(FAP)A parelha de F-16 da Força Aérea, em alerta permanente na Base Aérea N.º 5, em Monte Real, efectuou, no espaço de 24 horas, o acompanhamento de duas aeronaves civis em situação de emergência.
Na primeira emergência, que aconteceu na tarde de domingo (11 de Novembro), uma aeronave Embraer EJ 190LR reportou perda total dos controlos da aeronave após ter descolado de Alverca, tendo sido activada uma parelha de F-16 que a auxiliou a aterrar em segurança na Base Aérea N.º 11, em Beja.
Já durante a manhã do dia 12 de Novembro, um Boeing 737 da companhia aérea holandesa Transavia, que transportava 149 passageiros a bordo, comunicou problemas de pressurização ao descolar do Funchal (ilha da Madeira), tendo divergido da sua rota e sido acompanhado pelos caças da Força Aérea até aterrar em segurança no Aeroporto de Faro, pelas 12H51.
No decurso destas ocorrências, a Força Aérea activou ainda todo o seu sistema primário de Busca e Salvamento.
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12 de novembro de 2018
23 de maio de 2018
Maior cimeira aeronáutica da Europa arranca esta semana em Portugal
O Ministério da Defesa Nacional é um dos patrocinadores do Portugal Air Summit, a maior cimeira aeronáutica da Europa, em parceria com os três ramos das Forças Armadas e a idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais.
Durante quatro dias, de 24 a 27 de maio, a elite mundial da aviação ligada à indústria, infraestruturas e serviços debatem e analisam o futuro dos sectores da aviação tripulada e não tripulada no Portugal Air Summit, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor.
A edição deste ano, dedicada à sustentabilidade da indústria aeronáutica, reúne mais de 50 oradores e cerca de 100 expositores.
No espaço dedicado à Defesa Nacional, estarão expostas duas maquetes uma do NRP Bartolomeu Dias, com o helicóptero Westland Lynx Mk95 estacionado e outra com o caça General Dynamics F-16 Fighting Falcon e o míssil terra-ar FIM-92 Stinger.
A cimeira incluirá, à semelhança da edição anterior, de um espaço destinado a conferências, área de exposição e workshops, local para diversas demonstrações aéreas, tendo uma área exclusiva para reuniões. (Defesa)
Durante quatro dias, de 24 a 27 de maio, a elite mundial da aviação ligada à indústria, infraestruturas e serviços debatem e analisam o futuro dos sectores da aviação tripulada e não tripulada no Portugal Air Summit, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor.
A edição deste ano, dedicada à sustentabilidade da indústria aeronáutica, reúne mais de 50 oradores e cerca de 100 expositores.
No espaço dedicado à Defesa Nacional, estarão expostas duas maquetes uma do NRP Bartolomeu Dias, com o helicóptero Westland Lynx Mk95 estacionado e outra com o caça General Dynamics F-16 Fighting Falcon e o míssil terra-ar FIM-92 Stinger.
A cimeira incluirá, à semelhança da edição anterior, de um espaço destinado a conferências, área de exposição e workshops, local para diversas demonstrações aéreas, tendo uma área exclusiva para reuniões. (Defesa)
24 de novembro de 2017
Exposição de homenagem ao Major Óscar Monteiro Torres
O Museu do Ar, em Sintra, evoca o centenário da morte do Major Óscar Monteiro Torres – piloto-aviador que morreu em combate, em França, durante a I Guerra Mundial – com uma exposição temporária, patente até ao dia 21 de Janeiro de 2018.
Segundo o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, presente na inauguração no dia 22 de Novembro, esta exposição cumpre o dever da memória e homenageia uma figura de referência da aeronáutica nacional. "Ao evocarmos a morte do Major Óscar Monteiro Torres, estamos a unir gerações que se entregam à aviação militar”, considera o General Manuel Teixeira Rolo.
O Major Monteiro Torres nasceu em Luanda em 1889. Frequentou o curso secundário no Colégio Militar, entre 1900 e 1906, e ingressou na Escola do Exército em 1909.
Abraçou a causa do ar em 1916 e obteve o brevet de piloto em Inglaterra. Foi um dos aviadores que esteve no Corpo Expedicionário Português em França e, em 19 de Novembro de 1917, foi considerado desaparecido após um combate contra aeronaves alemãs, vindo a falecer no dia seguinte num hospital francês.
Promovido a Major a título póstumo, os seus restos mortais viriam a ser trasladados para Portugal em 1930, encontrando-se desde então na Cripta dos Combatentes.
Óscar Monteiro Torres foi condecorado, a título póstumo, com o colar da Ordem da Torre e Espada e com a medalha da Cruz de Guerra da 1.ª Classe, por Portugal, e a Legião de Honra, pelo Estado francês.(FAP)
Segundo o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, presente na inauguração no dia 22 de Novembro, esta exposição cumpre o dever da memória e homenageia uma figura de referência da aeronáutica nacional. "Ao evocarmos a morte do Major Óscar Monteiro Torres, estamos a unir gerações que se entregam à aviação militar”, considera o General Manuel Teixeira Rolo.
O Major Monteiro Torres nasceu em Luanda em 1889. Frequentou o curso secundário no Colégio Militar, entre 1900 e 1906, e ingressou na Escola do Exército em 1909.
Abraçou a causa do ar em 1916 e obteve o brevet de piloto em Inglaterra. Foi um dos aviadores que esteve no Corpo Expedicionário Português em França e, em 19 de Novembro de 1917, foi considerado desaparecido após um combate contra aeronaves alemãs, vindo a falecer no dia seguinte num hospital francês.
Promovido a Major a título póstumo, os seus restos mortais viriam a ser trasladados para Portugal em 1930, encontrando-se desde então na Cripta dos Combatentes.
Óscar Monteiro Torres foi condecorado, a título póstumo, com o colar da Ordem da Torre e Espada e com a medalha da Cruz de Guerra da 1.ª Classe, por Portugal, e a Legião de Honra, pelo Estado francês.(FAP)
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2 de outubro de 2017
100º ANIVERSÁRIO DA AVIAÇÃO NAVAL
O Museu de Marinha albergará uma exposição temporária comemorando o centenário da Aviação Naval, onde se pretende colocar em perspectiva toda a história da Aviação Naval, desde a sua criação, em 1917, até aos dias de hoje. Actualmente, a Aviação Naval está representada pela Esquadrilha de Helicópteros, que continua a cumprir diversas missões operacionais ao serviço da Marinha Portuguesa. A exposição abre ao público no dia 4 de Outubro e poderá ser visitada diariamente no Museu de Marinha – Pavilhão das Galeotas, entre as 10h e as 17h.
