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28 de maio de 2015

VISITA DO GENERAL CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO À UNIVERSIDADE DO PORTO

No dia 22 de Maio, no âmbito do Projecto de Investigação “definição de critérios para a determinação da fadiga de um militar em contextos de emprego climáticos diversos” e a convite do Magnífico Reitor da Universidade do Porto, Professor Sebastião Feyo de Azevedo, e do Director da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Professor João Falcão e Cunha, Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) visitou a Faculdade de Engenharia, nomeadamente o Laboratório de Prevenção do Risco Ocupacional e Ambiental (PROA) que se situa no Departamento de Engenharia de Minas, e a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) onde, depois da recepção pelo seu Director, Professor Jorge Olímpio Bento, foi visitado o Laboratório de Biomecânica da Universidade do Porto (LABIOMEP).

Para além do contacto com investigadores do Exército Português e da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME e os restantes convidados tiveram oportunidade de assistir a demonstrações dos ensaios que foram realizados no âmbito do projecto, bem como verificar algumas potencialidades técnicas e laboratoriais envolvidas nessa investigação.

Nesse encontro de trabalho, para além de uma mostra de capacidades da Universidade ao nível do LABIOMEP, do PROA e do Núcleo de Aeronáutica, Aeroespacial e Modelismo da Universidade do Porto, Sua Excelência o General CEME teve oportunidade de contactar com o Projecto de Investigação que a Escola de Sargentos do Exército, em parceria com o CINAMIL, com o Centro de Psicologia Aplicada do Exército, com o Hospital das Forças Armadas (Pólo do Porto) e outras unidades e organismos militares e centros de conhecimento da Universidade do Porto, como o Instituto Nacional de Engenharia e Gestão Industrial do Porto, vem conduzindo desde maio de 2014.

17 de julho de 2014

Marinha e Universidade do Porto participam em exercício conjunto com a NATO

A Marinha e a Universidade do Porto estão a participar, desde 7 de Julho, no exercício REP14-Atlântico (Recognized Environmental Picture Atlantic 2014), em conjunto com o NATO Centre for Maritime Research and Experimentation, sediado em Itália.

Este exercício, que decorre até 24 de Julho nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e Sines, visa testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, de protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento.

No final da apresentação dos equipamentos e das missões empenhados no REP14-Atlântico, a bordo dos navios “Gago Coutinho” (Marinha portuguesa) e, posteriormente, “Alliance” (NATO), o ministro da Defesa Nacional destacou a “cooperação exemplar” entre as entidades – civis e militares – envolvidas no exercício.

“Da conjugação desta dupla realidade pode nascer (…) uma capacidade de desenvolvimento mais rápida” frisou o José Pedro Aguiar-Branco, acrescentando que “quando trabalhamos para o mesmo objectivo e trabalhamos em conjugação de esforços, significa que o resultado final é melhor para o País. Para o titular da pasta da Defesa Nacional, estas missões conjuntas não permitem apenas “um custo associado mais pequeno”, mas também um “risco humano” mais baixo.

Aguiar-Branco relembrou ainda que já existem algumas utilizações práticas em curso, num projecto que já tem vindo a ser desenvolvido nos últimos cinco anos e que “começa agora a atingir um estádio de maturidade”.

“Este é um projecto de investigação e desenvolvimento que significa que, indo à frente, vai criando e explorando novas capacidades para que, num futuro próximo, possa também ser aplicado, quer da dimensão civil quer da dimensão operacional”, referiu ainda o ministro da Defesa Nacional.

O REP14-Atlântico focou-se, numa primeira parte, na Guerra Submarina, através do uso de plataformas de sensor autónomo e, posteriormente, nas comunicações acústicas debaixo de água. Para além do NRP Gago Coutinho e do NRV Alliance estão empenhados, neste exercício, o NRP Pégaso, o NRP Auriga, o NRP Arpão (submarino) e alguns veículos marítimos não tripulados, equipados com sensores acústicos, câmaras de infravermelhos e sonares laterais, entre outros. (DN)

20 de setembro de 2012

Primeiros voos UAV da plataforma Antex

No âmbito do projeto PITVANT, a Academia da Força Aérea (AFA) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) concentraram, em agosto de 2012, o esforço das suas atividades no sentido de converter uma das plataformas Antex de 150 kg de peso máximo à descolagem, em veículo aéreo não-tripulado (UAV).


