A celebrar duas décadas de parceria com a NATO, a Ucrânia prepara agora o caminho para se tornar membro efectivo da Aliança Atlântica.
O secretário-geral da Organização, Jens Stoltenberg, desloca-se a Kiev, no dia 10 de Julho, onde se vai encontrar com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko e vai discursar no Parlamento.
Em junho os deputados aprovaram um projeto-lei que estabelece como prioridade nacional a adesão à NATO.
“O exército ucraniano está a tornar-se num dos exércitos mais poderosos da região. Além disso, é o exército que tem experiência de combate. Assim, o exército ucraniano é capaz de defender não apenas a fronteira ucraniana, como também a fronteira oriental da NATO e a fronteira oriental de todo o mundo livre”, assegura o presidente do Parlamento da Ucrânia, Andriy Parubiy.
De acordo com alguns analistas políticos, a entrada da Ucrânia na Aliança Atlântica pode encontrar resistência por parte de alguns Estados-membros, que receiam a reação da Rússia.
O director de investigação do Instituto para a Cooperação Euro-Atlântica, Oleksandr Sushko, acredita que “há um grande grupo de membros da NATO que não gostariam de aumentar as tensões nas relações com a Rússia. É claro que qualquer movimentação para a adesão da Ucrânia significará mais tensão com a Rússia”,
O Governo de Kiev colocou em marcha um conjunto de reformas para que a Ucrânia atinja os padrões da NATO e espera, em breve, promover uma consulta pública.
Segundo a correspondente da euronews em Kiev, Maria Korenyuk, “se o referendo sobre a adesão à NATO ocorrer este ano, cerca de 70% dos eleitores dizem “sim”. Desde 2012, o número de apoiantes da Aliança Atlântica triplicou. O motivo: o conflito armado em Donbass.” (Euronews)
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8 de julho de 2017
11 de junho de 2015
Ucrânia acusa separatistas de atacarem posições do Exército
Kiev acusou os separatistas pró-russos de atacarem quarenta posições do Exército ucraniano no Leste do país.
Os combates, cada vez mais recorrentes, e os movimentos de armamento pesado são sinais de que o cessar-fogo está a falhar e fazem temer que a região volte a mergulhar numa guerra aberta.
Nos arredores do bastião rebelde de Donetsk, um combatente separatista diz que “se não fosse pelos acordos de Minsk”, já estariam em Kiev, mas, “com as armas acorrentadas”, continuam em Donetsk.
As violações da trégua decretada em Fevereiro são praticamente quotidianas e os civis continuam a ser vítimas colaterais.
Depois de ver a casa destruída, também nos arredores de Donetsk, um residente diz que “já não há onde se esconder. [A população] está farta de toda esta confusão, que dura há mais de um ano. [Os combates] destroem tudo, os tiros continuam, dia e noite, e não há qualquer razão para se sentir feliz com a vida”.
O bastião separatista tem assistido aos mais violentos combates dos últimos meses.
O confronto entre as forças governamentais e os rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia fez mais de 6400 mortos, desde Abril do ano passado. (EuroNews)
Os combates, cada vez mais recorrentes, e os movimentos de armamento pesado são sinais de que o cessar-fogo está a falhar e fazem temer que a região volte a mergulhar numa guerra aberta.
Nos arredores do bastião rebelde de Donetsk, um combatente separatista diz que “se não fosse pelos acordos de Minsk”, já estariam em Kiev, mas, “com as armas acorrentadas”, continuam em Donetsk.
As violações da trégua decretada em Fevereiro são praticamente quotidianas e os civis continuam a ser vítimas colaterais.
Depois de ver a casa destruída, também nos arredores de Donetsk, um residente diz que “já não há onde se esconder. [A população] está farta de toda esta confusão, que dura há mais de um ano. [Os combates] destroem tudo, os tiros continuam, dia e noite, e não há qualquer razão para se sentir feliz com a vida”.
O bastião separatista tem assistido aos mais violentos combates dos últimos meses.
O confronto entre as forças governamentais e os rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia fez mais de 6400 mortos, desde Abril do ano passado. (EuroNews)
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4 de junho de 2015
Forças pró-russas lançam ofensiva no leste ucraniano
O exército ucraniano informou esta quarta-feira que os rebeldes pró-russos lançaram uma «importante ofensiva» contra posições do exército ucraniano na zona de Marinka, no leste da Ucrânia.
«Cerca das 04:00, os terroristas russos, em violação dos acordos de Minsk, lançaram uma importante ofensiva contra as posições ucranianas (...). Na direcção de Marinka, o inimigo enviou mais de 10 blindados e até 1.000 homens», indica o comunicado o Estado-Maior do Exército.
Contudo, o porta-voz militar ucraniano, Andri Lisenko, desvalorizou a dimensão da ofensiva.
