A Base Aérea n.º 5 (BA5), em Monte Real, está a concluir a fase de projecção logística e de forças para o destacamento que vai integrar o exercício Frisian Flag 2014, em solo holandês.
O destacamento, que vai incluir cinco aeronaves F-16M da Força Aérea Portuguesa, requer um apoio logístico de dimensão substancial. Para garantir a segurança e cumprimento total da missão, é necessário não descurar nenhum pormenor, ao nível dos recursos humanos e materiais.
Bem habituados a integrarem forças nos mais distintos cenários, os militares da BA5 cumprem esta missão de projecção com o habitual espírito de entrega e boa disposição resultante da sã camaradagem.
O material a transportar é carregado para uma aeronave C-130, da Esquadra 501 – “Bisontes”, que se encarrega de o fazer chegar em segurança ao destino do destacamento. (FAP)
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27 de março de 2014
11 de dezembro de 2012
Rações militares vêm de Espanha
Uma empresa das Caldas da Rainha exportou este ano um milhão de caixas com produtos de rações de combate para as forças militares e policiais angolanas e moçambicanas, mas lamenta não fornecer as Forças Armadas portuguesas, que estão a recorrer a uma empresa espanhola.
"Não há dificuldade de fazer o mesmo para as forças portuguesas, porque temos preços semelhantes e tecnologia e know--how actualizados, mas ignoro as razões de escolha da empresa de Espanha. Já fui fazer oferta ao serviço de aquisições do Exército e disseram que não necessitavam. Lamento, porque para além de ser produto nacional, gerava mais emprego e menos dependência internacional", diz Mário Loureiro, sócio gerente da Consercaldas. O cliente que recebe 95% da produção é o Ministério do Interior de Angola. É o resultado de uma longa prática de várias décadas, quando a Frami, empresa que originou Consercaldas, fazia rações para os teatros de guerra das ex-colónias. "Mantivemos os contactos e fomos consultados para assegurar os fornecimentos para o governo angolano", indica Mário Loureiro, major do Exército reformado. (C.M)
"Não há dificuldade de fazer o mesmo para as forças portuguesas, porque temos preços semelhantes e tecnologia e know--how actualizados, mas ignoro as razões de escolha da empresa de Espanha. Já fui fazer oferta ao serviço de aquisições do Exército e disseram que não necessitavam. Lamento, porque para além de ser produto nacional, gerava mais emprego e menos dependência internacional", diz Mário Loureiro, sócio gerente da Consercaldas. O cliente que recebe 95% da produção é o Ministério do Interior de Angola. É o resultado de uma longa prática de várias décadas, quando a Frami, empresa que originou Consercaldas, fazia rações para os teatros de guerra das ex-colónias. "Mantivemos os contactos e fomos consultados para assegurar os fornecimentos para o governo angolano", indica Mário Loureiro, major do Exército reformado. (C.M)
25 de outubro de 2012
F-16 com gestão Lean
A Força Aérea recebeu recentemente a visita das empresas Toyota e Mercatus com as quais foram trocadas experiências e discutidas as mais modernas técnicas de gestão, no que toca ao uso do Lean Management.
A Força Aérea tem vindo a aplicar técnicas Lean com muito sucesso na manutenção aeronáutica e na gestão da cadeia de abastecimento do F-16. Os principais resultados têm sido a redução dos tempos de imobilização de aeronaves na manutenção planeada e inopinada, bem como a diminuição dos custos associados à sustentação dos Sistemas de Armas.
A metolologia Lean é baseada no sistema de produção da Toyota, conhecido por TPS (Toyota Production System). A discussão sobre estas técnicas de gestão, entre a Força Aérea e estas empresas, foi profícua e permitiu partilhar conhecimentos e experiências.
Foi consenso de que o pensamento Lean é aplicável a qualquer processo, como filosofia de gestão na procura constante da eliminação de desperdícios e continua adição de valor.