Tendo em conta a experiência entretanto acumulada no âmbito do desenvolvimento, implementação e operação de sistemas de controlo em UAV de pequena dimensão (10-20 Kg de peso máximo à descolagem), foi possível realizar aquela conversão num curto período de tempo (cerca de duas semanas), tendo o primeiro voo autónomo deste sistema tido lugar em 21 de agosto, no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na Ota. Até ao presente realizaram-se mais seis voos autónomos desta plataforma, em que um dos voos teve a duração de quase uma hora, tendo-se acumulado um total de cerca de quatro horas de voo.

O sucesso (no que concerne a facilidade de execução, rapidez e segurança) com que se realizou a conversão e a operação da plataforma Antex como sistema UAV, só foi possível em resultado da experiência entretanto acumulada, ao longo dos três primeiros anos do projeto PITVANT, com a operação de plataformas UAV de menor dimensão, experiência esta que é única a nível Nacional, e comprovadamente reconhecida a nível internacional.

O projeto PITVANT utrapassou, recentemente, a realização de 700 voos autónomos, com um total acumulado de mais de 300 horas de voo, sendo considerado o projeto de investigação europeu, na área dos UAV, com maior atividade neste domínio.(FAP)

11 de julho de 2012

Exercício “RAPID ENVIRONMENTAL PICTURE 2012” (REP 12)

A Marinha, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), realiza de 9 a 20 de julho, nas zonas de Sesimbra, Tróia e Santa Cruz, o Exercício “Rapid Environmental Picture 2012” (REP12), o qual visa demonstrar e testar veículos autónomos no apoio a operações navais.

O exercício REP12 associa as áreas da Defesa e Segurança, Investigação & Desenvolvimento e Indústria, contando por isso com a participação de várias outras instituições e empresas nacionais e internacionais, como o Center for Maritime Research and Experimentation (CMRE) da NATO, o Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Norwegian University of Science and Tecnology, o INESC-Porto, a Technion, a Liquid Robotics (que participa com um Wave-Glider veículo autónomo que utiliza a energia das ondas para se movimentar), a OceanScan, a Evologics e a Guarda Costeira Americana. É ainda de destacar a participação, pela primeira vez, da Força Aérea Portuguesa com a utilização e desenvolvimento de veículos autónomos aéreos no âmbito do projeto PITVANT.

Ao todo prevê-se que sejam usados 10 veículos submarinos, 7 veículos de superfície e 7 veículos aéreos. Parte do exercício decorre nas áreas de Sesimbra e Tróia, onde cerca de 30 investigadores, entre militares e civis, vão embarcar no NRP Bacamarte. (MGP)

28 de abril de 2012

PITVANT - os primeiros voos de UAV sobre o mar

No âmbito do projeto PITVANT (Projeto de Investigação e Tecnologia em Veículos Aéreos Não-Tripulados), desenvolvido em parceria pela Academia da Força Aérea (AFA) e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi dado recentemente um passo significativo, no sentido de se operacionalizar tecnologia nele desenvolvida em voos de UAV (Veículo Aéreo Não-Tripulado) sobre o mar.

Após a recente realização de testes de operacionalidade dos links de comunicação, em termos de distância, em voos sobre o mar, a partir do Aeródromo de Santa-Cruz, foi possível efectuar, no dia 24 de Abril, um voo UAV entre aquele Aeródromo e a ilha da Berlenga, distando entre si cerca de 40 quilómetros.

O voo foi realizado à altitude de cerca de 1500 pés. A sua duração, no percurso de ida e volta, foi de cerca de 01H15, tendo durante o mesmo sido recolhidas diversas imagens a partir de uma câmara instalada a bordo

Face aos resultados obtidos, o PITVANT continuará a efetuar voos de UAV, a partir do Aeródromo de Santa-Cruz (o mais ocidental da Europa) que, pela sua localização junto ao mar, pela sua relativa proximidade (cerca de 30 milhas) à rota de navegação, paralela à costa portuguesa, seguida pelos transportes marítimos, reúne melhores condições para a realização de testes de voo sobre o mar, tendo em vista o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de técnicas de recolha de imagens, com o objetivo de detetar, localizar, identificar e seguir alvos sobre o mar, e futura utilização em missões de Busca e Salvamento (SAR) e de Vigilância Marítima (VIMAR).

