Antigo chefe supremo das Forças Armadas britânicas, David Richards escreveu um livro em que tece rasgados elogios ao profissionalismo dos militares portugueses.
Numa autobiografia publicada recentemente no Reino Unido, o general David Richards - antigo chefe supremo das Forças Armadas britânicas - não poupa adjectivos nos elogios aos militares portugueses que operaram sob seu comando directo no Afeganistão. [Os portugueses foram] verdadeiros heróis, uma tropa excelente, corajosa e destemida, um exemplo a nível estratégico", lê-se no livro Taking Command publicado pela editora Headline.
Richards, de 63 anos, foi o comandante das forças da NATO no Afeganistão (Força Internacional de Assistência à Segurança, ISAF) em 2006 e 2007. Durante esse período, uma companhia de infantaria da Brigada de Reacção Rápida portuguesa esteve sob as ordens imediatas do general britânico. "Todos os generais em qualquer palco de guerra precisam de uma força de reserva, pronta para qualquer imprevisto. No início, a NATO não me deu ninguém. Até que por fim os bravos portugueses ofereceram esta companhia guarnecida por cerca de 150 comandos e para-quedistas", explicou David Richards em entrevista ao DN. (Fonte:DN)
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29 de junho de 2015
11 de dezembro de 2014
"Militares projectam mais Portugal além-fronteiras do que Figo e Ronaldo"
Na sua qualidade de chefe de Estado Maior do Exército entre 2003 e 2006 e de chefe de Estado-Maior das Forças Armadas até Fevereiro de 2011, Luís Valença Pinto ficará para a história como um dos generais que mais de perto acompanhou a participação portuguesa na Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF), destacada no Afeganistão sob comando da NATO. Chefiava o Exército quando, em 2005, morreu o primeiro militar português em combate desde 1975, o primeiro-sargento comando Roma Pereira, aos 33 anos.
Em entrevista ao Expresso, o general Valença Pinto, de 68 anos, reformado da vida militar mas muito activo nos meios universitários, como professor e investigador das Universidades Autónoma e Católica, recorda o trágico episódio e declara o seu "enorme orgulho" nos mais de três mil militares portugueses que estiveram ao serviço da ISAF.
Valença Pinto, que no ano passado, também em entrevista ao Expresso, criticou publicamente a actual política de Defesa, não foi convidado para estar presente na cerimónia realizada na semana passada em Lisboa, na qual se colocou um ponto final na participação portuguesa e lamentou que no próximo ano apenas estejam disponíveis 52 milhões de euros para o destacamento de forças nacionais além-fronteiras.
As tropas portuguesas foram por diversas vezes elogiadas pelos comandantes da ISAF. O General britânico, David Richards, foi um dos últimos a fazê-lo. Nas suas memórias, recentemente publicadas, descreve a companhia de comandos portugueses no teatro de operações em 2005 como "verdadeiros heróis" e "as minhas forças preferidas no Afeganistão". O que é que distinguiu os militares portugueses das outras forças?
Mais relevante do que o general David Richards ter incluído esse elogio às forças portuguesas no seu livro de memórias foi tê-lo feito, de viva voz, no parlamento britânico quando regressou do Afeganistão. Nesse dia, fez a sua apreciação dos contingentes dos vários países e quando chegou ao contingente português disse: "Esses eram os meus heróis". Isso está escrito nas atas da Casa dos Comuns.
O que nos distingue não são feitos extraordinários, mas antes um grande profissionalismo, competência e rigor. Um grande sentido de dever e uma grande postura nacional. Os militares portugueses estiveram no Afeganistão no entendimento muito claro de que estão ao serviço do interesse nacional. Além disso, as Forças Armadas portuguesas tinham, enquanto as chefiei, uma qualificação que em nada ficavam atrás de qualquer outra força armada no mundo.
Os 12 anos passados ao serviço da ISAF, onde estiveram mais de três mil militares portugueses, mudaram de alguma forma as nossas Forças Armadas? Há um antes e um depois do Afeganistão?
Penso que não. Normalmente foca-se a presença portuguesa no Afeganistão na nossa participação na Força de Reacção Rápida, guarnecida por comandos e paraquedistas, mas é injusto porque estiveram lá outras forças extraordinariamente importantes.
Pouca gente sabe que o primeiro contributo português para o Afeganistão foi um destacamento sanitário enviado em 2002, essencialmente preenchido por mulheres. Os ingleses instalaram um hospital militar mas não tinham corpo clínico feminino para poder ajudar as afegãs. Pediram a contribuição portuguesa e nós mandámos oito militares, médicas, enfermeiras e técnicas de saúde que foram muito bem-sucedidas.
Portugal esteve ainda, por diversas ocasiões, um C-130 da Força Aérea em transporte, cuja prestação ultrapassou tudo o que se podia esperar. Operaram em todos os aeródromos, incluindo alguns onde apenas os portugueses lá iam. Portugal enquadrou ainda, em larga medida, a retoma do aeroporto de Cabul, o KAIA, através de uma missão que dirigiu, operou e deu formação aos afegãos para que mais tarde pudessem ser eles a fazê-lo.
Os militares portugueses contribuíram ainda para a formação das forças afegãs.
Sem dúvida. Do contributo das OMLT [Operational Mentor ans Liaision Team] na formação de unidades das forças armadas afegãs, destaco a OMLT da divisão Cabul. A primeira grande unidade afegã a assumir a responsabilidade por uma parte do território, a capital Cabul, onde a tensão naquela altura era muito alta, foram treinados pelos portugueses. Ganhámos justo nome nestas OMLT porque fizemos tudo o que era necessário. Não fomos fazer o trabalho que competia aos afegãos, fomos ajuda-los, apoiando-os e corrigindo-os.
Chegámos lá com as nossas capacidades, mas sem dinheiro nos bolsos. Forças de outras nacionalidades que forneciam OMLT tinham muito dinheiro nos bolsos. E os afegãos ficavam felizes porque lhes davam secretárias, computadores e quadros didácticos. Nós não podíamos dar nada disso, mas demos know-how e confiança, que se revelaram fundamentais.
O Afeganistão foi um teatro particularmente exigente que permitiu-nos ver que estávamos no bom caminho, mas, no essencial, em nada mudou as nossas Forças Armadas.
Em 2005 o senhor era chefe de Estado-Maior do Exército. Que memória guarda da notícia da morte do primeiro-sargento comando Roma Pereira, em Novembro de 2005, e do soldado paraquedista Sérgio Pedrosa, em Novembro de 2007?
Fui informado da morte do primeiro-sargento Roma Pereira eram seis e pouco da manhã. Informei logo o Almirante Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas [Mendes Cabeçadas] que terá informado o ministro da Defesa [Luís Amado]. Recordo o sentimento doloroso da morte trágica de um jovem, consciente, ao mesmo tempo, de que essa era uma decorrência previsível daquela situação e algo inteiramente ligado à condição militar. O sargento Roma Pereira foi o primeiro militar português morto em combate desde 1975. Já o soldado Pedrosa morreu por via um acidente [de viação] que poderia ter ocorrido nas ruas de Lisboa, o que não deixaria de ser igualmente trágico porque se trata da perda de uma vida jovem.
Qual era, à partida, isto é com o envio de comandos e paraquedistas para cenários de combate no sul do Afeganistão, o número de baixas estimadas pelas Forças Armadas Portuguesas?
A estimativa de baixas em campanhas militares não é feita numa base pseudo-científica, mas numa base profundamente empírica, assente naquilo a que chamamos a história da campanha. Ora, não havia história daquela campanha pelo que nem sequer tínhamos uma base referencial empírica para poder estimar baixas.
É claro que os responsáveis políticos e militares admitiam que poderia haver baixas, mas felizmente tivemos um nível de baixas reduzidíssimo. Uma baixa é sempre uma baixa, mas a nossa resposta foi o treino e a qualificação das pessoas.
Sentiu em algum momento que os militares portugueses não estavam motivados a participar nesta missão, sobretudo depois das baixas registadas?
Não. Antes pelo contrário. A motivação estava quase ao rubro no sentido de honrar a memória dos camaradas que tinham caído. Eles estavam conscientes da missão, sabiam porque é que estavam ali. Perante aquela circunstância, entenderam que deveriam prosseguir a missão, se possível ainda com maior empenho para honrar a memória daqueles que lamentavelmente caíram.
Como é que se motivavam os militares para combater uma ameaça como o fundamentalismo islâmico as tantos milhares de quilómetros de casa? As forças destacadas recebem suplementos?
Se as pessoas que vão daqui para Bruxelas recebem porque é que um militar no Afeganistão não há de receber?
As compensações financeiras são determinantes? Sem estas o nível de entrega e motivação seria o mesmo?
As questões materiais não são insensíveis a nenhum de nós, excepto para São Francisco de Assis [ironia]. Mas é minha profunda convicção de que não era esse o factor motivador fundamental. Conhecendo o Afeganistão, tendo lá estado, ou mesmo não tendo lá estado, ouvindo os relatos daqueles que já lá tinham estado, duvido, verdadeiramente, de que o dinheiro seja um factor determinante. O espírito de servir o país e os portugueses era muito mais determinante.
Podíamos ter passado ao lado do Afeganistão?
Claro que não. Pelo menos de um ponto de vista político e estratégico. Era a maior aposta da NATO e Portugal tinha de lá estar. Além disso, há interesses nacionais directos. Como qualquer outro país ocidental tínhamos uma justa pretensão de combater a ameaça do terrorismo trans-nacional cuja fábrica estava no Afeganistão e nas montanhas do Paquistão, mais a leste.
