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22 de fevereiro de 2019

Exército está a formar 1100 militares em Vigilância Activa Pós-rescaldo

(Exército)O Exército Português, através do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), iniciou, no dia 11 de Fevereiro, o primeiro curso de 2019 de especialização em Vigilância Activa Pós-rescaldo para Forças Militares.

Durante o mês de Fevereiro e Abril, o RAME, na sua qualidade de centro de formação nacional para o Apoio Militar de Emergência, vai receber cerca de 1100 militares, totalizando 53 pelotões do Exército, de diversas unidades militares, e 2 pelotões da Armada.

Esta formação é certificada pela Escola Nacional de Bombeiros e tem a duração de três dias. O primeiro dia incide na formação teórica, no Centro de Operações de Apoio Militar de Emergência, por elementos da Estrutura de Comando da ANPC e por elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB), sendo feito um enquadramento geral no âmbito do apoio à Protecção Civil, do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro, do Sistema de Gestão de Operações, da abertura de faixas de contenção e da segurança nos incêndios florestais.

Nos dois dias seguintes os pelotões passam à prática e fazem uma primeira abordagem às ferramentas manuais que são utilizadas nas operações de rescaldo pós-incêndio. A fase prática subsequente inclui a abertura de faixas de contenção e vigilância, assim como a aplicação das regras de segurança em incêndios florestais.

7 de outubro de 2017

AEM Portugal promove primeiro curso de ‘Tactical Combat Casualty Care’ na Madeira

A AEM Portugal, Associação para a Cooperação e Formação em Emergência Médica, irá levar a cabo, pela primeira vez na Madeira, um curso ‘Tactical Combat Casualty Care’ (TCCC), que irá decorrer entre os dias 9 e 11 de Outubro, nas instalações do Centro de Salvamento Costeiro do SANAS, no Aterro do Aeroporto da Madeira (Santa Cruz).

Segundo a AEM Portugal, este programa de formação surgiu no seio das Unidades de Operações Especiais das Forças Armadas dos EUA, como programa de referência e de padronização de procedimentos de abordagem dos feridos em missões militares. Actualmente, todos os ramos das Forças Militares dos EUA estão treinados neste modelo, que constitui igualmente um ‘standard’ em missões NATO. Este evento vai já na sua nona edição em Portugal Continental e realiza-se agora, pela primeira vez, na RAM.

Esta formação destina-se a médicos, enfermeiros, militares, PSP, GNR, Bombeiros e Técnicos de Emergência, que queiram desenvolver competências nesta área. O curso, que decorre durante três dias (cada um deles dedicado a uma fase de abordagem: ‘Care Under Fire’, ‘Tactical Field Care’ e ‘Tactical Evacuation Care’), será ministrado por Operações Especiais, GNR, Exército, Unidade Especial de Polícia, e elementos civis relacionados com a Emergência Médica, nomeadamente médicos e enfermeiros com elevado nível de experiência em emergência pré-hospitalar.

A entidade formadora, fundada em 2009 e sediada no Porto, espera contar com a presença (ainda não confirmada) do Secretário Regional da Saúde, Pedro Ramos, Presidente da Protecção Civil, Capitão José Dias, e do Comandante do Centro de Salvamento Costeiro, Emanuel Silva, na sessão de abertura do curso, na próxima segunda-feira. (Dnoticias)

24 de fevereiro de 2016

TREINO OPERACIONAL PARA MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS NO ÂMBITO DO DISPOSITIVO ESPECIAL DE COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS

Nos dias 17 e 18 Fevereiro decorreram no RI13, BrigMec e RA5 acções de treino operacional no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para Comandantes e Sargentos de Pelotão.

Estas acções de treino foram ministradas por elementos da Força Especial de Bombeiros e visaram dotar os militares que as integraram dos conhecimentos teórico-práticos necessários para actuarem em missões de rescaldo e de vigilância pós-incêndio no âmbito do Plano Lira. (Exército)

23 de maio de 2015

Helicópteros Kamov em terra

Os cinco helicópteros Kamov, utilizados no combate aos incêndios florestais, estão parados, devido ao processo de transferência para a empresa que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos, indicou a Protecção Civil.

Fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) disse à Lusa que, neste momento, não há helicópteros pesados para combater os incêndios florestais, estando a paragem relacionada com o processo de consignação das aeronaves para a empresa Everjets, que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.

"O processo obriga a uma paragem dos meios para que sejam avaliados pela nova empresa", afirmou, adiantando que há questões processuais e administrativas que inviabilizam a operação das aeronaves.

A ANPC garantiu que os cinco Kamov vão estar disponíveis a 1 de Julho, quando se inicia a época crítica em incêndios florestais, sublinhando que, nas próximas semanas, devem estar no terreno um ou dois aparelhos.

Actualmente, o dispositivo de combate a incêndios florestais conta com seis helicópteros ligeiros, situados na Guarda, Castelo Branco, Monchique, Aveiro, Braga e Porto, indica a ANPC.

Sobre o incêndio florestal em Ponte de Lima, que está a ser combatido por um helicóptero ligeiro, a Protecção Civil esclarece que as estas aeronaves são utilizadas em combate inicial e o fogo já começou há mais de 24 horas.

De acordo com a ANPC, os helicópteros ligeiros são utilizados em combate inicial e têm um raio de autonomia que não excede os 40 quilómetros.

Em ataque ampliado, como é o caso deste incêndio, utilizam-se meios mais pesados, mas, devido à inexistência desses meios aéreos, o fogo de Ponte de Lima foi reforçado com meios terrestres, sublinhou à Lusa a fonte da ANPC.

A Everjets é responsável pela operação e manutenção dos helicópteros Kamov do Estado, nos próximos quatro anos, depois de ter vencido o concurso público de valor superior a 46 milhões de euros, tendo a ANPC assinado o contrato com esta empresa, no início de Fevereiro.

Além da operação e manutenção dos seis helicópteros Kamov, a Everjets é também responsável pelos trabalhadores da Empresa de Meios Aéreos (EMA), que foi extinta no final de Outubro do ano passado. (RR)

12 de dezembro de 2014

Governo autoriza "compra" de meios aéreos para combate a fogos

A Autoridade Nacional de Protecção Civil vai abrir concurso internacional para a contratação de meios aéreos anfíbios e pesados de combate aos incêndios, no valor máximo de 17,14 milhões de euros, distribuídos pelos próximos três anos.

Segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o concurso público internacional vai ser aberto no início do próximo ano para os anos de 2015, 2016 e 2017.

"O montante de 17,14 milhões de euros reporta-se à totalidade dos três anos. É de sublinhar que aquele valor é a despesa máxima autorizada para efeitos de concurso público com publicidade internacional (...), sendo expectável que o valor efectivo do contrato a celebrar seja inferior", diz a ANPC.

Neste valor, estão incluídas as despesas com a contratação de meios aéreos anfíbios, médios e pesados, para serem usados "durante o período mais crítico de incêndios florestais".

Para o ANPC, esta contratação vai permitir "estabilizar o reforço do dispositivo aéreo do Ministério da Administração Interna para os próximos três anos".

Acrescenta que a contratação destes equipamentos traz vantagens operacionais -- "tais como previsibilidade do dispositivo e a possibilidade de transferir horas não utilizadas em determinado ano, para o ano seguinte" -- além de permitir a redução do custo financeiro.

A despesa com a contratação dos meios aéreos foi autorizada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros. (Negócios)

30 de abril de 2014

Cerimónia de fim de Curso da Força Especial de Bombeiros

Decorreu no dia 28 de Abril, na Base de Apoio Logístico de Castelo Branco, a cerimónia de fim de Curso da 3.ª recruta da Força Especial de Bombeiros – Canarinhos, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, com a integração de 28 novos elementos, que prestaram o seu juramento de Compromisso de Honra. (ANPC)

3 de abril de 2014

Governo aprova 5,7 milhões de euros para equipamentos de protecção de bombeiros

O Conselho de Ministro aprovou hoje uma verba de 5,7 milhões de euros para a aquisição de equipamentos individual de protecção para os bombeiros.

O comunicado divulgado no final do Conselho de Ministro refere que foi aprovado o montante de 5,7 milhões de euros para a aquisição de equipamentos de protecção individual para o combate de incêndios florestais.

