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14 de maio de 2021

CENTRO DO ATLÂNTICO ASSINADO NA BASE AÉREA N.º 4


(FAP) A Base Aérea N.º 4, nas Lajes, Açores, acolheu hoje, dia 14 de maio, o lançamento do Centro Atlântico, uma iniciativa que pretende criar um espaço de diálogo e cooperação entre países do Atlântico.
    
Nesta cerimónia esteve presente o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e o Presidente do Governo Regional dos Açores, João Manuel Cabral Dias Bolieiro.

Foi nesta unidade da Força Aérea que 16 países, de três continentes, assinaram uma declaração conjunta onde se comprometeram a desenvolver o Centro do Atlântico.

Além de Portugal, fazem parte do projeto a Alemanha, Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Estados Unidos da América, França, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Marrocos, Reino Unido, Senegal, São Tomé e Príncipe e o Uruguai.

9 de outubro de 2018

CORONEL ANTÓNIO PINTO ASSUME COMANDO DA BA4

O Coronel Piloto-Aviador António Pinto assumiu, no dia 2 de Outubro, o Comando da Base Aérea N.º 4 (BA4) – nas Lajes, ilha Terceira, Açores, substituindo o Coronel César Rodrigues, que ocupava o cargo desde 2016.

A cerimónia, que foi presidida pelo Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Embaixador Pedro Catarino, contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo.

O Coronel António Pinto ingressou na Academia da Força Aérea em 1986, tendo efectuado o Curso de Pilotagem na Base Aérea N.º 1, em Sintra, na aeronave Epsilon TB-30, e acumula cerca de 5000 horas de voo nas aeronaves C212-100, C212-300 e C-295.

A cerimónia ficou ainda marcada pela condecoração do comandante cessante, o Coronel César Rodrigues, que foi agraciado com a medalha de Serviços Distintos Grau Prata.

14 de junho de 2018

77.º aniversário da Base Aérea N.º4

A Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, assinalou o 77.º aniversário no dia 12 de Junho. A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo.

A data serviu para lembrar, nas palavras do Comandante da BA4, Coronel César Rodrigues, a importante missão desempenhada por aquela Unidade, particularmente no que toca ao “apoio às populações e autoridades civis locais”, através das evacuações sanitárias, do transporte médico inter-ilhas e, claro, das missões de busca e salvamento no mar.

Não obstante, da alocução do Comandante ficou também uma palavra de apreço aos militares e civis desta Unidade, sempre focados na nobre missão desta unidade, sem olhar a esforços ou sacrifícios.

O Dia de Unidade ficou marcado por uma homenagem aos mortos da Força Aérea, pela imposição de condecorações a alguns militares e pela entrega de pergaminhos aos funcionários civis que comemoram 25 anos ao serviço da instituição. A cerimónia terminou com o desfile das forças em parada. (FAP)

3 de agosto de 2017

Esquadras 201 e 301 em destacamento nas Lajes

De 01 a 08 de Agosto a Base Aérea n.º 4, nas Lajes, Ilha Terceira, recebe um Destacamento Aéreo do dispositivo da Base Aérea n.º 5, Monte Real, constituído por 5 (cinco) aeronaves F-16AM.

O objectivo principal desta missão é o cumprimento do programa de manutenção de qualificações na aeronave F-16AM, assim como a realização de missões de instrução operacional, nomeadamente nas componentes de Actualização da Liderança de Voo e Conversão Operacional, sendo paralelamente testadas as qualificações das tripulações. (FAP)

10 de março de 2016

Força Aérea participa em cursos sobre respostas médicas em situação de castástrofe

A Força Aérea participou em dois cursos sobre respostas médicas em situações de catástrofe, promovidos pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores. As formações, subordinadas ao tema “Medical Response to Major Incidents”, realizaram-se de 17 a 19 e de 21 a 23 de Fevereiro na ilha Terceira.

Os cursos envolveram 160 profissionais, de diversas áreas, e foram ministrados por uma equipa do “International Disaster Training Centre” da Madeira. Pela Força Aérea, participaram seis militares, colocados no Centro Coordenador de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), no Centro de Saúde e no Centro de Operações da Base Aérea N.º4.

