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29 de outubro de 2014

Corveta da Marinha será recife artificial na Madeira

O Ministério da Defesa deu à Madeira a corveta da Marinha ‘NRP General Pereira d’Eça’. A ideia é fazer da embarcação, uma vez afundada, um recife artificial e um local privilegiado para a observação da vida marinha e simultaneamente um museu subaquático e pólo de atracção turística na área do mergulho amador.

A corveta, pertencente à classe João Coutinho e abatida ao efectivo dos navios da Armada Portuguesa a 2 de Julho, foi alienada a título gratuito.

A candidatura deste projecto foi formalizada pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais ao programa comunitário PROMAR -RAM /medida de protecção e desenvolvimento da fauna e flora subaquática, através do Parque Natural da Madeira.

O Governo Regional quer afundar a embarcação na costa sul da ilha, em local ainda não especificado, para atrair mergulhadores. Existem três locais possíveis que estão a ser estudados em conjunto com empresas de mergulho, grupos desportivos e associações.

Em Junho de 2013, o Governo Regional da Madeira pediu duas embarcações à Marinha portuguesa para posterior afundamento mas, até agora, só esta foi cedida. (SOL)

21 de setembro de 2013

Vai ao fundo o último navio do parque subaquático do Algarve

O navio oceanográfico "Almeida Carvalho", o último dos quatro navios da Marinha Portuguesa que integram o parque subaquático para mergulho ao largo de Portimão, está preparado para ser afundado este sábado. Há pontos para assistir de terra à operação, viagens de operadores turísticos e transmissão online.

“Está concluída a descontaminação, que decorreu ao longo de cerca de um ano, com a retirada de todas as substâncias nocivas e susceptíveis de contaminarem o meio marinho”, disse à Lusa Alberto Brás, o coordenador operacional do projecto Ocean Revival.

De acordo com aquele responsável, agora fazem-se os preparativos finais, “nomeadamente a colocação dos explosivos, preparativos esses muito bem planeados, pois não pode haver correrias para que nada falhe”.

“A menos de dois dias do afundamento foram colocados os explosivos em quase todos os locais do navio para que tudo corra conforme o planeado, à semelhança do que sucedeu com os anteriores três navios”, sublinhou Alberto Brás.

O navio oceanográfico "Almeida Carvalho" é o quarto e último navio da Marinha Portuguesa a integrar o “Ocean Revival”, parque subaquático para mergulho ao largo de Portimão, na costa algarvia.

Em 2012, foram afundados os primeiros navios, a corveta “Oliveira e Carmo” e o navio patrulha “Zambeze”, sucedendo-se em Junho passado a fragata "Hermenegildo Capelo" F481.

O projecto tem um custo global estimado em três milhões de euros e irá criar um recife artificial para dinamizar e explorar o turismo de mergulho no Algarve.

Segundo Alberto Brás, no parque subaquático já foram realizados cerca de 4.000 mergulhos, “o que demonstra bem a importância deste projecto”.

Construído no início da década de 60, nos Estados Unidos da América, o navio "Almeida Carvalho" foi lançado à água em 1964, mas um ano depois afundou-se ao ser atingido por um navio mercante e um guindaste flutuante, motivado pela passagem do tufão “Betsy”. Em 1969 e depois de ter sido resgatado ao fundo do mar, entrou ao serviço da Marinha norte-americana tendo sido baptizado com o nome de “Kellar”.

Adquirido por Portugal, foi incorporado no efectivo dos navios da Armada em Janeiro de 1972, ficando afecto ao Instituto Hidrográfico. O navio participou em diversos estudos científicos nas antigas colónias portuguesas em África, e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, sendo o detentor do maior número de missões quer no apoio à comunidade científica quer ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa.

Em Dezembro de 2002 passou ao estado de desarmamento com vista ao seu abate ao efectivo dos navios da Armada Portuguesa, e no sábado, pelas 13h, vai juntar-se à corveta Oliveira e Carmo e ao navio-patrulha Zambeze.

Os quatro navios foram cedidos a custo zero pela Marinha Portuguesa à Câmara de Portimão, que estabeleceu uma parceria com a empresa Submar, já que o promotor privado não podia receber os navios directamente da Marinha.

As embarcações ficam submersas a 30 metros de profundidade, assentes num banco de areia ao largo de Alvor, ficando a parte mais alta do navio a cerca de 15 metros da superfície, para não causar impedimentos à circulação marítima.

Ver o afundamento

Os melhores locais para assistir ao afundamento, informa a organização, será nas praias de Alvor ou Dois Irmãos. "A distância da praia ao navio é de aproximadamente de uma milha e meia em linha recta", sendo recomendada a utilização de binóculos. Outra forma de assistir será através das viagens para assistir ao evento que "diversos operadores turísticos locais irão promover". "Neste caso, estando numa embarcação, poderá assistir ao afundamento a meia milha do navio", referem.

