Comemorou-se no dia 14 de Agosto o dia festivo da Arma de Infantaria, com a realização de uma Cerimónia Militar no Campo Militar de S. Jorge, em Aljubarrota, que integrou forças de todas as Unidades de Infantaria do Exército.
Usaram da palavra Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército, Carlos Jerónimo, que presidiu à Cerimónia, bem como o Director Honorário da Arma de Infantaria, TGen António Agostinho, com mensagens alusivas à efeméride.
Integrada na cerimónia, a Fundação Batalha de Aljubarrota fez a entrega formal ao Exército de uma réplica da Bandeira do Condestável, que esteve desfraldada no Campo de Batalha de Aljubarrota, junto às forças comandadas por Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, Santo da Igreja e Patrono da Arma de Infantaria, que ficará à guarda do Regimento de Infantaria n.º1.
No final da Cerimónia o Coronel Américo Henriques proferiu uma alocução de índole histórico-militar alusiva à Batalha de Aljubarrota, invocando os elevados valores militares e patrióticos que permitiram assegurar a soberania de Portugal, naquela tarde de 14 de Agosto de 1385.
A comemoração da efeméride terminou num almoço-convívio entre todos os Infantes realizado nas instalações do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota e servido pela Manutenção Militar. (Fonte: Exército)
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22 de agosto de 2014
14 de agosto de 2013
14 Agosto - Dia da Infantaria
A Escola Prática de Infantaria (EPI) assinala hoje, dia 14 de Agosto, o Dia da Arma e da Infantaria.
No Terreiro D. João V em Mafra, vão desfilar em parada os militares numa cerimónia com início marcado para as 09h30m.
9 de abril de 2013
Dia do Regimento Infantaria nº 13
O Regimento de Infantaria N.º 13, designação que alternou com a de Regimento de Infantaria de Vila Real entre 1977 e 1993 por Decreto-Lei n.º 187/77, tem a sua origem no Batalhão de Infantaria N.º13 que pela reorganização de 1842 é transformado em Regimento, passando a ter o seu quartel permanente em Vila Real por determinação inscrita na Ordem do Exército (OE) de 31 de Dezembro de 1888.
Em 1917, durante a 1ª Grande Guerra, o 1º Batalhão do RI 13 integra o Corpo Expedicionário Português, sendo louvado pela acção heróica de 9 de Abril de 1998, na defesa da aldeia de La Couture, na Flandres, e mais tarde concedida a Cruz de Guerra de 1ª Classe à Bandeira do RI 13.
Durante a 2ª Grande Guerra cede, em 1940, uma Companhia de Atiradores para o Batalhão de Infantaria N.º 68 expedicionário a Moçambique e, em 1943, mobiliza o Comando do Regimento e um Batalhão para a região de Cartaxo, onde se manteve estacionado.
Ao longo da guerra colonial, o RI 13 mobiliza: para Angola, em 1961, a Companhia de Caçadores 95, a Companhia de Comando e Serviços 185 e o Pelotão de Morteiros 23 e para a Guiné, em 1962, a Companhia de Caçadores N.º 153.
No ano de 1963 passa a Centro de Instrução Nacional e recebe a missão de incorporar e instruir várias gerações de jovens para o esforço de guerra do Ex- Ultramar, proporcionando-lhes adequada formação técnica, militar e humana.
O comportamento dos “Infantes do Marão” foi relevante, consagrado por aqueles que deram a vida no cumprimento do dever, e reconhecido nos que por actos heróicos mereceram ser distinguidos com as mais altas condecorações.
Com o fim da Guerra do Ultramar, o RI 13 desempenha , de forma dignificante, todas as missões, destacando-se pela sua relevância, a continuidade da acção de incorporar e instruir gerações de jovens e a participação empenhada do seu Encargo Operacional em exercícios regionais e nacionais, contribuindo assim para o enriquecimento do Exército e do País.