«É uma tentativa de progredir, mas o ataque ocorre numa pequena parte da frente, por isso não podemos falar de uma ofensiva de grande envergadura», afirmou o responsável. (A Bola)
«Cerca das 04:00, os terroristas russos, em violação dos acordos de Minsk, lançaram uma importante ofensiva contra as posições ucranianas (...). Na direcção de Marinka, o inimigo enviou mais de 10 blindados e até 1.000 homens», indica o comunicado o Estado-Maior do Exército.
Contudo, o porta-voz militar ucraniano, Andri Lisenko, desvalorizou a dimensão da ofensiva.
«É uma tentativa de progredir, mas o ataque ocorre numa pequena parte da frente, por isso não podemos falar de uma ofensiva de grande envergadura», afirmou o responsável. (A Bola)
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2 de junho de 2015
O encontro imediato de um caça russo com um navio de guerra norte-americano
Horas mais tarde, a CNN divulgou um vídeo da Marinha norte-americana onde se vê um caça Su-24 da Força Aérea russa a ladear o navio de guerra USS Ross. Na verdade não foi somente um, mas seis aviões que terão sobrevoado o navio, a uma distância estimada de quinhentos metros, e uma altitude de seiscentos pés (182 metros), segundo a CNN.
O avistamento de aviões russos em águas internacionais não é uma novidade. Em Outubro dois bombardeiros Tupolev foram escoltados para fora do espaço aéreo português por F-16 da Força Aérea portuguesa, mas a novidade deste vídeo é precisamente territorial. É que os aviões, que segundo a Marinha norte-americano não transportavam armas, sobrevoavam águas internacionais a cerca de 25 milhas náuticas da costa da Crimeia, no Mar Negro.
O vídeo acaba por desmentir as notícias que vinham sendo divulgadas na imprensa russa, e que diziam que os caças foram enviados para desviar o navio de guerra USS Ross, que, afirma a CNN, não alterou a sua rota. (Observador)
21 de abril de 2015
Militares norte-americanos começam a formar soldados ucranianos
Cerca de 300 militares americanos estão, desde esta segunda-feira, na Ucrânia, para treinar o exército nacional.
A formação que deverá durar cerca de seis meses iniciou-se esta segunda-feira em Yavoriv, no oeste da Ucrânia, junto à fronteira polaca.
Cerca de 900 militares vão ser formados em várias áreas, da assistência médica, à evacuação de feridos, passando por treinos de tiro e de estratégia militar.
O responsável da formação, o major Cayle Reed, afirma:
“Com esta formação vamos mostrar os nossos sistemas de armamento, vamos permitir que possam repetir os treinos e no final será uma forma de avaliar o que aprenderam para que possam evoluir”.
A ajuda de Washington foi considerada em Moscovo como um ato de desestabilização, quando os Estados Unidos continuam a acusar a Rússia de apoiar os rebeldes pró-russos.
O presidente Petro Poroshenko assistiu ao início dos treinos que incluem militares britânicos, do Canadá, Polónia e brevemente da Austrália.
“A minha decisão, como comandante das forças armadas, de criar um exército de qualidade, as Forças armadas da Ucrânia, está a começar a tornar-se realidade, graças à ajuda dos nossos parceiros americanos”.
Os Estados Unidos tinham esperado várias semanas até lançar as manobras conjuntas, longe da zona de conflito no leste do país e num momento em que o cessar-fogo permanece frágil após mais de 6 mil mortos no terreno.(Euronews)
21 de março de 2015
Exército russo realiza manobras em grande escala
Mísseis balísticos disparados no enclave europeu de Kaliningrado, bombardeiros na Crimeia, soldados no Árctico: com a crise ucraniana como pano de fundo, o governo da Rússia realiza manobras militares de magnitude excepcional para se exibir ao Ocidente.
Esta demonstração de força ocorre há uma semana, e as tropas estão mobilizadas nos quatro cantos da Rússia.
Segundo vários analistas consultados pela AFP, tais manobras têm vários objectivos, alguns a curto prazo e outros de mais longo prazo. O primeiro é responder ao envio de três mil soldados dos Estados Unidos à região do Mar Báltico, no início do mês, e ao reforço do contingente da NATO na fronteira oriental. Ali, desde Fevereiro, foi criada uma nova força composta de cinco mil homens.
"Esta é uma demonstração das capacidades militares da Rússia, do reforço de suas forças militares", afirmou o cientista político Nikolay Petrov.
Em Pskov, região fronteiriça da Rússia com a Estónia e a Letónia, várias unidades de para-quedistas fizeram treinamento durante a noite a fim de simular como seria assumir o controle de um território. Enquanto isso, sete mil quilómetros em direcção ao leste, 500 soldados treinaram com o intuito de se prevenir de um ataque inimigo nas Ilhas Curilas, território reclamado pelo governo do Japão.
O disparo das baterias de mísseis Iskander, em Kaliningrado, foi o que causou mais preocupação na Europa.
