A Coreia do Norte terá instalado minas terrestres em parcelas da zona desmilitarizada (ou DMZ) que a separa da vizinha Coreia do Sul, no que parece ser a resposta do regime de Pyongyang ao arranque dos exercícios militares conjuntos que se realizam todos os anos envolvendo meios dos EUA e da Coreia do Sul.
A Coreia do Norte, que conduziu o seu quarto teste nuclear em Janeiro, evários testes de lançamento de mísseis ao longo deste ano, considera que os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul são equivalentes a uma guerra e por isso ameaçou lançar um ataque militar como retaliação. Alegadamente, a Coreia do Norte colocou novas minas perto da DMZ, na “vila do armistício” de Panmunjom, controlada por ambos os lados da península coreana e pelo Exército dos EUA.
“O Exército norte-coreano foi visto a instalar várias minas na semana passada, na Ponte Sem Retorno, do lado da Coreia do Norte”, noticiou a agência de notícias sul-coreana, Yonhap, citando uma fonte do Governo sul-coreano. A ponte está sobre o rio Sachong, na fronteira da linha de demarcação militar (MDL), perto da zona onde, em 1976, soldados norte-coreanos mataram dois soldados norte-americanos com machados. A zona desmilitarizada está coberta de minas deixadas ao longo dos anos, mas nenhum dos lados pode instalar novas minas. No ano passado, dois soldados sul-coreanos foram feridos por minas colocadas pela Coreia do Norte
O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, recusou comentar a notícia avançada pela Yonhap, declarando que a zona estava sob controlo do comando das Nações Unidas – que é dirigido pelo Exército dos EUA, que ajuda no controlo da segurança em Panmunjon.
O comando das Nações Unidas mostrou-se preocupado com as actividades realizadas pelos militares da Coreia do Norte, mas não confirmou a existência de novas minas. “A presença de qualquer dispositivo ou munição perto da ponte pode seriamente comprometer a segurança” das pessoas perto da fronteira, notava um comunicado divulgado pelo comando da ONU, que recusou especular sobre a razão da recente actividade por parte do Exército da Coreia do Norte. Segundo a agência de notícias Yonhap, citando uma fonte do Governo sul-coreano, as minas foram colocadas para prevenir que soldados norte-coreanos desertem para a Coreia do Sul.
Na segunda-feira, Pyongyang disse estar a preparar um ataque de retaliação contra a Coreia do Sul e os EUA, como resposta aos exercícios anuais – chamados Ulchi Freedom Guardian –, nos quais participam cerca de 25 mil soldados norte-americanos. A tensão entre os dois lados da península coreana tem aumentado nos últimos dias devido à deserção de um diplomata norte-coreano, Thae Yong-ho, para a Coreia do Sul. (Público)
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24 de agosto de 2016
21 de agosto de 2015
Coreia do Norte lança ultimato a Seul
A Coreia do Norte lançou um ultimato a Seul, ameaçando com uma operação militar, depois de na sexta-feira ter colocado em alerta máximo as suas tropas junto da fronteira.
O ultimato, rejeitado pelo ministério da Defesa da Coreia do Sul, expira no sábado, às 9h30 de Lisboa
A tensão entre os dois países aumentou depois de o exército sul-coreano ter disparado, na quinta-feira, dezenas de obuses na direcção do território norte-coreano, em resposta a projécteis lançados antes por Pyongyang.
O motivo deste novo conflito são os altifalantes de propaganda anti-Pyongyang, que o governo de Seul instalou junto da fronteira. Estes teriam sido os alvos dos disparos do exército da Coreia do Norte.
Após a troca de fogo entre os dois países, Seul anunciou restrições no acesso dos seus cidadãos ao complexo industrial de Kaesong, localizado na Coreia do Norte. A entrada dos funcionários sul-coreanos faz-se através do acesso fronteiriço ocidental da Zona Desmilitarizada.
“A situação é muito grave. Somos obrigados a manter em funcionamento o complexo industrial de Kaesong com o mínimo do pessoal necessário”, disse em Seul o porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-Hee.
O crescendo de tensão foi tema de uma reunião de emergência do comité central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte convocada por Kim Jong Un na quinta-feira.
O tom belicista das declarações sobe de ambos os lados. A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, ordenou ao exército que responda a uma eventual provocação de Pyongyang com “firmeza”.
Os altifalantes sul-coreanos foram reactivados no dia 10 de Agosto, após um intervalo de 11 anos, depois de dois soldados sul-coreanos terem sido mutilados pela explosão de uma mina anti-pessoal, na fronteira, no início do mês.
Depois desse incidente, pelo qual Pyongyang descarta responsabilidade, a Coreia do Sul deixou de exigir que os seus soldados disparem tiros de aviso quando soldados do norte entram no seu território. (Euronews)
O ultimato, rejeitado pelo ministério da Defesa da Coreia do Sul, expira no sábado, às 9h30 de Lisboa
A tensão entre os dois países aumentou depois de o exército sul-coreano ter disparado, na quinta-feira, dezenas de obuses na direcção do território norte-coreano, em resposta a projécteis lançados antes por Pyongyang.
O motivo deste novo conflito são os altifalantes de propaganda anti-Pyongyang, que o governo de Seul instalou junto da fronteira. Estes teriam sido os alvos dos disparos do exército da Coreia do Norte.
Após a troca de fogo entre os dois países, Seul anunciou restrições no acesso dos seus cidadãos ao complexo industrial de Kaesong, localizado na Coreia do Norte. A entrada dos funcionários sul-coreanos faz-se através do acesso fronteiriço ocidental da Zona Desmilitarizada.
“A situação é muito grave. Somos obrigados a manter em funcionamento o complexo industrial de Kaesong com o mínimo do pessoal necessário”, disse em Seul o porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-Hee.
O crescendo de tensão foi tema de uma reunião de emergência do comité central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte convocada por Kim Jong Un na quinta-feira.
O tom belicista das declarações sobe de ambos os lados. A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, ordenou ao exército que responda a uma eventual provocação de Pyongyang com “firmeza”.
