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8 de novembro de 2018

Arsenal Alfeite recebe pela primeira vez um submarino da classe Tridente

Os estaleiros do Arsenal do Alfeite (AA) entraram esta quinta-feira num novo patamar da sua actividade, ao receberem pela primeira vez um submarino da classe Tridente para reparar um tubo lançador de armas onde se detectou a entrada de água.

 A operação vai decorrer dentro da garantia e ocorre semanas após o submarino ter regressado dos estaleiros alemães de Kiel, onde esteve vários meses a ser objecto da primeira revisão intermédia, explicou ao DN o porta-voz da Marinha, comandante Pereira da Fonseca.

 Essa intervenção na empresa AA, que deve demorar duas semanas, significa que os submarinos da Marinha já não precisam de se deslocar à Alemanha para trabalhos de reparação ou manutenção - com a inerente poupança de custos para o orçamento da Marinha e a canalização para aquela empresa portuguesa das verbas a pagar.

 Mas a importância desta primeira docagem de um submarino tecnologicamente complexo como o Tridente levou mesmo à realização de uma cerimónia em que participaram a secretária de Estado da Defesa, Ana Pinto, e o chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Mendes Calado.

 Isso envolveu um "acordo estratégico" tripartido entre o AA, a Marinha e o fabricante alemão ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS), o qual "começa agora a dar os primeiros passos no âmbito da manutenção e reparação naval", informou a empresa portuguesa.

 Em causa está a projecção dos estaleiros portugueses no mercado internacional, como alternativa aos de Kiel, para os países - em África e na América do Sul - que operam submarinos alemães e tendo a certificação técnica do TKMS. Fica por saber se o referido acordo envolveu algum compromisso do fabricante germânico em enviar alguns dos seus clientes para a AA.

 A preparação dos estaleiros portugueses para receber e reparar submarinos alemães começou ainda com a sua anterior presidente, Andreia Ventura, ao enviar diversos trabalhadores para Kiel a fim de obterem formação e especialização.

 Pelo caminho ficaram os trabalhos de modernização e aumento da doca dos estaleiros, a fim de permitir a realização simultânea de trabalhos num submarino e noutros navios.

 Se o Tridente vai ficar docado cerca de duas semanas, a primeira revisão intermédia a que vai ser sujeito o segundo submarino português, o Arpão, demorará mais de um ano - período em que a AA não consegue receber qualquer outro navio na doca, pelo que desiste de novos trabalhos ou os subconcessiona a terceiros (à Naval Rocha, por exemplo, onde o Estado tem uma participação significativa embora minoritária).(DN)

18 de maio de 2018

Arsenal do Alfeite e Marinha Portuguesa assinam acordo com empresa naval TKMS

O Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, presidiu esta quarta-feira à assinatura do Acordo Estratégico de entendimento tripartido entre o Arsenal do Alfeite, a Marinha Portuguesa e a empresa de construção e reparação naval Thyssen Krupp Marine Systems (TKMS). Na cerimónia esteve também o Secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e o Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Mendes Calado.

Segundo o Secretário de Estado Defesa, este acordo visa dotar o Arsenal do Alfeite com “capacidade” para desenvolver “operações de sustentabilidade dos ciclos de vida dos submarinos”, através de “treino, formação e qualificação de recursos humanos, melhoria das infraestruturas, modernização de equipamentos e oficinas”.

Deste acordo estratégico, “resultarão novas oportunidades de negócio e, consequentemente, ganhos económico-financeiros para o Arsenal do Alfeite”, considerou o Secretário de Estado, adiantando ainda que, assim, será possível iniciar, “já no próximo outono”, a reparação do submarino Arpão da Marinha Portuguesa.

O representante da TKMS, Sebastian C. Schulte, relembrou a relação histórica entre e empresa e a Marinha portuguesa, acrescentando que durante as próximas semanas serão desenvolvidos os contratos relativos este acordo. Schulte referiu ainda que é intenção da empresa aprofundar, de futuro, a cooperação com o Arsenal do Alfeite, manifestando-se ainda muito satisfeito com a concretização do negócio. (Defesa)

8 de outubro de 2017

Finanças bloqueiam capacidade do Alfeite para reparar mais navios

É um mistério, que nem as Finanças nem o Ministério da Defesa explicam. Porque é que o Arsenal do Alfeite (AA) continua sem luz verde para usar as verbas que tem no banco, desde Janeiro e transferidas pelo próprio governo? Além de a empresa já estar em risco de perder milhões de euros por negócios não realizados, é quase certo que terá de imputar aos clientes - como a Marinha - os custos adicionais inerentes à realização dos trabalhos noutros locais, soube o DN.