Ainda no mês de Fevereiro, a Força Aérea esteve também representada no evento LEME-Zoom Açores, que teve lugar dia 25, em Ponta Delgada, com objectivo de discutir o potencial do mar dos Açores.

O Capitão Navegador Tiago Andrade, do RCC Lajes, explicou a importância de um RCC na Região de Busca e Salvamento de Santa Maria, que contempla uma área de 4.926.350Km2,. Entre outros assuntos abordados, o militar deu a conhecer os dispositivos de alerta da Força Aérea e lembrou a prontidão dos meios, 24 horas por dia, sete dias por semana. (FAP)

1 de agosto de 2015

Base Aérea N.º 4 abriu portas ao público

A Base Aérea N.º4, nos Açores, abriu portas ao público no dia 02 de Agosto. Entre as várias actividades à disposição, os visitantes tiveram oportunidade de conhecer aeronaves da Força Aérea Portuguesa e da Força Aérea dos Estados Unidos, de assistir a demonstrações cinófilas, de passear na viatura blindada CONDOR e de realizar baptismos de voo no C-295M.

O “Dia de Base Aberta” nas Lajes contou com a presença de meios operacionais do Exército e da Cruz Vermelha, do dispositivo ISN da Armada e de stands com artesanato e produtos regionais.

Os mais curiosos puderam ainda subir à Torre de Controle, visitar o quartel dos bombeiros americanos e experimentar o simulador de voo no stand dos Spotters da ilha Terceira. Tudo ao som da Banda Filarmónica local. (Fap)

31 de julho de 2015

Base das Lajes abre ao público este domingo

A Base Aérea N.º4, nos Açores, abre as portas ao público no dia 02 de Agosto, das 10h00 às 18h00. Entre muitas actividades programadas, durante o dia será possível conhecer aeronaves da Força Aérea Portuguesa e da Força Aérea dos Estados Unidos, assistir a demonstrações cinófilas, circular pela Unidade na viatura blindada CONDOR e realizar baptismos de voo no C-295,

O “Dia de Base Aberta” nas Lajes conta com a presença de meios operacionais do Exército e da Cruz Vermelha, do dispositivo ISN da Armada e de stands com artesanato e produtos regionais.

Os mais curiosos podem ainda subir à Torre de Controle, visitar o quartel dos bombeiros americanos ou experimentar o simulador de voo no stand dos Spotters da ilha Terceira. Tudo ao som da Banda Filarmónica local. (FAP)

16 de junho de 2015

74.º aniversário da Base Aérea Nº4

A Base Aérea N.º4 (BA4) – nas Lajes, Ilha Terceira, Açores - comemorou no dia 12 de Junho de 2015 o seu 74.º aniversário e consequente Dia da Unidade.

A cerimónia foi presidida por Sua Excelência o Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Embaixador Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino. Além da Cerimónia Comemorativa do Dia da Unidade realizou-se uma visita de trabalho à Unidade por parte do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, José António de Magalhães Araújo Pinheiro.

O Comandante da BA4, Coronel Piloto-Aviador Tito de Quintanilha e Mendonça usou da palavra para, em ano de comemorações do Centenário da Aviação Militar, destacar a relevância histórica da presença da Força Aérea Portuguesa no Arquipélago dos Açores.

A presença militar no Arquipélago remonta a 04 de Outubro de 1930, quando foi inaugurado o Aeródromo Militar da Achada, com a descolagem de um Avro, um monomotor biplano, com o nome simbólico de “AÇOR”, tornando-se na primeira aeronave a descolar em solo terceirense, sob o comando do Capitão Frederico Coelho de Melo, natural da Freguesia de Altares.

Ainda durante o discurso o Comandante da BA4 destacou o papel preponderante no apoio às populações e autoridades civis locais, nomeadamente através das evacuações sanitárias e do transporte inter-ilhas. No apoio ao Comando da Zona Aérea, nomeadamente através das missões de busca e salvamento.

