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4 de outubro de 2019

FORÇA AÉREA RECEBE TERCEIRO HELICÓPTERO AW119MKII "KOALA"

(FAP)A Força Aérea recebeu, no dia 03 de Outubro de 2019, o terceiro helicóptero AW119MKII "KOALA".

Esta aeronave junta-se às duas que já se encontravam ao serviço da Esquadra 552 – “Zangões”, a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, desde Fevereiro deste ano.

Recorde-se que o contrato assinado a 27 de Dezembro de 2017 previa a aquisição de cinco “KOALAS”, para substituição dos helicópteros Alouette III. As restantes duas aeronaves têm previsão de chegada à Força Aérea para o início de 2020.

19 de março de 2019

Força Aérea quer operar helicópteros Kamov

(Correio Manhã)Este ano a Força Aérea assume a gestão e comando dos meios aéreos de combate a fogos. O número e o tipo de aeronaves foi definido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil – serão 61 aparelhos, entre aviões e helicópteros, cujos concursos ainda estão em desenvolvimento, num processo dirigido pelos militares. Mas o Chefe do Estado Maior da Força Aérea não descarta vir a utilizar os seis Kamov que são propriedade do Estado, mas que estão todos inoperacionais.

De acordo com o general Joaquim Borrego, "os Kamov são excelentes helicópteros para o combate aos incêndios, mas temos de ver qual é o estado actual". "A Força Aérea não rejeita esses aparelhos, desde que estejam em condições para voar. Neste momento não têm essas condições", admitiu esta segunda-feira o oficial durante a cerimónia de entrega dos ‘brevets’ aos oito novos pilotos-aviadores formados pela Academia da Força Aérea, em Sintra.

Estes aparelhos estão envolvidos em polémica desde 2006, quando foram comprados pelo Estado – era José Sócrates primeiro-ministro e António Costa ministro da Administração Interna – por um valor superior a 42 milhões de euros, sendo que só chegaram dois anos depois do previsto. O Tribunal de Contas veio, anos depois, arrasar todo o negócio, sobretudo a parte da manutenção. Actualmente estão todos parados num hangar em Ponte de Sor, situação que se mantém desde o verão de 2018, quando o País ardia e mais de 100 pessoas morriam nas chamas. Não há previsão para quando serão reparados.

19 de fevereiro de 2019

HELICÓPTEROS AW119MKII "KOALA" APRESENTADOS EM BEJA

(FAP)Os novos helicópteros da Força Aérea foram oficialmente apresentados no dia 18 de Fevereiro, na Base Aérea N.º11, em Beja. A cerimónia de recepção dos AW119MKII "KOALA", que serão operados pela Esquadra 552 – “Zangões”, foi presidida pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

"Estes são os primeiros dois helicópteros, de um conjunto de cinco, que estão previstos chegar até ao início do próximo ano. Com esta aquisição, o Sistema de Forças Nacional fica com capacidades mais recentes, garantindo melhor operabilidade e segurança. Fica também melhor equipado para colaborar nas diferentes missões em território nacional, nomeadamente no apoio ao Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais», referiu o ministro da Defesa Nacional.

No início da cerimónia, o ministro João Gomes Cravinho impôs a Medalha de Serviços Distintos - Grau Ouro ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, salientando a importância do seu Comando no processo de "aquisição da nova frota de helicópteros, que vão substituir os Alouette III", bem como "no programa de alienação de aeronaves F-16 à Roménia, que tem sido executado de uma forma exemplar".

6 de novembro de 2018

O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III

O helicóptero AW119MKII "KOALA" vai substituir o Alouette III.

A aeronave monomotor, desenvolvida a partir do bimotor AW109, herdou as dimensões exteriores e interiores, assim como a redundância dos sistemas hidráulico, eléctrico e do combustível.

Trata-se de um helicóptero extremamente versátil, capaz de operar em ambiente nocturno, com a utilização de óculos de visão nocturna, e de cumprir um leque bastante alargado de missões, como sejam: instrução básica e avançada de voo; busca e salvamento; evacuação sanitária; patrulhamento e observação; apoio ao combate aos incêndios rurais.

