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22 de abril de 2021

Centro de Excelência da NATO edificado no Instituto Hidrográfico

​​(Marinha)O Centro de Excelência MGEOMETOC encontra-se em processo de acreditação, sob a coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Quando se concluir a sua acreditação (prevista para o final de 2021), este será o primeiro Centro de Excelência português acreditado pela NATO, evidenciando o papel de vanguarda da Marinha nesta área do conhecimento.

Esta iniciativa visa aproveitar o conhecimento da Marinha nas áreas da informação geoespacial, meteorologia e oceanografia através de um trabalho conjunto com outros ramos e forças armadas de diferentes países, no sentido de responder eficazmente aos desafios marítimos crescentes da Aliança.

A Marinha Portuguesa apoia este centro, em especial através do IH, onde se localiza e, também, através da Direção de Tecnologias de Informação e Comunicações, no seu âmbito.

21 de abril de 2021

Supreme Allied Commander Transformation visita Centro de Excelência MGEOMETOC no Instituto Hidrográfico

(Marinha)O general André Lanata, Supreme Allied Commander Transformation (SACT) visitou esta terça-feira, dia 20 de abril, o mais recente Centro de Excelência da NATO, situado no Instituto Hidrográfico, Maritime Geospatial, Meteorological & Oceanographic Centre of Excellence (MGEOMETOC COE).

24 de setembro de 2019

Inscrições abertas para workshop sobre tecnologias marinhas 'Marinetech 2019'

(MGP)​​​​​​​​​O Marinetech é um workshop dedicado às Tecnologias Marinhas onde laboratórios de instrumentação, agentes de comercialização, investigadores, operadores económicos no domínio do mar, entidades públicas e privadas responsáveis por operações no mar e outros agentes económicos, com interesses directos ou indirectos no meio marinho, se juntam para partilhar experiências, sucessos e dificuldades, críticas, anseios e perspectivas de desenvolvimento.

A 3ª edição do Marinetech irá ocorrer no Centro de Congressos do Estoril, de 3 a 5 de Dezembro de 2019.

Para mais informação consulte o site: marinetech.hidrografico.pt

14 de março de 2019

Ministro da Defesa Nacional visita o Instituto Hidrográfico

(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho visitou hoje o Instituto Hidrográfico, no Convento das Trinas, em Lisboa, considerado pelo próprio como “uma instituição incontornável e de enorme valor estratégico na Defesa Nacional”.

O Chefe do Estado-Maior da Armada Almirante Mendes Calado, na recepção ao Ministro, destacou o papel fundamental do Instituto, “cuja valia estratégica se afirma exactamente por ser parte integrante da própria Marinha Portuguesa, prossegue as suas missões fundamentais de natureza militar a que acresce a vertente cientifica e de defesa do ambiente no âmbito alargado de desenvolvimento do nosso país”.

Entre outros domínios de actuação, o Almirante assinalou o mapeamento do mar português, que permite conhecer o fundo do oceano sob soberania e jurisdição nacional; o apoio à esquadra e às organizações das quais o país faz parte, como a NATO, desenvolvendo a capacidade do Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval nos domínios da informação geoespacial, meteorológica e oceanográfica; e a cooperação com os Países de Língua Portuguesa, onde se assume como parceiro para o desenvolvimento da economia do mar no que concerne à hidrografia e à cartografia.

No âmbito das atribuições do IH, o Ministro, lembrou a “grande utilidade na preparação e acompanhamento da acção das nossas Forças Armadas em contextos operacionais, permitindo-lhes informação mais detalhada, actualizada e fiável na preparação da sua acção”.

O Director-Geral do IH, Contra-Almirante Carlos Ventura Soares, fez uma breve apresentação do mesmo, que passou pela descrição da sua organização, dos recursos financeiros, meios operacionais, destacando o capital humano, que considerou “fundamental”.
Enquanto laboratório de estado e órgão da Marinha para as ciências de técnicas do mar, o IH tem vindo, ao longo do tempo, a fortalecer as suas valências nos domínios da previsão e monitorização meteo-oceanográfica (METOC), nomeadamente com a edificação de redes de observação e recolha de dados, assim como com a implementação de sistemas de previsão operacional.

