O “REP” é um exercício conjunto da Marinha com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e em parceria com o NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE). Este ano o REP17 envolveu igualmente a Marinha Belga e observadores do Naval Undersea Warfare Center (EUA), do Norwegion University of Science and Technology, Universidade do Hawai e CMU Carnigie Mellon University (EUA).
Diversos veículos autónomos não tripulados com diferentes sensores, características e modens acústicos foram utilizados a partir de navios da Marinha portuguesa, nomeadamente as lanchas rápidas Hidra e Cassiopeia e o submarino Arpão, com o apoio de mergulhadores da Marinha pertencentes ao Destacamento de Guerra de Minas, por forma a serem testadas as suas potencialidades a partir de diferentes plataformas e áreas de operação.
Neste exercício foram operados veículos autónomos na sua maioria de superfície e submarinos, mas também aéreos, sendo testadas as potencialidades da sua utilização em áreas tão diferentes como sejam as comunicações acústicas subaquáticas, comunicações submarinas entre submarinos e veículos autónomos, reconhecimento do fundo em áreas em que a capacidade humana não o permite ou represente risco acrescido para a operação de mergulhadores em caso de busca e salvamento.
O REP permite igualmente que a academia nacional e internacional demonstre a sua capacidade de inovação, através da avaliação do desempenho de novos desenvolvimentos dos veículos de participantes nacionais e internacionais, onde se destaca por exemplo a capacidade de planeamento e controlo de operação de sistemas de veículos submarinos, de superfície e aéreos, através de redes de comunicação, subaquática, rádio e satélite, interoperáveis.
O REP é um evento que a nível europeu se constitui como uma referência na área da experimentação dos veículos autónomos e onde a Marinha se afirma igualmente na área de guerra de minas, com recurso a veículos autónomos, através da demonstração de capacidade operacional e tecnológica nacional junto da NATO e dos parceiros internacionais. (MGP)
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23 de julho de 2017
5 de julho de 2016
MARINHA TESTA ROBÓTICA NO “ROBOTICS EXERCISE 2016”
No âmbito das actividades e projectos de investigação do Centro de Investigação Naval (CINAV),encontra-se a decorrer o “Robotics Exercise 2016” (REX16), sendo já a quarta edição deste exercício anual.
O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.
Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.
Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)
O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.
Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.
Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)
15 de julho de 2015
Marinha recupera material militar afundado
A equipa de mergulhadores do Destacamento de Guerra de Minas da Marinha removeu no domingo uma caixa de armazenamento de material militar afundada a cerca de 150 metros do porto das Velas em São Jorge.
Segundo uma nota da Marinha, os mergulhadores foram empenhados na sequência da informação transmitida à Polícia Marítima da Horta pelo mestre da embarcação de recreio “Marlin”, que havia recolhido duas caixas de alumínio, com inscrições de cariz militar, junto à fajã João Dias, na costa sul de S. Jorge, tendo-as rebocado, para o porto.
Quando a embarcação se encontrava à entrada do porto, uma das caixas afundou-se, sem que fosse possível verificar o que se encontrava no seu interior, tendo-se considerado material de elevada perigosidade face às inscrições no exterior da caixa.
A equipa de mergulhadores que se encontrava em S. Miguel a participar no exercício REP15, foi transportada para o porto das Velas de S. Jorge pela corveta João Roby, onde chegou na manhã de domingo.
Nas Velas, e com a corveta João Roby em apoio às operações, o Destacamento de Guerra de Minas iniciou as buscas pela caixa afundada com recurso a um Veículo Autónomo Submarino (AUV) Seacon, que detectou um objecto coincidente com as dimensões e características da caixa, a cerca de 150 metros da raiz do molhe leste do porto das Velas. O objecto foi observado mais pormenorizadamente por um veículo submarino de controlo remoto (ROV) que confirmou tratar-se da caixa desaparecida.
Os mergulhadores sapadores identificaram a caixa como sendo uma caixa de transporte de míssil Seasparrow vazia, tendo-a recolhido para bordo da corveta João Roby.
As caixas serão agora transportadas pela corveta para o Depósito de Munições da Marinha onde serão analisadas. (Açoriano Oriental)
Segundo uma nota da Marinha, os mergulhadores foram empenhados na sequência da informação transmitida à Polícia Marítima da Horta pelo mestre da embarcação de recreio “Marlin”, que havia recolhido duas caixas de alumínio, com inscrições de cariz militar, junto à fajã João Dias, na costa sul de S. Jorge, tendo-as rebocado, para o porto.