Os milhões a receber decorrem de conseguir fazer a reparação de submarinos alemães construídos pela ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) para a Marinha, a começar pelo português Arpão a partir de Setembro de 2018 e cujo valor por unidade supera os 20 milhões de euros na intervenção programada. Quanto aos custos adicionais a pagar pelos clientes, o mesmo navio da Marinha serve de exemplo: caso tenha de ir para os estaleiros de Kiel, cabe ao ramo naval das Forças Armadas suportar os valores associados ao envio da guarnição e à estada das equipas de acompanhamento (15 meses).

Diferentes fontes garantem não estar em causa cativações de verbas (cerca de dez milhões de euros do próprio capital social da empresa), nem o saber onde arranjar dinheiro para um investimento qualificado como reprodutivo - alargar o cais do AA, para reparar e fazer manutenção simultânea de submarinos e navios de superfície.

As Finanças, que não responderam ao DN até ao fecho da edição, enviaram no fim de Setembro uma portaria de extensão de encargos para pagar a formação dos trabalhadores nos estaleiros de Kiel (onde acompanham a reparação do submarino Tridente). Contudo, as mesmas Finanças "não deram autorização para usar a verba respectiva", inferior a um milhão de euros, lamentou ontem uma fonte da Defesa ao DN.

Quanto às outras duas portarias de extensão de encargos, pedidas pelo AA e necessárias para fazer pagamentos plurianuais, uma visa construir duas lanchas salva-vidas para a Marinha e a outra respeita às obras no cais (envolvendo também aspectos ambientais), explicou outra das fontes.

Neste momento, alertou outra fonte, há um atraso de pelo menos cinco meses no processo, que começa com o lançamento do concurso internacional para a realização das obras, envolve a análise dos processos e eventuais recursos judiciais de candidatos derrotados, depois a contratualização dos trabalhos e a sua realização. Isto significa uma de duas situações para o AA: ou já não recebe o submarino Arpão, em setembro de 2018; ou então aceita-o e durante 15 meses não recebe qualquer outro navio.

Com a Marinha a ter de realizar ações de manutenção em pelo menos uma das fragatas Vasco da Gama, bem como em corvetas, estes meios teriam de ir para outro lado - sendo obrigação contratual do AA fazer esses trabalhos. "A situação não é fácil", até porque "os encargos recairiam sobre o cliente e não sobre o Arsenal", disse ao DN uma fonte que já esteve envolvida em processos desses.

Quanto à Marinha, apesar das potenciais implicações desta situação, o seu porta-voz limitou-se a dizer ao DN que o ramo "não tem informação" relativa ao AA que suscite preocupações. "Mantém-se o planeamento" quanto aos prazos de docagem do submarino Arpão (em Setembro de 2018), das fragatas e das corvetas até 2020, afirmou o comandante Coelho Dias, acrescentando: "Estamos a confiar" que, "quando chegar o período" de fazer as revisões e manutenções, o Arsenal seja capaz de garantir as suas obrigações. (DN)

10 de setembro de 2017

Três lanchas rápidas chegam aos Açores até ao final do ano

O chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Silva Ribeiro, disse ontem que três lanchas rápidas vão chegar aos Açores no último trimestre do ano, justificando o atraso com a complexidade do concurso público.

“As lanchas estão quase prontas e no último trimestre deste ano virão para a região autónoma”, afirmou aos jornalistas Silva Ribeiro, após ser recebido pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Em Dezembro, o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, anunciou que os Açores iriam passar a contar com três lanchas rápidas e um novo salva-vidas.

“Tencionamos atribuir ao arquipélago dos Açores o primeiro salva-vidas de grande capacidade, ‘Vigilante 21’, que estará concluído na indústria nacional, no Arsenal do Alfeite, no final de 2018”, explicou então Marcos Perestrello, adiantando que, no início de 2017, “entrarão em funções três novas lanchas ao serviço da Autoridade Marítima nos Açores”.

O chefe do Estado-Maior da Armada esclareceu que foi necessário “abrir o concurso público com requisitos mais complexos e isso é que levou ao atraso do processo de adjudicação e de construção das lanchas”.