Nessa medida, foi criado, em 2017, o Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval (CMETOC), hoje visitado pelo Ministro, que tem por missão “assegurar a gestão e a disponibilização da informação geoespacial, meteorológica e oceanográfica (GEOMETOC), essencial ao planeamento e à condução das operações da Marinha e à actividade do IH, bem como promover e acompanhar a investigação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação, no domínio dos produtos e sistemas de apoio GEOMETOC militar”.

A proposta de criação, a partir do CMETOC, de um Centro de Excelência NATO nesta matéria – o NATO Maritime Geospatial, Meteorological & Oceanographic Centre of Excellence -, já em avaliação pela NATO, permite, nas palavras do Ministro, “dar visibilidade ao trabalho de qualidade superior aqui desenvolvido e que pode ser colocado ao serviço da Aliança Atlântica”.

Ainda sobre este projecto, João Gomes Cravinho considera que “dará ao IH, às Forças Armadas e ao país um reconhecimento da qualidade da investigação científica aqui desenvolvida e do seu potencial operacional”.

A terminar o seu discurso, o Ministro destacou o carácter histórico do IH, mas também as possibilidades em aberto para o futuro, “o trabalho para desenvolver este Centro de Excelência é uma forma de dinamizar este futuro, neste caso em particular relacionado com a NATO, mas também mais uma vez com múltiplas possibilidades de utilização civil e militar”. Trata-se, nas palavras do Ministro, de um “reforço entre a Defesa Nacional e o desenvolvimento económico, social, cientifico do nosso país. Creio que aqui congregam-se, de forma simbólica, muitos elementos característicos do relacionamento entre as Forças Armadas e a nossa sociedade para o futuro”.

No próximo ano o Instituto Hidrográfico comemorá o seu 60º aniversário.

15 de outubro de 2018

Cooperação entre Portugal e Espanha “passa com distinção”

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e a sua homóloga Margarita Robles, ministra da Defesa de Espanha, estiveram presentes, esta quarta-feira, na cerimónia de apresentação das Cartas Hidrográficas, Portuguesas e Espanholas, do rio Guadiana, na Câmara Municipal de Ayamonte, em Espanha.

“A solidez da relação entre países avalia-se, naturalmente, pela espessura dos laços tecidos no passado, mas também, sobretudo, pelos compromissos que assumimos no presente e por aqueles que com fôlego projectamos no futuro”, considerou Azeredo Lopes sobre a importância do trabalho realizado pelos dois ministérios, através dos seus Institutos Hidrográficos.

Para o governante português não restam dúvidas de que “a relação entre Portugal e Espanha passa com distinção, em todos estes parâmetros”, e exemplo disso, é este projecto ser replicado no rio Minho, outro dos cursos de água dividido pelos dois países, e que deverá estar concluído nos próximos dois anos.

As diferenças no plano hidrográfico, quanto à profundidade e altimetria já não existem, o que significa uma “maior segurança na navegação, maior confiança no trabalho científico e técnico das partes”, considerou Azeredo Lopes. É tempo agora de “olhar para o próximo projecto, que é o que falta, que é o do rio Minho”.

O Ministro da Defesa destacou ainda a importância desta cooperação com o Estado espanhol, pois é uma “forma de os dois países, numa área muito técnica, mas que tem consequências práticas para a vida das pessoas, darem um passo importante e simbolicamente exprimirem acima de tudo a sua amizade”.

Para Margarita Robles, a colaboração entre os dois Institutos Hidrográficos é fundamental e a chave da segurança marítima da região. A Ministra da Defesa espanhola, sublinhou o papel das Forças Armadas dos dois países na defesa de valores comuns “são um exemplo claríssimo de como se pode defender a paz e a liberdade do mundo, levando com muito orgulho os nomes de Espanha e Portugal”.