Estes mísseis têm a capacidade "de alcançar metade das capitais europeias, podendo chegar até Berlim", disse a presidenta da Lituânia, Dalia Grybauskaite, que denunciou um caso de "demonstração de força e agressão".
O governo polaco assinalou que a intenção da Rússia com as manobras militares foi fazer pressão antes da reunião de cúpula da União Europeia (UE), em Bruxelas. Na ocasião, os governantes europeus decidiram prorrogar as sanções impostas à Rússia até o final do ano.
"O que me preocupa é saber que os russos podem, efectivamente, mobilizar 30 mil homens e mil tanques em um mesmo lugar, muito rapidamente. Foi muito impressionante", disse nesta sexta-feira o general Ben Hodges, comandante das forças terrestres da NATO.
Para o analista militar independente Pavel Felguenhauer, as manobras mostram que o Kremlin considera todos os cenários, inclusive a possibilidade de deterioração da crise na Ucrânia. Neste contexto, "interferências" militares dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais poderiam forçar o governo russo a se preparar para um confronto nuclear. (AFP)
Esta demonstração de força ocorre há uma semana, e as tropas estão mobilizadas nos quatro cantos da Rússia.
Segundo vários analistas consultados pela AFP, tais manobras têm vários objectivos, alguns a curto prazo e outros de mais longo prazo. O primeiro é responder ao envio de três mil soldados dos Estados Unidos à região do Mar Báltico, no início do mês, e ao reforço do contingente da NATO na fronteira oriental. Ali, desde Fevereiro, foi criada uma nova força composta de cinco mil homens.
"Esta é uma demonstração das capacidades militares da Rússia, do reforço de suas forças militares", afirmou o cientista político Nikolay Petrov.
Em Pskov, região fronteiriça da Rússia com a Estónia e a Letónia, várias unidades de para-quedistas fizeram treinamento durante a noite a fim de simular como seria assumir o controle de um território. Enquanto isso, sete mil quilómetros em direcção ao leste, 500 soldados treinaram com o intuito de se prevenir de um ataque inimigo nas Ilhas Curilas, território reclamado pelo governo do Japão.
O disparo das baterias de mísseis Iskander, em Kaliningrado, foi o que causou mais preocupação na Europa.
Estes mísseis têm a capacidade "de alcançar metade das capitais europeias, podendo chegar até Berlim", disse a presidenta da Lituânia, Dalia Grybauskaite, que denunciou um caso de "demonstração de força e agressão".
O governo polaco assinalou que a intenção da Rússia com as manobras militares foi fazer pressão antes da reunião de cúpula da União Europeia (UE), em Bruxelas. Na ocasião, os governantes europeus decidiram prorrogar as sanções impostas à Rússia até o final do ano.
"O que me preocupa é saber que os russos podem, efectivamente, mobilizar 30 mil homens e mil tanques em um mesmo lugar, muito rapidamente. Foi muito impressionante", disse nesta sexta-feira o general Ben Hodges, comandante das forças terrestres da NATO.
Para o analista militar independente Pavel Felguenhauer, as manobras mostram que o Kremlin considera todos os cenários, inclusive a possibilidade de deterioração da crise na Ucrânia. Neste contexto, "interferências" militares dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais poderiam forçar o governo russo a se preparar para um confronto nuclear. (AFP)
16 de março de 2015
NATO realiza exercícios militares no Mar Negro
Na Crimeia assinala-se o primeiro ano da anexação à Rússia, ao mesmo tempo que a NATO realiza exercícios militares no Mar Negro, perto da costa romena de Constança. Navios norte-americanos, do Canadá, Turquia, Alemanha, Itália e Roménia simulam ataques aéreos e através de submarinos.
O enviado da euronews, Andrei Beketov explica que “os navios de guerra de seis países membros da NATO estão parados a cerca de 300 quilómetros da Crimeia. Os capitães garantem que não reforçaram os planos depois da Rússia ter aumentado a presença militar na região. De qualquer forma, fica a mensagem de que não vão cancelar os exercícios”.
Os aviões militares romenos fazem treino de coordenação com os navios. Estas operações são comandadas a partir do USS Vicksburg, pelo contra-almirante Brad Williamson. O contra-almirante garante que “é óbvio que temos em conta a situação difícil que se vive. Por isso, vir aqui demonstra que os três membros da NATO que estão no Mar Negro, Turquia, Bulgária e Roménia, são membros de grande valor. São tão importantes que estamos aqui a treinar.”
A Rússia tem acusado a NATO de estar a realizar “jogos de guerra agressivos e já avisou que a presença perto das fronteiras russas pode ter consequências na resolução do conflito na Ucrânia. Na semana passada, o ministro da Defesa de Moscovo garantiu que as forças armadas russas começaram a realizar exercícios militares de larga escala no sul da Rússia e junto às fronteiras, incluindo na Crimeia.
O ponto mais alto aconteceu esta segunda-feira quando um avião russo sobrevoou a baixa altitude a região, um momento captado pela euronews.