Os altifalantes sul-coreanos foram reactivados no dia 10 de Agosto, após um intervalo de 11 anos, depois de dois soldados sul-coreanos terem sido mutilados pela explosão de uma mina anti-pessoal, na fronteira, no início do mês.
Depois desse incidente, pelo qual Pyongyang descarta responsabilidade, a Coreia do Sul deixou de exigir que os seus soldados disparem tiros de aviso quando soldados do norte entram no seu território. (Euronews)
23 de fevereiro de 2015
Líder norte-coreano pede ao exército para estar “totalmente preparado” para a guerra
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, instou o seu exército a estar “totalmente preparado” para a guerra, numa reunião do Partido dos Trabalhadores, informou esta segunda-feira a agência estatal KCNA.
O jovem líder proferiu um “discurso histórico” na primeira reunião em 10 meses da comissão militar central do partido único, no qual afirmou que a situação de segurança é “mais grave do que nunca” tanto na Coreia do Norte como no estrangeiro, segundo a agência oficial KCNA.
Kim exigiu ao exército lealdade a si próprio e ao partido e instou-o a “estar completamente preparado para reagir a qualquer forma de guerra desencadeada pelo inimigo”, que referiu como “os imperialistas dos Estados Unidos”. (Observador)
O jovem líder proferiu um “discurso histórico” na primeira reunião em 10 meses da comissão militar central do partido único, no qual afirmou que a situação de segurança é “mais grave do que nunca” tanto na Coreia do Norte como no estrangeiro, segundo a agência oficial KCNA.
Kim exigiu ao exército lealdade a si próprio e ao partido e instou-o a “estar completamente preparado para reagir a qualquer forma de guerra desencadeada pelo inimigo”, que referiu como “os imperialistas dos Estados Unidos”. (Observador)
2 de julho de 2014
Coreia do Sul desiste de instalar escola de pilotos em Beja
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul desistiu de instalar um centro de instrução de pilotagem avançada na Base Aérea n.º 11, em Beja, segundo informação do Governo português hoje divulgada.
A informação surge na resposta do Ministério da Defesa Nacional à pergunta do deputado do PS por Beja, Luís Pita Ameixa, sobre os projectos de instalação de um centro de formação avançada de pilotos da força aérea da Coreia do Sul e outro da força aérea do Canadá e o interesse dos Estados Unidos da América na Base Aérea n.º 11.
Na resposta, enviada hoje à agência Lusa, por Luís Pita Ameixa, o Ministério da Defesa Nacional informa que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul comunicou a Portugal «não ser possível prosseguir com o projecto», «atendendo a alterações na estrutura superior do Estado sul-coreano», na sequência das eleições legislativas e presidenciais de 2012.
De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, o projecto, que tinha sido apresentado ao Governo português, em 2010, pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul, propunha a instalação de um centro de instrução de pilotagem avançada na Base Aérea n.º 11.
O projecto foi «recebido com interesse» pelo Governo e objecto de coordenação entre vários sectores do Estado português e levou à criação de um grupo de trabalho, o qual «desenvolveu esforços no sentido de dar andamento ao projecto», indica o Ministério da Defesa Nacional.
Sobre o interesse dos Estados Unidos da América, o Ministério da Defesa Nacional refere que, em 2013, uma equipa técnica militar norte-americana realizou uma visita exploratória às instalações da Base Aérea n.º 11, em Beja, «não tendo sido possível ter desenvolvimentos sobre este tema».
Em relação ao interesse do Canadá, o Ministério da Defesa Nacional refere que a empresa canadiana «Discovery Air» apresentou, no final de 2011, um projecto para instalação de um centro de treino para formação avançada de pilotos na Base Aérea n.º 11, «tendo sido desenvolvidos com Portugal contactos e visitas exploratórias neste âmbito».
Na resposta, o Ministério da Defesa Nacional frisa que «o Governo continua empenhado em encontrar projectos que permitam uma valorização da Base Aérea n.º 11» e da região de Beja. (TVI 24)
A informação surge na resposta do Ministério da Defesa Nacional à pergunta do deputado do PS por Beja, Luís Pita Ameixa, sobre os projectos de instalação de um centro de formação avançada de pilotos da força aérea da Coreia do Sul e outro da força aérea do Canadá e o interesse dos Estados Unidos da América na Base Aérea n.º 11.
Na resposta, enviada hoje à agência Lusa, por Luís Pita Ameixa, o Ministério da Defesa Nacional informa que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul comunicou a Portugal «não ser possível prosseguir com o projecto», «atendendo a alterações na estrutura superior do Estado sul-coreano», na sequência das eleições legislativas e presidenciais de 2012.
De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, o projecto, que tinha sido apresentado ao Governo português, em 2010, pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul, propunha a instalação de um centro de instrução de pilotagem avançada na Base Aérea n.º 11.
O projecto foi «recebido com interesse» pelo Governo e objecto de coordenação entre vários sectores do Estado português e levou à criação de um grupo de trabalho, o qual «desenvolveu esforços no sentido de dar andamento ao projecto», indica o Ministério da Defesa Nacional.
Sobre o interesse dos Estados Unidos da América, o Ministério da Defesa Nacional refere que, em 2013, uma equipa técnica militar norte-americana realizou uma visita exploratória às instalações da Base Aérea n.º 11, em Beja, «não tendo sido possível ter desenvolvimentos sobre este tema».
Em relação ao interesse do Canadá, o Ministério da Defesa Nacional refere que a empresa canadiana «Discovery Air» apresentou, no final de 2011, um projecto para instalação de um centro de treino para formação avançada de pilotos na Base Aérea n.º 11, «tendo sido desenvolvidos com Portugal contactos e visitas exploratórias neste âmbito».