A cerimónia contou ainda com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, dos Directores dos Institutos Hidrográficos de Portugal e Espanha, Oficiais da Armada portuguesa e espanhola e autoridades civis e militares. (Defesa)

9 de maio de 2018

MARINHA INICIA CAMPANHA HIDROGRÁFICA NOS AÇORES

A Marinha, através do Instituto Hidrográfico e do navio hidrográfico Almirante Gago Coutinho, encontra-se na Região Autónoma dos Açores para efectuar levantamentos topo-hidrográficos, no âmbito do Projecto de Mapeamento do Mar Português, cujo objectivo principal é contribuir para o conhecimento dos fundos marinhos, necessário à promoção de actividades de desenvolvimento técnico-científico e económico nas áreas de interesse nacional e à correspondente actualização cartográfica. (Marinha)

21 de dezembro de 2017

O navio hidrográfico “D. Carlos I” regressa de missão em África

O navio, que largou de Portugal no 1 de Outubro, em conjunto com uma equipa da Brigada Hidrográfica do Instituto Hidrográfico, realizou trabalhos de natureza cientifica para mapeamento do fundo do rio Geba e acessos ao porto comercial de Bissau (Guiné-Bissau). Também executou o mesmo tipo de trabalhos de levantamentos hidrográficos no arquipélago de Cabo-Verde.

Esta missão enquadra-se no âmbito da cooperação técnico-militar e de ações de apoio à diplomacia, em particular com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O navio foi empenhado em diversas actividades de cooperação com a Guiné-Bissau e Cabo Verde, mas também com o Senegal, Mauritânia e Marrocos, visando a realização de um conjunto de actividades contributivas para o esforço integrado de segurança cooperativa da CPLP, na costa ocidental africana, e para satisfação dos compromissos internacionais assumidos por Portugal com outros países africanos da região.

A bordo do navio, para além da guarnição de 37 militares, estiveram também embarcadas: uma equipa da Brigada Hidrográfica do Instituto Hidrográfico, uma equipa de fuzileiros do pelotão de abordagem, uma equipa de mergulhadores e um médico da Marinha, num total de 50 militares. (MGP)

4 de novembro de 2017

A MARINHA TEM UM NOVO “CENTRO METEOROLÓGICO E OCEANOGRÁFICO NAVAL

Nos últimos anos, o Instituto Hidrográfico (IH), uma unidade orgânica da Marinha, desenvolveu valências avançadas no domínio da previsão meteo-oceanográfica, tendo edificado redes de observação em toda a costa e desenvolvido um avançado sistema de previsão operacional. Estas valências foram agora concentradas no novo Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval (CMETOC), situado dentro das instalações do Instituto Hidrográfico e da dependência do seu Director-geral.

Este centro, operado por 14 pessoas distribuídas por quatro áreas temáticas (Oceanografia, Meteorologia, Informação geoespacial e Guerra de Minas), vai produzir informação de previsão meteo-oceanográfica fundamental para o apoio às modernas operações da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional.

De entre os produtos salientam-se os mais genéricos relacionados com a previsão do estado do mar, em diferentes escalas, locais e profundidades, até aos diagramas de impacto na missão em curso, em função dos meios empregues. O cidadão que usa o mar também vai beneficiar deste centro pois alguns dos produtos de previsão serão disponibilizados através do portal do Instituto Hidrográfico em www.hidrografico.pt.​ (MGP)

29 de agosto de 2017

MARINHA MAPEIA MAR DOS AÇORES

Para a realização deste levantamento, que compreende a cobertura completa do fundo do mar de uma área com 33 200 km2, foram percorridos um total de 6900 milhas durante 31 dias de navegação a uma velocidade média de 6 nós.

Neste levantamento, com o objectivo de obter informação detalhada e actualizada das profundidades no mar da região, o sistema multifeixe de grandes fundos detectou profundidades entre os 200 e os 4000 metros de profundidade.

Estes dados, depois de sujeitos a um controlo de qualidade e validados pelo instituto Hidrográficos permitirão actualizar a cartografia náutica. (MGP)

9 de fevereiro de 2017

MARINHA PORTUGUESA NO ANTÁRTICO

A convite do Instituto Hidrográfico da Armada Espanhola, um oficial hidrógrafo da Marinha Portuguesa, a prestar serviço no Instituto Hidrográfico, irá participar na campanha do Projecto Galileo IHM-2, no âmbito da XXII Campanha Antárctica Espanhola 2016-2017.

