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31 de julho de 2015

Ministério da Defesa Nacional entrega instalações do Hospital Militar à Santa Casa da Misericórdia

Realizou-se ontem a cerimónia que assinalou a entrega da Cerca do Convento da Estrela e da Casa de Saúde da Família Militar (instalações que faziam parte do Hospital Militar) à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

Nesta cerimónia, presidida pelo ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, estiveram também presentes o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Pedro Santana Lopes, o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro, a Secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, os Chefes de Estado-Maior dos três ramos e inúmeras personalidades relacionadas quer com a Defesa Nacional, quer com a Santa Casa da Misericórdia.

Durante a sua intervenção, Pedro Santana Lopes destacou a enorme oportunidade que esta operação representa uma vez que vai permitir a minimização dos problemas conhecidos dos “sectores mais carenciados da população, muitas vezes completamente dependentes do apoio do próximo”.

Para o provedor da Santa Casa, é “prioritário dar à Grande Lisboa, mais respostas ao nível da saúde, onde existe uma enorme carência de cuidados continuados, paliativos e pediátricos”, sendo sua intenção, “potenciar” as referidas instalações “de forma a vocacioná-las para as actividades de saúde” e em “complementaridade com o serviço nacional de saúde”.

José Pedro Aguiar-Branco, por sua vez, referiu que esta passagem marca “um momento importante”, porque traduz, “no âmbito da Defesa Nacional, uma reforma estruturante, que foi desenvolvida ao longo destes quatro últimos anos”.

O ministro da defesa Nacional relembrou que a fusão dos hospitais das Forças Armadas era um objectivo que já vinha de longe mas que nunca tinha sido concretizado.

“Os objectivos eram óbvios: a racionalização dos recursos e dos meios” que “devem ser rentabilizados ao máximo” mas prestando também “um melhor serviço de cuidados médicos à família militar, aquela que é a primeira destinatária do hospital das forças armadas e também reforçar uma cultura de partilha e fazê-lo de uma forma conjunta”, frisou o responsável pela pasta da Defesa Nacional.

Esta operação, que salvaguarda a rentabilização e a utilização adequada do património do Estado é um “bom exemplo” da “actuação do interesse puro de serviço público”, e da qual todos os militares devem sentir-se “orgulhosos”.

A SCML pretende criar, nestas instalações, uma resposta social e de saúde adequada às necessidades actuais. Para o feito, está prevista a reabilitação de 15 mil metros quadrados tendo em conta as suas carências ao nível dos cuidados paliativos da medicina física de reabilitação, dos cuidados continuados integrados pediátricos, das pequenas cirurgias e de ambulatório. (Defesa)

28 de abril de 2014

COMEMORAÇÕES DO DIA DO HOSPITAL MILITAR REGIONAL Nº 1

No dia 22 de Abril de 2014, o Hospital Militar Regional Nº 1 (HMR1) comemorou o seu 152º aniversário. A cerimónia comemorativa foi presidida por S. Exª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo, tendo estado também presentes diversos Oficiais Generais, no ativo e na situação de reserva e reforma, antigos Directores, bem como outros militares e entidades civis convidadas para o evento.

O programa das cerimónias teve início com o Hastear da Bandeira Nacional, seguida pela Missa por Intenção dos Mortos do Serviço de Saúde e a Sessão Solene que decorreu no Salão Nobre do HMR1.

Após as alocuções de S. Exª o General Chefe do Estado-Maior do Exército e do Exmo Diretor do HMR1, Coronel Médico António Maria F. Alcoforado Côrte-Real, o Arqueólogo Joel Cleto proferiu uma conferência alusiva ao tema “O Cerco do Porto - Julho de 1832 a Agosto de 1833”.

Na sequência do programa da cerimónia, S. Exª o Chefe do Estado-Maior do Exército procedeu à assinatura do Livro de Honra do HMR1. (Exército)

31 de dezembro de 2013

Hospital militar da Estrela fechou em definitivo

O hospital militar da Estrela, em Lisboa, encerrou esta terça-feira em definitivo, após 177 anos a funcionar no local ao serviço do Exército, confirmou fonte oficial ao DN.

Termina assim o longo processo de criação do Hospital único das Forças Armadas (HFAR), discutido nas últimas décadas e que só acelerou em definitivo a partir de 2009, com a implementação dos Serviços de Utilização Comum (eliminando a duplicação de especialidades pelos hospitais de cada ramo).

A Estrela foi o último dos quatro hospitais militares (dois do Exército, um da Armada e outro da Força Aérea) a fechar, com a recém-concluída transferência dos serviços de Medicina Interna e de Psiquiatria (leia-se internamentos).

Dadas as lacunas do HFAR nessas duas áreas, foi necessário fazer protocolos com entidades externas.No caso da Medicina, com o Hospital da Cruz Vermelha (tutelada pelo Ministério da Defesa), para receber utentes quando o Lumiar não tiver camas disponíveis.

Quanto à Psiquiatria, o acordo foi celebrado com a Clínica de São José (em Telheiras, dirigida pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus) e vigorará enquanto não houver instalações e condições para internar esses utentes no HFAR, adiantou outra das fontes ouvidas pelo DN.

O HFAR foi instalado no Lumiar, onde funcionava o hospital da Força Aérea. O local está ser objecto de obras de reestruturação e alargamento para acolher as restantes estruturas da Saúde Militar (como a escola e os centros de medicina preventiva, aeronáutica e hiperbárica). (DN)

18 de agosto de 2012

Dois anos para a criação do hospital militar único

Os hospitais militares vão ser extintos. Será criada uma única entidade, que, no caso de Lisboa, ficará no Lumiar, onde é hoje o Hospital da Força Aérea. O Governo avança com a centralização da saúde militar, que terá de ficar concluída em dois anos.