Estes testes constituem um passo significativo no sentido de estudar a exequibilidade relativamente à integração de sistemas UAV no dispositivo da Força Aérea que efetua as missões SAR e de VIMAR e, simultaneamente, dar satisfação aos compromissos assumidos pela Força Aérea no âmbito do projeto PERSEUS (PERSEUS - Protection of EuRopean borders and SEas through the intelligent Use of Surveillance), financiado pelo 7º Programa Quadro Comunitário de Apoio (FP7). (FAP)

2 de abril de 2012

PITVANT ultrapassa os 500 voos autónomos

No âmbito do Projecto de Investigação e Tecnologia em Veículos Aéreos Não-Tripulados (PITVANT), desenvolvido em parceria pela Academia da Força Aérea (AFA) e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), ultrapassou-se recentemente a realização de 500 voos autónomos, a que correspondem mais de 200 horas de voo.

Numa fase mais avançada, a equipa do PITVANT tem realizado vários testes para verificar a operacionalidade dos links de comunicação, em termos de distância, entre a estação de terra e as plataformas aéreas. Até à data, a operacionalidade destas ligações tem sido ensaiada em situações em que o sinal se propaga acima de terra, tendo-se conseguido atingir distâncias de cerca de 40 km. Estes ensaios foram efetuados voando os UAV (Veículo Aéreo Não-Tripulado) no espaço aéreo segregado da Ota, tendo-se deslocado a estação de terra, daquela distância a partir da Ota, na direcção Sudoeste até 40 km. (FAP)

24 de janeiro de 2012

PITVANT: configuração da plataforma Antex como plataforma UAV

No âmbito do Projeto de Investigação e Tecnologia em Veículos Aéreos Não-Tripulados (PITVANT) a Academia da Força Aérea (AFA) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) têm, desde Outubro de 2011, concentrado grande parte das suas actividades na configuração de uma das plataformas Antex de 150 kg de peso máximo à descolagem, como plataforma para voo autónomo (UAV). Com este objetivo tem-se procedido, desde então, a todo um conjunto de testes de voo radio-comandado (RC) no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea , na Ota, no sentido de avaliar a fiabilidade e qualidades de voo desta plataforma.Os testes realizados até ao momento excederam as expetativas relativamente ao desempenho desta plataforma prevendo-se, em face dos bons resultados obtidos, realizar o primeiro voo UAV a partir do segundo trimestre deste ano. No segundo semestre prevê-se a realização dos primeiros voos autónomos fora de linha de vista, sobre o mar. A partir de 2013 a realização destes voos UAV sobre o mar terá como objectivo, entre outros, avaliar a exequibilidade da integração deste tipo de plataformas UAV em missões de vigilância marítima e busca e salvamento.

Muito recentemente foram ainda desenvolvidos e testados procedimentos para descolagem por catapulta de plataformas UAV com peso máximo à descolagem até 20 kg.

O projeto PITVANT ultrapassou, recentemente, a realização de 400 voos autónomos, com um total acumulado de mais de 160 horas de voo, sendo considerado o grupo de investigação europeu, na área dos UAV, que desenvolve maior actividade neste domínio. (FAP)

Características operacionais da plataforma Antex


Peso máximo à descolagem: 150kg

Envergadura: 5.5m

Carga útil: 35kg

Autonomia expectável: 5h - 8h

Velocidade máxima: 70kts

Altitude máxima: 13000ft

Motor combustão interna

Descolagem autónoma

Voo autónomo

Aterragem autónoma

Transmissão vídeo em tempo real

Sistema computacional

Payload configurável

27 de novembro de 2011

PITVANT dá passo importante em voo teste

A Academia da Força Aérea (AFA) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) deram, no dia 23 de Novembro, um passo importante no projecto PITVANT.

Em coordenação com a Esquadra Independente de Tráfego Aéreo (área militar integrada na sala de operações do Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa que estabelece a ponte entre a defesa aérea e o serviço da NAV Portugal), o "EXTENDED", uma das plataformas desenvolvidas no âmbito deste projecto, realizou pela primeira vez um voo teste com um transponder a bordo, tornando possível a sua identificação e localização nos sistemas de controlo e gestão de tráfego aéreo de Portugal.

