O presidente do Governo Regional da Madeira disse esta quarta-feira, no Porto Santo, que o afundamento da corveta General Pereira d'Eça se insere na estratégia de diversificação do turismo naquela ilha.
"Queremos diversificar o turismo no Porto Santo para além da praia e este afundamento insere-se nessa estratégia", afirmou Miguel Albuquerque, pouco depois de ter assistido à operação, conduzida pela Marinha Portuguesa, a bordo do navio patrulha NRP Cacine.
Um minuto e vinte e seis segundos foi quanto se aguentou a corveta Pereira d'Eça à superfície, após terem sido acionados os explosivos, indo depois assentar a 30 metros de profundidade, com o objetivo de criar um recife artificial para a prática de mergulho.
O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, o socialista Filipe Menezes, destacou, por seu lado, a importância que este segmento assumiu na região, realçando que representa entre 5 a 10% das receitas totais que a ilha arrecada com o setor do turismo.
"O afundamento da corveta é uma mais-valia para a economia local e vai atrair cada vez mais apreciadores de mergulho", sublinhou.
A General Pereira d'Eça foi afundada ao largo do Porto Santo, numa área de reserva natural integral, pelo que foi completamente limpa e descontaminada para não afectar a vida marinha.
Por outro lado, foram usados explosivos de corte, que não provocam ondas de choque e, como tal, não prejudicam a fauna e flora.
Este é o segundo navio a ser afundado no Porto Santo com o objetivo de criar um recife artificial e potenciar o mergulho, depois do "Madeirense", em 2000. As embarcações encontram-se a cerca de duas milhas náuticas uma da outra.
"Estamos desenvolvendo um novo conceito, que é o de Parque Marinho", explicou o presidente do Governo Regional, lembrando que está previsto para breve o afundamento de uma outra corveta da Marinha Portuguesa nos mares do arquipélago.
A corveta Pereira d'Eça foi construída em 1970, tem 1.438 toneladas e 85 metros de comprimento, mas os primeiros mergulhos só serão autorizados assim que terminarem os trabalhos de estabilização do navio no fundo do oceano e após uma verificação minuciosa da Marinha Portuguesa.
O Scuba Diving, entidade responsável pela gestão deste novo recurso turístico no domínio do mergulho, é uma parceria entre a Associação de Promoção da Madeira e os hotéis com centro de mergulho nas Ilhas da Madeira e Porto Santo. (JN)
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14 de julho de 2016
26 de agosto de 2015
Corveta da Armada ao fundo para criar recife artificial
A corveta General Pereira d’Eça vai ser afundada no mar de Porto Santo com o objectivo de criar um recife artificial, anunciou esta semana o Governo regional da Madeira.
Será o primeiro de dois navios da Marinha Portuguesa a ir ao fundo nos mares madeirenses, com o propósito de potenciar o mergulho recreativo e aumentar os recursos piscícolas do arquipélago. A cedência dos dois navios à Madeira foi acordada entre Lisboa e Funchal. O afundamento do General Pereira d’Eça só deverá acontecer no próximo ano.
A abertura do respectivo concurso público, orçado em 345 mil euros mais IVA, foi decidida recentemente pelo conselho de Governo Regional, e tem por base a “execução de vários trabalhos preparatórios” para colocar a corveta debaixo de água. Antes de ir ao fundo, o vaso de guerra será submetido a várias intervenções que incluem a remoção de todas as substâncias consideradas perigosas e tóxicas (cabos eléctricos, óleos, massas, amiantos) e a lavagem e aspiração de todos os tanques e áreas contaminadas, que serão depois encaminhados para reciclagem.
Os trabalhos estão a decorrer nos estaleiros da Lisnave, e incluem também a preparação do interior do navio para o mergulho recreativo, pois é necessário adaptar os compartimentos existentes, alargando algumas saídas e abrindo outras, de forma a aumentar a segurança dos mergulhadores. Após a sua conclusão, a corveta será rebocada para a Madeira, naquela que será a última viagem de um navio que serviu o país durante mais de quatro décadas, os últimos dos quais nos Açores. No Porto Santo será afundado com recurso a explosivos, ficando a uma profundidade a rondar os 30 metros.
“A instalação do recife artificial é um meio de potenciar várias actividades com relevância socio-económica, designadamente mediante o incremento do mergulho recreativo, dos recursos piscícolas, bem como a captação de investimento, fixação de novos agentes económicos e a promoção de emprego”, explicou a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, no final do conselho de Governo.
Os navios desactivados da Armada portuguesa têm normalmente um destino: abate e sucata. Mas o executivo madeirense apresentou um projecto considerado de interesse público, que será co-financiado pela União Europeia através do programa operacional de pesca Promar.
A região autónoma foi pioneira no país na criação de recifes artificiais através do afundamento de embarcações. Em Outubro de 2000, o cargueiro Madeirense, construído na década de 60, e que durante décadas ligou o continente ao Funchal, e mais tarde assegurou a travessia entre as duas ilhas do arquipélago, foi afundado também ao largo do Porto Santo, naquela que foi a primeira operação do género realizado em Portugal. A corveta General Pereira d’Eça vai agora fazer-lhe companhia. Um destino que agrada os responsáveis pela Marinha Portuguesa, pois em vez de ser desmantelado o navio será preservado, numa espécie de museu subaquático.
Construído nos estaleiros alemães Blohm & Voss, o General Pereira d’Eça pertencia à classe João Coutinho, tendo sido um dos primeiros navios estrangeiros construídos na Alemanha após a II Guerra Mundial. Das seis corvetas da classe, apenas duas continuam no activo: o Jacinto Cândido, que continua a navegar, e o António Eanes, que está a ser reparado para regressar ao mar.
