O Contingente do Subagrupamento BRAVO da Guarda Nacional Republicana que se encontra estacionado em Timor Leste regressa a Portugal no dia 21 e no dia 24.
Os primeiros 67 militares chegaram ao Aeroporto de Figo Maduro, no dia 21, pelas 11:35 horas. O segundo voo, com 63 militares e os três elementos do INEM, chegará ao mesmo aeroporto no dia 24 pelas 09:45 horas. A GNR projetou o Subagrupamento Bravo, a 4 de junho de 2006, ao abrigo de um acordo bilateral. Este contingente acabou por ser integrado na UNMIT (atual missão da ONU em Timor-Leste) enquanto Formed Police Unit Portuguesa (unidade constituída de polícia). Responsável pelas missões de manutenção e restabelecimento da ordem pública; formação e treino da Polícia Nacional de Timor-Leste; segurança a altas entidades; policiamento genérico; segurança física; proteção de instalações e pontos sensíveis; escoltas a pessoas e bens; buscas preventivas em eventos e inativação de engenhos explosivos; operações especiais e operações de busca e salvamento. O Subagrupamento Bravo da GNR interveio em alguns dos momentos mais marcantes da história daquele país, dos quais importa destacar: a reposição da ordem e tranquilidade públicas em 2006, e a consequente detenção do líder dos peticionários, major Reinado; a segurança aos processos eleitorais de 9 de abril e 9 de maio ou a de 30 de junho de 2007 (presidenciais e legislativas, respetivamente); a intervenção que permitiu salvar a vida ao então Presidente da República, Dr. Ramos-Horta, aquando da sua tentativa de assassinato em 11 de fevereiro de 2008 ou ainda o apoio prestado à Policia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no imediato controlo dos distúrbios que assolaram o território após as eleições parlamentares de 2012. No âmbito da formação da PNTL, foram ministrados cursos a todas as especialidades da Unidade Especial de Polícia, nomeadamente para o Batalhão de Ordem Pública, Companhia de Operações Especiais, Companhia de Segurança Pessoal e para a Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos. Também o Curso de Admissão de Agentes foi totalmente reestruturado pelos militares da GNR, tendo já sido concluído o primeiro curso que permitiu formar 250 agentes da PNTL. O apoio à população foi sempre umas das preocupações mais prementes. O Subagrupamento Bravo distribuiu centenas de milhares de livros, roupas, brinquedos e alimentos um pouco por todo o território de Timor-Leste. O dinamismo do Subagrupamento Bravo chegou ainda à organização de eventos de solidariedade, com o objetivo de angariar géneros e/ou recursos económicos, que permitissem apoiar a continuidade de meritórios projetos de apoio comunitário, desenvolvidos por ONG, institutos públicos de solidariedade, casas de acolhimento e apoio a vítimas, ou ainda orfanatos. No conjunto das duas missões participaram, no total, 2 233 militares, dos quais 479 entre 2000 e 2002 e 1 754 de 2006 a 2012. Permanecerão em território timorense 7 militares para apoiar as operações de retração do equipamento e armamento a transportar para Portugal. (GNR)
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21 de novembro de 2012
18 de novembro de 2012
GNR faz “balanço positivo” da presença em Timor
O comandante do último contingente da GNR destacado em Timor-Leste, capitão Jorge Barradas, faz um balanço positivo da presença da força portuguesa no país e espera que os erros cometidos em 2006 não se repitam.
"É um balanço positivo. São seis anos, 13 contingentes de trabalho árduo num local longínquo de Portugal e que foi amplamente reconhecido quer por timorenses, quer pela comunidade internacional", afirmou o capitão Jorge Barradas.
O capitão participou em missões da GNR em Timor-Leste em 2001, integradas na Administração Transitória da ONU no país, e entre 2006 e 2012, no âmbito da Missão Integrada da ONU (UNMIT), criadas na sequência da crise política e militar que provocou a implosão da polícia timorense, milhares de deslocados e dezenas de mortos.
O Governo timorense e a ONU decidiram terminar aquela missão de manutenção de paz em Dezembro próximo, pondo fim à presença de forças de segurança e defesa estrangeiras no país.
Questionado pela agência Lusa se a Polícia Nacional de Timor-Leste está preparada para desempenhar funções sem a ONU na retaguarda, o capitão Jorge Barradas respondeu que a força de segurança timorense tem a qualificação técnica para o desempenho das funções.
"Resta-lhes agora adaptaram-se às situações. Naturalmente que a população também vai ter que colaborar nessa matéria porque a polícia não resolve tudo e nesse aspecto acho que os erros cometidos em 2006 não se vão repetir", salientou.