Destaque, ainda, para o lançamento de duas obras literárias intimamente relacionadas com a temática da Aviação Naval: a reedição da obra “Quando a Marinha tinha Asas”, de Viriato Tadeu, representando a história da Aviação Naval entre 1916 e 1952 e o lançamento da obra de inéditos de Gago Coutinho, intitulada “Almirante Pioneiro com Alma de Tenente – Memórias de Gago Coutinho”, com organização do Doutor Rui Pinto. As obras poderão ser adquiridas na Loja do Museu de Marinha.
Destaque, ainda, para o lançamento de duas obras literárias intimamente relacionadas com a temática da Aviação Naval: a reedição da obra “Quando a Marinha tinha Asas”, de Viriato Tadeu, representando a história da Aviação Naval entre 1916 e 1952 e o lançamento da obra de inéditos de Gago Coutinho, intitulada “Almirante Pioneiro com Alma de Tenente – Memórias de Gago Coutinho”, com organização do Doutor Rui Pinto. As obras poderão ser adquiridas na Loja do Museu de Marinha.
27 de setembro de 2017
PRESIDENTE DA REPÚBLICA ASSISTE À CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO DA AVIAÇÃO NAVAL
Na próxima quinta-feira, 28 de Setembro, a partir das 14h40 junto ao monumento da travessia do Atlântico Sul em Belém assinalam-se os 100 anos da aviação naval em Belém, com desfile militar, demonstração aérea, parada naval no rio Tejo e actuação da Banda da Armada.(MGP)
27 de julho de 2017
Nos cem anos da constituição dos Serviços de Aviação do Corpo Expedicionário Português, da activação do Centro de Aviação Marítima de Lisboa e da projecção da Esquadrilha Expedicionária a Moçambique, evoca-se a criação da componente aérea nacional através de uma exposição temporária que retrata a acção da Aeronáutica Naval e Militar durante a Grande Guerra.
Apresente exposição insere-se na programação da Comissão Coordenadora da Evocação da I Guerra Mundial, sob coordenação da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea e com a colaboração da Comissão Cultural de Marinha, Comissão de História e Cultura Militar e da Liga dos Combatentes.
Horário:
todos os dias das 10h00 às 18h00 ( Horário de verão – 1 de maio a 30 de Setembro)
todos os dias das 10h00 às 17h00 ( Horário de inverno – 1 de Outubro a 30 de Abril)
Local de realização:
Museu de Marinha | Pavilhão das Galeotas | Praça do Império - Belém, 1400-206 Lisboa (MGP)
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7 de junho de 2017
Museu do Ar recebe exposição do Centenário da I Guerra Mundial
No dia 05 de Junho, foi inaugurado no Museu do Ar, em Sintra, a exposição evocativa do Centenário da I Guerra Mundial, subordinada ao tema ‘Aviação Militar Portuguesa 1914 – 1918’.
A exposição estará patente no Museu do Ar até dia 23 de Julho, seguindo para o Museu da Marinha em 28 de Julho, onde permanecerá até 12 de Outubro.
O Museu do Combatente, em Belém, irá acolher a exposição de 16 de Outubro a 31 de Dezembro de 2017.
Nos dois primeiros meses do próximo ano, o Museu Militar de Lisboa receberá a exposição, seguindo-se outros locais a definir. (FAP)
A exposição estará patente no Museu do Ar até dia 23 de Julho, seguindo para o Museu da Marinha em 28 de Julho, onde permanecerá até 12 de Outubro.
O Museu do Combatente, em Belém, irá acolher a exposição de 16 de Outubro a 31 de Dezembro de 2017.
Nos dois primeiros meses do próximo ano, o Museu Militar de Lisboa receberá a exposição, seguindo-se outros locais a definir. (FAP)
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12 de junho de 2016
Ogma atinge lucro recorde de 11,6 milhões de Euros
Diversificar capacidades e conquistar novos mercados são as grandes apostas estratégicas da Ogma – Indústria Aeronáutica de Portugal, que fechou o ano de 2015 com um lucro recorde de 11,6 milhões de euros. A empresa de Alverca não conseguiu evitar o impacto da crise económica que afecta vários países africanos e o mercado português já representa menos de 4% das suas encomendas, mas tem conseguido novos contratos importantes na Europa. Até final do ano, a Ogma inaugura um hangar de pintura onde investiu oito milhões de euros e inicia a produção em série de componentes para o novo KC-390.
Com 1595 postos de trabalho e um volume de negócios de 188 milhões de euros (cresceu 13% em 2015), a Ogma é a maior indústria portuguesa do sector aeronáutico e o maior empregador do concelho de Vila Franca de Xira. Ocupa uma área de 44 hectares junto à cidade de Alverca e completa, no final deste mês, 98 anos de existência – nasceu a 29 de Junho de 1918 como Parque de Material Aeronáutico, passou dez anos depois a Oficinas Gerais de Material Aeronáutico e adoptou a actual designação em 1994.´
“Se queremos manter os nossos actuais empregos e aumentar a empresa, temos de mudar muita coisa para nos adaptarmos ao mercado”, sustenta Rodrigo Rosa, presidente da comissão executiva da Ogma, em declarações ao PÚBLICO. O gestor brasileiro, de 40 anos, sublinha que a política da empresa está, sobretudo, centrada na diversificação, procurando paulatinamente reduzir a sua tradicional dependência da manutenção de aviões militares e dos serviços prestados à Força Aérea Portuguesa (FAP). Nesse sentido, Rodrigo Rosa faz um balanço francamente positivo dos 11 anos de gestão liderada pela Embraer, grupo brasileiro que, em 2005, adquiriu 65% do capital da Ogma – o Estado português mantém os restantes 35%.
Diversificar para sobreviver
Em 2015, a Indústria Aeronáutica de Portugal alcançou o seu melhor resultado de sempre, com lucros de 11,6 milhões de euros (mais 4,8 milhões do que no exercício anterior). O sector de fabrico de componentes já representa 30% dos negócios e é notória a diversificação do trabalho feito na área de manutenção, com o segmento dos aviões comerciais a crescer bastante. “A empresa tem procurado distanciar-se de realidades do passado. Há muitos anos, a Ogma dependia de uma só actividade e a FAP era, quase só ela, responsável por todo o negócio da empresa. Transitar para uma outra realidade é bom e saudável para a Ogma”, diz Rodrigo Rosa, frisando que sair da dependência de uma linha muito assente na manutenção de aviões militares foi outra questão determinante para “equilibrar o negócio”.