Os movimentos da força aérea e marinha russa estão a ser monitorizados por radares e sonares.
Recorde-se que a Roménia, antigo aliado da União Soviética, se juntou à NATO em 2004 e agora é um dos países europeus que vai receber unidades de comando com soldados nacionais e da aliança, prontas a responder a qualquer acção russa. (EuroNews)
O enviado da euronews, Andrei Beketov explica que “os navios de guerra de seis países membros da NATO estão parados a cerca de 300 quilómetros da Crimeia. Os capitães garantem que não reforçaram os planos depois da Rússia ter aumentado a presença militar na região. De qualquer forma, fica a mensagem de que não vão cancelar os exercícios”.
Os aviões militares romenos fazem treino de coordenação com os navios. Estas operações são comandadas a partir do USS Vicksburg, pelo contra-almirante Brad Williamson. O contra-almirante garante que “é óbvio que temos em conta a situação difícil que se vive. Por isso, vir aqui demonstra que os três membros da NATO que estão no Mar Negro, Turquia, Bulgária e Roménia, são membros de grande valor. São tão importantes que estamos aqui a treinar.”
A Rússia tem acusado a NATO de estar a realizar “jogos de guerra agressivos e já avisou que a presença perto das fronteiras russas pode ter consequências na resolução do conflito na Ucrânia. Na semana passada, o ministro da Defesa de Moscovo garantiu que as forças armadas russas começaram a realizar exercícios militares de larga escala no sul da Rússia e junto às fronteiras, incluindo na Crimeia.
O ponto mais alto aconteceu esta segunda-feira quando um avião russo sobrevoou a baixa altitude a região, um momento captado pela euronews.
Os movimentos da força aérea e marinha russa estão a ser monitorizados por radares e sonares.
Recorde-se que a Roménia, antigo aliado da União Soviética, se juntou à NATO em 2004 e agora é um dos países europeus que vai receber unidades de comando com soldados nacionais e da aliança, prontas a responder a qualquer acção russa. (EuroNews)
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12 de março de 2015
Nato-Rússia: Guerra Fria, versão século XXI
Estamos em Narva, na Estónia, a poucos quilómetros da fronteira russa. Na parada para celebrar os 25 anos da independência do país, dois blindados norte-americanos Stryker desfilam ao lado das forças armadas da Estónia. No desfile participaram também cerca de cem soldados da NATO. Britânicos, holandeses, espanhóis ou ainda das vizinhas Letónia e Lituânia.
A crise ucraniana provocou uma degradação nas relações entre a Rússia e os ocidentais. Moscovo vai fazendo demonstrações de força, com exercícios militares como o feito perto da fronteira ucraniana, em Fevereiro. Nos últimos dias, foram feitos vários com caças-bombardeiros, mais a norte, no mar de Barents. Considerado estratégico por Moscovo, banha a Noruega, país membro da NATO.
Os bombardeiros russos chegaram a aproximar-se do espaço aéreo do Reino Unido. Um Tupolev da Força Aérea Russa teve de ser escoltado por um Typhoon da Royal Air Force. Aconteceu no dia 31 de Outubro.
O artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte diz que, no caso de ataque contra qualquer país membro da aliança, todos os 28 membros são obrigados a ir em defesa.
Esta guerra fria, versão século XXI começa a preocupar também os países neutros, como é o caso da Finlândia, que partilha 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia: “É importante que na próxima legislatura não se exclua a possibilidade de pedir a adesão à NATO. Tal como o actual governo excluiu essa possibilidade, é importante, do ponto de vista da segurança e da política, que o próximo governo deixe a opção em aberto”, disse o primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb.
No início de Fevereiro, a NATO decidiu reforçar o flanco oriental, ao criar uma força de intervenção rápida com 5000 efectivos e seis postos de comando na Europa de leste. No Mar Negro, face à Crimeia anexada por Putin há um ano, a NATO faz vários exercícios, também como resposta à actividade militar russa na região. (Euronews)
A crise ucraniana provocou uma degradação nas relações entre a Rússia e os ocidentais. Moscovo vai fazendo demonstrações de força, com exercícios militares como o feito perto da fronteira ucraniana, em Fevereiro. Nos últimos dias, foram feitos vários com caças-bombardeiros, mais a norte, no mar de Barents. Considerado estratégico por Moscovo, banha a Noruega, país membro da NATO.
Os bombardeiros russos chegaram a aproximar-se do espaço aéreo do Reino Unido. Um Tupolev da Força Aérea Russa teve de ser escoltado por um Typhoon da Royal Air Force. Aconteceu no dia 31 de Outubro.
O artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte diz que, no caso de ataque contra qualquer país membro da aliança, todos os 28 membros são obrigados a ir em defesa.
