga, recebeu a Espingarda de Assalto FN SCAR L 5.56mm, a Espingarda de Assalto FN SCAR H 7.62mm, a Metralhadora Ligeira FN MINIMI 5.56mm, a Metralhadora FN MINIMI 7.62mm MK3 e o Lança Granadas 40mm LV FN LG40-S MK2.
O Regimento vai realizar o necessário processo de familiarização com as novas armas recebidas, através de ações de formação e sessões de tiro, destinadas a garantir o correto manuseamento e manutenção do armamento, tendo em vista o seu proficiente emprego operacional.
13 de outubro de 2019
VAMTAC ST5 - Testes de aceitação
(Exército)No âmbito do processo de aquisição da Viatura Táctica Ligeira Blindada (VTLB) designada de VAMTAC ST5, a nova viatura que vai equipar brevemente o Exército Português, decorreu no período entre 30 de Setembro e 04 de Outubro de 2019, o First Article and Acceptance Test (FAAT) da primeira viatura VAMTAC ST5, que faz parte do primeiro lote de entregas ao Exército Português.
A VAMTAC ST5 está especialmente vocacionada para emprego em operações que exijam elevada mobilidade táctica e rápida projecção com protecção. Destacamos as principais características: blindagem reforçada, protecção anti-minas e engenhos explosivos improvisados (IED), tração integral 4x4 todo-o-terreno, capacidade de transportar 5 militares e armamento, acoplado numa torreta.
O FAAT é muito relevante no processo de aceitação das novas viaturas, precedendo a entrega do primeiro lote. Os testes foram conduzidos nas instalações da empresa UROVESA, em Valga, Galiza, Espanha, tendo participado uma delegação do Exército Português e representantes da NATO Support and Procurment Agency (NSPA), que verificaram e testaram in loco a primeira viatura produzida, ao abrigo do contrato estabelecido com a UROVESA.
A VAMTAC ST5 está especialmente vocacionada para emprego em operações que exijam elevada mobilidade táctica e rápida projecção com protecção. Destacamos as principais características: blindagem reforçada, protecção anti-minas e engenhos explosivos improvisados (IED), tração integral 4x4 todo-o-terreno, capacidade de transportar 5 militares e armamento, acoplado numa torreta.
O FAAT é muito relevante no processo de aceitação das novas viaturas, precedendo a entrega do primeiro lote. Os testes foram conduzidos nas instalações da empresa UROVESA, em Valga, Galiza, Espanha, tendo participado uma delegação do Exército Português e representantes da NATO Support and Procurment Agency (NSPA), que verificaram e testaram in loco a primeira viatura produzida, ao abrigo do contrato estabelecido com a UROVESA.
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16 de setembro de 2019
Primeiro-Ministro preside à “Apresentação da Nova Arma Ligeira do Exército Português”
(Exercito)No âmbito do projecto do Armamento Ligeiro, inserido no Programa Sistemas do Combate do Soldado, o Exército apresentou hoje, na Escola das Armas, em Mafra, a Nova Arma Ligeira, a Espingarda de Assalto SCAR-L, que irá progressivamente substituir a Espingarda Automática G3.
Este evento foi presidido pelo Primeiro-Ministro, Doutor António Costa e contou com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, do Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, entre outras entidades militares e civis.
O projecto Armamento Ligeiro visa substituir a família de armas ligeiras, a maioria ao serviço desde a década de 60, nomeadamente a Espingarda Automática G3. O processo aquisitivo deste Armamento Ligeiro foi conduzido na NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e o concurso internacional, que terminou em Fevereiro deste ano, culminou com a assinatura do Outline Agreement, entre esta agência e a FN Herstal.
Neste âmbito, o Exército passará a estar equipado com uma nova família de armas ligeiras, nomeadamente a Espingarda de Assalto SCAR-L, a Espingarda de Atirador Especial SCAR-H, a Metralhadora Ligeira MINIMI 5.56 MK3, a Metralhadora Média MINIMI 7.62 MK3 e o Lança Granadas 40GL-SMK2, sendo que de momento encontra-se a decorrer no Exército a preparação da receção dos equipamentos, que engloba a formação técnica das novas Armas, a elaboração manuais, como por exemplo um novo manual de ordem unida e a elaboração de novas tabelas de tiro.
Do projecto de reequipamento vão resultar a aquisição de 15 000 Espingardas automáticas SCAR-L, 2 000 Lança Granadas FN40, 1 000 metralhadoras ligeiras Minimi 5,56mm, 550 espingardas de precisão SCAR-H e 400 Minimi 7.62mm. Também ao nível dos aparelhos de pontaria para estas armas, serão introduzidas novas ópticas, que melhorarão a precisão e a rapidez de empenhamento.
Do programa do evento destaca-se, ainda, as demonstrações de tiro de precisão, do emprego da arma em ambiente táctico e de ordem unida.
Este evento foi presidido pelo Primeiro-Ministro, Doutor António Costa e contou com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, do Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, entre outras entidades militares e civis.
O projecto Armamento Ligeiro visa substituir a família de armas ligeiras, a maioria ao serviço desde a década de 60, nomeadamente a Espingarda Automática G3. O processo aquisitivo deste Armamento Ligeiro foi conduzido na NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e o concurso internacional, que terminou em Fevereiro deste ano, culminou com a assinatura do Outline Agreement, entre esta agência e a FN Herstal.
Neste âmbito, o Exército passará a estar equipado com uma nova família de armas ligeiras, nomeadamente a Espingarda de Assalto SCAR-L, a Espingarda de Atirador Especial SCAR-H, a Metralhadora Ligeira MINIMI 5.56 MK3, a Metralhadora Média MINIMI 7.62 MK3 e o Lança Granadas 40GL-SMK2, sendo que de momento encontra-se a decorrer no Exército a preparação da receção dos equipamentos, que engloba a formação técnica das novas Armas, a elaboração manuais, como por exemplo um novo manual de ordem unida e a elaboração de novas tabelas de tiro.
Do projecto de reequipamento vão resultar a aquisição de 15 000 Espingardas automáticas SCAR-L, 2 000 Lança Granadas FN40, 1 000 metralhadoras ligeiras Minimi 5,56mm, 550 espingardas de precisão SCAR-H e 400 Minimi 7.62mm. Também ao nível dos aparelhos de pontaria para estas armas, serão introduzidas novas ópticas, que melhorarão a precisão e a rapidez de empenhamento.
Do programa do evento destaca-se, ainda, as demonstrações de tiro de precisão, do emprego da arma em ambiente táctico e de ordem unida.
19 de fevereiro de 2019
HELICÓPTEROS AW119MKII "KOALA" APRESENTADOS EM BEJA
(FAP)Os novos helicópteros da Força Aérea foram oficialmente apresentados no dia 18 de Fevereiro, na Base Aérea N.º11, em Beja. A cerimónia de recepção dos AW119MKII "KOALA", que serão operados pela Esquadra 552 – “Zangões”, foi presidida pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.
"Estes são os primeiros dois helicópteros, de um conjunto de cinco, que estão previstos chegar até ao início do próximo ano. Com esta aquisição, o Sistema de Forças Nacional fica com capacidades mais recentes, garantindo melhor operabilidade e segurança. Fica também melhor equipado para colaborar nas diferentes missões em território nacional, nomeadamente no apoio ao Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais», referiu o ministro da Defesa Nacional.
No início da cerimónia, o ministro João Gomes Cravinho impôs a Medalha de Serviços Distintos - Grau Ouro ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, salientando a importância do seu Comando no processo de "aquisição da nova frota de helicópteros, que vão substituir os Alouette III", bem como "no programa de alienação de aeronaves F-16 à Roménia, que tem sido executado de uma forma exemplar".
"Estes são os primeiros dois helicópteros, de um conjunto de cinco, que estão previstos chegar até ao início do próximo ano. Com esta aquisição, o Sistema de Forças Nacional fica com capacidades mais recentes, garantindo melhor operabilidade e segurança. Fica também melhor equipado para colaborar nas diferentes missões em território nacional, nomeadamente no apoio ao Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais», referiu o ministro da Defesa Nacional.
No início da cerimónia, o ministro João Gomes Cravinho impôs a Medalha de Serviços Distintos - Grau Ouro ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, salientando a importância do seu Comando no processo de "aquisição da nova frota de helicópteros, que vão substituir os Alouette III", bem como "no programa de alienação de aeronaves F-16 à Roménia, que tem sido executado de uma forma exemplar".
6 de fevereiro de 2019
Ministro da Defesa no Baptismo do NRP Setúbal
(Defesa)O Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, esteve hoje presente na cerimónia de Baptismo do NRP Setúbal, o mais recente navio patrulha oceânico da Marinha. A cerimónia, onde também esteve presente o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado, realizou-se nos Estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo.
O Ministro felicitou todos os que estiveram envolvidos neste projecto de construção, “é com grande satisfação que hoje testemunhamos o renovar de dinamismo que se faz sentir nestas instalações históricas e é com confiança no futuro da indústria naval portuguesa que hoje participamos na entrega de mais um navio fundamental para a Marinha”.
Para o Ministro da Defesa, esta cerimónia de enorme tradição assinalou o inicio de uma nova etapa não só para o navio e respectiva guarnição, mas para todos os portugueses. “Para o nosso país é fundamental dotar as nossas Forças Armadas dos meios essenciais à sua acção, mas temos também de saber dotar o país de capacidade autónoma de desenvolvimento desses meios”, frisou o Ministro.
João Cravinho Gomes salientou a urgência na construção de novos navios patrulha oceânicos, uma vez que a sua interoperabilidade se adequa ao vasto conjunto de funções desempenhadas pela Marinha. “A modernização da esquadra naval portuguesa corresponde ao desígnio de termos uma Marinha capacitada, comprometida e atenta às suas responsabilidades”, acrescentou.
