Mostrar mensagens com a etiqueta Investigação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Investigação. Mostrar todas as mensagens
17 de abril de 2021
PORTUGAL: "HOST-NATION" DO EVENTO “NATO INNOVATION CHALLENGE”
(FAP) Portugal, através da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional e do Estado-Maior-General das Forças Armadas, organiza com o NATO Innovation Hub, o evento “NATO Innovation Challenge Spring 2021”, que tem como objetivo promover a investigação científica no âmbito de uma gestão eficiente dos objetos espaciais que circulam na esfera terrestre.
O desafio subordinado ao tema “Consciencialização para Esfera Espacial” pretende encontrar soluções inovadoras que permitam à NATO e a outras organizações responderem com mais eficácia a situações de crise na esfera espacial, sensabilizando para a necessidade de uma gestão eficiente dos recursos em torno do planeta Terra para garantir o nosso bem-estar e segurança.
Este evento, de inovação à escala global, é aberto a todos: investigadores individuais, centros de investigação, entre outros, podendo os especialistas e organismos dos Ramos das Forças Armadas participar e competir com equipas de diferentes países e comunidades, promovendo as suas capacidades de investigação científica e tecnológica em prol de todos.
As candidaturas e propostas devem ser efetuadas até ao dia 23 de maio em: www.innovationhub-act.org.
6 de maio de 2019
Ministro da Defesa Nacional visita o Centro de Informação Geoespacial do Exército
(Exército)O Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, foi recebido hoje pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, nas instalações do Centro de Informação Geoespacial do Exército (CIGeoE).
No decorrer da visita e após a sessão de cumprimentos, na Sala de Honra, o Director do CIGeoE, Coronel Silva Perdigão, realizou uma apresentação que possibilitou ao Ministro da Defesa Nacional ficar a conhecer as principais actividades e capacidades do Centro, designadamente no domínio da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I&DI).
No âmbito da I&DI foi dado ênfase ao Sistema de Informação Geográfica de Apoio às Operações (SIGOp), um projecto concebido pelo Exército e que se constitui como a mais recente inovação ao nível das ferramentas de apoio ao conhecimento geoespacial para planeamento e condução de operações.
O programa contemplou, ainda, a apresentação de processos e projectos em curso no CIGeoE, nomeadamente a produção cartográfica nacional e internacional, bem como o apoio à comunidade civil e às operações militares, conduzidas dentro e fora do Território Nacional.
No decorrer da visita e após a sessão de cumprimentos, na Sala de Honra, o Director do CIGeoE, Coronel Silva Perdigão, realizou uma apresentação que possibilitou ao Ministro da Defesa Nacional ficar a conhecer as principais actividades e capacidades do Centro, designadamente no domínio da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I&DI).
No âmbito da I&DI foi dado ênfase ao Sistema de Informação Geográfica de Apoio às Operações (SIGOp), um projecto concebido pelo Exército e que se constitui como a mais recente inovação ao nível das ferramentas de apoio ao conhecimento geoespacial para planeamento e condução de operações.
O programa contemplou, ainda, a apresentação de processos e projectos em curso no CIGeoE, nomeadamente a produção cartográfica nacional e internacional, bem como o apoio à comunidade civil e às operações militares, conduzidas dentro e fora do Território Nacional.
Etiquetas:
Cartografia,
Exército Português,
Investigação,
MDN,
Tecnologia
29 de novembro de 2018
Governo assinala 3 anos com a iniciativa “soldado do futuro”
(Defesa)O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho recebeu o Primeiro-Ministro, António Costa, esta manhã na Universidade do Minho (UM) em Braga, um dos parceiros do “Soldado do Futuro”.
Nesta iniciativa estavam expostas viaturas, fardamento, sistemas de carga, sistemas de proteção e postos de comando, os projectos das empresas parceiras que constituem os sistemas de combate do “Soldado do Futuro” que incluí equipamentos de proteção, fardamento e sistemas de carga, sistemas de comando e controlo, comunicações, computadores e informação.
Após a visita, em declarações aos jornalistas, o Ministro da Defesa sublinhou o interesse do projecto em que “aqui se vê como se pode fazer uma aliança entre as necessidades de proteção dos nossos soldados que vão muitas vezes para ambientes adversos, não permissivos e precisam de ter toda a proteção possível e desenvolve-se aqui ao longo dos últimos anos, onde tem havido um investimento para melhorar a capacidade de proteção dos nossos soldados, através de equipamentos inovadores, muito ligeiros e muito protectores e isto acontece através de uma aliança, com a investigação, o sistema nacional de investigação, e temos excelentes investigadores aqui na Universidade do Minho e outros pontos do país e uma capacidade empresarial inovadora também”.
“Portanto é um circulo virtuoso que permitirá, não só habilitar e capacitar melhor os nossos soldados, protege-los melhor que é a nossa primeira obrigação, mas permite também desenvolver novas aplicações e criar novas possibilidades de exportação e novas possibilidades de utilização destes materiais para fins civis” acrescentou o Ministro da Defesa.
João Gomes Cravinho enalteceu que “são tecnologias portuguesas pensadas para o ambiente e necessidades portuguesas num primeiro momento e pensadas para as possibilidades de internacionalização num segundo momento”.
O Ministro da Defesa referiu que “a indústria mais relacionada com a proteção” a que “nós temos aqui, não tanto as indústrias letais, são mais as de proteção”, onde “por exemplo a indústria automóvel pode beneficiar dos mecanismos das blindagens que estão a ser desenvolvidas com materiais muito leves para” as viaturas blindadas de rodas Pandur “mas que podem vir a ser utilizadas e incorporadas em automóveis normais de uso civil”.
Questionado sobre a possibilidade da utilização, por parte das Forças Armadas Portuguesas, da utilização destes equipamentos, o governante afirmou que “o 8º contingente que está no Iraque, de quem me despedi há poucas semanas, já está a utilizar este equipamento, os novos fardamentos que foram desenvolvidos primeiro no ambiente de laboratório e num segundo momento testados aqui pelos nossos Comandos e Para-quedistas, enfim, forças com maior grau de exigência e agora, terceiro e último momento do teste, na prática, no terreno, no Iraque”.
Após esta visita no Campus de Gualtar da UM, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Defesa Nacional dirigiram-se para a Reitoria da universidade, no centro da cidade, outra das iniciativas destes três anos da Legislatura, para uma sessão de perguntas ao Primeiro-Ministro onde estiveram presentes outros membros do Governo.
Sobre o “Soldado do Futuro”
“Sistemas de Combate do Soldado” é um dos sete projectos estruturantes da proposta de Lei de Programação Militar aprovada esta quinta-feira, 22 de Novembro, em Conselho de Ministros.
A Defesa Nacional, o Exército, a Academia e a Indústria nacional uniram-se para melhorar a proteção dos soldados e a eficácia da sua missão, o que vai ao encontro da aposta no factor humano como directriz política de defesa nacional. O fardamento e o equipamento de proteção individual, produzidos exclusivamente por empresas nacionais, já estão a ser utilizados no Iraque pelo 8º contingente, que partiu a 5 de Novembro. Estes equipamentos iniciarão a fase de produção em larga escala em 2019, sendo estimada a sua distribuição em 2020.
Este projecto visa dotar o soldado português de equipamentos de alta tecnologia, que faz com que esteja nos mais altos patamares do desenvolvimento tecnológico na área, em termos de segurança e conforto, para que possa atingir os melhores desempenhos, mesmo em condições extremas, apelidado de “soldado do futuro” devido ao patamar elevado de tecnologia que atingem os equipamentos utilizados.
Trata-se de um projecto que conjuga a experiência operacional do Exército, o conhecimento científico e a tecnologia portuguesa, potenciando a economia e o emprego qualificado.
Este projecto de Sistemas de Combate do Soldado abrange ainda equipamentos de comando e controlo, comunicações, computadores e informações, sensores e auxiliares de pontaria.
As parcerias de empresas, academias que contribuem para esta evolução nos sistemas e nos equipamentos constituem-se como grupos tecnológicos e destacamos o CITEVE, que é um Centro Tecnológico, organização privada sem fins lucrativos, sediado em Vila Nova de Famalicão e com delegações comerciais em vários países e que disponibiliza as empresas do Sector Têxtil e do Vestuário, principalmente PME (90%), um portefólio de serviços que inclui ensaios laboratoriais, certificação de produtos, consultoria técnica e tecnológica, I&D+inovação, formação, moda e design.
O AuxDefense é um projecto financiado pelo Ministério da Defesa Nacional que tem como objectivo o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual avançados com elevada resistência ao impacto, corte e perfuração e de componentes de equipamentos militares (compósitos) com excelente resistência ao impacto.
Deste projecto resultou a criação de produtos inovadores, incluindo coletes e capacetes balísticos e fardamento de combate como joelheiras e cotoveleiras, recorrendo a estruturas com comportamento auxético.
A Critical Software é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções de software e serviços de engenharia de informação para o suporte de sistemas críticos orientados à segurança, à missão e ao negócio de empresas.
Em 15 de Setembro de 2014, o Exército Português e a Critical Software constituíram um consórcio com a Marinha, a Autoridade Marítima e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento – Lisboa, para apresentação de uma candidatura à Call I&D da Defesa – 2014 com o projecto “Produto de Conhecimento Situacional para baixos escalões, Tecnologia de duplo uso TRL 8”. Em 12 de Outubro de 2015, foi assinado o protocolo entre o consórcio do projecto BMS - Battlefield Management System & EMM – Emergency Mobile Mesh e o Ministério da Defesa Nacional, com um horizonte temporal de desenvolvimento até 2018.
Nesta iniciativa estavam expostas viaturas, fardamento, sistemas de carga, sistemas de proteção e postos de comando, os projectos das empresas parceiras que constituem os sistemas de combate do “Soldado do Futuro” que incluí equipamentos de proteção, fardamento e sistemas de carga, sistemas de comando e controlo, comunicações, computadores e informação.
Após a visita, em declarações aos jornalistas, o Ministro da Defesa sublinhou o interesse do projecto em que “aqui se vê como se pode fazer uma aliança entre as necessidades de proteção dos nossos soldados que vão muitas vezes para ambientes adversos, não permissivos e precisam de ter toda a proteção possível e desenvolve-se aqui ao longo dos últimos anos, onde tem havido um investimento para melhorar a capacidade de proteção dos nossos soldados, através de equipamentos inovadores, muito ligeiros e muito protectores e isto acontece através de uma aliança, com a investigação, o sistema nacional de investigação, e temos excelentes investigadores aqui na Universidade do Minho e outros pontos do país e uma capacidade empresarial inovadora também”.