Segundo o comunicado, a aquisição dos equipamentos vai ser feita com recurso ao procedimento pré-contratual de concurso público, sendo os encargos financeiros satisfeitos pelas verbas inscritas no orçamento da Autoridade Nacional de Protecção Civil. (Jornal I)

26 de março de 2014

Dispositivo de combate a incêndios florestais com mais meios

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) apresenta hoje o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para este ano, que contará com um reforço de meios.

A apresentação do dispositivo planeado para a época de incêndios florestais deste ano vai ser feita pelo comandante operacional nacional, José Manuel Moura, numa conferência de imprensa, em que estará também presente o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

Numa sessão realizada no passado sábado, em Santarém, com cerca de 700 representantes das associações e corporações de bombeiros de todo o país, o ministro garantiu que haverá mais meios de combate aos incêndios florestais durante o verão.

Miguel Macedo assegurou que está a ser feita uma "aposta num dispositivo reforçado", que compreenda as questões e problemas colocados pelas corporações de bombeiros, e que crie condições para que as "exigências operacionais não fiquem condicionadas por constrangimentos financeiros das corporações".

Antes da conferência de imprensa, realiza-se na ANPC, em Carnaxide, uma reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil para apreciação e aprovação da Directiva Operacional Nacional, documento de planeamento e de organização operacional do DECIF.

Em 2013, os incêndios florestais provocaram nove mortos, oito bombeiros e um autarca, e consumiram mais de 145 mil hectares, a maior área ardida dos últimos oito anos. Lusa/SOL

8 de novembro de 2013

Ministro da Administração Interna diz que Protecção Civil vai ter um "reforço" de verbas

"A protecção civil vai ter um reforço de verbas, que será canalizado para as condições do dispositivo de protecção civil, e portanto, para as corporações de bombeiros", afirmou Miguel Macedo, durante a apresentação do Orçamento do Estado para 2014.
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Segundo o programa orçamental da segurança interna para 2014, disponibilizado aos jornalistas, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai ter um orçamento de 128,1 milhões de euros no próximo ano, mais 500 mil euros do que em 2013.

O ministro disse também que, no próximo ano, vão ser instalados 2.600 terminais para a rede SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal), o que "vai incrementar a comunicação entre todos os agentes de protecção de civil".

No debate, Miguel Macedo adiantou ainda que já está em circulação o diploma que conclui a extinção da Empresa de Meios Aéreos (EMA).

Com as alterações orgânicas da ANPC foi criada a direcção nacional de meios aéreos, estrutura para onde vai transitar a EMA, explicou. (NM)

2 de maio de 2013

Exercício GrandEx '13

É já no próximo dia 4 de maio, pelas 9 horas, que se realiza o GrandEx '13, um exercício à escala real que terá lugar junto ao Parque da Cerca, na Marinha Grande!

O cenário do GrandEx '13 simulará a queda de uma aeronave militar em meio urbano bem como de outros acidentes que podem resultar dessa queda como sendo acidentes rodoviários, pessoas feridas e/ou em pânico.

Este tipo de exercícios constitui uma importante forma de treino dos diversos agentes de protecção civil envolvidos, nomeadamente no que se refere à coordenação entre agentes civis e militares, ao socorro, à emergência, aos meios e às comunicações utilizados em caso real de acidente grave ou catástrofe.

O GrandEx '13 visa o cumprimento de três objectivos: testar tempos, circuitos de informação e procedimentos dos meios envolvidos desde o alarme à chegada ao teatro de operações; testar tempos e circuitos de informação, bem como os graus de comparência e prontidão dos agentes de protecção civil; e testar a actuação no local do acidente e a capacidade de coordenação geral e resposta às situações de emergência.(INEM-Facebook)

20 de julho de 2012

Verdadeiros Heróis de Portugal !



O Blogue Defesa Nacional, manifesta todo o seu apoio e gratidão a todos Bombeiros,Polícias e Militares, que tem sido verdadeiros heróis a combater o grave flagelo dos incêndios florestais.

28 de abril de 2012

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ESTREMOZ HOMENAGEIAM O REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 3

No passado dia 21 de Abril de 2012, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE) homenageou o Regimento de Cavalaria Nº 3 (RC3), atribuindo-lhe a distinção de “Sócio Honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz”.