A cerimónia contou com a rendição do Porta-Estandarte Nacional e do Porta-Estandarte da Unidade, um momento de homenagem aos mortos da Força Aérea Portuguesa, e terminou com a imposição de condecorações aos militares e entrega aos funcionários civis do pergaminho comemorativo dos 25 anos ao serviço na Força Aérea.

A Base Aérea N.º 4, também conhecida por Base das Lajes, é anterior à própria Força Aérea Portuguesa e possui uma história rica em momentos determinantes, que por sua vez marcaram vários pontos do século XX. (FAP)

13 de junho de 2015

Força Aérea lembra que Lajes é uma base militar

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea admitiu esta sexta-feira que estão a decorrer conversações entre várias entidades para optimizar a utilização civil da base das Lajes, na ilha Terceira, mas lembrou que a base é militar.

"A base é uma base aérea militar e portanto está sujeita aos requisitos e aos condicionalismos de ser uma base militar", salientou o general José Araújo Pinheiro, em declarações aos jornalistas, à margem das cerimónias do 74.º aniversário da Base Aérea n.º4.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea disse que "tem havido algum diálogo sobre a eventual expansão da utilização da base aérea das Lajes".

Segundo José Araújo Pinheiro, a Força Aérea vai falar com a Autoridade Nacional para Aviação Civil (ANAC), com o Ministério da Defesa e com o Governo Regional dos Açores para, "a nível técnico", encontrar soluções que, por um lado, respeitem o facto de a base ser militar e, por outro, vão ao encontro do interesse da Região Autónoma de "optimizar a utilização civil daquilo que é uma base militar".

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea realçou, no entanto, que a operação civil na base das Lajes "tem corrido bem", alegando que está em causa apenas "identificar áreas de flexibilização, de autorizações e de expeditar".

"Nós, de uma maneira geral, temos respondido sempre às solicitações que nos são feitas, naturalmente com o apoio também das autoridades norte-americanas, porque há serviços na base que são garantidos pelas autoridades americanas", salientou.

Por sua vez, o comandante da Zona Aérea dos Açores, Manuel Teixeira Rolo, disse que o número de escalas técnicas nas Lajes "tem aumentando pontualmente", considerando que há perspectivas de "incrementar" esse número.

"É exactamente essa uma das razões que faz com que a Força Aérea esteja agora a iniciar esse processo de conversações, mandatado politicamente também para podermos encontrar soluções que acomodem essas necessidades de incremento de escalas técnicas e de operadores que futuramente queiram operar na Terceira", frisou.

Questionado sobre o reforço de tripulações para a Base Aérea n.º4, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea confirmou a intenção de dotar a infra-estrutura de mais meios humanos, mas realçou que o processo "não é rápido".

"Neste momento não temos o módulo de tripulações que gostaríamos de ter. Assim que podermos, reforçamos, mas a qualificação de pilotos é morosa, exige tempo, porque um piloto, para ser qualificado, precisa de fazer muitas horas de voo", salientou.

José Araújo Pinheiro não adiantou, no entanto, para quando será possível reforçar as tripulações destacadas nas Lajes.

"Fá-lo-emos com a brevidade possível, porque para nós também é importante ter aqui uma segunda tripulação de EH101 [helicóptero], mas não me posso adiantar, porque temos de qualificar pilotos que são mais novos, que têm de ganhar experiência, têm de voar muito para que possam executar com segurança", explicou.

Em Junho de 2014, um homem ferido numa tourada na ilha de São Jorge morreu sem ser transferido para um hospital por falta de tripulação para pilotar um dos helicópteros da Força Aérea. (Público) 

5 de maio de 2015

Força Aérea organiza exercício internacional de Busca e Salvamento

Portugal possui uma das maiores zonas de Busca e Salvamento do mundo, com uma área de responsabilidade equivalente a 63 vezes o território nacional, correspondente a cerca de 4.926.350Km2.