Quando a embarcação se encontrava à entrada do porto, uma das caixas afundou-se, sem que fosse possível verificar o que se encontrava no seu interior, tendo-se considerado material de elevada perigosidade face às inscrições no exterior da caixa.
A equipa de mergulhadores que se encontrava em S. Miguel a participar no exercício REP15, foi transportada para o porto das Velas de S. Jorge pela corveta João Roby, onde chegou na manhã de domingo.
Nas Velas, e com a corveta João Roby em apoio às operações, o Destacamento de Guerra de Minas iniciou as buscas pela caixa afundada com recurso a um Veículo Autónomo Submarino (AUV) Seacon, que detectou um objecto coincidente com as dimensões e características da caixa, a cerca de 150 metros da raiz do molhe leste do porto das Velas. O objecto foi observado mais pormenorizadamente por um veículo submarino de controlo remoto (ROV) que confirmou tratar-se da caixa desaparecida.
Os mergulhadores sapadores identificaram a caixa como sendo uma caixa de transporte de míssil Seasparrow vazia, tendo-a recolhido para bordo da corveta João Roby.
As caixas serão agora transportadas pela corveta para o Depósito de Munições da Marinha onde serão analisadas. (Açoriano Oriental)
30 de junho de 2015
Robotics EXercise 2015
No REX 15 são realizados testes e demonstrações de tecnologias usadas em robótica com o objectivo de recolher dados para a investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Em simultâneo, irão também decorrer demonstrações da componente marítima do projecto Europeu ICARUS, denominado por ICARUS Sea Trials Lisbon 2015, que visa desenvolver tecnologia robótica para dar apoio em acções de busca e salvamento em caso de grandes catástrofes. Como parceiros deste projecto estão os investigadores do CINAV, e cerca de uma centena de elementos de universidades, centros de investigação e empresas, nacionais (INESC-TEC e ESRI) e estrangeiras, a destacar a Academia Militar Belga, que lidera o projecto, e a universidade ETH de Zurique, que é uma referência na área da robótica móvel.
No último dia do REX 15, realiza-se a demonstração final do projecto ICARUS num cenário de busca e salvamento marítimo, que irá apresentar a integração dos veículos autónomos não tripulados, desenvolvidos pelos parceiros do projecto, e as equipas humanas de busca e salvamento, num cenário simulado de crise. (MGP)
Em simultâneo, irão também decorrer demonstrações da componente marítima do projecto Europeu ICARUS, denominado por ICARUS Sea Trials Lisbon 2015, que visa desenvolver tecnologia robótica para dar apoio em acções de busca e salvamento em caso de grandes catástrofes. Como parceiros deste projecto estão os investigadores do CINAV, e cerca de uma centena de elementos de universidades, centros de investigação e empresas, nacionais (INESC-TEC e ESRI) e estrangeiras, a destacar a Academia Militar Belga, que lidera o projecto, e a universidade ETH de Zurique, que é uma referência na área da robótica móvel.
No último dia do REX 15, realiza-se a demonstração final do projecto ICARUS num cenário de busca e salvamento marítimo, que irá apresentar a integração dos veículos autónomos não tripulados, desenvolvidos pelos parceiros do projecto, e as equipas humanas de busca e salvamento, num cenário simulado de crise. (MGP)
13 de maio de 2015
CORVETA BAPTISTA DE ANDRADE PARTICIPA NO EXERCÍCIO SPANISH MINEX 2015
O NRP BAPTISTA DE ANDRADE, da Marinha Portuguesa, largou hoje de Tróia, para participar no exercício internacional Spanish Minex 2015, que vai realizar-se nas imediações de Alicante, Espanha, no período de 18 a 28 de maio de 2015.
O Spanish Minex 2015, sob a égide da European Maritime Force (EUROMARFOR), visa melhorar a cooperação e efectividade das unidades navais aliadas (Portugal, Espanha, Itália, França, Turquia e Alemanha) no combate à guerra de minas em cenários de crise.
O navio, com uma guarnição de 71 elementos, tem ainda a bordo o Destacamento de Guerra de Minas com Autonomous Underwater Vehicles (AUV), uma equipa de mergulhadores, uma equipa de fuzileiros, uma equipa médica e um oficial para o Estado-Maior da EUROMARFOR, num total de 95 militares.