O projecto decorrerá a bordo do navio da Armada Espanhola “BIO Hespérides” (Buque de Investigación Oceanográfica), entre hoje, 8 de Fevereiro, e 14 de Março de 2017, e terá como objectivos testar na região da Antárctica o serviço GNSS Galileo (Global Navigation Satellite System), em serviço aberto, Open Service) e PRS, Public Regulated Service, e executar levantamentos hidrográficos na região Antárctica para produção cartográfica.

O sistema Galileo, promovido pela Comissão Europeia e desenvolvido conjuntamente com a Agência Espacial Europeia, tem como objectivo dotar a Europa com um sistema alternativo de posicionamento que reduza a dependência do sistema americano GPS e do sistema russo GLONASS. Trata-se de um serviço mais avançado a nível tecnológico que oferece novos serviços e maior rigor no posicionamento geográfico em comparação com o GPS. Uma das grandes vantagens do sistema Galileu é o maior rigor em altas latitudes face ao sistema GPS e Glonass, pelo que estes testes são importantes para confirmar a qualidade dos dados dos sinais de cobertura dos satélites Galileu, em particular em área remotas de difícil acesso.

Esta cooperação entre os Institutos Hidrográficos de Portugal e de Espanha, ao ser realizada em mar e em latitudes extremas, representa um importante passo no processo de validação do Galileu-PRS, constituindo uma oportunidade única para ambos os países no âmbito do contributo para a segurança da navegação e do conhecimento do fundo marinho.
A informação sobre as actividades em curso nesta missão será actualizada sempre que houver possibilidade de comunicação com navio, através da página oficial de Facebook do Instituto Hidrográfico. (mgp)

23 de fevereiro de 2016

Marinha encontrou em Cascais caça-minas afundado na I Guerra

"No ano em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Primeira Grande Guerra, a detecção e recolha de informação relativa a este navio reveste-se de um especial interesse histórico", destaca a Marinha em comunicado.

Segundo uma fonte da Marinha, o incidente com o "Roberto Ivens" estava retratado, "mas aproveitou-se uma missão com um navio hidrográfico para fazer uma busca", tendo sido detectados e identificados na segunda-feira os destroços do caça-minas, a cerca de quatro milhas náuticas (oito quilómetros) a sul da entrada da barra do Porto de Lisboa, com recurso a um sonar lateral.

"Agora vamos com o ROV (Remotely Operated Vehicle), o equipamento que permite recolher imagens em profundidade, ver o estado em que está e podemos avaliar a hipótese de o reflutuar e recuperar os destroços. Vamos ver como vamos evoluir", acrescentou a mesma fonte.

A detecção do antigo arrastão afundado foi feita pelos elementos da lancha Andrómeda, com uma equipa do Instituto Hidrográfico e um elemento do Instituto de História Contemporânea.

De acordo com a Marinha, no dia 26 de Julho de 1917, pelas 15.15 horas, o caça-minas "Roberto Ivens", antigo arrastão "Lordelo", requisitado em 1916 no âmbito da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, embateu contra uma mina fundeada por um submarino inimigo e afundou-se a cerca de 12 milhas (24 quilómetros) a sul de Cascais.

Este acidente causou a morte de 15 elementos da guarnição, entre eles o comandante, 1.º tenente Raul Alexandre Cascais, de três sargentos e de 11 praças, ficando ainda ferido o capitão da marinha mercante Francisco António Biaia. Sete sobreviventes foram recolhidos pelo rebocador "Bérrio".

Em comunicado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior lembra que o caça-minas foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a "perder-se durante a Grande Guerra".

O destroço do caça-minas agora localizado está "numa posição distinta daquela onde a documentação oficial o apontava como perdido", refere o Ministério.