Este teste requereu a comunicação constante entre os operadores do "EXTENDED" e a Esquadra Independente de Tráfego Aéreo, para atestar o correcto funcionamento do transponder a bordo do UAV (Unmanned Aerial Vehicle). Um observador no terreno e um operador aos comandos da plataforma, mantiveram Lisboa Militar informada das suas movimentações e alterações de altitude, confirmando desta forma o correcto funcionamento do equipamento, tanto no que respeita ao código IFF (Identification Friend or Foe) da aeronave, como à correcta indicação de altitude de pressão da mesma.

Este teste decorreu no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na Ota, onde tipicamente se encontra o destacamento PITVANT 15 dias por mês. Este destacamento é composto por militares e civis que integram, testam e avaliam diversos sistemas como: pilotos automáticos, sistemas de visão avançados, computadores de bordo, algoritmos de controlo, sistemas de comunicações ou os vários tipos de consolas de comando e controlo. O voo durou cerca de 40 minutos em modo automático e foi bem sucedido, tendo correspondido às expectativas.

O marco alcançado no projecto PITVANT demonstrou a evolução e os avanços tecnológicos desenvolvidos durante os 3 anos da sua existência. Ao longo desse período, investigadores da AFA e da FEUP têm contribuído com a integração de novos processos e inovações, tendo este transponder, sido integrado no âmbito da dissertação de mestrado de um aluno de pilotagem aeronáutica, Aspirante Piloto-Aviador Rómulo Pereira, orientado pelos docentes e investigadores da Academia da Força Aérea, Tenente Engenheiro Electotécnico Tiago Oliveira e Tenente Engenheiro Electrotécnico Gonçalo Cruz. (FAP)

Especificações técnicas do EXTENDED:

- Peso máximo à descolagem: 20Kg
- Envergadura: 3,5 M
- Velocidade máxima: 120Km/H
- Carga útil máxima: 10Kg
- Autonomia máxima: 3H
- Altitude máxima: 3Km
- Motor de combustão ou eléctrico
- Voo autónomo (incluíndo descolagem e aterragem)
- Transmissão vídeo em tempo real
- Sistema computacional a bordo

24 de julho de 2011

Entrega Veículos Autónomos Submarinos - SEACON


Decorreu, no Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval - Base Naval de Lisboa, em 14 de Julho de 2011, a cerimónia de entrega dos equipamentos resultantes do Projecto de investigação e desenvolvimento de Veículos Autónomos Submarinos, denominado 'SeaCon'. Os veículos, e sistemas associados, foram totalmente projectados e construídos em Portugal, e apresentam características únicas ao nível mundial, afirmando a capacidade tecnologia nacional nesta área de ponta.
O SeaCon - Sistema de treino, demonstração e desenvolvimento de conceitos de operação com múltiplos veículos autónomos submarinos, que teve uma duração de 2 anos, foi um projecto conjunto entre a Marinha e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), financiado pelo Ministério da Defesa Nacional, tendo como objectivo o desenvolvimento de um sistema de treino, que permita o desenvolvimento de novos conceitos de operação de veículos de sub-superfície não tripulados - Autonomous Underwater Vehicle (AUV), em áreas específicas das Operações Navais, como sejam, o suporte a Operações Anfíbias e as Operações de Protecção de Portos.

O projecto apresentou especial relevância:
Na edificação da capacidade de Guerra de Minas com recurso a veículos submarinos autónomos (AUV) garantindo a assessoria técnica de FEUP no processos de aquisição e operação dos veículos autónomos submarinos que actualmente equipam o Destacamento de Guerra de Minas;
No treino e formação dos elementos do Destacamento de Guerra de Minas (DGM) -- recurso a veículos de baixo custo.
Participação de elementos da FEUP em exercícios nacionais e internacionais como assessores técnicos para planeamento e operação de AUV.
Na utilização de AUV em missões que o envolvimento humano se revela impossível, seja considerado de elevado risco, desaconselhável por motivos geográficos, físicos ou temporais.