“Portanto é um circulo virtuoso que permitirá, não só habilitar e capacitar melhor os nossos soldados, protege-los melhor que é a nossa primeira obrigação, mas permite também desenvolver novas aplicações e criar novas possibilidades de exportação e novas possibilidades de utilização destes materiais para fins civis” acrescentou o Ministro da Defesa.
João Gomes Cravinho enalteceu que “são tecnologias portuguesas pensadas para o ambiente e necessidades portuguesas num primeiro momento e pensadas para as possibilidades de internacionalização num segundo momento”.
O Ministro da Defesa referiu que “a indústria mais relacionada com a proteção” a que “nós temos aqui, não tanto as indústrias letais, são mais as de proteção”, onde “por exemplo a indústria automóvel pode beneficiar dos mecanismos das blindagens que estão a ser desenvolvidas com materiais muito leves para” as viaturas blindadas de rodas Pandur “mas que podem vir a ser utilizadas e incorporadas em automóveis normais de uso civil”.
Questionado sobre a possibilidade da utilização, por parte das Forças Armadas Portuguesas, da utilização destes equipamentos, o governante afirmou que “o 8º contingente que está no Iraque, de quem me despedi há poucas semanas, já está a utilizar este equipamento, os novos fardamentos que foram desenvolvidos primeiro no ambiente de laboratório e num segundo momento testados aqui pelos nossos Comandos e Para-quedistas, enfim, forças com maior grau de exigência e agora, terceiro e último momento do teste, na prática, no terreno, no Iraque”.
Após esta visita no Campus de Gualtar da UM, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Defesa Nacional dirigiram-se para a Reitoria da universidade, no centro da cidade, outra das iniciativas destes três anos da Legislatura, para uma sessão de perguntas ao Primeiro-Ministro onde estiveram presentes outros membros do Governo.
Sobre o “Soldado do Futuro”
“Sistemas de Combate do Soldado” é um dos sete projectos estruturantes da proposta de Lei de Programação Militar aprovada esta quinta-feira, 22 de Novembro, em Conselho de Ministros.
A Defesa Nacional, o Exército, a Academia e a Indústria nacional uniram-se para melhorar a proteção dos soldados e a eficácia da sua missão, o que vai ao encontro da aposta no factor humano como directriz política de defesa nacional. O fardamento e o equipamento de proteção individual, produzidos exclusivamente por empresas nacionais, já estão a ser utilizados no Iraque pelo 8º contingente, que partiu a 5 de Novembro. Estes equipamentos iniciarão a fase de produção em larga escala em 2019, sendo estimada a sua distribuição em 2020.
Este projecto visa dotar o soldado português de equipamentos de alta tecnologia, que faz com que esteja nos mais altos patamares do desenvolvimento tecnológico na área, em termos de segurança e conforto, para que possa atingir os melhores desempenhos, mesmo em condições extremas, apelidado de “soldado do futuro” devido ao patamar elevado de tecnologia que atingem os equipamentos utilizados.
Trata-se de um projecto que conjuga a experiência operacional do Exército, o conhecimento científico e a tecnologia portuguesa, potenciando a economia e o emprego qualificado.
Este projecto de Sistemas de Combate do Soldado abrange ainda equipamentos de comando e controlo, comunicações, computadores e informações, sensores e auxiliares de pontaria.
As parcerias de empresas, academias que contribuem para esta evolução nos sistemas e nos equipamentos constituem-se como grupos tecnológicos e destacamos o CITEVE, que é um Centro Tecnológico, organização privada sem fins lucrativos, sediado em Vila Nova de Famalicão e com delegações comerciais em vários países e que disponibiliza as empresas do Sector Têxtil e do Vestuário, principalmente PME (90%), um portefólio de serviços que inclui ensaios laboratoriais, certificação de produtos, consultoria técnica e tecnológica, I&D+inovação, formação, moda e design.
O AuxDefense é um projecto financiado pelo Ministério da Defesa Nacional que tem como objectivo o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual avançados com elevada resistência ao impacto, corte e perfuração e de componentes de equipamentos militares (compósitos) com excelente resistência ao impacto.
Deste projecto resultou a criação de produtos inovadores, incluindo coletes e capacetes balísticos e fardamento de combate como joelheiras e cotoveleiras, recorrendo a estruturas com comportamento auxético.
A Critical Software é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções de software e serviços de engenharia de informação para o suporte de sistemas críticos orientados à segurança, à missão e ao negócio de empresas.
Em 15 de Setembro de 2014, o Exército Português e a Critical Software constituíram um consórcio com a Marinha, a Autoridade Marítima e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento – Lisboa, para apresentação de uma candidatura à Call I&D da Defesa – 2014 com o projecto “Produto de Conhecimento Situacional para baixos escalões, Tecnologia de duplo uso TRL 8”. Em 12 de Outubro de 2015, foi assinado o protocolo entre o consórcio do projecto BMS - Battlefield Management System & EMM – Emergency Mobile Mesh e o Ministério da Defesa Nacional, com um horizonte temporal de desenvolvimento até 2018.
Etiquetas:
AuxDefense,
CITEVE,
Critical Software,
Fardamento,
Forças Armadas Portuguesas,
Indústria Militar Portuguesa,
Investigação,
MDN,
Programas de Modernização,
Universidade do Minho
20 de outubro de 2018
FIBRENAMICS APRESENTA EQUIPAMENTOS MILITARES
A Fibrenamics, a Plataforma Internacional da Universidade do Minho, vai apresentar os equipamentos de proteção militar que desenvolveu ao novo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho. O governante estará este sábado em Guimarães para o arranque das comemorações do Dia do Exército.
A sessão de abertura será dedicada ao tema ‘Exército Parceiro Tecnológico Nacional’ e decorrerá no Paço dos Duques, onde os produtos desenvolvidos pela Fibrenamics no projecto AuxDefense estarão em demonstração.
Capacete e colete balísticos, joelheiras e cotoveleiras desenvolvidos para o Ministério da Defesa Nacional serão os produtos em destaque, resultantes do trabalho de investigação científica e desenvolvimento tecnológico na área dos materiais avançados levado a cabo pelo consórcio AuxDefense, que associa a Universidade do Minho através da Plataforma Internacional Fibrenamics, o Exército Português e a Força Aérea Portuguesa a cinco empresas portuguesas da região norte: Fibrauto, IDT Consulting, Latino Group, LMA e Sciencentris.
Para além da investigação em materiais avançados, a Fibrenamics leva também a cabo acções de divulgação e de debate, que têm como função interiorizar junto da ITV a necessidade de as empresas tem como um dos seus focos de negócio a inovação – tanto em termos de produção como da própria gestão. Os produtos a apresentar a João Gomes Cravinho ficarão depois em exposição, aberta ao público, de 23 a 28 de Outubro. (Jornal T)
A sessão de abertura será dedicada ao tema ‘Exército Parceiro Tecnológico Nacional’ e decorrerá no Paço dos Duques, onde os produtos desenvolvidos pela Fibrenamics no projecto AuxDefense estarão em demonstração.
Capacete e colete balísticos, joelheiras e cotoveleiras desenvolvidos para o Ministério da Defesa Nacional serão os produtos em destaque, resultantes do trabalho de investigação científica e desenvolvimento tecnológico na área dos materiais avançados levado a cabo pelo consórcio AuxDefense, que associa a Universidade do Minho através da Plataforma Internacional Fibrenamics, o Exército Português e a Força Aérea Portuguesa a cinco empresas portuguesas da região norte: Fibrauto, IDT Consulting, Latino Group, LMA e Sciencentris.
Para além da investigação em materiais avançados, a Fibrenamics leva também a cabo acções de divulgação e de debate, que têm como função interiorizar junto da ITV a necessidade de as empresas tem como um dos seus focos de negócio a inovação – tanto em termos de produção como da própria gestão. Os produtos a apresentar a João Gomes Cravinho ficarão depois em exposição, aberta ao público, de 23 a 28 de Outubro. (Jornal T)
Etiquetas:
Fardamento,
Fibrenamics,
Forças Armadas Portuguesas,
Indústria Militar Portuguesa,
Investigação,
MDN,
Notícias,
Tecnologia,
Universidade do Minho
10 de outubro de 2017
MATERIAIS AVANÇADOS DE PROTECÇÃO DEBATIDOS EM BRAGA
O consórcio AuxDefense, financiado pelo Ministério da Defesa Nacional, vai organizar já esta quarta-feira, dia 11 de Outubro, no Mosteiro de Tibães, em Braga, o 2.º Workshop AuxDefense, sobre o tema “Sistemas de Defesa Militar – Materiais Avançados”, onde serão debatidos os avanços e o futuro dos sistemas de proteção militar.
O evento contará com a presença do Ministério da Defesa na sessão de abertura e terá três momentos-chave: um que diz respeito às oportunidades que existem no sector da defesa, outro onde será promovida uma tertúlia na qual se pretende debater os novos desafios existentes na Defesa, e um último onde será apresentado o projecto AuxDefense.
O AuxDefense é uma iniciativa financiada pelo Ministério da Defesa Nacional que tem como objectivo o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual avançados com elevada resistência ao impacto, corte e perfuração e de componentes de equipamentos militares (compósitos) com excelente resistência ao impacto.
Do AuxDefense resultam diversos produtos inovadores, incluindo coletes e capacetes balísticos e fardamento de combate, incluindo joelheiras e cotoveleiras, recorrendo a estruturas com comportamento auxético que serão, no futuro, o equipamento de ponta das forças militares.
O conhecimento gerado no desenvolvimento destes produtos será dado a conhecer a partir de uma Plataforma Internacional de Materiais Avançados para a Defesa. Para além disso, poderá ser utilizado pelas entidades do consórcio, no pós-projecto, em sectores distintos onde as necessidades de absorção de energia e resistência ao impacto, corte e perfuração, assumem um papel preponderante, trazendo uma valorização económica do financiamento atribuído ao projecto.
Para setembro de 2018 espera-se a organização de uma conferência internacional no âmbito do AuxDefense.
O proponente do projecto é a TecMinho – Interface da Universidade do Minho, através da Plataforma Internacional Fibrenamics. A esta entidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional uniram-se duas entidades militares – o Exército Português e a Força Aérea Portuguesa – e várias entidades empresariais: LMA, Latino Group, Fibrauto, Sciencentris e IDT Consulting.