Nos últimos 20 anos, nada contribuiu mais para a afirmação da soberania portuguesa do que as nossas três presidências da União Europeia [1992, 2000, 2007], a nossa eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas [2011-2012] e as diversas missões das forças nacionais destacadas. Nem mesmo o Figo e o Ronaldo projectam tanto a imagem de Portugal além-fronteiras. E ainda assim, no Orçamento do Estado do próximo ano continuamos a ter escassos 52 milhões de euros para a participação de militares portugueses em missões internacionais. (Fonte : Expresso)
Em entrevista ao Expresso, o general Valença Pinto, de 68 anos, reformado da vida militar mas muito activo nos meios universitários, como professor e investigador das Universidades Autónoma e Católica, recorda o trágico episódio e declara o seu "enorme orgulho" nos mais de três mil militares portugueses que estiveram ao serviço da ISAF.
Valença Pinto, que no ano passado, também em entrevista ao Expresso, criticou publicamente a actual política de Defesa, não foi convidado para estar presente na cerimónia realizada na semana passada em Lisboa, na qual se colocou um ponto final na participação portuguesa e lamentou que no próximo ano apenas estejam disponíveis 52 milhões de euros para o destacamento de forças nacionais além-fronteiras.
As tropas portuguesas foram por diversas vezes elogiadas pelos comandantes da ISAF. O General britânico, David Richards, foi um dos últimos a fazê-lo. Nas suas memórias, recentemente publicadas, descreve a companhia de comandos portugueses no teatro de operações em 2005 como "verdadeiros heróis" e "as minhas forças preferidas no Afeganistão". O que é que distinguiu os militares portugueses das outras forças?
Mais relevante do que o general David Richards ter incluído esse elogio às forças portuguesas no seu livro de memórias foi tê-lo feito, de viva voz, no parlamento britânico quando regressou do Afeganistão. Nesse dia, fez a sua apreciação dos contingentes dos vários países e quando chegou ao contingente português disse: "Esses eram os meus heróis". Isso está escrito nas atas da Casa dos Comuns.
O que nos distingue não são feitos extraordinários, mas antes um grande profissionalismo, competência e rigor. Um grande sentido de dever e uma grande postura nacional. Os militares portugueses estiveram no Afeganistão no entendimento muito claro de que estão ao serviço do interesse nacional. Além disso, as Forças Armadas portuguesas tinham, enquanto as chefiei, uma qualificação que em nada ficavam atrás de qualquer outra força armada no mundo.
Penso que não. Normalmente foca-se a presença portuguesa no Afeganistão na nossa participação na Força de Reacção Rápida, guarnecida por comandos e paraquedistas, mas é injusto porque estiveram lá outras forças extraordinariamente importantes.
Pouca gente sabe que o primeiro contributo português para o Afeganistão foi um destacamento sanitário enviado em 2002, essencialmente preenchido por mulheres. Os ingleses instalaram um hospital militar mas não tinham corpo clínico feminino para poder ajudar as afegãs. Pediram a contribuição portuguesa e nós mandámos oito militares, médicas, enfermeiras e técnicas de saúde que foram muito bem-sucedidas.
Portugal esteve ainda, por diversas ocasiões, um C-130 da Força Aérea em transporte, cuja prestação ultrapassou tudo o que se podia esperar. Operaram em todos os aeródromos, incluindo alguns onde apenas os portugueses lá iam. Portugal enquadrou ainda, em larga medida, a retoma do aeroporto de Cabul, o KAIA, através de uma missão que dirigiu, operou e deu formação aos afegãos para que mais tarde pudessem ser eles a fazê-lo.
Os militares portugueses contribuíram ainda para a formação das forças afegãs.
Sem dúvida. Do contributo das OMLT [Operational Mentor ans Liaision Team] na formação de unidades das forças armadas afegãs, destaco a OMLT da divisão Cabul. A primeira grande unidade afegã a assumir a responsabilidade por uma parte do território, a capital Cabul, onde a tensão naquela altura era muito alta, foram treinados pelos portugueses. Ganhámos justo nome nestas OMLT porque fizemos tudo o que era necessário. Não fomos fazer o trabalho que competia aos afegãos, fomos ajuda-los, apoiando-os e corrigindo-os.
Chegámos lá com as nossas capacidades, mas sem dinheiro nos bolsos. Forças de outras nacionalidades que forneciam OMLT tinham muito dinheiro nos bolsos. E os afegãos ficavam felizes porque lhes davam secretárias, computadores e quadros didácticos. Nós não podíamos dar nada disso, mas demos know-how e confiança, que se revelaram fundamentais.
O Afeganistão foi um teatro particularmente exigente que permitiu-nos ver que estávamos no bom caminho, mas, no essencial, em nada mudou as nossas Forças Armadas.
Fui informado da morte do primeiro-sargento Roma Pereira eram seis e pouco da manhã. Informei logo o Almirante Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas [Mendes Cabeçadas] que terá informado o ministro da Defesa [Luís Amado]. Recordo o sentimento doloroso da morte trágica de um jovem, consciente, ao mesmo tempo, de que essa era uma decorrência previsível daquela situação e algo inteiramente ligado à condição militar. O sargento Roma Pereira foi o primeiro militar português morto em combate desde 1975. Já o soldado Pedrosa morreu por via um acidente [de viação] que poderia ter ocorrido nas ruas de Lisboa, o que não deixaria de ser igualmente trágico porque se trata da perda de uma vida jovem.
Qual era, à partida, isto é com o envio de comandos e paraquedistas para cenários de combate no sul do Afeganistão, o número de baixas estimadas pelas Forças Armadas Portuguesas?
A estimativa de baixas em campanhas militares não é feita numa base pseudo-científica, mas numa base profundamente empírica, assente naquilo a que chamamos a história da campanha. Ora, não havia história daquela campanha pelo que nem sequer tínhamos uma base referencial empírica para poder estimar baixas.
É claro que os responsáveis políticos e militares admitiam que poderia haver baixas, mas felizmente tivemos um nível de baixas reduzidíssimo. Uma baixa é sempre uma baixa, mas a nossa resposta foi o treino e a qualificação das pessoas.
Não. Antes pelo contrário. A motivação estava quase ao rubro no sentido de honrar a memória dos camaradas que tinham caído. Eles estavam conscientes da missão, sabiam porque é que estavam ali. Perante aquela circunstância, entenderam que deveriam prosseguir a missão, se possível ainda com maior empenho para honrar a memória daqueles que lamentavelmente caíram.
Como é que se motivavam os militares para combater uma ameaça como o fundamentalismo islâmico as tantos milhares de quilómetros de casa? As forças destacadas recebem suplementos?
Se as pessoas que vão daqui para Bruxelas recebem porque é que um militar no Afeganistão não há de receber?
As questões materiais não são insensíveis a nenhum de nós, excepto para São Francisco de Assis [ironia]. Mas é minha profunda convicção de que não era esse o factor motivador fundamental. Conhecendo o Afeganistão, tendo lá estado, ou mesmo não tendo lá estado, ouvindo os relatos daqueles que já lá tinham estado, duvido, verdadeiramente, de que o dinheiro seja um factor determinante. O espírito de servir o país e os portugueses era muito mais determinante.
Podíamos ter passado ao lado do Afeganistão?
Claro que não. Pelo menos de um ponto de vista político e estratégico. Era a maior aposta da NATO e Portugal tinha de lá estar. Além disso, há interesses nacionais directos. Como qualquer outro país ocidental tínhamos uma justa pretensão de combater a ameaça do terrorismo trans-nacional cuja fábrica estava no Afeganistão e nas montanhas do Paquistão, mais a leste.
Nos últimos 20 anos, nada contribuiu mais para a afirmação da soberania portuguesa do que as nossas três presidências da União Europeia [1992, 2000, 2007], a nossa eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas [2011-2012] e as diversas missões das forças nacionais destacadas. Nem mesmo o Figo e o Ronaldo projectam tanto a imagem de Portugal além-fronteiras. E ainda assim, no Orçamento do Estado do próximo ano continuamos a ter escassos 52 milhões de euros para a participação de militares portugueses em missões internacionais. (Fonte : Expresso)
13 de novembro de 2014
Chegam ao fim 12 anos de presença portuguesa no Afeganistão
Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o país esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares, numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.
Portugal deixa, esta quarta-feira, o Afeganistão, após 12 anos de missão que movimentou 3.100 militares dos três ramos das forças armadas.
Tudo começou em 2002, quando Portugal iniciou a sua participação na ISAF, a Força Internacional de Assistência para Segurança, com militares e um c-130. Era o início de uma época que viria a marcar as forças armadas portuguesas, na qual a Força Aérea esteve desde o primeiro dia, como destaca, em entrevista à Renascença, o porta-voz do ramo, tenente-coronel Rui Roque.
"A primeira projecção de capacidades revestiu-se da integração de pessoal especializado numa equipa médico-sanitária dos três ramos das forças armadas e também do destacamento de uma aeronave de transporte C-130. A projecção de qualquer uma destas capacidades viria a ter várias repetições ao longo destes 12 anos de contributo da Força Aérea Portuguesa para a Força Internacional de Estabilização e Assistência da NATO", diz Rui Roque.
Pelo Afeganistão passaram, só da Força Aérea, 700 militares. O treino foi contínuo, a logística volumosa e a prontidão máxima foi exigida.
Três anos depois, Portugal foi chamado a liderar o grupo de comando do aeroporto de Cabul e, mais uma vez, mostrou-se disponível. "É de realçar a responsabilidade nacional pelo comando do aeroporto internacional de Cabul ,que se verificou em 2005, por um período de cerca de quatro meses, comando esse liderado pela Força Aérea. Nesse mesmo ano, foi colocado no terreno a primeira equipa de controladores aéreos avançados da Força Aérea, equipas muito especializadas que deram um contributo muito importante, fundamental para o sucesso de um elevado número de missões de apoio aéreo próximo às tropas no terreno", conta o porta-voz da Força Aérea.