O evento poderá também ser acompanhado online, através de um sinal vídeo em tempo real em http://www.ustream.tv/channel/oceanrevival.    (Público)

13 de junho de 2013

Fragata Hermenegildo Capelo, é afundada sábado em Portimão

Os trabalhos de descontaminação da fragata Hermenegildo Capelo, da Marinha Portuguesa, estão concluídos e o navio está em condições para ser afundado no sábado ao largo de Portimão, disse hoje à Lusa o promotor do projecto.

De acordo com o presidente da associação Submar, Luís Sá Couto, "os trabalhos de descontaminação e limpeza, que decorreram ao longo de sete meses, estão concluídos e já foram emitidas as licenças para que se proceda ao afundamento do navio".

A fragata Hermenegildo Capelo é o terceiro dos quatro navios da Marinha que vão integrar o "Ocean Revival", um parque subaquático para mergulho, na costa algarvia, depois dos afundamentos da corveta "Oliveira e Carmo" e do navio patrulha "Zambeze", em 2012. "Óleos, amianto e todas as substâncias nocivas e perigosas foram retiradas, restando apenas o casco e alguns materiais que não representam perigos de contaminação do meio marinho", observou Luís Sá Couto.(Visão)

29 de maio de 2013

Fragata “Hermenegildo Capelo” chega a Portimão

Chega a Portimão a Fragata “Hermenegildo Capelo”, penúltimo dos quatro antigos navios de guerra da Armada Portuguesa que integrarão o Parque Subaquático Ocean Revival.

A Fragata, que passou com distinção em todas as vistorias realizadas pelas autoridades competentes, tem 2.700 toneladas, 102 metros de comprimento e 12 de boca, e será alvo em Portimão dos últimos preparativos para o seu afundamento, marcado para 15 de Junho no parque Ocean Revival, situado ao largo da Praia de Alvor.

Neste polo de turismo subaquático já podem ser visitadas o Patrulha Oceânico “Zambeze” e a Corveta “Oliveira do Carmo”, submersos em Novembro passado, faltando ainda o Navio Oceanográfico “Almeida Carvalho”, que será afundado em Setembro próximo.

Os quatro navios desta frota, que marcaram a história da Marinha Portuguesa, funcionarão como recifes artificiais num fundo de areia, constituindo uma paragem obrigatória para o importante nicho do turismo de mergulho, com a previsão que ao longo dos primeiros dez anos sejam atraídos um total de 620 mil mergulhadores e suas famílias, o que poderá constituir um importante estímulo para a economia local.(Barlavento)

29 de outubro de 2012

Projecto pioneiro em Portugal afunda corveta Oliveira e Carmo e o patrulha Zambeze

A corveta Oliveira e Carmo e o patrulha Zambeze, antigos navios da Marinha Portuguesa, serão afundados amanhã dia 30 de outubro ao largo da Prainha em Portimão, no âmbito do projeto “Ocean Revival” que visa criar um pólo de atração para o turismo subaquático.


Este será o primeiro conjunto de navios de um total de quatro que integram o “Ocean Revival” um projeto pioneiro em Portugal ao nível subaquático que permitirá igualmente manter bem viva a memória dos navios e do seu contributo para a Marinha e para Portugal para as gerações atuais e vindouras.

No próximo ano estão previstos os afundamentos da fragata Comandante Hermenegildo Capelo e do navio oceanográfico Almeida Carvalho, como estruturas de recifes artificiais.

Os navios:

Ex-NRP Oliveira e Carmo

Com 1400 toneladas e 85 metros de comprimento o ex-NRP Oliveira e Carmo entrou ao serviço da Marinha em 05 de fevereiro de 1975 e foi abatido ao efetivo em 1 de novembro de 2007, durante este período o navio realizou várias missões nacionais e internacionais. A atribuição do nome Oliveira e Carmo constituiu uma homenagem da Marinha ao Segundo-Tenente Jorge Oliveira e Carmo morto em combate em 1961, quando comandava a Lancha "Vega", pelas forças da União Indiana que invadiram a Índia Portuguesa. Pelo seu ato heroico foi promovido a título póstumo ao posto de Capitão-Tenente e ainda hoje é recordado o seu feito.