Esta guerra fria, versão século XXI começa a preocupar também os países neutros, como é o caso da Finlândia, que partilha 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia: “É importante que na próxima legislatura não se exclua a possibilidade de pedir a adesão à NATO. Tal como o actual governo excluiu essa possibilidade, é importante, do ponto de vista da segurança e da política, que o próximo governo deixe a opção em aberto”, disse o primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb.
No início de Fevereiro, a NATO decidiu reforçar o flanco oriental, ao criar uma força de intervenção rápida com 5000 efectivos e seis postos de comando na Europa de leste. No Mar Negro, face à Crimeia anexada por Putin há um ano, a NATO faz vários exercícios, também como resposta à actividade militar russa na região. (Euronews)
11 de março de 2015
Estados Unidos vão enviar 'drones' para ajudar exército ucraniano
O exército ucraniano vai continuar a receber o apoio do governo dos Estados Unidos para combater as forças separatistas apoiadas pela Rússia.
O vice-presidente americano Joe Biden confirmou ao presidente ucraniano Petro Poroshenko que irão ser enviados pequenos ‘drones’ e veículos blindados Humvee.
O objectivo é patrulhar terrenos em disputa e defender algumas cidades ‘chave’.
O valor estimado do equipamento ‘emprestado’ pelo governo norte-americano é superior a 71 milhões de euros. (NM)
O vice-presidente americano Joe Biden confirmou ao presidente ucraniano Petro Poroshenko que irão ser enviados pequenos ‘drones’ e veículos blindados Humvee.
O objectivo é patrulhar terrenos em disputa e defender algumas cidades ‘chave’.
O valor estimado do equipamento ‘emprestado’ pelo governo norte-americano é superior a 71 milhões de euros. (NM)
9 de março de 2015
EUA enviam armamento pesado a Estados do Báltico para conter Rússia
Os Estados Unidos forneceram hoje mais de 100 peças de equipamento militar aos Estados do Báltico, aliados na NATO, uma medida destinada a fornecer-lhes maior capacidade para enfrentar uma potencial ameaça da Rússia.
O envio do armamento pesado pretende "demonstrar ao [Presidente Vladimir] Putin e à Rússia a determinação de que podemos actuar colectivamente", disse à agência noticiosa AFP o general John O'Conner, quando assistia à entrega do equipamento no porto de Riga, capital da Letónia.
Entre material militar descarregado incluem-se tanques Abrams, veículos blindados e ainda equipamento de apoio, com o general norte-americano a referir que este equipamento "vai permanecer o tempo que for necessário para conter a agressão russa".
A Estónia, Letónia e Lituânia, as três antigas repúblicas soviéticas do Báltico e membros da NATO e da União Europeia (UE) desde 2004, possuem uma reduzida capacidade militar.
A anexação da península da Crimeia por Moscovo em 2013, e a sua ingerência no conflito no leste da Ucrânia motivaram que a NATO concentrasse uma particular atenção nos seus vulneráveis aliados do Báltico.
Diversos exercícios militares russos nessa região suscitaram receios sobre uma possível desestabilização dessa região pela Rússia, um ex-território soviético também habitado por importantes minorias russas, em particular da Estónia e Letónia.
A NATO também decidiu reforçar recentemente na Europa o seu flanco leste com uma força de reacção rápida de 5.000 homens e centros de comando em seis antigos países ou repúblicas do ex-bloco soviético, incluindo nos três Estados do Báltico, e ainda na Bulgária, Polónia e Roménia.
"O que estamos a demonstrar é uma frente unida do norte até ao sul", adiantou O'Connor.
A presidente lituana Dalia Grybauskaite avisou na semana passada que os Estados do Báltico devem estar preparados para "repelir por si próprios qualquer invasão durante pelo menos 72 horas", antes de os aliados da NATO terem condições para enviar ajuda.
Diário Digital com Lusa
O envio do armamento pesado pretende "demonstrar ao [Presidente Vladimir] Putin e à Rússia a determinação de que podemos actuar colectivamente", disse à agência noticiosa AFP o general John O'Conner, quando assistia à entrega do equipamento no porto de Riga, capital da Letónia.
Entre material militar descarregado incluem-se tanques Abrams, veículos blindados e ainda equipamento de apoio, com o general norte-americano a referir que este equipamento "vai permanecer o tempo que for necessário para conter a agressão russa".
A Estónia, Letónia e Lituânia, as três antigas repúblicas soviéticas do Báltico e membros da NATO e da União Europeia (UE) desde 2004, possuem uma reduzida capacidade militar.
A anexação da península da Crimeia por Moscovo em 2013, e a sua ingerência no conflito no leste da Ucrânia motivaram que a NATO concentrasse uma particular atenção nos seus vulneráveis aliados do Báltico.
Diversos exercícios militares russos nessa região suscitaram receios sobre uma possível desestabilização dessa região pela Rússia, um ex-território soviético também habitado por importantes minorias russas, em particular da Estónia e Letónia.