As condições do país nunca foram fáceis, mas o calor e as diferenças culturais foram sendo ultrapassados. A missão foi cumprida e o rigor e empenho elogiados.
Ainda em 2005, avançava para o terreno uma força de reacção rápida, formada por uma companhia do Exército, que esteve três anos naquele teatro de guerra. Foram os primeiros a entrar em acção no conflito directo, e portanto com maior risco.
A contribuição portuguesa volta a mudar de forma em 2008, com a OMLT, uma equipa operacional e de ligação, e depois com destacamento de um c-130 para transporte aéreo no território.
No ano seguinte, entra em acção uma divisão para assessorar as forças armadas afegãs e uma aeronave de transporte em apoio ao processo eleitoral naquele país.
Já em 2010, Portugal volta a colocar no terreno uma força de reacção rápida e no final do ano é projectado um grupo e instrutores da Marinha, Força Aérea e Exército para ajudar na fase de transição. Passam a estar no terreno 192 militares, fora a OMLT de Kabul, as pessoas destacadas nos quartéis generais e o piloto de f-16.
A partir de 2011, equipas da Marinha, Exército, Força Aérea e GNR passam a estar envolvidas na formação e treino das forças armadas e da polícia do Afeganistão. Foi assim até agora e o balanço é positivo, considera Rui Roque.
"A participação nacional e a participação da Força Aérea não tiveram só a vertente de combate, mas, fundamentalmente, a vertente de apoio às populações, que é sempre algo que nos enriquece como pessoas. Teve também a capacidade de transmitir aos nossos camaradas afegãos no terreno a possibilidade de poderem gerir e formar as suas próprias capacidades e valências em termos formativos e, depois, há todo um manancial de recordações de tudo aquilo que acontece neste tipo de situações muito específicas, que serve para enriquecer as experiências pessoais e institucionais de quem passou por este teatro de operações", relata.
Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o Afeganistão esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.
Chega ao fim uma época na história das forças armadas portuguesas que deixou marcas nos mais de 3 mil militares que por ali passaram, umas mais dolorosas que outras. (RR)
Portugal deixa, esta quarta-feira, o Afeganistão, após 12 anos de missão que movimentou 3.100 militares dos três ramos das forças armadas.
Tudo começou em 2002, quando Portugal iniciou a sua participação na ISAF, a Força Internacional de Assistência para Segurança, com militares e um c-130. Era o início de uma época que viria a marcar as forças armadas portuguesas, na qual a Força Aérea esteve desde o primeiro dia, como destaca, em entrevista à Renascença, o porta-voz do ramo, tenente-coronel Rui Roque.
"A primeira projecção de capacidades revestiu-se da integração de pessoal especializado numa equipa médico-sanitária dos três ramos das forças armadas e também do destacamento de uma aeronave de transporte C-130. A projecção de qualquer uma destas capacidades viria a ter várias repetições ao longo destes 12 anos de contributo da Força Aérea Portuguesa para a Força Internacional de Estabilização e Assistência da NATO", diz Rui Roque.
Pelo Afeganistão passaram, só da Força Aérea, 700 militares. O treino foi contínuo, a logística volumosa e a prontidão máxima foi exigida.
Três anos depois, Portugal foi chamado a liderar o grupo de comando do aeroporto de Cabul e, mais uma vez, mostrou-se disponível. "É de realçar a responsabilidade nacional pelo comando do aeroporto internacional de Cabul ,que se verificou em 2005, por um período de cerca de quatro meses, comando esse liderado pela Força Aérea. Nesse mesmo ano, foi colocado no terreno a primeira equipa de controladores aéreos avançados da Força Aérea, equipas muito especializadas que deram um contributo muito importante, fundamental para o sucesso de um elevado número de missões de apoio aéreo próximo às tropas no terreno", conta o porta-voz da Força Aérea.
As condições do país nunca foram fáceis, mas o calor e as diferenças culturais foram sendo ultrapassados. A missão foi cumprida e o rigor e empenho elogiados.
Ainda em 2005, avançava para o terreno uma força de reacção rápida, formada por uma companhia do Exército, que esteve três anos naquele teatro de guerra. Foram os primeiros a entrar em acção no conflito directo, e portanto com maior risco.
A contribuição portuguesa volta a mudar de forma em 2008, com a OMLT, uma equipa operacional e de ligação, e depois com destacamento de um c-130 para transporte aéreo no território.
No ano seguinte, entra em acção uma divisão para assessorar as forças armadas afegãs e uma aeronave de transporte em apoio ao processo eleitoral naquele país.
Já em 2010, Portugal volta a colocar no terreno uma força de reacção rápida e no final do ano é projectado um grupo e instrutores da Marinha, Força Aérea e Exército para ajudar na fase de transição. Passam a estar no terreno 192 militares, fora a OMLT de Kabul, as pessoas destacadas nos quartéis generais e o piloto de f-16.
A partir de 2011, equipas da Marinha, Exército, Força Aérea e GNR passam a estar envolvidas na formação e treino das forças armadas e da polícia do Afeganistão. Foi assim até agora e o balanço é positivo, considera Rui Roque.
"A participação nacional e a participação da Força Aérea não tiveram só a vertente de combate, mas, fundamentalmente, a vertente de apoio às populações, que é sempre algo que nos enriquece como pessoas. Teve também a capacidade de transmitir aos nossos camaradas afegãos no terreno a possibilidade de poderem gerir e formar as suas próprias capacidades e valências em termos formativos e, depois, há todo um manancial de recordações de tudo aquilo que acontece neste tipo de situações muito específicas, que serve para enriquecer as experiências pessoais e institucionais de quem passou por este teatro de operações", relata.
Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o Afeganistão esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.
Chega ao fim uma época na história das forças armadas portuguesas que deixou marcas nos mais de 3 mil militares que por ali passaram, umas mais dolorosas que outras. (RR)
5 de novembro de 2014
MILITARES PORTUGUESES ELOGIADOS POR COMANDANTE DA ISAF
O Comandante do 8º Contingente Nacional da International Security Assistance Force (ISAF), Coronel Nuno Marques Cardoso, foi recebido pelo Comandante da ISAF, General John F. Campbell (USA Army), no passado dia 03 de Novembro, no quartel-general da missão em Cabul.
O General Campbell agradeceu o esforço dos militares portugueses dos três Ramos das Forças Armadas que, durante 12 anos, executaram as missões ao serviço da ISAF, em prol do aumento da segurança, do desenvolvimento e da estabilidade no Afeganistão. Relembrou ainda os dois militares portugueses que perderam a vida neste Teatro de Operações e teceu rasgados elogios à dedicação e profissionalismo dos militares lusos.
No final do encontro, o Comandante da ISAF assinou o Livro de Honra do Contingente Nacional, colocando uma referência elogiosa à participação Portuguesa no Afeganistão. (EMGFA)
O General Campbell agradeceu o esforço dos militares portugueses dos três Ramos das Forças Armadas que, durante 12 anos, executaram as missões ao serviço da ISAF, em prol do aumento da segurança, do desenvolvimento e da estabilidade no Afeganistão. Relembrou ainda os dois militares portugueses que perderam a vida neste Teatro de Operações e teceu rasgados elogios à dedicação e profissionalismo dos militares lusos.
No final do encontro, o Comandante da ISAF assinou o Livro de Honra do Contingente Nacional, colocando uma referência elogiosa à participação Portuguesa no Afeganistão. (EMGFA)
4 de novembro de 2014
Militares portugueses do 8º Contingente Nacional condecorados pela NATO em Cabul
Realizou-se no passado dia 30 de Outubro, no aquartelamento de KAIA, a cerimónia de imposição de medalhas NATO aos militares portugueses do 8º Contingente Nacional (CN) do International Security Assistance Force (ISAF).
No decorrer desta cerimónia foi realizada uma homenagem pública aos dois militares portugueses que perderam a vida neste teatro de operações: o 1º Sargento "Comando" João Paulo Roma Pereira (18 Novembro de 2005) e o soldado Para-quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa (24 de Novembro de 2007).
Durante as breves palavras que dirigiu aos presentes, o comandante do 8º CN ISAF, Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso, resumiu as actividades sob a responsabilidade do 8º CN ISAF e enalteceu o excelente relacionamento que tem vindo a ser estabelecido com os elementos assessorados da 111ª Divisão e do Comando da ISAF.
O Tenente-general Qadam Shah, também usou da palavra e aquando da sua intervenção optou por exaltar todo o trabalho realizado pelos militares portugueses durante os últimos quatro anos.
A entrega das condecorações foi iniciada pelos condecorados com a medalha D. Afonso Henriques, Patrono do Exército Português, dois militares da 111ª divisão de Cabul, o Chefe de Estado-Maior, Brigadeiro-general Ali Jan Sarwari e o Chefe da Repartição de Operações, Coronel Saifi. (Defesa)
No decorrer desta cerimónia foi realizada uma homenagem pública aos dois militares portugueses que perderam a vida neste teatro de operações: o 1º Sargento "Comando" João Paulo Roma Pereira (18 Novembro de 2005) e o soldado Para-quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa (24 de Novembro de 2007).
Durante as breves palavras que dirigiu aos presentes, o comandante do 8º CN ISAF, Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso, resumiu as actividades sob a responsabilidade do 8º CN ISAF e enalteceu o excelente relacionamento que tem vindo a ser estabelecido com os elementos assessorados da 111ª Divisão e do Comando da ISAF.
O Tenente-general Qadam Shah, também usou da palavra e aquando da sua intervenção optou por exaltar todo o trabalho realizado pelos militares portugueses durante os últimos quatro anos.