No seu discurso, o Ministro destacou ainda que “temos obrigação de dotar o nosso País dos meios necessários para responder às responsabilidades decorrentes da sua localização geográfica e dos compromissos internacionais que assumimos no âmbito das Nações Unidas, da NATO e da União Europeia”.
As palavras finais foram dirigidas ao NRP Setúbal, ao seu comandante o Capitão-tenente Rui Zambujo Madeira e à guarnição de 44 elementos. Desejando as maiores felicidades a todos, o Ministro da Defesa afirmou “estar plenamente confiante que saberão cuidar deste investimento que os portugueses vos confiam e que levarão a cabo a missão que vos é confiada exactamente com o brio e o espírito de missão que tão bem caracteriza a forma de atuar da nossa Marinha”
O NRP Setúbal teve como madrinha a Dra. Jessica Rachel Hallett.”
O Ministro felicitou todos os que estiveram envolvidos neste projecto de construção, “é com grande satisfação que hoje testemunhamos o renovar de dinamismo que se faz sentir nestas instalações históricas e é com confiança no futuro da indústria naval portuguesa que hoje participamos na entrega de mais um navio fundamental para a Marinha”.
Para o Ministro da Defesa, esta cerimónia de enorme tradição assinalou o inicio de uma nova etapa não só para o navio e respectiva guarnição, mas para todos os portugueses. “Para o nosso país é fundamental dotar as nossas Forças Armadas dos meios essenciais à sua acção, mas temos também de saber dotar o país de capacidade autónoma de desenvolvimento desses meios”, frisou o Ministro.
João Cravinho Gomes salientou a urgência na construção de novos navios patrulha oceânicos, uma vez que a sua interoperabilidade se adequa ao vasto conjunto de funções desempenhadas pela Marinha. “A modernização da esquadra naval portuguesa corresponde ao desígnio de termos uma Marinha capacitada, comprometida e atenta às suas responsabilidades”, acrescentou.
No seu discurso, o Ministro destacou ainda que “temos obrigação de dotar o nosso País dos meios necessários para responder às responsabilidades decorrentes da sua localização geográfica e dos compromissos internacionais que assumimos no âmbito das Nações Unidas, da NATO e da União Europeia”.
As palavras finais foram dirigidas ao NRP Setúbal, ao seu comandante o Capitão-tenente Rui Zambujo Madeira e à guarnição de 44 elementos. Desejando as maiores felicidades a todos, o Ministro da Defesa afirmou “estar plenamente confiante que saberão cuidar deste investimento que os portugueses vos confiam e que levarão a cabo a missão que vos é confiada exactamente com o brio e o espírito de missão que tão bem caracteriza a forma de atuar da nossa Marinha”
O NRP Setúbal teve como madrinha a Dra. Jessica Rachel Hallett.”
28 de dezembro de 2018
NRP Setúbal é o mais recente navio da Marinha
(MGP)O NRP Setúbal, que foi hoje aumentado ao efectivo dos navios da Marinha, é o quarto navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal. O NRP Setúbal junta-se assim ao NRP Viana do Castelo, NRP Figueira da Foz e NRP Sines, actualmente no activo. Estes navios vêm substituir as corvetas com mais de 40 anos.
O Comandante Rui Zambujo Madeira, pertence à classe de Marinha, é mergulhador de especialização, tem 42 anos e é natural de Lisboa, tendo ingressado na Marinha em 1994. Ao longo da sua carreira já realizou diversas missões nacionais e internacionais. O comandante Zambujo Madeira foi o último comandante do NRP Jacinto Cândido, navio que passou ao estado de desarmamento no dia 15 de Novembro de 2018.
O Comandante Rui Zambujo Madeira, pertence à classe de Marinha, é mergulhador de especialização, tem 42 anos e é natural de Lisboa, tendo ingressado na Marinha em 1994. Ao longo da sua carreira já realizou diversas missões nacionais e internacionais. O comandante Zambujo Madeira foi o último comandante do NRP Jacinto Cândido, navio que passou ao estado de desarmamento no dia 15 de Novembro de 2018.
17 de novembro de 2018
Demonstração de voo dos Sistemas Aéreos Não Tripulados adquiridos pelo Exército
(Exército)No âmbito do projecto de Sistemas Aéreos não Tripulados (Unmanned Aerial Systems - UAS), inscrito na Lei de Programação Militar de 2015, o Exército Português, em coordenação com a Agência de Apoio e Aquisição da NATO (NATO Support and Procurement Agency - NSPA), realizou, no dia 30 de Outubro, no Regimento de Artilharia Nº5 (RA5), em Vendas Novas, uma demonstração de voo de uma Mini Aeronave Não Tripulada RAVEN B Digital Data-Link (DDL),
Resultante do contrato adjudicado pela NSPA à empresa AeroVironment, sediada nos Estados Unidos da América, em 20 de Agosto deste ano, para o fornecimento de 12 sistemas Raven B DDL ao Exército Português, a demonstração de voo deste sistema contou com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Campos Serafino, do Comandante da Logística, Tenente-General Cóias Ferreira, do Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Guerra Pereira, do Director Coordenador do EME, Major-General Nunes Henriques, e do Comandante da Brigada de Intervenção, Brigadeiro-General Xavier de Sousa, entre outras entidades militares.
Inserido na capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento Terrestre (ISTAR) do Exército e do Sistema de Forças Nacional (SFN), o projecto dos UAS é considerado como estruturante para o Exército, porquanto materializa a obtenção de um sistema especialmente vocacionado para a condução de missões de reconhecimento, vigilância e aquisição de objectivos, em todo o espectro das operações militares, sendo de destacar as suas valências duais, que permitem a realização de missões no âmbito do apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, seja na vigilância contra incêndios florestais ou noutro tipo de operações relacionadas com o Apoio Militar de Emergência, reforçando, por esta via, a capacidade de duplo uso do Exército Português
Os 12 sistemas Raven B DDL, cada um composto por 3 aeronaves não tripuladas (Unmanned Aerial Vehicle – UAV), 1 estação de controlo terrestre e 3 tipos de câmaras, com diversos sistemas de obtenção de imagens real-time color e infrared, serão entregues ao Exército em duas fases, 8 em Março de 2019 e os restantes 4 até Janeiro de 2021, e são destinados a equipar a Companhia de Sistemas de Vigilância do Agrupamento ISTAR. Estes sistemas serão operados por equipas especializadas e empregues no apoio das unidades em operações, constituindo uma importante contribuição para a modernização desta capacidade em particular e do Exército em geral.
Resultante do contrato adjudicado pela NSPA à empresa AeroVironment, sediada nos Estados Unidos da América, em 20 de Agosto deste ano, para o fornecimento de 12 sistemas Raven B DDL ao Exército Português, a demonstração de voo deste sistema contou com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Tenente-General Campos Serafino, do Comandante da Logística, Tenente-General Cóias Ferreira, do Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Guerra Pereira, do Director Coordenador do EME, Major-General Nunes Henriques, e do Comandante da Brigada de Intervenção, Brigadeiro-General Xavier de Sousa, entre outras entidades militares.
Inserido na capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento Terrestre (ISTAR) do Exército e do Sistema de Forças Nacional (SFN), o projecto dos UAS é considerado como estruturante para o Exército, porquanto materializa a obtenção de um sistema especialmente vocacionado para a condução de missões de reconhecimento, vigilância e aquisição de objectivos, em todo o espectro das operações militares, sendo de destacar as suas valências duais, que permitem a realização de missões no âmbito do apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, seja na vigilância contra incêndios florestais ou noutro tipo de operações relacionadas com o Apoio Militar de Emergência, reforçando, por esta via, a capacidade de duplo uso do Exército Português
Os 12 sistemas Raven B DDL, cada um composto por 3 aeronaves não tripuladas (Unmanned Aerial Vehicle – UAV), 1 estação de controlo terrestre e 3 tipos de câmaras, com diversos sistemas de obtenção de imagens real-time color e infrared, serão entregues ao Exército em duas fases, 8 em Março de 2019 e os restantes 4 até Janeiro de 2021, e são destinados a equipar a Companhia de Sistemas de Vigilância do Agrupamento ISTAR. Estes sistemas serão operados por equipas especializadas e empregues no apoio das unidades em operações, constituindo uma importante contribuição para a modernização desta capacidade em particular e do Exército em geral.
6 de novembro de 2018
O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III
O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III.
A aeronave monomotor, desenvolvida a partir do bimotor AW109, herdou as dimensões exteriores e interiores, assim como a redundância dos sistemas hidráulico, eléctrico e do combustível.
Trata-se de um helicóptero extremamente versátil, capaz de operar em ambiente nocturno, com a utilização de óculos de visão nocturna, e de cumprir um leque bastante alargado de missões, como sejam: instrução básica e avançada de voo; busca e salvamento; evacuação sanitária; patrulhamento e observação; apoio ao combate aos incêndios rurais.
Está equipado com um trem de aterragem do tipo "patins", com capacidade de instalação de flutuadores para a missão de busca e salvamento em ambiente marítimo. Para esta missão em particular, pode ainda ser equipado com guincho e farol de busca.
Tem a capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), ou uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400Kg em carga suspensa, onde se inclui um balde para o combate a incêndios rurais.
O AW119 será operado pela Esquadra 552 – “Zangões”. (Fap)
A aeronave monomotor, desenvolvida a partir do bimotor AW109, herdou as dimensões exteriores e interiores, assim como a redundância dos sistemas hidráulico, eléctrico e do combustível.