Na resposta, o Ministério da Defesa Nacional frisa que «o Governo continua empenhado em encontrar projectos que permitam uma valorização da Base Aérea n.º 11» e da região de Beja. (TVI 24)
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19 de abril de 2013
Coreia do Sul cancela o projecto de escola de formação avançada para pilotos de combate em Beja
O Governo da Coreia do Sul cancelou o projecto de mais de 200 milhões de euros que previa a instalação de escola de formação avançada para pilotos de combate em Beja.
De acordo com a edição de quinta-feira, 18, do “Jornal de Negócios”, a desistência dos sul-coreanos prende-se com a demora na resposta e falta de co-financiamento, ainda que o Governo português justifique a decisão dos asiáticos com “outras prioridades” devido ao conflito com os vizinhos do Norte.
O projecto do Governo da Coreia do Sul, através da sua Força Aérea, para Beja previa a instalação de uma escola de formação avançada de pilotos para aviões de combate na Base Área 11, num investimento que superava os 200 milhões de euros.
A criação da escola no Baixo Alentejo envolveria igualmente a chegada de perto de 250 famílias à região, além dos 60 pilotos, 20 militares em posições de chefia e 150 técnicos de manutenção.
A decisão dos sul-coreanos foi comunicada no final de Janeiro ao Ministério da Defesa, que pretende agora garantir a instalação em Beja de um projecto canadiano, ainda que de menor impacto económico.(CA)
De acordo com a edição de quinta-feira, 18, do “Jornal de Negócios”, a desistência dos sul-coreanos prende-se com a demora na resposta e falta de co-financiamento, ainda que o Governo português justifique a decisão dos asiáticos com “outras prioridades” devido ao conflito com os vizinhos do Norte.
O projecto do Governo da Coreia do Sul, através da sua Força Aérea, para Beja previa a instalação de uma escola de formação avançada de pilotos para aviões de combate na Base Área 11, num investimento que superava os 200 milhões de euros.
A criação da escola no Baixo Alentejo envolveria igualmente a chegada de perto de 250 famílias à região, além dos 60 pilotos, 20 militares em posições de chefia e 150 técnicos de manutenção.
A decisão dos sul-coreanos foi comunicada no final de Janeiro ao Ministério da Defesa, que pretende agora garantir a instalação em Beja de um projecto canadiano, ainda que de menor impacto económico.(CA)
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15 de fevereiro de 2012
Ministério da Defesa confirma negociação com Seul para formação de pilotos
O Ministério da Defesa confirmou hoje à agência Lusa que existem negociações com a Coreia do Sul para instalar em Beja uma escola para pilotos, adiantando que esta poderá vir a formar 200 alunos por ano.
Em resposta a perguntas colocadas pela agência Lusa, fonte do Ministério da Defesa adiantou que já houve duas visitas de delegações sul-coreanas a Portugal (em julho e dezembro de 2011) e uma delegação portuguesa a deslocar-se à Coreia do Sul, tendo o próprio ministro, José Pedro Aguiar-Branco, participado em reuniões no âmbito deste processo.
"Até ao final deste mês de março, este processo pode conhecer desenvolvimentos importantes", acrescentou a fonte.
Segundo o Ministério, caso a instalação da escola na base aérea venha a acontecer, podem vir a instalar-se na zona de Beja "mais de 200 ou 300 famílias", o que representaria um "grande fomento da economia local".
Esta escola funcionaria por um período de 30 anos e permitiria a formação de 200 pilotos anualmente - 120 sul-coreanos, cerca de uma dezena da Força Aérea Portuguesa e as restantes vagas abertas a outros países.
Diário Digital com Lusa
Em resposta a perguntas colocadas pela agência Lusa, fonte do Ministério da Defesa adiantou que já houve duas visitas de delegações sul-coreanas a Portugal (em julho e dezembro de 2011) e uma delegação portuguesa a deslocar-se à Coreia do Sul, tendo o próprio ministro, José Pedro Aguiar-Branco, participado em reuniões no âmbito deste processo.
"Até ao final deste mês de março, este processo pode conhecer desenvolvimentos importantes", acrescentou a fonte.
Segundo o Ministério, caso a instalação da escola na base aérea venha a acontecer, podem vir a instalar-se na zona de Beja "mais de 200 ou 300 famílias", o que representaria um "grande fomento da economia local".
Esta escola funcionaria por um período de 30 anos e permitiria a formação de 200 pilotos anualmente - 120 sul-coreanos, cerca de uma dezena da Força Aérea Portuguesa e as restantes vagas abertas a outros países.
Diário Digital com Lusa
13 de fevereiro de 2012
Coreia do Sul quer formar pilotos em Portugal
A Coreia do Sul pretende construir em Portugal um centro de formação de pilotos que terá jactos supersónicos militares de formação (T-50) da Indústria Aeroespacial Coreana (KAI), informou hoje uma fonte governamental, citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.A fonte do Ministério da Defesa sul-coreano, que não quis ser identificada, disse que Portugal foi escolhido como parceiro numa negociação inicial, no ano passado, para o consórcio internacional militar do centro de formação de voo (IMFACC, sigla em inglês).
A mesma fonte disse que as negociações finais estão em andamento e estão a resolver detalhes que poderão levar à assinatura de um memorando de entendimento já no próximo mês.
O plano do IMFACC vai fazer a Coreia do Sul injectar 300 mil milhões de wons (202 milhões de euros) em 30 anos para a criação de um centro de formação de pilotos de jactos.
O centro será ocupado por instrutores sul-coreanos que serão encarregados da formação de pilotos estrangeiros nas aeronaves da KAI.
Os T-50 Golden Eagle estão a serviço da Força Aérea sul coreana e são aviões de formação com características de voo semelhantes a muitos caças e aviões de ataque de primeira linha.
Seul tem examinado vários locais para um IMFACC, visitando os Estados Unidos, Austrália, Filipinas e na Espanha, como parte do seu programa para atrair o interesse internacional no jacto sul-coreano.