A entrega das condecorações foi iniciada pelos condecorados com a medalha D. Afonso Henriques, Patrono do Exército Português, dois militares da 111ª divisão de Cabul, o Chefe de Estado-Maior, Brigadeiro-general Ali Jan Sarwari e o Chefe da Repartição de Operações, Coronel Saifi. (Defesa)
2 de julho de 2014
VISITA DO 2º COMANDANTE DA ISAF AO CONTINGENTE NACIONAL
A recepção teve lugar na casa de Portugal, onde estiveram presentes todos os militares do 8º Contingente Nacional.
O Comandante do Contingente português, Coronel Marques Cardoso após dar as boas vindas ao Major-General António Satta, proferiu uma alocução durante a qual apresentou a missão e as várias capacidades que constituem o 8ºCN.
O Major-General Satta agradeceu o empenho e o profissionalismo dos vários contingentes portugueses que passaram pelo teatro de operações do Afeganistão e enalteceu o esforço e o sacrifício, evidenciados nos excelentes resultados obtidos pelos militares portugueses, resultados esses reconhecidos pelas outras forças internacionais e, em particular, pelas autoridades afegãs. Durante a sua intervenção relembrou os dois militares portugueses falecidos neste teatro de operações: o 1º Sargento "Cmd" Roma Pereira e o Soldado-Paraquedista Sérgio Pedrosa, tendo incentivado o 8ºCN, a continuar a cumprir a sua missão em prol da segurança do povo afegão.(EMGFA)
1 de maio de 2014
AFEGANISTÃO – ROTAÇÃO CONTINGENTE PORTUGUÊS
O 8º Contingente Nacional que vai render a Força Portuguesa no Afeganistão (NATO - ISAF - International Security Assistance Force), parte do Aeródromo de Trânsito N.º1 (Figo Maduro), na próxima sexta-feira, dia 02 de Maio, pelas 21h05 (locais), a bordo de uma aeronave civil, com destino a Cabul, capital do Afeganistão.
Com a partida destes 48 militares, efectua-se a rotação dos efectivos que actualmente constituem a Força Nacional Destacada (FND) no Teatro de Operações do Afeganistão.
O Contingente Nacional é comandado pelo Coronel de Infantaria Nuno Marques Cardoso. (Emgfa)
Com a partida destes 48 militares, efectua-se a rotação dos efectivos que actualmente constituem a Força Nacional Destacada (FND) no Teatro de Operações do Afeganistão.
O Contingente Nacional é comandado pelo Coronel de Infantaria Nuno Marques Cardoso. (Emgfa)
18 de abril de 2014
Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional valoriza Forças Nacionais Destacadas
“O Ministério da Defesa Nacional dá uma grande importância às Forças Nacionais Destacadas, para as quais é preciso providenciar condições orçamentais, apesar das grandes restrições. Aos que vão cumprir mais uma missão em nome de Portugal, vão levar a nossa Bandeira e honrá-la, fica o compromisso de que nada do essencial vos faltará”, disse Berta Cabral, desejando “bom trabalho, boa missão e o melhor regresso, na certeza de que quem fica na retaguarda também pugnará para que a missão seja um êxito”.
As palavras de “estímulo, apreço e confiança” foram dirigidas por Berta Cabral ao 8.º Contingente Nacional, esta quarta-feira, durante a visita que realizou ao Polígono de Tancos, onde decorre o Exercício Kabul 141, acompanhada pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Jerónimo.
O 8.º Contingente Nacional da International Security Assistance Force (ISAF) da OTAN é composto por 55 homens da Brigada de Reacção Rápida do Exército, comandados pelo Coronel Nuno Cardoso, e partirá no próximo mês para o Afeganistão, a fim de assessorar a 111.ª Divisão de Cabul, que integra cerca de 9 mil homens e é responsável pela segurança da capital afegã.
Numa altura em que as forças da ISAF vão sendo reduzidas, o contingente português continuará também a assegurar treino e apoio à Escola de Aeronáutica Militar das Forças Armadas afegãs (ANA). (Defesa)
As palavras de “estímulo, apreço e confiança” foram dirigidas por Berta Cabral ao 8.º Contingente Nacional, esta quarta-feira, durante a visita que realizou ao Polígono de Tancos, onde decorre o Exercício Kabul 141, acompanhada pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Jerónimo.
O 8.º Contingente Nacional da International Security Assistance Force (ISAF) da OTAN é composto por 55 homens da Brigada de Reacção Rápida do Exército, comandados pelo Coronel Nuno Cardoso, e partirá no próximo mês para o Afeganistão, a fim de assessorar a 111.ª Divisão de Cabul, que integra cerca de 9 mil homens e é responsável pela segurança da capital afegã.
Numa altura em que as forças da ISAF vão sendo reduzidas, o contingente português continuará também a assegurar treino e apoio à Escola de Aeronáutica Militar das Forças Armadas afegãs (ANA). (Defesa)
5 de fevereiro de 2014
INÍCIO DA "ERA DIGITAL" NA 111TH CAPITAL DIVISION (KCD)
No âmbito da implementação na KCD do Plano Qadam ba Qadam, que incorpora um conjunto de projectos com vista ao desenvolvimento das áreas que o Major-General Qadam Shah, comandante da KCD, definiu como prioridade desenvolver (planeamento, manutenção, treino, pessoal, informações e comando e controlo) e cujo acompanhamento e gestão por parte do estado-maior da divisão obriga ao conhecimento e à utilização das ferramentas informáticas, realizou-se entre os dias 19 e 22 de Janeiro de 2014, o primeiro curso do Microsoft Outlook.
O planeamento deste curso, que aparece na sequência da implementação do Plano Qadam ba Qadam, teve como formandos doze oficiais e dois sargentos e contou com a presença, como aluno, do comandante da KCD, e de todo o seu estado-maior.
O curso foi ministrado por elementos do CN e teve como objectivo desenvolver níveis básicos de utilização e do conhecimento das capacidades do Microsoft Outlook, para que todo o estado-maior da KCD possa em breve, iniciar um novo tipo de comunicação entre si, promovendo dinâmicas de grupo e de coesão colectiva, essenciais aos novos desafios de liderança que o seu comandante entende serem essenciais para o futuro da sua divisão. Outras réplicas deste curso seguir-se-ão no futuro, desta feita conduzidas pela própria KCD. Neste particular, considera-se dado o primeiro passo para o início da "era digital" na 111th Capital Divison.
Para complemento do curso de Outlook, foi ainda ministrado pelo chefe do G6 da KCD, apoiado pelos advisors da MAT, formação sobre o gráfico deGantt, ou diagrama de Gantt, que é uma ferramenta de software que permite efetuar o acompanhamento da evolução das actividades que fazem parte dos projectos do Plano Qadam ba Qadam.
VISITA A OBRAS DE BENEFICIAÇÃO DA ACADEMIA DA FORÇA AÉREA AFEGÃ
Elementos da Força Aérea Portuguesa que integram o 7.º Contingente Nacional e prestam assessoria na Pohantoon-e-Hawayee (Academia da Força Aérea afegã) visitaram as obras de beneficiação das instalações que irão receber os novos alunos do Officer Candidate School (OCS). A acompanhá-los encontrava-se o Chief of Staff da PeH, Lt Col Matiullah, e uma comitiva de oficiais afegãos deste estabelecimento de ensino militar.
O OCS iniciar-se-á em 22 de Março de 2014, terá uma duração prevista de 18 meses e representa um marco importante na história recente da Pohantoon-e-Hawayee, visto que pela primeira vez serão formados oficiais por esta Academia oriundos da sociedade civil.
EQUIPA DO KAIA TRANSITION PLAN (P15) DO CN/ ISAF COMPLETA MAIS UMA FASE DE FORMAÇÃO A 22 ALUNOS AFEGÃOS
Decorrente da participação de Portugal na International Security Assistance Force (ISAF), a Força Aérea Portuguesa tem actualmente uma equipa de 11 militares a ministrar formação a formandos afegãos no aeroporto internacional de Cabul.
Esta formação insere-se no Programa de Transição do Kabul International Airport (KIA) e materializa-se nas valências de Air Traffic Control, Flight Safety, Meteorology e Communications, Navigation and Surveillance (CNS).
No dia 25 de Janeiro concluiu-se uma nova Fase do Curso CNS em que a terminaram com sucesso mais 22 alunos afegãos. A formação em CNS teve início em Abril de 2012 com o objectivo de qualificar técnicos de acordo com os requisitos da International Civil Aviation Organization publicadas no Air Traffic Safety Electronics Personnel.
Espera-se que estes técnicos assumam em pleno as suas funções até final de 2014, data em que a ISAF transferirá toda a responsabilidade de gestão e funcionamento do KIA para o Ministério dos Transportes e Aviação Civil Afegão. (Notícia e Créditos Fotográficos : EMGFA)
O planeamento deste curso, que aparece na sequência da implementação do Plano Qadam ba Qadam, teve como formandos doze oficiais e dois sargentos e contou com a presença, como aluno, do comandante da KCD, e de todo o seu estado-maior.
O curso foi ministrado por elementos do CN e teve como objectivo desenvolver níveis básicos de utilização e do conhecimento das capacidades do Microsoft Outlook, para que todo o estado-maior da KCD possa em breve, iniciar um novo tipo de comunicação entre si, promovendo dinâmicas de grupo e de coesão colectiva, essenciais aos novos desafios de liderança que o seu comandante entende serem essenciais para o futuro da sua divisão. Outras réplicas deste curso seguir-se-ão no futuro, desta feita conduzidas pela própria KCD. Neste particular, considera-se dado o primeiro passo para o início da "era digital" na 111th Capital Divison.