A partir de Dezembro de 1992, o Encargo Operacional da Unidade, constituído por um Batalhão de Infantaria, integra a Brigada Ligeira de Intervenção (BLI) e posteriormente, no início de 1999, sobe à categoria de Força Operacional de Projecção (FOP). Neste período, o RI 13 afirma-se pelo apoio administrativo-logístico a forças em exercícios combinados do âmbito da NATO/PFP e a outras forças nacionais em exercícios de preparação para actuação como Forças Nacionais Destacadas no quadro das Operações de Apoio à Paz, ao mesmo tempo que o seu encargo se distingue, mais uma vez, na participação em exercícios regionais, nacionais e combinados no âmbito da cooperação bilateral entre Portugal e Espanha (Estados Maiores Peninsulares), sempre merecendo justificadas e honrosas referências.
Em 01 de Março de 1998 concentra e inicia o aprontamento do Agrupamento ALFA da BLI que participa, de 15 de Julho de 1998 a 15 de Janeiro de 1999, numa missão de manutenção de paz no Teatro de Operações (TO) da Bósnia-Herzegovina integrando a SFOR. Nesta missão, os seus militares tiveram um comportamento altamente meritório, atestado tanto por citações provenientes de entidades nacionais e estrangeiras como por condecorações atribuídas a alguns dos seus elementos.
Em 06 de Outubro de 1999 concentra e inicia o aprontamento do Agrupamento CHARLIE da BLI que iniciou em 11 de Fevereiro de 2000 o cumprimento de uma missão de manutenção de paz no TO do Kosovo.
Em Agosto de 2003, concentra e apronta o Agrupamento Hotel, para cumprir uma missão no Teatro de Operações de Timor-leste, no 1º semestre de 2004.
Em Março de 2006 apronta o 1ºBI/EUFOR, para cumprir uma missão no Teatro de Operações da Bósnia-Herzegovina, no 2º semestre de 2006.
Em Março de 2009 apronta o 1ºBI/KFOR, para cumprir uma missão no Teatro de Operações do Kosovo, no 1º semestre de 2009.
Desde a sua instalação em Vila Real, em 1888, o RI 13 tem sido não só um pólo de desenvolvimento e colaboração com as mais diversas entidades, mas, fundamentalmente, uma força de socorro às populações da área onde se encontra implantado, nomeadamente no apoio à prevenção e combate a incêndios, nas cheias do rio Douro e nos nevões que durante o inverno ocorrem frequentemente na região.(Exército)
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8 de fevereiro de 2013
APOIO DA BRIGADA MECANIZADA AO TREINO DOS CADETES DA ROYAL MILITARY ACADEMY DA BÉLGICA
No âmbito do intercâmbio entre as Forças Armadas Portuguesas e Belgas, a Brigada Mecanizada recebeu a missão de apoiar a realização do treino da Royal Military Academy belga, no período entre 23 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2013.
O destacamento belga é formado por 118 cadetes, enquadrados pelos respetivos instrutores e pessoal de apoio, totalizando um efetivo de 153 militares, entre os quais 1 Oficial General (Comandante do Destacamento), 5 Oficiais Superiores, 8 Oficiais Subalternos, 10 Sargentos e 11 Praças.
Alojados nas instalações da Valeira Alta, contando com o apoio logístico da Unidade de Apoio da Brigada Mecanizada (UnAp/BrigMec), os Cadetes belgas terão a oportunidade de desenvolver “treino básico em condições difíceis e ambiente austero, no âmbito da infantaria ligeira”. (Exército)
O destacamento belga é formado por 118 cadetes, enquadrados pelos respetivos instrutores e pessoal de apoio, totalizando um efetivo de 153 militares, entre os quais 1 Oficial General (Comandante do Destacamento), 5 Oficiais Superiores, 8 Oficiais Subalternos, 10 Sargentos e 11 Praças.
Alojados nas instalações da Valeira Alta, contando com o apoio logístico da Unidade de Apoio da Brigada Mecanizada (UnAp/BrigMec), os Cadetes belgas terão a oportunidade de desenvolver “treino básico em condições difíceis e ambiente austero, no âmbito da infantaria ligeira”. (Exército)
14 de agosto de 2011
Presença do Ministro da Defesa Nacional no Dia da Arma de Infantaria
O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, presidiu às Cerimónias Comemorativas do Dia da Arma de Infantaria e da sua Escola Prática, no dia 14 de Agosto, pelas 10h00. O programa incluiu uma Cerimónia Militar no Terreiro D. João V (em frente ao Palácio Nacional) e a inauguração de uma exposição no Museu da unidade, intitulada “EPI – Escola no caminho da modernização ao nível das Pessoas, dos Processos, da Tecnologia e da Formação”. (MDN)
17 de maio de 2011
40º ANIVERSÁRIO DA COMPANHIA DE CAÇADORES 3385
Decorreu no dia 14 de Maio de 2011, na Escola Prática de Infantaria (EPI), um encontro alusivo ao 40º Aniversário da Companhia de Caçadores 3385.
