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14 de junho de 2013

Câmara de Viana do Castelo vai "activar" o acordo com a Marinha, para cedência do submarino Delfim

A Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje que vai "activar" o acordo com a Marinha, para cedência do submarino militar "Delfim" que pretende musealizar, numa altura em que Portimão também manifestou interesse no navio.

Igualmente contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Marinha confirmou que a cedência do submarino "Delfim" a Viana do Castelo foi autorizada por despacho do Ministro da Defesa Nacional a 24 de Agosto de 2011, mas a sua transferência continua por concretizar.

Aquele submarino operou até 07 de Dezembro de 2005, após ter estado ao serviço da Marinha portuguesa durante 37 anos. Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de Setembro de 1968, em França, tendo entrado ao serviço, em Portugal, no ano seguinte.

Segundo a Marinha, a 17 de Janeiro de 2012 foram enviadas à autarquia propostas do protocolo a rubricar com a Câmara Municipal e do termo de recepção do navio, "documentos que até à data não obtiveram resposta".

"A Marinha aguarda que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tome a iniciativa para a movimentação do submarino. A Câmara Municipal de Portimão já mostrou interesse em receber o 'Delfim' para futura musealização, caso Viana do Castelo desista do mesmo", sublinhou a fonte.

Além das "diligências no transporte" do navio, a autarquia de Viana do Castelo assume estar a estudar a "melhor localização" do submarino, não tendo ainda decidido se a sua exposição acontecerá dentro ou fora de água.

"Estamos interessados no submarino e o objectivo é colocá-lo junto ao antigo navio-hospital Gil Eannes, para constituir um polo de visitas a navios. Temos de estudar o melhor sítio e há contactos em curso nesse sentido", explicou José Maria Costa.

O submarino "Delfim" já foi desmantelado e abatido ao efectivo dos navios de guerra para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura "pronto para ser entregue", garante a Marinha.

Foram entretanto constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino. À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento.

Há ainda custos não quantificados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.

O "Delfim" realizou operações "típicas" da Guerra Fria até 1989, passando depois a acções "de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval", explicou ainda a Marinha.(N.M)

20 de dezembro de 2011

Submarino Delfim pronto para ser entregue a Viana do Castelo

A câmara de Viana do Castelo garantiu hoje esperar 'desenvolvimentos' em 2012 sobre a entrega do submarino Delfim ao município, tendo em conta a prevista reconversão em núcleo museológico na cidade.

'Estamos numa fase de estudos técnicos sobre o processo e esperamos desenvolvimentos em 2012. O interesse do município mantém-se, tudo depende destes estudos', disse hoje à Agência Lusa o presidente da câmara, José Maria Costa.

O submarino já foi desmantelado para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura 'pronto para ser entregue' ao município, indicou à Lusa fonte da Marinha.

Foi, entretanto, 'abatido ao efetivo dos navios de guerra' e 'está em curso o respetivo processo de cedência, para fins museológicos, à câmara municipal de Viana do Castelo', acrescentou a Marinha.

Segundo a câmara de Viana do Castelo foram constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino, que será instalado fora de água, junto à marginal da cidade.

À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento, mas esse valor deverá aumentar substancialmente.

Há ainda custos não quanti ficados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.

Um processo que terá encargos superiores ao da entrega do submarino Barracuda, da mesma classe do Delfim e desativado em 2009, ao município de Almada, onde também será transformado, em 2013, em um núcleo museológico aberto ao público, a instalar na zona ribeirinha do Farol de Cacilhas.

O submarino Delfim operou até 07 de dezembro de 2005, quando realizou a última operação, após ter estado ao serviço da Marinha 37 anos.

Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de setembro de 1968, em Nantes, tendo entrado ao serviço em Portugal a 01 de outubro 1969, sob o comando do então Capitão Tenente Costa Monteiro.

Segundo a Marinha, durante a sua actividade operacional navegou 44.307 horas, das quais 30.743 em imersão, entre os mares do Atlântico e Mediterrâneo, além de ter participado em vários exercícios nacionais e NATO.

Realizou operações 'típicas' da Guerra Fria até 1989, passando depois a ações 'de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval', explicou ainda a Marinha. (LUSA)

31 de agosto de 2009

NRP Delfim será museu em Viana do Castelo

A Marinha prevê ceder para fins museológicos os submarinos já parados ou a abater ao serviço, mas espera que as autarquias interessadas se manifestem.

"Aguarda-se a formalização do interesse por parte destas autarquias", o que "deverá traduzir-se na assunção dos encargos decorrentes da preparação dos navios para fins museológicos, nomeadamente a remoção de todos os fluidos e outros poluentes, que existam no seu interior, e do reboque e colocação no local de destino final", disse ao DN fonte da Armada.

Está previsto que os submarinos Barracuda (ainda operacional) seja cedido à Câmara de Cascais e Delfim (abatido em 2005) à de Viana do Castelo. Neste último caso, segundo a própria autarquia, a cedência far-se-á "a troco de uma compensação de 50 mil euros para efeitos de preparação técnica e ambiental" - embora em data a determinar. (DN)