Os laços de bom relacionamento entre a AHBVE e o RC 3 são já antigos, estando ligados desde 1933, data da fundação da AHBVE, uma vez que o Comandante do primeiro Corpo Activo foi ele próprio Capitão de Cavalaria do RC 3, tendo, posteriormente, outros militares ocupado cargos de relevo na Corporação.

Os inúmeros apoios prestados de parte a parte, fruto das ligações privilegiadas entre as duas instituições, levaram a que, no passado dia 30 de Março de 2012, tenha sido aprovada por unanimidade a distinção de “Sócio Honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz” ao RC 3.

A distinção destina-se a galardoar individualidades ou entidades colectivas, públicas ou privadas, que tenham prestado à AHBVE, serviços, benfeitorias, apoios e outras atividades que mereçam o reconhecimento condigno por parte da Associação.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de várias entidades militarizadas e civis da cidade, o Presidente da Câmara de Estremoz, Luís Filipe Pereira Mourinha, fez a entrega ao Comandante do Regimento de Cavalaria Nº 3, Coronel de Cavalaria Paulo Renato Faro Geada, do diploma referente à distinção atribuída.(Exército)

16 de abril de 2012

Há risco de despedimentos na Força Especial de Bombeiros

“Os bombeiros da Força Especial de Bombeiros (FEB) sofrem os mesmos problemas que todos os bombeiros deste País, profissionais e voluntários: O risco de serem despedidos”, sublinhou ontem Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) que ontem reuniu em congresso, em Santarém.

Uma parte do problema tem sido resolvida com a assinatura de acordos colectivos de trabalho, que têm sido pontuais, em relação aos outros profissionais, "mas a FEB [primeira linha no combate aos fogos florestais] congrega profissionais e voluntários. O que tem que ser negociado com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), até porque estes bombeiros não têm carreira", explica ao CM Fernando Curto.

Dos vários pontos em debate - envolvendo os problemas que atingem os bombeiros profissionais - estiveram os seguros de acidentes pessoais e os seguros de trabalho, que continuam a não contemplar as queimaduras sofridas em cumprimento do socorro às populações, "com a agravante, ainda maior, de todos os tratamentos terem de ser pagos pelos próprios bombeiros", diz Fernando Curto.

Tendo, por isso, uma das conclusões do congresso "a urgência do reconhecimento oficial de que a profissão de bombeiro é de desgaste rápido e que essa especificidade deve estar contemplada nas apólices de seguros", defendida pela ANBP.

Boa parte dos problemas financeiros, falta de meios humanos e optimização dos meios "passa pela organização intermunicipal das corporações", ou seja, a criação de Áreas Metropolitanas - como as de Lisboa e Porto - , que têm planos de emergência articulados com todas as entidades de Protecção Civil que envolve as autarquias. "Mas nós não defendemos a extinção dos bombeiros voluntários. Defendemos é uma maior coordenação entre voluntários e profissionais", diz Fernando Curto, numa posição que foi defendida por todos os representantes dos bombeiros profissionais do País.

Uma posição que é secundado por Sérgio Carvalho, presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais, que reafirmou a necessidade da criação de um cartão de identificação para todos os bombeiros do País e a regulamentação dos horários de trabalho, explicando que "ao abrigo do Regime Geral da Função Pública têm sido praticados horários que não são compatíveis com a profissão de bombeiro".

Os representantes dos bombeiros profissionais, presentes no congresso, foram unanimes em defender "que deve ser diminuído o número de comandantes por município, criando uma organização intermunicipal, que tenha como referencia as cartas de risco para a qualificação das áreas urbana". Esta medida, a ser implementada, levaria à junção de voluntários e profissionais num único comando metropolitano, sendo certo de em todos os distritos poderem ser criadas Áreas Metropolitanas.

Ainda por fazer está o cumprimento de um decreto-lei de 2007, que determina que "os bombeiros profissionais detidos e mantidos na dependência de uma câmara municipal e exclusivamente integrados por profissionais, designam-se bombeiros sapadores", ou seja, os bombeiros municipais ainda não passaram a ser designados unicamente como bombeiros sapadores. "O que não implica mais custos. É apenas uma uniformização das categorias", sublinham a ANBP e o SNBP.