Para complemento do curso de Outlook, foi ainda ministrado pelo chefe do G6 da KCD, apoiado pelos advisors da MAT, formação sobre o gráfico deGantt, ou diagrama de Gantt, que é uma ferramenta de software que permite efetuar o acompanhamento da evolução das actividades que fazem parte dos projectos do Plano Qadam ba Qadam.
VISITA A OBRAS DE BENEFICIAÇÃO DA ACADEMIA DA FORÇA AÉREA AFEGÃ
Elementos da Força Aérea Portuguesa que integram o 7.º Contingente Nacional e prestam assessoria na Pohantoon-e-Hawayee (Academia da Força Aérea afegã) visitaram as obras de beneficiação das instalações que irão receber os novos alunos do Officer Candidate School (OCS). A acompanhá-los encontrava-se o Chief of Staff da PeH, Lt Col Matiullah, e uma comitiva de oficiais afegãos deste estabelecimento de ensino militar.
O OCS iniciar-se-á em 22 de Março de 2014, terá uma duração prevista de 18 meses e representa um marco importante na história recente da Pohantoon-e-Hawayee, visto que pela primeira vez serão formados oficiais por esta Academia oriundos da sociedade civil.
EQUIPA DO KAIA TRANSITION PLAN (P15) DO CN/ ISAF COMPLETA MAIS UMA FASE DE FORMAÇÃO A 22 ALUNOS AFEGÃOS
Decorrente da participação de Portugal na International Security Assistance Force (ISAF), a Força Aérea Portuguesa tem actualmente uma equipa de 11 militares a ministrar formação a formandos afegãos no aeroporto internacional de Cabul.
Esta formação insere-se no Programa de Transição do Kabul International Airport (KIA) e materializa-se nas valências de Air Traffic Control, Flight Safety, Meteorology e Communications, Navigation and Surveillance (CNS).
No dia 25 de Janeiro concluiu-se uma nova Fase do Curso CNS em que a terminaram com sucesso mais 22 alunos afegãos. A formação em CNS teve início em Abril de 2012 com o objectivo de qualificar técnicos de acordo com os requisitos da International Civil Aviation Organization publicadas no Air Traffic Safety Electronics Personnel.
Espera-se que estes técnicos assumam em pleno as suas funções até final de 2014, data em que a ISAF transferirá toda a responsabilidade de gestão e funcionamento do KIA para o Ministério dos Transportes e Aviação Civil Afegão. (Notícia e Créditos Fotográficos : EMGFA)
25 de novembro de 2013
IN MEMORIUM 1SARG JOÃO PAULO ROMA PEREIRA
O 7º Contingente Nacional da ISAF, Afeganistão, recordou com saudade o 1SARG CMD João Paulo Roma Pereira falecido em Cabul no dia 18 de Novembro de 2005.
Uma escolta militar deslocou-se a Cabul para a realização de uma cerimónia de homenagem ao 1SARG CMD Roma Pereira que, a 18 de Novembro de 2005, perdia a vida no cumprimento do dever.
Homenagem singela mas carregada de significado e emoção constou na deposição de uma coroa de flores e de uma oração. Estiveram presentes o Comandante do Contingente Nacional, COR CAV Meireles dos Santos, o Comandante da UnAp TCOR INF Pires da Silva, o Comandante da Companhia de Protecção CAP INF "CMD" Hélio Silva, o Adjunto da Companhia de Protecção SAJ INF "CMD" António Ferreira e um conjunto de militares "CMD" que permitiu a alguns camaradas recordar o militar que com eles trabalharam. Finalizou-se a cerimónia de Homenagem em KAIA com uma celebração eucarística.(EMGFA)
Uma escolta militar deslocou-se a Cabul para a realização de uma cerimónia de homenagem ao 1SARG CMD Roma Pereira que, a 18 de Novembro de 2005, perdia a vida no cumprimento do dever.
Homenagem singela mas carregada de significado e emoção constou na deposição de uma coroa de flores e de uma oração. Estiveram presentes o Comandante do Contingente Nacional, COR CAV Meireles dos Santos, o Comandante da UnAp TCOR INF Pires da Silva, o Comandante da Companhia de Protecção CAP INF "CMD" Hélio Silva, o Adjunto da Companhia de Protecção SAJ INF "CMD" António Ferreira e um conjunto de militares "CMD" que permitiu a alguns camaradas recordar o militar que com eles trabalharam. Finalizou-se a cerimónia de Homenagem em KAIA com uma celebração eucarística.(EMGFA)
8 de novembro de 2013
Ministro Defesa Nacional - Missão da NATO no Afeganistão foi um "sucesso"
José Pedro Aguiar-Branco visitou hoje o 3rd Corps Command, nos arredores de Istambul, Turquia, uma unidade histórica do Exército turco, actualmente quartel-general da Força de Reacção Rápida.
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Após um encontro com o comandante da unidade, Aguiar-Branco assistiu a uma apresentação das missões realizadas pela força, incluindo no Afeganistão, no âmbito da Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF), na qual Portugal também participa com um contingente de 128 militares até final de 2014, em missões de treino e formação.
Aguiar-Branco defendeu junto do comando dos militares turcos a importância de, até à saída da ISAF do Afeganistão, sublinhar, junto das comunidades internacionais e europeias, o "que pode ser considerado o sucesso da missão".
"É importante que as opiniões públicas internacionais e europeias saibam que quando estivermos para sair, no final de 2014, a situação é muito diferente, para melhor, e que foi diminuída a ameaça do terrorismo", argumentou o ministro, em declarações aos jornalistas, depois da visita.
Aguiar-Branco elogiou o carácter de "grande solidariedade" das Forças Armadas turcas nas missões que desempenham no âmbito da NATO, destacando em particular o "papel de grande relevo nos teatros de operações como o Afeganistão".
"A posição relativa da Turquia na NATO é importante, pelo peso das Forças Armadas turcas na Aliança, pela forma e atitude que têm tido de grande solidariedade, que mostram o empenho desta Aliança no reforço da sua própria potencialidade como instrumento de combate a todas as formas de ameaça que existem à escala global", considerou.
Aguiar-Branco termina hoje uma visita oficial de dois dias a Ancara e Istambul, Turquia, durante a qual foi também assinado um acordo de cooperação que visa dar um impulso político à criação de parcerias entre empresas dos dois países nas áreas das tecnologias e sistemas de informação, entre outras.
O ministro da Defesa Nacional adiantou que convidou o seu homólogo turco, Ismet Ylmaz, a visitar Portugal no próximo ano, manifestando-se convicto de que as negociações irão progredir em 2014. (NM)
Aguiar-Branco defendeu junto do comando dos militares turcos a importância de, até à saída da ISAF do Afeganistão, sublinhar, junto das comunidades internacionais e europeias, o "que pode ser considerado o sucesso da missão".
"É importante que as opiniões públicas internacionais e europeias saibam que quando estivermos para sair, no final de 2014, a situação é muito diferente, para melhor, e que foi diminuída a ameaça do terrorismo", argumentou o ministro, em declarações aos jornalistas, depois da visita.
Aguiar-Branco elogiou o carácter de "grande solidariedade" das Forças Armadas turcas nas missões que desempenham no âmbito da NATO, destacando em particular o "papel de grande relevo nos teatros de operações como o Afeganistão".
"A posição relativa da Turquia na NATO é importante, pelo peso das Forças Armadas turcas na Aliança, pela forma e atitude que têm tido de grande solidariedade, que mostram o empenho desta Aliança no reforço da sua própria potencialidade como instrumento de combate a todas as formas de ameaça que existem à escala global", considerou.
Aguiar-Branco termina hoje uma visita oficial de dois dias a Ancara e Istambul, Turquia, durante a qual foi também assinado um acordo de cooperação que visa dar um impulso político à criação de parcerias entre empresas dos dois países nas áreas das tecnologias e sistemas de informação, entre outras.
O ministro da Defesa Nacional adiantou que convidou o seu homólogo turco, Ismet Ylmaz, a visitar Portugal no próximo ano, manifestando-se convicto de que as negociações irão progredir em 2014. (NM)
2 de novembro de 2013
Rotação do 7º contingente português no Afeganistão começa hoje
A presença de forças portuguesas em território afegão deve-se a uma decisão da Organização das Nações Unidas
O primeiro grupo de militares do sétimo contingente português integrado na Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF) parte hoje para Cabul, indicou o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).
A partida do primeiro grupo dos 128 militares, que viaja numa aeronave civil, está prevista para hoje à noite do Aeródromo de Trânsito Nº1 (Figo Maduro).
A rotação do contingente fica concluída com a partida do segundo grupo de militares, prevista para 12 de Novembro.
O sétimo contingente nacional, que terá a seu cargo missões de treino e formação, é comandado pelo coronel de cavalaria Vitor Manuel Meireles dos Santos – que entre Agosto de 1999 e Fevereiro de 2000 foi oficial de operações na força nacional destacada no Kosovo.
De regresso está um grupo de 199 militares ao serviço da ISAF desde 09 de maio, que asseguraram a protecção do Aeroporto Internacional de Cabul, KAIA.
O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, fez esta semana uma visita surpresa às tropas portuguesas estacionadas no Afeganistão, para "reconhecer e prestigiar" a missão dos militares naquele teatro de operações.
Aguiar-Branco visitou os militares portugueses no Afeganistão há dois anos, a 25 de Dezembro. Em 2012, por razões financeiras, o ministro decidiu não se deslocar ao Afeganistão, optando por comunicar com as tropas através de videoconferência.
Em Janeiro deste ano, o ministro da Defesa tinha já sinalizado a redução da presença militar portuguesa ao serviço da ISAF, não tendo dado indicações sobre o que sucederá depois de 2014.