O consórcio fica completo com duas instituições de ensino e investigação internacionais, nomeadamente a Hong Kong Polytechnic University e a britânica Plymouth University. (T)
O evento contará com a presença do Ministério da Defesa na sessão de abertura e terá três momentos-chave: um que diz respeito às oportunidades que existem no sector da defesa, outro onde será promovida uma tertúlia na qual se pretende debater os novos desafios existentes na Defesa, e um último onde será apresentado o projecto AuxDefense.
O AuxDefense é uma iniciativa financiada pelo Ministério da Defesa Nacional que tem como objectivo o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual avançados com elevada resistência ao impacto, corte e perfuração e de componentes de equipamentos militares (compósitos) com excelente resistência ao impacto.
Do AuxDefense resultam diversos produtos inovadores, incluindo coletes e capacetes balísticos e fardamento de combate, incluindo joelheiras e cotoveleiras, recorrendo a estruturas com comportamento auxético que serão, no futuro, o equipamento de ponta das forças militares.
O conhecimento gerado no desenvolvimento destes produtos será dado a conhecer a partir de uma Plataforma Internacional de Materiais Avançados para a Defesa. Para além disso, poderá ser utilizado pelas entidades do consórcio, no pós-projecto, em sectores distintos onde as necessidades de absorção de energia e resistência ao impacto, corte e perfuração, assumem um papel preponderante, trazendo uma valorização económica do financiamento atribuído ao projecto.
Para setembro de 2018 espera-se a organização de uma conferência internacional no âmbito do AuxDefense.
O proponente do projecto é a TecMinho – Interface da Universidade do Minho, através da Plataforma Internacional Fibrenamics. A esta entidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional uniram-se duas entidades militares – o Exército Português e a Força Aérea Portuguesa – e várias entidades empresariais: LMA, Latino Group, Fibrauto, Sciencentris e IDT Consulting.
O consórcio fica completo com duas instituições de ensino e investigação internacionais, nomeadamente a Hong Kong Polytechnic University e a britânica Plymouth University. (T)
23 de julho de 2017
MARINHA APOIA INVESTIGAÇÃO COM “DRONES SUBAQUÁTICOS
O “REP” é um exercício conjunto da Marinha com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e em parceria com o NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE). Este ano o REP17 envolveu igualmente a Marinha Belga e observadores do Naval Undersea Warfare Center (EUA), do Norwegion University of Science and Technology, Universidade do Hawai e CMU Carnigie Mellon University (EUA).
Diversos veículos autónomos não tripulados com diferentes sensores, características e modens acústicos foram utilizados a partir de navios da Marinha portuguesa, nomeadamente as lanchas rápidas Hidra e Cassiopeia e o submarino Arpão, com o apoio de mergulhadores da Marinha pertencentes ao Destacamento de Guerra de Minas, por forma a serem testadas as suas potencialidades a partir de diferentes plataformas e áreas de operação.
Neste exercício foram operados veículos autónomos na sua maioria de superfície e submarinos, mas também aéreos, sendo testadas as potencialidades da sua utilização em áreas tão diferentes como sejam as comunicações acústicas subaquáticas, comunicações submarinas entre submarinos e veículos autónomos, reconhecimento do fundo em áreas em que a capacidade humana não o permite ou represente risco acrescido para a operação de mergulhadores em caso de busca e salvamento.
O REP permite igualmente que a academia nacional e internacional demonstre a sua capacidade de inovação, através da avaliação do desempenho de novos desenvolvimentos dos veículos de participantes nacionais e internacionais, onde se destaca por exemplo a capacidade de planeamento e controlo de operação de sistemas de veículos submarinos, de superfície e aéreos, através de redes de comunicação, subaquática, rádio e satélite, interoperáveis.
O REP é um evento que a nível europeu se constitui como uma referência na área da experimentação dos veículos autónomos e onde a Marinha se afirma igualmente na área de guerra de minas, com recurso a veículos autónomos, através da demonstração de capacidade operacional e tecnológica nacional junto da NATO e dos parceiros internacionais. (MGP)
Diversos veículos autónomos não tripulados com diferentes sensores, características e modens acústicos foram utilizados a partir de navios da Marinha portuguesa, nomeadamente as lanchas rápidas Hidra e Cassiopeia e o submarino Arpão, com o apoio de mergulhadores da Marinha pertencentes ao Destacamento de Guerra de Minas, por forma a serem testadas as suas potencialidades a partir de diferentes plataformas e áreas de operação.
Neste exercício foram operados veículos autónomos na sua maioria de superfície e submarinos, mas também aéreos, sendo testadas as potencialidades da sua utilização em áreas tão diferentes como sejam as comunicações acústicas subaquáticas, comunicações submarinas entre submarinos e veículos autónomos, reconhecimento do fundo em áreas em que a capacidade humana não o permite ou represente risco acrescido para a operação de mergulhadores em caso de busca e salvamento.
O REP permite igualmente que a academia nacional e internacional demonstre a sua capacidade de inovação, através da avaliação do desempenho de novos desenvolvimentos dos veículos de participantes nacionais e internacionais, onde se destaca por exemplo a capacidade de planeamento e controlo de operação de sistemas de veículos submarinos, de superfície e aéreos, através de redes de comunicação, subaquática, rádio e satélite, interoperáveis.
O REP é um evento que a nível europeu se constitui como uma referência na área da experimentação dos veículos autónomos e onde a Marinha se afirma igualmente na área de guerra de minas, com recurso a veículos autónomos, através da demonstração de capacidade operacional e tecnológica nacional junto da NATO e dos parceiros internacionais. (MGP)
28 de abril de 2017
Exército certifica sistemas e equipamentos militares
No dia 20 de Abril decorreu a cerimónia de apresentação do regulamento para a concessão das marcas de qualificação atribuídas pelo Exército ao abrigo do protocolo de cooperação com a idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacional. O evento, realizado nas Caves Manuelinas do Museu Militar de Lisboa, foi presidido pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Rovisco Duarte e contou com a presença do Administrador Executivo da idD, Dr. Botelho de Sousa.
O protocolo tem como finalidade a promoção de acções conjuntas, na área da investigação, desenvolvimento e inovação dos sistemas e equipamentos de uso militar, permitindo às empresas de base tecnológica industrial de defesa e empresas filiadas à idD, a certificação dos seus produtos.
No regulamento agora apresentado estão instituídas as condições gerais para conceder, manter, suspender ou anular as qualificações concedidas pelo Exército, que são:
· Army tested - conferida ao produto que cumpra os requisitos para um perfil de utilização definido pelo Exército;
· Combat proven - conferido ao produto que cumpra os requisitos da qualificação Army tested e tenha sido usado com sucesso em operações militares reais.
Na sua intervenção, o Administrador Executivo da idD referiu o enorme interesse que o projecto tem suscitado e enfatizou as vantagens de permitir testar produtos nas condições mais adversas e de aliar a experiência do Exército ao empreendedorismo de base tecnológica industrial de defesa.
Por seu turno, o General CEME referiu que a certificação dos produtos testados, obtida através destas qualificações, além do contributo de credibilidade e competência conferido pelo Exército Português, potencia as valências da indústria Nacional, estimulando a sua competitividade, concorrendo para a sua divulgação e para a sua expansão para o mercado internacional.
No decorrer da cerimónia foi divulgado um vídeo promocional do projeto e o site www.iddportugal.pt onde as empresas podem formalizar as candidaturas. (Exército)
O protocolo tem como finalidade a promoção de acções conjuntas, na área da investigação, desenvolvimento e inovação dos sistemas e equipamentos de uso militar, permitindo às empresas de base tecnológica industrial de defesa e empresas filiadas à idD, a certificação dos seus produtos.
No regulamento agora apresentado estão instituídas as condições gerais para conceder, manter, suspender ou anular as qualificações concedidas pelo Exército, que são:
· Army tested - conferida ao produto que cumpra os requisitos para um perfil de utilização definido pelo Exército;
· Combat proven - conferido ao produto que cumpra os requisitos da qualificação Army tested e tenha sido usado com sucesso em operações militares reais.
Na sua intervenção, o Administrador Executivo da idD referiu o enorme interesse que o projecto tem suscitado e enfatizou as vantagens de permitir testar produtos nas condições mais adversas e de aliar a experiência do Exército ao empreendedorismo de base tecnológica industrial de defesa.
Por seu turno, o General CEME referiu que a certificação dos produtos testados, obtida através destas qualificações, além do contributo de credibilidade e competência conferido pelo Exército Português, potencia as valências da indústria Nacional, estimulando a sua competitividade, concorrendo para a sua divulgação e para a sua expansão para o mercado internacional.
No decorrer da cerimónia foi divulgado um vídeo promocional do projeto e o site www.iddportugal.pt onde as empresas podem formalizar as candidaturas. (Exército)
9 de fevereiro de 2017
MARINHA PORTUGUESA NO ANTÁRTICO
A convite do Instituto Hidrográfico da Armada Espanhola, um oficial hidrógrafo da Marinha Portuguesa, a prestar serviço no Instituto Hidrográfico, irá participar na campanha do Projecto Galileo IHM-2, no âmbito da XXII Campanha Antárctica Espanhola 2016-2017.
O projecto decorrerá a bordo do navio da Armada Espanhola “BIO Hespérides” (Buque de Investigación Oceanográfica), entre hoje, 8 de Fevereiro, e 14 de Março de 2017, e terá como objectivos testar na região da Antárctica o serviço GNSS Galileo (Global Navigation Satellite System), em serviço aberto, Open Service) e PRS, Public Regulated Service, e executar levantamentos hidrográficos na região Antárctica para produção cartográfica.
O sistema Galileo, promovido pela Comissão Europeia e desenvolvido conjuntamente com a Agência Espacial Europeia, tem como objectivo dotar a Europa com um sistema alternativo de posicionamento que reduza a dependência do sistema americano GPS e do sistema russo GLONASS. Trata-se de um serviço mais avançado a nível tecnológico que oferece novos serviços e maior rigor no posicionamento geográfico em comparação com o GPS. Uma das grandes vantagens do sistema Galileu é o maior rigor em altas latitudes face ao sistema GPS e Glonass, pelo que estes testes são importantes para confirmar a qualidade dos dados dos sinais de cobertura dos satélites Galileu, em particular em área remotas de difícil acesso.
Esta cooperação entre os Institutos Hidrográficos de Portugal e de Espanha, ao ser realizada em mar e em latitudes extremas, representa um importante passo no processo de validação do Galileu-PRS, constituindo uma oportunidade única para ambos os países no âmbito do contributo para a segurança da navegação e do conhecimento do fundo marinho.