Está equipado com um trem de aterragem do tipo "patins", com capacidade de instalação de flutuadores para a missão de busca e salvamento em ambiente marítimo. Para esta missão em particular, pode ainda ser equipado com guincho e farol de busca.

Tem a capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), ou uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400Kg em carga suspensa, onde se inclui um balde para o combate a incêndios rurais.

O AW119 será operado pela Esquadra 552 – “Zangões”. (Fap)

23 de outubro de 2018

Força Aérea começa a gerir meios aéreos do Estado para combate a incêndios

A Força Aérea vai iniciar de imediato o processo de operação, manutenção e gestão dos meios aéreos do Estado de combate a incêndios florestais, incluindo os helicópteros Kamov que estão parados, foi publicado em Diário da República esta terça-feira.

A resolução do Conselhos de Ministros sobre a transferência do comando e gestão centralizados dos meios aéreos de combate a incêndios rurais para a Força Aérea entra em vigor na quarta-feira.

A decisão do Governo determina que a Força Aérea "inicia no imediato os procedimentos para a operação, manutenção, a gestão e, quando necessário, a reposição da aeronavegabilidade das aeronaves do Estado", nomeadamente os helicópteros ligeiros, os Kamov e as "frotas de aeronaves, tripuladas ou não tripuladas, que futuramente venham a ser adquiridas".

Dos seis helicópteros pesados do Estado, um está acidentado desde 2012, outros dois estão para reparação desde 2015 e os restantes três Kamov estão parados desde o início do ano.

Para substituir estes três Kamov, o Governo fez este ano um contrato alternativo através de ajuste directo, que termina a 31 de Outubro.

Fazem ainda parte da frota do Estado, três helicópteros ligeiros.

A resolução hoje publicada em Diário da República determina também que os meios aéreos do Estado sejam transferidos para a Força Aérea "livres de ónus ou encargos, nomeadamente de natureza administrativa, financeira e jurídica".

Os meios aéreos transferidos devem ser igualmente "objecto de auditoria e avaliação, a realizar pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), Autoridade Nacional de Protecção Civil [ANPC] e Força Aérea, sobre as condições de aeronavegabilidade e, se necessário, consequente plano técnico e financeiro para a reposição da condição de voo das aeronaves".

Também o processo de comando e gestão centralizada dos meios aéreos próprios do Estado devem ser transferidos da ANPC para a Força Aérea.

A Força Aérea deve também iniciar, "de imediato e em coordenação com a ANPC, os procedimentos pré-contratuais necessários à locação de meios aéreos e à aquisição de serviços relativos à operação, manutenção e gestão da aeronavegabilidade dos meios próprios do Estado, para o dispositivo de ataque inicial" a empenhar no dispositivo de combate a incêndios de 2019 e, "se possível, para os anos seguintes".

A Força Aérea vai assumir, a partir de 01 de Janeiro de 2019, os contratos feitos este ano pela ANPC de aluguer de meios aéreos de combate a incêndios e que se prolongam em 2019, designadamente oito aviões médios anfíbios, dois aviões pesados anfíbios, dois aviões de coordenação e 10 helicópteros ligeiros.

A resolução atribui à Força Aérea o comando e a gestão centralizados dos meios aéreos no âmbito das missões de proteção civil, nomeadamente os integrados no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

Por sua vez, a ANPC vai continuar, em coordenação com a Força Aérea, a definir o dispositivo de meios aéreos em relação à sua tipologia, número, localização e período da operação.

A ANPC também vai ficar responsável pelo despacho de meios aéreos e a sua utilização na resposta aos incêndios rurais, bem como no seu accionamento nas restantes missões de Protecção Civil.

A decisão do Governo determina igualmente que seja atribuído à Força Aérea "financiamento específico e autónomo para suportar todos os encargos relacionados com a edificação, sustentação e operação do novo modelo de comando e gestão centralizados de meios aéreos em missões de proteção civil, incluindo a reposição da condição de voo de aeronaves, bem como a construção de infraestruturas e o recrutamento e formação de pessoal".