A Corveta BAPTISTA DE ANDRADE, antes de chegar a Alicante, vai participar na cerimónia do 20º aniversário da EUROMARFOR, que ocorrerá em Cartagena no dia 15 de maio.
Após 40 anos e mais de 50.000 horas de navegação a servir Portugal no mar, o navio regressa a Cartagena, onde foi lançado ao mar pela primeira vez. (Emgfa)
15 de abril de 2015
Drones portugueses invadem o Brasil
Foi à última hora que a OceanScan integrou a comitiva de empresas portuguesas presentes na brasileira LAAD (Feira Internacional de Defesa e Segurança). Apesar disso, é vista pelo responsável português que gere a promoção da indústria de Defesa nacional como uma das que tem maior potencial de sair do Brasil a facturar.
Ao mesmo tempo, a Tekever prepara-se para assumir uma participação na única empresa brasileira certificada como estratégica na área dos drones. Junto com as restantes 13 empresas que seguiram com José Pedro Aguiar-Branco para o Brasil representam a esperança de “70 potenciais negócios”, essenciais para atingir o objectivo definido para este ano de aumentar em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector.
Tanto a OceanScan como a Tekever já trabalham há alguns anos com as Forças Armadas Portuguesas. Os seus equipamentos de sucesso servem essencialmente para levar a cabo missões de vigilância e rastreio, mas em meios diferentes. A primeira resulta de anos de cooperação entre especialistas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto com a Marinha. Daí resultou uma start-up que se especializou em pequenos veículos submarinos vocacionados para fazer mapeamento e rastreio marítimo.
É Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração da idD, quem destaca o potencial desta empresa na feira que agora se realiza, assinalando a “grande procura” que existe por este tipo de equipamento. No caso da OceanScan, além dos sistemas já disponibilizados à Marinha portuguesa, foram já vendidas três sistemas à Marinha da Lituânia (para detecção de minas) dois sistemas à Rússia (para operarem em missões de busca e salvamento) outros dois à Universidade de Zagreb (Croácia) e outros tantos a uma universidade chinesa.
Os drones submarinos que a OceanScan produz já têm, portanto, nome na Europa e a aposta é que, agora, os seus LAUV (Light Autonomous Underwater Vehicle – Veículo Submarino Autónomo Leve) passem a operar nos mares do Atlântico Sul.
Mas Eduardo Filipe antecipa outra oportunidade de negócio comdrones, desta vez no ar. A Tekever – que vendeu dois drones à Polícia de Segurança Pública e tem estabelecido protocolos de cooperação e cedência dos seus sistemas ao Exército, Marinha e GNR – prepara-se para adquirir uma participação na SANTOSLAB. A empresa Brasiliera que fornece à Marinha brasileira os seus drones de vigilância.
Já há mais de um ano que existia uma ligação entre as duas empresas. Desde há ano e meio que o Carcará da SANTOS LAB é equipado com material da Tekever. Segundo Ricardo Mendes, responsável da empresa portuguesa, o interior da aeronave era quase exclusivamente português (sistema de comunicação e de controlo em terra, por exemplo). Com o passar do tempo, ambas as empresas chegaram à conclusão de que “faria sentido trabalharem juntas”. E assim se avançou para a assinatura de um acordo para a aquisição de uma participação na empresa brasileira. O objectivo é tornar a Tekever num “accionista de grande significado” na SANTOS LAB. Ricardo Mendes escusou-se a quantificar – tanto em termos da percentagem da participação como em termos de verbas investidas - o que representa essa expressão, argumentando com as rígidas regras de sigilo que o Estado brasileiro impõe no sector.
O Brasil coloca sob reserva todos os números que estejam relacionados com as entidades que certificou como empresa estratégica brasileira. É precisamente por isso que a Tekever está interessada na SANTOS LAB. “É a única fabricante de drones que pode trabalhar no Brasil no sector de Defesa”, garante Ricardo Mendes. O sigilo militar impede mesmo que se revele quantos Carcará opera a Marinha brasileira e a Polícia Federal.
Sector vale 1,7 mil milhões em exportações
Criada há menos de um ano, a idD (Plataforma das Industrias de Defesas Nacionais) tem como objectivos a identificação de negócios no exterior e a internacionalização das empresas portuguesas de Defesa. Para isso, em meio ano, levou um conjunto dessas empresas a quatro feiras internacionais – Colômbia, Índia, Abu Dhabi e Madrid – como a que esta semana se realiza no Brasil.
Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração, estabeleceu para 2015 a meta de fazer crescer em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector. De acordo com o mesmo responsável, as exportações das 120 empresas que compõem o sector representaram “1,72 mil milhões de euros” no ano passado.
Eduardo Filipe identificou quatro áreas com maior potencial de crescimento. Além da indústria naval (onde se inclui a OceanScan) e dos UAV (onde estão os drones da Tekever), o CEO da idD sinalizou também os têxteis, as tecnologias da informação e os sistemas de detecção e socorro a náufragos como as áreas que mais podem contribuir para os “potenciais 70 negócios” que as empresas portuguesas podem trazer da América do Sul.
Ao mesmo tempo, a Tekever prepara-se para assumir uma participação na única empresa brasileira certificada como estratégica na área dos drones. Junto com as restantes 13 empresas que seguiram com José Pedro Aguiar-Branco para o Brasil representam a esperança de “70 potenciais negócios”, essenciais para atingir o objectivo definido para este ano de aumentar em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector.
Tanto a OceanScan como a Tekever já trabalham há alguns anos com as Forças Armadas Portuguesas. Os seus equipamentos de sucesso servem essencialmente para levar a cabo missões de vigilância e rastreio, mas em meios diferentes. A primeira resulta de anos de cooperação entre especialistas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto com a Marinha. Daí resultou uma start-up que se especializou em pequenos veículos submarinos vocacionados para fazer mapeamento e rastreio marítimo.
É Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração da idD, quem destaca o potencial desta empresa na feira que agora se realiza, assinalando a “grande procura” que existe por este tipo de equipamento. No caso da OceanScan, além dos sistemas já disponibilizados à Marinha portuguesa, foram já vendidas três sistemas à Marinha da Lituânia (para detecção de minas) dois sistemas à Rússia (para operarem em missões de busca e salvamento) outros dois à Universidade de Zagreb (Croácia) e outros tantos a uma universidade chinesa.
Os drones submarinos que a OceanScan produz já têm, portanto, nome na Europa e a aposta é que, agora, os seus LAUV (Light Autonomous Underwater Vehicle – Veículo Submarino Autónomo Leve) passem a operar nos mares do Atlântico Sul.
Mas Eduardo Filipe antecipa outra oportunidade de negócio comdrones, desta vez no ar. A Tekever – que vendeu dois drones à Polícia de Segurança Pública e tem estabelecido protocolos de cooperação e cedência dos seus sistemas ao Exército, Marinha e GNR – prepara-se para adquirir uma participação na SANTOSLAB. A empresa Brasiliera que fornece à Marinha brasileira os seus drones de vigilância.
Já há mais de um ano que existia uma ligação entre as duas empresas. Desde há ano e meio que o Carcará da SANTOS LAB é equipado com material da Tekever. Segundo Ricardo Mendes, responsável da empresa portuguesa, o interior da aeronave era quase exclusivamente português (sistema de comunicação e de controlo em terra, por exemplo). Com o passar do tempo, ambas as empresas chegaram à conclusão de que “faria sentido trabalharem juntas”. E assim se avançou para a assinatura de um acordo para a aquisição de uma participação na empresa brasileira. O objectivo é tornar a Tekever num “accionista de grande significado” na SANTOS LAB. Ricardo Mendes escusou-se a quantificar – tanto em termos da percentagem da participação como em termos de verbas investidas - o que representa essa expressão, argumentando com as rígidas regras de sigilo que o Estado brasileiro impõe no sector.
O Brasil coloca sob reserva todos os números que estejam relacionados com as entidades que certificou como empresa estratégica brasileira. É precisamente por isso que a Tekever está interessada na SANTOS LAB. “É a única fabricante de drones que pode trabalhar no Brasil no sector de Defesa”, garante Ricardo Mendes. O sigilo militar impede mesmo que se revele quantos Carcará opera a Marinha brasileira e a Polícia Federal.
Sector vale 1,7 mil milhões em exportações
Criada há menos de um ano, a idD (Plataforma das Industrias de Defesas Nacionais) tem como objectivos a identificação de negócios no exterior e a internacionalização das empresas portuguesas de Defesa. Para isso, em meio ano, levou um conjunto dessas empresas a quatro feiras internacionais – Colômbia, Índia, Abu Dhabi e Madrid – como a que esta semana se realiza no Brasil.
Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração, estabeleceu para 2015 a meta de fazer crescer em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector. De acordo com o mesmo responsável, as exportações das 120 empresas que compõem o sector representaram “1,72 mil milhões de euros” no ano passado.
Eduardo Filipe identificou quatro áreas com maior potencial de crescimento. Além da indústria naval (onde se inclui a OceanScan) e dos UAV (onde estão os drones da Tekever), o CEO da idD sinalizou também os têxteis, as tecnologias da informação e os sistemas de detecção e socorro a náufragos como as áreas que mais podem contribuir para os “potenciais 70 negócios” que as empresas portuguesas podem trazer da América do Sul.
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17 de julho de 2014
Marinha e Universidade do Porto participam em exercício conjunto com a NATO
A Marinha e a Universidade do Porto estão a participar, desde 7 de Julho, no exercício REP14-Atlântico (Recognized Environmental Picture Atlantic 2014), em conjunto com o NATO Centre for Maritime Research and Experimentation, sediado em Itália.
Este exercício, que decorre até 24 de Julho nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e Sines, visa testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, de protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento.
No final da apresentação dos equipamentos e das missões empenhados no REP14-Atlântico, a bordo dos navios “Gago Coutinho” (Marinha portuguesa) e, posteriormente, “Alliance” (NATO), o ministro da Defesa Nacional destacou a “cooperação exemplar” entre as entidades – civis e militares – envolvidas no exercício.
“Da conjugação desta dupla realidade pode nascer (…) uma capacidade de desenvolvimento mais rápida” frisou o José Pedro Aguiar-Branco, acrescentando que “quando trabalhamos para o mesmo objectivo e trabalhamos em conjugação de esforços, significa que o resultado final é melhor para o País. Para o titular da pasta da Defesa Nacional, estas missões conjuntas não permitem apenas “um custo associado mais pequeno”, mas também um “risco humano” mais baixo.
Aguiar-Branco relembrou ainda que já existem algumas utilizações práticas em curso, num projecto que já tem vindo a ser desenvolvido nos últimos cinco anos e que “começa agora a atingir um estádio de maturidade”.
“Este é um projecto de investigação e desenvolvimento que significa que, indo à frente, vai criando e explorando novas capacidades para que, num futuro próximo, possa também ser aplicado, quer da dimensão civil quer da dimensão operacional”, referiu ainda o ministro da Defesa Nacional.
O REP14-Atlântico focou-se, numa primeira parte, na Guerra Submarina, através do uso de plataformas de sensor autónomo e, posteriormente, nas comunicações acústicas debaixo de água. Para além do NRP Gago Coutinho e do NRV Alliance estão empenhados, neste exercício, o NRP Pégaso, o NRP Auriga, o NRP Arpão (submarino) e alguns veículos marítimos não tripulados, equipados com sensores acústicos, câmaras de infravermelhos e sonares laterais, entre outros. (DN)
Este exercício, que decorre até 24 de Julho nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e Sines, visa testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, de protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento.
No final da apresentação dos equipamentos e das missões empenhados no REP14-Atlântico, a bordo dos navios “Gago Coutinho” (Marinha portuguesa) e, posteriormente, “Alliance” (NATO), o ministro da Defesa Nacional destacou a “cooperação exemplar” entre as entidades – civis e militares – envolvidas no exercício.
“Da conjugação desta dupla realidade pode nascer (…) uma capacidade de desenvolvimento mais rápida” frisou o José Pedro Aguiar-Branco, acrescentando que “quando trabalhamos para o mesmo objectivo e trabalhamos em conjugação de esforços, significa que o resultado final é melhor para o País. Para o titular da pasta da Defesa Nacional, estas missões conjuntas não permitem apenas “um custo associado mais pequeno”, mas também um “risco humano” mais baixo.
Aguiar-Branco relembrou ainda que já existem algumas utilizações práticas em curso, num projecto que já tem vindo a ser desenvolvido nos últimos cinco anos e que “começa agora a atingir um estádio de maturidade”.
“Este é um projecto de investigação e desenvolvimento que significa que, indo à frente, vai criando e explorando novas capacidades para que, num futuro próximo, possa também ser aplicado, quer da dimensão civil quer da dimensão operacional”, referiu ainda o ministro da Defesa Nacional.