A NATO também decidiu reforçar recentemente na Europa o seu flanco leste com uma força de reacção rápida de 5.000 homens e centros de comando em seis antigos países ou repúblicas do ex-bloco soviético, incluindo nos três Estados do Báltico, e ainda na Bulgária, Polónia e Roménia.
"O que estamos a demonstrar é uma frente unida do norte até ao sul", adiantou O'Connor.
A presidente lituana Dalia Grybauskaite avisou na semana passada que os Estados do Báltico devem estar preparados para "repelir por si próprios qualquer invasão durante pelo menos 72 horas", antes de os aliados da NATO terem condições para enviar ajuda.
Diário Digital com Lusa
5 de março de 2015
NATO diz que há "milhares de soldados russos" na Ucrânia
O secretário-geral adjunto da NATO assegurou nesta quinta-feira que existem “milhares de soldados russos” a combaterem no Leste da Ucrânia. Alexander Vershbow falava numa conferência europeia em Riga, onde assegurou que o objectivo da NATO não é o de procurar um conflito com Moscovo, embora, na sua opinião, “a Rússia não pareça querer integrar-se na comunidade euro-atlântica”.
Moscovo continua a negar a presença de militares no Leste da Ucrânia.(Público)
Moscovo continua a negar a presença de militares no Leste da Ucrânia.(Público)
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18 de fevereiro de 2015
Exército ucraniano retira tropas de Debaltseve
O exército ucraniano está a retirar algumas das suas tropas que se encontram cercadas em Debaltseve, após uma ofensiva dos rebeldes pró-russos naquela cidade estratégica do leste da Ucrânia, disse um alto funcionário ucraniano.
«A libertação dos nossos militares está em curso, sendo que estão parcialmente fora do cerco», disse Ilia Kive, chefe adjunto da polícia regional ucraniana, citado pela agência de notícias francesa France Presse.
«A retirada de forças de Debaltseve está a correr de forma planeada e organizada», afirmou o deputado Semen Semenchenko, acrescentando que «o inimigo está a tentar cortar as estradas e evitar a saída das tropas».
Outros pequenos grupos de tropas ucranianas dirigiram-se para o norte de Debaltseve. De acordo com uma testemunha à Reuters, algumas colunas e carros começaram a chegar a Artemivsk ao início da manhã.
«Alguns chegaram sozinhos, outros em colunas e outros em carros. Pareciam muito cansados e as caras estavam sujas da guerra», afirmou o fotógrafo da agência, Gleb Garanich.
De acordo com Ilya Kiva, vice-chefe da polícia regional, os ucranianos não abandonaram a cidade, continuando os combates na rua com «uma batalha de tanques».
No entanto, fonte policial no leste da Ucrânia revelou que a guerra continua em Debaltseve.
«Em Debaltseve os confrontos directos continuam a acontecer. Mas está a ser feito tudo para desbloquear as nossas forças», afirmou Ilya Kiva. (tvi24)
«A libertação dos nossos militares está em curso, sendo que estão parcialmente fora do cerco», disse Ilia Kive, chefe adjunto da polícia regional ucraniana, citado pela agência de notícias francesa France Presse.
«A retirada de forças de Debaltseve está a correr de forma planeada e organizada», afirmou o deputado Semen Semenchenko, acrescentando que «o inimigo está a tentar cortar as estradas e evitar a saída das tropas».
Outros pequenos grupos de tropas ucranianas dirigiram-se para o norte de Debaltseve. De acordo com uma testemunha à Reuters, algumas colunas e carros começaram a chegar a Artemivsk ao início da manhã.
«Alguns chegaram sozinhos, outros em colunas e outros em carros. Pareciam muito cansados e as caras estavam sujas da guerra», afirmou o fotógrafo da agência, Gleb Garanich.
De acordo com Ilya Kiva, vice-chefe da polícia regional, os ucranianos não abandonaram a cidade, continuando os combates na rua com «uma batalha de tanques».
No entanto, fonte policial no leste da Ucrânia revelou que a guerra continua em Debaltseve.
«Em Debaltseve os confrontos directos continuam a acontecer. Mas está a ser feito tudo para desbloquear as nossas forças», afirmou Ilya Kiva. (tvi24)
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12 de fevereiro de 2015
Equipamento militar das forças ucranianas é desadequado
O equipamento das forças ucranianas é desadequado ao conflito com os separatistas pró-russos e é deficitário em blindados e artilharia, segundo um estudo publicado hoje pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) de Londres.
Por outro lado, segundo um especialista deste 'think tank' britânico, qualquer tentativa de fornecer equipamento militar à Ucrânia seria rapidamente ultrapassada por um reforço da entrega de armamento russo aos separatistas.
O exército ucraniano é demasiado dependente de material da era soviética, que devia "ser melhorado", ou mesmo substituído, afirma o instituto no seu relatório anual sobre o equilíbrio de forças militares no mundo, apresentado hoje em Londres.