A Toyota Caetano Portugal - Ovar - observou conceitos como o takt time (ritmo de produção - relação entre as necessidades de um cliente e capacidades de produção), que na sua linha de produção é medido em minutos ou segundos, na manutenção aeronáutica é medido em dias ou horas, mas semelhante no propósito.
Alguns dos conceitos em uso na manutenção da Força Aérea irão servir para os trabalhos em curso na manutenção da Toyota.
A empresa Mercatus, que está no início da sua jornada Lean, referiu que irá tentar aplicar os princípios de gestão logística observados, nomeadamente o sistema Kanban. "Saímos todos satisfeitos e mais motivados para o desafio que temos pela frente com a implementação Lean na nossa organização", referiram.
Num mundo global é importante partilhar o conhecimento e trocar experiências que possam contribuir para o necessário aumento da produtividade nacional.
Clique aqui para conhecer o projeto Lean implementado na Força Aérea. (FAP)
A Força Aérea tem vindo a aplicar técnicas Lean com muito sucesso na manutenção aeronáutica e na gestão da cadeia de abastecimento do F-16. Os principais resultados têm sido a redução dos tempos de imobilização de aeronaves na manutenção planeada e inopinada, bem como a diminuição dos custos associados à sustentação dos Sistemas de Armas.
A metolologia Lean é baseada no sistema de produção da Toyota, conhecido por TPS (Toyota Production System). A discussão sobre estas técnicas de gestão, entre a Força Aérea e estas empresas, foi profícua e permitiu partilhar conhecimentos e experiências.
Foi consenso de que o pensamento Lean é aplicável a qualquer processo, como filosofia de gestão na procura constante da eliminação de desperdícios e continua adição de valor.
A Toyota Caetano Portugal - Ovar - observou conceitos como o takt time (ritmo de produção - relação entre as necessidades de um cliente e capacidades de produção), que na sua linha de produção é medido em minutos ou segundos, na manutenção aeronáutica é medido em dias ou horas, mas semelhante no propósito.
Alguns dos conceitos em uso na manutenção da Força Aérea irão servir para os trabalhos em curso na manutenção da Toyota.
A empresa Mercatus, que está no início da sua jornada Lean, referiu que irá tentar aplicar os princípios de gestão logística observados, nomeadamente o sistema Kanban. "Saímos todos satisfeitos e mais motivados para o desafio que temos pela frente com a implementação Lean na nossa organização", referiram.
Num mundo global é importante partilhar o conhecimento e trocar experiências que possam contribuir para o necessário aumento da produtividade nacional.
Clique aqui para conhecer o projeto Lean implementado na Força Aérea. (FAP)
15 de outubro de 2012
Força Aérea recebe conferência NATO
A Força Aérea vai acolher, de 16 a 18 de outubro, nas suas instalações do Centro de Estudos Aeronáuticos, na Academia da Força Aérea, o NATO Air Logistics Board 2012. Este relevante encontro realiza-se anualmente num dos países membros da NATO, tendo a Força Aérea sido convidada pelo Allied Air Command Headquarter Izmir para receber o mesmo.
Este evento procura promover a discussão de diversos temas relacionados com a Logística da componente aérea no sentido de identificar soluções eficientes na utilização dos recursos dos países membros da NATO na execução de operações aéreas.
No evento deste ano serão debatidos os seguintes temas: a reestruturação em curso dos órgãos de comando da NATO e o seu impacto na logística, em particular no comando e controlo; a operacionalização do conceito Smart Defense na área logística; as lições identificadas em operações anteriores (nomeadamente na operação Unified Protector) e o seu impacto na logística; os desafios colocados à logística aérea pela NATO Response Force (NRF); a utilização de soluções multinacionais e a contratação como ferramentas essenciais na optimização de recursos.
O NATO Air Logistics Board 2012 será presidido pelo Deputy Chief of Staff Support do Allied Air Command Headquarters Izmir e participarão representantes das estruturas de Comando da NATO e dos seus países membros. (FAP)
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19 de maio de 2011
Comandante da Logística do Exército declarou hoje a sua apreensão perante a perspetiva da extinção da Manutenção Militar e das OGFE
O comandante da Logística do Exército declarou hoje a sua apreensão perante a perspetiva da extinção da Manutenção Militar e das Oficinas Gerais do Fardamento e Equipamento.