Destaca-se do evento, uma Cerimónia de Homenagem aos Mortos e fotografia de grupo na Porta d’ Armas da Escola Prática de Infantaria. Seguiu-se uma palestra no auditório da EPI, pelo Sr. Eng.º António Oliveira (Ex Furriel-Miliciano), subordinada ao tema “Da carta ao aerograma” a que se seguiram visitas ao Convento, ao Museu da Infantaria e à exposição “Da Carta ao Aerograma”. (Exército)
Destaca-se do evento, uma Cerimónia de Homenagem aos Mortos e fotografia de grupo na Porta d’ Armas da Escola Prática de Infantaria. Seguiu-se uma palestra no auditório da EPI, pelo Sr. Eng.º António Oliveira (Ex Furriel-Miliciano), subordinada ao tema “Da carta ao aerograma” a que se seguiram visitas ao Convento, ao Museu da Infantaria e à exposição “Da Carta ao Aerograma”. (Exército)
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26 de março de 2011
600 militares em Vila Real "Exercício "Júpiter 11"
Cerca de 600 militares do Batalhão de Infantaria que integram o Battle Group da Eurofor realizam um exercício militar com os blindados Pandur entre os dias 28 e 01 de abril, em Vila Real e na serra da Falperra.
Segundo informou o Regimento de Infantaria 13 (RI13), onde os militares estão sedeados, o exercício "Júpiter 11" tem como principal objetivo cimentar o treino e prontidão operacional de uma unidade equipada com os meios mais modernos do Exército Português, nomeadamente as viaturas blindadas de rodas Pandur II (8X8). (DN)
Segundo informou o Regimento de Infantaria 13 (RI13), onde os militares estão sedeados, o exercício "Júpiter 11" tem como principal objetivo cimentar o treino e prontidão operacional de uma unidade equipada com os meios mais modernos do Exército Português, nomeadamente as viaturas blindadas de rodas Pandur II (8X8). (DN)
3 de fevereiro de 2011
Tenente-Coronel de Infantaria Delfim Fonseca condecorado com a “Meritorious Service Medal” dos Estados Unidos da América
Em 27 de Janeiro de 2011, o Tenente-Coronel de Infantaria Delfim Fonseca, a prestar serviço no Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), foi condecorado com a “Meritorious Service Medal” dos Estados Unidos da América.A cerimónia de condecoração decorreu a bordo do USS ENTERPRISE, tendo sido imposta pelo Contra-Almirante Terry Kraft, Comandante daquele porta-aviões.
Estiveram presentes o Comandante do CTOE, Cor Inf Gomes Teixeira, e o excelentíssimo Comandante da Brigada de Reacção Rápida, MGen Raul Cunha, em representação de Sua Excelência o General Chefe do Estado Maior do Exército.
A condecoração decorre da missão de serviço na “INTERNATIONAL SECURITY ASSISTANCE FORCE” (ISAF) como “SPECIAL OPERATIONS FORCES LIASION OFFICER (ISAF SOF LNO) ao “NATO TRAINING MISSION – AFGHANISTAN and COMBINED SECURITY TRANSITION COMMAND – AFGHANISTAN”, entre Janeiro e Julho de 2010. (Exército)
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6 de dezembro de 2010
RI19 prepara militares para integrar exército europeu
O quartel de Chaves do Exército vai ser palco do exercício final de preparação da operacionalidade do contingente português que irá integrar o Battelgroup, uma força armada da União Europeia (UE), avançou à Lusa o Major Mota Santos.
O Battelgroup foi criado no âmbito da Política de Defesa Comum, em 2009, é constituído por militares de diferentes países da UE e tem capacidade para actuar mediante solicitações da ONU ou da UE em situações de catástrofes naturais, crises ou operações de apoio à paz. No regimento de Chaves está a aprontar-se, desde Julho, o contingente do chamado Elemento de Apoio Nacional (EAN) que conta com 142 militares criado para dar sustentação ao batalhão que integrará a força europeia e que deverá estar operacional no segundo semestre do próximo ano.