“A nossa estratégia tem sido muito no sentido de nos estruturarmos de forma a atacar outros mercados que compensem possíveis dificuldades. E temos tido sucesso noutros mercados onde grandes concorrentes já estavam estabelecidos. Capacitámo-nos para ir para outros mercados”, afiança o presidente da empresa.
Os resultados dessa estratégia reflectiram-se já nos últimos exercícios e o impacto das dificuldades que atravessam alguns países africanos como Angola foi, de certo modo, atenuado. “Se dependêssemos só de um mercado estaríamos mal. Percebemos que teríamos de diversificar para minimizar riscos”, observa Rodrigo Rosa, citando exemplos como o contrato com a Força Aérea Francesa (dez anos de manutenção de aviões) e os contratos recentemente estabelecidos na Suécia e na Holanda.
Motores decisivos
Curiosamente, o maior contributo para a melhoria dos resultados da Ogma até resultou, em certa medida, das dificuldades previstas pela britânica Rolls Royce, o maior cliente da empresa portuguesa na área da reparação de motores, que alertou, em 2014, para uma previsível quebra de encomendas. “O mais diferenciador foi mesmo a linha de negócios de motores. Saímos para o mercado para desenvolver outros negócios que compensassem, mas o volume de negócio da Rolls Royce acabou por ser melhor do que eles estimavam. A nossa iniciativa de ir ao mercado para trazer novos negócios também foi bem-sucedida e contribuiu muito positivamente para este resultado”, salienta.
Já na área do fabrico, a Ogma está envolvida desde início no projecto do KC-390, um novo avião da Embraer que pretende ocupar o espaço do antigo C-130. A empresa portuguesa investiu 34 milhões de euros no projecto e ficou responsável pelo fabrico da fuselagem. Já produziu componentes para dois protótipos e inicia, este ano, o fabrico em série. O processo tem ficado, todavia, aquém das expectativas iniciais e revelou-se mais lento do que previsto. Até ao momento, a encomenda de 28 aeronaves para a Força Aérea Brasileira (FAB) será o único contrato já firmado, mas a FAB também atravessa dificuldades financeiras e reprogramou (atrasou) as entregas.
Ainda este ano, a Ogma vai inaugurar um novo hangar vocacionado para a pintura de aviões, que utiliza as mais modernas tecnologias e equipamento robotizado. Um investimento de oito milhões de euros que Rodrigo Rosa acredita que vai abrir novas perspectivas. “Nos últimos anos, investimos uma média de dez milhões de euros por ano. Agora, passamos a ter também a capacidade de ter um negócio de pintura. Com essa capacidade, precisamos de desenvolver mercado nesta área”, conclui. (Público)
Com 1595 postos de trabalho e um volume de negócios de 188 milhões de euros (cresceu 13% em 2015), a Ogma é a maior indústria portuguesa do sector aeronáutico e o maior empregador do concelho de Vila Franca de Xira. Ocupa uma área de 44 hectares junto à cidade de Alverca e completa, no final deste mês, 98 anos de existência – nasceu a 29 de Junho de 1918 como Parque de Material Aeronáutico, passou dez anos depois a Oficinas Gerais de Material Aeronáutico e adoptou a actual designação em 1994.´
“Se queremos manter os nossos actuais empregos e aumentar a empresa, temos de mudar muita coisa para nos adaptarmos ao mercado”, sustenta Rodrigo Rosa, presidente da comissão executiva da Ogma, em declarações ao PÚBLICO. O gestor brasileiro, de 40 anos, sublinha que a política da empresa está, sobretudo, centrada na diversificação, procurando paulatinamente reduzir a sua tradicional dependência da manutenção de aviões militares e dos serviços prestados à Força Aérea Portuguesa (FAP). Nesse sentido, Rodrigo Rosa faz um balanço francamente positivo dos 11 anos de gestão liderada pela Embraer, grupo brasileiro que, em 2005, adquiriu 65% do capital da Ogma – o Estado português mantém os restantes 35%.
Diversificar para sobreviver
Em 2015, a Indústria Aeronáutica de Portugal alcançou o seu melhor resultado de sempre, com lucros de 11,6 milhões de euros (mais 4,8 milhões do que no exercício anterior). O sector de fabrico de componentes já representa 30% dos negócios e é notória a diversificação do trabalho feito na área de manutenção, com o segmento dos aviões comerciais a crescer bastante. “A empresa tem procurado distanciar-se de realidades do passado. Há muitos anos, a Ogma dependia de uma só actividade e a FAP era, quase só ela, responsável por todo o negócio da empresa. Transitar para uma outra realidade é bom e saudável para a Ogma”, diz Rodrigo Rosa, frisando que sair da dependência de uma linha muito assente na manutenção de aviões militares foi outra questão determinante para “equilibrar o negócio”.
“A nossa estratégia tem sido muito no sentido de nos estruturarmos de forma a atacar outros mercados que compensem possíveis dificuldades. E temos tido sucesso noutros mercados onde grandes concorrentes já estavam estabelecidos. Capacitámo-nos para ir para outros mercados”, afiança o presidente da empresa.
Os resultados dessa estratégia reflectiram-se já nos últimos exercícios e o impacto das dificuldades que atravessam alguns países africanos como Angola foi, de certo modo, atenuado. “Se dependêssemos só de um mercado estaríamos mal. Percebemos que teríamos de diversificar para minimizar riscos”, observa Rodrigo Rosa, citando exemplos como o contrato com a Força Aérea Francesa (dez anos de manutenção de aviões) e os contratos recentemente estabelecidos na Suécia e na Holanda.
Motores decisivos
Curiosamente, o maior contributo para a melhoria dos resultados da Ogma até resultou, em certa medida, das dificuldades previstas pela britânica Rolls Royce, o maior cliente da empresa portuguesa na área da reparação de motores, que alertou, em 2014, para uma previsível quebra de encomendas. “O mais diferenciador foi mesmo a linha de negócios de motores. Saímos para o mercado para desenvolver outros negócios que compensassem, mas o volume de negócio da Rolls Royce acabou por ser melhor do que eles estimavam. A nossa iniciativa de ir ao mercado para trazer novos negócios também foi bem-sucedida e contribuiu muito positivamente para este resultado”, salienta.