Apenas uma "pequena proporção" das forças terrestres e aéreas está "preparada para combate".
As forças de Kiev precisam de novos equipamentos, desde "veículos reforçados contra minas" a "mísseis de precisão", acrescenta-se no relatório.
Mas, modernizar o exército ucraniano, em pleno conflito, enfrentaria dificuldades, como sublinhou um especialista do IISS, Ben Barry, em conferência de imprensa: "Seria como tentar modificar um automóvel em andamento".
Os Estados Unidos, que nos últimos dias admitiram a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia, podem proceder "com relativa rapidez" a entregas de armas, mas "a questão é saber se as forças ucranianas seriam capazes de as utilizar adequadamente com rapidez suficiente", explicou.
Por outro lado, em termos políticos, o anúncio de entregas de armas a Kiev poderia "desencadear uma escalada com a Rússia", que assumiria o fornecimento de armas aos separatistas e que "as pode introduzir muito mais rapidamente do que os Estados Unidos", disse.
No relatório apontam-se como grandes desafios do exército ucraniano a gestão dos batalhões de voluntários e "as tácticas e doutrinas prevalecentes nos anos 1990, herdadas da era soviética, que são globalmente desadequadas ao actual conflito em zonas urbanas". (NM)
Por outro lado, segundo um especialista deste 'think tank' britânico, qualquer tentativa de fornecer equipamento militar à Ucrânia seria rapidamente ultrapassada por um reforço da entrega de armamento russo aos separatistas.
O exército ucraniano é demasiado dependente de material da era soviética, que devia "ser melhorado", ou mesmo substituído, afirma o instituto no seu relatório anual sobre o equilíbrio de forças militares no mundo, apresentado hoje em Londres.
Apenas uma "pequena proporção" das forças terrestres e aéreas está "preparada para combate".
As forças de Kiev precisam de novos equipamentos, desde "veículos reforçados contra minas" a "mísseis de precisão", acrescenta-se no relatório.
Mas, modernizar o exército ucraniano, em pleno conflito, enfrentaria dificuldades, como sublinhou um especialista do IISS, Ben Barry, em conferência de imprensa: "Seria como tentar modificar um automóvel em andamento".
Os Estados Unidos, que nos últimos dias admitiram a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia, podem proceder "com relativa rapidez" a entregas de armas, mas "a questão é saber se as forças ucranianas seriam capazes de as utilizar adequadamente com rapidez suficiente", explicou.
Por outro lado, em termos políticos, o anúncio de entregas de armas a Kiev poderia "desencadear uma escalada com a Rússia", que assumiria o fornecimento de armas aos separatistas e que "as pode introduzir muito mais rapidamente do que os Estados Unidos", disse.
No relatório apontam-se como grandes desafios do exército ucraniano a gestão dos batalhões de voluntários e "as tácticas e doutrinas prevalecentes nos anos 1990, herdadas da era soviética, que são globalmente desadequadas ao actual conflito em zonas urbanas". (NM)
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20 de junho de 2014
“A crise da Ucrânia veio reforçar a ideia de que Europa continua a ser importante para os Estados Unidos”
“A crise da Ucrânia veio reforçar a ideia de que a Europa continua a ser importante para os Estados Unidos e que deve permanecer no radar estratégico norte-americano”, afirmou o ministro da Defesa Nacional na Sessão de Abertura do Seminário Internacional A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, que decorreu no Instituto da Defesa Nacional (IDN), em Lisboa.
Para José Pedro Aguiar-Branco, os acontecimentos únicos vieram a confirmar a importância de que “o elo transatlântico subsiste e que deve ser reforçado”.
“Na NATO todos temos esta consciência”, frisou o ministro da Defesa Nacional, acrescentando que esta matéria reúne a “unanimidade”, por representar uma grande oportunidade para o País.
“A sua inexistência poderia representar o desequilíbrio internacional e, em particular, o desequilíbrio entre a Europa e os Estados Unidos”, frisou ainda, acrescentando que “a parceria de investimento e comércio transatlântico é uma peça importante do puzzle securitário internacional”.
“Portugal tem uma posição geo-estratégica única e tem de aproveitar as potencialidades que surgirem desta parceria”, referiu José Pedro Aguiar-Branco: “Temos massa crítica, temos infraestruturas, temos vontades e devemos preparar-nos, sendo competitivos e potenciarmos as nossas valências decorrentes da nossa geografia”.
O Seminário Internacional, intitulado A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, está a decorrer até amanhã no IDN. Na Sessão de Abertura intervieram ainda o Director do IDN, Vitor Rodrigues Viana, o Administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Jorge da Silva Gabriel e o Director do Instituto Português de Relações Internacionais, Nuno Severiano Teixeira. (Defesa Pt)
Para José Pedro Aguiar-Branco, os acontecimentos únicos vieram a confirmar a importância de que “o elo transatlântico subsiste e que deve ser reforçado”.