O almirante Silva Ribeiro adiantou que na audiência informou Vasco Cordeiro “sobre as novas alterações que vão ocorrer” nos Açores em matéria de “capacidades da Marinha e da Autoridade Marítima”, de que apontou as três lanchas para as ilhas de São Jorge, Terceira e Flores.

“Também falámos no processo de finalização das corvetas que serão substituídas durante o ano de 2018 pelas patrulhas da classe ‘Viana do Castelo’ e do reforço que irá decorrer da construção de um salva-vidas da classe ‘Vigilante’ que virá para o grupo central [ilhas do Pico, São Jorge, Terceira, Graciosa e Faial]”, referiu, esclarecendo ter sido igualmente abordado, entre outros temas, o reforço de meios humanos, sobretudo da Polícia Marítima.

Questionado sobre quantos novos elementos poderão chegar aos Açores, Silva Ribeiro salientou que “depende daquilo que forem as admissões permitidas pelo Governo”.

“Há fortes restrições na entrada de efectivos para os diferentes corpos do Estado. Este ano tivemos a possibilidade de fazer um curso com 20 agentes, alguns desses agentes virão reforçar os Açores”, garantiu, explicando que “a grande prioridade é a Horta, fruto da actividade no grupo central”, e Ponta Delgada, principal porto dos Açores.

Sobre o sistema “Costa Segura”, o almirante sublinhou o “esforço de montar mais radares e câmaras”, que terminará na região em 2018, “permitindo a cobertura total das águas territoriais”.

O presidente do executivo açoriano considerou uma “boa notícia” para a Região Autónoma dos Açores o reforço de meios e equipamentos, recursos humanos e do projeto “Costa Segura”.

“Vem na sequência de várias insistências da parte do Governo Regional, mas que demonstra, também, que quer da parte política, nomeadamente ao nível do Governo da República, quer em concreto da parte da Marinha, há esta resposta a essas solicitações”, declarou Vasco Cordeiro.

O “Costa Segura” é um sistema de fiscalização que vai permitir monitorizar, mesmo a partir de terra, todas as zonas costeiras do país. O sistema de fiscalização recorre a equipamentos de radar, câmaras ópticas térmicas e rádios VHF para monitorizar as embarcações ao largo da costa, em tempo real, com o objectivo de melhorar as acções de patrulhamento, busca e salvamento marítimo. (D.Noticias)

27 de julho de 2017

PATRULHA OCEÂNICO VIANA DO CASTELO REGRESSOU HOJE AO MAR

Depois de um período de imobilização de 4 meses destinado à realização de uma revisão intermédia planeada no estaleiro naval da Arsenal do Alfeite, SA, o navio patrulha oceânico Viana do Castelo regressa hoje ao mar para realizar durante dois dias um programa de provas de mar às suas máquinas e ao sistema de armas.

O programa de provas é realizado com a colaboração da Arsenal do Alfeite S.A. e técnicos da Marinha.

A revisão intermédia, levada a cabo maioritariamente na doca-seca do Arsenal do Alfeite, permitiu assegurar as condições necessárias para que a actividade operacional e valências inerentes às capacidades desta unidade naval possam ser desenvolvidas em segurança durante o próximo ciclo operacional de 6 anos.

Após a conclusão das provas de mar o navio ficará pronto para cumprir todo a tipologia de missões que fazem parte do seu conceito de emprego operacional, nomeadamente missões de patrulha e vigilância nos espaços marítimos sob soberania, jurisdição e responsabilidade nacional, bem como integrar a estrutura dos meios de resposta operacional do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo e colaborar com a proteção civil e demais autoridades civis em situações de catástrofe ou calamidade.

Assim, o NRP Viana do Castelo retomará a sua actividade operacional no início de Agosto, com uma missão de apoio à Autoridade Nacional da Pesca, para a fiscalização da actividade da pesca nos Grandes Bancos do mar da Terra Nova, no Canadá. (MGP)

9 de julho de 2017

FRAGATA CORTE-REAL VOLTOU AO MAR


Depois de um período alargado de imobilização, desde Julho de 2015, para revisão intermédia planeada no estaleiro naval da Arsenal do Alfeite, SA, a fragata da Marinha “Corte –Real” regressou ao mar este sábado para realizar um programa de provas de mar às suas máquinas e alinhamentos dinâmicos das armas e radares.

O programa de provas será concluído até ao próximo dia 11 de Julho, com a colaboração do Arsenal do Alfeite S.A. e técnicos da Marinha.