"O Comando da Logística não pode deixar de encarar com fundada apreensão a amplitude das transformações a efetuar, que, devido à sua complexidade, exigirão decisões oportunas e ajustadas, de forma a que o apoio ao Exército não seja minimamente comprometido em qualquer fase do processo".
Joaquim Monteiro falava na cerimónia que assinalou os dias do Comando de Logística e do Depósito Geral de Material do Exército, que decorreu hoje na presença do ministro da Defesa Nacional demissionário, Augusto Santos Silva, e do Chefe do Estado Maior do Exército, Pinto Ramalho, e que serviu para apresentação da nova Unidade Logística de Emergência, para atuação em caso de emergência ou catástrofe.
O comandante da Logística do Exército declarou-se convicto de que as soluções que forem encontradas com vista à redução e racionalização de custos não irão expor o Exército "à mercê das contingências comerciais e ao complexo regime contratual público, obrigando à assunção de actividades que, de todo, não fazem parte das suas competências e para as quais não está vocacionado".
No seu discurso, Augusto Santos Silva referiu a necessidade de uma "sensata e prudente" articulação entre o que pode ser internalizado e o que pode ser externalizado.
"Há capacidades que se dirigem ao essencial da missão militar e há serviços que se podem externalizar, porque não são essenciais à missão", disse, frisando que o que é essencial deve ser mantido na esfera militar, mas o que é "lateral" deve ser externalizado, um princípio que, disse, deve ser generalizado ao geral da Administração Pública.
Joaquim Monteiro referiu os "constrangimentos sérios" que o Exército apresenta em 2011 para o cumprimento dos contratos de adjudicação já firmados "e para os quais não possui fontes de financiamento alternativas", dadas as restrições impostas pela Lei da Execução Orçamental e pelo atraso na disponibilização dos saldos de 2010.
Augusto Santos Silva frisou a necessidade de se ligar a modernização à racionalização, num esforço de aproximação à "relação ótima em matéria de relação custo/benefício".
Defendeu ainda a aposta na criação de sinergias, pedindo a combinação de capacidade e meios para diferentes usos e a valorização do que é conjunto aos diferentes ramos das Forças Armadas, apontando como exemplos, nomeadamente, a saúde e o ensino.(Lusa)
"O Comando da Logística não pode deixar de encarar com fundada apreensão a amplitude das transformações a efetuar, que, devido à sua complexidade, exigirão decisões oportunas e ajustadas, de forma a que o apoio ao Exército não seja minimamente comprometido em qualquer fase do processo".
Joaquim Monteiro falava na cerimónia que assinalou os dias do Comando de Logística e do Depósito Geral de Material do Exército, que decorreu hoje na presença do ministro da Defesa Nacional demissionário, Augusto Santos Silva, e do Chefe do Estado Maior do Exército, Pinto Ramalho, e que serviu para apresentação da nova Unidade Logística de Emergência, para atuação em caso de emergência ou catástrofe.
O comandante da Logística do Exército declarou-se convicto de que as soluções que forem encontradas com vista à redução e racionalização de custos não irão expor o Exército "à mercê das contingências comerciais e ao complexo regime contratual público, obrigando à assunção de actividades que, de todo, não fazem parte das suas competências e para as quais não está vocacionado".
No seu discurso, Augusto Santos Silva referiu a necessidade de uma "sensata e prudente" articulação entre o que pode ser internalizado e o que pode ser externalizado.
"Há capacidades que se dirigem ao essencial da missão militar e há serviços que se podem externalizar, porque não são essenciais à missão", disse, frisando que o que é essencial deve ser mantido na esfera militar, mas o que é "lateral" deve ser externalizado, um princípio que, disse, deve ser generalizado ao geral da Administração Pública.