"ESTAMOS NUM ANO COMPLETAMENTE ATÍPICO"
Filipe Lobo D'Ávila, secretário de Estado da Administração Interna, destacou que em três meses de Inverno já foram registados 9159 fogos florestais, em mais de 500% de ocorrências - em comparação com igual período do ano passado - com mais de 80 mil operacionais no terreno e cerca de 145 intervenções de meios aéreos.

"Estamos num ano completamente atípico, em termos meteorológicos e temos mantido um acompanhamento operacional para tomar as medidas que se mostrem necessárias", sublinhou o secretário de Estado, destacando "o diálogo estabelecido, e de que não abdicaremos, com a ANBP, com uma cooperação com um grupo de trabalho, que nos tem permitido conhecer muitos dos problemas e expectativas dos bombeiros.

Ainda assim, Filipe Lobo D'Ávila chamou a atenção para o papel "primordial" dos bombeiros na sociedade, na "formação e criação de uma cultura de segurança".
Não esquecendo o período de crise que o País atravessa, o secretário de Estado lançou o desafio: "Temos todos de trabalhar junto das populações para a prevenção e sensibilização para os comportamentos de risco". (CM)

4 de abril de 2012

Marinha norte-americana desenvolve 'robot' bombeiro

'Octavia' é capaz de receber ordens do parceiro através de comandos vocais e de linguagem gestual, usando câmaras de infravermelhos para detectar o incêndio, usando a sua "mochila" de ar comprimido e água para o apagar.

"Mesmo em tempo de paz, os incêndios representam um dos maiores riscos para a frota norte-americana", segundo o Laboratório de Investigação Naval da Marinha dos EUA.

O 'robot' bombeiro é capaz de reconhecer o parceiro, respondendo às suas ordens vocais ou aos comandos gestuais. No vídeo colocado no YouTube, Octavia é informado sobre a localização do incêndio antes de entrar na sala e o apagar. (DN)

13 de março de 2012

Incêndios: Protecção Civil apresentou dispositivo para 2012

Os incêndios florestais vão ser combatidos na fase mais crítica deste Verão por 9327 bombeiros (9210 em 2011) apoiados por um total de 1987 viaturas (1945 no ano passado) e 44 meios aéreos (mais três que em 2011).

O número de meios e de pessoal – ligeiramente superiores ao do ano passado – foi considerado por Vítor Vaz Pinto, comandante nacional da Protecção Civil (ANPC), como o "mais adequado". O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF 2012) foi ontem apresentado, em Carnaxide, Oeiras.

A estimativa de gastos directos por parte da Protecção Civil será na ordem dos 70,2 milhões de euros, com a grande fatia da verba (45 milhões de euros) destinada aos meios aéreos.

Já os gastos com o pessoal serão na ordem dos 17 milhões, enquanto para os combustíveis estão reservados 1,7 milhões de euros e para as despesas extraordinárias mais 6,5 milhões de euros. Ainda assim, o número de meios apresentado poderá ainda sofrer alterações.

"Mesmo com a actual situação do País, conseguimos um pequeno reforço do dispositivo, que não exclui outro tipo de medidas, que poderão ser ponderadas através da análise operacional feita pela Autoridade Nacional ", disse o secretário de Estado da Protecção Civil, Filipe Lobo d’Ávila. O responsável governamental admite mesmo que possam ser tomadas "medidas excepcionais".

Filipe Lobo d’Ávila afirmou ainda que as verbas disponíveis pouco variam relativamente ao ano passado, realçando mesmo o esforço já feito pelo Governo, devido ao número atípico de incêndios registados no início deste ano, e anunciado pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. "A propósito desta sobrecarga de incêndios nos dois primeiros meses do ano, o Governo já determinou a antecipação de cerca de 400 mil euros em verbas destinadas a 100 corpos de bombeiros, situados em concelhos sujeitos a grande pressão, nomeadamente no que diz respeito ao número de ocorrências", disse o governante. (CM)

25 de novembro de 2011

Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses - "Estrutura de socorro em risco de colapso"

Duarte Caldeira deixa no final do ano a Liga dos Bombeiros Portugueses após 12 anos na presidência. E alerta para a necessidade de uma redefinição do sistema de financiamento sustentável dos corpos de bombeiros.