A revisão intermédia levada a cabo nos estaleiros e na doca-seca da Arsenal do Alfeite, SA, permitiu manter a sua actividade operacional e valências inerentes às suas capacidades combatentes..

Assim, durante o segundo semestre de 2017, o NRP Corte-Real retomará a sua normal actividade operacional, que terá início com um período de treino operacional a realizar em Portugal, sob a égide do Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval da Marinha e em Inglaterra, sob a égide do Flag Officer Sea Training da Royal Navy.

Após conclusão deste intenso período de treino operacional, o navio ficará pronto para cumprir com todo o espectro de missões que fazem parte do seu conceito de emprego operacional , nomeadamente missões no âmbito da dissuasão e da defesa militar, de apoio à politica externa do Estado e no âmbito da segurança e da autoridade do Estado no mar.

Desde a sua entrada ao serviço da Marinha, em 22 de Novembro de 1991, a fragata Corte-Real já percorreu mais de 430.00 milhas.​ (MGP)

6 de junho de 2017

NRP Douro faz provas de mar

O mais recente navio de patrulha costeira da Marinha, o NRP Douro, está a realizar provas de mar durante os próximos dois dias, com vista a testar as diversas áreas técnicas do navio.

As provas de mar fazem parte do conjunto de etapas previstas para a preparação dos navios antes do empenhamento operacional para as missões. O NRP Douro passará a integrar o dispositivo naval padrão da Marinha já no final do mês, com a primeira missão na zona marítima da Madeira.

Recorde-se que este navio de patrulha costeira passou ao estado de armamento normal no passado dia 12 de maio, em cerimónia realizada na Base Naval de Lisboa.

O NRP Douro pertence à classe de navios Tejo, que se destina a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa. Estes estão, após a acção de modernização levada a cabo no Arsenal do Alfeite SA, essencialmente vocacionados para funções de segurança e autoridade do Estado no mar e guarnecer o dispositivo naval padrão da Marinha na região Autónoma da Madeira, reforçar a capacidade de resposta a situações de busca e salvamento marítimo, contribuir para o esforço de fiscalização marítima, apoiar aos órgãos de proteção civil regionais em situações de calamidade ou catástrofe naturais, e cooperar com outros departamentos do Estado com competências no mar.

O NRP Douro tem uma guarnição de 23 elementos e é comandado pelo primeiro-tenente Vacas de Carvalho.

21 de fevereiro de 2017

Arsenal do Alfeite inicia em Março construção de lanchas salva-vidas

O Arsenal do Alfeite, SA, vai iniciar em Março a construção de duas lanchas para reforçar a capacidade de salvamento marítimo, na sequência de um contrato hoje assinado com a Marinha, no montante de três milhões de euros. 

Segundo o ministério da Defesa, a construção das lanchas da classe “Vigilante II” começa no próximo mês nos estaleiros do Arsenal do Alfeite, SA, e o valor do contrato ascende a três milhões de euros, com IVA, prevendo-se a entrega da primeira em maio de 2018 e da segunda no final do mesmo ano.

O contrato hoje celebrado com a Marinha é o primeiro em dez anos e dá seguimento ao memorando de entendimento assinado em Novembro para a compra de quatro embarcações salva-vidas para o reforço das capacidades de salvamento e socorro marítimo. 

Na cerimónia de assinatura do contrato entre o Alfeite e o Governo, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, afirmou o empenho do executivo em “garantir a ligação” entre a Marinha e o Arsenal do Alfeite, segundo a intervenção divulgada. 

“A criação de condições para a assinatura deste contrato demonstra o empenho em garantir a ligação entre a Marinha e o Arsenal do Alfeite, e resulta também da preocupação de capacitar o Instituto de Socorros a Náufragos”, disse. 

Marcos Perestrello defendeu que o Alfeite “deve continuar o seu percurso de internacionalização e aumento da carteira de clientes, mas não deve perder de vista a prioridade absoluta de ligação e apoio à manutenção da esquadra da Marinha Portuguesa”. 

O governante destacou o reforço do capital social da empresa Arsenal do Alfeite através de uma transferência do governo de 10 milhões de euros no final do ano passado, considerando que “estão criadas as condições” para que o Arsenal amplie a doca seca e realize as obras necessárias à futura reparação de submarinos, incluindo de outras marinhas. (Dinheiro Vivo)

20 de fevereiro de 2017

ASSINATURA DE CONTRATO DE CONSTRUÇÃO DE SALVA-VIDAS CLASSE “VIGILANTE II”

Três meses decorridos, desde a assinatura do Memorando de Entendimento entre a Arsenal do Alfeite S.A (AA), a Marinha Portuguesa e a Autoridade Marítima Nacional, que estabelece as bases para a futura aquisição de 4 embarcações salva-vidas tipo L150-SV, assina-se amanhã, 21 de Fevereiro, pelas 11h30, o contrato, que visa a construção de duas das referidas lanchas, já a partir de 2017.