Joaquim Monteiro referiu os "constrangimentos sérios" que o Exército apresenta em 2011 para o cumprimento dos contratos de adjudicação já firmados "e para os quais não possui fontes de financiamento alternativas", dadas as restrições impostas pela Lei da Execução Orçamental e pelo atraso na disponibilização dos saldos de 2010.
Augusto Santos Silva frisou a necessidade de se ligar a modernização à racionalização, num esforço de aproximação à "relação ótima em matéria de relação custo/benefício".
Defendeu ainda a aposta na criação de sinergias, pedindo a combinação de capacidade e meios para diferentes usos e a valorização do que é conjunto aos diferentes ramos das Forças Armadas, apontando como exemplos, nomeadamente, a saúde e o ensino.(Lusa)
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23 de dezembro de 2010
Exército implementa medidas de contenção para 2011
Os comandantes dos quartéis do Exército vão deixar de participar nas cerimónias do Dia das outras unidades no próximo ano, acabando com os custos inerentes às suas deslocações pelo País.
Esta é uma das várias "medidas internas de contenção orçamental para 2011" aprovadas há dias pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Pinto Ramalho, a que o DN teve acesso.
No plano operacional, uma das grandes incógnitas reside no uso efectivo dos equipamentos, dado que as novas viaturas blindadas Pandur ou os carros de combate Leopard têm consumos de combustível e de manutenção superiores aos dos meios que vieram substituír.
A orientação do CEME aponta para a "implementação de critérios minimizadores de custos na cadeia logística", através do "recurso máximo às infra-estruturas e pessoal" do próprio ramo e a "planos de manutenção preventiva" para reduzir os "custos de manutenção pós-avaria".
O CEME vai concentrar também os exercícios dos diferentes escalões das grandes unidades e com os de aprontamento das forças a destacar para o exterior sob sua responsabilidade.
A política de contenção inclui também a "redução ao mínimo indispensável das deslocações em território nacional" dos militares do ramo, "que impliquem o abono de ajudas de custo e a utilização de transportes".
Ao nível do pessoal, "deverão ser eliminadas todas as nomeações que confiram o direito ao vencimento por posto superior", adianta o documento. Segundo fontes ouvidas pelo DN, esta medida está há meses em vigor para a grande maioria dos casos.
O CEME decidiu também renegociar "todos os contratos de leasing, manutenção e de assistência técnica existentes" no Exército, incluindo os relativos às comunicações móveis de todas as unidades, órgãos e estabelecimentos do ramo.
A contenção estende-se ao correio em papel ou fax, privilegiando-se os meios informáticos de correio electrónico e de requisição pela Net. (DN)
Esta é uma das várias "medidas internas de contenção orçamental para 2011" aprovadas há dias pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Pinto Ramalho, a que o DN teve acesso.
No plano operacional, uma das grandes incógnitas reside no uso efectivo dos equipamentos, dado que as novas viaturas blindadas Pandur ou os carros de combate Leopard têm consumos de combustível e de manutenção superiores aos dos meios que vieram substituír.
A orientação do CEME aponta para a "implementação de critérios minimizadores de custos na cadeia logística", através do "recurso máximo às infra-estruturas e pessoal" do próprio ramo e a "planos de manutenção preventiva" para reduzir os "custos de manutenção pós-avaria".
O CEME vai concentrar também os exercícios dos diferentes escalões das grandes unidades e com os de aprontamento das forças a destacar para o exterior sob sua responsabilidade.
A política de contenção inclui também a "redução ao mínimo indispensável das deslocações em território nacional" dos militares do ramo, "que impliquem o abono de ajudas de custo e a utilização de transportes".
Ao nível do pessoal, "deverão ser eliminadas todas as nomeações que confiram o direito ao vencimento por posto superior", adianta o documento. Segundo fontes ouvidas pelo DN, esta medida está há meses em vigor para a grande maioria dos casos.
O CEME decidiu também renegociar "todos os contratos de leasing, manutenção e de assistência técnica existentes" no Exército, incluindo os relativos às comunicações móveis de todas as unidades, órgãos e estabelecimentos do ramo.