Já na área do fabrico, a Ogma está envolvida desde início no projecto do KC-390, um novo avião da Embraer que pretende ocupar o espaço do antigo C-130. A empresa portuguesa investiu 34 milhões de euros no projecto e ficou responsável pelo fabrico da fuselagem. Já produziu componentes para dois protótipos e inicia, este ano, o fabrico em série. O processo tem ficado, todavia, aquém das expectativas iniciais e revelou-se mais lento do que previsto. Até ao momento, a encomenda de 28 aeronaves para a Força Aérea Brasileira (FAB) será o único contrato já firmado, mas a FAB também atravessa dificuldades financeiras e reprogramou (atrasou) as entregas.
Ainda este ano, a Ogma vai inaugurar um novo hangar vocacionado para a pintura de aviões, que utiliza as mais modernas tecnologias e equipamento robotizado. Um investimento de oito milhões de euros que Rodrigo Rosa acredita que vai abrir novas perspectivas. “Nos últimos anos, investimos uma média de dez milhões de euros por ano. Agora, passamos a ter também a capacidade de ter um negócio de pintura. Com essa capacidade, precisamos de desenvolver mercado nesta área”, conclui. (Público)
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27 de janeiro de 2016
3 de setembro de 2015
Força Aérea nas cerimónias em honra de N.ª Sr.ª do Loreto
No dia 31 de Agosto, a Força Aérea participou nas Cerimónias Religiosas das Festas em honra de Nossa Senhora do Loreto – Padroeira Universal da Aviação, que tiveram lugar em Alcafozes, Idanha-a-Nova.
Foi celebrada uma missa campal, no Santuário de N.ª Sra. do Loreto, que contou com a colaboração do Capelão-adjunto para a Força Aérea, Coronel Joaquim Martins, com a presença de uma Guarda de Honra ao Altar, Terno de clarins e caixa e ainda Estandarte da Força Aérea.
Terminada a missa, iniciou-se a procissão em honra da Padroeira Universal da Aviação, na qual os presentes acompanharam o andor de N.ª Sra. do Loreto, transportado por Cadetes da Academia da Força Aérea e sobrevoado por uma parelha de F-16.
Nestas cerimónias o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea fez-se representar pelo 2º Comandante Aéreo, Major-General Cartaxo Alves. (FAP)
Foi celebrada uma missa campal, no Santuário de N.ª Sra. do Loreto, que contou com a colaboração do Capelão-adjunto para a Força Aérea, Coronel Joaquim Martins, com a presença de uma Guarda de Honra ao Altar, Terno de clarins e caixa e ainda Estandarte da Força Aérea.
Terminada a missa, iniciou-se a procissão em honra da Padroeira Universal da Aviação, na qual os presentes acompanharam o andor de N.ª Sra. do Loreto, transportado por Cadetes da Academia da Força Aérea e sobrevoado por uma parelha de F-16.
Nestas cerimónias o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea fez-se representar pelo 2º Comandante Aéreo, Major-General Cartaxo Alves. (FAP)
6 de junho de 2015
Força Aérea dos EUA está a desenvolver aviões e armas hipersónicas
Foi confirmado que está a ser desenvolvido um avião de velocidade hipersónica numa colaboração entre a Força Aérea dos EUA e a DARPA, cujo resultado também ajudará a aplicar a tecnologia em armamento.
O objectivo é conseguir criar um avião que consiga atingir velocidades de Mach 5, ou seja de 6.125km/h. As duas entidades estimam que com esta tecnologia seja possível fazer uma viagem de avião de Nova Iorque a Los Angeles em cerca de meia hora.
Juntamente com este avião será desenvolvido equipamento que possa ser usado no exército, sendo que o Military refere que está a ser considerado “sensores de transporte, equipamento variado e armamento do futuro, dependendo de como a tecnologia evoluir.” (NM)
O objectivo é conseguir criar um avião que consiga atingir velocidades de Mach 5, ou seja de 6.125km/h. As duas entidades estimam que com esta tecnologia seja possível fazer uma viagem de avião de Nova Iorque a Los Angeles em cerca de meia hora.
Juntamente com este avião será desenvolvido equipamento que possa ser usado no exército, sendo que o Military refere que está a ser considerado “sensores de transporte, equipamento variado e armamento do futuro, dependendo de como a tecnologia evoluir.” (NM)
27 de maio de 2015
Protocolo aproxima clusters ibéricos de aeronáutica
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional aquando da assinatura de um protocolo entre a AED - Associação Nacional de Aeronáutica, Espaço e Defesa e a congénere andaluza, Fundación Hélice, afirmou que "está na hora de estender às empresas que operam dos dois lados da nossa fronteira a cooperação" que se tem verificado ao nível dos dois Estados.
Berta Cabral acredita que, "sem perda de identidade de cada parte, é possível construir um cluster de indústrias de aeronáutica e do espaço com dimensão ibérica e fazer dele uma relação win-win para portugueses e espanhóis".
"Ganhar dimensão é muito importante nesta fase, até porque os nossos competidores directos são normalmente gigantes no cenário internacional", justificou a governante, realçando o papel da idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais na promoção externa e interna deste sector, além do trabalho de estímulo ao estabelecimento de parcerias.
A governante afirmou a disponibilidade do Governo português para apoiar iniciativas que abram portas às empresas portuguesas associadas ao universo da lusofonia, sobretudo em África e na América do Sul, onde também se espera reciprocidade do Governo espanhol relativamente aos espaços da hispanidade.
O protocolo assinado pelo General José Cordeiro, presidente da AED, e por Joaquín Rodriguez Grau, homólogo da Fundación Hélice, visa aumentar o conhecimento mútuo das empresas dos clusters português e espanhol da aeronáutica, aviação e espaço e instigar parcerias entre elas.
Em Sevilha, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visitou o CATEC - Centro Avançado de Tecnologias, no Aerópolis - Parque Tecnológico Aeroespacial da Andaluzia acompanhada por uma delegação de empresários nacionais do sector e foi recebida pelo Director-Geral da IDEA - Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia.
Antes, Berta Cabral encontrou-se ainda com o Delegado do Governo Espanhol na Andaluzia, Antonio Sanz.
Já durante a tarde, a governante teve a oportunidade de conhecer a linha de montagem do A-400M nas instalações da Airbus Defence & Space, também nos arredores de Sevilha. (Defesa)
Berta Cabral acredita que, "sem perda de identidade de cada parte, é possível construir um cluster de indústrias de aeronáutica e do espaço com dimensão ibérica e fazer dele uma relação win-win para portugueses e espanhóis".