Ex-NRP Zambeze

Foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 20 de Julho de 1972 e terminou a sua vida operacional em 2003. Durante os anos de 1972 e 1973 após um período de treino e adestramento da guarnição, realizou algumas missões nas Zonas Marítimas do Norte e do Sul. No dia 14 de Novembro de 1973 partiu com destino a Cabo Verde para uma Comissão no Ultramar. Entre 24 de Abril de 1974 e 10 de Maio de 1974 reforçou o dispositivo na Guiné-Bissau. Tendo regressado a Cabo Verde, continuou a desempenhar a sua missão até 25 de Fevereiro de 1975 altura em que regressou a Lisboa. De 1975 até ser abatido guarneceu o dispositivo naval do Continente e da Região Autónoma da Madeira. (MGP)

10 de fevereiro de 2012

Um último olhar a um navio que se vai afundar

Chega hoje ao cais de Portimão, pelas 17h30, a corveta Oliveira e Carmo, o primeiro de quatro navios da Marinha de Guerra Portuguesa para afundar e criar o parque subaquático Ocean Revival. Parceiro privado garante que autarquia “não gastará um cêntimo”.

A chegada do navio estava prevista para esta manhã, mas “imponderáveis de navegação”, atrasaram a rota em conformidade, só amanhã pelas 11h00, será apresentado o programa de trabalhos de limpeza e descontaminação com vista à imersão dos navios que integrarão o Parque Subaquático da Marinha de Guerra Portuguesa, a criar a cerca de 5,5 quilómetros da costa.

A Oliveira e Carmo foi lançada em 1975, justamente, na altura em que objetivo da sua construção, a presença naval nos mares das ex-colónias de Portugal tornava a sua missão sem sentido, com o fim da guerra colonial.

Isto porque é a peça inicial do Ocean Revival, um espaço que permitirá criar museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho, no âmbito de um protocolo assinado a 5 de Agosto de 2011 entre a Marinha e a Câmara de Portimão.

No “termo de transferência e de aceitação” ficou consignado que os cascos da fragata Hermenegildo Capelo, do navio-hidrográfico Almeida Carvalho, da corveta Oliveira e Carmo e do navio-patrulha Zambeze, já desativados e abatidos há algum tempo, serão afundados ao largo da Praia de Rocha, a cerca de três milhas da costa, em fundos de areia, com uma profundidade de cerca de 30 metros, em área já validada pelas autoridades ambientais.
Esta será devidamente assinalada e balizada para que os cascos dos navios afundados constituam roteiros subaquáticos, seguros e acessíveis a qualquer mergulhador desportivo, à semelhança dos que existem já em diversos países designadamente os EUA ou Reino Unido , adianta a Revista da Marinha.

A concretização do projeto levou à constituição da MUSUBMAR - Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, uma associação sem fins lucrativos, pela autarquia de Portimão e pela empresa Subnauta.

De acordo com a mesma fonte “serão convidadas a participar todas as coletividades do concelho ligadas à área do mergulho”.

Recife artificial único no mundo

O passo seguinte, a preparação para afundamento da primeira unidade que inicialmente seria o ex-Zambeze em Outubro do ano passado, vai agora iniciar-se com a corveta corveta Oliveira e Carmo, estando previsto o casco sofrer desmontagens e a retirada de quaisquer produtos contaminantes num dos estaleiros do porto de Portimão.

O autarca Manuel da Luz, considera que “o Ocean Revival faz todo o sentido”, justificando o projeto com a facto de o Mar ser “um recurso central de grande importância para o município”.

Outra das vantagens , além de criar um espaço museológico origina com potencial para o turism,o náuticol, é o reforço do ecossistema, “pois os navios a afundar funcionarão como recifes artificiais num fundo de areia, o que possibilitará o aumento da biodiversidade na zona”.

Parceiro privado garante que autarquia “não gastará um cêntimo”

Na assinatura do protocolo no verão do ano passado Luis Sá Couto, proprietário e administrador da firma Subnauta, parceira do município na MUSUBMAR garantiu que “a Câmara Municipal não gastará nem um cêntimo em todo este processo”.

Uma das fontes de rendimento seria a câmara hiperbárica cuja instalação está igualmente prevista no âmbito do projeto e é um equipamento fundamental para o tratamento dos acidentes de mergulho, ou das pessoas que inalaram gases, como o monóxido de carbono, entre outras valências terapêuticas.

O desenvolvimento do nicho do turismo de mergulho é outra das perspetivas, e pelas contas da Subnauta nos primeiros dez anos sejam atraídos 620.000 mergulhadores e respetivas famílias.

Segundo a Revista de Marinha o projeto Ocean Revival, desenrola-se há alguns anos, mas tardava em concretizar-se, “consequência das conhecidas burocracias e do receio em tomar decisões de muitos responsáveis administrativos e governamentais”.

Depois da última viagem até ao cais do porto de Portimão a corveta “Oliveira e Carmo”, rumará aos estaleiros, para ser preparada para o afundamento, depois de uma longa carreira que terminou em 1999, navegando a superfície do mar, em missões pacíficas. (O.A)