São da responsabilidade da Força Aérea e da Marinha de Portugal todas as acções decorrentes no espaço aéreo e marítimo, sendo que em 2014 planearam, coordenaram e controlaram na região de busca e salvamento de Santa Maria (SRR Santa Maria) - zona de responsabilidade dos centros coordenadores de busca e salvamento Aéreo (RCC Lajes) e Marítimo (MRCC Delgada) dos Açores - 156 missões conjuntas, das quais resultaram 40 vidas salvas. Para essa coordenação e para ter uma resposta eficiente às solicitações, o RCC Lajes e o MRCC Delgada têm ao seu dispor meios aéreos e navais.

A Força Aérea tem na Base Aérea N.º4 (BA4) - Lajes, Terceira - 24 horas por dia e sete dias por semana, um dispositivo de alerta com três aeronaves ao seu dispor, dois helicópteros EH-101 MERLIN (da esquadra 751 – “Pumas”) e um avião C-295M (da esquadra 502 – “Elefantes”).

De 04 a 08 de Maio de 2015 vai realizar-se na BA4 o V Encontro de Centros de Busca e Salvamento dos Açores, que contará este ano com a presença inédita da United States Coast Guard, da Royal Canadian Air Force, Joint Rescue Coordination Center de Halifax (Canadá) e Joint Rescue Coordination Center de Norfolk (EUA) que se juntam às já habituais entidades participantes: Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) e Autoridade Marítima Nacional, entre outras.

O objectivo deste encontro, promovido e coordenado pelo RCC Lajes, é promover e maximizar a sinergia entre os vários centros de busca e salvamento e entidades intervenientes nestas acções, bem como trocar conhecimentos e experiências com entidades externas internacionais.

No âmbito desse encontro serão realizados vários exercícios conjuntos, com meios aéreos e navais da Força Aérea, Armada, US Coast Guard e Royal Canadian Air Force, a ter lugar no dia 07 de Maio de 2014 na BA4, a fim de treinar os procedimentos de busca e salvamento para uma situação de queda de uma aeronave no mar, envolvendo não só as unidades de busca e salvamento existentes no arquipélago dos Açores mas também unidades externas internacionais. (FAP)

12 de fevereiro de 2015

Os americanos e a base das Lajes

Curiosamente, não vemos ninguém preocupado com a exiguidade (sempre a diminuir…), de meios militares portugueses no(s) arquipélago(s) e na necessidade urgente de inverter a situação.

A operação das forças militares americanas na base aérea das Lajes há muito que merecia um livro.

Muito resumidamente, foi assim:

A apetência dos EUA pelos Açores (e Cabo Verde) recua à Guerra Hispano-Americana, de 1898, que marca o início do imperialismoyankee fora do continente americano, o que nunca mais parou até hoje.

Prolongou-se na I Guerra Mundial, com a ameaça submarina alemã e a visita do futuro Presidente Roosevelt (na altura subsecretário de Estado da Marinha), em 1918, e firmou-se na II Guerra Mundial, por causa da ameaça naval alemã – podia ter sido aero-naval, caso a Alemanha tivesse intentado e conseguido ocupar aquele arquipélago e também o da Madeira.

Mas quem, de facto, pensou ocupar os Açores – considerados como uma fronteira avançada de defesa da América – foram os próprios americanos, que chegaram a preparar uma invasão e ocupação do território, em Jul/Ago de 1941 (Operação Life Buey, comandada pelo brig. gen. Holland Smith).

Acontece que o Governo Português da altura – estrénuo defensor dos interesses portugueses – tinha reforçado os Açores com 25.000 homens e alguns meios aéreos e navais, dispondo-se a garantir a neutralidade proclamada, mesmo com o uso da força. Os americanos fizeram um cálculo do risco e das baixas e hesitaram.


Mais experientes do que os seus amigos do outro lado do Atlântico, a diplomacia inglesa, valendo-se do especial relacionamento que tem connosco, desde 1373, veio tentar acalmar os ânimos e negociar uma solução adequada, até porque o Governo português, num gesto habilíssimo, ameaçou invocar a Velha Aliança em caso de ataque americano…

Destas negociações que foram duras e demoradas resultou a ida dos ingleses para as Lajes e, mais tarde, a dos americanos para Santa Maria, com a condição de no fim da guerra saírem, deixarem-nos todas as instalações, garantirem a soberania portuguesa em todos os territórios ultramarinos e, ainda, a garantia que Timor-Leste – ocupado pelos japoneses – voltaria para Portugal e que forças portuguesas participariam na libertação do território. Tudo foi cumprido.