"Dentro da calendarização estabelecida de forma gradual e coordenada, Portugal começará a reduzir o seu efectivo no Afeganistão a partir de Outubro, data em que está previsto deixarmos de participar na missão de apoio à segurança do aeroporto de Cabul, por via dessa redução deixaremos de ter um contingente de cerca de 230 militares para termos 158 militares", anunciou então o governante português.
O responsável pela pasta da Defesa Nacional disse ainda na altura que Portugal "acompanhará de perto" a evolução dos países da NATO em relação à missão no Afeganistão, "que poderá ter desenvolvimentos já na próxima reunião de ministros da Defesa", em Fevereiro.
"Será com base nesse acompanhamento e na análise conjunta que definiremos a nossa posição, neste momento ainda não temos nenhuma situação prevista para lá do financiamento na ordem de um milhão de euros [das forças afegãs]", disse, depois de questionado sobre o cenário após 2014, ano em que está prevista a transferência total da liderança das operações militares e de governação para o governo afegão.
A presença de forças portuguesas em território afegão deve-se a uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que deliberou, em Dezembro de 2001, a criação de uma Força Internacional de Apoio à Segurança, no âmbito do combate ao terrorismo, cujo comando a NATO assumiu.
Portugal iniciou a sua participação na ISAF em 2002. Nesse ano contribui com uma equipa sanitária, composta por elementos dos três ramos das Forças Armadas, durante 3 meses e com um destacamento de C-130 durante 4 meses. Desde então, passaram já por aquele teatro de operações 2130 militares portugueses dos três ramos das Forças Armadas, de acordo com o EMGFA. (I)
O primeiro grupo de militares do sétimo contingente português integrado na Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF) parte hoje para Cabul, indicou o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).
A partida do primeiro grupo dos 128 militares, que viaja numa aeronave civil, está prevista para hoje à noite do Aeródromo de Trânsito Nº1 (Figo Maduro).
A rotação do contingente fica concluída com a partida do segundo grupo de militares, prevista para 12 de Novembro.
O sétimo contingente nacional, que terá a seu cargo missões de treino e formação, é comandado pelo coronel de cavalaria Vitor Manuel Meireles dos Santos – que entre Agosto de 1999 e Fevereiro de 2000 foi oficial de operações na força nacional destacada no Kosovo.
De regresso está um grupo de 199 militares ao serviço da ISAF desde 09 de maio, que asseguraram a protecção do Aeroporto Internacional de Cabul, KAIA.
O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, fez esta semana uma visita surpresa às tropas portuguesas estacionadas no Afeganistão, para "reconhecer e prestigiar" a missão dos militares naquele teatro de operações.
Aguiar-Branco visitou os militares portugueses no Afeganistão há dois anos, a 25 de Dezembro. Em 2012, por razões financeiras, o ministro decidiu não se deslocar ao Afeganistão, optando por comunicar com as tropas através de videoconferência.
Em Janeiro deste ano, o ministro da Defesa tinha já sinalizado a redução da presença militar portuguesa ao serviço da ISAF, não tendo dado indicações sobre o que sucederá depois de 2014.
"Dentro da calendarização estabelecida de forma gradual e coordenada, Portugal começará a reduzir o seu efectivo no Afeganistão a partir de Outubro, data em que está previsto deixarmos de participar na missão de apoio à segurança do aeroporto de Cabul, por via dessa redução deixaremos de ter um contingente de cerca de 230 militares para termos 158 militares", anunciou então o governante português.
O responsável pela pasta da Defesa Nacional disse ainda na altura que Portugal "acompanhará de perto" a evolução dos países da NATO em relação à missão no Afeganistão, "que poderá ter desenvolvimentos já na próxima reunião de ministros da Defesa", em Fevereiro.
"Será com base nesse acompanhamento e na análise conjunta que definiremos a nossa posição, neste momento ainda não temos nenhuma situação prevista para lá do financiamento na ordem de um milhão de euros [das forças afegãs]", disse, depois de questionado sobre o cenário após 2014, ano em que está prevista a transferência total da liderança das operações militares e de governação para o governo afegão.
A presença de forças portuguesas em território afegão deve-se a uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que deliberou, em Dezembro de 2001, a criação de uma Força Internacional de Apoio à Segurança, no âmbito do combate ao terrorismo, cujo comando a NATO assumiu.
Portugal iniciou a sua participação na ISAF em 2002. Nesse ano contribui com uma equipa sanitária, composta por elementos dos três ramos das Forças Armadas, durante 3 meses e com um destacamento de C-130 durante 4 meses. Desde então, passaram já por aquele teatro de operações 2130 militares portugueses dos três ramos das Forças Armadas, de acordo com o EMGFA. (I)
30 de outubro de 2013
Ministro da Defesa Nacional faz visita surpresa às tropas no Afeganistão
O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, faz hoje uma visita surpresa às tropas portuguesas estacionadas no Afeganistão, para "reconhecer e prestigiar" a missão dos militares naquele teatro de operações.
O contingente português no Afeganistão é constituído por 199 militares, integrados na ISAF (International Security Assistance Force) da NATO, que estão desde o dia 9 de maio a assegurar a protecção do Aeroporto Internacional de Cabul, KAIA.
De acordo com o gabinete do ministro da Defesa, Aguiar-Branco almoça com os militares, regressando ainda hoje a Portugal, numa visita surpresa destinada a "reconhecer e prestigiar a missão" do contingente português.
O início da rotação do contingente português está previsto para a próxima semana. O novo contingente, que será constituído por 129 militares, terá a seu cargo missões de treino e formação, adiantou a mesma fonte.
Aguiar-Branco visitou os militares portugueses no Afeganistão há dois anos, a 25 de Dezembro. Em 2012, por razões financeiras, o ministro decidiu não se deslocar ao Afeganistão, optando por comunicar com as tropas através de videoconferência, disse fonte do gabinete de Aguiar-Branco.(NM)
O contingente português no Afeganistão é constituído por 199 militares, integrados na ISAF (International Security Assistance Force) da NATO, que estão desde o dia 9 de maio a assegurar a protecção do Aeroporto Internacional de Cabul, KAIA.
De acordo com o gabinete do ministro da Defesa, Aguiar-Branco almoça com os militares, regressando ainda hoje a Portugal, numa visita surpresa destinada a "reconhecer e prestigiar a missão" do contingente português.
O início da rotação do contingente português está previsto para a próxima semana. O novo contingente, que será constituído por 129 militares, terá a seu cargo missões de treino e formação, adiantou a mesma fonte.
Aguiar-Branco visitou os militares portugueses no Afeganistão há dois anos, a 25 de Dezembro. Em 2012, por razões financeiras, o ministro decidiu não se deslocar ao Afeganistão, optando por comunicar com as tropas através de videoconferência, disse fonte do gabinete de Aguiar-Branco.(NM)
25 de junho de 2013
MINISTRO DA DEFESA DO AFEGANISTÃO DISTINGUE MILITARES PORTUGUESES
No decorrer de uma conferência com representantes de oficiais, sargentos e praças, de todas as unidades da 111ª KABUL CAPITAL DIVISION (KCD), o Ministro da Defesa do Afeganistão, General Besmellah Khan Mohammadi, referindo-se à exigência e à tomada de consciência da responsabilidade que o momento da transferência de responsabilidade exige, dirigiu também palavras de agradecimento e reconhecimento ao contributo que as equipas de assessoria Portuguesa deram para o elevado nível de proficiência da 111ª Divisão de Kabul, evidenciada na medidas eficientes na defesa da cidade e na colaboração que tem sabido manter com a Afghan National Police (ANP) na segurança interna de Kabul, fazendo a entrega de um certificado de apreço ao sénior da equipa de assessores, Coronel de Infantaria Pára-quedista Carlos Beleza.
Este período que antecede 2014, é considerado fundamental para a afirmação política do governo e da capacidade militar em garantir o controlo das ameaças insurgentes, a fim de proporcionar o ambiente seguro necessário à estabilização e desenvolvimento do Afeganistão.
O processo de transferência de responsabilidade da International Security Assistance Force (ISAF) para a Afgan National Security Forces (ANSF) tem sido conduzido gradualmente por Distritos e Províncias desde 2010. Este processo decorre desde a Cimeira de Lisboa da OTAN, realizado em Novembro de 2010, que teve a participação do Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e do Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, onde ficou acordado que os Afegãos terão de assumir a responsabilidade completa da sua própria segurança e no seguimento desta linha de acção, na Cimeira de Chicago em Maio de 2012, assumiu-se que a ISAF concluiria a sua missão no final de 2014, passando os parceiros e outros actores da Comunidade Internacionais a garantir um papel importante no treino, assessoria e apoio à ANSF.
A confiança depositada nas forças da 111ª KCD, prendem-se fundamentalmente com a constatação de uma redução do número de incidentes na Província de Kabul, comparativamente ao mesmo período do ano transacto, e ao maior número de apreensões de material explosivo, artefactos e armamento insurgente, resultado de uma postura muito activa e uma presença atenta e permanente com o posicionamento de forças no exterior da cidade, num anel de defesa, e na participação em operações de segurança conjuntas com a Polícia no interior da cidade.
Esta assessoria portuguesa remonta a Abril de 2009 e já envolveu 140 militares do Exército, distribuídos por nove equipas, que iniciaram com uma mentoria para o levantamento e operacionalização das áreas funcionais do Comando e Estado-maior da Divisão e ultimamente com a assessoria orientada para a actividade funcional e operacional de acordo com a doutrina aprovada para o efeito.(EMGFA)
Este período que antecede 2014, é considerado fundamental para a afirmação política do governo e da capacidade militar em garantir o controlo das ameaças insurgentes, a fim de proporcionar o ambiente seguro necessário à estabilização e desenvolvimento do Afeganistão.