"A localização permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas territoriais portuguesas", sublinha o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior. (JN)

24 de janeiro de 2015

IH recebe a Menção Honrosa do Prémio de Defesa Nacional e Ambiente 2013

O Instituto Hidrográfico da Marinha recebeu esta quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2015, a “Menção Honrosa do Prémio de Defesa Nacional e Ambiente 2013” pela candidatura apresentada, com a designação de “Sistema de Monitorização e Previsão Operacional da ZEE Portuguesa – MONIZEE”, sendo esta reconhecida “como merecedora desta menção, dada a abrangência e qualidade da integração das preocupações de eficiência energética e ambientais na actividade militar”.

A Base Aérea n.º 6, no Montijo foi o vencedor do prémio “Defesa Nacional e Ambiente 2013”, com o trabalho “Cumprir a Missão, preservando o Ambiente.”

A cerimónia teve lugar no Salão Nobre do Ministério da Defesa Nacional, tendo sido presidida por S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco. (IH)

12 de janeiro de 2015

Presidente da República visita Instituto Hidrográfico

O Presidente da República, juntamente com o ministro da Defesa Nacional e com o Chefe de Estado-Maior da Armada visitou o Instituto Hidrográfico (IH), tendo tido a possibilidade de se inteirar do envolvimento deste instituto no processo de extensão da plataforma continental, entre outras matérias.

A visita iniciou-se com a apresentação do Director-geral do Instituto Hidrográfico - contra-almirante José Luis Seabra de Melo – tendo o próprio explicado o trabalho desenvolvido pelo IH.

Terminada a apresentação o Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas e restante comitiva visitaram as divisões de Navegação, Oceanografia e Hidrografia e os Laboratórios de Química e Poluição do Meio Marinho e de Sedimentologia. (Defesa.Pt)

28 de outubro de 2014

IH NA ORGANIZAÇÃO DA 7ª CONFERÊNCIA EUROGOOS

A 7ª Conferência EuroGOOS, co-organizada pelo Instituto Hidrográfico e pelo secretariado da EuroGOOS, realiza-se entre 28 e 30 de Outubro, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Esta é uma associação internacional sem fins lucrativos, de agências e organizações de investigação, dedicada à oceanografia operacional, à escala europeia, no contexto do Sistema Global de Observação dos Oceanos, enquadrado na Comissão Oceanográfica Inter-governamental da UNESCO. (MGP)

22 de setembro de 2014

EFEMÉRIDE - FOI CRIADO O INSTITUTO HIDROGRÁFICO

O Instituto Hidrográfico (IH), órgão da Marinha Portuguesa, foi criado pelo Decreto-Lei n.º 43177, de 22 de Setembro de 1960. (MGP)

27 de junho de 2014

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional pede mais aproximação da investigação à indústria

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional considerou um importante desafio “aproximar mais quem investiga e inova daqueles que podem transformar estas conquistas em projectos industriais”, pedindo ao Instituto Hidrográfico que reforce “a permanente preocupação de colaborar com as empresas e a indústria nacional”.

Intervindo na sessão de encerramento das 3ªs Jornadas de Engenharia Hidrográfica, esta quinta-feira, Berta Cabral disse que “o Instituto Hidrográfico é uma entidade capaz de satisfazer as necessidades para a operação militar da Marinha e, simultaneamente, assegurar a informação indispensável para a navegação em geral. Com esta valência dupla, evita uma escusada e inaceitável duplicação de meios, numa altura em que o país se debate com severos constrangimentos”, acrescentou a governante, ao lado do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Macieira Fragoso, e do Director-geral do Instituto Hidrográfico, Vice-Almirante Silva Ribeiro, e perante uma plateia maioritariamente composta por investigadores.

Berta Cabral, insistindo na ideia de que é necessária “firme determinação para impedir a existência de meios redundantes e para potenciar os que existem, partilhando-os”, concluiu que “o Instituto Hidrográfico é indispensável para a Marinha e é vantajoso para o próprio Instituto e para o país que este Laboratório do Estado se mantenha na esfera da Marinha, com missão e objectivos definidos de forma rigorosa”.