Num balanço dos momentos mais marcantes dos últimos seis anos, o comandante destacou a chegada do primeiro contingente a Timor-Leste e a tentativa de assassínio do ex-Presidente José Ramos-Horta, em 2008.
"Começa pela chegada do primeiro contingente ainda antes das Nações Unidas, cerca de uma semana após o conflito, e a solução quase imediata do problema juntamente com as forças internacionais", afirmou.
"Temos ainda a salientar a ocorrência de 2008 com a tentativa de assassínio do ex-Presidente José Ramos-Horta, onde mais uma vez a Guarda teve um papel determinante na solução pacífica dos acontecimentos", acrescentou.
Às dúvidas dos timorenses, que questionam constantemente os militares sobre se ficam ou vão, o capitão português explica que a GNR continua na cooperação bilateral para efeitos de formação.
"A GNR que eles conhecem, deste quartel, que faz o patrulhamento, que apoia, quer na parte operacional, quer nas actividades humanitárias, que temos desenvolvido com alguma frequência, essa GNR vai-se embora", disse.
A GNR parte com saudades, mas segundo o capitão Jorge Barradas, "havia de haver um momento em que de facto os timorenses haveriam de ficar auto-suficientes como país independente que são".
A GNR regressa a casa em duas levas, na terça e na quinta-feira. (C.M)
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4 de outubro de 2012
Actividades da UNMIT - Timor-Leste
No âmbito da afirmação dos seus compromissos internacionais, Portugal tem participado na UNMIT com contingentes da Policia de Segurança Publica e da Guarda Nacional Republicana, bem como com Oficiais da Marinha e do Exército. Estes últimos, na dependência do EMGFA, desempenham funções de Oficial de Ligação Militar (Military Liaison Officer, MLO), integrados no Military Liaison Group (MLG). Este grupo de oficiais, num total de 44, de 17 nacionalidades, tem como missão: Monitorar a situação de segurança em Timor Leste por forma a assessorar permanentemente o Representante Especial do Secretario Geral das Nações Unidas para Timor Leste.
A United Nations Integrated Mission for Timor Leste (UNMIT) foi implementada através da resolução 1704 de 25 de Agosto de 2006.
Deduzida da missão de nível estratégico, as tarefas dos MLO resumem-se a:
•Mediar conflitos nas fronteiras com a Indonésia, em zonas onde não existe acordo entre os dois países;
•Mediar conflitos entre aldeias e sucos, evitando dessa forma a escala dos incidentes;
•Criar e manter relações de confiança com as autoridades locais, quer de segurança (Policia Nacional de Timor Leste, PNTL), quer militares (Falintil - Forcas de Defesa de Timor Leste, F-FDTL), quer administrativas ao nível de distrito ou de suco (equivalente a concelho);
•Desenvolver atividades CIMIC sob a forma de clinicas médicas em locais inacessíveis, formação em Português e Inglês em orfanatos, organização de eventos desportivos envolvendo as escolas e trabalhos de recuperação de infraestruturas em orfanatos;
•Patrulhar a área de operações na recolha de informação, que cubra o desiderato da missão estratégica.
Presentemente, os dois oficiais Portugueses estão colocados na área de operações (AOR) de Baucau (Capitão-de-fragata Fuzileiro) e do Oecussi (Major), respetivamente com as funções de chefe de equipa de MLO e de Oficial de Ligação Militar. A AOR de Baucau comporta quatro distritos: Manatuto, Baucau, Viqueque e Lautem, que corresponde a cerca de metade do território (aprox. 9500 Km2), enquanto a AOR do Oecussi é composta apenas pelo distrito com o mesmo nome (2461 Km2).
Os distritos de Baucau e Viqueque, a par com Díli (a capital), são desde sempre os distritos com mais registos de casos de violência e de mortos, sendo por essa razão, associada à imensa AOR, considerada a mais problemática e que, como reflexo disso mesmo, será a ultima a cessar a atividade em Dezembro do corrente, por ocasião do fim da UNMIT. (EMGFA)
A United Nations Integrated Mission for Timor Leste (UNMIT) foi implementada através da resolução 1704 de 25 de Agosto de 2006.