Trata-se de um helicóptero extremamente versátil, capaz de operar em ambiente nocturno, com a utilização de óculos de visão nocturna, e de cumprir um leque bastante alargado de missões, como sejam: instrução básica e avançada de voo; busca e salvamento; evacuação sanitária; patrulhamento e observação; apoio ao combate aos incêndios rurais.
Está equipado com um trem de aterragem do tipo "patins", com capacidade de instalação de flutuadores para a missão de busca e salvamento em ambiente marítimo. Para esta missão em particular, pode ainda ser equipado com guincho e farol de busca.
Tem a capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), ou uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400Kg em carga suspensa, onde se inclui um balde para o combate a incêndios rurais.
O AW119 será operado pela Esquadra 552 – “Zangões”. (Fap)
4 de agosto de 2018
NRP Sines entrou pela primeira vez na Base Naval de Lisboa
O navio largou de Viana do Castelo, onde foi construído, na quinta-feira e após a chegada à Base Naval prepara-se agora para iniciar o seu plano de treino operacional, uma fase exigente e fundamental para os navios e guarnições.
No cais a guarnição do NRP Sines tinha à sua espera o Comandante Naval, Vice-Almirante Gouveia e Melo, camaradas, amigos, familiares e até um grupo de jovens escuteiros que não quiseram perder este importante momento para a Marinha e para o navio, a entrada e a primeira atracação do NRP Sines.
O NRP Sines, que foi aumentado ao efectivo dos navios da Marinha no dia 6 de Julho, é o terceiro navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal. O NRP Sines junta-se assim ao NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz, actualmente no activo. O navio é comandado pela capitão-tenente Mónica Martins e tem uma guarnição de 44 elementos. (MGP)
No cais a guarnição do NRP Sines tinha à sua espera o Comandante Naval, Vice-Almirante Gouveia e Melo, camaradas, amigos, familiares e até um grupo de jovens escuteiros que não quiseram perder este importante momento para a Marinha e para o navio, a entrada e a primeira atracação do NRP Sines.
O NRP Sines, que foi aumentado ao efectivo dos navios da Marinha no dia 6 de Julho, é o terceiro navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal. O NRP Sines junta-se assim ao NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz, actualmente no activo. O navio é comandado pela capitão-tenente Mónica Martins e tem uma guarnição de 44 elementos. (MGP)
25 de julho de 2018
Tribunal de Contas já deu luz verde à compra dos Koala para a Força Aérea
O Tribunal de Contas (TdC) já deu visto ao contrato de compra dos cinco novos helicópteros ligeiros Koala para a Força Aérea, dois dos quais já estão a ser fabricados apesar de o negócio continuar por fechar, soube esta quarta-feira o DN.
O contrato foi visado pelo TdC há pouco mais de uma semana, no dia 17, cerca de três meses depois de o ter devolvido ao Ministério da Defesa "para complemento da instrução do processo e esclarecimentos", indicou fonte oficial.
O concurso de compra de cinco helicópteros AW119 Koala foi lançado em maio de 2017, por 20,5 milhões de euros e com opção para mais duas aeronaves, tendo as partes assinado o contrato meses depois. O facto de o TdC ter devolvido o processo acabou por atrasar a conclusão do negócio.
Mas a decisão da Leonardo acabou por minimizar os efeitos negativos do atraso resultante das falhas detectadas pelo TdC no processo instruído pelo Ministério.
Por outro lado, apesar das previsões apontarem para a paragem de toda a frota dos Alouette durante este verão, a Força Aérea vai conseguir manter três aparelhos a voar até Março de 2019, explicaram fontes do ramo.
Isso evitar interromper o treino e formação dos pilotos da Força Aérea e os da Marinha, pois os cerca de três meses de coexistência entre os primeiros Koala e os últimos Alouette permitem "fazer a transição" entre as duas frotas.
Acresce que, com as novas responsabilidades atribuídas ao ramo em matéria de apoio no combate aos incêndios florestais, na Força Aérea há "a esperança que a opção por mais dois helicópteros [prevista no contrato] seja tomada a curto prazo".
A proposta dos Koala representou "a opção mais barata", frisou uma das fontes, apesar de a Leonardo ter ficado como único concorrente num processo donde foi excluída a rival Airbus com o modelo H125M.
Note-se que a aquisição de novos helicópteros ligeiros para a Força Aérea começou a ser abordada pelo ramo desde os anos 1990, quando os Alouette III já tinham cerca de três décadas de operação.
A par da formação dos pilotos, esses aparelhos destinam-se a operações de busca e salvamento e, à luz da tragédia dos incêndios que assolaram o país em 2017, deverão vir minimamente preparados para participar no combate aos fogos - até porque a Força Aérea vai assumir a gestão, operação e manutenção dos meios aéreos permanentes afectos a essa missão. (DN)
O contrato foi visado pelo TdC há pouco mais de uma semana, no dia 17, cerca de três meses depois de o ter devolvido ao Ministério da Defesa "para complemento da instrução do processo e esclarecimentos", indicou fonte oficial.
O concurso de compra de cinco helicópteros AW119 Koala foi lançado em maio de 2017, por 20,5 milhões de euros e com opção para mais duas aeronaves, tendo as partes assinado o contrato meses depois. O facto de o TdC ter devolvido o processo acabou por atrasar a conclusão do negócio.
Mas a decisão da Leonardo acabou por minimizar os efeitos negativos do atraso resultante das falhas detectadas pelo TdC no processo instruído pelo Ministério.
Por outro lado, apesar das previsões apontarem para a paragem de toda a frota dos Alouette durante este verão, a Força Aérea vai conseguir manter três aparelhos a voar até Março de 2019, explicaram fontes do ramo.
Isso evitar interromper o treino e formação dos pilotos da Força Aérea e os da Marinha, pois os cerca de três meses de coexistência entre os primeiros Koala e os últimos Alouette permitem "fazer a transição" entre as duas frotas.
Acresce que, com as novas responsabilidades atribuídas ao ramo em matéria de apoio no combate aos incêndios florestais, na Força Aérea há "a esperança que a opção por mais dois helicópteros [prevista no contrato] seja tomada a curto prazo".
A proposta dos Koala representou "a opção mais barata", frisou uma das fontes, apesar de a Leonardo ter ficado como único concorrente num processo donde foi excluída a rival Airbus com o modelo H125M.
Note-se que a aquisição de novos helicópteros ligeiros para a Força Aérea começou a ser abordada pelo ramo desde os anos 1990, quando os Alouette III já tinham cerca de três décadas de operação.
A par da formação dos pilotos, esses aparelhos destinam-se a operações de busca e salvamento e, à luz da tragédia dos incêndios que assolaram o país em 2017, deverão vir minimamente preparados para participar no combate aos fogos - até porque a Força Aérea vai assumir a gestão, operação e manutenção dos meios aéreos permanentes afectos a essa missão. (DN)
21 de julho de 2018
Primeiro Ministro anuncia mais sete novos navios para a Marinha
O primeiro-ministro anunciou esta sexta-feira, em Viana do Castelo, a construção, nos próximos seis a oito anos, de sete novos navios para a Marinha portuguesa, no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar (LPM).
António Costa falava nos estaleiros da West Sea, na cerimónia de baptismo do Navio-Patrulha Oceânico (NPO) Sines, o primeiro de dois em construção nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
A madrinha de baptismo do novo navio foi a sua mulher, Fernanda Tadeu.
O chefe do Governo revelou que o investimento se integra no compromisso assumido por Portugal junto da NATO de reforço do dispositivo das Forças Armadas até 2024 e adiantou que a construção será efectuada na indústria portuguesa.
“Cada euro investido passará a valer por três porque reforçaremos a Defesa nacional, o sistema científico e o tecido industrial”, disse.
António Costa adiantou que, no total, serão construídos dez NPO e um navio logístico polivalente.
Cada um dos NPO custará 60 milhões de euros e demorará cerca de dois anos a construir.
António Costa disse que hoje “é um dia de parabéns para a indústria portuguesa de construção e reparação naval”, confirma a “vitalidade dos estaleiros” e honra a sua “longa actividade”, sublinhando que toda a tecnologia usada foi desenvolvida em Portugal e está ao nível do melhor que se faz em todo o mundo”.
“É um exemplo muito feliz do que pretendemos fazer para reforçar as nossas Forças Armadas”, concluiu. (Expresso)
António Costa falava nos estaleiros da West Sea, na cerimónia de baptismo do Navio-Patrulha Oceânico (NPO) Sines, o primeiro de dois em construção nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
A madrinha de baptismo do novo navio foi a sua mulher, Fernanda Tadeu.
O chefe do Governo revelou que o investimento se integra no compromisso assumido por Portugal junto da NATO de reforço do dispositivo das Forças Armadas até 2024 e adiantou que a construção será efectuada na indústria portuguesa.
“Cada euro investido passará a valer por três porque reforçaremos a Defesa nacional, o sistema científico e o tecido industrial”, disse.
António Costa adiantou que, no total, serão construídos dez NPO e um navio logístico polivalente.
Cada um dos NPO custará 60 milhões de euros e demorará cerca de dois anos a construir.
António Costa disse que hoje “é um dia de parabéns para a indústria portuguesa de construção e reparação naval”, confirma a “vitalidade dos estaleiros” e honra a sua “longa actividade”, sublinhando que toda a tecnologia usada foi desenvolvida em Portugal e está ao nível do melhor que se faz em todo o mundo”.
“É um exemplo muito feliz do que pretendemos fazer para reforçar as nossas Forças Armadas”, concluiu. (Expresso)
12 de junho de 2018
NRP Mondego hasteou a bandeira de Portugal pela primeira vez
O novo navio patrulha costeiro Mondego hasteou hoje a Bandeira Nacional pela primeira vez, na cerimónia de passagem ao estado de armamento normal que se realizou na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.