A informação sobre as actividades em curso nesta missão será actualizada sempre que houver possibilidade de comunicação com navio, através da página oficial de Facebook do Instituto Hidrográfico. (mgp)
O projecto decorrerá a bordo do navio da Armada Espanhola “BIO Hespérides” (Buque de Investigación Oceanográfica), entre hoje, 8 de Fevereiro, e 14 de Março de 2017, e terá como objectivos testar na região da Antárctica o serviço GNSS Galileo (Global Navigation Satellite System), em serviço aberto, Open Service) e PRS, Public Regulated Service, e executar levantamentos hidrográficos na região Antárctica para produção cartográfica.
O sistema Galileo, promovido pela Comissão Europeia e desenvolvido conjuntamente com a Agência Espacial Europeia, tem como objectivo dotar a Europa com um sistema alternativo de posicionamento que reduza a dependência do sistema americano GPS e do sistema russo GLONASS. Trata-se de um serviço mais avançado a nível tecnológico que oferece novos serviços e maior rigor no posicionamento geográfico em comparação com o GPS. Uma das grandes vantagens do sistema Galileu é o maior rigor em altas latitudes face ao sistema GPS e Glonass, pelo que estes testes são importantes para confirmar a qualidade dos dados dos sinais de cobertura dos satélites Galileu, em particular em área remotas de difícil acesso.
Esta cooperação entre os Institutos Hidrográficos de Portugal e de Espanha, ao ser realizada em mar e em latitudes extremas, representa um importante passo no processo de validação do Galileu-PRS, constituindo uma oportunidade única para ambos os países no âmbito do contributo para a segurança da navegação e do conhecimento do fundo marinho.
A informação sobre as actividades em curso nesta missão será actualizada sempre que houver possibilidade de comunicação com navio, através da página oficial de Facebook do Instituto Hidrográfico. (mgp)
5 de julho de 2016
MARINHA TESTA ROBÓTICA NO “ROBOTICS EXERCISE 2016”
No âmbito das actividades e projectos de investigação do Centro de Investigação Naval (CINAV),encontra-se a decorrer o “Robotics Exercise 2016” (REX16), sendo já a quarta edição deste exercício anual.
O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.
Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.
Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)
O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.
Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.
Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.
Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)
13 de fevereiro de 2016
Exército americano investiga vírus zika
Dois departamentos de investigação biológica ligados ao Exército americano estão a estudar o vírus zika em vários locais do mundo e, embora não tenham uma presença oficial no Brasil, estão a colaborar com as autoridades daquele país no combate da epidemia. “As capacidades e os recursos do Governo dos Estados Unidos estão a responder rapidamente para definir uma vacina”, explicou ao Expresso Debra L. Yourick, directora do Serviço de Educação Científica e Comunicações Estratégicas do Walter Reed Army Institute of Research (WRAIR).
O Instituto de Investigação Médica de Doenças Infecciosas (USAMRIID, na sigla em inglês), organismo tutelado pelo Exército norte-americano, é parceiro do WRAIR nesta missão. Auto intitula-se o “berço da defesa biológica médica” e, criado em plena Guerra Fria, agrega investigadores que estudam ameaças como o antrax, o botulismo, o ébola e outras febres hemorrágicas e também estuda insetos capazes de transmitir novas doenças, como o zika.
Andrew Haddow, entomologista que trabalha para o USAMRIID na parceria com o WRAIR, é neto de Alexander Haddow, o investigador que isolou pela primeira vez o zika num macaco, em 1947. Pesquisador na mesma área que o avô, estuda vírus transmitidos por espécies crípticas de insectos (que apresentam mutações genéticas). “Estão por todo o mundo, mas detectá-las é um desafio”, respondeu ao Expresso quando confrontado com a possibilidade de existirem mosquitos ainda desconhecidos e que representem ameaças à população mundial.
Criado em 1969, o instituto tem liderado pesquisas para encontrar soluções médicas, em primeiro lugar para defender os soldados norte-americanos de ameaças biológicas. Vacinas, medicamentos, meios de diagnóstico e conteúdo informativo são continuamente produzidos pela instituição, que, em associação com o Centro de Controlo de Doenças (CDC) e a Organização Mundial de Saúde, tenta estabelecer parâmetros de identificação de agentes biológicos relevantes, como espécies novas de mosquitos.
Na página do USAMRIID na internet, é explicado ainda que a colaboração com empresas privadas do sector farmacêutico ou organismos públicos norte-americanos como o Departamento de Saúde ou de Segurança Interna são um objectivo da instituição, de forma a desenvolver produtos de defesa das populações e das Forças Armadas daquele país. Um dos produtos que resultou desta aliança foi a recente vacina contra a dengue.
Com uma equipa de 62 pessoas, entre civis e militares, o WRAIR dedica-se a produzir estudos laboratoriais detalhados sobre grupos de insectos transmissores de viroses de dimensões epidemiológicas. Graças a este trabalho, o número de espécies de mosquitos identificadas no Museu de História Natural dos Estados Unidos passou de 200 mil em 1961 para cerca 1,5 milhões. É, a nível mundial, a maior base de dados deste tipo, com fins de investigação biológica. O Brasil também colabora com o WRAIR na identificação de agentes transmissores de doenças como a malária, a dengue e na investigação de novos tipos de repelentes.
Há milhares de anos vírus como o zika circulam entre macacos e outros animais em florestas tropicais. Quando são transmitidos para os seres humanos, muitos destes vírus continuam a ser pouco interessantes para os cientistas, por causarem sintomas pouco expressivos, semelhantes a síndromes gripais. Até que surtos de maior expressão sejam noticiados. Desde que o zika foi isolado, mais de 300 doenças contagiosas foram reportadas em populações, que nunca antes tinham sofrido exposição a estes vírus e outras doenças ressurgiram, depois de já terem sido consideradas erradicadas. (Expresso)
O Instituto de Investigação Médica de Doenças Infecciosas (USAMRIID, na sigla em inglês), organismo tutelado pelo Exército norte-americano, é parceiro do WRAIR nesta missão. Auto intitula-se o “berço da defesa biológica médica” e, criado em plena Guerra Fria, agrega investigadores que estudam ameaças como o antrax, o botulismo, o ébola e outras febres hemorrágicas e também estuda insetos capazes de transmitir novas doenças, como o zika.
Andrew Haddow, entomologista que trabalha para o USAMRIID na parceria com o WRAIR, é neto de Alexander Haddow, o investigador que isolou pela primeira vez o zika num macaco, em 1947. Pesquisador na mesma área que o avô, estuda vírus transmitidos por espécies crípticas de insectos (que apresentam mutações genéticas). “Estão por todo o mundo, mas detectá-las é um desafio”, respondeu ao Expresso quando confrontado com a possibilidade de existirem mosquitos ainda desconhecidos e que representem ameaças à população mundial.
Criado em 1969, o instituto tem liderado pesquisas para encontrar soluções médicas, em primeiro lugar para defender os soldados norte-americanos de ameaças biológicas. Vacinas, medicamentos, meios de diagnóstico e conteúdo informativo são continuamente produzidos pela instituição, que, em associação com o Centro de Controlo de Doenças (CDC) e a Organização Mundial de Saúde, tenta estabelecer parâmetros de identificação de agentes biológicos relevantes, como espécies novas de mosquitos.
Na página do USAMRIID na internet, é explicado ainda que a colaboração com empresas privadas do sector farmacêutico ou organismos públicos norte-americanos como o Departamento de Saúde ou de Segurança Interna são um objectivo da instituição, de forma a desenvolver produtos de defesa das populações e das Forças Armadas daquele país. Um dos produtos que resultou desta aliança foi a recente vacina contra a dengue.
Com uma equipa de 62 pessoas, entre civis e militares, o WRAIR dedica-se a produzir estudos laboratoriais detalhados sobre grupos de insectos transmissores de viroses de dimensões epidemiológicas. Graças a este trabalho, o número de espécies de mosquitos identificadas no Museu de História Natural dos Estados Unidos passou de 200 mil em 1961 para cerca 1,5 milhões. É, a nível mundial, a maior base de dados deste tipo, com fins de investigação biológica. O Brasil também colabora com o WRAIR na identificação de agentes transmissores de doenças como a malária, a dengue e na investigação de novos tipos de repelentes.
Há milhares de anos vírus como o zika circulam entre macacos e outros animais em florestas tropicais. Quando são transmitidos para os seres humanos, muitos destes vírus continuam a ser pouco interessantes para os cientistas, por causarem sintomas pouco expressivos, semelhantes a síndromes gripais. Até que surtos de maior expressão sejam noticiados. Desde que o zika foi isolado, mais de 300 doenças contagiosas foram reportadas em populações, que nunca antes tinham sofrido exposição a estes vírus e outras doenças ressurgiram, depois de já terem sido consideradas erradicadas. (Expresso)
Etiquetas:
Brasil,
EUA,
Forças Armadas,
Investigação,
Notícias Internacionais,
Saúde,
Tecnologia,
Vírus
17 de novembro de 2015
Sete inovações que vão mudar as forças armadas portuguesas
São sete projectos, apontam para o futuro, mas não para um futuro demasiado longínquo: até 2018, deverão ficar concluídos todos estes sete projectos de investigação que o Ministério da Defesa Nacional (MDN) seleccionou durante a “call” de Investigação e Desenvolvimento de 2014 (divulgada em 2015).
Além de poderem transformar a forma como as Forças Armadas (FA) executam algumas das suas missões, estes projectos têm em vista a comercialização e a entrada no mercado “civil”. As candidaturas tinham como requisito o envolvimento e os interesses das Forças Armadas, mas também eram «valorizados os consórcios que integrassem entidades do sector industrial, através de factores de ponderação multiplicativos», explica o MDN por e-mail.
Todos estes projectos se encontram num nível 7 de uma escala conhecida na Indústria como Technology Readiness Level (TRL). O que significa que já deverão ter superado a fase de demonstração de conceitos e que estão em vias de chegar a uma aplicação comercial ou industrial, explica o MDN.
Além dos diferentes ramos das FA estão também presentes empresas e laboratórios conhecidos do sector das tecnologias português: Critical Software, INOV-INESC, PT, Instituto Hidrográfico, Universidade de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade do Algarve, entre outros.
Cada um dos sete projectos vai receber um co-financiamento que varia entre os 300 mil a 1,2 milhões euros. «Alcançou-se assim uma taxa de financiamento média equilibrada entre o esforço financeiro desenvolvido pelo MDN e os proveitos quer para o saber científico de interesse fundamental da Defesa Nacional quer para o tecido económico nacional», explica o e-mail do MDN enviado para a Exame Informática.
