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20 de dezembro de 2016

Bispo das Forças Armadas descerrou placa original com nomes dos Para-Quedistas mortos na Bósnia

Os nomes dos cinco para-quedistas portugueses mortos na Bósnia-Herzegovina, em 1996 e 2004, estão desde segunda-feira presentes no Museu das Tropas Para-quedistas, em Tancos.

Numa cerimónia solene e "profundamente emotiva" para os familiares dos mortos, que terminou com o Hino dos Boinas Verdes, segundo contou esta terça-feira ao DN o tenente-coronel para-quedista Miguel Machado, o Bispo das Forças Armadas descerrou a placa original colocada em 2004 no quartel português da localidade bósnia de Doboj.

Embora ainda a título provisória, a placa agora descerrada no Museu das Tropas Para-quedistas inaugura o espaço dedicado aos militares dessa força de elite mortos nas operações de paz: Alcino Mouta, Rui Tavares, Francisco Barradas, Ricardo Souto (em 1996) e Ricardo Valério (2004).

A acompanhar D. Manuel Linda estavam os comandantes da Brigada de Reacção Rápida, major-general Carlos Perestrelo, e do Regimento de Para-quedistas, coronel Dionísio Peixeiro, familiares dos cinco soldados mortos, oficiais e sargentos ligados aos batalhões a que pertenceram aqueles militares.

O Museu das Tropas Para-quedistas foi remodelado no início dos anos 1990, criando um espaço de memória para homenagear os para-quedistas mortos na guerra do Ultramar.

Esse espaço é composto por uma cripta, onde estão os nomes e fotografias dos militares caídos em combate, e uma estátua do padroeiro dessas forças especiais, o Arcanjo São Miguel - junto à qual foi colocada a réplica do monumento de Doboj dedicado a "Portugal ao Serviço da Paz na Bósnia Herzegovina 1996-2007".

Foi nessa réplica que agora foi descerrada a placa original com os nomes dos cinco mortos, que foi retirada do monumento no final da missão (2007) e enviada para Portugal - onde durante anos se desconheceu qual o seu paradeiro.

Na prática, a cerimónia de ontem marcou o fim das comemorações realizadas ao longo de 2016 para assinalar os 20 anos do início da missão militar na Bósnia-Herzegovina - a qual marcou o regresso dos militares portugueses aos teatros de operações na Europa após a participação na I Grande Guerra. (DN)

3 de outubro de 2016

Militares portugueses regressam à Bósnia Herzegovina

O 2º Batalhão de Infantaria Para-quedista do Exército Português foi deslocado do Kosovo para a Bósnia Herzegovina, 20 anos depois da primeira missão de Operações de Apoio à Paz, onde participa no exercício “Quick Response 2016”, disse esta segunda-feira à Lusa fonte militar.

Aquele batalhão está destacado no Kosovo desde 7 de Abril, integrando a Reserva Táctica (KTM) da Kosovo Force (KFOR) que participa pela primeira vez no exercício da EUFOR (forças da União Europeia) e deverá regressar a Portugal dia 25.

O exercício está a decorrer desde sábado até quinta-feira na região de Manjaca, Banja Luka, onde o KTM preparou uma base avançada, devendo a cerimónia de encerramento contar com a presença do Chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, vice-almirante Pires da Cunha.

O KTM é uma força mista de militares portugueses e húngaros, comandada pelo tenente coronel de Infantaria Para-quedista Francisco Sousa, que está aquartelada no campo de Slim Lines, na região de Pristina, Kosovo.

A projecção do KTM desde o Kosovo para a Bósnia Herzegovina, num total de 67 viaturas e 214 militares, decorreu ao longo de dois dias, num movimento de mais de 750 quilómetros que passou pela Albânia e Montenegro, antes de chegar ao campo de Butmir na BiH, na zona de Sarajevo. (TVI)

7 de julho de 2015

MILITARES PORTUGUESES EM MISSÃO NO KOSOVO PARTICIPAM EM REUNIÃO DA MISSÃO MILITAR DA UNIÃO EUROPEIA

Uma delegação de 4 Oficiais portugueses da KTM e do HQ/KFOR participaram no Key Leaders Training (KLT) da EUFOR (Missão Militar da União Europeia na Bósnia e Herzegovina (BiH)), que decorreu de 23 a 26 de Junho em CAMP BUTMIR, nas proximidades de Sarajevo.