A cerimónia representa um dos passos do programa de reactivação dos navios de patrulha costeira da classe Tejo, reforçando, assim, a capacidade de Segurança e Autoridade do Estado no Mar.
Para o Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, "a presente cerimónia de passagem ao estado de armamento normal do NRP Mondego representa, um relevante passo no reforço da capacidade de patrulha e fiscalização, concorrendo para o objectivo estratégico de potenciar a edificação e a sustentação da componente naval do Sistema de Forças, de forma a colocar no dispositivo os meios necessários para o cumprimento da missão da Marinha."
O NRP Mondego é o terceiro navio da classe, juntando-se ao NRP Tejo e ao NRP Douro em missões de vigilância e patrulha, bem como de busca e salvamento. Esta classe de navios está particularmente preparada para funções de segurança e autoridade do Estado no mar e para guarnecer o dispositivo naval padrão da Marinha.
O novo navio patrulha costeiro tem uma guarnição de 25 militares e é comandado pelo primeiro-tenente Alexandre Pereira Robalo. (MGP)
Para o Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, "a presente cerimónia de passagem ao estado de armamento normal do NRP Mondego representa, um relevante passo no reforço da capacidade de patrulha e fiscalização, concorrendo para o objectivo estratégico de potenciar a edificação e a sustentação da componente naval do Sistema de Forças, de forma a colocar no dispositivo os meios necessários para o cumprimento da missão da Marinha."
O NRP Mondego é o terceiro navio da classe, juntando-se ao NRP Tejo e ao NRP Douro em missões de vigilância e patrulha, bem como de busca e salvamento. Esta classe de navios está particularmente preparada para funções de segurança e autoridade do Estado no mar e para guarnecer o dispositivo naval padrão da Marinha.
O novo navio patrulha costeiro tem uma guarnição de 25 militares e é comandado pelo primeiro-tenente Alexandre Pereira Robalo. (MGP)
23 de maio de 2018
Ministro da Defesa Nacional garante que continuará a apostar numa Marinha sempre pronta
“Não haverá muitos casos tão eloquentes quanto o da Marinha no que toca à capacidade de dinamicamente reunir Passado e Futuro, de honrar Tradição e Modernidade de forma exemplar”, declarou o Ministro da Defesa Nacional durante as comemorações do Dia da Marinha, que decorreram em Peniche, a 20 de maio, na data exacta em que se assinalam os 520 anos da chegada do Vasco da Gama à Índia.
“Na Marinha vemos confluir o orgulho na excelência consolidada ao longo de séculos e o brio posto na construção do Portugal contemporâneo; a coragem com que outrora se rasgaram horizontes e o empenho solidário com que hoje se aproximam todas as distâncias; a Memória de um Portugal imerso na solidão do pioneiro e a projecção da sua vocação de pluralidade em Missão e em contributo”, prosseguiu.
José Azeredo Lopes destacou a dignidade e a abnegação com que a Marinha cumpre as suas missões, contribuindo para a “reputação nacional e internacional do nosso país como parceiro capaz e confiável”. Sublinhou o espírito de missão, a criatividade na gestão dos recursos disponíveis, a aposta na proximidade e o empenho posto no recrutamento, na certificação e na qualificação, na investigação “que resulta em produção de conhecimento e em ciência, pela segurança das nossas águas, pelas vidas resgatadas à fome do mar, mas, sobretudo, pela vontade, sempre, de bem servir, estou-vos grato, a todos e cada um, enquanto Ministro da Defesa Nacional e enquanto cidadão”.
O Ministro da Defesa Nacional garantiu ainda que tem procurado “capacitar um Marinha equilibrada e tecnologicamente actualizada” e que continuará “a seguir com especial atenção o Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval”. Para o governante há que continuar a zelar para que “cheguem a bom porto os programas de Aquisição e Modernização das Forças Armadas, especificamente, da Marinha”.
“Continuaremos a apostar na manutenção e na construção naval e continuaremos a acompanhar a modernização da Esquadra que merece uma Marinha sempre pronta, ao serviço de Portugal e dos portugueses”, assegurou o Ministro Azeredo Lopes.
O Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante Mendes Calado, começou por saudar “aqueles que no mar e noutros teatros de operações cumprem, neste momento, a missão da Marinha”, quer em missões internacionais, quer no território nacional, recordando que “neste dia, que é igual a tantos outros ao longo do ano, a Marinha tem um total de 782 mulheres e homens em missão, contribuindo para que o nosso País use o mar e para a afirmação de Portugal enquanto país coprodutor de segurança e de paz”.
O Almirante Mendes Calado aproveitou a cerimónia para destacar o trabalho desenvolvido pela Marinha e da Autoridade Marítima, enumerando as mais de 1300 vidas salvas em 2017, o contributo do Instituto Hidrográfico no avanço do conhecimento oceanográfico e o esforço que têm dedicado no desenvolvimento e preservação do património cultural.
Trinta anos depois de se ter associado à elevação de Peniche a cidade, a Marinha Portuguesa regressou para celebrar o seu Dia nesta localidade marcadamente marítima, ligada à pesca e actividades adjacentes como a construção naval, a indústria conserveira e o turismo náutico. (Defesa)
“Na Marinha vemos confluir o orgulho na excelência consolidada ao longo de séculos e o brio posto na construção do Portugal contemporâneo; a coragem com que outrora se rasgaram horizontes e o empenho solidário com que hoje se aproximam todas as distâncias; a Memória de um Portugal imerso na solidão do pioneiro e a projecção da sua vocação de pluralidade em Missão e em contributo”, prosseguiu.
José Azeredo Lopes destacou a dignidade e a abnegação com que a Marinha cumpre as suas missões, contribuindo para a “reputação nacional e internacional do nosso país como parceiro capaz e confiável”. Sublinhou o espírito de missão, a criatividade na gestão dos recursos disponíveis, a aposta na proximidade e o empenho posto no recrutamento, na certificação e na qualificação, na investigação “que resulta em produção de conhecimento e em ciência, pela segurança das nossas águas, pelas vidas resgatadas à fome do mar, mas, sobretudo, pela vontade, sempre, de bem servir, estou-vos grato, a todos e cada um, enquanto Ministro da Defesa Nacional e enquanto cidadão”.
O Ministro da Defesa Nacional garantiu ainda que tem procurado “capacitar um Marinha equilibrada e tecnologicamente actualizada” e que continuará “a seguir com especial atenção o Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval”. Para o governante há que continuar a zelar para que “cheguem a bom porto os programas de Aquisição e Modernização das Forças Armadas, especificamente, da Marinha”.
“Continuaremos a apostar na manutenção e na construção naval e continuaremos a acompanhar a modernização da Esquadra que merece uma Marinha sempre pronta, ao serviço de Portugal e dos portugueses”, assegurou o Ministro Azeredo Lopes.
O Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante Mendes Calado, começou por saudar “aqueles que no mar e noutros teatros de operações cumprem, neste momento, a missão da Marinha”, quer em missões internacionais, quer no território nacional, recordando que “neste dia, que é igual a tantos outros ao longo do ano, a Marinha tem um total de 782 mulheres e homens em missão, contribuindo para que o nosso País use o mar e para a afirmação de Portugal enquanto país coprodutor de segurança e de paz”.
O Almirante Mendes Calado aproveitou a cerimónia para destacar o trabalho desenvolvido pela Marinha e da Autoridade Marítima, enumerando as mais de 1300 vidas salvas em 2017, o contributo do Instituto Hidrográfico no avanço do conhecimento oceanográfico e o esforço que têm dedicado no desenvolvimento e preservação do património cultural.
Trinta anos depois de se ter associado à elevação de Peniche a cidade, a Marinha Portuguesa regressou para celebrar o seu Dia nesta localidade marcadamente marítima, ligada à pesca e actividades adjacentes como a construção naval, a indústria conserveira e o turismo náutico. (Defesa)
14 de setembro de 2017
FLUTUAÇÃO DO NRP SETÚBAL
Teve lugar ontem, dia 13 de Setembro, nos estaleiros da West Sea (Viana do Castelo) a flutuação do futuro navio patrulha oceânico da Marinha, o NRP Setúbal. O navio foi movimentado para o cais esta manhã, onde irão decorrer as fases seguintes de construção.
A flutuação deste navio ocorreu com dois meses de avanço relativamente ao planeamento contratual, o que permite que a Marinha encare de forma optimista a complexa fase dos primeiros arranques dos sistemas, testes, provas e correcções inerentes a uma nova construção. A entrega deste navio à Marinha está prevista para Junho de 2018.
O futuro NRP Setúbal será o 4º navio da classe de navios patrulha oceânicos (NPO) construídos em Viana do Castelo.
Neste momento já se encontram ao serviço da Marinha o NRP Viana do Castelo, que dá nome à classe, e o NRP Figueira da Foz.
Os navios patrulha oceânicos do projecto NPO 2000 são navios utilizados prioritariamente em missões de segurança e Autoridade do Estado, e missões de interesse público. São navios versáteis, com longa autonomia e com grande capacidade de operar em condições extremas de mar. (MGP)
A flutuação deste navio ocorreu com dois meses de avanço relativamente ao planeamento contratual, o que permite que a Marinha encare de forma optimista a complexa fase dos primeiros arranques dos sistemas, testes, provas e correcções inerentes a uma nova construção. A entrega deste navio à Marinha está prevista para Junho de 2018.
O futuro NRP Setúbal será o 4º navio da classe de navios patrulha oceânicos (NPO) construídos em Viana do Castelo.
Neste momento já se encontram ao serviço da Marinha o NRP Viana do Castelo, que dá nome à classe, e o NRP Figueira da Foz.