"Ganhar dimensão é muito importante nesta fase, até porque os nossos competidores directos são normalmente gigantes no cenário internacional", justificou a governante, realçando o papel da idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais na promoção externa e interna deste sector, além do trabalho de estímulo ao estabelecimento de parcerias.
A governante afirmou a disponibilidade do Governo português para apoiar iniciativas que abram portas às empresas portuguesas associadas ao universo da lusofonia, sobretudo em África e na América do Sul, onde também se espera reciprocidade do Governo espanhol relativamente aos espaços da hispanidade.
O protocolo assinado pelo General José Cordeiro, presidente da AED, e por Joaquín Rodriguez Grau, homólogo da Fundación Hélice, visa aumentar o conhecimento mútuo das empresas dos clusters português e espanhol da aeronáutica, aviação e espaço e instigar parcerias entre elas.
Em Sevilha, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visitou o CATEC - Centro Avançado de Tecnologias, no Aerópolis - Parque Tecnológico Aeroespacial da Andaluzia acompanhada por uma delegação de empresários nacionais do sector e foi recebida pelo Director-Geral da IDEA - Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia.
Antes, Berta Cabral encontrou-se ainda com o Delegado do Governo Espanhol na Andaluzia, Antonio Sanz.
Já durante a tarde, a governante teve a oportunidade de conhecer a linha de montagem do A-400M nas instalações da Airbus Defence & Space, também nos arredores de Sevilha. (Defesa)
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21 de maio de 2015
14 de maio de 2015
NASA testa novo design de asas para aviões
A Agência Espacial Norte-Americana (NASA, na sigla em inglês), em colaboração com a FlexSys, uma empresa de engenharia ligada à Força Aérea dos Estados Unidos, testou com êxito, num projecto que dura há mais de um ano, um novo design de asas de aeronaves que promete revolucionar o mundo da aviação. Com uma mudança de flaps (parte integrante das asas), esta novidade vai permitir que os pilotos possam mudar o ângulo das asas em pleno voo, garantindo a aerodinâmica e a segurança do avião. O desenvolvimento desta nova tecnologia poderá trazer, segundo os investigadores, várias vantagens para os passageiros, assim como para as companhias aéreas. Além de viagens mais rápidas, existe uma redução do barulho gerado pelo avião e um menor consumo de combustível. (CM)
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5 de maio de 2015
O "novo" Tupolev 160
O bombardeiro pesado Tupolev Tu-160 será equipado com um sistema rádio-electrónico de combate avançado, altamente eficaz contra mísseis antiaéreos, relata o grupo russo Concern Radio-Electronic Tecnologies (KRET).
A KRET está desenvolvendo um novo sistema de navegação, um complexo de mira, um sistema de controle de armas e outros equipamentos electrónicos. Um total de 800 firmas e organizações estão envolvidas na modernização da aeronave.
Rússia vai renovar todo o projecto do bombardeiro supersónico. A empresa está desenvolvendo sistemas de controle do motor e de consumo de combustível, assim como um serviço de manutenção que ajudaria a tripulação em situações mais complexas.
No dia 29 de Abril, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, visitou o grupo de Produção de Aeronaves de Kazan e pediu a continuidade da produção do Tu-160. "Não existe nada igual ao Tu-160 em aeronaves supersónicas", disse Shoigu.
O Tu-160 é um bombardeiro pesado/transportador de mísseis projectado pelo Tupolev Design Bureau na União Soviética no fim da década de 1970 e no começo dos anos 1980. A aeronave fez seu primeiro voo como parte da força aérea do país em 1987.
Na aviação de longa distância russa, o Tu-160 foi apelidado de "Cisne Branco". Sua construção original era "stealth" e permitia à aeronave manter-se no ar sem ser avistada por radares durante longas missões de combate.
O Tu-160 tem 44 recordes mundiais em altitude de voo e alcance de operação. A marca mais recente a ser estabelecida foi a de 18 mil quilómetros durante um voo contínuo de 24 horas e 24 minutos. (sputniknews)
A KRET está desenvolvendo um novo sistema de navegação, um complexo de mira, um sistema de controle de armas e outros equipamentos electrónicos. Um total de 800 firmas e organizações estão envolvidas na modernização da aeronave.
Rússia vai renovar todo o projecto do bombardeiro supersónico. A empresa está desenvolvendo sistemas de controle do motor e de consumo de combustível, assim como um serviço de manutenção que ajudaria a tripulação em situações mais complexas.
No dia 29 de Abril, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, visitou o grupo de Produção de Aeronaves de Kazan e pediu a continuidade da produção do Tu-160. "Não existe nada igual ao Tu-160 em aeronaves supersónicas", disse Shoigu.
O Tu-160 é um bombardeiro pesado/transportador de mísseis projectado pelo Tupolev Design Bureau na União Soviética no fim da década de 1970 e no começo dos anos 1980. A aeronave fez seu primeiro voo como parte da força aérea do país em 1987.
Na aviação de longa distância russa, o Tu-160 foi apelidado de "Cisne Branco". Sua construção original era "stealth" e permitia à aeronave manter-se no ar sem ser avistada por radares durante longas missões de combate.
O Tu-160 tem 44 recordes mundiais em altitude de voo e alcance de operação. A marca mais recente a ser estabelecida foi a de 18 mil quilómetros durante um voo contínuo de 24 horas e 24 minutos. (sputniknews)
28 de abril de 2015
Medalhas do Centenário apresentadas no Museu do Ar
O Museu do Ar (MUSAR), em Sintra, acolheu o lançamento da colecção de medalhas “DEZ DÉCADAS DE FORÇA AÉREA”, numa cerimónia que se realizou no dia 27 de Abril.
No seguimento das celebrações do Centenário da Aviação Militar em Portugal, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), com o apoio da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea, emitiu uma colecção de 10 medalhas com as aeronaves mais significativas dos últimos 100 anos.
As peças reflectem a evolução da aviação militar nacional, bem como o saber, a dedicação e o esforço daqueles que as voaram ou mantiveram, no cumprimento do Dever e da Missão ao serviço do País .
A cerimónia no MUSAR serviu ainda para apresentar ao público uma colecção de ilustrações alusivas ao Centenário da Aviação Militar e um projecto chamado “O Deperdussin para o Museu do Ar”. A presidir o evento esteve o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, acompanhado por altas entidades militares e civis.(FAP)
No seguimento das celebrações do Centenário da Aviação Militar em Portugal, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), com o apoio da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea, emitiu uma colecção de 10 medalhas com as aeronaves mais significativas dos últimos 100 anos.