Este evento adquiriu grande importância uma vez que permitiu aos participantes tomarem conhecimento da actual situação vivida na BiH, e entenderem as condições a nível operacional e logístico a que a KTM será sujeita na eventualidade de vir a ser projectada para este Teatro, uma vez que está também previsto o seu emprego como reserva táctica da EUFOR na BiH.

Durante a estada em Sarajevo, a delegação de militares portugueses teve oportunidade de visitar o cemitério de Potocari erguido em honra das vítimas do massacre de Sebrenica classificado de genocídio pelo tribunal de Haia. Fonte: Emgfa

23 de janeiro de 2012

Cerimónia de Fim de Missão na Bósnia

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Luís Evangelista Esteves de Araújo, presidiu hoje, dia 23 de Janeiro, pelas 11 horas, no Salão Nobre do edifício, à Cerimónia de encerramento da Missão na Bósnia-Herzegovina.

Estiveram presentes na referida Cerimónia, para além do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Saldanha Lopes, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Araújo Pinheiro, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Pina Monteiro e os Comandantes Operacionais dos três Ramos das Forças Armadas.

O General CEMGFA recebeu das mãos do TCOR Santos Martins, último Comandante das LOT (Liason and Observation Team) a Bandeira Nacional.

"Esta missão, que considero extraordinariamente bem sucedida, no cômputo geral, ficou, também, marcada por provações, especialmente de risco operacional, das quais resultaram a inestimável perda de 5 vidas humanas e 13 feridos, alguns deles com perda definitiva de capacidades", disse o General CEMGFA no seu discurso aos militares presentes na cerimónia.

A Terminar o discurso o CEMGFA referiu que: "Como chefe do Estado-maior-general das forças armadas, quero terminar a minha intervenção nesta simples, mas digna cerimónia, cumprimentando os militares aqui presentes, assinalando que, ao fazê-lo, pretendo simbolicamente cumprimentar não só a todos aqueles que convosco serviram Portugal no teatro de operações da Bósnia-herzegovina, mas todos os homens e mulheres dos três ramos das forças armadas que, no exercício da condição militar, cumprem, diariamente, com vincado espírito de bem servir, as suas missões em prol da segurança, da estabilidade, do progresso e do bem-estar de populações carenciadas, exaltando Portugal e as suas Forças Armadas." (EMGFA)

"Exemplar" a participação dos portugueses na Bósnia

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) considerou hoje "exemplar" a participação dos militares portugueses ao longo de quinze anos na Bósnia-Herzegovina, enaltecendo o "sacrificio e o exemplo" dos vários mortos e feridos.

"Foram anos de cumprimento diligente da missão, com elevados padrões de profissionalismo e motivação que permitiram que cedo se instalasse um clima de confiança, respeito e empatia entre as nossas Forças Armadas e as comunidades locais", afirmou o general Luís Araújo.

O CEMGFA discursava numa cerimónia no ministério da Defesa de homenagem à participação portuguesa em missões na Bósnia-Herzegovina, ao serviço de várias organizações internacionais.

No Salão Nobre do ministério da Defesa estiveram também presentes o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Saldanha Lopes, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Pina Monteiro e os comandantes operacionais dos três ramos das Forças Armadas.

"Esta missão, que considero bem sucedida no cômputo geral, ficou marcada pela dolorosa perda de camaradas e por feridos, alguns deles com perdas definitivas de algumas capacidades. A estes homens, que no exercício do seu dever, ao serviço dos superiores interesses nacionais, perderam a vida ou ficaram incapacitados, prestamos justa e sentida homenagem", referiu o CEMGFA, na sua curta intervenção.