Em 1948 (ano anterior ao estabelecimento da OTAN) os EUA solicitaram facilidades de operação na Base Aérea n.º 4, nas Lajes, o que foi concedido, até hoje. A base das Lajes pertence à Força Aérea Portuguesa.

Deste modo estabeleceu-se um destacamento da Marinha dos EUA – que operavam os aviões – outro da USAF – que operavam os meios de apoio terrestre – e do Exército Americano , que operavam as lanchas e equipamento portuário…

E como o Governo de Lisboa, da altura, não brincava em serviço e não deixava que estrangeiros nos ditassem leis, logo acordou com Washington um conjunto de condições que, além de não comprometerem minimamente a soberania nacional, tornavam os EUA completamente devedores de Portugal, pois não pagavam um dólar por lá estarem. Tal facto devia-se a que a lógica política de então defendia, por ex., que nenhum pedaço de território nacional podia ser alugado…

Foi criado um Comando Aéreo Português, cujo comandante seria sempre mais antigo do que o oficial americano mais graduado e, até, a bandeira americana não estava autorizada (creio que ainda não está) a tocar o solo pátrio, ficando, simbolicamente, assente num bloco de pedra para o efeito concebido.

Marcello Caetano, que sucedeu a Salazar na chefia do Governo, mudou a postura portuguesa para com os EUA, relativamente às Lajes, negociando contrapartidas materiais pela presença americana, o que se podia consubstanciar em ajuda económica directa ao arquipélago, melhoria das condições dos trabalhadores portugueses e, sobretudo, em armamento e equipamento militar, de que as Forças Armadas Portuguesas estavam muito carenciadas devido aos conflitos ultramarinos iniciados em 1961.

Esta nova política acabou por não dar grandes frutos, sofrendo Portugal uma espécie de “ultimato” encapotado, relativamente ao uso indiscriminado da base, no socorro que Washington prestou a Israel na Guerra do Yom Kipur, em 1973.

A importância dos Açores nunca diminuiu para os EUA durante toda a Guerra Fria, por causa do eventual reforço rápido da Europa, da ameaça submarina soviética, além de ser ponto de apoio importante para aviões em rota para o Médio Oriente.

Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a evolução geopolítica daí decorrente, a melhoria dos armamentos e, ultimamente, a mudança de prioridades de Washington para o Pacífico, a importância conjuntural da base das Lajes perdeu valor relativo para os americanos. Daí a natural mudança do seu dispositivo.

Por isso é lógico que queiram reduzir a sua presença nas Lajes (em 485 pessoas), mas, estamos em crer, jamais a Secretaria de Estado da Defesa dos EUA quererá sair de lá de vez… É claro que esta redução vai constituir um duro golpe na economia da ilha Terceira e levar ao desemprego estimado de 500 trabalhadores portugueses, cujo vínculo se procurava articular com as leis de trabalho nacionais. Mas temos que perceber que os americanos não estão lá pelos nossos lindos olhos e tratam de defender os seus interesses e não os alheios.

Os Açores já tinham sofrido um duro golpe aquando da saída dos franceses da base de rastreio de mísseis, que montaram na ilha das Flores, em 1993, sem que tivesse ocorrido o alarido de agora [1]. Pacífica e gradual foi, também, a saída dos alemães da base de Beja, em 1993. [2]

Por tudo isto não se entende o actual “histerismo” de políticos e sobretudo do Governo Regional dos Açores, à volta deste assunto, revelando uma grande falta de sentido de Estado e em nada contribuindo para um bom desfecho do que está em curso e para as futuras relações com os EUA.