Também à ANPC deve ser "atribuído financiamento específico e autónomo para suportar todos os encargos", nomeadamente a operacionalidade das bases permanentes e os centros de meios aéreos, se estes não forem unidades da Força Aérea. (JN)

25 de julho de 2018

Tribunal de Contas já deu luz verde à compra dos Koala para a Força Aérea

O Tribunal de Contas (TdC) já deu visto ao contrato de compra dos cinco novos helicópteros ligeiros Koala para a Força Aérea, dois dos quais já estão a ser fabricados apesar de o negócio continuar por fechar, soube esta quarta-feira o DN.

O contrato foi visado pelo TdC há pouco mais de uma semana, no dia 17, cerca de três meses depois de o ter devolvido ao Ministério da Defesa "para complemento da instrução do processo e esclarecimentos", indicou fonte oficial.

O concurso de compra de cinco helicópteros AW119 Koala foi lançado em maio de 2017, por 20,5 milhões de euros e com opção para mais duas aeronaves, tendo as partes assinado o contrato meses depois. O facto de o TdC ter devolvido o processo acabou por atrasar a conclusão do negócio.

Mas a decisão da Leonardo acabou por minimizar os efeitos negativos do atraso resultante das falhas detectadas pelo TdC no processo instruído pelo Ministério.

Por outro lado, apesar das previsões apontarem para a paragem de toda a frota dos Alouette durante este verão, a Força Aérea vai conseguir manter três aparelhos a voar até Março de 2019, explicaram fontes do ramo.

Isso evitar interromper o treino e formação dos pilotos da Força Aérea e os da Marinha, pois os cerca de três meses de coexistência entre os primeiros Koala e os últimos Alouette permitem "fazer a transição" entre as duas frotas.

Acresce que, com as novas responsabilidades atribuídas ao ramo em matéria de apoio no combate aos incêndios florestais, na Força Aérea há "a esperança que a opção por mais dois helicópteros [prevista no contrato] seja tomada a curto prazo".

A proposta dos Koala representou "a opção mais barata", frisou uma das fontes, apesar de a Leonardo ter ficado como único concorrente num processo donde foi excluída a rival Airbus com o modelo H125M.

Note-se que a aquisição de novos helicópteros ligeiros para a Força Aérea começou a ser abordada pelo ramo desde os anos 1990, quando os Alouette III já tinham cerca de três décadas de operação.

A par da formação dos pilotos, esses aparelhos destinam-se a operações de busca e salvamento e, à luz da tragédia dos incêndios que assolaram o país em 2017, deverão vir minimamente preparados para participar no combate aos fogos - até porque a Força Aérea vai assumir a gestão, operação e manutenção dos meios aéreos permanentes afectos a essa missão. (DN)

29 de maio de 2018

Ministro da Defesa assiste ao maior exercício de helicópteros da Europa

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, esteve terça-feira, dia 22 de maio, na Base Aérea Nº 11 (BA11), em Beja, onde assistiu de perto ao maior exercício de helicópteros da Europa, o HOT BLADE 2018, envolvendo militares de Portugal, Bélgica, Alemanha, Hungria, Holanda e Eslovénia e observadores de diversos países como Timor-Leste, Guiné-Bissau, Rússia, Espanha e China.

O HOT BLADE 2018 incluiu missões de Busca e Salvamento em Combate, Assalto Aéreo, Extracção de Não-Combatentes e Operações Especiais durante as quais se pretendeu reproduzir um ambiente realista tão próximo quanto possível dos teatros de operações actuais, devidamente adaptado às necessidades de treino das várias forças armadas participantes.

O exercício que decorreu entre 9 e 23 de Maio, insere-se no programa de treino de helicópteros da Agência Europeia de Defesa (EDA), e movimentou na BA11 cerca de 1200 militares e 29 aeronaves, tendo Portugal, enquanto país anfitrião, contribuído com helicópteros EH-101 MERLIN e ALOUETTE III da Força Aérea e vários meios do Exército.

Em declarações aos jornalistas no final do exercício, o ministro da Defesa Nacional relembrou que a EDA quer instalar um Centro Multinacional de Treino de Helicópteros no continente europeu e lembrou que Portugal mostrou, “há mais de um ano e meio”, disponibilidade e vontade para acolher esta infraestrutura na Base Aérea Nº 1 (BA1), em Sintra.