Os sete projectos foram seleccionados de um total de 24 candidaturas. A selecção ficou a cargo de um júri independente. Além destes sete projectos desenvolvidos por empresas e organismos nacionais, o MDN aprovou ainda mais três iniciativas que deverão ser executadas com parceiros estrangeiros. Essas três iniciativas estão actualmente em negociação e só deverão arrancar em 2016.
Conheça os diferentes projectos;
Projeto Troante: tem como objectivo testar e operacionalizar um veículo aéreo não tripulado (UAV) com peso máximo de 25 quilos à descolagem. Além da prestação de serviços, o projecto tem em vista a comercialização e a industrialização de sistemas que envolvem drones. O projecto garantiu um investimento do MDN de 1,2 milhões de euros, que correspondem a 49% do custo total. No projecto participam a Força Aérea, Marinha e Exército, o Instituto de Telecomunicações de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a PT Inovação e Sistemas e o CEIIA.
Projecto SUB-ECO: Desenvolver um sistema de monitorização e vigilância acústica da margem continental portuguesa, através da previsão de ruídos. A solução tanto pode ser usada para fins militares como para a análise ambiental de ecossistemas. O MDN financiou a totalidade do projecto, que está orçado em 1,19 milhões de euros. O projecto conta com a participação do Instituto Hidrográfico da Marinha e Força Aérea, Marsensing, e CINTAL. Tem uma duração de 39 meses.
Projecto Themis: Desenvolvimento de ferramenta de apoio à decisão em missões humanitárias, contemplando a cooperação entre diferentes agências civis e militares. Conta com a participação da Marinha e do Exército, Critical Software, ISEGI e Unidemi. O projecto deverá ter uma duração de 36 meses. O MDN investirá 423 mil euros (68% do custo total)
Projecto Auxdefence: desenvolvimento de uma nova geração de fardas, que consiga revelar maior resistência ao impacto, ao corte e à perfuração. Prevê-se o uso de materiais auxéticos, que contrariam as forças que lhes são aplicadas. O projecto deverá durar 36 meses. Tem a participação das Força Aérea e Exército, da Tecminho e das empresas Leandor Manuel Araújo, Fibrauto, Latino Confecções, IDT Consulting e Sciencentris. O investimento do MDN (696 mil euros) corresponde a 89% do custo total.
Projecto BMS & EMM: Tem por objectivo desenvolver uma plataforma de gestão de recursos e operações que deverá ser usada em tanques, blindados e pelotões de fuzileiros, e ainda uma plataforma de gestão para unidades de emergência e socorro. O projecto vai ser desenvolvido pela Critical Software, o CINAMIL, o CINAV, a Autoridade Marítima Nacional e o INESC-ID. O projecto tem uma duração de 36 meses. O financiamento do MDN ascende a 1,15 milhões de euros.
Projecto Andómeda: Tem por objectivo fazer evoluir o sistema de informação criado pelo projecto Perseus. Pretende desenvolver uma rede privada segura entre drones. Transmissão de vídeo em tempo real entre veículos voadores tripulados e não tripulados e navios e alargamento do alcance das comunicações também constam na lista de metas que deverão ser atingidas pelo Andrómeda durante os 30 meses de investigação. O MDN investe apenas 332 mil euros, que totalizam apenas 27% do projecto. Participantes no Andrómeda: INOV-INESC; Marinha e Força Aérea Portuguesa; Xsealence.
Projecto Gamma-ex: Desenvolvimento de uma solução que recorre a veículos aéreos pilotados remotamente para a detecção de ameaças biológicas, químicas ou radiológicas, bem como atmosferas explosivas. I-SKYEX, Marinha e Exército, Instituto de Soldadura e Qualidade e Instituto Superior Técnico participam no projecto. Tem uma duração de 24 meses. O MDN investe 355 mil euros (93% do custo total). Fonte: Exame Informática
Além de poderem transformar a forma como as Forças Armadas (FA) executam algumas das suas missões, estes projectos têm em vista a comercialização e a entrada no mercado “civil”. As candidaturas tinham como requisito o envolvimento e os interesses das Forças Armadas, mas também eram «valorizados os consórcios que integrassem entidades do sector industrial, através de factores de ponderação multiplicativos», explica o MDN por e-mail.
Todos estes projectos se encontram num nível 7 de uma escala conhecida na Indústria como Technology Readiness Level (TRL). O que significa que já deverão ter superado a fase de demonstração de conceitos e que estão em vias de chegar a uma aplicação comercial ou industrial, explica o MDN.
Além dos diferentes ramos das FA estão também presentes empresas e laboratórios conhecidos do sector das tecnologias português: Critical Software, INOV-INESC, PT, Instituto Hidrográfico, Universidade de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade do Algarve, entre outros.
Cada um dos sete projectos vai receber um co-financiamento que varia entre os 300 mil a 1,2 milhões euros. «Alcançou-se assim uma taxa de financiamento média equilibrada entre o esforço financeiro desenvolvido pelo MDN e os proveitos quer para o saber científico de interesse fundamental da Defesa Nacional quer para o tecido económico nacional», explica o e-mail do MDN enviado para a Exame Informática.
Os sete projectos foram seleccionados de um total de 24 candidaturas. A selecção ficou a cargo de um júri independente. Além destes sete projectos desenvolvidos por empresas e organismos nacionais, o MDN aprovou ainda mais três iniciativas que deverão ser executadas com parceiros estrangeiros. Essas três iniciativas estão actualmente em negociação e só deverão arrancar em 2016.
Conheça os diferentes projectos;
Projecto Themis: Desenvolvimento de ferramenta de apoio à decisão em missões humanitárias, contemplando a cooperação entre diferentes agências civis e militares. Conta com a participação da Marinha e do Exército, Critical Software, ISEGI e Unidemi. O projecto deverá ter uma duração de 36 meses. O MDN investirá 423 mil euros (68% do custo total)
25 de setembro de 2015
Agência de Defesa Europeia escolheu 30 projectos inovadores. Dois são portugueses
O SeaNet e ALIR são ainda desconhecidos da maioria dos portugueses, mas já despertaram o interesse dos peritos da Agência Europeia de Defesa (EDA), que os seleccionaram para uma lista de 30 projectos inovadores que estão bem colocados para serem abrangidos pelos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (Portugal 2020, no nosso País). O relatório da EDA estima que cada um destes dois projectos que contam com a participação do Ministério da Defesa Nacional poderá vir a beneficiar de um financiamento máximo de 900 mil euros. O que têm de especial estes dois projectos? Duas frases chegam para a resposta: O ALIR pretende desenvolver compósitos alternativos para as placas usadas nos coletes anti-bala; o SeaNet propõe-se a desenvolver um sistema que permita gerir conjuntos de robôs subaquáticos para missões civis e militares.
SeaNet e ALIR foram escolhidos entre 13 projectos de empresas ou instituições portuguesas que se submeteram à avaliação da EDA, com o propósito de apurar o potencial para receber um futuro (e ainda hipotético) apoio do Portugal 2020. «A selecção da EDA funciona como um aval, que confirma que esta ideia tem futuro e pode ter interesse», explica Luís Madureira, um dos líderes da OceanScan, empresa portuense que tem vindo a desenvolver o projecto SeaNet em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa (CINAV).
Luís Correia, investigador do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e um dos responsáveis pelo projecto ALIR, confirma que a selecção da EDA, apesar de não garantir qualquer financiamento, pode ajudar a valorizar os cartões de visita das empresas seleccionadas: «A escolha do projecto ALIR abre perspectivas no que toca à participação em projectos da EDA, e de outros organismos europeus».
O ALIR junta investigadores do Centro de Investigação da Academia Militar (CINAMIL), o Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), e das empresas Rebelco e X.Aerosystems. Caso seja bem sucedido, o consórcio pode abrir caminho a uma nova geração de placas balísticas usadas nos coletes à prova de bala. Para alcançar esse objetivo, os investigadores propõem-se a substituir alguns dos compósitos de matriz termoendurecível que são usados para produzir as placas balísticas da actualidade por compósitos de matriz de termoplástico. «Além de aumentar o desempenho balístico, estes compósitos permitem criar painéis de adequados à forma do corpo humano», garante Luís Correia.
O relatório da EDA revela ainda que o projecto ALIR não se fica pela produção de uma nova geração de coletes à prova de bala. Também no sector aeronáutico e na protecção de infraestruturas esta solução poderá ter aplicações.
O projecto SeaNet, também não se esgota nos propósitos militares. Pescas, detecção de poluição ou sistemas de comunicações são algumas das missões que poderão tirar partido das acções levadas a cabo por um conjunto de submarinos robóticos. Os mentores do projecto admitem poder vir a desenvolver novas versões de submarinos, mas lembram que é o desenvolvimento de um sistema de «inteligência de grupo» que deverá concentrar grande parte dos esforços de investigação do projecto.
«Os projectos seleccionados no âmbito desta call, ou qualquer outro que seja aprovado no âmbito do programa Portugal 2020 e onde haja participação de entidades na estrutura do MDN, têm sempre e obrigatoriamente como requisito a sua aplicação dual (civil-militar). No âmbito das suas atribuições, as Forças Armadas têm contempladas missões de carácter não-militar, tais como missões de busca e salvamento, apoio em caso de catástrofes, missões de interesse público, missões no âmbito da protecção civil, ou até mesmo as missões de apoio à paz em países de interesse nacional ou no âmbito das alianças de que Portugal faz parte. Assim, existem impactos óbvios destes projectos na operacionalidade das Forças Armadas», explica um e-mail enviado pelos serviços institucionais do Ministério da Defesa Nacional (MDN) para a Exame Informática.
O MDN refere ainda que os projectos que mereceram uma menção positiva da EDA vão contar com apoio estratégico da Direcção-geral de Recursos da Defesa Nacional ou dos diferentes Ramos das Forças Armadas no que toca à identificação de necessidades, requisitos, recursos humanos e ensaios das diferentes soluções que vierem a ser desenvolvidas.