As 3ªs Jornadas de Engenharia Hidrográfica reuniram, durante três dias, engenheiros hidrógrafos e outros investigadores, que propuseram mais de uma centena de trabalhos, oriundos sobretudo de Portugal mas também de outros países lusófonos, da Espanha e da Noruega. (Defesa.pt)

28 de maio de 2014

Missão oceanográfica vai a caminho da fronteira norte de Portugal

Em 2012, estiveram na fronteira sul. Esta terça-feira partiram, de Lisboa, para os limites norte da nova fronteira marítima portuguesa que resultará da extensão da plataforma continental, para lá das 200 milhas náuticas. A bordo o navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa, cientistas e técnicos responsáveis por esse trabalho irão utilizar o robô submarino não tripulado Luso, que mergulha até aos 6000 metros: pretendem apanhar amostras geológicas do fundo do mar que fortaleçam a proposta portuguesa de extensão da plataforma.

Três pontos prévios, antes de mais. Primeiro, ao abrigo Convenção das Nações Unidas sobre o Mar, ou Lei do Mar da ONU, Portugal, como outros países, pode agora alargar pacificamente o seu território no mar – neste caso, alargar a jurisdição sobre solo e subsolo marinhos a partir das 200 milhas (370 quilómetros) da Zona Económica Exclusiva (ZEE). É isto que se designa por extensão da plataforma continental: enquanto a ZEE dá jurisdição tanto sobre a água como sobre o fundo do mar, a extensão da plataforma permite essa jurisdição “apenas” sobre o solo e subsolo marinhos.

Segundo ponto, a proposta portuguesa já foi entregue nas Nações Unidas, a 11 de Maio de 2009, para ser aí apreciada do ponto de vista jurídico e científico por uma subcomissão da Comissão de Limites da Plataforma Continental. Enquanto tal não começar – o que não se espera antes do final de 2015, início de 2016, para depois saírem daí recomendações favoráveis ou desfavoráveis em relação aos limites propostos, ou parte deles –, o país pode ir apresentando dados técnico-científicos que a reforcem.

Terceiro, a partir da entrega da proposta na ONU, a Lei do Mar permite que o país comece logo a exercer direitos de soberania sobre o solo e subsolo marinhos dessa nova área para lá das 200 milhas, para explorar e aproveitar recursos naturais. Esses direitos são exclusivos de Portugal (nenhum outro país pode assim exercer aí actividades de exploração sem o seu consentimento) e não dependem da ocupação deste território.

A partir dos Açores, 500 milhas

Na actual missão oceanográfica, até 22 de Junho, o navio seguirá para os Açores e daí para a área que está agora na mira da equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) – a zona de fractura de Maxwell. Esta área fica 500 milhas (926 quilómetros) a norte dos Açores, mesmo junto ao bordo norte proposto para a extensão da plataforma continental portuguesa.

Explicando o que é a fractura de Maxwell, ela encontra-se na Dorsal Médio-Atlântica, a cordilheira que atravessa o Atlântico de cima a baixo e onde está a formar-se crosta terrestre nova. Por essa razão, as placas tectónicas estão a afastar-se (lentamente) umas das outras. Ora esta cordilheira, que parece uma coluna vertebral no fundo do Atlântico, é cortada transversalmente por muitas fracturas – uma delas é precisamente a zona de fractura de Maxwell.

Na zona da fractura de Maxwell, este bordo norte da proposta de extensão continua mal conhecido. Por isso, o Luso, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês), mergulhará aí, comandado por um cabo a partir do navio, para os seus braços robotizados apanhem rochas do fundo do mar. “Se tivermos bom tempo, a ideia é fazermos pelo menos dez mergulhos”, o geólogo Pedro Madureira, que chefia a missão oceanográfica, constituída por 13 cientistas e técnicos, incluindo um investigador cabo-verdiano, uma israelita e uma tailandesa no âmbito de colaborações internacionais.

“Vamos colher rochas com o ROV para ter mais dados dos que os que existem nas bases de dados públicas e consolidar a nossa proposta de extensão”, explica ainda Pedro Madureira, referindo-se à informação divulgada na literatura científica internacional.