"O seu sacrifício e exemplo não podem ter sido em vão e incentivam-nos a prosseguir com redobrado afinco as nossas missões", acrescentou.

Luís Araújo destacou ainda os "quinze anos de empenhamento exemplar" dos militares portugueses naquela região dos Balcãs, "em prol da segurança, da estabilidade, do progresso e do bem estar de populações carenciadas".

Nas missões militares na Bósnia-Herzegovina morreram 4 militares portugueses e 13 ficaram feridos. No final, o CEMGFA rejeitou falar aos jornalistas sobre outros temas que não a participação portuguesa na Bósnia. (DN)

4 de janeiro de 2012

Portugal terminou missão militar na Bósnia

As Forças Armadas retiraram, na véspera de Natal, a quase totalidade dos militares estacionados na Bósnia-Herzegovina e que estavam ao serviço da UE, disse fonte militar ao DN.

O fim dessa missão militar - em curso desde dezembro de 2004 sob a bandeira da UE, mas iniciada em janeiro de 1996 e ao serviço da NATO - estava anunciado há semanas, como consequência do corte orçamental nas verbas afectas às forças nacionais destacadas.

Os três militares portugueses que ainda estão na Bósnia regressam a Lisboa até ao próximo dia 15, pondo fim a uma presença ininterrupta de 16 anos naquele território balcânico - a mais longa das chamadas missões de paz das Forças Armadas no exterior.

Oficialmente, não foi dada qualquer informação sobre o regresso (num avião C-130 da Força Aérea) dos 11 efectivos no passado dia 21 de dezembro.

Portugal teve 14 militares destacados na Bósnia-Herzegovina em 2011: seis na equipa de ligação (LOT) de Derventa e seis na de Modriga, além de dois oficiais colocados em quartéis-generais da missão Althea.

No total, segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas publicados na Net, Portugal empenhou 928 militares na missão europeia Althea - que já era residual (inferior a duas dezenas de efectivos) desde 2007.

No conjunto dos 16 anos das missões NATO e UE na Bósnia, Portugal perdeu cinco militares (quatro logo no primeiro ano, 1996, e o quinto em 2004). (DN)

6 de setembro de 2010

GNR termina participação na missão militar na Bósnia

A participação da GNR na missão militar da União Europeia na Bósnia-Herzegovina terminou e não será substituído o contingente nacional no próximo projecto em Outubro, informou hoje, segunda-feira, o Ministério da Administração Interna.

Em comunicado, o Ministério explica que "Itália, que assegura o apoio logístico à componente policial da missão, comunicou que retirará o seu contingente no final de Outubro de 2010. Espanha decidiu também retirar o respectivo contingente na mesma data".

Assim, "sendo Portugal, Itália e Espanha os principais países contribuintes da Força da EUROGENDFOR (Força de Gendarmerie Europeia), a missão da GNR esgotou-se, não sendo substituído o contingente nacional em Outubro próximo".

A participação da EUROGENDFOR na missão militar da União Europeia na Bósnia-Herzegovina, garantindo a sua componente policial, foi decidida em 19 de Julho de 2007.

Portugal participa nesta missão desde o final de 2007, tendo contribuído com 177 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A GNR exerceu o Comando da Unidade Integrada de Polícia entre 5 de Outubro de 2008 e 28 de Outubro do ano seguinte.(JN)

26 de julho de 2010

GNR treina Policia Militar do Exército da Bósnia -Herzegovina

Elementos da Policia Militar do Exército da Bósnia – Herzegovina receberam, nos dias 20 e 21 de Julho, no Quartel de Rajlovac, formação dos militares da GNR que integram a componente policial da missão militar da União Europeia na Bósnia - Herzegovina (Operação ALTHEA).