Por enquanto, a candidatura de Portugal “é a única consolidada”, o que indica que “soubemos convencer os nossos amigos e aliados” de que é uma “solução boa” para a instalação do centro, disse Azeredo Lopes.

Segundo o ministro, “à luz da distribuição de capacidades e forças da Força Aérea Portuguesa”, a BA1 foi a escolhida por ser a Base que tem “as características mais adequadas” e onde faz “mais sentido” instalar o centro.

O ministro disse ainda que “agora, resta esperar pela tomada de decisão da EDA”, fazendo notar que se trata de “um processo que vai demorar algum tempo”.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Teixeira Rolo, que falou também aos jornalistas sobre este Centro, disse que Portugal é “o país que melhores condições ofereceu” à EDA e, portanto, “é expectável” que a candidatura portuguesa “tenha sucesso” e seja possível instalar o Centro, em Sintra.

Segundo o CEMFA, a escolha da Base Aérea Nº 1 “tem uma razão de ser”, ou seja, “este tipo de Centros, normalmente, tem que estar o mais próximo possível das capitais dos países por questões logísticas”.

“Se tudo correr bem”, disse o general, a EDA estima que a capacidade inicial de operação (initial operational capability) do centro “acontecerá em 2021” e a capacidade final de operação (final operational capability) em 2022.

Para além do Ministro da Defesa, estiveram presentes no HOT BLADE 2018 o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Teixeira Rolo, o Chefe de Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, o Vice-Presidente da Comissão de Defesa Nacional, Miranda Calha, o Comandante Aéreo, Tenente-General Joaquim Borrego, o Comandante da BA11, Coronel Fernando Costa, o Coordenador do Exercício, Tenente-Coronel João Rosa e o Representante da Agência Europeia de Defesa, Brigadeiro-General Roland van Reybroeck. (Defesa)

22 de maio de 2018

Helicópteros NH90 alemães treinam em Beja

A Alemanha é um dos países participantes no exercício Hot Blade 2018, que se encontra a decorrer na Base Aérea N.º 11, em Beja.

Além dos militares, os alemães trouxeram consigo seis helicópteros NH90 que, até 23 de maio, vão sobre os céus portugueses, em especial na região interior Centro/Sul.

O destacamento germânico, comandado pelo Tenente-Coronel Schinkel e composto por mais de 100 militares, têm como objectivo o treino de missões conjuntas e combinadas. (FAP)

9 de junho de 2017

HELICÓPTEROS DA MARINHA VOAM MAIS DE 22 MIL HORAS EM 24 ANOS

Em 1993, quarenta e um anos após a extinção da Aviação Naval, a Marinha fez renascer a sua componente aérea com a criação da Esquadrilha de Helicópteros (EH) e a atribuição do helicóptero Super Lynx Mk95. Os vinte e cinco destacamentos gerados e prontos para embarcar a bordo das fragatas da Marinha saldam-se como um dos principais produtos finais da actividade diária desta esquadrilha.

O helicóptero Super Lynx Mk95, como elemento orgânico do navio, poderá ser empregue em missões tão variadas como a luta anti-submarina, anti-superfície, interdição marítima, transporte logístico e busca e salvamento.

Tendo um papel preponderante na participação em operações navais reais de grande relevo para Portugal, ou em exercícios nacionais e multinacionais, a Aviação Naval do século XXI fica ligada à história contemporânea da Marinha pelo seu emprego em diferentes cenários e em diferentes partes do globo, onde se destacam o Mar Mediterrâneo, o Adriático e o Báltico, a costa Oeste de África e o Golfo da Guiné, a Guiné Bissau, Timor-Leste e a costa da Somália.

Até à data os helicópteros da Marinha efectuaram um total de 22.385 horas de voo. (MGP)

2 de fevereiro de 2017

EH-101 Merlin passaram cinco dias em terra

Os 12 helicópteros EH-101 da Força Aérea, usados em missões de busca e salvamento de pessoas ao largo da costa portuguesa, estiveram todos parados durante cinco dias, na última semana. Ao Observador, a Força Aérea (FA) sublinha que a decisão foi toma “por prudência” e que nunca esteve em causa o socorro a vítimas em risco de vida.