O REP14-Atlântico focou-se, numa primeira parte, na Guerra Submarina, através do uso de plataformas de sensor autónomo e, posteriormente, nas comunicações acústicas debaixo de água. Para além do NRP Gago Coutinho e do NRV Alliance estão empenhados, neste exercício, o NRP Pégaso, o NRP Auriga, o NRP Arpão (submarino) e alguns veículos marítimos não tripulados, equipados com sensores acústicos, câmaras de infravermelhos e sonares laterais, entre outros. (DN)
10 de julho de 2014
PORTUGAL ACOLHE EXERCÍCIO DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS NO REP14-ATLÂNTICO
O exercício Recognized Environmental Picture (REP) Atlantic 2014 (REP14-Atlântico) é um exercício conjunto da Marinha, NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve início no dia 7 de Julho a partir da Base Naval de Lisboa, e decorrerá nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e de Sines, até ao dia 24 de Julho.
No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.
Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).
Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)
No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.
Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).
Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)
4 de julho de 2014
EXERCÍCIO DE ROBÓTICA – REX14
Este exercício, que é promovido pela Marinha através do seu Centro de Investigação, visa testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Este ano contou com a participação de investigadores do CINAV e mais de 60 elementos externos à Marinha, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA), Instituto Superior Técnico (IST), ESRI-Portugal, TEKEVER, ASCAMM (Espanha), Science Tecnology Organization (STO) – Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) (Itália) e Space Applications Services (SAS) (Bélgica). (MGP)
Este ano contou com a participação de investigadores do CINAV e mais de 60 elementos externos à Marinha, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA), Instituto Superior Técnico (IST), ESRI-Portugal, TEKEVER, ASCAMM (Espanha), Science Tecnology Organization (STO) – Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) (Itália) e Space Applications Services (SAS) (Bélgica). (MGP)
7 de julho de 2013
MARINHA TESTA NOVAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS NA ÁREA DA ROBÓTICA

O exercício, promovido pela Marinha através do seu Centro de Investigação Naval (CINAV), conta com a participação do INESC-TEC, através do qual estão presentes investigadores da Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP) e do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), da Universidade do Algarve, e da empresa portuguesa MarSensing, num total de mais de 30 investigadores.
O exercício apoia alguns dos projectos de investigação em que o CINAV está envolvido, como o projecto ICARUS (para desenvolver tecnologia robótica para busca e salvamento), e o projecto Robonoise (para monitorizar ruído subaquático ambiente na costa portuguesa), bem como para dar uma oportunidade às instituições que colaboram com a Investigação da Marinha para testarem novos desenvolvimentos e recolher dados para trabalho futuro.
Entre os sistemas que estão a ser testados, nos 3 dias do exercício, estão 4 pequenos veículos autónomos de superfície com propulsão eléctrica, dois veleiros autónomos (um deles já premiado em competições robóticas internacionais), um glider subaquático, veículos submarinos, sistemas de recolha automática de dados, sistemas de comunicações de dados em meio subaquático, e sistemas de comunicações WiFi para controlo de veículos autónomos.
Os testes e experiências científicas são apoiadas na Marinha pelo CINAV, pelo navio de desembarque NRP Bacamarte, pelo Destacamento de Mergulhadores Sapadores Nº3 (especializado em veículos autónomos), pela Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, e pela Capitania de Setúbal.
Este exercício, à semelhança de outros que a Marinha organiza regularmente, insere-se na política de abertura ao exterior da Marinha que, para garantir o uso do Mar por Portugal, assumindo-se como parceira no desenvolvimento económico, científico, e cultural.
De salientar que Portugal é já reconhecido internacionalmente nas áreas da investigação científica no Mar, expresso pelo o número significativo de alunos estrangeiros em pós-graduações (no REX 13 participam três alunos estrangeiros a estudarem em universidades portuguesas), e pela existência de várias empresas nacionais a comercializarem produtos nesta área, uma das quais participa neste exercício.(Marinha)
28 de julho de 2012
16 de julho de 2012
Marinha testa veículos autónomos
A Marinha, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), encontra-se a realizar até ao dia 20 de julho, nas zonas de Sesimbra, Tróia e Santa Cruz, o Exercício “Rapid Environmental Picture 2012” (REP12), o qual visa testar e avaliar as novas capacidades e tecnologias associadas à utilização de veículos autónomos, submarinos de superfície e aéreos, no apoio a operações navais.O exercício REP12 associa as áreas da Defesa e Segurança, Investigação & Desenvolvimento e Indústria, contando por isso com a participação de várias outras instituições e empresas nacionais e internacionais, como o Center for Maritime Research and Experimentation (CMRE) da NATO, o Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Norwegian University of Science and Tecnology, o INESC-Porto, a Technion, a Liquid Robotics (que participa com um Wave-Glider veículo autónomo que utiliza a energia das ondas para se movimentar), a OceanScan, a Evologics e a Guarda Costeira Americana. É ainda de destacar a participação, pela primeira vez, da Força Aérea Portuguesa com a utilização e desenvolvimento de veículos autónomos aéreos no âmbito do projeto PITVANT.