Correio da Manhã - Esteve 18 anos na direcção da Liga dos Bombeiros Portugueses, 12 deles como presidente. O que mudou na Protecção Civil neste período?

Duarte Caldeira - Como presidente da Liga relacionei-me com sete ministros da Administração Interna e 8 secretários de Estado com esse pelouro. E passei por três alterações legislativas diferentes. Ou seja, foi um período marcado pela instabilidade, que quase transformou o sector num laboratório de experiências legislativas e governativas na área da protecção e socorro. Mas houve três aspectos que evoluíram de uma forma muito importante e para o qual o contributo da Liga foi muito importante: a formação, a profissionalização e a definição de uma estratégia para a juventude.

- E o que ficou por fazer?

- Em termos gerais não evoluímos tanto como gostaríamos. Há uma lacuna resultante do facto de este sector ser um laboratório de experiências legislativas. Não alcançámos um regime de financiamento do socorro confiado a bombeiros que confira estabilidade a estas instituições.

- Tendo em conta a crise financeira, há risco de colapso da estrutura de socorro?

- Sim, há esse risco de colapso. Haverá restrições orçamentais e financeiras. Será preciso fazer mais com menos. Mas se não houver rapidamente uma definição de um modelo de financiamento que dê sustentabilidade a esta estrutura, evidentemente que em muitos locais o socorro, ao nível do que tem sido garantido às populações, irá estar a breve trecho em causa. Que não haja qualquer tipo de ilusão.

- O que pode esperar o sucessor na LBP?

- A missão dos dirigentes da LBP nos próximos três anos terá um quadro muito difícil, que vai exigir muito empenho e capacidade para produzir soluções.

"CORTE NOS TRANSPORTES É IRREVERSÍVEL"

A direcção da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) reuniu anteontem com o Ministério da Saúde e concluiu que "é irreversível a redução do número de transportes de doentes não urgentes pagos pelo ministério", disse Duarte Caldeira. O presidente da LBP adiantou que, até 31 de Dezembro, um grupo de trabalho vai "elencar um conjunto de medidas para minimizar os efeitos desta situação nas corporações".

PERFIL

Duarte Nuno Caldeira tem 60 anos e é natural de Lisboa. Casado e com dois filhos, formou-se em Gestão de Empresas e iniciou a sua ligação aos bombeiros na corporação de Agualva-Cacém. Presidiu à Escola Nacional de Bombeiros até 1994, altura em que integrou a Liga dos Bombeiros Portugueses. Participou no processo de transição de Timor-Leste. (LBP)

10 de novembro de 2011

INEM é a instituição em que os portugueses mais confiam

Os portugueses demonstram um elevado nível de confiança nas instituições de emergência e socorro e proteção civil, com os bombeiros, INEM e Cruz Vermelha a liderarem a lista, segundo um estudo da Universidade de Coimbra.

Os portugueses demonstram um elevado nível de confiança nas instituições de emergência e socorro e proteção civil, com os bombeiros, INEM e Cruz Vermelha a liderarem a lista, segundo um estudo da Universidade de Coimbra.

Numa escala de 1 a 5, todas as instituições ultrapassam o nível médio de confiança da população portuguesa, com destaque para os bombeiros (4,19), Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) (4,11) e Cruz Vermelha (3,96), refere o estudo efectuado pelo Observatório do Risco do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, a que a Lusa teve acesso.

Segundo o estudo realizado no âmbito de um projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, as forças policiais, GNR e PSP, surgem logo a seguir (3,66), seguidas da proteção civil (3,65) e das autoridades locais, juntas de freguesia (3,32) e câmaras municipais (3,22).

Segundo o mesmo documento, a população portuguesa demonstra ter conhecimento dos avisos meteorológicos e dos alertas da proteção civil, "dois indicadores sólidos de uma preocupação geral quanto aos perigos e às suas consequências".

Alertas do IM e da Protecção Civil



Os resultados da investigação mostram igualmente que 69.6% dos inquiridos conhecem os avisos do Instituto de Meteorologia, 40.5% consultam os alertas da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e apenas 20.1% têm conhecimento dos alertas do Serviço Municipal de Protecção Civil.