A ideia agora é apanhar rochas e sedimentos que apresentem certas semelhanças com dos Açores, para se poder argumentar que a plataforma continental em redor destas ilhas se prolonga efectivamente até à zona de fractura de Maxwell.

Em 2012, a equipa da EMEPC e o Almirante Gago Coutinho foram em direcção precisamente oposta á actual: dirigiram-se para os limites sul da fronteira marítima apresentada por Portugal, a mais de 500 milhas a sudoeste do centro dos Açores. A mesma lacuna informativa existia aí em relação à zona de fractura de Hayes, outra das muitas fracturas da Dorsal Médio-Atlântica. (Público)

6 de maio de 2014

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE INSTRUMENTAÇÃO MARÍTIMA (CIM) DO INSTITUTO HIDROGRÁFICO

Será inaugurado, hoje, dia 6 de Maio, às 12h00, o Centro de Instrumentação Marítima (CIM) do Instituto Hidrográfico (IH), órgão da Marinha e simultaneamente Laboratório do Estado, sediado na Base Hidrográfica na Azinheira, no Seixal.

O CIM assume-se como crucial nas actividades do IH, dado que proporcionará o adequado suporte técnico a todos os trabalhos a serem desenvolvidos no âmbito da missão do Instituto, nomeadamente no que diz respeito à manutenção, calibração e formação na condução e operação de sistemas, equipamentos e instrumentos utilizados nas actividades de serviço público e de investigação e desenvolvimento.

O CIM possui, desde já, uma capacidade técnica única no país, que se pretende disponível não apenas para o IH, mas também para apoiar os centros de investigação nacional na área do mar, sejam eles outros Laboratórios do Estado, Universidades ou Laboratórios Associados.
Acresce a pretensão da sua internacionalização, no sentido de permitir que instituições e centros de investigação do mar de outros países, nomeadamente de Espanha, Brasil e Países Africanos de Língua Portuguesa, possam beneficiar dos serviços disponibilizados pelo CIM, dadas as lacunas que apresentam nesta área.

O Centro de Instrumentação Marítima é parte de uma estratégia activa destinada ao estabelecimento de uma infraestrutura nacional, que possa apoiar tecnicamente actividades de natureza científica, de vigilância e protecção ambiental e de desenvolvimento económico no mar sob jurisdição nacional. (MGP)

27 de abril de 2014

SEMINÁRIO OBRAS MARÍTIMAS E PROTECÇÃO DA ORLA COSTEIRA

O Instituto Hidrográfico (IH) vai realizar o seminário subordinado ao tema “Obras marítimas e protecção da orla costeira”, que ocorrerá no dia 29 de Abril de 2014, no auditório do IH - Rua das Trinas 49, em Lisboa.

​Este evento insere-se num conjunto de iniciativas que o IH tem realizado nos últimos anos, com o objectivo de divulgar a Hidrografia, a Cartografia Náutica e a Oceanografia, e a forma como pode contribuir para o desenvolvimento económico e social do País, integrando os contributos de outras entidades nacionais e estrangeiras com interesses no Mar.

O tema do seminário releva da importância das obras marítimas para a economia e segurança dos estados costeiros e decorre das últimas tempestades de Inverno, cujos níveis de destruição foram amplamente noticiados e sentidos pelas populações ribeirinhas.

Na convicção de que este evento representa uma contribuição muito relevante para a informação e o debate de ideias sobre matérias consideradas de interesse para todas as actividades relacionadas com o Mar, convidamos a estar presente nesta iniciativa. (MGP)

15 de março de 2014

IH PUBLICA A PRIMEIRA CARTA NÁUTICA COM CÓDIGO DE RESPOSTA RÁPIDA


Este código, que será impresso nas margens de cada carta, visa tirar partido dos tablets e smartphones que disponham de uma aplicação destinada à sua leitura.
 
Para tal, basta possuir um dispositivo com acesso à internet e apontá-lo para o QRcode, para que o dispositivo aceda directamente, através do serviço ANAVNET disponível no portal do Instituto Hidrográfico, à informação dos Avisos aos Navegantes em vigor, necessários para manter actualizada a Carta Náutica correspondente. (M.G.P)