Esta semana, o contingente nacional realizará o último exercício prático denominado "Áquila" entre o aeródromo municipal de Chaves e a Serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar. O exercício tem em vista a certificação da operacionalidade do contingente português, em termos nacionais, por parte da Inspecção Geral do Exército Português. O exercício "Áquila" fará uma demonstração de força dos militares através da recriação de uma situação de crise, por isso, "está prevista a simulação de uma evacuação de um sinistrado da Serra da Padrela para o aeródromo de Chaves", explicou o Major Mota Santos, chefe de secção de Operações, Informações e Segurança do RI19.
O ponto alto do exercício, sustentou, decorrerá na quinta e na sexta e contará com a presença das chefias dos Órgãos Superiores de Comando e Direcção do Exército e dos titulares dos Órgãos da Administração Local "para certificar a operacionalidade e capacidade de sustentação do Battlegroup português". (DN)
O Battelgroup foi criado no âmbito da Política de Defesa Comum, em 2009, é constituído por militares de diferentes países da UE e tem capacidade para actuar mediante solicitações da ONU ou da UE em situações de catástrofes naturais, crises ou operações de apoio à paz. No regimento de Chaves está a aprontar-se, desde Julho, o contingente do chamado Elemento de Apoio Nacional (EAN) que conta com 142 militares criado para dar sustentação ao batalhão que integrará a força europeia e que deverá estar operacional no segundo semestre do próximo ano.
Esta semana, o contingente nacional realizará o último exercício prático denominado "Áquila" entre o aeródromo municipal de Chaves e a Serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar. O exercício tem em vista a certificação da operacionalidade do contingente português, em termos nacionais, por parte da Inspecção Geral do Exército Português. O exercício "Áquila" fará uma demonstração de força dos militares através da recriação de uma situação de crise, por isso, "está prevista a simulação de uma evacuação de um sinistrado da Serra da Padrela para o aeródromo de Chaves", explicou o Major Mota Santos, chefe de secção de Operações, Informações e Segurança do RI19.
O ponto alto do exercício, sustentou, decorrerá na quinta e na sexta e contará com a presença das chefias dos Órgãos Superiores de Comando e Direcção do Exército e dos titulares dos Órgãos da Administração Local "para certificar a operacionalidade e capacidade de sustentação do Battlegroup português". (DN)
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14 de agosto de 2010
Dia da Arma de Infantaria e da Escola Prática de Infantaria
7 de outubro de 2009
KOSOVO - Cerimónia Militar de Transferência de Autoridade (TOA)

Teve lugar no passado dia 26 de Setembro de 2009, no campo militar de Slim Lines - Pristina/Kosovo, a cerimónia militar de Transferência de Autoridade (TOA) entre o 1ºBatalhão de Infantaria (1ºBI) da Brigada de Intervenção e o 1ºBatalhão de Infantaria Mecanizado (1ºBIMec) da Brigada Mecanizada.A TOA foi simbolizada pela passagem da Bandeira Nacional e do Guião da KFOR Tactical Reserve Manoeuver Battalion (KTM). No evento estiveram presentes, entre outras, autoridades militares e civis da KFOR, da UNMIK, da OSCE, e da EULEX.
A cerimónia foi presidida pelo Comandante da KFOR (COMKFOR), Tenente General Markus Bentler, que no seu discurso aproveitou para destacar o profissionalismo e o empenho dos soldados do 1ºBI e simultaneamente a sua confiança na capacidade e qualidade dos militares do 1ºBIMec. (EMGFA)
A cerimónia foi presidida pelo Comandante da KFOR (COMKFOR), Tenente General Markus Bentler, que no seu discurso aproveitou para destacar o profissionalismo e o empenho dos soldados do 1ºBI e simultaneamente a sua confiança na capacidade e qualidade dos militares do 1ºBIMec. (EMGFA)
4 de outubro de 2009
Guerra do Ultramar - "No mato tinha de matar para não morrer"
Sobrevivência. Numa operação de limpeza matámos e destruímos tudo o que nos apareceu à frente. Foi uma coisa infernal, um tiroteio medonho.Comecei o serviço militar no dia 24 de Janeiro de 1966, quando me apresentei na Guarda, no Regimento de Infantaria 12. Ali fiz a recruta. Em Abril fui para Abrantes tirar o curso de atirador. Parti para a Guiné no dia 30 de Julho, a bordo do paquete ‘Uíge’. Cheguei a Bissau e embarquei em batelões da Companhia Ultramarina como se de mercadoria se tratasse. Passadas uma boas horas saí em Catió. Nunca tinha visto tantos negros à minha volta mas, se eram os nossos inimigos, naquela altura pareciam bons amigos.