As peças reflectem a evolução da aviação militar nacional, bem como o saber, a dedicação e o esforço daqueles que as voaram ou mantiveram, no cumprimento do Dever e da Missão ao serviço do País .
A cerimónia no MUSAR serviu ainda para apresentar ao público uma colecção de ilustrações alusivas ao Centenário da Aviação Militar e um projecto chamado “O Deperdussin para o Museu do Ar”. A presidir o evento esteve o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, acompanhado por altas entidades militares e civis.(FAP)
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22 de abril de 2015
Exposição do Centenário da Aviação Militar
A Força Aérea inaugurou, a 21 de Abril de 2015, uma exposição sobre o Centenário da Aviação Militar na Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria. Esta estará presente ao público até 20 de maio de 2015.
A inauguração foi presidida pelo Presidente da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea, Tenente-General Mimoso e Carvalho. Houve lugar a uma conferência sobre a “Génese da Aviação Militar”. Depois, decorreu também uma sessão de esclarecimento pelo Centro de Recrutamento da Força Aérea, com participação da Academia da Força Aérea, para eventuais interessados em candidaturas à Força Aérea (dado o facto de os acontecimentos terem tido lugar numa escola secundária).
Na exposição é possível saber um pouco mais sobre o que têm sido estes primeiros cem anos desde que a Aviação em Portugal foi usada em fins militares. Está exposta uma aeronave Tiger Moth. (FAP)
A inauguração foi presidida pelo Presidente da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea, Tenente-General Mimoso e Carvalho. Houve lugar a uma conferência sobre a “Génese da Aviação Militar”. Depois, decorreu também uma sessão de esclarecimento pelo Centro de Recrutamento da Força Aérea, com participação da Academia da Força Aérea, para eventuais interessados em candidaturas à Força Aérea (dado o facto de os acontecimentos terem tido lugar numa escola secundária).
Na exposição é possível saber um pouco mais sobre o que têm sido estes primeiros cem anos desde que a Aviação em Portugal foi usada em fins militares. Está exposta uma aeronave Tiger Moth. (FAP)
7 de abril de 2015
Embraer quer fabricar novos jactos em Évora
A Embraer, dona da OGMA, quer trazer para as fábricas de Évora a produção de componentes para a nova série de aviões executivos E-Jets, a série E2. A fabricante brasileira de aviões já está em contactos com o Governo português para aproveitar os fundos comunitários do programa Portugal 2020, diz, em entrevista exclusiva ao Diário Económico, Frederico Fleury Curado, presidente-executivo do grupo Embraer.
"Já desenvolvemos os protótipos dos novos E-Jets, a série E2, em Évora e estamos a discutir com o Governo português, no âmbito do Portugal 2020, que se faça em Évora a fabricação dos aviões", explicou. Os fundos comunitários "são um dos pontos importantes para a decisão", admitiu, embora não seja o único. Já a construção das fábricas de Évora, onde "a experiência tem sido bastante positiva", foi realizada com o apoio de fundos comunitários e Frederico Fleury Curado quer replicar o modelo para trazer a nova série para Portugal, embora não revele qual o investimento previsto em Évora.
A Embraer vai agora começar a preparar as candidaturas mas, garante o presidente da empresa brasileira, "não podemos esperar até 2020. Nos próximos 12 meses gostaríamos de ter uma decisão porque precisamos de definir onde vamos fixar a produção dos componentes".
Questionado sobre se está prevista a produção de mais partes do cargueiro militar KC-390 em Portugal, nomeadamente do "cérebro" do avião, Frederico Fleury Curado revela apenas que a empresa já montou um núcleo de engenharia mas "ainda está a avaliar as oportunidades". A OGMA, onde a Embraer tem 75% do capital produz a fuselagem central do avião e há outros componentes que estão a ser fabricados em Évora.
"No caso dos KC-390 o acordo inicial de parceria entre o Brasil e Portugal diz respeito a segmentos produzidos pela OGMA. O que está a ser feito em Évora vai além do nosso compromisso. Foi decisão da Embraer fazer em Évora essa fabricação. Podíamos ter escolhido o Brasil ou outro local", frisa Frederico Fleury Curado.
No memorando de entendimento consta ainda a intenção do Governo português de comprar seis KC-390 para substituir os actuais C-130 da Força Aérea Portuguesa. A compra ainda não está fechada e o presidente-executivo da Embraer não quis adiantar detalhes sobre o estado das negociações mas a Lei da Programação Militar prevê já uma verba de 40 milhões de euros iniciais para a aquisição destas aeronaves. "É bastante natural que a aquisição venha a ocorrer, até porque faz parte dos compromissos", admite Fleury Curado. "Como fabricante vamos aguardar a necessidade do cliente, neste caso o Estado português. Não há pressão de tempo."
Apesar de Portugal ter um peso relevante na actividade industrial da Embraer - que, além do Brasil, tem fábricas nos Estados Unidos - o presidente da empresa não prevê a construção de mais unidades em Portugal. "Antes de pensarmos em novas fábricas temos de expandir a capacidade nas fábricas que temos. Esta expansão vai depender do crescimento da empresa. Tudo depende do mercado", conclui.(Económico)
"Já desenvolvemos os protótipos dos novos E-Jets, a série E2, em Évora e estamos a discutir com o Governo português, no âmbito do Portugal 2020, que se faça em Évora a fabricação dos aviões", explicou. Os fundos comunitários "são um dos pontos importantes para a decisão", admitiu, embora não seja o único. Já a construção das fábricas de Évora, onde "a experiência tem sido bastante positiva", foi realizada com o apoio de fundos comunitários e Frederico Fleury Curado quer replicar o modelo para trazer a nova série para Portugal, embora não revele qual o investimento previsto em Évora.
A Embraer vai agora começar a preparar as candidaturas mas, garante o presidente da empresa brasileira, "não podemos esperar até 2020. Nos próximos 12 meses gostaríamos de ter uma decisão porque precisamos de definir onde vamos fixar a produção dos componentes".
Questionado sobre se está prevista a produção de mais partes do cargueiro militar KC-390 em Portugal, nomeadamente do "cérebro" do avião, Frederico Fleury Curado revela apenas que a empresa já montou um núcleo de engenharia mas "ainda está a avaliar as oportunidades". A OGMA, onde a Embraer tem 75% do capital produz a fuselagem central do avião e há outros componentes que estão a ser fabricados em Évora.