“Na NATO todos temos esta consciência”, frisou o ministro da Defesa Nacional, acrescentando que esta matéria reúne a “unanimidade”, por representar uma grande oportunidade para o País.
“A sua inexistência poderia representar o desequilíbrio internacional e, em particular, o desequilíbrio entre a Europa e os Estados Unidos”, frisou ainda, acrescentando que “a parceria de investimento e comércio transatlântico é uma peça importante do puzzle securitário internacional”.
“Portugal tem uma posição geo-estratégica única e tem de aproveitar as potencialidades que surgirem desta parceria”, referiu José Pedro Aguiar-Branco: “Temos massa crítica, temos infraestruturas, temos vontades e devemos preparar-nos, sendo competitivos e potenciarmos as nossas valências decorrentes da nossa geografia”.
O Seminário Internacional, intitulado A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, está a decorrer até amanhã no IDN. Na Sessão de Abertura intervieram ainda o Director do IDN, Vitor Rodrigues Viana, o Administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Jorge da Silva Gabriel e o Director do Instituto Português de Relações Internacionais, Nuno Severiano Teixeira. (Defesa Pt)
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27 de fevereiro de 2014
NATO apoia a “soberania, independência e integridade territorial” da Ucrânia
A NATO declarou o apoio a “soberania, independência e integridade territorial” da Ucrânia, num documento assinado pelos Ministros da Defesa dos estados-membros, reunidos em Bruxelas.
"Uma Ucrânia soberana, independente e estável, firmemente comprometida com a democracia e com o primado da lei é factor chave para a segurança Euro-Atlântica", lê-se na declaração, também assinada pelo Ministro da Defesa Nacional português.
Em declarações aos jornalistas José Pedro Aguiar-Branco referiu que esta “é uma manifestação da vontade, que tem a ver com o sentimento da NATO” e com os princípios de apoio à “situação na Ucrânia”:
O que está em causa, “por um lado é a integridade territorial” e, por outro, “o apoio ao processo de transformação para que sejam respeitados os princípios democráticos que têm a ver com a nova realidade política que venha a surgir", frisou o Ministro da Defesa português.
Na declaração pode ler-se que a NATO está preparada para "assistir" à implementação de reformas em matéria de "defesa" e que a cooperação militar "mantêm-se como prioridade chave". O documento faz também um apelo para que as forças armadas ucranianas "não intervenham na crise política" ou "no processo democrático".
Também as capacidades de defesa da NATO mereceram destaque no encontro e sobre as quais os Ministros acordaram avançar com um plano para melhoria das mesmas, tendo como base as missões na Líbia e no Afeganistão:
“Durante as nossas operações, designadamente na Líbia e no Afeganistão, identificámos áreas onde as nossas capacidades não são suficientes e que poucos países as detêm”, afirmou o Secretário-Geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, acrescentando que foram detectadas deficiências em material de precisão e especialistas.
Das conclusões do encontro destaca-se ainda a necessidade de as melhorias ao nível da ciberdefesa e da segurança marítima. “O objectivo é assegurar que a NATO continua preparada e capaz de enfrentar os desafios do futuro”, referiu ainda. (Defesa Nacional)
"Uma Ucrânia soberana, independente e estável, firmemente comprometida com a democracia e com o primado da lei é factor chave para a segurança Euro-Atlântica", lê-se na declaração, também assinada pelo Ministro da Defesa Nacional português.
Em declarações aos jornalistas José Pedro Aguiar-Branco referiu que esta “é uma manifestação da vontade, que tem a ver com o sentimento da NATO” e com os princípios de apoio à “situação na Ucrânia”:
O que está em causa, “por um lado é a integridade territorial” e, por outro, “o apoio ao processo de transformação para que sejam respeitados os princípios democráticos que têm a ver com a nova realidade política que venha a surgir", frisou o Ministro da Defesa português.
Na declaração pode ler-se que a NATO está preparada para "assistir" à implementação de reformas em matéria de "defesa" e que a cooperação militar "mantêm-se como prioridade chave". O documento faz também um apelo para que as forças armadas ucranianas "não intervenham na crise política" ou "no processo democrático".
Também as capacidades de defesa da NATO mereceram destaque no encontro e sobre as quais os Ministros acordaram avançar com um plano para melhoria das mesmas, tendo como base as missões na Líbia e no Afeganistão:
“Durante as nossas operações, designadamente na Líbia e no Afeganistão, identificámos áreas onde as nossas capacidades não são suficientes e que poucos países as detêm”, afirmou o Secretário-Geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, acrescentando que foram detectadas deficiências em material de precisão e especialistas.
Das conclusões do encontro destaca-se ainda a necessidade de as melhorias ao nível da ciberdefesa e da segurança marítima. “O objectivo é assegurar que a NATO continua preparada e capaz de enfrentar os desafios do futuro”, referiu ainda. (Defesa Nacional)
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