O SeaNet e o ALIR podem ser as mais recentes atracções no que toca à investigação na área da defesa que tem sido levada a cabo investigadores nacionais, mas não são os primeiros a merecer uma avaliação positiva da ESA. Em 2014, o projecto Turtle, que é liderado por investigadores do Inesc Tec, no Porto, integrou a lista de sete iniciativas distinguidas pela Agência Europeia. O projecto, que já garantiu fundos estruturais necessários, pretende desenvolver submarinos robóticos que podem operar a elevadas profundidades. (Exame)
SeaNet e ALIR foram escolhidos entre 13 projectos de empresas ou instituições portuguesas que se submeteram à avaliação da EDA, com o propósito de apurar o potencial para receber um futuro (e ainda hipotético) apoio do Portugal 2020. «A selecção da EDA funciona como um aval, que confirma que esta ideia tem futuro e pode ter interesse», explica Luís Madureira, um dos líderes da OceanScan, empresa portuense que tem vindo a desenvolver o projecto SeaNet em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa (CINAV).
Luís Correia, investigador do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e um dos responsáveis pelo projecto ALIR, confirma que a selecção da EDA, apesar de não garantir qualquer financiamento, pode ajudar a valorizar os cartões de visita das empresas seleccionadas: «A escolha do projecto ALIR abre perspectivas no que toca à participação em projectos da EDA, e de outros organismos europeus».
O ALIR junta investigadores do Centro de Investigação da Academia Militar (CINAMIL), o Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), e das empresas Rebelco e X.Aerosystems. Caso seja bem sucedido, o consórcio pode abrir caminho a uma nova geração de placas balísticas usadas nos coletes à prova de bala. Para alcançar esse objetivo, os investigadores propõem-se a substituir alguns dos compósitos de matriz termoendurecível que são usados para produzir as placas balísticas da actualidade por compósitos de matriz de termoplástico. «Além de aumentar o desempenho balístico, estes compósitos permitem criar painéis de adequados à forma do corpo humano», garante Luís Correia.
O relatório da EDA revela ainda que o projecto ALIR não se fica pela produção de uma nova geração de coletes à prova de bala. Também no sector aeronáutico e na protecção de infraestruturas esta solução poderá ter aplicações.
O projecto SeaNet, também não se esgota nos propósitos militares. Pescas, detecção de poluição ou sistemas de comunicações são algumas das missões que poderão tirar partido das acções levadas a cabo por um conjunto de submarinos robóticos. Os mentores do projecto admitem poder vir a desenvolver novas versões de submarinos, mas lembram que é o desenvolvimento de um sistema de «inteligência de grupo» que deverá concentrar grande parte dos esforços de investigação do projecto.
«Os projectos seleccionados no âmbito desta call, ou qualquer outro que seja aprovado no âmbito do programa Portugal 2020 e onde haja participação de entidades na estrutura do MDN, têm sempre e obrigatoriamente como requisito a sua aplicação dual (civil-militar). No âmbito das suas atribuições, as Forças Armadas têm contempladas missões de carácter não-militar, tais como missões de busca e salvamento, apoio em caso de catástrofes, missões de interesse público, missões no âmbito da protecção civil, ou até mesmo as missões de apoio à paz em países de interesse nacional ou no âmbito das alianças de que Portugal faz parte. Assim, existem impactos óbvios destes projectos na operacionalidade das Forças Armadas», explica um e-mail enviado pelos serviços institucionais do Ministério da Defesa Nacional (MDN) para a Exame Informática.
O MDN refere ainda que os projectos que mereceram uma menção positiva da EDA vão contar com apoio estratégico da Direcção-geral de Recursos da Defesa Nacional ou dos diferentes Ramos das Forças Armadas no que toca à identificação de necessidades, requisitos, recursos humanos e ensaios das diferentes soluções que vierem a ser desenvolvidas.
O SeaNet e o ALIR podem ser as mais recentes atracções no que toca à investigação na área da defesa que tem sido levada a cabo investigadores nacionais, mas não são os primeiros a merecer uma avaliação positiva da ESA. Em 2014, o projecto Turtle, que é liderado por investigadores do Inesc Tec, no Porto, integrou a lista de sete iniciativas distinguidas pela Agência Europeia. O projecto, que já garantiu fundos estruturais necessários, pretende desenvolver submarinos robóticos que podem operar a elevadas profundidades. (Exame)
16 de setembro de 2015
Força Aérea ganha concurso para projetos ID&I de defesa
O projecto TROANTE, no âmbito dos Sistemas Aéreos Autónomos Não-Tripulados (UAS) a cargo do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea (CIAFA), ficou classificado em primeiro lugar no concurso para projectos de ID&I de Defesa a serem (co)financiados pelo Ministério da Defesa Nacional. O resultado foi comunicado oficialmente no dia 09 de Setembro pela Direcção Geral de Recursos da Defesa Nacional.
O projecto da Força Aérea foi seleccionado entre 27 propostas apresentadas e será (co)financiado em moldes semelhantes àqueles que, em 2007, deram origem à apresentação do projecto PITVANT (também concebido pelo CIAFA, no campo dos UAS).
O TROANTE terá uma duração prevista de 3 anos e contempla o desenvolvimento de tecnologia UAS Classe-I, com ênfase na sua aplicação dual (militar e civil). Pretende-se com essa tecnologia evoluir no sentido da industrialização, comercialização e subsequente aplicação no âmbito da prestação de serviços.
Este projecto contribuirá para a satisfação de diversas necessidades no âmbito da utilização operacional de UAS, por intermédio de entidades nacionais (Forças Armadas, Forças e Serviços de Segurança, além de outras entidades de carácter governamental e não-governamental), mas também estrangeiras. Estas últimas, particularmente, no contexto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
O financiamento dos projectos PITVANT e TROANTE por parte do MDN vem provar a pertinência da estratégia seguida, desde 2007, pela Academia da Força Aérea e também o mérito do trabalho desenvolvido pelo CIAFA.
Entre as 27 propostas apresentadas, o MDN vai financiar as sete melhor classificadas, entre as quais se encontra ainda o projecto ANDRÓMEDA (escolhido em 5ª lugar). Este projecto envolve igualmente a área dos UAS e foi concebido e preparado pelo CIAFA em colaboração com o INESC-INOV.
O projecto da Força Aérea foi seleccionado entre 27 propostas apresentadas e será (co)financiado em moldes semelhantes àqueles que, em 2007, deram origem à apresentação do projecto PITVANT (também concebido pelo CIAFA, no campo dos UAS).
O TROANTE terá uma duração prevista de 3 anos e contempla o desenvolvimento de tecnologia UAS Classe-I, com ênfase na sua aplicação dual (militar e civil). Pretende-se com essa tecnologia evoluir no sentido da industrialização, comercialização e subsequente aplicação no âmbito da prestação de serviços.
Este projecto contribuirá para a satisfação de diversas necessidades no âmbito da utilização operacional de UAS, por intermédio de entidades nacionais (Forças Armadas, Forças e Serviços de Segurança, além de outras entidades de carácter governamental e não-governamental), mas também estrangeiras. Estas últimas, particularmente, no contexto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
O financiamento dos projectos PITVANT e TROANTE por parte do MDN vem provar a pertinência da estratégia seguida, desde 2007, pela Academia da Força Aérea e também o mérito do trabalho desenvolvido pelo CIAFA.
Entre as 27 propostas apresentadas, o MDN vai financiar as sete melhor classificadas, entre as quais se encontra ainda o projecto ANDRÓMEDA (escolhido em 5ª lugar). Este projecto envolve igualmente a área dos UAS e foi concebido e preparado pelo CIAFA em colaboração com o INESC-INOV.
12 de julho de 2015
Plataforma Naval Global avança com Arsenal do Alfeite e Marinha de Guerra Portuguesa
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional homologou, esta sexta-feira, a assinatura de um protocolo de cooperação entre a Arsenal do Alfeite, SA, a Escola Naval e o CINAV - Centro de Investigação Naval, durante a visita ao Arsenal do Alfeite, no âmbito do VIP Day do Robotics Exercise 2015 (REX15) e dos ICARUS Sea Trials Lisbon 2015.
O protocolo assinado pela presidente do Conselho de Administração da Arsenal do Alfeite, SA, Andreia Ventura, e o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Bastos Ribeiro, na presença de Berta Cabral, marca o início da aproximação da Arsenal do Alfeite, SA a entidades ligadas às actividades navais e marítimas que terão um papel relevante na construção da Plataforma Naval Global.
A Escola Naval, o CINAV e a Arsenal do Alfeite, SA vão colaborar em acções de formação e estágios, em projectos de investigação aplicada e desenvolvimento, partilharão infraestruturas, incluindo o tanque acústico do Arsenal, e juntar-se-ão para iniciativas científicas e pedagógicas no âmbito do protocolo. Está previsto o concurso a projectos em conjunto.
A Marinha Portuguesa, através da Escola Naval e do CINAV, está na primeira linha dos parceiros da Arsenal do Alfeite, SA para a implementação de diversas medidas de promoção da economia do mar, incluindo a criação de um centro de competência naval no Alfeite.
Os objectivos da Plataforma Naval Global incluem a exploração de sinergias com universidades, centros tecnológicos e unidades de investigação e desenvolvimento e, também, a promoção do empreendedorismo, através da formação de recursos humanos na área da economia e defesa do mar. (Defesa)
O protocolo assinado pela presidente do Conselho de Administração da Arsenal do Alfeite, SA, Andreia Ventura, e o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Bastos Ribeiro, na presença de Berta Cabral, marca o início da aproximação da Arsenal do Alfeite, SA a entidades ligadas às actividades navais e marítimas que terão um papel relevante na construção da Plataforma Naval Global.
A Escola Naval, o CINAV e a Arsenal do Alfeite, SA vão colaborar em acções de formação e estágios, em projectos de investigação aplicada e desenvolvimento, partilharão infraestruturas, incluindo o tanque acústico do Arsenal, e juntar-se-ão para iniciativas científicas e pedagógicas no âmbito do protocolo. Está previsto o concurso a projectos em conjunto.
A Marinha Portuguesa, através da Escola Naval e do CINAV, está na primeira linha dos parceiros da Arsenal do Alfeite, SA para a implementação de diversas medidas de promoção da economia do mar, incluindo a criação de um centro de competência naval no Alfeite.