Os navios patrulha oceânicos do projecto NPO 2000 são navios utilizados prioritariamente em missões de segurança e Autoridade do Estado, e missões de interesse público. São navios versáteis, com longa autonomia e com grande capacidade de operar em condições extremas de mar. (MGP)
10 de setembro de 2017
Ministro da Defesa Nacional "O processo de compra dos 4X4 e das armas ligeiras vai mesmo para a frente."
O ministro Azeredo Lopes comenta o reforço no orçamento da Defesa.
A pouco tempo de termos OE para 2018, sente-se confortável com a dotação que tem vindo a negociar com Mário Centeno, sobretudo tendo em conta o clima e o enquadramento internacional - a questão da prevenção e combate ao terrorismo?
Não me sinto confortável nem desconfortável porque a dotação será aquela que resultar no dia em que for aprovado o orçamento. Este é um processo on going e espero que no fim possa dizer que me sinto confortável. Tenho-me sentido confortável em anos anteriores, não vou esconder. Tenho presentes as circunstâncias concretas do meu país, tenho presentes projectos importantíssimos que o governo levou a cabo, desde a devolução de rendimentos a projectos estruturantes na parte da Segurança Social, tenho noção disso tudo, tenho noção de que a manta, por definição, será sempre curta. Deve ser esse, aliás, o fado da construção de um orçamento. E tenho presente o contexto internacional. Há uma pressão internacional relativamente ao reforço dos orçamentos da defesa.
Vai haver esse reforço no caso português?
Vamos ver.
Os tais 2%...
É preciso muito cuidado quando falamos em 2%. É um objectivo. Os 2% estão associados depois a outros objectivos não menos importantes. Digo-lhe já que o mais confortável, para mim, é os 2%, porque estamos a 1,28, 1,30. Estamos a meio da tabela. Somos uma espécie de Paços de Ferreira se pudéssemos falar em termos futebolísticos. Estamos na zona clara e tranquila da manutenção.
A questão do terrorismo vai levar a um reforço do orçamento da despesa em Portugal, seja ou não de 2%?
Há um reforço que hoje é significativo, que já está pré-anunciado. Estamos a falar do orçamento de funcionamento, o normal da defesa nacional, que está a ser negociado. 2% não é nada. É tudo e não é nada. Se eu gastar 2% em ordenados, não é nada mesmo. Por estranho que pareça é um número fantástico mas um número sinistro do ponto de vista da capacidade. Há um outro número que é importante, que é 20% desses 2% serem alocados a investimento e por isso é que o governo, e isso é algo que é objectivo, tomou uma decisão muito importante que foi a de não sujeitar a cativações a lei de programação militar. O instrumento fundamental de investimento num contexto plurianual, num contexto, aliás, bastante consensualizado, é uma matéria em que governo e oposição... é certo que pediram a demissão do ministro da defesa, mas eu perdoo isso à Dra. Assunção Cristas. Mas acreditem, é ali que está a carne, é ali que materialmente se vê se sim ou não, se está a haver uma aposta na defesa. Temos conseguido gradualmente vir a aumentar a execução da lei de programação militar, ajuda muito a não sujeição a cativações e portanto há processos cruciais que estavam parados já nem sei há quanto tempo que estão a andar. O processo dos 4X4 do exército, o processo da arma ligeira que vai mesmo para a frente.
...Será mesmo no próximo ano?
É ver para crer. Não tenho nenhuma razão que me leve a duvidar. Já está o processo em fase de procurement. Depois temos a modernização das fragatas da Marinha, o investimento na Força Aérea, isso está tudo a ser feito. Se me perguntar se os montantes LPM chegam? Não chegam. Sabemos desde o início - a lei é aprovada em 2015 - que nem que executássemos 100% isso não seria suficiente em termos objectivos. Mas depois há outro investimento e pedia-lhes atenção para duas áreas onde vai haver investimento inevitavelmente: uma é a substituição do avião de transporte - este governo decidiu que era o momento de tomar essa decisão estrutural - que é uma despesa muito significativa que me vai dar à vontade para fazer boa figura, porque só isso representa um investimento de várias centenas de milhões de euros. Para quem nos ouve, não pensem que estamos a trocar isto por hospitais, etc., estamos a falar de dimensões cruciais da soberania do estado português e também estamos a falar do duplo uso destes aviões, nomeadamente para gradualmente robustecermos o papel da Força Aérea, que é outra decisão deste governo bem expressa no ano passado pelo primeiro-ministro. A Força Aérea vai ter de ter um papel mais forte no combate aos incêndios e portanto o mínimo que o ministro da defesa pode fazer é insistir para que os meios tenham também esse duplo uso. E é um investimento muito virtuoso porque a Embraer tem uma instalação muito importante em Évora, porque há uma incorporação de tecnologia e investigação nacional muito forte através e porque há um elemento de criação de emprego fortíssimo, numa altura em que se antecipa que a aeronáutica tenha uma fase muito importante de prosperidade. É uma despesa que tem o retorno na criação de emprego e na transferência de tecnologia para Portugal. E há um segundo aspecto onde vai ser inevitável também o investimento e que está relacionado com os estaleiros de Viana do Castelo. Temos em construção dois navios patrulha oceânicos e vai ser inevitável uma reflexão muito profunda sobre o que é que pretendemos do nosso mar e de que forma é que pretendemos exercer a jurisdição do nosso mar. Este governo deu um passo importantíssimo, muito mais do que o meramente formal. Temos hoje um ministério do mar nas mãos da minha querida amiga Ana Paula Vitorino, temos uma abordagem que vamos aperfeiçoando de garantir cada vez mais uma leitura transversal das diferentes áreas da governação, onde a defesa, através da Marinha, tem um papel fundamental. Seja para fortalecer o processo de extensão da nossa plataforma continental, que é recente, onde a marinha, onde a marinha através do instituto hidrográfico tem um papel muito importante...
Qual é a aposta nos estaleiros de Viana?
É cada vez mais robustecer a construção naval. Eu não estou aqui a legitimar a questão dos estaleiros, até porque não é preciso porque é uma questão que nos levava longe, não propriamente sobre a actual solução mas sobre o risco que ainda existe como risco para o estado português nomeadamente nas matérias da concorrência e da Comissão. Sou capaz de ter um mínimo de objectividade e separar as coisas. É claro, para mim, que quando o Mário Ferreira constrói nos estaleiros, quando o estado procura que a construção se faça cá e não adquirir noutro lado, essa é uma posta que eu procuro que seja para além do nosso umbigo, com o mínimo de visão estratégica, numa altura em que no plano europeu, de forma clara, se está a desenvolver uma ideia sobre a indústria de defesa europeia. Ontem regressei da Estónia onde houve uma reunião a propósito de como vamos robustecer a defesa europeia. Garanto-lhes que esta dimensão de mercado, de um fundo europeu de defesa, de indústria de duplo uso, da participação das nossas PME em processos de investigação e desenvolvimento, vai ser crucial em termos económicos.
O senhor mandou fazer uma auditoria ao instituto de acção social das forças armadas. A quanto é que ascende o buraco financeiro? Quem são os responsáveis? Admite a possibilidade de integrar este instituto na SS?
À terceira, não. Essa hipótese não está em cima da mesa. À segunda, a questão não é tanto responsáveis, senão é preciso recuar muito tempo. À primeira, estamos a falar de algo em torno dos 62 milhões de euros. Quando iniciei funções foi das primeiras coisas que ouvi falar, de que estava um horror, a colapsar. Reparei que do conselho directivo só estava uma pessoa, tinha havido demissões, acusações das associações representativas dos oficiais... Percebi que seria estranho se não existisse alguma coisa. Deparei com uma situação de desorganização inacreditável, em que por exemplo se desconhecia qual era o património, inexistiam critérios para utilização de património para utentes, valores... fiquemos por aqui para não parecer que estou a lamentar-me. Pareceu-me também que era necessário intervir com toda a urgência e era preciso saber o que estava em causa. Não houve só uma auditoria, houve essa como já tinha havido infelizmente uma em que nada tinha sido feito antes deste governo entrar em funções e houve depois uma intervenção da Inspecção-geral de Finanças para se saber com clareza, não se havia bandidos dentro do IASFA, mas se o modelo vigente permitia encarar, em termos de gestão e com tranquilidade, a garantia, primeiro para os utentes e em segundo lugar, talvez até mais importante, dos deficientes das forças armadas. Verificou-se que com a alteração das regras estatutárias foi possível a concentração das funções do IASFA naquilo que é realmente essencial e estancar o ritmo do aumento do défice. Hoje tinha falado em valores que estimava em torno de 1,5 milhão por mês, hoje muito felizmente posso dizer que é francamente inferior. Isto significa que a situação de descontrolo...
...está perto da sustentabilidade?
Não vai nunca estar perto da sustentabilidade. Porque é um subsistema muito diferente dos outros, mais uma vez por razões de História. Quando temos forças armadas com centenas de milhares de pessoas envolvidas na guerra colonial, quando hoje temos forças armadas com efectivos em torno dos 28 mil, é evidente que quem contribui não pode nunca resolver os problemas da pirâmide que está, de alguma forma, invertida. Pela lei da vida há muitos militares reformados idosos que, pela lei da vida, precisam de mais cuidados de saúde. A garantia que foi dada pelo governo é que em nenhuma circunstância se faltará a estas pessoas. As finanças, o ministério da defesa e a saúde estão a trabalhar num modelo que permita perceber a temporalidade desta discrepância, desta pirâmide invertida. Há-de haver um momento em que a pirâmide voltará aquele que é o padrão.
Numa reestruturação do IASFA considera recorrer à venda de património?