Na quarta-feira, num teste de rotina a um dos helicópteros, “foi detectado um problema num dos motores”, explica o gabinete de relações públicas daquele ramo das Forças Armadas. Como não foi possível identificar a origem do “problema”, a Força Aérea contactou o fabricante — um procedimento normal para estas situações e que permite manter o registo das intervenções feitas nas máquinas. Nesse momento, “por prudência”, foi dada ordem para que todas as aeronaves permanecessem em terra.

“O componente causador do problema foi identificado pelo fabricante e, mais uma vez, em nome da segurança, foi decidida a sua substituição em todas as aeronaves, operação já concluída”, esclarece a Força Aérea. Essa operação decorreu entre quarta-feira e domingo da semana passada.

Durante esse período, nenhum dos helicópteros EH-101 operacionais levantou voo. Ainda assim, garante o gabinete de relações públicas, “durante este período, todas as missões foram realizadas”. A Força Aérea não explicou como.

Na última quinta-feira, logo no dia seguinte à decisão de manter os helicópteros em terra, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou quatro distritos em alerta amarelo devido à intensa chuva que se previa para os dias seguintes. Já no início dessa semana, a chuva e vento forte tinham levado ao accionar do mesmo nível de alerta.

Mas as respostas da Força Aérea às questões enviadas pelo Observador afastam qualquer possibilidade de perigo. “Se a utilização do EH-101 fosse imperiosa, pela existência de vidas em risco, esta seria sempre considerada”. Essa opção acabou por não ser necessária porque, segundo a Força Aérea, durante aqueles cinco dias não foi reportado qualquer pedido de resgate.

Os EH-101, ou Merlin, são regularmente accionados para resgatar pessoas envolvidas em acidentes com embarcações ao largo da costa portuguesa.

A Força Aérea tem ao seu dispor 12 aeronaves, das quais seis estão vocacionadas para este tipo de missão e apenas quatro estão prontas a voar em qualquer momento: dos oito helicópteros estacionados no Montijo há um operacional, dos três nos Açores podem voar dois e há ainda outro na Madeira. As restantes aeronaves realizam as missões de vigilância e fiscalização das águas nacionais, .
Os equipamentos começaram a chegar a Portugal em 2005 para substituir os míticos Puma e custaram entre 23 e 27 milhões de euros cada um. (Observador)

Força Aérea Portuguesa entra no combate aos incêndios

A Força Aérea vai passar a combater os incêndios florestais e a operar os meios aéreos que estão sob a alçada da Autoridade Nacional de Protecção Civil, avança hoje o Jornal de Notícias. O ministro da Agricultura, Capoulas santos, adiantou ao jornal que a proposta que esteve para consulta pública no âmbito da reforma das florestas reuniu consenso.

De acordo com Capoulas Santos, apesar de ser esta a orientação do Governo, o contrato que existe actualmente com a Everjets será cumprido até ao fim, ou seja, até ao início de 2019. Durante esse período, haverá oportunidade para preparar a transição apara a Força Aérea.

Com a extinção da Empresa de Meios Aéreos, em Outubro de 2014, a Autoridade Nacional de Protecção Civil ficou responsável pela gestão dos contratos de operação e manutenção dos meios aéreos próprios do Estado.

Em Fevereiro de 2015, a empresa Everjets ganhou o concurso público internacional de operação e manutenção dos helicópteros Kamov do Estado para quatro anos, num valor superior a 46 milhões de euros.

Anteriormente era a Heliportugal a empresa responsável. Durante o processo de transferência, verificou-se "uma série de não conformidades graves no estado das aeronaves", estando apenas operacionais, na altura, um dos seis helicópteros. (DN)

24 de janeiro de 2017

Curso da Fase Avançada em Helicópteros

A Esquadra 552 – “Zangões” terminou com sucesso, no dia 10 de Novembro de 2016, o Curso da Fase Avançada em Helicópteros (FAH 01/16), na Base Aérea N.º 11 (BA11), em Beja.

Constituído por quatro Pilotos em Adaptação, o FAH 01/16 é constituído pelas fases de Contacto Inicial, Contacto Avançado, Navegação Visual, Navegação por Instrumentos e Formação a duas aeronaves.