Atendendo à robustez demonstrada pelo Sistema SeaCon, e na persecução do conceito de «duplo-uso» da Marinha, os veículos poderão ainda ser empregues:

Em missões operacionais
Guerra de Minas - evita a exposição dos meios à ameaça de minas (navios a operar fora do zona de ameaça de minas); optimizam as operações em águas pouco profundas, onde a utilização de outros recursos (exemplo: mergulhadores) é morosa e pouco discreta;
Operações Anfíbias - possibilidade de efectuar operações discretas, de forma a proceder à caracterização do área de desembarque Anfíbio (Rapid Environmental Picture), contribuindo para o processo de decisão do local de desembarque;
Protecção de portos, emprego optimizado em zonas confinadas onde outros meios são de difícil utilização.

Missões de utilidade pública
Apoio a buscas de naufrágios - missões de busca e salvamento Marítimo (SAR) para localização de navios/embarcações afundadas;
Monitorização de manchas de poluição -com a inclusão de sensores podendo seguir a evolução de manchas de poluição;
Monitorização de objectos no fundo do mar em áreas sensíveis (portos/rios/estuários);
Mapeamento de áreas para trabalhos de índole científica - possibilidade de utilização de AUV nas campanhas de extensão da Plataforma Continental.
Decorrente do Projecto SeaCon, foi possível estabelecer parcerias internacionais de especial relevância nesta área do conhecimento, nomeadamente com o Naval Undersea Research Center (NATO), com a Naval Postgraduate School (Monterey, Califórnia), com a Naval Undersea Warfare Center (US Navy) e com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, potenciando futuros projectos no âmbito da NATO ou da Agência Europeia de Defesa, colocando Portugal numa situação privilegiada, no contexto internacional da I&D, na área das redes de veículos autónomos.
O trabalho desenvolvido, assim como as cooperações estabelecidas, quer ao nível nacional quer ao nível internacional permitem afirmar a tecnologia nacional nesta área de ponta, através de demonstrações de tecnologia com sistemas complexos e características únicas ao nível mundial.

21 de julho de 2011

CURSO DE “GESTÃO PSICOSSOCIAL DE CATÁSTROFES – CURSO PRÁTICO AVANÇADO”

Decorreu no Regimento de Artilharia Nº 5 (RA5), entre os dias 08 e 10 de Julho de 2011, o Curso de “Gestão Psicossocial de Catástrofes: Curso Prático Avançado”, organizado pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), com a participação de 33 formandos (29 Civis e 4 militares), 6 formadores e 8 auxiliares.

O Curso destinou-se a licenciados das áreas de Ciências Sociais e Humanas, Ciências da Educação, Psicologia, Ciências da Saúde e Ciências Policiais, entre outras e também a profissionais que trabalham em áreas nas quais exista risco de contacto com perturbações do comportamento a nível individual ou colectivo.

Pretendeu-se com este Curso dotar os formandos de conhecimentos, sobretudo práticos, que lhes permitam uma intervenção psicossocial com sujeitos expostos a situações de catastrofes em contexto colectivo, concretamente, treinando todas as etapas de resposta de emergência no terreno. Para o efeito, foi criado um cenário de crise, baseado num sismo de grande escala na área metropolitana do Porto, em que o Comando e as respectivas equipas de apoio psicossocial tinham como base o RA5, para onde eram encaminhadas todas as vítimas primárias, secundárias e terciárias, garantindo-lhes todo o apoio psicossocial e outras necessidades fundamentais.

O Curso decorreu de forma intensiva – “non stop”, desde as 17H00 do dia 08JUL11 até às 15H00 do dia 10JUL11, com exercicios práticos diurnos e nocturnos, tendo sido considerado muito positivo por todos os participantes. (Exército)

19 de julho de 2011

Apresentação da edição 2011 da Universidade Itinerante do Mar

A Marinha, através da Escola Naval e do UAM Creoula, junta-se à Universidade do Porto e de Oviedo em mais uma edição da Universidade Itinerante do Mar (UIM), um projecto cívico e militar que conta já com seis anos de existência. A apresentação da campanha de 2011, intitulada “O Mediterrâneo, a conexão de três mundos, um bicentenário e muitos desafios comuns” terá lugar no próximo dia 20 de Julho, pelas 12h00 horas, a bordo da Fragata D. Fernando II e Glória .

Uma tripulação formada por alunos, catedráticos e militares partirá de Lisboa a 08 de Agosto no Navio de Treino de Mar Creoula, numa missão de 20 dias, proporcionando uma experiência única de treino de mar.