A venda de património é sempre possível, não tenho nada contra. Agora, cuidado, quem pensa que está a falar de um El Dourado...
Mas há essa noção?
Há. Aliás, já disse por brincadeira a um militar: "eu devolvo já o património! Se pensa que estamos com o Mosteiro dos Jerónimos está muito enganado". Estamos a falar de património concentrado em Lisboa, portanto não há pessoas idosas ex-militares fora de Lisboa... Estamos a falar de um património em estado de degradação, o que vai implicar grandes investimentos e depois de um património relevante... são dezenas de milhões de euros, quando muito, não estamos a falar de nada que venha resolver o problema. Estamos a falar de uma questão estrutural e não conjuntural. Mas, se for necessário alienar património, pois seguramente. Essa questão não é tabu.
Está de partida para os EUA, onde se vai encontrar com o secretário de estado da defesa. Presumimos que vai debater o tema da base das Lajes. Qual é o ponto de situação neste momento?
É mais ou menos estável. É algo que corresponde a uma posição tomada pelos EUA que o estado português tem declarado que não contesta do ponto de vista da legalidade, mas que não concorda e que resulta claramente num desinvestimento. Temos de ter noção que a presença militar estrangeira numa base traduzia-se em preocupações quanto ao limite máximo de presenças e esquecemo-nos do limite mínimo.
Vai discutir isso?
É provável. Não creio que seja um assunto... não vou dizer qual é a agenda até por uma questão de educação, mas é provável que o assunto seja abordado independentemente que a posição aqui dominante das negociações do Sr. ministro dos Negócios Estrangeiros, a defesa tem um papel na propositura de soluções alternativas. Não quero falar de um jogo de sedução...
Vai levar soluções?
Vou levar ideias.
Que ideias?
Uma posso dizer que já é pública, que é a questão de um centro de segurança atlântica. Portugal tem grandes competências por explorar do ponto de vista técnico na formação e investigação. Portugal tem uma relação muito particular com o Atlântico e com o Golfo da Guiné e acho que é uma mais-valia que do nosso ponto de vista pode ser instalada fisicamente, com o compromisso de o estado português também investir nessa questão que é estratégica do ponto de vista da formação na capacidade de outros países para assegurarem a sua segurança e defesa, e aqui correspondíamos a objectivos NATO e da UE e também do ponto de vista da presença... Levo várias hipóteses que permitem uma utilização daquele espaço com vantagem para ambas as partes. As questões ligadas ao ambiente, aos cottages, à gestão da própria base, estão a ser trabalhadas desde há anos através da comissão mista que para esse efeito tem tido reuniões bastante regulares. (Fonte: Diário Notícias)
A pouco tempo de termos OE para 2018, sente-se confortável com a dotação que tem vindo a negociar com Mário Centeno, sobretudo tendo em conta o clima e o enquadramento internacional - a questão da prevenção e combate ao terrorismo?
Não me sinto confortável nem desconfortável porque a dotação será aquela que resultar no dia em que for aprovado o orçamento. Este é um processo on going e espero que no fim possa dizer que me sinto confortável. Tenho-me sentido confortável em anos anteriores, não vou esconder. Tenho presentes as circunstâncias concretas do meu país, tenho presentes projectos importantíssimos que o governo levou a cabo, desde a devolução de rendimentos a projectos estruturantes na parte da Segurança Social, tenho noção disso tudo, tenho noção de que a manta, por definição, será sempre curta. Deve ser esse, aliás, o fado da construção de um orçamento. E tenho presente o contexto internacional. Há uma pressão internacional relativamente ao reforço dos orçamentos da defesa.
Vai haver esse reforço no caso português?
Vamos ver.
Os tais 2%...
É preciso muito cuidado quando falamos em 2%. É um objectivo. Os 2% estão associados depois a outros objectivos não menos importantes. Digo-lhe já que o mais confortável, para mim, é os 2%, porque estamos a 1,28, 1,30. Estamos a meio da tabela. Somos uma espécie de Paços de Ferreira se pudéssemos falar em termos futebolísticos. Estamos na zona clara e tranquila da manutenção.
A questão do terrorismo vai levar a um reforço do orçamento da despesa em Portugal, seja ou não de 2%?
Há um reforço que hoje é significativo, que já está pré-anunciado. Estamos a falar do orçamento de funcionamento, o normal da defesa nacional, que está a ser negociado. 2% não é nada. É tudo e não é nada. Se eu gastar 2% em ordenados, não é nada mesmo. Por estranho que pareça é um número fantástico mas um número sinistro do ponto de vista da capacidade. Há um outro número que é importante, que é 20% desses 2% serem alocados a investimento e por isso é que o governo, e isso é algo que é objectivo, tomou uma decisão muito importante que foi a de não sujeitar a cativações a lei de programação militar. O instrumento fundamental de investimento num contexto plurianual, num contexto, aliás, bastante consensualizado, é uma matéria em que governo e oposição... é certo que pediram a demissão do ministro da defesa, mas eu perdoo isso à Dra. Assunção Cristas. Mas acreditem, é ali que está a carne, é ali que materialmente se vê se sim ou não, se está a haver uma aposta na defesa. Temos conseguido gradualmente vir a aumentar a execução da lei de programação militar, ajuda muito a não sujeição a cativações e portanto há processos cruciais que estavam parados já nem sei há quanto tempo que estão a andar. O processo dos 4X4 do exército, o processo da arma ligeira que vai mesmo para a frente.
...Será mesmo no próximo ano?
É ver para crer. Não tenho nenhuma razão que me leve a duvidar. Já está o processo em fase de procurement. Depois temos a modernização das fragatas da Marinha, o investimento na Força Aérea, isso está tudo a ser feito. Se me perguntar se os montantes LPM chegam? Não chegam. Sabemos desde o início - a lei é aprovada em 2015 - que nem que executássemos 100% isso não seria suficiente em termos objectivos. Mas depois há outro investimento e pedia-lhes atenção para duas áreas onde vai haver investimento inevitavelmente: uma é a substituição do avião de transporte - este governo decidiu que era o momento de tomar essa decisão estrutural - que é uma despesa muito significativa que me vai dar à vontade para fazer boa figura, porque só isso representa um investimento de várias centenas de milhões de euros. Para quem nos ouve, não pensem que estamos a trocar isto por hospitais, etc., estamos a falar de dimensões cruciais da soberania do estado português e também estamos a falar do duplo uso destes aviões, nomeadamente para gradualmente robustecermos o papel da Força Aérea, que é outra decisão deste governo bem expressa no ano passado pelo primeiro-ministro. A Força Aérea vai ter de ter um papel mais forte no combate aos incêndios e portanto o mínimo que o ministro da defesa pode fazer é insistir para que os meios tenham também esse duplo uso. E é um investimento muito virtuoso porque a Embraer tem uma instalação muito importante em Évora, porque há uma incorporação de tecnologia e investigação nacional muito forte através e porque há um elemento de criação de emprego fortíssimo, numa altura em que se antecipa que a aeronáutica tenha uma fase muito importante de prosperidade. É uma despesa que tem o retorno na criação de emprego e na transferência de tecnologia para Portugal. E há um segundo aspecto onde vai ser inevitável também o investimento e que está relacionado com os estaleiros de Viana do Castelo. Temos em construção dois navios patrulha oceânicos e vai ser inevitável uma reflexão muito profunda sobre o que é que pretendemos do nosso mar e de que forma é que pretendemos exercer a jurisdição do nosso mar. Este governo deu um passo importantíssimo, muito mais do que o meramente formal. Temos hoje um ministério do mar nas mãos da minha querida amiga Ana Paula Vitorino, temos uma abordagem que vamos aperfeiçoando de garantir cada vez mais uma leitura transversal das diferentes áreas da governação, onde a defesa, através da Marinha, tem um papel fundamental. Seja para fortalecer o processo de extensão da nossa plataforma continental, que é recente, onde a marinha, onde a marinha através do instituto hidrográfico tem um papel muito importante...
Qual é a aposta nos estaleiros de Viana?
É cada vez mais robustecer a construção naval. Eu não estou aqui a legitimar a questão dos estaleiros, até porque não é preciso porque é uma questão que nos levava longe, não propriamente sobre a actual solução mas sobre o risco que ainda existe como risco para o estado português nomeadamente nas matérias da concorrência e da Comissão. Sou capaz de ter um mínimo de objectividade e separar as coisas. É claro, para mim, que quando o Mário Ferreira constrói nos estaleiros, quando o estado procura que a construção se faça cá e não adquirir noutro lado, essa é uma posta que eu procuro que seja para além do nosso umbigo, com o mínimo de visão estratégica, numa altura em que no plano europeu, de forma clara, se está a desenvolver uma ideia sobre a indústria de defesa europeia. Ontem regressei da Estónia onde houve uma reunião a propósito de como vamos robustecer a defesa europeia. Garanto-lhes que esta dimensão de mercado, de um fundo europeu de defesa, de indústria de duplo uso, da participação das nossas PME em processos de investigação e desenvolvimento, vai ser crucial em termos económicos.
O senhor mandou fazer uma auditoria ao instituto de acção social das forças armadas. A quanto é que ascende o buraco financeiro? Quem são os responsáveis? Admite a possibilidade de integrar este instituto na SS?