O “Rapid Environmental Picture” que teve a sua primeira edição em 2010 sob a égide do programa científico do NATO Undersea Research Center (NURC) foi desenhado pelo Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval (CITAN) em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
Atendendo à persecução do conceito de «duplo-uso» da Marinha, os veículos autónomos podem ser empregues:
• Em missões operacionais
o Guerra de Minas - evita a exposição dos meios à ameaça de minas (navios a operar fora do zona de ameaça de minas); otimizam as operações em águas pouco profundas, onde a utilização de outros recursos (exemplo: mergulhadores) é morosa e pouco discreta;
o Operações Anfíbias – possibilidade de efetuar operações discretas, de forma a proceder à caracterização do área de desembarque Anfíbio (Rapid Environmental Picture), contribuindo para o processo de decisão do local de desembarque;
o Proteção de portos – emprego otimizado em zonas confinadas onde outros meios são de difícil utilização.
• Missões de utilidade pública
o Apoio a buscas de naufrágios – missões de busca e salvamento Marítimo (SAR) para localização de navios/embarcações afundadas;
o Monitorização de manchas de poluição – com a inclusão de sensores podendo seguir a evolução de manchas de poluição;
o Monitorização de objetos no fundo do mar em áreas sensíveis (portos/rios/estuários);
o Mapeamento de áreas para trabalhos de índole científica – possibilidade de utilização de AUV nas campanhas de extensão da Plataforma Continental.
O NRP Bacamarte é o navio atribuído pela Marinha ao evento e serve como plataforma logística de apoio às operações, tendo embarcado material pertencente aos participantes bem como infraestruturas para proporcionar condições de trabalho aos investigadores, nacionais e estrangeiros, assim como ao Destacamento de Guerra de Minas (DGM).
O REP12 representa assim uma excelente oportunidade para troca de conhecimentos, avaliação/validação de tecnologias e recolha de informação que permitirá desenvolver novos conceitos de operação e de interoperabilidade para múltiplos veículos autónomos heterogéneos. (M.G.P)
11 de julho de 2012
Exercício “RAPID ENVIRONMENTAL PICTURE 2012” (REP 12)
A Marinha, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), realiza de 9 a 20 de julho, nas zonas de Sesimbra, Tróia e Santa Cruz, o Exercício “Rapid Environmental Picture 2012” (REP12), o qual visa demonstrar e testar veículos autónomos no apoio a operações navais.
O exercício REP12 associa as áreas da Defesa e Segurança, Investigação & Desenvolvimento e Indústria, contando por isso com a participação de várias outras instituições e empresas nacionais e internacionais, como o Center for Maritime Research and Experimentation (CMRE) da NATO, o Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Norwegian University of Science and Tecnology, o INESC-Porto, a Technion, a Liquid Robotics (que participa com um Wave-Glider veículo autónomo que utiliza a energia das ondas para se movimentar), a OceanScan, a Evologics e a Guarda Costeira Americana. É ainda de destacar a participação, pela primeira vez, da Força Aérea Portuguesa com a utilização e desenvolvimento de veículos autónomos aéreos no âmbito do projeto PITVANT.
Ao todo prevê-se que sejam usados 10 veículos submarinos, 7 veículos de superfície e 7 veículos aéreos. Parte do exercício decorre nas áreas de Sesimbra e Tróia, onde cerca de 30 investigadores, entre militares e civis, vão embarcar no NRP Bacamarte. (MGP)
O exercício REP12 associa as áreas da Defesa e Segurança, Investigação & Desenvolvimento e Indústria, contando por isso com a participação de várias outras instituições e empresas nacionais e internacionais, como o Center for Maritime Research and Experimentation (CMRE) da NATO, o Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Norwegian University of Science and Tecnology, o INESC-Porto, a Technion, a Liquid Robotics (que participa com um Wave-Glider veículo autónomo que utiliza a energia das ondas para se movimentar), a OceanScan, a Evologics e a Guarda Costeira Americana. É ainda de destacar a participação, pela primeira vez, da Força Aérea Portuguesa com a utilização e desenvolvimento de veículos autónomos aéreos no âmbito do projeto PITVANT.