Os vários ramos militares vão ficar com apenas um hospital centralizado. Esta quinta-feira é publicado em Diário da República o diploma que avança na fusão das unidades hospitalares, que darão origem a uma única entidade, com um pólo em Lisboa e outro no Porto.

O Hospital Militar Único ficará no Lumiar, onde é hoje o Hospital da Força Aérea. Com este diploma, "arranca em definitivo o processo de fusão que deverá estar concluído no prazo máximo de 24 meses", lê-se no Decreto-Lei.

O diploma cria o Hospital das Forças Armadas, que ficará na dependência directa do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, depois de concluído o processo de fusão. Até lá, a dependência directa é para com o ministro da Defesa, Aguiar-Branco.

O pólo de Lisboa resultará da fusão entre o Hospital da Marinha (perto do Campo de Santa Clara, em Lisboa), do Hospital Militar Principal (na Estrela), do Hospital Militar de Belém e do Hospital a Força Aérea (Lumiar). Estes hospitais serão, a partir de sexta-feira (data de entrada em vigor deste diploma) extintos.

Este pólo de Lisboa será dirigido por um director, coadjuvado por quatro elementos da direcção. O pessoal dos hospitais das várias armas transita provisoriamente para o pólo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas, ficando, durante esse período, na dependência funcional da direcção do pólo de Lisboa.

"Este processo de reestruturação hospitalar é um eixo essencial da política de saúde a desenvolver no âmbito militar", diz o Governo no diploma, dando um máximo de dois anos para se efectivar a fusão. Durante estes 24 meses, a direcção do pólo de Lisboa terá de nomear os chefes dos serviços hospitalares do Lumiar, planear e conduzir a transferência dos recursos humanos e materiais dos outros hospitais, fazer o levantamento das necessidades inerentes à fusão e estimar os custos envolvidos, elaborar as propostas de regulamentos e assegurar a direcção dos hospitais que serão extintos.(JN)

13 de outubro de 2011

Prioridade para Hospital Único é assegurar qualidade, dizem associações

As associações militares afirmaram hoje ser essencial que o futuro Hospital das Forças Armadas (HFA), que o ministro da Defesa anunciou que ficará no Lumiar, garanta serviços de saúde de qualidade, independentemente de qual seja a sua localização.

"Esta é mais uma decisão de extrema importância para os aspectos sociais em que as associações não tiveram nada a dizer sobre a matéria, contrariando o próprio espírito da lei, mas ultrapassando esse aspecto, que não é menor, cremos ver com bons olhos que se encontre uma solução, seja no Lumiar, seja onde for, mas de uma vez por todas se encontre uma solução para matéria tão sensível, porque a saúde militar não é um privilégio e tem de ser devidamente assegurada", disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS).

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, anunciou hoje no Parlamento que o HFA vai ficar localizado no Hospital do Lumiar, onde funciona actualmente o Hospital da Força Aérea, e que o processo de concentração deverá começar em 2012.

O sargento-chefe Lima Coelho considerou que "todos os militares" têm sido penalizados com o arrastamento deste processo - que gerou marcadas divergências entre os três ramos - e que "quem tem de sair completamente incólume de tudo isto são aqueles que têm a missão que têm, que é a missão militar".

"Quem perdeu até este momento foram todos os militares, porque esta reestruturação da saúde militar, atabalhoada como foi feita até aqui, não serve ninguém com certeza", concluiu.


Já o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), coronel Pereira Cracel, disse à Lusa que a escolha do local para o futuro Hospital Único "é uma decisão que cabe inteiramente ao poder político" e que "independentemente da localização do hospital" o importante "é que a saúde militar, e na vertente hospitalar, garanta aos militares a prestação de cuidados de saúde que sempre tiveram".

"Esta é uma hipótese entre outras que poderá ser interessante, desde que no Hospital da Força Aérea ou no Hospital Militar Principal, ou em qualquer outro local, se reúnam e consigam as condições para que a saúde dos militares seja uma prioridade", defendeu o presidente da AOFA.

A Lusa tentou contactar o presidente da Associação de Praças (AP), mas tal não foi possível até ao momento. (Público)

9 de outubro de 2010

MINISTRO DA DEFESA NACIONAL VISITA HOSPITAL MILITAR PRINCIPAL

No âmbito do quadro da reforma em curso na saúde militar, S. Exª o Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor Augusto Santos Silva, visitou no dia 8 de Outubro de 2010, o Hospital Militar Principal.

Com esta visita o Ministro da Defesa inteirou-se da situação de como se encontram a funcionar os primeiros serviços conjuntos, entre os três Ramos das Forças Armadas.

Terminada a visita decorreu uma Conferência de Imprensa.(Exército)

7 de outubro de 2009

175º Aniversário do Hospital Militar

O Hospital Militar Principal, comemorou no dia 6 de Outubro de 2009 o seu 175º Aniversário.

No âmbito das Comemorações destacou-se a Inauguração do Centro de Simulação Médica do Exército. O Centro de Simulação, inovador no Exército, para além de possibilitar o treino em ambiente hospitalar, tem também a possibilidade de preparar equipas médicas para ambientes de campanha (Pré-Hospitalar e Hospital de Campanha), constituindo um suporte essencial para o treino dos profissionais de saúde militares.

Estiveram presentes várias altas individualidades civis e militares, destacando-se S. Exª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Luís Pinto Ramalho, que presidiu às cerimónias. (Exército Português)