Actualmente, a Indonésia tem uma encomenda de T-50 e planeia usá-los para o treino avançado dos pilotos da sua Força Aérea. (Tvi 24)
22 de dezembro de 2011
BA 11 (Beja): Acordo Portugal/ Coreia do Sul está para breve
O acordo entre Portugal e da Coreia do Sul, para a utilização da Base Aérea de Beja “está em fase de ultimação”, a garantia foi dada por fonte próximo do Governo. Uma delegação de 12 militares da Força Aérea da Coreia do Sul esteve a semana passada em Beja. O acordo deve estar concluído até Março de 2012.
Militares da Força Aérea da Coreia do Sul regressaram pela quarta vez a Beja e à Base Aérea Nº. 11, desta feita “testaram os céus de Beja” tripulando um avião Epsilon.
“O acordo entre os dois Governos para utilização da Base Aérea 11 (BA11), está em fase de ultimação. Pode dizer-se que está a 80 por centro”, disse na segunda-feira à Voz da Planície fonte próxima do Governo português, apesar do assessor do ministro da Defesa não responder aos contactos que temos mantido com o Ministério tutelado por José Pedro Aguiar Branco, cujas negociações devem estar concluídas até Março de 2012.
Em causa esta a instalação, na BA11, de uma escola de formação avançada de pilotos de aviões de combate, incluindo 25 caças T-50 Golden Eagle, aviões da linha dos F-16 da “família” Lockeed Martin. A instalação da esquadra asiática, significará a chegada de 60 pilotos sul-coreanos e as suas famílias, além de 20 militares com funções de chefias e cerca de 150 técnicos de manutenção. O governo da Coreia do Sul, prevê a necessidade de alojamento para 300 famílias.
Na passada terça-feira decorreu uma reunião no Estado-Maior da Força Aérea, onde estiveram presentes, entre outros, o CEMFA, General José Pinheiro, e da BA11, os comandantes da Unidade, coronel Mário Salvação Barreto, das Esquadras 103-”Caracóis”, 552-”Zangões” e 601-”Lobos” e o do Grupo de Apoio, encontro que teve como finalidade “abordar a deslocação para Beja das Esquadras da Força Aérea da Coreia do Sul”.
Neste mesmo dia, a bordo de um voo da Air France, chegaram a Lisboa 12 militares coreanos, entre eles um Major que comandará o destacamento asiático na BA11. Esta delegação foi transportada na quarta-feira para Beja, a bordo de um avião C-295M, tendo centrado atenções na Base Aérea e de novo nas instalações do Bairro Residencial da Força Aérea.
Segundo apurou a nossa estação, deste grupo, ficaram nos dois dias seguintes somente dois oficiais, que visitaram o Bairro, sabendo a Voz da Planície que além do Alojamento dos Oficiais em Trânsito, edifício conhecido como “Torre”, os coreanos pretendem ocupar um bloco de quatro edifícios, para alojamento dos seus militares e famílias.
Na sexta-feira, 16 de Dezembro, um avião Epsilon, vindo da BA1, em Sintra, recolheu na BA11, cerca das 11h45, o último militar da delegação coreana, o Major que será o responsável em Beja pelo comando do destacamento, tendo sobrevoado os céus da região, um “espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima e sem vento”, cenários que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”.
A Voz da Planície está em condições de avançar que além do Ministério da Defesa e da direcção-geral de Política de Defesa Nacional, a EMPORDEF-Empresa Portuguesa de Defesa SGPS, SA a holding das indústrias de defesa portuguesas, é uma das principais instituições envolvidas nas negociações com o Governo e a Força Aérea coreana e na instalação em Beja do seu destacamento aéreo.
Apesar da “cortina de fumo” que envolve todo o processo, de acordo com dados a que a nossa estação teve acesso uma das contrapartidas pela utilização da unidade portuguesa “será a formação dos pilotos portugueses do F-16 e do Alpha-Jet” nos caças T-50 Golden Eagle coreanos.
Coincidência é o facto da Esquadra 103-”Caracóis” ter o seu futuro “em suspenso” até Março de 2012, data em que deve estar firmado o acordo luso-coreano, “comentando-se” no interior da BA 11 que aquela pode “desaparecer” com a chegada dos “novos vizinhos”.
Em causa estão problemas na “cadeia logística” ao nível de componentes de substituição dos Alpha-Jet, nomeadamente, na cadeia de voo do segundo, que estão inoperacionais, situação que em na melhor das hipóteses só deverá estar ultrapassada naquela data. Dos cinco aviões da esquadrilha, somente dois estão aptos a voar e ainda assim, só com o instrutor a bordo, face a avaria do sistema ejecção do co-piloto ou instruendo. (VP)
Militares da Força Aérea da Coreia do Sul regressaram pela quarta vez a Beja e à Base Aérea Nº. 11, desta feita “testaram os céus de Beja” tripulando um avião Epsilon.
“O acordo entre os dois Governos para utilização da Base Aérea 11 (BA11), está em fase de ultimação. Pode dizer-se que está a 80 por centro”, disse na segunda-feira à Voz da Planície fonte próxima do Governo português, apesar do assessor do ministro da Defesa não responder aos contactos que temos mantido com o Ministério tutelado por José Pedro Aguiar Branco, cujas negociações devem estar concluídas até Março de 2012.
Em causa esta a instalação, na BA11, de uma escola de formação avançada de pilotos de aviões de combate, incluindo 25 caças T-50 Golden Eagle, aviões da linha dos F-16 da “família” Lockeed Martin. A instalação da esquadra asiática, significará a chegada de 60 pilotos sul-coreanos e as suas famílias, além de 20 militares com funções de chefias e cerca de 150 técnicos de manutenção. O governo da Coreia do Sul, prevê a necessidade de alojamento para 300 famílias.
Na passada terça-feira decorreu uma reunião no Estado-Maior da Força Aérea, onde estiveram presentes, entre outros, o CEMFA, General José Pinheiro, e da BA11, os comandantes da Unidade, coronel Mário Salvação Barreto, das Esquadras 103-”Caracóis”, 552-”Zangões” e 601-”Lobos” e o do Grupo de Apoio, encontro que teve como finalidade “abordar a deslocação para Beja das Esquadras da Força Aérea da Coreia do Sul”.