Ao todo prevê-se que sejam usados 10 veículos submarinos, 7 veículos de superfície e 7 veículos aéreos. Parte do exercício decorre nas áreas de Sesimbra e Tróia, onde cerca de 30 investigadores, entre militares e civis, vão embarcar no NRP Bacamarte. (MGP)
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24 de julho de 2011
Entrega Veículos Autónomos Submarinos - SEACON
Decorreu, no Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval - Base Naval de Lisboa, em 14 de Julho de 2011, a cerimónia de entrega dos equipamentos resultantes do Projecto de investigação e desenvolvimento de Veículos Autónomos Submarinos, denominado 'SeaCon'. Os veículos, e sistemas associados, foram totalmente projectados e construídos em Portugal, e apresentam características únicas ao nível mundial, afirmando a capacidade tecnologia nacional nesta área de ponta.
O SeaCon - Sistema de treino, demonstração e desenvolvimento de conceitos de operação com múltiplos veículos autónomos submarinos, que teve uma duração de 2 anos, foi um projecto conjunto entre a Marinha e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), financiado pelo Ministério da Defesa Nacional, tendo como objectivo o desenvolvimento de um sistema de treino, que permita o desenvolvimento de novos conceitos de operação de veículos de sub-superfície não tripulados - Autonomous Underwater Vehicle (AUV), em áreas específicas das Operações Navais, como sejam, o suporte a Operações Anfíbias e as Operações de Protecção de Portos.
O projecto apresentou especial relevância:
Na edificação da capacidade de Guerra de Minas com recurso a veículos submarinos autónomos (AUV) garantindo a assessoria técnica de FEUP no processos de aquisição e operação dos veículos autónomos submarinos que actualmente equipam o Destacamento de Guerra de Minas;
No treino e formação dos elementos do Destacamento de Guerra de Minas (DGM) -- recurso a veículos de baixo custo.
Participação de elementos da FEUP em exercícios nacionais e internacionais como assessores técnicos para planeamento e operação de AUV.
Na utilização de AUV em missões que o envolvimento humano se revela impossível, seja considerado de elevado risco, desaconselhável por motivos geográficos, físicos ou temporais.
Atendendo à robustez demonstrada pelo Sistema SeaCon, e na persecução do conceito de «duplo-uso» da Marinha, os veículos poderão ainda ser empregues:
Em missões operacionais
Guerra de Minas - evita a exposição dos meios à ameaça de minas (navios a operar fora do zona de ameaça de minas); optimizam as operações em águas pouco profundas, onde a utilização de outros recursos (exemplo: mergulhadores) é morosa e pouco discreta;
Operações Anfíbias - possibilidade de efectuar operações discretas, de forma a proceder à caracterização do área de desembarque Anfíbio (Rapid Environmental Picture), contribuindo para o processo de decisão do local de desembarque;
Protecção de portos, emprego optimizado em zonas confinadas onde outros meios são de difícil utilização.
Missões de utilidade pública
Apoio a buscas de naufrágios - missões de busca e salvamento Marítimo (SAR) para localização de navios/embarcações afundadas;
Monitorização de manchas de poluição -com a inclusão de sensores podendo seguir a evolução de manchas de poluição;
Monitorização de objectos no fundo do mar em áreas sensíveis (portos/rios/estuários);
Mapeamento de áreas para trabalhos de índole científica - possibilidade de utilização de AUV nas campanhas de extensão da Plataforma Continental.
Decorrente do Projecto SeaCon, foi possível estabelecer parcerias internacionais de especial relevância nesta área do conhecimento, nomeadamente com o Naval Undersea Research Center (NATO), com a Naval Postgraduate School (Monterey, Califórnia), com a Naval Undersea Warfare Center (US Navy) e com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, potenciando futuros projectos no âmbito da NATO ou da Agência Europeia de Defesa, colocando Portugal numa situação privilegiada, no contexto internacional da I&D, na área das redes de veículos autónomos.
O trabalho desenvolvido, assim como as cooperações estabelecidas, quer ao nível nacional quer ao nível internacional permitem afirmar a tecnologia nacional nesta área de ponta, através de demonstrações de tecnologia com sistemas complexos e características únicas ao nível mundial.
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