A contenção estende-se ao correio em papel ou fax, privilegiando-se os meios informáticos de correio electrónico e de requisição pela Net. (DN)
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27 de maio de 2010
COMEMORAÇÕES DO DIA DO COMANDO DA LOGÍSTICA E DO DGME
Em 21 de Maio de 2010, teve lugar no Depósito Geral de Material do Exército (DGME), as cerimónias comemorativas do Dia do Comando da Logística (Cmd Log) e do DGME, presidindo ao evento Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Luís Pinto Ramalho.
As cerimónias iniciaram-se com o içar da Bandeira Nacional no Cmd Log (Edifício Ceuta) e no DGME, tendo-se seguido uma Missa na Capela desta Unidade.
Antes do inicio da cerimónia militar, foi prestada Guarda de Honra a S. Exa. o General CEME, e efectuada uma homenagem aos Militares Mortos em Defesa da Pátria.
Após o desfile das Forças em Parada, seguiu-se uma demonstração das capacidades e actividades logísticas do Exército em situações de calamidade/catástrofe. (Exército)
As cerimónias iniciaram-se com o içar da Bandeira Nacional no Cmd Log (Edifício Ceuta) e no DGME, tendo-se seguido uma Missa na Capela desta Unidade.
Antes do inicio da cerimónia militar, foi prestada Guarda de Honra a S. Exa. o General CEME, e efectuada uma homenagem aos Militares Mortos em Defesa da Pátria.
Após o desfile das Forças em Parada, seguiu-se uma demonstração das capacidades e actividades logísticas do Exército em situações de calamidade/catástrofe. (Exército)
1 de agosto de 2009
Brigada Mecanizada bloqueada a sul do Tejo
A Presidência da República recebeu informações sobre a situação de quase bloqueio, a sul do Tejo, em que se encontra a Brigada Mecanizada do Exército, soube ontem o DN.
A situação resulta da inexistência de pontes, num raio de 60 quilómetros, com capacidade para aguentar - ou ser atravessadas - os meios pesados que estão aquartelados em Santa Margarida, que será reforçada a partir de Setembro com 37 carros de combate Leopard 2A6 (ainda mais pesados, onde o Estado vai investir cerca de 52 milhões de euros).
Este campo militar tem três pontes sobre o Tejo a distâncias relativamente curtas: Constância (a mais próxima), Abrantes e Chamusca (ambas envelhecidas e a recuperar, a primeira integrada no IC9 e a segunda no IC3). Mas, quando a Brigada precisa de deslocar os meios pesados, tem de percorrer 60 quilómetros até à ponte Salgueiro Maia, em Santarém, para atravessar o rio. Tomando como referência as oficinas de manutenção do Exército no Entroncamento, os carros de combate M60A3 andariam cerca de 15 quilómetros através de uma ponte em Constância - em vez dos cerca de 120 a que são obrigados via Santarém, explicaram duas das fontes ao DN.
"Cerca de um terço da força operacional [correspondente a uma das três brigadas] do Exército está bloqueada a sul do Tejo", declarou um oficial do ramo.
O Exército, tanto na informação enviada no início do ano ao Palácio de Belém como num documento produzido no tempo do ex-ministro da Defesa Paulo Portas, sustentou, segundo fontes do ramo, que a melhor solução reside numa nova ponte em Constância - alternativa à actualmente existente, controlada por semáforos e onde se circula num único sentido de cada vez.
O presidente da Câmara Municipal de Constância, António Mendes (independente eleito pela CDU), alertou para a existência de outros nós por desatar sem uma nova ponte no concelho. Por um lado, as dificuldades de circulação que enfrentam os cerca de 4000 veículos que atravessam diariamente a antiga ponte rodoviária - limitada ao máximo de 10 toneladas e em risco de encerrar, apesar dos trabalhos ali realizados após a tragédia de Entre-os-Rios. Por outro, estão em causa os acessos ao chamado 1º CIRVER (unidade de tratamento de resíduos perigosos) no ecoparque da Chamusca, com inauguração prevista para Junho, e a outro a abrir meses depois.