Neste mesmo dia, a bordo de um voo da Air France, chegaram a Lisboa 12 militares coreanos, entre eles um Major que comandará o destacamento asiático na BA11. Esta delegação foi transportada na quarta-feira para Beja, a bordo de um avião C-295M, tendo centrado atenções na Base Aérea e de novo nas instalações do Bairro Residencial da Força Aérea.
Segundo apurou a nossa estação, deste grupo, ficaram nos dois dias seguintes somente dois oficiais, que visitaram o Bairro, sabendo a Voz da Planície que além do Alojamento dos Oficiais em Trânsito, edifício conhecido como “Torre”, os coreanos pretendem ocupar um bloco de quatro edifícios, para alojamento dos seus militares e famílias.
Na sexta-feira, 16 de Dezembro, um avião Epsilon, vindo da BA1, em Sintra, recolheu na BA11, cerca das 11h45, o último militar da delegação coreana, o Major que será o responsável em Beja pelo comando do destacamento, tendo sobrevoado os céus da região, um “espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima e sem vento”, cenários que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”.
A Voz da Planície está em condições de avançar que além do Ministério da Defesa e da direcção-geral de Política de Defesa Nacional, a EMPORDEF-Empresa Portuguesa de Defesa SGPS, SA a holding das indústrias de defesa portuguesas, é uma das principais instituições envolvidas nas negociações com o Governo e a Força Aérea coreana e na instalação em Beja do seu destacamento aéreo.
Apesar da “cortina de fumo” que envolve todo o processo, de acordo com dados a que a nossa estação teve acesso uma das contrapartidas pela utilização da unidade portuguesa “será a formação dos pilotos portugueses do F-16 e do Alpha-Jet” nos caças T-50 Golden Eagle coreanos.
Coincidência é o facto da Esquadra 103-”Caracóis” ter o seu futuro “em suspenso” até Março de 2012, data em que deve estar firmado o acordo luso-coreano, “comentando-se” no interior da BA 11 que aquela pode “desaparecer” com a chegada dos “novos vizinhos”.
Em causa estão problemas na “cadeia logística” ao nível de componentes de substituição dos Alpha-Jet, nomeadamente, na cadeia de voo do segundo, que estão inoperacionais, situação que em na melhor das hipóteses só deverá estar ultrapassada naquela data. Dos cinco aviões da esquadrilha, somente dois estão aptos a voar e ainda assim, só com o instrutor a bordo, face a avaria do sistema ejecção do co-piloto ou instruendo. (VP)
24 de novembro de 2011
Base Aérea de Beja na mira da Coreia do Sul
O Ministério da Defesa Nacional e o governo da Coreia do Sul estão próximos de chegar a um acordo para a instalação na Base Aérea de Beja de uma escola de formação de pilotos para aviões de combate. Segundo a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, que cita um despacho assinado pelo ministro José Pedro Aguiar Branco, em março de 2012 estará concluído um estudo que vai determinar se o aeroporto de Beja reúne as condições necessárias para execução do projecto.
As negociações com os representantes sul-coreanos tiveram início em julho, quando um grupo de militares da Força Aérea do país asiático visitou as instalações da Base Aérea nº11. A presença dos sul-coreanos, confirmada à Rádio Voz da Planície pela Força Aérea nacional, repetiu-se no dia 3 deste mês, para efeitos de "cooperação e formação".
Os militares da Coreia do Sul inspecionaram o hangar do aeroporto, as instalações militares bem como o Bairro Residência da Força Aérea, onde, de acordo com o DN, pretendem instalar aproximadamente 300 famílias. Caso a instalação das esquadras operacionais venha a efetivar-se, poderão mudar-se para Beja cerca de 60 pilotos sul-coreanos, 20 altos cargos militares e 150 técnicos de manutenção.
25 aviões de combate para Portugal
Juntamente com os militares sul-coreanos prevê-se que a operação traga para solo nacional 25 caças T50 Golden Eagle, aviões supersónicos de última geração concebidos para treino de combate avançado. O acordo entre os dois países deverá assegurar que os equipamentos podem inclusive ser utilizados para treinar pilotos portugueses, sem quaisquer contrapartidas financeiras.
O estado avançado das negociações ficou patente em outubro, com a deslocação a Seul de uma delegação portuguesa, liderada pelo diretor-geral de Política de Defesa Nacional, Luís Faro Ramos.
O interesse da Coreia do Sul em assentar na Europa não é recente. Inicialmente, os asiáticos concentram esforços na base espanhola de Talavera la Real, na província de Badajoz. O Ministério da Defesa espanhol confirmou em março deste ano a existência de uma declaração de intenções entre as duas partes, que não chegou porém a concretizar-se. O fracasso do negócio terá ficado a dever-se às exigências monetárias do Governo espanhol, que desagradaram aos sul-coreanos.
Aeroporto de Beja fracassa
É na Base Aérea nº 11 que fica situado o polémico aeroporto de Beja, que é gerido pela ANA - Aeroportos de Portugal. A infraestrutura, que representou um investimento de 33 milhões de euros, foi inaugurada a 13 de abril deste ano, com o primeiro voo a partir do Alentejo a ter como destino a ilha de São Filipe, em Cabo Verde. Desde então, e até ao final de outubro, a pista de Beja recebeu 1923 passageiros, um número muito abaixo das expectativas iniciais, que apontavam para a recepção de 1,8 milhões passageiros até 2020.
A principal operação turística concretizada até agora trouxe até Beja uma série de 22 voos charter desde o Reino Unido, e custou 400 mil euros à Agência de Promoção de Turismo do Alentejo. Já entre outubro e novembro o aeroporto recebeu oito aviões de passageiros provenientes da Alemanha.
Com o interesse da Força Aérea da Coreia do Sul em tomar conta das instalações militares da Base de Beja, onde muitos dos edifícios estão inutilizados desde que foram desocupados pelos militares alemães em 2003, a economia da cidade alentejana pode ganhar um novo fôlego.