A Esquadra 552 continua firme na vanguarda da instrução, possibilitando um perpetuar da formação de Aviadores Militares em Helicópteros. (FAP)

7 de outubro de 2016

Tribunal de Contas autoriza adjudicação directa da manutenção dos helicópteros Lynx

O Governo recebeu `luz verde´ do Tribunal de Contas (TdC) para avançar com a adjudicação directa à Agusta Westland do contrato para a modernização dos helicópteros Lynx da Marinha, no montante de 69 milhões de euros até 2021.

Segundo o despacho do ministro da Defesa Nacional publicado em Fevereiro, a AgustaWestland foi a empresa escolhida por ser "a única entidade detentora dos direitos de propriedade intelectual e das competências técnicas exigidas" para o projecto.

A modernização de cinco helicópteros Lynx da Marinha, adquiridos em 1993, incluirá novos motores e a actualização dos sistemas electrónicos e equipamentos.

O despacho estabelece um "preço máximo" de 69 milhões de euros até 2021, dos quais oito milhões ainda em 2016. Segundo fonte do ministério da Defesa, os trabalhos começarão ainda este ano. (NM)

17 de abril de 2016

Helicópteros da Marinha vão ser modernizados

O Ministério da Defesa assinou um contrato com a Augusta Westland Limited (AWL) a fim de modernizar os helicópteros Lynx Mk95 da Marinha portuguesa, confirmou fonte da tutela ao Notícias ao Minuto.

A “actualização de equipamentos” terá um custo de 69 milhões de euros, de acordo com um despacho do ministro Azeredo Lopes datado de 18 de Fevereiro, e assegura “a aero navegabilidade continuada e permanente, sob pena destas aeronaves não poderem operar no espaço aéreo controlado europeu, a partir de 2018”.

Após autorização da tutela, o contrato celebrado por ajuste directo deverá ser submetido à provação do Tribunal de Contas.

No mesmo despacho, o ministro da Defesa justifica a não abertura de um concurso com o facto de a “Augusta Westland Limited (AWL) se a única entidade detentora dos direitos de propriedade intelectual e das competências técnicas exigidas para o estudo, desenvolvimento e implementação do conjunto de modificações inerentes à modernização destas aeronaves”. (NM)

18 de fevereiro de 2016

Pilotos da Força Aérea recebem instrução em aviões da Guerra do Ultramar

É em aeronaves do tempo da guerra colonial que a Força Aérea ainda forma os seus pilotos de helicópteros. E os que vão para os caças F-16 fazem o treino complementar na frota dos Alpha Jet, oferecidos em 1994 pela Alemanha a Portugal e agora com quase quatro décadas de vida.

Daí estarem já em curso estudos sobre a solução a implementar nos próximos três anos, soube o DN junto de fontes militares. As soluções possíveis - porque não há dinheiro para adquirir novos meios aéreos até 2018, mesmo em segunda mão - apontam para o recurso a empresas privadas ou o envio dos formandos para o estrangeiro, assumiram os oficiais envolvidos no processo e ouvidos na condição de não serem identificados.

O problema reside na impossibilidade de estender "para lá de 2018" o tempo de vida útil dos helicópteros ligeiros Alouette III - que são do tempo da guerra colonial - e dos Alpha Jet, alertou uma das fontes. "Em ambas as frotas, o apoio logístico ou deixou de existir ou é de tal maneira caro que não é comportável", assumiu o mesmo oficial.

Pior, "mesmo que houvesse mais dinheiro, teria de se pensar muito bem se seria possível aumentar a taxa de esforço [número de horas voadas anualmente] das duas frotas, para não apressar o fim de vida útil" dos Alouette e dos Alpha Jet (ambas as frotas sedeadas na base aérea de Beja), sintetizou outro responsável da Força Aérea.

O assunto foi abordado com o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, quando este realizou há poucas semanas a sua primeira visita à Força Aérea, confirmou ao DN o porta-voz do ramo. O coronel Rui Roque adiantou que, em 2015, os Alouette voaram 1300 horas (com um custo estimado de 1100 euros cada uma), enquanto os Alpha Jet operaram 600 horas (3300 euros).

Registe-se que dois dos seis helicópteros ligeiros - usados na instrução elementar e complementar dos respectivos pilotos - ainda estão em alerta permanente diário, para operações de busca e salvamento costeiro (até às cinco milhas, um em Ovar e o outro em Beja).