O processo de transferência de responsabilidade da International Security Assistance Force (ISAF) para a Afgan National Security Forces (ANSF) tem sido conduzido gradualmente por Distritos e Províncias desde 2010. Este processo decorre desde a Cimeira de Lisboa da OTAN, realizado em Novembro de 2010, que teve a participação do Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e do Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, onde ficou acordado que os Afegãos terão de assumir a responsabilidade completa da sua própria segurança e no seguimento desta linha de acção, na Cimeira de Chicago em Maio de 2012, assumiu-se que a ISAF concluiria a sua missão no final de 2014, passando os parceiros e outros actores da Comunidade Internacionais a garantir um papel importante no treino, assessoria e apoio à ANSF.
A confiança depositada nas forças da 111ª KCD, prendem-se fundamentalmente com a constatação de uma redução do número de incidentes na Província de Kabul, comparativamente ao mesmo período do ano transacto, e ao maior número de apreensões de material explosivo, artefactos e armamento insurgente, resultado de uma postura muito activa e uma presença atenta e permanente com o posicionamento de forças no exterior da cidade, num anel de defesa, e na participação em operações de segurança conjuntas com a Polícia no interior da cidade.
Esta assessoria portuguesa remonta a Abril de 2009 e já envolveu 140 militares do Exército, distribuídos por nove equipas, que iniciaram com uma mentoria para o levantamento e operacionalização das áreas funcionais do Comando e Estado-maior da Divisão e ultimamente com a assessoria orientada para a actividade funcional e operacional de acordo com a doutrina aprovada para o efeito.(EMGFA)
17 de fevereiro de 2013
ACTIVIDADES DA ISAF
O Comandante Operacional Conjunto (COCONJ), Tenente-General João Nuno Jorge Vaz Antunes, em representação do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, deslocou-se ao Afeganistão, com o objectivo de se inteirar da realidade do Teatro de Operações vivida pelo 5º Contingente Nacional, entre os dias 17 e 20 dezembro. Foi acompanhado pelo COR TIR António Martins Pereira, pelo TCOR Paulo Jorge Baptista Domingos e pelo TCOR António Manuel Varregoso.
A visita iniciou-se com uma passagem pelas instalações portuguesas que alojam os militares que cumprem tarefas na área militar do Aeroporto Internacional de Kabul, com o objectivo de contactar com todos e aperceber-se da realidade laboral de cada um dos cargos, desde aqueles que integram unidades constituídas ou componentes de assessoria, até aos militares que, em cargos isolados, cumprem funções na estrutura da ISAF. O COCONJ contactou de perto com a realidade da Companhia de Protecção da KabulAfghanistan International Airport (KAIA), onde militares do Corpo de Fuzileiros e da Polícia do Exército cumprem tarefas de grande exigência e responsabilidade.
A visita prosseguiu para Camp Warehouse, com a visita às instalações e locais de trabalho dos militares portugueses, onde o General Vaz Antunes transmitiu palavras de apreço aos militares em parada, antes da reunião com o Comandante do Regional Command Capital (RC-C), BGEN Ali Riza Kugu.
As entidades visitantes realizaram ainda uma visita ao International Training Compound/National Police Training Center (ITC/NPTC) em Wardak, onde se encontraram com o Contingente da Guarda Nacional Republicana (GNR), e onde o COCONJ proferiu um discurso alusivo à missão e à época natalícia.
VISITA DO CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO COMANDO DO CORPO DE FUZILEIROS.
O 5º Contingente Nacional destacado no Afeganistão, recebeu a visita do Chefe do Estado-Maior do Comando do Corpo de Fuzileiros, Capitão-de-fragata Almeida Gabriel, em representação do Comandante do Corpo de Fuzileiros, Contra-Almirante Luís Miguel de Matos Cortes Picciochi, com o objectivo de se inteirar da realidade vivida pelo Contingente Nacional em geral e pelos Fuzileiros em particular, numa proximidade desejável entre as lideranças e os subordinados, sobretudo na época de Natal.
A visita iniciou em 22 de Dezembro, tendo o Comandante Almeida Gabriel permanecido no Kabul Afghanistan International Airport(KAIA) junto da Companhia de Protecção de Força em KAIA, durante três dias, onde pôde acompanhar algumas das actividades operacionais. De seguida visitou o Camp Warehouse assistindo a algumas das actividades desenvolvidas.
VISITA DE RECONHECIMENTO DO 6º CONTINGENTE NACIONAL AO AFEGANISTÃO.
Uma delegação portuguesa visitou o Teatro de Operações do Afeganistão. A delegação era constituída por 10 militares portugueses (sete Oficiais do 6º Contingente Nacional, dois Oficiais do Comando das Forças Terrestres (CFT) e um Oficial da Repartição de Lições Aprendidas do Comando de Instrução e Doutrina (CID)). A visita, no âmbito do reconhecimento do 6º Contingente Nacional ao Teatro de Operações, decorreu entre os dias 24 a 31 de janeiro de 2013, com a finalidade de conhecer o próprio Teatro em geral e, em particular, reconhecer as áreas de intervenção da Força Nacional Destacada no Afeganistão, assim como as entidades com as quais o Contingente Nacional tem mantido maior contato.
O programa contou com a apresentação de alguns brífingues sobre cada área sectorial, com a realização de visitas às infraestruturas e a áreas de trabalho e também a algumas das entidades da estrutura da ISAF que irão assessorar. (EMGFA)
A visita iniciou-se com uma passagem pelas instalações portuguesas que alojam os militares que cumprem tarefas na área militar do Aeroporto Internacional de Kabul, com o objectivo de contactar com todos e aperceber-se da realidade laboral de cada um dos cargos, desde aqueles que integram unidades constituídas ou componentes de assessoria, até aos militares que, em cargos isolados, cumprem funções na estrutura da ISAF. O COCONJ contactou de perto com a realidade da Companhia de Protecção da KabulAfghanistan International Airport (KAIA), onde militares do Corpo de Fuzileiros e da Polícia do Exército cumprem tarefas de grande exigência e responsabilidade.
A visita prosseguiu para Camp Warehouse, com a visita às instalações e locais de trabalho dos militares portugueses, onde o General Vaz Antunes transmitiu palavras de apreço aos militares em parada, antes da reunião com o Comandante do Regional Command Capital (RC-C), BGEN Ali Riza Kugu.
As entidades visitantes realizaram ainda uma visita ao International Training Compound/National Police Training Center (ITC/NPTC) em Wardak, onde se encontraram com o Contingente da Guarda Nacional Republicana (GNR), e onde o COCONJ proferiu um discurso alusivo à missão e à época natalícia.
VISITA DO CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO COMANDO DO CORPO DE FUZILEIROS.
O 5º Contingente Nacional destacado no Afeganistão, recebeu a visita do Chefe do Estado-Maior do Comando do Corpo de Fuzileiros, Capitão-de-fragata Almeida Gabriel, em representação do Comandante do Corpo de Fuzileiros, Contra-Almirante Luís Miguel de Matos Cortes Picciochi, com o objectivo de se inteirar da realidade vivida pelo Contingente Nacional em geral e pelos Fuzileiros em particular, numa proximidade desejável entre as lideranças e os subordinados, sobretudo na época de Natal.
A visita iniciou em 22 de Dezembro, tendo o Comandante Almeida Gabriel permanecido no Kabul Afghanistan International Airport(KAIA) junto da Companhia de Protecção de Força em KAIA, durante três dias, onde pôde acompanhar algumas das actividades operacionais. De seguida visitou o Camp Warehouse assistindo a algumas das actividades desenvolvidas.
VISITA DE RECONHECIMENTO DO 6º CONTINGENTE NACIONAL AO AFEGANISTÃO.
Uma delegação portuguesa visitou o Teatro de Operações do Afeganistão. A delegação era constituída por 10 militares portugueses (sete Oficiais do 6º Contingente Nacional, dois Oficiais do Comando das Forças Terrestres (CFT) e um Oficial da Repartição de Lições Aprendidas do Comando de Instrução e Doutrina (CID)). A visita, no âmbito do reconhecimento do 6º Contingente Nacional ao Teatro de Operações, decorreu entre os dias 24 a 31 de janeiro de 2013, com a finalidade de conhecer o próprio Teatro em geral e, em particular, reconhecer as áreas de intervenção da Força Nacional Destacada no Afeganistão, assim como as entidades com as quais o Contingente Nacional tem mantido maior contato.
O programa contou com a apresentação de alguns brífingues sobre cada área sectorial, com a realização de visitas às infraestruturas e a áreas de trabalho e também a algumas das entidades da estrutura da ISAF que irão assessorar. (EMGFA)
10 de novembro de 2012
Cerimónia de Encerramento da Missão do 4ºCN-ISAF
Decorreu no Quartel da Cavalaria da Brigada Mecanizada em Santa Margarida, no passado dia 31 de outubro de 2012, a Cerimónia de Encerramento da Missão do 4º Contingente Nacional a qual incluiu a Cerimónia Militar de Imposição de Medalhas NATO aos militares do 4º CN/ISAF que cumpriram missão no Teatro de Operações do Afeganistão no período de 21 de abril a 21 de outubro de 2012.
Presidiu à Cerimónia Militar, o Comandante da Brigada Mecanizada, Major-General António Xavier Lobato De Faria Menezes. Entre outras entidades estiveram presentes o Comandante da Brigada de Reação Rápida, MGen Campos Serafino, o Comandante da Brigada de Intervenção, MGen Aguiar dos Santos, o Comandante da Força de Fuzileiros, Contra-Almirante Picciochi e o Comandante da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana, MGen Botelho Miguel.