O aeroporto de Beja, que não faz parte do Plano Estratégico dos Transportes, recebe apenas voos autorizados pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e a Força Aérea, uma vez que ainda não detém autorização para a utilização civil. (RTP)
As negociações com os representantes sul-coreanos tiveram início em julho, quando um grupo de militares da Força Aérea do país asiático visitou as instalações da Base Aérea nº11. A presença dos sul-coreanos, confirmada à Rádio Voz da Planície pela Força Aérea nacional, repetiu-se no dia 3 deste mês, para efeitos de "cooperação e formação".
Os militares da Coreia do Sul inspecionaram o hangar do aeroporto, as instalações militares bem como o Bairro Residência da Força Aérea, onde, de acordo com o DN, pretendem instalar aproximadamente 300 famílias. Caso a instalação das esquadras operacionais venha a efetivar-se, poderão mudar-se para Beja cerca de 60 pilotos sul-coreanos, 20 altos cargos militares e 150 técnicos de manutenção.
25 aviões de combate para Portugal
Juntamente com os militares sul-coreanos prevê-se que a operação traga para solo nacional 25 caças T50 Golden Eagle, aviões supersónicos de última geração concebidos para treino de combate avançado. O acordo entre os dois países deverá assegurar que os equipamentos podem inclusive ser utilizados para treinar pilotos portugueses, sem quaisquer contrapartidas financeiras.
O estado avançado das negociações ficou patente em outubro, com a deslocação a Seul de uma delegação portuguesa, liderada pelo diretor-geral de Política de Defesa Nacional, Luís Faro Ramos.
O interesse da Coreia do Sul em assentar na Europa não é recente. Inicialmente, os asiáticos concentram esforços na base espanhola de Talavera la Real, na província de Badajoz. O Ministério da Defesa espanhol confirmou em março deste ano a existência de uma declaração de intenções entre as duas partes, que não chegou porém a concretizar-se. O fracasso do negócio terá ficado a dever-se às exigências monetárias do Governo espanhol, que desagradaram aos sul-coreanos.
Aeroporto de Beja fracassa
É na Base Aérea nº 11 que fica situado o polémico aeroporto de Beja, que é gerido pela ANA - Aeroportos de Portugal. A infraestrutura, que representou um investimento de 33 milhões de euros, foi inaugurada a 13 de abril deste ano, com o primeiro voo a partir do Alentejo a ter como destino a ilha de São Filipe, em Cabo Verde. Desde então, e até ao final de outubro, a pista de Beja recebeu 1923 passageiros, um número muito abaixo das expectativas iniciais, que apontavam para a recepção de 1,8 milhões passageiros até 2020.
A principal operação turística concretizada até agora trouxe até Beja uma série de 22 voos charter desde o Reino Unido, e custou 400 mil euros à Agência de Promoção de Turismo do Alentejo. Já entre outubro e novembro o aeroporto recebeu oito aviões de passageiros provenientes da Alemanha.
Com o interesse da Força Aérea da Coreia do Sul em tomar conta das instalações militares da Base de Beja, onde muitos dos edifícios estão inutilizados desde que foram desocupados pelos militares alemães em 2003, a economia da cidade alentejana pode ganhar um novo fôlego.
O aeroporto de Beja, que não faz parte do Plano Estratégico dos Transportes, recebe apenas voos autorizados pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e a Força Aérea, uma vez que ainda não detém autorização para a utilização civil. (RTP)
4 de novembro de 2011
Militares da Coreia do Sul visitaram ontem a BA11
Quase 4 meses depois, nova embaixada da Força Aérea da Coreia do Sul visitou ontem de novo a Base Aérea N.º 11. Além das instalações militares os coreanos visitaram o Bairro Residencial, com particular interessa no Alojamento de Oficiais em Trânsito. A Força Aérea Portuguesa confirma a visita, mas, no âmbito da “cooperação e formação”.
Depois da visita feita em 11 de Julho, uma embaixada de militares da Coreia do Sul, regressou ontem a Beja e à Base Aérea N.º11. A Força Aérea coreana reforça o interesse em ser o próximo “ocupante da BA 11.
Um grupo de militares da Força Aérea da Correia do Sul regressou ontem a Beja, para visitar as instalações da Base Aérea N.º11, com o objectivo de tomar uma decisão sobre a instalação de duas esquadras no seu interior. Os coreanos já tinham estado na BA 11 no passado dia 11 de Julho, onde só visitaram as instalações operacionais, nomeadamente, o hangar conhecido como “célula”.
Acompanhados dos seus homólogos da Força Aérea Portuguesa (FAP), a delegação militar da Coreia do Sul (foto de cima e do meio), desta vez visitou também as instalações do Bairro Residência da Força Aérea, no perímetro urbano de Beja, com particular interesse no Alojamento de Oficiais em Trânsito (foto de baixo), vulgarmente conhecido como “Torre”, edifício destinado à instalação dos seus militares
Esta segunda visita reforça a intenção e uma possível decisão final do Governo sul-coreano, instalar, de forma permanente, as suas forças na Europa, e o primeiro objectivo foi Talavera la Real, na Província espanhola de Badajoz, acordo fracassado com o Governo de “nuestros hermanos”.
Colocada de lado a hipótese Talavera, o “objectivo” dos coreanos virou-se para Portugal e para Beja e para a BA 11, “face à dimensão e disponibilidade de instalações na base alentejana”. Além de um “espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima, sem vento”, são outros cenários que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”.
Para definir a capacidade operacional da unidade alentejana, uma fonte militar da BA 11 disse à nossa estação que a Força Aérea “podia fechar todas as bases e colocar tudo em Beja”, local onde segundo a mesma fonte, “há dezenas de edifícios abandonados e sem qualquer utilização desde os tempos dos alemães”, disse o nosso interlocutor.