O valor do contrato para a construção das duas lanchas salva-vidas ascende a 3 milhões de euros (IVA incluído) e a entrega das embarcações ocorrerá no início, a primeira, e no final, a segunda, do ano de 2018.

Trata-se de um momento marcante para a AA e seus trabalhadores, sendo de realçar o impacto na Região e no Pais. O Estaleiro retoma assim a sua actividade de construção, contribuindo para a dinâmica do sector da Indústria Naval na Área Metropolitana de Lisboa. (MGP)

29 de janeiro de 2017

Novas lanchas e reparação de submarinos: os desafios do Arsenal do Alfeite

O Arsenal do Alfeite (AA) entrou no novo ano sem quaisquer dívidas, com mais de 18 milhões de euros em caixa para se modernizar e conseguir angariar mais clientes estrangeiros. Acabado de receber 10 milhões de euros da Defesa, o Arsenal vai iniciar em breve a modernização das fragatas da Marinha, construir (pela primeira vez desde 2009) lanchas salva-vidas e, a partir de 2018, reparar os submarinos portugueses.

"Prognósticos só no final", diz a presidente daquela sociedade anónima de capitais públicos, Andreia Ventura. "Foram dadas as condições para que pudéssemos ter um ano de ouro" já em 2017, agora "compete-nos trabalhar e provar que somos capazes" de as potenciar, adianta ao DN, com um sorriso confiante.

A quase exclusiva dependência do cliente Marinha vai manter-se nos próximos anos e é um risco no longo prazo para o AA, num país já sem império ou guerras prolongadas. Mas os astros começam a alinhar-se para o médio prazo: "Após 2020, receberemos cerca de cinco milhões de euros nas pequenas reparações" aos dois submarinos "e 25 milhões nas intermédias", informa a presidente do AA, acrescentando dados relevantes sobre a empresa: "Tem saldos transitados de 8,5 milhões de euros, não deve um cêntimo, paga a 30 dias e os clientes pagam no mesmo prazo."

Obra prioritária é a do aumento dos 138 metros da doca seca - agora ocupada pelo navio hidrográfico D. Carlos I - para 220 metros, com comportas para dividir o espaço em função das necessidades. Isso tem de estar concluído até ao segundo semestre de 2018, quando se inicia a reparação do segundo submarino ao serviço da Marinha.

"Fazer uma grande reparação dos submarinos implicava parar a doca durante 15 meses" por falta de espaço para outras embarcações, explica Andreia Ventura, no último ano do seu mandato como presidente do AA. Acresce que essa modernização das infraestruturas - abrangendo as 70 chaminés nos 36 hectares dos estaleiros - vai ser acompanhada da aquisição de capacidades para reparar os submarinos (48 milhões em 2017/18).

"Temos obrigações de serviço público para manter e reparar a frota da Marinha", lembra Andreia Ventura, embora consciente da necessidade de alargar a carteira de clientes. É aí que entra aquela nova valência, pois "permitirá posicionar o Arsenal na reparação de submarinos alemães" num país membro da NATO e da UE que tem uma "localização estratégica".

Cauteloso está o dirigente sindical Rogério Caeiro, que já viu muitas promessas ficarem por cumprir numa empresa inaugurada em 1939, com 510 trabalhadores e que "desde 2009 perdeu mais de metade da mão de obra disponível".

A verdade é os funcionários, a começar pelo próprio Rogério Caeiro, "estão expectantes" com o que já foi anunciado e quando ainda "há alguns trabalhadores" com contratos a prazo, numa empresa politicamente dominada pelo PCP e pelo BE. "Estamos satisfeitos com a posição do actual governo" em relação ao AA "e aí não será alheia a correlação de forças" no Parlamento, regista. (DN)

2 de janeiro de 2017

NAVIO HIDROGRÁFICO D.CARLOS I EM REPARAÇÕES NO ARSENAL DO ALFEITE

O NRP D. Carlos I está no Arsenal do Alfeite para a realização de um conjunto de reparações com a duração de cerca de mês e meio.

