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18 de janeiro de 2018

Ministro da Defesa reavalia o uso da força nos paióis

O Ministro da Defesa Nacional anunciou esta terça-feira que o uso da força pelos militares encarregues da segurança dos paióis está em análise.

Durante a audição no Parlamento, José Azeredo Lopes disse que este assunto “está em discussão, ainda no interior da Defesa Nacional, por impulso do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas”.

Relativamente ao caso de Tancos, o Ministro da Defesa recusou a ideia de que ainda há aspectos desconhecidos para, de imediato, elencar que “já se sabe porque é que aconteceu, já se saber que há décadas que havia uma incúria que nos responsabiliza a todos relativamente a uma questão que dizia respeito a uma das funções primordiais das Forças Armadas”.

O Ministro da Defesa considerou que “hoje está documentalmente demonstrado da ausência de investimentos credíveis e sérios na questão da segurança dos paióis nacionais, pailoins e instalações militares”, cenário que, em seu entender, não se poderá repetir.

“Não podem faltar recursos financeiros para a segurança do material militar à guarda das Forças Armadas”, insistiu o responsável pela pasta da Defesa Nacional.

Azeredo Lopes sublinhou durante a audição que o Exército está prestes a concluir “o que era seu dever” e que o ramo “soube enfrentar um problema que não podia ser desconhecido para muita gente”. (Defesa)

10 de novembro de 2017

Paióis Nacionais de Tancos desactivados

Na sequência da decisão do Exército de desactivar os Paióis Nacionais de Tancos, realizou-se, de 2 a 31 de Outubro, o transporte de munições, explosivos e artifícios de fogo (MEAF) destes paióis para os do Campo Militar de Santa Margarida, de Marco do Grilo e de Alcochete. Foi utilizada capacidade sobrante existente nos referidos Paióis, continuando a gestão das MEAF a ser efectuada pelo Exército.

O transporte foi planeado e coordenado com a Guarda Nacional Republicana (GNR), Marinha e Força Aérea, sendo organizada, diariamente, uma coluna com os seguintes procedimentos: briefing aos condutores e chefes de viatura no Regimento de Transportes; início do deslocamento às 14h30, coordenado pelo Centro de Controlo de Movimentos, do Agrupamento constituído pela viatura de comando, plataformas de transporte de munições, plataformas de transporte do empilhador, Equipa de Manutenção Avançada, Equipa Sanitária, escolta da Polícia do Exército e da GNR.

No seu total, foram transferidos dos paióis de Tancos cerca de 1100 toneladas, tendo estado empenhados directamente na operação 51 militares. (Exército)

1 de novembro de 2017

Exército retira material de guerra de Tancos

O Exército português está a transferir o material de guerra que estava em Tancos para outros postos militares. A Operação Tróia começou no início deste mês e envolveu vários ramos das Forças Armadas, um programa mantido em segredo por razões de segurança.

O transporte de armamento de Tancos para Marco do Grilo ficou ao cuidado da Marinha, para Santa Margarida a cargo do Exército e para o Campo de Tiro de Alcochete, sob responsabilidade da Força Aérea.

No passado dia 18 deste mês, a Polícia Judiciária Militar informou queintercetou na região da Chamusca, distrito de Santarém, o material roubado da base de Tancos.

Em 29 de Junho, o Exército revelou a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Entre o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos estavam "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, segundo a informação divulgada pelo Exército.

O Chefe do Estado-Maior do Exército mandou instaurar três inquéritos, nomeadamente ao funcionamento do sistema de videovigilância, à intrusão nas instalações e à gestão de cargas.

O Exército decidiu encerrar os paióis nacionais de Tancos, optando por concentrar o material nas instalações de Santa Margarida e admitindo armazenar algum material nos paióis dos outros ramos, em caso de necessidade. (Sábado)

20 de julho de 2017

Exército cancela investimentos em Tancos e reforça em Santa Margarida

O Exército vai reforçar a segurança física dos paióis de Santa Margarida, Santarém, incluindo a renovação da rede periférica, controlo de acessos e video vigilância, e cancelou os investimentos previstos para Tancos, disse à Lusa o porta-voz.

O concurso para a reconstrução da vedação dos Paióis Nacionais de Tancos, no valor de 316 mil euros mais IVA, autorizado pelo ministro da Defesa em Junho, vai ser cancelado na sequência da decisão do Exército de encerrar aquelas estruturas, disse o porta-voz do ramo, tenente-coronel Vicente Pereira.

Aquela verba destinava-se à reconstrução da vedação este do perímetro dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT), já que a parte oeste já tinha sido renovada, disse.

O ministro da Defesa Nacional confirmou na quarta-feira que os Paióis de Tancos serão definitivamente encerrados pelas "dificuldades logísticas de garantir a segurança dos equipamentos".

Questionado pela Lusa, o Exército referiu que o transporte das cargas dos PNT para Santa Margarida, base onde está sediada a Brigada Mecanizada, vai "iniciar-se o mais brevemente possível".

Além de Santa Margarida, os paióis da Força Aérea e da Marinha poderão receber parte do material armazenado em Tancos.

A transferência do material para Santa Margarida implicará o reforço da segurança física, com a "substituição da rede periférica e a implementação do sistema SICAVE [sistema integrado de controlo de acessos e video vigilância].

Segundo Vicente Pereira, já foi reforçada a segurança destas instalações com mais militares para a vigilância e controlo dos paióis.

O Exército divulgou no passado dia 29 de Junho o furto de material de guerra dos paióis de Tancos, Vila Nova da Barquinha, Santarém, com um valor estimado em 34.400 euros.(DN)

7 de julho de 2017

Ministro da Defesa ouvido hoje no parlamento

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, vai responder hoje no parlamento sobre o furto de material de guerra nos Paióis Nacionais de Tancos, Santarém.

6 de julho de 2017

Chefe do Exército diz que houve erros graves em Tancos

O Chefe do Estado-Maior do Exército disse na comissão parlamentar de Defesa que houve desleixo e erros estruturais graves em Tancos. Rovisco Duarte chamou ao Exército todas as responsabilidades pelo roubo de material de guerra.

Em audição em comissão parlamentar de Defesa, na sequência de requerimento do PSD sobre o desaparecimento de material de guerra da base militar de Tancos, o Chefe do Estado-Maior do Exército afirmou que houve erros militares graves na base militar e que foram esses erros que levaram à exoneração de cinco comandantes das unidades estacionadas naquele local.

Apesar de audição ter decorrido à porta fechada, o jornalista da RTP Tiago Contreiras, no Parlamento, que foi tendo conhecimento do que foi dito da comissão, avançou que o general afirmou ainda que os meios humanos de patrulhamento existentes eram os adequados e os necessários.

Palavras, acrescentou Tiago Contreiras em directo no 360 da RTP 3, que foram lidas por muitos deputados como um ilibar de responsabilidades políticas do Governo e também do ministro da Defesa Azeredo Lopes.

No final da audição, o presidente da comissão de Defesa, Marco António Costa, do PSD, disse que todas as perguntas feitas pelos deputados tiveram resposta e agradeceu a "total franqueza e total liberdade de expressão" do general nas explicações que deu. E lamentou que tivesse saído informação sobre o que foi dito na comissão.

Os deputados pretendiam explicações de Rovisco Duarte sobre o furto de material de guerra de Tancos, na semana passada.

Entre o material desaparecido há granadas anti-carro, lança-rockets, munições de calibre 9mm e explosivos.

Por causa do assalto a Tancos, Rovisco Duarte anunciou a exoneração temporária dos cinco comandantes das unidades que estão ligados aos processos de averiguações.(RTP)