A instrução, sob o tema "Military Operations in Urban Terrain", contou com a presença de 17 formandos e surgiu na sequência do plano de formação da EUFOR para o Exército da Bósnia. A GNR tem estado bastante envolvida neste tipo de formação, tendo já agendadas novas formações para o próximo mês de Agosto e Setembro.(GNR)

30 de março de 2010

GNR - Cerimónia de despedida do 9º Contingente do Subagrupamento Bravo e do 5º Contingente da IPU


Realizou-se hoje pelas 16:00 horas, na Unidade de Intervenção, em Santa Bárbara, Lisboa, uma cerimónia de despedida dos militares que vão render o 8º Contingente do Subagrupamento Bravo que está em Timor, e dos militares que vão render o 4º Contingente que integra a componente policial da missão militar da União Europeia na Bósnia – Herzegovina (Operação ALTHEA).

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira e teve a seguinte sequência:

- apresentação das Forças em Parada;

- revista às Forças em Parada;

- alocução alusiva à cerimónia;

- desfile das Forças em Parada.

Fonte : GNR

24 de março de 2010

Visita ao contingente na Bósnia

O Presidente da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Dr. João Soares visitou no dia 23, o contingente da Guarda Nacional Republicana na Integrated Police Unit da EUFOR, na Bósnia.

A visita ao Comando, inserida no programa de uma estadia de quatro dias àquele país, teve como objectivo conhecer e cumprimentar os militares portugueses em missão na Operação ALTHEA que teve inicio em Fevereiro de 2008.(GNR)

11 de novembro de 2009

Secretário de Estado da Defesa, visita forças portuguesas na Bósnia na próxima semana

O secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, irá visitar na próxima semana as forças portuguesas que integram a missão militar da União Europeia (UE) na Bósnia-Herzegovina, adiantou hoje o ministro da Defesa.

Falando aos jornalistas no final de uma visita à Base Naval do Alfeite sobre as visitas já agendadas a Forças Nacionais Destacadas, o ministro Augusto Santos Silva referiu que isso acontecerá 'em particular no próximo mês de Dezembro'.

'Uma visita às tropas nacionais destacadas é uma obrigação indeclinável dos membros do Governo responsáveis pela Defesa Nacional', afirmou, acrescentando que o 'na próxima semana' terá lugar a primeira visita oficial do novo secretário de Estado, às forças portuguesas na Bósnia.

Segundo a página oficial do EMGFA, www.emgfa.pt, Portugal tem actualmente 49 homens - 35 da GNR e 14 do Exército - a integrar a 'Operação Althea', espalhados por várias cidades da Bósnia-Herzegovina.

Questionado sobre se já iniciou o processo de escolha do próximo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) - o general Luís Valença Pinto termina o seu mandato em Dezembro e pode ou não ser reconduzido -, Santos Silva garantiu que 'o Governo cumprirá as disposições constantes na lei' mas assinalou que é preciso 'ter em conta o facto de o Governo se encontrar investido na plenitude das suas funções a partir apenas das 12:30 da passada sexta-feira'.

Já sobre as associações sócio-profissionais de militares, o ministro referiu que 'são organizações representativas dos seus associados, que têm uma existência consagrada legalmente e portanto merecem todo o respeito' e que 'certamente' receberá 'para apresentação de cumprimentos logo que seja solicitado'.

'Julgo aliás que [o pedido] já deve ter chegado ao meu gabinete e eu e o senhor secretário de Estado teremos todo o gosto em receber as associações sócio-profissionais e depois cada um deve cumprir as funções que tem', acrescentou.(Correio do Minho)

2 de outubro de 2009

Cerimónia de despedida do 4º Contingente da GNR da IPU – EUROGENDFOR

Realizou-se hoje (dia 02) pelas 16:00 horas, na Unidade de Intervenção, em Santa Bárbara, Lisboa, uma cerimónia de despedida dos militares que vão render o contingente que integra a componente policial da missão militar da União Europeia na Bósnia-Herzegovina (Operação ALTHEA).

O 4º contingente da Guarda Nacional Republicana é constituído por 22 militares do Pelotão de Intervenção e Manutenção da Ordem Pública e cinco de Investigação Criminal, para além daqueles que já se encontram no país em missão.

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira.(GNR)