No caso dos seis dos 50 Alpha Jet recebidos por Portugal que ainda operam, tendo entrado ao serviço da Força Aérea alemã a partir de 1978, realizaram o último voo operacional com a Cruz de Cristo no final de 2005. Desde então servem unicamente para a instrução avançada dos aviadores destinados aos caças F-16.

Outro oficial envolvido nos trabalhos de pesquisa do mercado resumiu o problema de forma pragmática. "Há uma questão que temos sempre presente: com o orçamento que há, hoje em dia não é realista estar a pedir dinheiro para comprar tudo e mais alguma coisa... e se não é realista não é exequível!"

A procura de soluções alternativas ainda está numa fase embrionária", em que os responsáveis da Força Aérea - e da tutela, que aguarda o memorando do ramo com as várias hipóteses - procuram uma que seja "economicamente viável e sem estar a carregar o orçamento", precisou um oficial general.

"Temos de fazer uma análise custo/eficácia" sobre a melhor solução, que passa por saber "quantos pilotos precisamos de formar por ano e qual o seu custo versus outras opções", referiu esta fonte, apontando como exemplo o caso da formação dos pilotos aviadores destinados aos caças F-16: "No mercado de instrução internacional há opções em que os países não são donos dos aviões... há uma empresa que os tem e vende horas de voo. Numas Forças Aéreas é a própria empresa que opera e a única coisa que se paga são as horas e o pessoal, noutras os aviões são disponibilizados e é o ramo que os opera."

O caso dos helicópteros ligeiros é diferente: trata-se de uma capacidade conjunta que envolve a instrução de pilotagem e o cumprimento de missões operacionais e de interesse público tanto da Força Aérea como do Exército.

Quanto aos alunos actualmente em formação como pilotos aviadores, a Academia da Força Aérea tem 71 cadetes. Desse total, três são mulheres e 16 já estão no tirocínio (só dedicados ao voo), disse Rui Roque.  (DN)

17 de dezembro de 2015

Força Aérea garante mais disponibilidade dos helicópteros EH 101

A disponibilidade dos helicópteros EH 101, utilizados em missões de busca e salvamento, "ainda merece alguma preocupação" mas está "em vias de ser resolvida" de forma sustentada, garantiu esta quarta-feira o chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

José Pinheiro esteve hoje reunido durante três horas, à porta fechada, com os deputados da nova comissão parlamentar de Defesa Nacional, aos quais apresentou o ponto da situação do ramo e a realidade operacional da Força Aérea.

Questionado pela agência Lusa no final da audição, José Pinheiro afirmou que entre as dificuldades mais conhecidas do ramo mantém-se a necessidade de horas de treino para formar mais pilotos e mais pilotos comandantes.

"Uma Força Aérea para ser competente tem que voar, tem que treinar as suas pessoas, tem que treinar os pilotos e ter pilotos em qualidade e também alguma quantidade para conseguir absorver as contingências."

"A questão da disponibilidade dos EH101 ainda nos merece alguma preocupação mas está em vias de ser resolvida de forma sustentada. Temos vindo a melhorar, obviamente queremos sempre mais mas tenho expectativa que possa entretanto encontrar-se um mecanismo definitivo para que, com o contrato de manutenção dos motores, possa entrar na normalidade", declarou.

O CEMFA precisou que o que está previsto é "maior disponibilidade de helicópteros, logo maior disponibilidade de horas de voo, logo maior capacidade de resposta para treinar mais gente", visando ter uma "prontidão que permita voar mais".

Colmatada a falta de piloto-comandante no destacamento daquele ramo na Madeira, falta ainda garantir "a segunda tripulação nos Açores" o que acontecerá quando houver capacidade para qualificar mais dois comandantes, disse.

A saída de pilotos e a redução do número de comandantes da Força Aérea nos últimos anos afectou o destacamento em Porto Santo, que ficou, em 2014, sem o profissional que operava o helicóptero EH 101, "Merlin", utilizado nas missões de busca e salvamento.