Os objectivos da Plataforma Naval Global incluem a exploração de sinergias com universidades, centros tecnológicos e unidades de investigação e desenvolvimento e, também, a promoção do empreendedorismo, através da formação de recursos humanos na área da economia e defesa do mar. (Defesa)
Etiquetas:
Arsenal do Alfeite,
Investigação,
Marinha Portuguesa,
MDN,
SEADN,
Tecnologia,
UAV
28 de maio de 2015
VISITA DO GENERAL CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO À UNIVERSIDADE DO PORTO
No dia 22 de Maio, no âmbito do Projecto de Investigação “definição de critérios para a determinação da fadiga de um militar em contextos de emprego climáticos diversos” e a convite do Magnífico Reitor da Universidade do Porto, Professor Sebastião Feyo de Azevedo, e do Director da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Professor João Falcão e Cunha, Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) visitou a Faculdade de Engenharia, nomeadamente o Laboratório de Prevenção do Risco Ocupacional e Ambiental (PROA) que se situa no Departamento de Engenharia de Minas, e a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) onde, depois da recepção pelo seu Director, Professor Jorge Olímpio Bento, foi visitado o Laboratório de Biomecânica da Universidade do Porto (LABIOMEP).
Para além do contacto com investigadores do Exército Português e da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME e os restantes convidados tiveram oportunidade de assistir a demonstrações dos ensaios que foram realizados no âmbito do projecto, bem como verificar algumas potencialidades técnicas e laboratoriais envolvidas nessa investigação.
Nesse encontro de trabalho, para além de uma mostra de capacidades da Universidade ao nível do LABIOMEP, do PROA e do Núcleo de Aeronáutica, Aeroespacial e Modelismo da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME teve oportunidade de contactar com o Projecto de Investigação que a Escola de Sargentos do Exército, em parceria com o CINAMIL, com o Centro de Psicologia Aplicada do Exército, com o Hospital das Forças Armadas (Pólo do Porto) e outras unidades e organismos militares e centros de conhecimento da Universidade do Porto, como o Instituto Nacional de Engenharia e Gestão Industrial do Porto, vem conduzindo desde maio de 2014.
Para além do contacto com investigadores do Exército Português e da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME e os restantes convidados tiveram oportunidade de assistir a demonstrações dos ensaios que foram realizados no âmbito do projecto, bem como verificar algumas potencialidades técnicas e laboratoriais envolvidas nessa investigação.
Nesse encontro de trabalho, para além de uma mostra de capacidades da Universidade ao nível do LABIOMEP, do PROA e do Núcleo de Aeronáutica, Aeroespacial e Modelismo da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME teve oportunidade de contactar com o Projecto de Investigação que a Escola de Sargentos do Exército, em parceria com o CINAMIL, com o Centro de Psicologia Aplicada do Exército, com o Hospital das Forças Armadas (Pólo do Porto) e outras unidades e organismos militares e centros de conhecimento da Universidade do Porto, como o Instituto Nacional de Engenharia e Gestão Industrial do Porto, vem conduzindo desde maio de 2014.
12 de maio de 2015
Portugal vai continuar a participar em 5 projectos militares europeus
O Ministério da Defesa aprovou a continuação da participação portuguesa em cinco projectos tecnológico/militares da Agência Europeia de Defesa, ligados ao desenvolvimento de baterias ou de materiais ultra leves, segundo os despachos publicados , esta segunda-feira, em Diário da República.
Os cinco despachos autorizam a nova direcção-geral de Recursos da Defesa Nacional, que resulta da agregação das direcções-gerais de património, pessoal e de armamento, a continuar as negociações para o desenvolvimento destes projectos cooperativos internacionais no âmbito da Agência Europeia de Defesa (EDA, sigla em inglês).
Projectos com participação portuguesa
Entre os principais projectos estão o "Submarine Application for the Management of a Battery System", que consiste no desenvolvimento de "um sistema de gestão de baterias para acumuladores de tecnologia de iões de lítio, a ser usado em submarinos convencionais, substituindo as actuais baterias de ácido de chumbo".
Um dos despachos assinados pelo ministro José Pedro Aguiar-Branco refere que programa de baterias permitirá "melhorar a performance" dos submarinos, "reduzir custos de manutenção ao longo do ciclo de vida da plataforma e garantir todos os aspectos de segurança decorrentes do seu uso".
Já o "Lightweight Constructions for Armoured Multi-purpose Vehicles" é um projecto internacional da EDA que visa estudar e investigar "oportunidades e desafios na construção de veículos blindados com recurso a materiais ultra leves e o desenho de estruturas mais eficientes na dissipação de energia resultante de impactos balísticos ou explosões".
Os restantes programas abrangem comunicações militares ("Cognitive Radio for Dynamic Spectrum Management" e "Unnamed Maritime Systems"), protecção nuclear e biológica ("Joint Investment Programme on Chemical, Biological, Radiological and Nuclear Protection"), materiais inertes e equipamento. (CM)
2 de abril de 2015
Sessão de Encerramento do Projeto SHERLOC
O consórcio do projecto de Investigação e desenvolvimento SHERLOC (advanced tools and systems for Structural HEalth diagnostics of Rotorcraft critical cOmposite Components) apresentou à ANI-Agência Nacional de Inovação, no dia 01 de abril de 2015, na Base Aérea N.º 6, os resultados finais deste projecto.
O projecto teve como resultado final a criação e validação de ferramentas avançadas de diagnóstico de aeroestruturas/componentes compósitos considerando todo o seu ciclo de vida, incluindo testes de protótipos em laboratório e instrumentação de componentes em compósito a bordo da aeronave EH-101 Merlin.
Neste projecto foram desenvolvidas as seguintes ferramentas:
1) Técnica expedita de NDT (Non Destructive Testing) baseada na medição de impedância electromecânica para detecção de defeitos e danos em compósitos;
2) Técnica avançada de NDT para diagnóstico de dano (detecção, localização e severidade) em componentes compósitos baseados na tecnologia VS2™ para operações de inspecção e manutenção;
3) Sistema avançado de SHM baseada na tecnologia VS2™, testado com dados de voo, de avaliação da condição estrutural de aeroestruturas;
4) Sistema avançado de integração de ferramentas de NDT e SHM (Structural Health Monitoring) (com actualização da informação do sistema SHM).
O contributo mais relevante da Força Aérea neste projecto foi possibilitar a utilização de uma ferramenta de SHM a bordo de uma aeronave, garantindo que a mesma tem potencialidade para uma utilização operacional. A implementação da ferramenta de SHM compreendeu a instalação do sistema de aquisição de dados, a instalação de sensores nos painéis e a instalação e fixação das cablagens dos sensores entre o sistema de aquisição de dados e os sensores.
Para tal, foi necessário garantir que esta ferramenta cumprisse com os necessários requisitos de certificação de aeronavegabilidade, que se traduzem numa instalação da ferramenta SHM segura, não causando riscos adicionais à segurança da aeronave, tripulantes e seus ocupantes. Para a realização de testes em voo com a ferramenta SHM a bordo da aeronave EH-101 foi emitida uma Licença Especial de Aeronavegabilidade pela Autoridade Aeronáutica Nacional. (FAP)
O projecto teve como resultado final a criação e validação de ferramentas avançadas de diagnóstico de aeroestruturas/componentes compósitos considerando todo o seu ciclo de vida, incluindo testes de protótipos em laboratório e instrumentação de componentes em compósito a bordo da aeronave EH-101 Merlin.
Neste projecto foram desenvolvidas as seguintes ferramentas:
1) Técnica expedita de NDT (Non Destructive Testing) baseada na medição de impedância electromecânica para detecção de defeitos e danos em compósitos;
2) Técnica avançada de NDT para diagnóstico de dano (detecção, localização e severidade) em componentes compósitos baseados na tecnologia VS2™ para operações de inspecção e manutenção;
3) Sistema avançado de SHM baseada na tecnologia VS2™, testado com dados de voo, de avaliação da condição estrutural de aeroestruturas;
4) Sistema avançado de integração de ferramentas de NDT e SHM (Structural Health Monitoring) (com actualização da informação do sistema SHM).
O contributo mais relevante da Força Aérea neste projecto foi possibilitar a utilização de uma ferramenta de SHM a bordo de uma aeronave, garantindo que a mesma tem potencialidade para uma utilização operacional. A implementação da ferramenta de SHM compreendeu a instalação do sistema de aquisição de dados, a instalação de sensores nos painéis e a instalação e fixação das cablagens dos sensores entre o sistema de aquisição de dados e os sensores.
Para tal, foi necessário garantir que esta ferramenta cumprisse com os necessários requisitos de certificação de aeronavegabilidade, que se traduzem numa instalação da ferramenta SHM segura, não causando riscos adicionais à segurança da aeronave, tripulantes e seus ocupantes. Para a realização de testes em voo com a ferramenta SHM a bordo da aeronave EH-101 foi emitida uma Licença Especial de Aeronavegabilidade pela Autoridade Aeronáutica Nacional. (FAP)
Etiquetas:
BA6,
EH-101 Merlin,
Força Aérea Portuguesa,
Investigação
17 de março de 2015
Historiador quer investigar a Guerra do Ultramar
O historiador Nuno Pereira defendeu esta terça-feira a necessidade de realizar uma investigação conjunta, por especialistas africanos e de Portugal, sobre a memória da guerra colonial, enquanto há ainda testemunhas vivas. “A história oficial diz pouco. É preciso aprofundar os factos (…), devemos aproveitar que ainda há muitas testemunhas”, disse à agência Lusa o historiador, que participa hoje numa conferência sobre a luta pela independência das ex-colónias portuguesas de África.
Para o historiador, é fundamental desenvolver uma investigação de história e um trabalho de memória sobre este período, em parceria com investigadores dos países africanos e de Portugal. Segundo Nuno Pereira, a guerra colonial é “provavelmente um dos maiores tabus da história portuguesa”.
Na sua apresentação, o historiador, especialista em militância política, vai abordar os movimentos de solidariedade internacional da Suíça nos anos 1960 e 1970 que apoiaram as lutas de libertação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
Na conferência participa ainda o secretário executivo da Comissão Económica para África da ONU, o guineense Carlos Lopes, que vai abordar o papel e herança de Amical Cabral, o pai das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Por ocasião dos 40 anos de independência das ex-colónias portuguesas de África, a associação de estudantes de história da Universidade de Genebra, a associação Atelier – história em movimento, o Centro Europa Terceiro mundo, e a Comissão de gestão de taxas de Universidade de Genebra organizam dois dias de debates dedicados à solidariedade internacional e aos movimentos independentistas. (Observador)
Para o historiador, é fundamental desenvolver uma investigação de história e um trabalho de memória sobre este período, em parceria com investigadores dos países africanos e de Portugal. Segundo Nuno Pereira, a guerra colonial é “provavelmente um dos maiores tabus da história portuguesa”.