"No caso dos KC-390 o acordo inicial de parceria entre o Brasil e Portugal diz respeito a segmentos produzidos pela OGMA. O que está a ser feito em Évora vai além do nosso compromisso. Foi decisão da Embraer fazer em Évora essa fabricação. Podíamos ter escolhido o Brasil ou outro local", frisa Frederico Fleury Curado.
No memorando de entendimento consta ainda a intenção do Governo português de comprar seis KC-390 para substituir os actuais C-130 da Força Aérea Portuguesa. A compra ainda não está fechada e o presidente-executivo da Embraer não quis adiantar detalhes sobre o estado das negociações mas a Lei da Programação Militar prevê já uma verba de 40 milhões de euros iniciais para a aquisição destas aeronaves. "É bastante natural que a aquisição venha a ocorrer, até porque faz parte dos compromissos", admite Fleury Curado. "Como fabricante vamos aguardar a necessidade do cliente, neste caso o Estado português. Não há pressão de tempo."
Apesar de Portugal ter um peso relevante na actividade industrial da Embraer - que, além do Brasil, tem fábricas nos Estados Unidos - o presidente da empresa não prevê a construção de mais unidades em Portugal. "Antes de pensarmos em novas fábricas temos de expandir a capacidade nas fábricas que temos. Esta expansão vai depender do crescimento da empresa. Tudo depende do mercado", conclui.(Económico)
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30 de março de 2015
EFEMÉRIDE -INÍCIO DA TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO DO HIDROAVIÃO NAVAL
A dia 30 de Março de 1922, teve início a viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro num hidroavião Naval pilotado por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. (MGP)
19 de março de 2015
O barulhento bombardeiro Tupolev Tu-95
Quando cruzou os céus pela primeira vez, no começo da década de 50, o enorme avião Tupolev Tu-95 era o maior símbolo do poderio militar soviético. Até seu apelido, "Urso", fazia referência a seu tamanho e sua força.
Suas hélices pareciam antiquadas diante dos olhos ocidentais, que já viviam uma era revolucionária no design de aviões, com a tecnologia de motores a jacto.
Poucas pessoas acreditariam que, quase 60 anos depois, o avião ainda estaria na linha de frente da aviação russa, actuando como um bombardeiro estratégico ou fazendo o patrulhamento de longo alcance
Outra função do Tu-95, curiosamente, é servir como um avião "espião", ainda que seja o mais barulhento do mundo nessa categoria. Em Fevereiro, o TU-95 foi destaque no noticiários mundiais, depois que dois deles foram detectados perto do espaço aéreo da Grã-Bretanha e escoltados por caças da Força Aérea britânica.
A manobra era uma patrulha comum que os TU-95 faziam no auge da Guerra Fria e que recentemente a Rússia retomou. Mas a história de porque a Rússia ainda confia nessa máquina é mais interessante do que parece.
O TU-95 continua no activo, em parte, por causa de seu visionário criador. Andrei Tupolev era o principal designer de grandes aviões da antiga União Soviética, um engenheiro superdotado que foi preso durante o regime de Stalin por causa de acusações forjadas.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial e o início da Guerra Fria com os Estados Unidos, Tupolev ajudou a criar o primeiro bombardeiro nuclear soviético, o Tu-4.
Tratava-se de uma cópia do Boeing B-29 Superfortress, o avião que lançou as duas bombas atómicas sobre o Japão. Muitas dessas aeronaves caíram em território soviético durante a campanha americana contra os japoneses, e os soviéticos conseguiram montar sua réplica com base em engenharia reversa.
Apesar disso, o Tu-4 não tinha alcance para chegar aos Estados Unidos a partir das bases soviéticas. Em 1952, Tupolev e outro importante designer aeronáutico da época, Vladimir Myasishchev, receberam a encomenda de projectar um bombardeiro capaz de carregar 11 toneladas de ogivas por 8 mil quilómetros, o suficiente para atingir o coração do território americano.
Enquanto o seu concorrente apostou em um projecto ousado, Tupolev decidiu misturar alguma tecnologias já testadas e aprovadas com ideias que surgiram com a primeira geração de jactos. "Foi uma abordagem vista como menos arriscada do que a concepção de Myasishchev", explica Douglas Barrie, analista de aviação do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, uma think-tank com sede na Grã-Bretanha.
O Tu-95 é uma aeronave gigantesca: tem 46 metros de comprimento e 50 metros de envergadura. Vazio, o avião pesa 90 toneladas e é movido por quatro enormes turbo hélices. O TU-95 tem oito conjuntos de hélices. Toda essa força é suficiente para fazê-lo alcançar mais de 800 km/h, velocidade quase semelhante à atingida por jactos comerciais modernos.
Diferente da maioria dos aviões a hélice, as asas do Tu-95 apontam para trás em um ângulo de 35 graus, um pouco como os primeiros caças a serem produzidos. Isso ajudou a aeronave a diminuir o arrasto e alcançar alta velocidade.
Os motores de Tupolev propulsionam dois conjuntos de lâminas com 5,5 metros de comprimento que giram em direcções opostas. Isso torna as hélices mais eficientes mas também cria um ruído ensurdecedor. Tanto que o Tu-95 é considerado o avião mais barulhento ainda em serviço no mundo ─ dizem que até submarinos americanos conseguem "ouvi-los" com seus sonares debaixo de água.
A função original do TU-95 "Bear" de lançar bombas nucleares sobre território inimigo acabou perdendo seu valor com o amadurecimento da tecnologia de mísseis. Mas seu design inteligente permitiu que o avião fosse adaptado várias vezes de acordo com seu uso.
Os Tu-95s de patrulha marítima sobrevoavam navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) durante a Guerra Fria. Alguns deles até foram deslocados para Cuba, voando ao longo da costa americana a partir de bases no Árctico.
Outros TU-95, que foram adaptados para carregar mísseis de cruzeiro de longo alcance, já que tinham capacidade para levar uma carga tão pesada.
Ambições nucleares
Uma versão bastante modificada nasceu tempos depois, o Tu-126, que se tornou a primeira plataforma de vigilância aérea da União Soviética, actuando com um radar voador que alertava defesas sobre a aproximação de aeronaves inimigas.
O TU-95 ganhou até uma versão para a aviação civil, que até hoje mantém o recorde mundial de velocidade para um avião Turbo Hélice: 870 km/h, marcados em 1960.
Foi um Tu-95 modificado que lançou o mais potente explosivo, a bomba nuclear "Tsar ", testada pelos soviéticos em 1961.