Questionado sobre as expectativas quanto a um eventual reforço da capacidade de financiamento no Orçamento do Estado para 2016, José Pinheiro afirmou que o planeamento que apresentou aos deputados se baseia "no que existe e no que é previsível", sublinhando que a Força Aérea "precisava de um pouco mais". (Tvi)

27 de setembro de 2015

Curso de Formação Avançada em Helicópteros

De 21 a 25 de Setembro, a Esquadra 552 Zangões, que ministra o curso de Formação Avançada em Helicópteros, deu por concluída a formação de mais quatro pilotos de helicópteros, com a realização da última missão do curso: o Cross-Country.

A missão de Cross-Country engloba, a par do planeamento da rota, toda uma coordenação logística e burocrática próprias de uma missão que implique o sobrevoo e a aterragem em espaço aéreo estrangeiro.

Estes quatro militares estão agora prontos a qualificar-se operacionalmente nas esquadras 552 Zangões e 751Pumas. (FAP)

18 de agosto de 2015

Helicópteros Puma continuam sem comprador

Um concurso público e outro de venda por ajuste directo depois, o Estado português não encontrou quaisquer compradores para os ‘velhinhos’ helicópteros Puma, adquiridos por Portugal ainda nas décadas de 60 e 70 do século passado. 

De acordo com o Diário da República de ontem, o Ministério da Defesa Nacional cancelou o procedimento de "alienação a título oneroso de oito aeronaves SA-330 Puma e material sobressalente", lançado em Abril deste ano, uma vez que "não foi recebida nenhuma proposta até à data-limite de entrega". 

Segundo o despacho assinado pelo ministro Aguiar-Branco a 31 de Julho, estas "aeronaves não são necessárias às Forças Armadas". Os Puma operaram durante a guerra colonial e foram entretanto substituídos pelos EH 101 Merlin. Quatro dos oito aparelhos estão em bom estado de conservação e os restantes precisam de manutenção. Os custos de manutenção elevados estão na origem da decisão de venda. Ao CM, o Ministério da Defesa disse que vai agora avaliar se reabre novo concurso ou se lança propostas por convite. Fonte: C.M

16 de agosto de 2015

Formação Avançada em Helicópteros ministrado pela Esquadra 552 da Força Aérea Portuguesa.

Realizou-se, de 11 a 13 de Agosto, o curso de Formação Avançada em Helicópteros ministrado pela Esquadra 552 – Zangões da Força Aérea Portuguesa.

Numa formação tão exigente como a dos pilotos de helicópteros são necessários treinos em ambientes complexos, que reúnam condições onde são requeridas, aos pilotos e aos helicópteros, a aplicação de todas as suas capacidades.

Abrangida pelo plano curricular do curso existe a fase de voo de montanha. Uma fase que obriga tanto a utilização de conhecimentos profundos de orografia, aerografia e meteorologia, como uma plena compreensão do aproveitamento das potencialidades do helicóptero Alouette III.

No dia 13 de Agosto concluiu-se a fase do voo de montanha na Serra da Estrela, onde mecânicos e pilotos foram postos à prova no desenvolvimento das suas capacidades.

A conclusão com sucesso deste curso permite, aos pilotos em adaptação, continuarem a sua formação e ingressarem como pilotos operacionais nas esquadras 552 – Zangões – e 751 – Pumas. (FAP)

2 de agosto de 2015

Helicóptero militar russo cai durante festival aéreo

O helicóptero de ataque Mi-28N participava nesta exibição no âmbito de um concurso organizado pelo ministério da Defesa da Rússia, segundo os meios de comunicação social russos. Milhares de pessoas estavam a assistir.

"Um dos pilotos morreu, o outro encontra-se em condições satisfatórias", anunciou o ministério num comunicado.

A força aérea russa decidiu mandar aterrar todos os Mi-28 depois de ser divulgado que a queda poderia estar relacionada com o mau funcionamento do equipamento.

O ministério da Defesa indicou que o acidente terá sido causado por uma falha no sistema hidráulico, segundo informações do piloto sobrevivente que conseguiu se ejectar do aparelho.

Os Mi-28, de desenho soviético, são usados pela força aérea russa desde meados de 2000 e são exportados para vários países, incluindo o Iraque.

Nas últimas semanas ocorreram, pelo menos, seis acidentes com aviões e helicópteros militares russos. (JN)