A classe João Coutinho foi projectada pelo engenheiro naval português Rogério d’Oliveira, de acordo com as especificidades da guerra no Ultramar. A sua operacionalidade fez com que desse origem a outras classes de navios utilizados pelas marinhas de Espanha, Egipto, Marrocos, Argentina, França e Turquia. (Público)
Será o primeiro de dois navios da Marinha Portuguesa a ir ao fundo nos mares madeirenses, com o propósito de potenciar o mergulho recreativo e aumentar os recursos piscícolas do arquipélago. A cedência dos dois navios à Madeira foi acordada entre Lisboa e Funchal. O afundamento do General Pereira d’Eça só deverá acontecer no próximo ano.
A abertura do respectivo concurso público, orçado em 345 mil euros mais IVA, foi decidida recentemente pelo conselho de Governo Regional, e tem por base a “execução de vários trabalhos preparatórios” para colocar a corveta debaixo de água. Antes de ir ao fundo, o vaso de guerra será submetido a várias intervenções que incluem a remoção de todas as substâncias consideradas perigosas e tóxicas (cabos eléctricos, óleos, massas, amiantos) e a lavagem e aspiração de todos os tanques e áreas contaminadas, que serão depois encaminhados para reciclagem.
Os trabalhos estão a decorrer nos estaleiros da Lisnave, e incluem também a preparação do interior do navio para o mergulho recreativo, pois é necessário adaptar os compartimentos existentes, alargando algumas saídas e abrindo outras, de forma a aumentar a segurança dos mergulhadores. Após a sua conclusão, a corveta será rebocada para a Madeira, naquela que será a última viagem de um navio que serviu o país durante mais de quatro décadas, os últimos dos quais nos Açores. No Porto Santo será afundado com recurso a explosivos, ficando a uma profundidade a rondar os 30 metros.
“A instalação do recife artificial é um meio de potenciar várias actividades com relevância socio-económica, designadamente mediante o incremento do mergulho recreativo, dos recursos piscícolas, bem como a captação de investimento, fixação de novos agentes económicos e a promoção de emprego”, explicou a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, no final do conselho de Governo.
Os navios desactivados da Armada portuguesa têm normalmente um destino: abate e sucata. Mas o executivo madeirense apresentou um projecto considerado de interesse público, que será co-financiado pela União Europeia através do programa operacional de pesca Promar.
A região autónoma foi pioneira no país na criação de recifes artificiais através do afundamento de embarcações. Em Outubro de 2000, o cargueiro Madeirense, construído na década de 60, e que durante décadas ligou o continente ao Funchal, e mais tarde assegurou a travessia entre as duas ilhas do arquipélago, foi afundado também ao largo do Porto Santo, naquela que foi a primeira operação do género realizado em Portugal. A corveta General Pereira d’Eça vai agora fazer-lhe companhia. Um destino que agrada os responsáveis pela Marinha Portuguesa, pois em vez de ser desmantelado o navio será preservado, numa espécie de museu subaquático.
Construído nos estaleiros alemães Blohm & Voss, o General Pereira d’Eça pertencia à classe João Coutinho, tendo sido um dos primeiros navios estrangeiros construídos na Alemanha após a II Guerra Mundial. Das seis corvetas da classe, apenas duas continuam no activo: o Jacinto Cândido, que continua a navegar, e o António Eanes, que está a ser reparado para regressar ao mar.
A classe João Coutinho foi projectada pelo engenheiro naval português Rogério d’Oliveira, de acordo com as especificidades da guerra no Ultramar. A sua operacionalidade fez com que desse origem a outras classes de navios utilizados pelas marinhas de Espanha, Egipto, Marrocos, Argentina, França e Turquia. (Público)
29 de outubro de 2014
Corveta da Marinha será recife artificial na Madeira
O Ministério da Defesa deu à Madeira a corveta da Marinha ‘NRP General Pereira d’Eça’. A ideia é fazer da embarcação, uma vez afundada, um recife artificial e um local privilegiado para a observação da vida marinha e simultaneamente um museu subaquático e pólo de atracção turística na área do mergulho amador.
A corveta, pertencente à classe João Coutinho e abatida ao efectivo dos navios da Armada Portuguesa a 2 de Julho, foi alienada a título gratuito.
A candidatura deste projecto foi formalizada pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais ao programa comunitário PROMAR -RAM /medida de protecção e desenvolvimento da fauna e flora subaquática, através do Parque Natural da Madeira.
O Governo Regional quer afundar a embarcação na costa sul da ilha, em local ainda não especificado, para atrair mergulhadores. Existem três locais possíveis que estão a ser estudados em conjunto com empresas de mergulho, grupos desportivos e associações.
Em Junho de 2013, o Governo Regional da Madeira pediu duas embarcações à Marinha portuguesa para posterior afundamento mas, até agora, só esta foi cedida. (SOL)
A corveta, pertencente à classe João Coutinho e abatida ao efectivo dos navios da Armada Portuguesa a 2 de Julho, foi alienada a título gratuito.
A candidatura deste projecto foi formalizada pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais ao programa comunitário PROMAR -RAM /medida de protecção e desenvolvimento da fauna e flora subaquática, através do Parque Natural da Madeira.
O Governo Regional quer afundar a embarcação na costa sul da ilha, em local ainda não especificado, para atrair mergulhadores. Existem três locais possíveis que estão a ser estudados em conjunto com empresas de mergulho, grupos desportivos e associações.
Em Junho de 2013, o Governo Regional da Madeira pediu duas embarcações à Marinha portuguesa para posterior afundamento mas, até agora, só esta foi cedida. (SOL)
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