Em termos operacionais na BA 11 voam aviões Alpha-Jet da Esquadra 103-“Caracóis”, para além dos P-3C CUP+, que saem em missões de patrulhamento e pertencentes à Esquadra 601-”Lobos” e os helicópteros Alouette III, da Esquadra 552- “Zangões”
Contactado pela Voz da Planície, o major Paulo Mineiro, das Relações Públicas da FAP, confirmou a visita dos militares sul-coreanos, baseado “num programa de cooperação e formação”, estando os asiáticos “a avaliarem o que podem vir a fazer”, sustentando o oficial que todo o processo “se mantém em aberto”. Sem confirmar que os contactos podem desembocar “numa futura presença permanente em Beja”, o major Mineiro justificou que este programa é da alçada da Direcção-geral de Política de Defesa Nacional.
A Força Aérea Portuguesa tem acordos de cooperação com o Estados Unidos da América (EUA), Brasil e países do Magreb, enquanto que a Coreia do Sul, tem nos EUA, o seu maior aliado que há muitos anos mantém uma forte presença na Base das Lajes (Açores), pelo que não é de descartar a vinda dos coreanos para a Base de Beja.
Resta saber se o possível aumento da operacional da Base Aérea 11, podem estar a ser um entrave à certificação das suas pistas para utilização civil, por parte do aeroporto de Beja, um processo com tem largos anos e cujo fim, já foi anunciado como estando para acontecer durante o primeiro trimestre de 2012. A infraestrutura aeroportuária alentejana só recebe “voos pontuais” depois de autorizados pelo INAC e a Força Aérea. (Voz da Planície)
Depois da visita feita em 11 de Julho, uma embaixada de militares da Coreia do Sul, regressou ontem a Beja e à Base Aérea N.º11. A Força Aérea coreana reforça o interesse em ser o próximo “ocupante da BA 11.
Um grupo de militares da Força Aérea da Correia do Sul regressou ontem a Beja, para visitar as instalações da Base Aérea N.º11, com o objectivo de tomar uma decisão sobre a instalação de duas esquadras no seu interior. Os coreanos já tinham estado na BA 11 no passado dia 11 de Julho, onde só visitaram as instalações operacionais, nomeadamente, o hangar conhecido como “célula”.
Acompanhados dos seus homólogos da Força Aérea Portuguesa (FAP), a delegação militar da Coreia do Sul (foto de cima e do meio), desta vez visitou também as instalações do Bairro Residência da Força Aérea, no perímetro urbano de Beja, com particular interesse no Alojamento de Oficiais em Trânsito (foto de baixo), vulgarmente conhecido como “Torre”, edifício destinado à instalação dos seus militares
Esta segunda visita reforça a intenção e uma possível decisão final do Governo sul-coreano, instalar, de forma permanente, as suas forças na Europa, e o primeiro objectivo foi Talavera la Real, na Província espanhola de Badajoz, acordo fracassado com o Governo de “nuestros hermanos”.
Colocada de lado a hipótese Talavera, o “objectivo” dos coreanos virou-se para Portugal e para Beja e para a BA 11, “face à dimensão e disponibilidade de instalações na base alentejana”. Além de um “espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima, sem vento”, são outros cenários que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”.
Para definir a capacidade operacional da unidade alentejana, uma fonte militar da BA 11 disse à nossa estação que a Força Aérea “podia fechar todas as bases e colocar tudo em Beja”, local onde segundo a mesma fonte, “há dezenas de edifícios abandonados e sem qualquer utilização desde os tempos dos alemães”, disse o nosso interlocutor.
Em termos operacionais na BA 11 voam aviões Alpha-Jet da Esquadra 103-“Caracóis”, para além dos P-3C CUP+, que saem em missões de patrulhamento e pertencentes à Esquadra 601-”Lobos” e os helicópteros Alouette III, da Esquadra 552- “Zangões”
Contactado pela Voz da Planície, o major Paulo Mineiro, das Relações Públicas da FAP, confirmou a visita dos militares sul-coreanos, baseado “num programa de cooperação e formação”, estando os asiáticos “a avaliarem o que podem vir a fazer”, sustentando o oficial que todo o processo “se mantém em aberto”. Sem confirmar que os contactos podem desembocar “numa futura presença permanente em Beja”, o major Mineiro justificou que este programa é da alçada da Direcção-geral de Política de Defesa Nacional.
A Força Aérea Portuguesa tem acordos de cooperação com o Estados Unidos da América (EUA), Brasil e países do Magreb, enquanto que a Coreia do Sul, tem nos EUA, o seu maior aliado que há muitos anos mantém uma forte presença na Base das Lajes (Açores), pelo que não é de descartar a vinda dos coreanos para a Base de Beja.
Resta saber se o possível aumento da operacional da Base Aérea 11, podem estar a ser um entrave à certificação das suas pistas para utilização civil, por parte do aeroporto de Beja, um processo com tem largos anos e cujo fim, já foi anunciado como estando para acontecer durante o primeiro trimestre de 2012. A infraestrutura aeroportuária alentejana só recebe “voos pontuais” depois de autorizados pelo INAC e a Força Aérea. (Voz da Planície)
15 de julho de 2011
Militares da Coreia do Sul visitaram a Base Aérea Nº 11
Militares da Coreia do Sul visitaram na segunda-feira a Base Aérea N.º 11. A Força Aérea sul-coreana pode instalar duas esquadras em Beja. A Força Aérea Portuguesa confirma a visita, mas, no âmbito da “cooperação e formação”.
Quase duas décadas depois, a Base Aérea N.º 11 pode voltar a ter estacionadas esquadras militares de outro país. A Correia do Sul pode ser o próximo “ocupante” da BA 11.
Um grupo de militares da Força Aérea da Correia do Sul visitou na segunda-feira as instalações da Base Aérea Nº. 11, sedeada em Beja, com o objectivo de conhecer a infraestrutura e poder instalar duas esquadras no seio interior.
Quase duas décadas depois da saída da Força Aérea Alemã a BA 11, pode voltar a receber forças militares de outro país, tal como sucedeu entre 1979 e 1993, com os alemães.