À terceira, não. Essa hipótese não está em cima da mesa. À segunda, a questão não é tanto responsáveis, senão é preciso recuar muito tempo. À primeira, estamos a falar de algo em torno dos 62 milhões de euros. Quando iniciei funções foi das primeiras coisas que ouvi falar, de que estava um horror, a colapsar. Reparei que do conselho directivo só estava uma pessoa, tinha havido demissões, acusações das associações representativas dos oficiais... Percebi que seria estranho se não existisse alguma coisa. Deparei com uma situação de desorganização inacreditável, em que por exemplo se desconhecia qual era o património, inexistiam critérios para utilização de património para utentes, valores... fiquemos por aqui para não parecer que estou a lamentar-me. Pareceu-me também que era necessário intervir com toda a urgência e era preciso saber o que estava em causa. Não houve só uma auditoria, houve essa como já tinha havido infelizmente uma em que nada tinha sido feito antes deste governo entrar em funções e houve depois uma intervenção da Inspecção-geral de Finanças para se saber com clareza, não se havia bandidos dentro do IASFA, mas se o modelo vigente permitia encarar, em termos de gestão e com tranquilidade, a garantia, primeiro para os utentes e em segundo lugar, talvez até mais importante, dos deficientes das forças armadas. Verificou-se que com a alteração das regras estatutárias foi possível a concentração das funções do IASFA naquilo que é realmente essencial e estancar o ritmo do aumento do défice. Hoje tinha falado em valores que estimava em torno de 1,5 milhão por mês, hoje muito felizmente posso dizer que é francamente inferior. Isto significa que a situação de descontrolo...
...está perto da sustentabilidade?
Não vai nunca estar perto da sustentabilidade. Porque é um subsistema muito diferente dos outros, mais uma vez por razões de História. Quando temos forças armadas com centenas de milhares de pessoas envolvidas na guerra colonial, quando hoje temos forças armadas com efectivos em torno dos 28 mil, é evidente que quem contribui não pode nunca resolver os problemas da pirâmide que está, de alguma forma, invertida. Pela lei da vida há muitos militares reformados idosos que, pela lei da vida, precisam de mais cuidados de saúde. A garantia que foi dada pelo governo é que em nenhuma circunstância se faltará a estas pessoas. As finanças, o ministério da defesa e a saúde estão a trabalhar num modelo que permita perceber a temporalidade desta discrepância, desta pirâmide invertida. Há-de haver um momento em que a pirâmide voltará aquele que é o padrão.
Numa reestruturação do IASFA considera recorrer à venda de património?
A venda de património é sempre possível, não tenho nada contra. Agora, cuidado, quem pensa que está a falar de um El Dourado...
Mas há essa noção?
Há. Aliás, já disse por brincadeira a um militar: "eu devolvo já o património! Se pensa que estamos com o Mosteiro dos Jerónimos está muito enganado". Estamos a falar de património concentrado em Lisboa, portanto não há pessoas idosas ex-militares fora de Lisboa... Estamos a falar de um património em estado de degradação, o que vai implicar grandes investimentos e depois de um património relevante... são dezenas de milhões de euros, quando muito, não estamos a falar de nada que venha resolver o problema. Estamos a falar de uma questão estrutural e não conjuntural. Mas, se for necessário alienar património, pois seguramente. Essa questão não é tabu.
Está de partida para os EUA, onde se vai encontrar com o secretário de estado da defesa. Presumimos que vai debater o tema da base das Lajes. Qual é o ponto de situação neste momento?
É mais ou menos estável. É algo que corresponde a uma posição tomada pelos EUA que o estado português tem declarado que não contesta do ponto de vista da legalidade, mas que não concorda e que resulta claramente num desinvestimento. Temos de ter noção que a presença militar estrangeira numa base traduzia-se em preocupações quanto ao limite máximo de presenças e esquecemo-nos do limite mínimo.
Vai discutir isso?
É provável. Não creio que seja um assunto... não vou dizer qual é a agenda até por uma questão de educação, mas é provável que o assunto seja abordado independentemente que a posição aqui dominante das negociações do Sr. ministro dos Negócios Estrangeiros, a defesa tem um papel na propositura de soluções alternativas. Não quero falar de um jogo de sedução...
Vai levar soluções?
Vou levar ideias.
Que ideias?
Uma posso dizer que já é pública, que é a questão de um centro de segurança atlântica. Portugal tem grandes competências por explorar do ponto de vista técnico na formação e investigação. Portugal tem uma relação muito particular com o Atlântico e com o Golfo da Guiné e acho que é uma mais-valia que do nosso ponto de vista pode ser instalada fisicamente, com o compromisso de o estado português também investir nessa questão que é estratégica do ponto de vista da formação na capacidade de outros países para assegurarem a sua segurança e defesa, e aqui correspondíamos a objectivos NATO e da UE e também do ponto de vista da presença... Levo várias hipóteses que permitem uma utilização daquele espaço com vantagem para ambas as partes. As questões ligadas ao ambiente, aos cottages, à gestão da própria base, estão a ser trabalhadas desde há anos através da comissão mista que para esse efeito tem tido reuniões bastante regulares. (Fonte: Diário Notícias)
28 de agosto de 2017
Exército vai comprar viaturas tácticas ligeiras blindadas
As novas viaturas tácticas ligeiras blindadas (VTLB) 4x4 que vão equipar o Exército, num investimento de 60 milhões de euros, deverão ser fornecidas por uma empresa espanhola ou uma turca.
O Governo português, com o aval do Tribunal de Contas, deu luz verde, ainda o ano passado, à aquisição de 167 VTLB, tendo o prazo para recepção de propostas terminado no passado dia 16. Em cima da mesma estão duas propostas: o modelo VAMTAC ST5 oferecido pela empresa espanhola UROVESA, ou o Hizir dos turcos da Katmerciler.
A aquisição destas viaturas blindadas e todo-o-terreno tem como intermediária a agência de compras da NATO (NSPA), com o montante total do investimento – 60,8 milhões de euros – a ser financiado através das verbas inscritas na Lei de Programação Militar.
Os encargos resultantes da aquisição destas novas viaturas vão ser pagos de forma faseada até 2020. Ainda este ano, o encargo chegará aos 11 milhões de euros. As características das viaturas vão agora ser ponderadas e existe a possibilidade da decisão final ser conhecida ainda este ano. (Correio da Manhã)
24 de julho de 2017
Governo investe na modernização das Forças Armadas
Portugal irá investir cerca de 700 milhões de euros para comprar armamento e equipamento militar.
De acordo com o Jornal de Notícias, é o maior número de programas de aquisição dos últimos anos. São 12 no total, dos quais nove já foram aprovados pelo ministro da Defesa Azeredo Lopes, e cuja execução irá até 2026.
Cinco serão geridos pela NATO/NSPA (NAto Support and Procurement) e quatro terão adjudicação directa a empresas portuguesas. Os restantes estão dependentes de processos em curso.
A maioria das aquisições destina-se ao Exército, que tem “atrasos críticos”. O programa mais urgente é o de substituição da espingarda G-3 e outro armamento ligeiro, que já tem um atraso de 20 anos.
O maior investimento será feito em aviões de transporte KC 390: serão entre cinco a seis aparelhos com um custo de 350 milhões de euros.
Entre as várias aquisições, destacam-se a compra de 167 viaturas blindadas, que irá custar 60,9 milhões de euros, e os 42.8 milhões de euros para a aquisição de 18 mil armas ligeiras, 1700 lança-granadas, 380 caçadeiras, 3400 aparelhos de pontaria.
A construção de dois navios de patrulha oceânicos, por parte dos estaleiros de Viana do Castelo, irá custar 70 milhões de euros.
O investimento nos sistemas de informática, comando e controlo será de 38 milhões enquanto a compra de oito lançadores de mísseis, oito sistemas de mísseis, dois radar e oito blindados para transporte terá um custo de 32 milhões de euros. Serão ainda investidos 20.5 milhões de euros para aquisição de cinco a sete helicópteros ligeiros.
Este investimento tem como objectivo colocar algumas áreas das Forças Armadas ao nível de outros aliados da NATO. O Ministério da Defesa diz que se tratam de “programas que estavam parados e que foram desbloqueados com o fim de cativação de verbas na Lei de Programação Militar”. (Observador)
De acordo com o Jornal de Notícias, é o maior número de programas de aquisição dos últimos anos. São 12 no total, dos quais nove já foram aprovados pelo ministro da Defesa Azeredo Lopes, e cuja execução irá até 2026.
Cinco serão geridos pela NATO/NSPA (NAto Support and Procurement) e quatro terão adjudicação directa a empresas portuguesas. Os restantes estão dependentes de processos em curso.
A maioria das aquisições destina-se ao Exército, que tem “atrasos críticos”. O programa mais urgente é o de substituição da espingarda G-3 e outro armamento ligeiro, que já tem um atraso de 20 anos.
O maior investimento será feito em aviões de transporte KC 390: serão entre cinco a seis aparelhos com um custo de 350 milhões de euros.
Entre as várias aquisições, destacam-se a compra de 167 viaturas blindadas, que irá custar 60,9 milhões de euros, e os 42.8 milhões de euros para a aquisição de 18 mil armas ligeiras, 1700 lança-granadas, 380 caçadeiras, 3400 aparelhos de pontaria.
A construção de dois navios de patrulha oceânicos, por parte dos estaleiros de Viana do Castelo, irá custar 70 milhões de euros.
O investimento nos sistemas de informática, comando e controlo será de 38 milhões enquanto a compra de oito lançadores de mísseis, oito sistemas de mísseis, dois radar e oito blindados para transporte terá um custo de 32 milhões de euros. Serão ainda investidos 20.5 milhões de euros para aquisição de cinco a sete helicópteros ligeiros.
Este investimento tem como objectivo colocar algumas áreas das Forças Armadas ao nível de outros aliados da NATO. O Ministério da Defesa diz que se tratam de “programas que estavam parados e que foram desbloqueados com o fim de cativação de verbas na Lei de Programação Militar”. (Observador)
9 de junho de 2017
GOVERNO AUTORIZA NEGOCIAÇÕES COM EMBRAER PARA COMPRA DE AVIÕES KC-390
O Conselho de Ministros aprovou uma Resolução que autoriza o início das negociações com a Embraer para a aquisição de cinco aeronaves KC-390, com opção de mais uma, e um simulador de voo, para instalação e operação em território nacional.