Deduzida da missão de nível estratégico, as tarefas dos MLO resumem-se a:
•Mediar conflitos nas fronteiras com a Indonésia, em zonas onde não existe acordo entre os dois países;
•Mediar conflitos entre aldeias e sucos, evitando dessa forma a escala dos incidentes;
•Criar e manter relações de confiança com as autoridades locais, quer de segurança (Policia Nacional de Timor Leste, PNTL), quer militares (Falintil - Forcas de Defesa de Timor Leste, F-FDTL), quer administrativas ao nível de distrito ou de suco (equivalente a concelho);
•Desenvolver atividades CIMIC sob a forma de clinicas médicas em locais inacessíveis, formação em Português e Inglês em orfanatos, organização de eventos desportivos envolvendo as escolas e trabalhos de recuperação de infraestruturas em orfanatos;
•Patrulhar a área de operações na recolha de informação, que cubra o desiderato da missão estratégica.
Presentemente, os dois oficiais Portugueses estão colocados na área de operações (AOR) de Baucau (Capitão-de-fragata Fuzileiro) e do Oecussi (Major), respetivamente com as funções de chefe de equipa de MLO e de Oficial de Ligação Militar. A AOR de Baucau comporta quatro distritos: Manatuto, Baucau, Viqueque e Lautem, que corresponde a cerca de metade do território (aprox. 9500 Km2), enquanto a AOR do Oecussi é composta apenas pelo distrito com o mesmo nome (2461 Km2).
Os distritos de Baucau e Viqueque, a par com Díli (a capital), são desde sempre os distritos com mais registos de casos de violência e de mortos, sendo por essa razão, associada à imensa AOR, considerada a mais problemática e que, como reflexo disso mesmo, será a ultima a cessar a atividade em Dezembro do corrente, por ocasião do fim da UNMIT. (EMGFA)
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9 de abril de 2011
GNR pode ficar após missão da ONU terminar

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, admitiu esta sexta-feira que os militares da GNR poderão permanecer em Timor-Leste quando acabar a missão da ONU no território.
«Recentemente o presidente e o primeiro-ministro de Timor-Leste disseram que têm interesse em que a Guarda continue para além do mandato da ONU», afirmou o ministro no Quartel de Santa Bárbara, em Lisboa, na despedida de mais 140 militares que vão render o contingente em Timor-Leste para uma missão de seis meses.
Segundo Rui Pereira, Portugal poderá «fazer esse esforço», perante as intenções por parte do Governo timorense em manter a presença dos militares portugueses para além do estipulado pela missão da ONU, considerando-a «condição de paz, segurança, desenvolvimento e democracia do território».
Recorde-se que o contingente português da GNR está integrado, desde Agosto de 2006, na missão internacional das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) para a manutenção de paz no território e para o treino e formação das forças e serviços de segurança daquele país.(A Bola)
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18 de março de 2011
GNR - Subagrupamento Bravo condecorado em Timor
Os militares do 10º contingente do Subagrupamento Bravo, em Timor, foram condecorados, no dia 16 de Março, no Palácio da Presidência, com a Medalha da Solidariedade de Timor-Leste e da Medalha da UNMIT.O número de acções de solidariedade social a cerca de 1128 crianças, e a organização de eventos desportivos com vista a angariação de fundos para apoio aos mais desfavorecidos, marcaram para as mais altas entidades de Timor-Leste e da UNMIT, a missão dos militares homenageados. O salvamento no mar de uma vítima de um acidente de viação, evitando que esta morresse afogada, foi apontado como exemplo da qualidade do serviço desenvolvido e motivo de orgulho para todos os elementos que servem sob a bandeira das Nações Unidas.
Na cerimónia estiveram presentes cerca de 120 entidades e convidados, destacando-se a presença do Presidente da República Democrática de Timor-Leste (PRDTL), Dr. Ramos Horta, do Vice-Presidente do Parlamento, Dr. Vicente Guterres, do Comandante das F-FDTL, Major-General Matan Ruak, da Special Representative of the Secretary General (SRSG) da UNMIT, Sr.ª Ameerah Hak, do Deputy SRSG para a área da Administração, Mr. Finn Reske-Nielsen, do Deputy SRSG para a área da segurança, Mr. Shiguro Moshida, do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna (SEAAI), Dr. José Conde Rodrigues, do Director da Área de Relações Internacionais da DGAI, Dr. Ricardo Alberto Carrilho, do Comandante Geral da GNR, Tenente-General Luís Newton Parreira e do Embaixador de Portugal, Dr. Luís Barreira de Sousa. O PRDTL e a SRSG referiram nos seus discursos o trabalho desenvolvido pelos vários contingentes do Subagrupamento Bravo ao longo destes 5 anos de missão, destacando o papel determinante na área da formação e de acção social, desenvolvido pelo 10º contingente. (GNR)
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