Entre os que garantem conhecer os avisos meteorológicos e os alertas da proteção civil, 63,4% ativam estratégias de autoproteção após os alertas da ANPC e 50% fazem-no para os avisos do IM.

"Os mais jovens, os com maior nível de instrução e os que habitam em habitações com melhores condições são os que declaram maiores níveis de conhecimento dos alertas", refere o documento.

Como resposta a eventuais situações de emergência, a maioria dos portugueses tem em casa um estojo de primeiros socorros, 65,8 por
cento, enquanto que 41,4% admitem ter comida de reserva e 35,2% água de reserva em casa.

87,6% dos portugueses conhecem 112



Relativamente às medidas preventivas adotadas para enfrentar uma situação de emergência, 87,6% dos portugueses revelam ter conhecimento telefone nacional de emergência, 63,9% têm conhecimento do telefone dos bombeiros e 58,6% sabem qual é o número de telefone das forças policiais.

Pelo contrário, apenas 19,3% conhecem o telefone da polícia municipal, 9,4% admitem ter um curso de socorrismo e 8,2% estabeleceram um ponto de encontro da família no caso de ocorrer uma catástrofe.

O mesmo estudo indica que 14,4% dos inquiridos, 180 pessoas, já foram afetadas por acontecimentos extremos que causaram danos ou perdas.

Entre estes 180 indivíduos, 24,3% (44 pessoas) apontaram as cheias e inundações como o acidente que mais as afetou, seguindo-se os acidentes de viação, com 22,3% (40), as tempestades, trovoadas e chuvas intensas, com 18,1% (33) e os incêndios florestais, com 11% (20).

Mais de metade das pessoas garantiu não ter recebido qualquer tipo de ajuda após os acidentes, 66%, mas dos 23,4% que garantem ter sido ajudados, 63% apontam os bombeiros como o recurso mais fiel, seguidos dos vizinhos (47,4%).

Numa escala de 1 a 5, a maioria dos inquiridos entende que as entidades competentes devem impedir as pessoas de construírem habitações em sítios perigosos mesmo que os terrenos sejam delas (4,20) e que cabe ao Estado tomar medidas preventivas das catástrofes, ainda que isso implique um aumento dos impostos (3,22).

Este inquérito foi realizado entre setembro e outubro de 2008 num universo de 1.200 inquiridos e apresenta uma margem de erro de três por cento. (Expresso)

20 de setembro de 2011

Secretário de Estado na Protecção Civil garante que “cortes não serão cegos”

O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d’Ávila, assegurou hoje que o Governo vai continuar a “reforçar e a reformar o sistema de protecção civil”, mas defendeu que é preciso fazer mais com os mesmos meios.

“Não ignoro que a dotação de mais e de melhores meios é uma aspiração de todas as corporações de bombeiros portugueses, mas todos compreendem que a situação económica do país exige a maior transparência na aplicação dos recursos financeiros e teremos todos que nos esforçar em atingir melhores resultados com os mesmos meios”, referiu o secretário de Estado.

Ainda assim, o governante deixou a certeza de que “os cortes não serão cegos”. “A paz social, a tranquilidade pública e a confiança dos cidadãos são condições indispensáveis ao desenvolvimento do país. A imagem de um país seguro também potencia o investimento e o turismo e reforça a sua competitividade”, sublinhou.

O governante falava durante a homologação de 20 contratos com 17 com associações humanitárias de bombeiros voluntários e três municípios, dos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, que correspondem a um investimento superior a 9,5 milhões de euros.

No próximo dia 28, em Évora, serão homologados mais 17 contratos, representando um investimento de 11,6 milhões de euros.

Sobe assim para 147 o número de projectos contratados, atingindo-se os 157,5 milhões de euros em investimento em equipamentos, veículos de combate a incêndios e de socorro, quartéis de bombeiros e outras infra-estruturas de protecção civil.