Construído nos Estados Unidos da América, foi lançado à água a 30 de Janeiro de 1989 com o nome USNS AUDACIOUS. Esteve ao serviço da Marinha dos EUA até 1995 e foi transferido para a Marinha Portuguesa em Dezembro de 1996. O NRP D. Carlos I foi adaptado ao desempenho das funções de navio hidro-oceanográfico no Arsenal do Alfeite, tendo posteriormente efectuado diversas missões no âmbito da hidrografia e da oceanografia. (MGP)

17 de outubro de 2016

MINISTRO DA DEFESA NACIONAL AUTORIZA REVISÃO INTERMÉDIA DOS SUBMARINOS

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou a Marinha a proceder à contratualização da prestação de serviços para a realização da primeira revisão intermédia dos dois submarinos da classe «Tridente».

Esta revisão encontra-se prevista no programa de manutenção do ciclo de vida dos submarinos e não poderá ultrapassar o valor global de 47,99 milhões de euros, sendo que as verbas a utilizar provêm da Lei de Programação Militar.

Os submarinos entraram ao serviço da Marinha Portuguesa em 2010 e necessitam agora da primeira revisão intermédia, que é indispensável para se manter a sua disponibilidade operacional. As revisões serão realizadas de forma faseada e com contratos específicos para cada submarino, a fim de garantir um maior acompanhamento e fiscalização dos processos técnicos, bem como uma melhor verificação do cumprimento das obrigações contratuais.

As acções de manutenção do NRP «Tridente» serão realizadas entre 2016 e 2018, pelo valor máximo total de 23,99 milhões de euros, enquanto as do NRP «Arpão» decorrerão entre 2018 e 2020, pelo montante máximo global de 24 milhões de euros, conforme o planeamento estabelecido na Lei de Programação Militar.

A empresa construtora dos submarinos, Thyssenkrupp Marine Systems GmbH (TKMS), é quem detém o conhecimento exclusivo de determinadas áreas tecnológicas dos submarinos Tipo 209PN, sendo presentemente a única entidade habilitada e com capacidade para realizar todos trabalhos de manutenção necessários, pelo que o procedimento aplicável neste caso é o da negociação sem publicação de anúncio público.

A Thyssenkrupp Marine Systems GmbH e o Arsenal do Alfeite encontram-se a desenvolver um trabalho conjunto, cujo objectivo central consiste em capacitar a empresa portuguesa para desenvolver trabalhos de reparação e manutenção dos submarinos Tipo 209N.

Atendendo à evolução expectável desta cooperação, perspectiva-se que o Arsenal do Alfeite participe na primeira revisão intermédia do NRP «Tridente», a realizar entre 2016 e 2018, e que a revisão intermédia do NRP «Arpão», a realizar-se a partir de 2018, possa ser já efectuada em território nacional nos estaleiros do Arsenal do Alfeite.

O Ministro da Defesa Nacional delegou no Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Macieira Fragoso, competências para proceder à condução e efectivação de todos os actos de do respectivo procedimento de contratualização. (MDN)

5 de julho de 2016

MARINHA TESTA ROBÓTICA NO “ROBOTICS EXERCISE 2016”

No âmbito das actividades e projectos de investigação do Centro de Investigação Naval (CINAV),encontra-se a decorrer o “Robotics Exercise 2016” (REX16), sendo já a quarta edição deste exercício anual. 

O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.

Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.

Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.

Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)

4 de junho de 2016

Marinha Real de Marrocos recebe Navio Patrulha totalmente renovado no Arsenal do Alfeite

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De acordo com o Arsenal do Alfeite, SA (AASA), o “El Lahiq” foi o maior e mais importante projecto realizado até hoje na vertente internacional. A reparação deste navio patrulha representou um processo industrial, logístico e técnico extenso e complexo, no qual foram incorporadas a maioria das vantagens competitivas existentes no Arsenal do Alfeite, capacidades fabris, técnicas e de gestão de projectos únicos em Portugal.

A reparação envolveu a desassemblagem total do navio e a revisão geral dos seus principais sistemas e equipamentos, com a substituição integral do aprestamento habitacional, habilitando o navio patrulha para uma vida operacional subsequente.

A internacionalização do Arsenal do Alfeite S.A. é fulcral para o desenvolvimento sustentável da empresa, em complementaridade com as funções de interesse público como a manutenção dos navios da Marinha Portuguesa. Em 2012, o Arsenal do Alfeite interveio no navio de apoio logístico da Marinha Real de Marrocos “Dakhla” e em 2013 na fragata “Hassan II”.