Na sua apresentação, o historiador, especialista em militância política, vai abordar os movimentos de solidariedade internacional da Suíça nos anos 1960 e 1970 que apoiaram as lutas de libertação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
Na conferência participa ainda o secretário executivo da Comissão Económica para África da ONU, o guineense Carlos Lopes, que vai abordar o papel e herança de Amical Cabral, o pai das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Por ocasião dos 40 anos de independência das ex-colónias portuguesas de África, a associação de estudantes de história da Universidade de Genebra, a associação Atelier – história em movimento, o Centro Europa Terceiro mundo, e a Comissão de gestão de taxas de Universidade de Genebra organizam dois dias de debates dedicados à solidariedade internacional e aos movimentos independentistas. (Observador)
11 de março de 2015
IDD leva empresas portuguesas a Madrid à HomSec 15
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional recebeu esta terça-feira o Ministro do Interior de Espanha no Pavilhão da IDD-Plataforma das Indústrias de Defesa, na Feira Internacional de Defesa e Segurança HomSec 15, imediatamente após a cerimónia de inauguração do certame, onde Portugal tem o estatuto de nação convidada.
Jorge Fernández Diaz tomou contacto com a realidade portuguesa no âmbito das Indústrias de Defesa e Segurança. No espaço da IDD estão representadas, a Lavoro, a Noras Performance, a Glexys, a Oceanscan, a Protactical, a Fibrenamics, a Sciencentris, a Penteadora e a AnubisNetwork e o CITEVE, nove empresas de sectores tão variados como o calçado ou os drones submarinos e um instituto que agrega várias empresas da indústria têxtil e do vestuário.
Dirigindo-se aos empresários presentes, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional manifestou a “grande esperança que o Ministério da Defesa Nacional deposita no trabalho das indústrias de Defesa” e o “optimismo” com que encara esta nova fase do relacionamento com as empresas, através da IDD, uma entidade que lhes “permite ganhar escala para se promover a internacionalização e projetá-las para outros mercados”.
“O envolvimento do Governo nesta espécie de parceria para atingir estes objectivos não tem de envolver participação no capital das empresas mas dá um aval muito importante nestes mercados em que, a nível internacional, existe uma grande componente institucional, Estado a Estado”, realçou Berta Cabral.(Defesa)
Jorge Fernández Diaz tomou contacto com a realidade portuguesa no âmbito das Indústrias de Defesa e Segurança. No espaço da IDD estão representadas, a Lavoro, a Noras Performance, a Glexys, a Oceanscan, a Protactical, a Fibrenamics, a Sciencentris, a Penteadora e a AnubisNetwork e o CITEVE, nove empresas de sectores tão variados como o calçado ou os drones submarinos e um instituto que agrega várias empresas da indústria têxtil e do vestuário.
Dirigindo-se aos empresários presentes, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional manifestou a “grande esperança que o Ministério da Defesa Nacional deposita no trabalho das indústrias de Defesa” e o “optimismo” com que encara esta nova fase do relacionamento com as empresas, através da IDD, uma entidade que lhes “permite ganhar escala para se promover a internacionalização e projetá-las para outros mercados”.
“O envolvimento do Governo nesta espécie de parceria para atingir estes objectivos não tem de envolver participação no capital das empresas mas dá um aval muito importante nestes mercados em que, a nível internacional, existe uma grande componente institucional, Estado a Estado”, realçou Berta Cabral.(Defesa)
10 de março de 2015
Empresas portuguesas apresentam novidades na área da Defesa em feira de Madrid
Novos coletes balísticos mais leves ou drones subaquáticos que já equipam a marinha russa são algumas das novidades tecnológicas que as empresas portuguesas apresentam no Salão Internacional de Tecnologias de Segurança Nacional, que arrancou nesta terça-feira em Madrid.
Reunidas no stand da idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, dez empresas portuguesas de pequena e média dimensão trouxeram o que de melhor se faz em Portugal em áreas como o têxtil, telecomunicações de defesa e segurança ou mesmo a robótica subaquática.
Um dos produtos é um novo tipo de colete balístico que "substitui as placas de cerâmica usadas nos coletes anti-bala tradicionais por malhas 3D revestidas", contou à agência Lusa Ana Barros, do CITEVE (Centro Tecnológico de Têxtil e Vestuário).
"A grande vantagem do novo colete é que tem muito menos peso", explicou a mesma responsável.
O projecto de âmbito europeu - liderado por um consórcio semelhante espanhol, mas com participação portuguesa - está a ser desenvolvido há um ano, e ainda não tem prazos para ser colocado no mercado.
Já em fase de conclusão está um novo fato com sistema de climatização frio e quente, este um projecto inteiramente nacional.
"É um sistema patenteado, com circulação de água que arrefece o corpo do soldado até aos 15 graus e aquece até aos 40. Estará finalizado em Abril" para ser disponibilizado a eventuais clientes, disse Ana Barros.
Também a nível europeu, com a Agência Europeia de Defesa, a CITEVE tem trabalhado no Aclitexsys, um outro projecto de refrigeração individual do soldado.
O CITEVE reúne várias empresas portuguesas e, nos projectos de defesa, colabora com as forças armadas nacionais.
Noutro ponto do stand, Alexandre Sousa apresenta um drone subaquático com o nome "Light Autonomous Underwater System".
Projeto da OceanScan, o drone está equipado como sensores e sonar e pode ser programado para fazer percursos subaquáticos de monitorização de solos, de espécies marinhas e, em contexto militar, operações anti-minas.
"Já equipamos a Marinha Russa, a Marinha Portuguesa e em Março vamos fechar novo contrato com a Marinha da Lituânia", contou Alexandre Sousa.
O drone funciona até 100 metros de profundidade, não implica ser controlado à distância e, no caso da Marinha Russa, desempenha funções de "Busca e Salvamento".
O produto é de duplo uso (militar e civil) e funciona com engenharia totalmente portuguesa, mas com componentes estrangeiros (computador de bordo, baterias ou sonar).
A empresa, acrescentou Alexandre Sousa, conta desenvolver um outro drone para profundidades maiores, até 500 metros.
Presente na inauguração do stand português, a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral, enalteceu o "potencial humano" das empresas portuguesas do sector, um factor que as diferencia da concorrência.
"São empresas com muito conhecimento e que por vezes dão saltos para a internacionalização através de participações com empresas de maior dimensão", disse a responsável, acrescentando que, por isso mesmo, "são muito apetecíveis".
Para Berta Cabral, "são vários os exemplos de start-ups e de empreendedorismo que depois se lançam no mercado internacional".
"Essa é a grande diferença: o capital humano, a formação. (...) A maior parte destas empresas nasceu de projectos de investigação ligados às forças armadas e às suas academias, que depois em parceria com universidades e com empresas se projectaram, transformando o "saber" em "saber fazer", realçou a secretária de Estado.
Na HOMSEC2015, que decorre até quinta-feira, estão 10 empresas: Anubis, CITEVE, Sciencentris, Fibrenamics, Latino Confecções, OceanScan, Penteadora, Glexys, Noras Performance e Lavoro.
A nível global a feira de Madrid, uma das maiores deste sector na Europa, reúne mais de 160 delegações e expositores, esperando mais de 10 mil visitantes. (Público)
Reunidas no stand da idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, dez empresas portuguesas de pequena e média dimensão trouxeram o que de melhor se faz em Portugal em áreas como o têxtil, telecomunicações de defesa e segurança ou mesmo a robótica subaquática.
Um dos produtos é um novo tipo de colete balístico que "substitui as placas de cerâmica usadas nos coletes anti-bala tradicionais por malhas 3D revestidas", contou à agência Lusa Ana Barros, do CITEVE (Centro Tecnológico de Têxtil e Vestuário).
"A grande vantagem do novo colete é que tem muito menos peso", explicou a mesma responsável.
O projecto de âmbito europeu - liderado por um consórcio semelhante espanhol, mas com participação portuguesa - está a ser desenvolvido há um ano, e ainda não tem prazos para ser colocado no mercado.
Já em fase de conclusão está um novo fato com sistema de climatização frio e quente, este um projecto inteiramente nacional.
"É um sistema patenteado, com circulação de água que arrefece o corpo do soldado até aos 15 graus e aquece até aos 40. Estará finalizado em Abril" para ser disponibilizado a eventuais clientes, disse Ana Barros.
Também a nível europeu, com a Agência Europeia de Defesa, a CITEVE tem trabalhado no Aclitexsys, um outro projecto de refrigeração individual do soldado.
O CITEVE reúne várias empresas portuguesas e, nos projectos de defesa, colabora com as forças armadas nacionais.
Noutro ponto do stand, Alexandre Sousa apresenta um drone subaquático com o nome "Light Autonomous Underwater System".
Projeto da OceanScan, o drone está equipado como sensores e sonar e pode ser programado para fazer percursos subaquáticos de monitorização de solos, de espécies marinhas e, em contexto militar, operações anti-minas.
"Já equipamos a Marinha Russa, a Marinha Portuguesa e em Março vamos fechar novo contrato com a Marinha da Lituânia", contou Alexandre Sousa.
O drone funciona até 100 metros de profundidade, não implica ser controlado à distância e, no caso da Marinha Russa, desempenha funções de "Busca e Salvamento".
O produto é de duplo uso (militar e civil) e funciona com engenharia totalmente portuguesa, mas com componentes estrangeiros (computador de bordo, baterias ou sonar).
A empresa, acrescentou Alexandre Sousa, conta desenvolver um outro drone para profundidades maiores, até 500 metros.
Presente na inauguração do stand português, a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral, enalteceu o "potencial humano" das empresas portuguesas do sector, um factor que as diferencia da concorrência.
"São empresas com muito conhecimento e que por vezes dão saltos para a internacionalização através de participações com empresas de maior dimensão", disse a responsável, acrescentando que, por isso mesmo, "são muito apetecíveis".
Para Berta Cabral, "são vários os exemplos de start-ups e de empreendedorismo que depois se lançam no mercado internacional".
"Essa é a grande diferença: o capital humano, a formação. (...) A maior parte destas empresas nasceu de projectos de investigação ligados às forças armadas e às suas academias, que depois em parceria com universidades e com empresas se projectaram, transformando o "saber" em "saber fazer", realçou a secretária de Estado.
Na HOMSEC2015, que decorre até quinta-feira, estão 10 empresas: Anubis, CITEVE, Sciencentris, Fibrenamics, Latino Confecções, OceanScan, Penteadora, Glexys, Noras Performance e Lavoro.
A nível global a feira de Madrid, uma das maiores deste sector na Europa, reúne mais de 160 delegações e expositores, esperando mais de 10 mil visitantes. (Público)
Subscrever:
Mensagens (Atom)