Os contratos são celebrados entre a Estrutura de Missão para a Gestão dos Fundos Comunitários (organismo sob tutela do Ministério da Administração Interna) e as entidades beneficiárias, no âmbito da medida de “Prevenção e Gestão de Riscos” do Programa Operacional Valorização do Território (POVT), do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). (Público)

8 de agosto de 2011

Bombeiros Profissionais concordam com ajuda da Força Aérea no combate aos fogos

A Associação de Bombeiros Profissionais concorda que os meios da Força Aérea sejam utilizados no combate aos incêndios, mas critica a proposta de extinção da Empresa de Meios Aéreos (EMA), como defende um estudo pedido pelo Governo.

A reacção ao estudo encomendado pelo ministério da Defesa à Força Aérea Portuguesa foi dada hoje por Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), à saída de uma reunião com o ministro da Administração Interna e com o secretário de Estado da tutela, Filipe Lobo d'Ávila. "Desde 2005 que a ANBP tem um projecto nesse sentido e temos vindo a defender que deveria haver um aproveitamento dos meios do Estado, através das Forças Armadas, que permitisse rentabilizar os meios", afirmou.

Contudo, Fernando Curto discorda da extinção da EMA, "porque mesmo com os meios áreos da Força Aérea ao dispor dos bombeiros, pode haver necessidade de se recorrer aos meios privados", lembrando as "catástrofes" dos incêndios florestais em 2003 e 2005. "Podemos pensar num redimensionamento da EMA para ser utilizada pora um fim específico, pontual", acrescentou. Assim, para o presidente da ANBP, "a organização através da protecção civil dos meios aéreos das Forças Armadas, com devida adaptação desses equipamentos trarão uma mais-valia ao país e vêm reforçar o dispositivo e trazer uma maior vantagem e operacionalidade".

A Força Aérea está em condições de assumir o combate aéreo dos incêndios a partir de 2012, confirmou hoje à Lusa fonte do ministério da Defesa, referindo um estudo desta ramo militar pedido pelo Governo. "O ministério da Defesa Nacional solicitou o estudo à FAP [Força Aérea Portuguesa] e esse estudo já foi entregue, tendo como conclusão principal estar a FAP em condições de assumir o combate os incêndios a partir de 2012", confirmou fonte do ministério de Aguiar Branco. A notícia foi hoje avançada pela TSF, que explica que a medida está a ser ponderada por representar um corte nos custos. Também o ministério da Administração Interna, que tutela a matéria, confirmou estar a estudar a possibilidade, mas não adiantou que redução de custos está em causa.

No entanto, fonte do MAI lembrou que o ministro Miguel Macedo, ouvido no Parlamento dia 26 de julho, já tinha referido que o assunto estava a ser estudado. Segundo a TSF, caso a Força Aérea assuma o combate dos incêndios, será preciso extinguir a EMA - Empresa de Meios Aéreos, sendo que os meios desta empresa pública -- incluindo avionetas e helicópteros - passariam para a tutela da FAP. (DN)

28 de junho de 2011

Reforçar sistema de protecção civil

O Governo quer "reforçar o sistema de protecção civil" através de uma actuação conjunta entre a área da segurança interna e a da defesa nacional, segundo o programa hoje entregue na Assembleia da República.

"Reforçar o sistema de protecção civil intensificando o aproveitamento das sinergias decorrentes de uma actuação conjunta entre a área da segurança interna e a área da defesa nacional e que incorpore e articule as entidades que, em tais áreas, exerçam competências dessa natureza" é o que propõe o novo Executivo.

O Governo pretende proporcionar aos corpos de bombeiros as "condições adequadas ao desempenho da sua actividade", avaliar o dispositivo existente, tendo em conta as "necessidades e os riscos de cada zona em concreto" e clarificar os diversos níveis de intervenção operacional.

Será também dada "prioridade ao combate à sinistralidade rodoviária". Para tal, será feita "uma rigorosa avaliação do sistema actualmente existente" e reforçar, "em coordenação com as instituições da sociedade civil, a aposta na prevenção e na fiscalização selectiva dos comportamentos de maior risco".

Na área da Administração Interna, o programa do Governo refere ainda que procederá às alterações necessárias no processo de recenseamento eleitoral ajustando os procedimentos por forma "a garantir a fiabilidade dos procedimentos eleitorais e a permanente actualização dos cadernos eleitorais". (DN)