A Marinha Real de Marrocos tem-se mostrado satisfeita com as prestações de serviços pelo Arsenal do Alfeite, o que poderá contribuir futuramente para a celebração de novos contratos no mesmo âmbito. (Defesa)

22 de março de 2016

Ministro da Defesa visita feira de indústrias da NATO

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, visita quarta-feira a feira de indústrias de Defesa da agência NSPA da NATO, no Luxemburgo, num dia dedicado à indústria portuguesa, com 64 empresas representadas. 

A NSPA (Nato Support and Procurement Agency), com sede em Capellen, Luxemburgo, é uma agência que funciona como intermediário entre os clientes - os 28 países membros da NATO - e os fornecedores, constituindo uma central de compras de bens ou serviços, não actuando no entanto como fornecedor. 

De acordo com o programa, José Alberto Azeredo Lopes visita de manhã a exposição dedicada à indústria portuguesa e reúne-se, à tarde, com o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa luxemburguês, Etienne Schneider. 

Este ano, o dia da indústria portuguesa na NSPA contará com 64 empresas - o dobro das participaram na primeira edição, em 2013, e abrangem sectores desde a energia, calçado, têxtil, aeroespacial e naval e comunicações, entre outros. 

O Arsenal do Alfeite, a OGMA, Indústria aeronáutica de Portugal, os Estaleiros Navais de Peniche, a Edisoft - Thales Group, a Novabase, na área dos sistemas de comunicação, a Riopele, a Citeve, na área têxtil, são algumas das empresas representadas. 

O "dia da indústria portuguesa" na NSPA é uma iniciativa dos ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros e da Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais em coordenação com a Delegação Permanente de Portugal junto da NATO. 

 O objectivo, segundo o ministério da Defesa, é proporcionar os contactos entre a indústria portuguesa e a agência da NATO para que os empresários portugueses acedam às oportunidades de negócio, promovendo assim um aumento das exportações. 

De acordo com dados do ministério da Defesa, em 2013, o valor do total dos contratos celebrados com empresas portuguesas foi de 1,13 milhões de euros, o que situava Portugal no 22.º lugar no grupo dos 28 países. 

Em 2014, foram celebrados contratos no total de 6,62 milhões de euros e o ano passado de 33,81 milhões de euros, colocando Portugal na décima posição como fornecedor entre os 28 países da NATO. 

A OGMA, no sector da manutenção e fabrico aeronáutico, foi a empresa portuguesa que mais vendeu em 2015, com contratos celebrados com a NSPA no valor de 30,3 milhões de euros. 

A EFACEC Serviços de Manutenção e Assistência, no ramo de engenharia, energia e mobilidade, com um total de 1,3 milhões de euros e a TAP Air Portugal, com cerca de 900 mil euros são as empresas portuguesas com maior volume de negócios com a NSPA em 2015. (CM)

28 de julho de 2015

A indústria da Defesa nacional

Já imaginou ser salvo por uma bóia telecomandada? Estas tecnologias já existem em Portugal. A bóia ‘Noras’, um projecto pioneiro no Mundo, pode ser usada pelo Instituto de Socorros a Náufragos e por qualquer embarcação de pesca ou recreio. Tem 7 kg, mede 1 metro e atinge 15 nós (27 km/h). Tem autonomia de 45 minutos. 

Também nas embarcações salva-vidas, Portugal tem tecnologia líder mundial. As lanchas da classe vigilante, projectadas e construídas no Arsenal do Alfeite, são inafundáveis. Atingem 31 nós (57 km/h), comportam até 13 náufragos e têm uma autonomia até 240 milhas (386 km). 

Estas inovações estão a ser projectadas mundialmente pela idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacional. Esta plataforma "funciona como um delegado comercial no exterior que promove estas indústrias no mercado internacional", explica Eduardo Filipe, presidente da idD. A indústria de Defesa integra áreas desde a segurança à aeronáutica e ao espaço. O sector representa 1,7 mil milhões de euros, emprega 20 mil pessoas, mas tem ainda potencial de crescimento. 