Portugal, a par da República Federativa do Brasil, é um dos principais parceiros do programa cooperativo de desenvolvimento e produção do KC-390, do qual fazem parte igualmente a República Checa e a Argentina.
O trabalho desenvolvido com o programa KC-390 permitiu o crescimento do investimento em Portugal de empresas do setor aeronáutico.
Entre outros, realça-se o reforço da capacidade instalada nas OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal e os projectos evolutivos das duas fábricas da Embraer em Évora (Estruturas em Compósitos e Estruturas Metálicas).
Estas duas unidades têm diversificado os modelos de aeronaves em que participam, têm aumentado significativamente a capacidade de produção fabril, criaram o Centro de Engenharia e Tecnologia para o desenvolvimento de peças e estruturas em materiais compósitos e têm contribuído para a instalação de outras empresas do sector. (MDN)
Portugal, a par da República Federativa do Brasil, é um dos principais parceiros do programa cooperativo de desenvolvimento e produção do KC-390, do qual fazem parte igualmente a República Checa e a Argentina.
O trabalho desenvolvido com o programa KC-390 permitiu o crescimento do investimento em Portugal de empresas do setor aeronáutico.
Entre outros, realça-se o reforço da capacidade instalada nas OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal e os projectos evolutivos das duas fábricas da Embraer em Évora (Estruturas em Compósitos e Estruturas Metálicas).
Estas duas unidades têm diversificado os modelos de aeronaves em que participam, têm aumentado significativamente a capacidade de produção fabril, criaram o Centro de Engenharia e Tecnologia para o desenvolvimento de peças e estruturas em materiais compósitos e têm contribuído para a instalação de outras empresas do sector. (MDN)
6 de junho de 2017
Governo autoriza reequipamento da Artilharia Antiaérea
O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou o procedimento de formação contratual para a aquisição de sistemas de artilharia antiaérea. Este investimento encontra-se inscrito na Lei de Programação Militar, na capacidade de Protecção e Sobrevivência da Força Terrestre, e poderá atingir um máximo de 32M€ (trinta e dois milhões de euros) a ser executado entre 2017 e 2026.
O sistema de artilharia antiaérea será reequipado com oito terminais de armas para o Sistema Integrado de Comando e Controlo de Artilharia Antiaérea, dois radares de aviso local, oito sistemas de míssil ligeiro integrados em viaturas tácticas ligeiras blindadas ou viaturas tácticas médias blindadas e oito viaturas tácticas ligeiras blindadas ou médias blindadas, por forma a modernizar esta capacidade estrutural do Exército.
Os Sistemas de artilharia antiaérea constituem um activo essencial no Sistema de Defesa Aérea Nacional, uma vez que permitem colmatar lacunas de proteção antiaérea de baixa e muito baixa altitude. Estes sistemas garantem igualmente a proteção e sobrevivência das forças terrestres de forma autónoma, assim como a proteção contra ameaças aéreas de pontos sensíveis, áreas estratégicas e eventos de alta visibilidade.
Face à natureza, características e complexidade do contrato, o procedimento de formação contratual será realizado através da NATO Support and Procurement Agency (NSPA), entre 2017 e 2026, não podendo exceder os 32 milhões de euros.
No despacho, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional, é constituída uma equipa de missão para negociar os termos e as condições do procedimento. O Ministro da Defesa Nacional delegou ainda no Chefe do Estado-Maior do Exército as competências para outorgar o acordo de venda, assim como a prática dos demais actos necessários à condução do procedimento. (Defesa)
O sistema de artilharia antiaérea será reequipado com oito terminais de armas para o Sistema Integrado de Comando e Controlo de Artilharia Antiaérea, dois radares de aviso local, oito sistemas de míssil ligeiro integrados em viaturas tácticas ligeiras blindadas ou viaturas tácticas médias blindadas e oito viaturas tácticas ligeiras blindadas ou médias blindadas, por forma a modernizar esta capacidade estrutural do Exército.
Os Sistemas de artilharia antiaérea constituem um activo essencial no Sistema de Defesa Aérea Nacional, uma vez que permitem colmatar lacunas de proteção antiaérea de baixa e muito baixa altitude. Estes sistemas garantem igualmente a proteção e sobrevivência das forças terrestres de forma autónoma, assim como a proteção contra ameaças aéreas de pontos sensíveis, áreas estratégicas e eventos de alta visibilidade.
Face à natureza, características e complexidade do contrato, o procedimento de formação contratual será realizado através da NATO Support and Procurement Agency (NSPA), entre 2017 e 2026, não podendo exceder os 32 milhões de euros.
No despacho, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional, é constituída uma equipa de missão para negociar os termos e as condições do procedimento. O Ministro da Defesa Nacional delegou ainda no Chefe do Estado-Maior do Exército as competências para outorgar o acordo de venda, assim como a prática dos demais actos necessários à condução do procedimento. (Defesa)
10 de abril de 2017
Ministro da Defesa diz que Portugal tem insistir na modernização das Forças Armadas
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, disse este domingo que Portugal tem de continuar a tarefa de modernizar as Forças Armadas, segundo critérios de necessidade, eficiência e exigências no âmbito internacional.
“Temos de continuar fortemente empenhados na formação, no treino e modernização, sem esquecer a exigências dos tempos que atravessamos”, afirmou Azeredo Lopes no Mosteiro da Batalha, onde presidiu às cerimónias do Dia do Combatente, que assinalou os 99 anos da batalha de La Lys, na I Guerra Mundial, em que Portugal participou, e os 100 anos da entrada de Portugal naquele conflito.
Salientando que Portugal tem hoje Forças Armadas adaptadas às “ameaças do imprevisível ambiente estratégico actual”, o ministro da Defesa Nacional assegurou que o país está a “reequipar, modernizar e a construir capacidades” para as suas forças militares.
“As capacidades dos nossos militares e dos nossos sistemas de armas são reconhecidas internacionalmente pelos nossos aliados e parceiros e os ganhos mais recentes de credibilidade dizem-nos que não podemos esmorecer nos esforços de modernização e aumento de eficiência”, sublinhou.
O ministro da Defesa salientou que as Forças Armadas portuguesas desempenham uma “relevantíssima função enquanto instrumento de política externa do Estado”, num quadro estratégico de alianças cada vez mais institucionais, seja com a NATO, a União Europeia, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, as Nações Unidas ou outras organizações.
Segundo Azeredo Lopes, as capacidades nacionais são cada vez mais planeadas, tendo em conta critérios de utilidade e padrões de qualidade, “exigência que provém da harmonização e do enquadramento internacional”.
“Esta dimensão da construção multinacional exige esforço do país para propor e influenciar, no sentido de salvaguardar o interesse nacional com exercícios de mudança e de procura da melhor preparação e adaptação das suas forças aos melhores padrões internacionais”, frisou.
Enquanto país, disse, “temos necessidade de saber usar plenamente os nossos instrumentos de poder no contexto global, e isso implica muito aprender com a história e em particular com a história nacional que nos expõe infelizmente sobejos casos de ausência de planeamento e pensamento estratégico”.
A cerimónia organizada pela Liga dos Combatentes incluiu ainda desfiles militares dos vários ramos das Forças Armadas, a imposição de condecorações e a deposição de flores no túmulo do soldado desconhecido, na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha. (Observador)
“Temos de continuar fortemente empenhados na formação, no treino e modernização, sem esquecer a exigências dos tempos que atravessamos”, afirmou Azeredo Lopes no Mosteiro da Batalha, onde presidiu às cerimónias do Dia do Combatente, que assinalou os 99 anos da batalha de La Lys, na I Guerra Mundial, em que Portugal participou, e os 100 anos da entrada de Portugal naquele conflito.
Salientando que Portugal tem hoje Forças Armadas adaptadas às “ameaças do imprevisível ambiente estratégico actual”, o ministro da Defesa Nacional assegurou que o país está a “reequipar, modernizar e a construir capacidades” para as suas forças militares.
“As capacidades dos nossos militares e dos nossos sistemas de armas são reconhecidas internacionalmente pelos nossos aliados e parceiros e os ganhos mais recentes de credibilidade dizem-nos que não podemos esmorecer nos esforços de modernização e aumento de eficiência”, sublinhou.
O ministro da Defesa salientou que as Forças Armadas portuguesas desempenham uma “relevantíssima função enquanto instrumento de política externa do Estado”, num quadro estratégico de alianças cada vez mais institucionais, seja com a NATO, a União Europeia, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, as Nações Unidas ou outras organizações.
Segundo Azeredo Lopes, as capacidades nacionais são cada vez mais planeadas, tendo em conta critérios de utilidade e padrões de qualidade, “exigência que provém da harmonização e do enquadramento internacional”.
“Esta dimensão da construção multinacional exige esforço do país para propor e influenciar, no sentido de salvaguardar o interesse nacional com exercícios de mudança e de procura da melhor preparação e adaptação das suas forças aos melhores padrões internacionais”, frisou.
Enquanto país, disse, “temos necessidade de saber usar plenamente os nossos instrumentos de poder no contexto global, e isso implica muito aprender com a história e em particular com a história nacional que nos expõe infelizmente sobejos casos de ausência de planeamento e pensamento estratégico”.
A cerimónia organizada pela Liga dos Combatentes incluiu ainda desfiles militares dos vários ramos das Forças Armadas, a imposição de condecorações e a deposição de flores no túmulo do soldado desconhecido, na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha. (Observador)
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