"É um problema que o Governo tem em mãos. Não sei como vai ser resolvido", sublinhou o autarca, pois, com base nos estudos de impacto ambiental, "o CIRVER foi licenciado com base na construção de uma ponte sobre o Tejo em Constância (por ficar mais próxima daquele ecoparque) e para evitar a travessia de povoações". Sem ela, frisou, "terão de rever as acessibilidades".
Quanto ao Exército, os problemas não se restringem à mobilidade da Brigada Mecanizada. Com base em informações da autarquia de Constância, o ramo já antecipa os efeitos do fecho da ponte ferroviária que está junto à fábrica de celulose do Caima. "A maioria do pessoal de Santa Margarida é do norte. Tendo de vir pela ponte de Abrantes, são mais 40 quilómetros de viagem. Os que optarem pela da Chamusca, demoram mais de uma hora" do que agora precisam para ali chegar.(DN)
A situação resulta da inexistência de pontes, num raio de 60 quilómetros, com capacidade para aguentar - ou ser atravessadas - os meios pesados que estão aquartelados em Santa Margarida, que será reforçada a partir de Setembro com 37 carros de combate Leopard 2A6 (ainda mais pesados, onde o Estado vai investir cerca de 52 milhões de euros).
Este campo militar tem três pontes sobre o Tejo a distâncias relativamente curtas: Constância (a mais próxima), Abrantes e Chamusca (ambas envelhecidas e a recuperar, a primeira integrada no IC9 e a segunda no IC3). Mas, quando a Brigada precisa de deslocar os meios pesados, tem de percorrer 60 quilómetros até à ponte Salgueiro Maia, em Santarém, para atravessar o rio. Tomando como referência as oficinas de manutenção do Exército no Entroncamento, os carros de combate M60A3 andariam cerca de 15 quilómetros através de uma ponte em Constância - em vez dos cerca de 120 a que são obrigados via Santarém, explicaram duas das fontes ao DN.
"Cerca de um terço da força operacional [correspondente a uma das três brigadas] do Exército está bloqueada a sul do Tejo", declarou um oficial do ramo.
O Exército, tanto na informação enviada no início do ano ao Palácio de Belém como num documento produzido no tempo do ex-ministro da Defesa Paulo Portas, sustentou, segundo fontes do ramo, que a melhor solução reside numa nova ponte em Constância - alternativa à actualmente existente, controlada por semáforos e onde se circula num único sentido de cada vez.
O presidente da Câmara Municipal de Constância, António Mendes (independente eleito pela CDU), alertou para a existência de outros nós por desatar sem uma nova ponte no concelho. Por um lado, as dificuldades de circulação que enfrentam os cerca de 4000 veículos que atravessam diariamente a antiga ponte rodoviária - limitada ao máximo de 10 toneladas e em risco de encerrar, apesar dos trabalhos ali realizados após a tragédia de Entre-os-Rios. Por outro, estão em causa os acessos ao chamado 1º CIRVER (unidade de tratamento de resíduos perigosos) no ecoparque da Chamusca, com inauguração prevista para Junho, e a outro a abrir meses depois.
"É um problema que o Governo tem em mãos. Não sei como vai ser resolvido", sublinhou o autarca, pois, com base nos estudos de impacto ambiental, "o CIRVER foi licenciado com base na construção de uma ponte sobre o Tejo em Constância (por ficar mais próxima daquele ecoparque) e para evitar a travessia de povoações". Sem ela, frisou, "terão de rever as acessibilidades".
Quanto ao Exército, os problemas não se restringem à mobilidade da Brigada Mecanizada. Com base em informações da autarquia de Constância, o ramo já antecipa os efeitos do fecho da ponte ferroviária que está junto à fábrica de celulose do Caima. "A maioria do pessoal de Santa Margarida é do norte. Tendo de vir pela ponte de Abrantes, são mais 40 quilómetros de viagem. Os que optarem pela da Chamusca, demoram mais de uma hora" do que agora precisam para ali chegar.(DN)
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