Segundo apurou a Voz da Planície, acompanhados dos seus homólogos da Força Aérea Portuguesa (FAP), uma delegação militar da Coreia do Sul aterrou na BA 11, a bordo de um Aviocar Casa C-212, tendo visitado a unidade em geral e em particular um dos hangares, conhecido como o “hangar da célula”.
É, segundo apurou a nossa estação, intenção do Governo sul-coreano, instalar, de forma permanente, as suas forças na Europa, e o primeiro objectivo seria Talavera la Real, na Província espanhola de Badajoz, acordo que terá fracassado com o governo de espanhol.
Colocada de lado a hipótese Talavera, o “objectivo” dos coreanos virou-se para Portugal e para Beja, face à dimensão e disponibilidade de instalações na base de Beja, local onde, segundo uma fonte daquela unidade, “há dezenas de edifícios abandonados e sem qualquer utilização desde os tempos dos alemães”, disse o nosso interlocutor.
“Espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima, sem vento”, é um cenário que a BA 11 ofereceu e que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”. Segundo apurou a nossa estação em termos de operações diárias na BA 11, voam dois aviões Alpha-Jet de manhã e dois à tarde, da Esquadra 103-”Caracóis”, para além dos P-3C CUP+, que saem em missões de patrulhamento e pertencentes à Esquadra 601-”Lobos”.
Para definir a capacidade operacional da unidade alentejana, fonte da mesma disse à nossa estação que a Força Aérea “podia fechar todas as bases e colocar tudo em Beja”.
Contactado pela Voz da Planície, o Major Paulo Mineiro, das Relações Públicas da FAP, confirmou a visita dos militares sul-coreanos, baseado “num programa de cooperação e formação”, estando os asiáticos “a avaliarem o que podem vir a fazer”, sustentando o oficial que todo o processo “está numa fase muito embrionária”. Sem confirmar que os contactos podem desembocar “numa futura presença permanente em Beja”, o Major Mineiro justificou que a FAP mostra “o que temos e o podem dar e eles definem o que lhes interessa”, lembrando que existem cooperação lusa com o Estados Unidos da América (EUA), Brasil e países do Magreb.
Recorde-se que a Coreia do Sul, tem nos EUA, o seu maior aliado que há muitos anos mantém uma forte presença na Base das Lajes (Açores), pelo que não é de descartar a vinda dos coreanos para a Base de Beja.
Contactada pela Voz da Planície para prestar esclarecimentos sobre a vinda de duas Esquadras da Força Aérea da Coreia do Sul, a Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional, “prometeu” uma resposta ao assunto, que durante o dia de ontem não chegou. (V.P)
Quase duas décadas depois, a Base Aérea N.º 11 pode voltar a ter estacionadas esquadras militares de outro país. A Correia do Sul pode ser o próximo “ocupante” da BA 11.
Um grupo de militares da Força Aérea da Correia do Sul visitou na segunda-feira as instalações da Base Aérea Nº. 11, sedeada em Beja, com o objectivo de conhecer a infraestrutura e poder instalar duas esquadras no seio interior.
Quase duas décadas depois da saída da Força Aérea Alemã a BA 11, pode voltar a receber forças militares de outro país, tal como sucedeu entre 1979 e 1993, com os alemães.
Segundo apurou a Voz da Planície, acompanhados dos seus homólogos da Força Aérea Portuguesa (FAP), uma delegação militar da Coreia do Sul aterrou na BA 11, a bordo de um Aviocar Casa C-212, tendo visitado a unidade em geral e em particular um dos hangares, conhecido como o “hangar da célula”.
É, segundo apurou a nossa estação, intenção do Governo sul-coreano, instalar, de forma permanente, as suas forças na Europa, e o primeiro objectivo seria Talavera la Real, na Província espanhola de Badajoz, acordo que terá fracassado com o governo de espanhol.
Colocada de lado a hipótese Talavera, o “objectivo” dos coreanos virou-se para Portugal e para Beja, face à dimensão e disponibilidade de instalações na base de Beja, local onde, segundo uma fonte daquela unidade, “há dezenas de edifícios abandonados e sem qualquer utilização desde os tempos dos alemães”, disse o nosso interlocutor.
“Espaço aéreo sem tráfego e céu aberto, excelente clima, sem vento”, é um cenário que a BA 11 ofereceu e que os sul-coreanos consideram como “muito cativantes”. Segundo apurou a nossa estação em termos de operações diárias na BA 11, voam dois aviões Alpha-Jet de manhã e dois à tarde, da Esquadra 103-”Caracóis”, para além dos P-3C CUP+, que saem em missões de patrulhamento e pertencentes à Esquadra 601-”Lobos”.
Para definir a capacidade operacional da unidade alentejana, fonte da mesma disse à nossa estação que a Força Aérea “podia fechar todas as bases e colocar tudo em Beja”.
Contactado pela Voz da Planície, o Major Paulo Mineiro, das Relações Públicas da FAP, confirmou a visita dos militares sul-coreanos, baseado “num programa de cooperação e formação”, estando os asiáticos “a avaliarem o que podem vir a fazer”, sustentando o oficial que todo o processo “está numa fase muito embrionária”. Sem confirmar que os contactos podem desembocar “numa futura presença permanente em Beja”, o Major Mineiro justificou que a FAP mostra “o que temos e o podem dar e eles definem o que lhes interessa”, lembrando que existem cooperação lusa com o Estados Unidos da América (EUA), Brasil e países do Magreb.
Recorde-se que a Coreia do Sul, tem nos EUA, o seu maior aliado que há muitos anos mantém uma forte presença na Base das Lajes (Açores), pelo que não é de descartar a vinda dos coreanos para a Base de Beja.
Contactada pela Voz da Planície para prestar esclarecimentos sobre a vinda de duas Esquadras da Força Aérea da Coreia do Sul, a Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional, “prometeu” uma resposta ao assunto, que durante o dia de ontem não chegou. (V.P)
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