Este ano a campanha vai centrar-se no tema ‘O Mediterrâneo, a conexão de três mundos, um bicentenário e muitos desafios comuns’, título a partir do qual os catedráticos das universidades assim como os militares da Marinha Portuguesa leccionarão palestras, sob a questão, do ponto de vista económico, político, militar, histórico e biológico.

A expedição chega a Lisboa no dia 06 de Agosto, proveniente de Avilés, tendo já passado pelo Porto, largando no dia 08 de Agosto para efectuar escalas em Ceuta, Mahón e em Cartagena, onde estão previstas diversas actividades, finalizando no dia 25 de Agosto em Cádiz.

A Escola Naval, que é o estabelecimento de ensino superior da Marinha, associou-se à organização da Universidade Itinerante do Mar (UIM), com quem tem vindo a colaborar intensamente desde há 6 anos, juntamente com as Universidades do Porto e de Oviedo.

O projecto tem como objectivo fortalecer os laços entre portugueses e espanhóis, pessoas ligadas ao mar e a terra, o mundo universitário, civil e militar. Todos estes caminhos cruzam-se a bordo do Navio de Treino de Mar Creoula, que todos os anos tem protagonizado a campanha da UIM.

Além do conteúdo académico, os instrutores vindos de Portugal e Espanha vão integrar a organização de bordo do navio, desempenhando todas as tarefas normais da guarnição e próprias da navegação à vela. Assim os jovens aprenderão também no que consiste as funções de vigia, leme, interpretar as condições meteorológicas, assim como a preparar as refeições para a guarnição com mais de 60 elementos. (Marinha)

18 de julho de 2011

Submarinos não-tripulados construídos em Portugal

Foi apresentado o primeiro submarino de fabrico português. O Seacon é um submarino não tripulado, comandado remotamente e foi desenvolvido pela Universidade do Porto e a Marinha Portuguesa. É considerado pelos especialistas como um dos melhores do mundo e pode ser utilizado na deteção de minas, bem como no apoio a acções de busca e salvamento.

Até ao momento já foram construídos três submarinos, um investimento de 600 mil euros, e que foi financiado pelo ministério da Defesa.

A construção do submarino também foi feita a pensar nas exportações, apesar de até ao momento ainda não haver encomendas.

O projecto começou a ser desenvolvido em 1998 e o êxito foi de tal forma, que o submarino está apto a participar em exercícios da NATO. (TVI24)

15 de julho de 2011

Os russos estão interessados nos nossos submarinos não tripulados

A Marinha vai receber esta quinta-feira os equipamentos submarinos não tripulados e os sistemas associados, integralmente desenvolvidos em Portugal pela Universidade do Porto, noticia a Lusa.

A cerimónia, que terá lugar na Base Naval do Alfeite, contará com a presença de elementos da embaixada russa, que estão interessados nesta tecnologia desenvolvida em Portugal.

De acordo com fonte da Marinha, os «Autonomous Underwater Vehicle» são equipamentos autónomos configuráveis e programáveis, que podem ser usados em missões operacionais, decteção de minas, operações anfíbias e de protecção de portos, ou missões de utilidade pública, como naufrágios, busca e salvamento, manchas de poluição e mapeamento de áreas de trabalho.

O projecto «Sea Con» permitiu reforçar o papel de Portugal no âmbito das redes de veículos autónomos e estabelecer parcerias internacionais, nomeadamente com o Naval Undersea Research Center (NATO), com a Naval Postgraduate School (Monterey, Califórnia), com a Naval Undersea Warfare Center (US Navy) e com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, potenciando futuros projectos no âmbito da NATO ou da Agência Europeia de Defesa.

Em Maio deste ano, na cerimónia de assinatura de um protocolo com a Universidade do Porto para o desenvolvimento destes veículos não tripulados, o então ministro da Defesa Augusto Santos Silva enalteceu os projectos de aviões e submarinos não tripulados, com um financiamento público assegurado pelo Ministério da Defesa de 2,5 milhões de euros e considerou-os «essenciais» para as Forças Armadas, para a economia da defesa e para o desenvolvimento tecnológico e científico nacional.

«São projectos essenciais para que o país se capacite com os meios necessários para desenvolver responsabilidades crescentes», sublinhou então Santos Silva.(TVI24)