A tripulação escolhida a dedo disparou a ogiva de 50 Mega toneladas sobre a ilha de Nova Zemlia, no Oceano Árctico. A bomba precisou de um para-quedas para dar tempo de a aeronave se afastar para uma área segura.
A força da explosão – dez vezes superior à de todos os explosivos detonados em toda a 2ª Guerra Mundial – fez o avião avançar mais de um quilómetro, apesar de estar a 45 quilómetros de distância.
Os soviéticos também estudaram a ideia de ter um "BEAR" movido a energia nuclear. O Tu-95 LAL foi equipado com um reactor pequeno e funcionou como um avião de provas. Acabou sendo retirado nos anos 60, apesar de ter conseguido provar que a tecnologia era viável.
Dos mais de 500 TU-95 construídos desde a década de 50, acredita-se que pelo menos 55 deles ainda estão a serviço da Força Aérea russa, enquanto vários modelos para patrulhamento marítimo fazem parte das frotas das Marinhas da Rússia e da Índia.
Assim como o B-52, da Força Aérea americana, o TU-95 se tornou praticamente insubstituível. Com actualizações e versões adaptadas, o grande "Urso" da Guerra Fria deve permanecer nos céus ainda por algumas décadas. Andrei Tupolev ficaria orgulhoso. (BBC Brasil)
Suas hélices pareciam antiquadas diante dos olhos ocidentais, que já viviam uma era revolucionária no design de aviões, com a tecnologia de motores a jacto.
Poucas pessoas acreditariam que, quase 60 anos depois, o avião ainda estaria na linha de frente da aviação russa, actuando como um bombardeiro estratégico ou fazendo o patrulhamento de longo alcance
Outra função do Tu-95, curiosamente, é servir como um avião "espião", ainda que seja o mais barulhento do mundo nessa categoria. Em Fevereiro, o TU-95 foi destaque no noticiários mundiais, depois que dois deles foram detectados perto do espaço aéreo da Grã-Bretanha e escoltados por caças da Força Aérea britânica.
A manobra era uma patrulha comum que os TU-95 faziam no auge da Guerra Fria e que recentemente a Rússia retomou. Mas a história de porque a Rússia ainda confia nessa máquina é mais interessante do que parece.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial e o início da Guerra Fria com os Estados Unidos, Tupolev ajudou a criar o primeiro bombardeiro nuclear soviético, o Tu-4.
Tratava-se de uma cópia do Boeing B-29 Superfortress, o avião que lançou as duas bombas atómicas sobre o Japão. Muitas dessas aeronaves caíram em território soviético durante a campanha americana contra os japoneses, e os soviéticos conseguiram montar sua réplica com base em engenharia reversa.
Apesar disso, o Tu-4 não tinha alcance para chegar aos Estados Unidos a partir das bases soviéticas. Em 1952, Tupolev e outro importante designer aeronáutico da época, Vladimir Myasishchev, receberam a encomenda de projectar um bombardeiro capaz de carregar 11 toneladas de ogivas por 8 mil quilómetros, o suficiente para atingir o coração do território americano.
Enquanto o seu concorrente apostou em um projecto ousado, Tupolev decidiu misturar alguma tecnologias já testadas e aprovadas com ideias que surgiram com a primeira geração de jactos. "Foi uma abordagem vista como menos arriscada do que a concepção de Myasishchev", explica Douglas Barrie, analista de aviação do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, uma think-tank com sede na Grã-Bretanha.
Diferente da maioria dos aviões a hélice, as asas do Tu-95 apontam para trás em um ângulo de 35 graus, um pouco como os primeiros caças a serem produzidos. Isso ajudou a aeronave a diminuir o arrasto e alcançar alta velocidade.
Os motores de Tupolev propulsionam dois conjuntos de lâminas com 5,5 metros de comprimento que giram em direcções opostas. Isso torna as hélices mais eficientes mas também cria um ruído ensurdecedor. Tanto que o Tu-95 é considerado o avião mais barulhento ainda em serviço no mundo ─ dizem que até submarinos americanos conseguem "ouvi-los" com seus sonares debaixo de água.
A função original do TU-95 "Bear" de lançar bombas nucleares sobre território inimigo acabou perdendo seu valor com o amadurecimento da tecnologia de mísseis. Mas seu design inteligente permitiu que o avião fosse adaptado várias vezes de acordo com seu uso.
Os Tu-95s de patrulha marítima sobrevoavam navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) durante a Guerra Fria. Alguns deles até foram deslocados para Cuba, voando ao longo da costa americana a partir de bases no Árctico.
Outros TU-95, que foram adaptados para carregar mísseis de cruzeiro de longo alcance, já que tinham capacidade para levar uma carga tão pesada.
Ambições nucleares
Uma versão bastante modificada nasceu tempos depois, o Tu-126, que se tornou a primeira plataforma de vigilância aérea da União Soviética, actuando com um radar voador que alertava defesas sobre a aproximação de aeronaves inimigas.
O TU-95 ganhou até uma versão para a aviação civil, que até hoje mantém o recorde mundial de velocidade para um avião Turbo Hélice: 870 km/h, marcados em 1960.
Foi um Tu-95 modificado que lançou o mais potente explosivo, a bomba nuclear "Tsar ", testada pelos soviéticos em 1961.
A tripulação escolhida a dedo disparou a ogiva de 50 Mega toneladas sobre a ilha de Nova Zemlia, no Oceano Árctico. A bomba precisou de um para-quedas para dar tempo de a aeronave se afastar para uma área segura.
A força da explosão – dez vezes superior à de todos os explosivos detonados em toda a 2ª Guerra Mundial – fez o avião avançar mais de um quilómetro, apesar de estar a 45 quilómetros de distância.
Os soviéticos também estudaram a ideia de ter um "BEAR" movido a energia nuclear. O Tu-95 LAL foi equipado com um reactor pequeno e funcionou como um avião de provas. Acabou sendo retirado nos anos 60, apesar de ter conseguido provar que a tecnologia era viável.
Dos mais de 500 TU-95 construídos desde a década de 50, acredita-se que pelo menos 55 deles ainda estão a serviço da Força Aérea russa, enquanto vários modelos para patrulhamento marítimo fazem parte das frotas das Marinhas da Rússia e da Índia.
Assim como o B-52, da Força Aérea americana, o TU-95 se tornou praticamente insubstituível. Com actualizações e versões adaptadas, o grande "Urso" da Guerra Fria deve permanecer nos céus ainda por algumas décadas. Andrei Tupolev ficaria orgulhoso. (BBC Brasil)
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