24 de julho de 2015

Preparativos do NRP Tejo para entrar ao serviço da Marinha Portuguesa


Com o apoio de rebocadores o navio deu hoje entrada na doca flutuante da Arsenal do Alfeite, SA. 
Irão ser efectuadas as devidas adaptações para estar apto a entrar ao serviço da Marinha Portuguesa. 
Fonte: M.G.P/Facebook oficial da Marinha Portuguesa

22 de julho de 2015

Marinha e Arsenal do Alfeite assinam contrato para reparar fragata Corte-Real

A Marinha Portuguesa e o Arsenal do Alfeite assinam esta terça-feira o contrato para a reparação da fragata Corte-Real, uma obra de cerca de 12 milhões de euros, que deverá estar concluída no segundo semestre de 2016.

“É o maior contrato da história da Arsenal Alfeite” e a sua materialização representa “a maior obra realizada desde a sua existência como empresa”, refere fonte do Ministério da Defesa Nacional em declarações à agência Lusa.

De acordo com um despacho publicado a 12 de Janeiro em Diário da República, a fragata “necessita de efectuar uma acção de manutenção que inclui a realização de uma docagem e uma revisão intermédia para manter a sua actividade operacional e as valências inerentes às suas capacidades”.  (RR)

12 de julho de 2015

Plataforma Naval Global avança com Arsenal do Alfeite e Marinha de Guerra Portuguesa

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional homologou, esta sexta-feira, a assinatura de um protocolo de cooperação entre a Arsenal do Alfeite, SA, a Escola Naval e o CINAV - Centro de Investigação Naval, durante a visita ao Arsenal do Alfeite, no âmbito do VIP Day do Robotics Exercise 2015 (REX15) e dos ICARUS Sea Trials Lisbon 2015.

O protocolo assinado pela presidente do Conselho de Administração da Arsenal do Alfeite, SA, Andreia Ventura, e o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Bastos Ribeiro, na presença de Berta Cabral, marca o início da aproximação da Arsenal do Alfeite, SA a entidades ligadas às actividades navais e marítimas que terão um papel relevante na construção da Plataforma Naval Global.

A Escola Naval, o CINAV e a Arsenal do Alfeite, SA vão colaborar em acções de formação e estágios, em projectos de investigação aplicada e desenvolvimento, partilharão infraestruturas, incluindo o tanque acústico do Arsenal, e juntar-se-ão para iniciativas científicas e pedagógicas no âmbito do protocolo. Está previsto o concurso a projectos em conjunto.

A Marinha Portuguesa, através da Escola Naval e do CINAV, está na primeira linha dos parceiros da Arsenal do Alfeite, SA para a implementação de diversas medidas de promoção da economia do mar, incluindo a criação de um centro de competência naval no Alfeite.

Os objectivos da Plataforma Naval Global incluem a exploração de sinergias com universidades, centros tecnológicos e unidades de investigação e desenvolvimento e, também, a promoção do empreendedorismo, através da formação de recursos humanos na área da economia e defesa do mar. (Defesa)

2 de junho de 2015

Arsenal do Alfeite admite contratar mais trabalhadores

A administração dos estaleiros públicos do Arsenal do Alfeite (AA) admite aumentar o número de trabalhadores, actualmente acima do meio milhar, estando expectante na obtenção de um contrato de 180 milhões de euros para a marinha angolana. 

A posição foi assumida em declarações à agência Lusa, em Luanda, pela presidente do conselho de administração do AA, Andreia Ventura, que acompanha a visita oficial do ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, a Angola, juntamente com representantes da indústria militar portuguesa. 

"Não tencionamos reduzir [a força de trabalho] e esperamos que o trabalho nos permita aumentar", afirmou Andreia Ventura, sublinhando que o Alfeite conta actualmente com 514 trabalhadores, estando a administração a firmar contratos plurianuais de reparação naval com a Marinha portuguesa, principal cliente, para garantir a sustentabilidade da operação, deficitária nos últimos anos.

Em Luanda, no âmbito da visita da delegação oficial portuguesa, a administradora do AA apresentou ao Ministério da Defesa Nacional de Angola uma proposta para a construção de quatro lanchas de fiscalização de 28 metros e outras duas de 58 metros de comprimento, um negócio de 180 milhões de euros com entrega dos meios prevista a seis anos. 

"A nossa proposta é de concepção, construção e ajuda a manter e operar as embarcações durante o período de vida destas, que são 25 a 30 anos. É uma proposta completa", explicou Andreia Ventura. 

São navios destinados a assegurar a fiscalização e patrulhamento marítimo, precisamente uma das dificuldades da marinha angolana. Está também prevista a formação de quadros, em Portugal e em Angola, para operar e assegurar a manutenção destes navios. (CM)