A ameaça velada e pública, sobre a possibilidade da China (ou outros) poder vir a operar no Arquipélago é, a todos os títulos, deplorável. Há coisas que se tratam na circunspecção das chancelarias e não no ruído e demagogia da rua.

Um contrato é um vínculo de interesses comuns, entre duas ou mais partes. Se uma das partes se quiser desvincular, só tem que o fazer negociando tal desiderato em função do que estiver vertido no acordo. Além do mais, este é um assunto de Defesa e Segurança nacionais, tratado Estado a Estado e, por isso, o governo regional deve remeter-se apenas para as suas funções constitucionais. [3]

Nós podemos, eventualmente, gostar mais ou menos da presença americana nas Lajes, mas a decisão da sua diminuição ultrapassa-nos. A não ser que fôssemos nós a querer impor essa redução.

Pode (e eventualmente deve) Lisboa mostrar as suas preocupações; oferecer a sua hospitalidade; apresentar outras propostas de relacionamento bilateral, etc., mas não pode exigir nada relativamente à presença americana na base, a não ser o que está estritamente acordado para o efeito, e ficar com as decisões ora tomadas, em carteira. A algaraviada de exigências propaladas pelos media não passam de ruído ineficaz, apenas explicáveis pela eterna luta partidária.

Temos que estar atentos ao comportamento do FMI e do Banco Mundial, onde os EUA pontificam, cuidar da nossa comunidade emigrante naquele país e ter especial cuidado com a atitude que os americanos irão assumir, na ONU, face à proposta de alargamento da Plataforma Continental, apresentada por Portugal. E, curiosamente, não vemos ninguém preocupado com a exiguidade (sempre a diminuir…), de meios militares portugueses no(s) arquipélago(s) e na necessidade urgente de inverter a situação.

Requerem-se bom senso e clarividência política e estratégica. Uma coisa – além do “saber” – anda, aliás, ligada à outra.


[1] O anúncio da constituição da base foi feito pelo ministro dos NE Franco Nogueira, em 1964, tendo o acordo sido assinado, em 7 de Abril daquele ano, e as suas instalações inauguradas em Outubro de 1966.

[2] O acordo para a utilização da base de Beja (construída de raiz) ocorreu em Dezembro de 1960, mas o primeiro contingente de militares alemães só chegou em 8/8/1966.

[3] A existência de ministros da República, assembleias regionais e governos regionais não encontra qualquer razão de existência, a não ser como mitigação para as loucuras do PREC e, sobretudo, na quantidade de tachos políticos que proporciona – uma despesa enorme sem praticamente qualquer retorno útil. Uma realidade muito difícil de modificar no futuro… Não contentes com isto, forças políticas voltaram recentemente a defender a necessidade de “regionalização”, ideia absolutamente idiota, bacoca e de lesa-Pátria!

JOÃO J. BRANDÃO FERREIRA

29 de outubro de 2014

Primeiro-Ministro visita Base Aérea N.º 4

O Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, visitou a Base Aérea N.º 4 (BA4) – nas Lajes, Ilha Terceira, Açores - no dia 28 de Outubro de 2014.

Na sua primeira deslocação oficial ao arquipélago dos Açores enquanto Primeiro-Ministro, o Dr. Pedro Passos Coelho foi recebido pela Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional (Dra. Berta Cabral), pelo Vice-Chefe do Estado Maior da Força Aérea, pelo Comandante Aéreo, pelo Comandante da Zona Aérea dos Açores e pelo Comandante da Base Aérea N.º 4.

O Primeiro-Ministro assistiu depois a um briefing sobre esta Unidade da Força Aérea e sobre as missões que lhe estão atribuídas. Posteriormente efectuou uma breve visita pela BA4 e pelos diferentes locais onde diariamente trabalham vários militares e civis. (FAP)

4 de agosto de 2014

Base Aérea N.º 4 abre ao público

A Base Aérea N.º4 (BA4), nos Açores, esteve aberta ao público no dia 3 de Agosto para dar a conhecer a sua missão. Passeios pela Unidade, demonstrações de capacidades militares e até momentos musicais animaram o evento, que contou com a participação da Marinha, do Exército, da unidade americana 65th Air Base Wing e de várias instituições e organizações.