A força em parada, sob o comando do Comandante do 4º CN/ISAF, Coronel de Infantaria António Martins Gomes Leitão, constituída por um efetivo de 175 militares dos 3 Ramos das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana, integrou as componentes que no Teatro de Operações do AFEGANISTÃO, fizeram parte da estrutura do 4º Contingente Nacional para a ISAF.
No final da Cerimónia Militar, o Comandante o 4º Contingente Nacional dirigiu-se aos seus militares, transmitindo-lhes uma palavra de apreço, pelo elevado profissionalismo, competência, lealdade, coragem e abnegação como distintamente, sob o seu comando, serviram PORTUGAL, no complexo Teatro de Operações do AFEGANISTÃO. (EMGFA)
21 de outubro de 2012
ISAF - FIM DA ROTAÇÃO DO 4º CONTINGENTE
Chegam na madrugada do dia 22 de Outubro pelas 03h15, horas locais, ao Aeródromo de Trânsito N.º1 (em Figo Maduro) a bordo de uma aeronave A310 fretada para o efeito, 120 militares (PressKit), procedentes de Kabul, Afeganistão.
Com a chegada destes militares termina a rotação dos efetivos que atualmente compõem a Força Nacional Destacada (FND), no Afeganistão. Estes militares são comandados pelo Coronel de Infantaria António Martins Gomes Leitão, que compõem o 4º Contingente da FND ISAF. (EMGFA)
Com a chegada destes militares termina a rotação dos efetivos que atualmente compõem a Força Nacional Destacada (FND), no Afeganistão. Estes militares são comandados pelo Coronel de Infantaria António Martins Gomes Leitão, que compõem o 4º Contingente da FND ISAF. (EMGFA)
23 de abril de 2012
Afeganistão é «missão mais difícil das Forças Armadas»
O ministro da Defesa, Aguiar Branco, afirmou hoje que Portugal vai manter o número de militares no Afeganistão, considerando que «a missão mais difícil das Forças Armadas» contribuiu para «o prestígio de Portugal no contexto das nações».À chegada de um grupo de 126 militares, do 3.º contingente da ISAF (International Security Assistance Force), que terminou uma missão de seis meses, no Afeganistão, Aguiar Branco explicou que o número de militares portugueses actualmente em território afegão «é da mesma ordem de grandeza [em relação aos que chegaram]», realçando que «a perspectiva é de manter o mesmo número».
«Continuamos a cumprir a nossa missão dentro do quadro que estava previsto da cimeira da NATO em Lisboa», afirmou o ministro da Defesa, no Aeroporto Militar de Figo Maduro, Lisboa, onde os militares eram esperados pelas famílias.
Aguiar Branco agradeceu aos militares, comandados pelo Coronel Pára-quedista Frederico Almendra, «o contributo que deram para a segurança mundial e para o reforço do prestígio de Portugal no contexto das nações».
«Todos os portugueses podem estar orgulhosos, porque contribuímos para uma missão que tem características especiais de salvaguarda da segurança mundial bem como contribui para o prestígio da intervenção das Forças Armadas portuguesas o que é reconhecido internacionalmente», declarou.
Em território afegão, ficaram cerca de 150 militares portugueses, dos três ramos das Forças Armadas, tendo já passado por aquele teatro de operações mais de 2.100 militares portugueses desde 2002.
Diário Digital com Lusa
«Continuamos a cumprir a nossa missão dentro do quadro que estava previsto da cimeira da NATO em Lisboa», afirmou o ministro da Defesa, no Aeroporto Militar de Figo Maduro, Lisboa, onde os militares eram esperados pelas famílias.
Aguiar Branco agradeceu aos militares, comandados pelo Coronel Pára-quedista Frederico Almendra, «o contributo que deram para a segurança mundial e para o reforço do prestígio de Portugal no contexto das nações».
«Todos os portugueses podem estar orgulhosos, porque contribuímos para uma missão que tem características especiais de salvaguarda da segurança mundial bem como contribui para o prestígio da intervenção das Forças Armadas portuguesas o que é reconhecido internacionalmente», declarou.
Em território afegão, ficaram cerca de 150 militares portugueses, dos três ramos das Forças Armadas, tendo já passado por aquele teatro de operações mais de 2.100 militares portugueses desde 2002.
Diário Digital com Lusa
9 de outubro de 2011
Militares portugueses que serviram no Afeganistão têm sintomas de stress pós-traumático
Um estudo da Universidade do Minho aponta que mais de 10%dos militares portugueses em missão no Afeganistão entre 2005 e 2009 apresentam sintomas de perturbação de stress pós-traumático, além de queixas físicas e outras doenças.Em entrevista à Agência Lusa, o investigador da Universidade do Minho (UM) Carlos Osório, que é também militar, explicou que um dos objectivos desta investigação foi "perceber as consequências a nível de saúde" que a presença no Afeganistão teve para os militares portugueses "no imediato e a longo prazo".
Assim, referiu, "foram feitos inquéritos a 113 militares do Exército português mobilizados no Afeganistão, integrados na International Security Assistance Force [ISAF], uma força que tem por objectivo restabelecer a paz entre forças beligerantes".
Segundo Carlos Osório, estes inquéritos serviram para "avaliar a exposição a stressores específicos" a que os militares das forças especiais portuguesas estiveram expostos no Afeganistão e a "associação desta exposição com o desenvolvimento de problemas mentais e queixas físicas".
Os resultados, revelou o investigador, mostram que destes 113 militares, "três por cento preencheram os critérios de PTSD e 10 por cento os critérios de PTSD parcial", isto a nível de "sintomas de perturbação mental".
Quanto a problemas de saúde física, "os resultados mostraram a presença de queixas físicas como dores nas costas, fadiga, dores musculares, dificuldades em dormir, ou inclusivamente dores de cabeça", enumerou o investigador.
Já as doenças "mais comuns" identificadas foram "doença gastrointestinal, nervosa, respiratória, alérgica e cardiovascular".
Sobre o "teatro" em que se movimentaram estes militares, o estudo mostra que "71% destes militares participaram em operações de combate onde poderiam ter perdido a vida" enquanto "81% observaram inimigos feridos, 23% observaram inimigos mortos, 15% feriram inimigos em combate e 10% chegaram mesmo a matar inimigos".
Segundo Carlos Osório, "apesar de a presença de PTSD e PTSD parcial ser relativamente baixa", os sintomas destas perturbações mentais estão "associados a diversas queixas físicas e à presença de doenças".
Com base neste estudo, o investigador concluiu ser "essencial a criação de programas que avaliem e monitorizem todos os militares portugueses regressados do Afeganistão" para lhes "providenciar sempre que necessário o acompanhamento psicológico e psiquiátrico".
Carlos Osório alertou ainda para a necessidade de "todos os militares que apresentem várias queixas físicas serem avaliados para PTSD" e que "aqueles diagnosticados com PTSD devem também ser avaliados para a presença de sintomas físicos". (JN)
20 de setembro de 2011
Cerimónia Militar de Imposição de Medalhas NATO aos militares do 2º Contingente Nacional
Em 16 de Setembro de 2011, decorreu, em Camp Warehouse, na parada portuguesa, a Cerimónia Militar de Imposição de Medalhas NATO ("Não Artigo V"), aos militares do 2º Contingente Nacional (CN).A medalha "Não Artigo V" para serviços prestados sob a égide da NATO no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão é atribuída a todos os militares e civis que estão ou estiveram empenhados no cumprimento da missão da ISAF.
Presidiu à cerimónia o ISAF Joint Commander (IJC) Deputy Commander Major-General Riccardo Marchiò, acompanhado pelo Regional Command Capital (RC-C) Commander, Brigadeiro-General Sasmaz e por diversos Senior Representatives e Comandantes de Contingente que cumprem missão no TO. Esta cerimónia marcou um ponto alto do cumprimento da nossa missão, porque se iniciou o último mês da presença do 2º Contingente Nacional no Afeganistão.
O Comandante do 2º CN Cor Cav Fonseca Lopes dirigiu-se a todos os militares, transmitindo uma palavra de apreço, pelo elevado profissionalismo, competência, lealdade, coragem e abnegação como têm servido Portugal, num TO tão complexo como o Afeganistão.
Do programa da cerimónia, e para além da dignidade e da postura garbosa dos militares portugueses, especialmente no momento da imposição de condecorações, relevam-se a intensidade e o sentimento colocados nos actos do entoar o Hino Nacional e da Homenagem aos Militares caídos ao longo dos novecentos anos de história nacional e, em especial, aos que tombaram ao serviço da paz no Teatro de Operações do Afeganistão. (EMGFA)
Presidiu à cerimónia o ISAF Joint Commander (IJC) Deputy Commander Major-General Riccardo Marchiò, acompanhado pelo Regional Command Capital (RC-C) Commander, Brigadeiro-General Sasmaz e por diversos Senior Representatives e Comandantes de Contingente que cumprem missão no TO. Esta cerimónia marcou um ponto alto do cumprimento da nossa missão, porque se iniciou o último mês da presença do 2º Contingente Nacional no Afeganistão.
O Comandante do 2º CN Cor Cav Fonseca Lopes dirigiu-se a todos os militares, transmitindo uma palavra de apreço, pelo elevado profissionalismo, competência, lealdade, coragem e abnegação como têm servido Portugal, num TO tão complexo como o Afeganistão.
Do programa da cerimónia, e para além da dignidade e da postura garbosa dos militares portugueses, especialmente no momento da imposição de condecorações, relevam-se a intensidade e o sentimento colocados nos actos do entoar o Hino Nacional e da Homenagem aos Militares caídos ao longo dos novecentos anos de história nacional e, em especial, aos que tombaram ao serviço da paz no Teatro de Operações do Afeganistão. (EMGFA)
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