Além de encontrarem as aeronaves EH–101 Merlin, C-295M e Alpha-Jet, os visitantes deslocaram–se pela BA4 numa viatura CONDOR, subiram à Torre de Controlo e conheceram o Quartel dos Bombeiros da 65th Air Base Wing.

Em apresentação estiveram também o Dispositivo de Socorro a Náufragos da Armada, meios operacionais do Exército e da Cruz Vermelha e um simulador de voo instalado no stand de Spotters da ilha Terceira.

Como sempre, as demonstrações cinófilas fizeram as maravilhas de miúdos e graúdos, numa ‘Base Aberta’ onde não faltaram outros pontos de interesse, tal como o artesanato, os produtos regionais e ainda um rancho folclórico. (FAP)

15 de junho de 2014

Base Aérea N.º 4 comemora 73 anos de existência

A Base Aérea N.º 4 (BA4) – nas Lajes, Ilha Terceira, Açores - comemorou no dia 12 de Junho de 2014 o seu 73.º aniversário e consequente Dia da Unidade.

A cerimónia contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, José António de Magalhães Araújo Pinheiro, que se encontrava na BA4 desde o dia anterior, para uma visita de trabalho. A presidir à cerimónia esteve o Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Embaixador Pedro Catarino.

O Comandante da BA4, Coronel Piloto-Aviador Eduardo Faria usou da palavra para destacar a extrema importância que esta Unidade revela na vida dos cidadãos açorianos, com todo o apoio aeromédico prestado, bem como de Busca e Salvamento. O Coronel Faria revelou mesmo os números de 2013 nesta área, que perfizeram um total de 156 missões de transporte aeromédico inter-ilhas, transportando 176 doentes ou feridos, três transportes aeromédicos dos Açores para Portugal Continental, 13 resgates a tripulantes ou passageiros de navios, dez missões de busca e salvamento com 31 náufragos recuperados e ainda um nascimento a bordo de uma aeronave da Força Aérea. Estas missões somam um total de cerca de 472 horas de voo.

Foi ainda destacada a estreita cooperação que existe nesta Unidade entre a Força Aérea Portuguesa e a Força Aérea dos Estados Unidos da América, contribuindo para um melhor cumprimento da missão operacional da BA4 e provando que das relações entre os dois povos surge um benefício mútuo.

A cerimónia contou com a rendição do Porta-Estandarte Nacional e do Porta-Estandarte da Unidade, bem como de um momento de homenagem aos mortos da Força Aérea Portuguesa.

A Base Aérea N.º 4, também conhecida por Base das Lajes, é anterior à própria Força Aérea Portuguesa e possui uma história rica em momentos determinantes, que por sua vez marcaram vários pontos do século XX. (FAP)

25 de novembro de 2012

EUA informam Governo português sobre forte redução na base das Lajes

Os Estados Unidos informaram Portugal sobre a ractificação de uma proposta da Força Aérea norte-americana que prevê uma forte redução da presença na base das Lajes, Açores, disse hoje à Lusa o porta-voz do MNE.«O Governo dos Estados Unidos da América informou segunda-feira desta semana o Governo português que o secretário da Defesa ratificou, recentemente, uma proposta da Força Aérea Americana, que prevê uma forte redução da dimensão da sua presença na base aérea portuguesa n.º 4 (Lajes, Açores), presença que, recorde-se, está regulada pelo Acordo bilateral de Cooperação e Defesa de 1995», disse à Lusa Miguel Guedes, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
«O Governo português comunicou, a 21 de Novembro, ao Governo regional dos Açores, esta decisão do Governo dos EUA, que será agora objecto de análise», disse ainda o porta-voz do MNE.(Diário Digital / Lusa)

28 de agosto de 2012

Força Aérea - " Busca e Salvamento a 1000 kilómetros da costa"

Ontem, 27 de Agosto de 2012, pelas 07:29 horas, o Rescue Coordination Centre (RCC) das Lajes recebeu indicações para ativar o C-295 de alerta, a fim de realizar uma missão de busca e salvamento a um navio mercante que se encontrava a cerca de 1000 Kms a SW da ilha Terceira, Açores.

A embarcação, M/V ARGYROULA, de 169 metros de comprimento, com pavilhão das ilhas Marshall transmitiu um sinal na frequência de emergência com a sua localização (EPIRB), emitindo mensagens COSPAS-SARSAT, característico de pessoas, embarcações ou aeronaves que necessitam de resgate ou auxílio.

Não sendo possível entrar em contacto com a respetiva embarcação, por volta das 09:00 horas, descolou uma aeronave C-295, da Base Aérea Nº4 (BA4), nas Lages, a fim de localizar, identificar e estabelecer comunicações com a mesma.

Uma vez no local e após reunida informação sobre o navio, RESCUE22 reportou que se tratava apenas de uma falha técnica nas comunicações da embarcação, e que a tripulação não tinha conhecimento da ativação do beacon de emergência.

O C-295, da Esquadra 502, sedeada na Base Aérea Nº6, no Montijo, regressou à BA4 pelas 15:25 horas tendo realizado 06:05 horas de voo. (FAP)

9 de agosto de 2012

A Voz da Força Aérea Portuguesa

No ar desde 1947, a inicialmente apelidada de Estação Radiofusora da Base Aérea Nº4 (ERBA 4), comemora no dia 8 de agosto 65 anos de atividade.

Actualmente a transmitir na frequência 93.5 FM e em www.radiolajes.com, a Rádio Lajes conta com um efectivo de 6 militares e 2 civis que dão a conhecer ao público a missão da Força Aérea Portuguesa através de uma emissão de natureza informativa, formativa e lúdica.

A “Voz da Força Aérea Portuguesa” conta com uma grelha de programação eclética, muita e boa música 24h por dia, sete dias por semana, não descurando toda a informação internacional, nacional, regional e ainda meteorológica. (FAP) Ouça aqui a emissão em direto.

7 de agosto de 2012

Base Aérea Nº4 abriu portas à população







No dia 5 de agosto e na Base Aérea Nº4, nas Lajes, as comemorações do 60º Aniversário da Força Aérea foram preenchidas por várias actividades que atraíram milhares de visitantes.

O Dia de Base Aberta, mais conhecido no arquipélago dos Açores como “Entrada Geral”, presenteou a população com exposições de meios operacionais da Força Aérea Portuguesa e Americana, assim como dos outros Ramos das Forças Armadas, possibilitando-lhes um contacto directo com as aeronaves de última geração.

Para além da exposição de meios militares realizou-se também uma exposição de produtos de artesanato regionais e uma exposição estática de automóveis e motas clássicas que não deixou indiferente os mais curiosos.

Os que desejaram conhecer a missão da Força Aérea e o trabalho que executa no arquipélago também tiveram a oportunidade de assistir a demonstrações cinotécnicas, a uma actuação do Rancho Folclórico da Ilha Terceira “Cantares da Eira” e a vários concertos, entre os quais, os da Banda da Força Aérea Americana. (FAP)

16 de novembro de 2011

Lajes: Força Aérea dos EUA empenhada em manter operações

A Força Aérea dos Estados Unidos está empenhada em manter as operações na base das Lajes, nos Açores, afirmou hoje a embaixada norte-americana em Lisboa, numa nota à imprensa.

«A Embaixada dos Estados Unidos reitera que a base das Lajes nos Açores é um local importante para garantir o acesso estratégico para os EUA e os seus parceiros da NATO, e a Força Aérea dos Estados Unidos está empenhada em manter as operações nas Lajes», lê-se na nota, divulgada na sequência de afirmações feitas hoje à tarde pelo secretário da Marinha norte-americano, Ray Mabus.

Mabus afirmou, num encontro com a imprensa em Lisboa, que os EUA «reconhecem o valor estratégico» das Lajes e que «não foi tomada qualquer decisão final», mas que «deixar completamente os Açores é uma das opções em consideração».Diário Digital / Lusa