Quando cheguei ao quartel encontrei a Companhia de Cavalaria 763 a terminar a sua missão. Deram-nos um colchão pneumático e uma capa de oleado camuflada e fomos à procura de um sítio para dormir. Encontrámos um armazém devoluto e não pensámos duas vezes: enchemos os colchões de ar e deitámo-nos. O pior foram as melgas e os mosquitos que passaram toda a noite a picar-nos.
A companhia dividiu-se em três pelotões e fomos para a ilha de Como. Ficámos no aquartelamento do Cachil. Fiz várias operações logo no início da missão. Numa delas, de noite, atravessámos um rio numa canoa guiada por um negro e fomos fazer uma emboscada na mata de Granjola. O meu comandante tinha-nos avisado de que iríamos encontrar inimigos. E assim foi. Às primeiras palavras vindas da floresta nós não demos hipóteses para mais nada e começámos a disparar.
Foi uma coisa infernal, um tiroteio medonho. Matei muitos inimigos. Ali era assim: no mato tinha de matar para não morrer. O nosso guia foi atingido e teve de ser evacuado de emergência para o hospital. Nós regressamos a Catió, com o baptismo de fogo no currículo de combatente. Dois dias depois fomos destacados para o mato de Cufar. O meu pelotão foi apanhado pelo fogo inimigo e escondemo-nos na água de um rio. Eu só tinha a cabeça fora de água para poder respirar. As balas assobiavam por cima de mim. Vi a água a fazer salpicos e as granadas a rebentarem por perto. Pensei que ia morrer. No entanto, pedimos apoio aéreo e avançámos com toda a força que tínhamos: fizemos dezenas de mortos.
Em Catió fiz várias operações, muitas patrulhas. Mas se lá foi mau, na ilha de Como foi bem pior. As casernas eram os abrigos, com carreiros de formigas pelos chão e enxames de melgas pelo ar. Perdi seis quilos em quatro meses. Diziam que havia 300 minas e armadilhas. Por vezes, durante a noite, lá rebentava uma, o que nos colocava em sobressalto e alerta máximos. No quartel existiam duas filas de arame farpado. Numa estavam os candeeiros a petróleo. Cada posto tinha dois sentinelas. Enquanto um ia dar umas bombadas ao candeeiro, o outro ficava com a espingarda G3 para qualquer eventualidade. Era uma zona muito perigosa, ao ponto do nosso correio ter sido lançado pelo ar.
A alimentação era especial: ao almoço arroz com atum, ao jantar espaguete com chouriço. No dia seguinte era ao contrário. Não percebo como é que foi possível tratar assim os homens que defendiam os interesses da Nação. A higiene, por exemplo, era feita nos charcos, depois de uma granada rebentar, para as cobras e outros répteis se afastarem. O caso que mais me chocou aconteceu em Março de 1967. Numa operação de limpeza com quatro companhias de infantaria, uma de comandos e outra de fuzileiros, matámos e destruímos tudo o que nos aparecia pela frente. Os inimigos pareciam macacos em cima das árvores. Não lhes demos hipótese. No entanto, uma morteirada inimiga atirou com o furriel Ribeiro para uma cadeira de rodas.
Depois de uma luta renhida acabámos por encontrar e destruir o armazém onde eles guardavam o armamento. Em Janeiro de 1968 deixámos Empada e fomos para Bissau, a missão aproximava-se do fim. Fizemos escala na ilha de Bolama, onde ficámos uns dias, porque o presidente Américo Tomás foi lá fazer uma visita e era preciso fazer-lhe segurança. Na véspera da visita entrámos nas lanchas militares e fomos para a Mata, a sul da ilha. Apercebemo-nos que os inimigos iam atacar. Fomos atacados, mas o Seia, armado com uma bazuca, chegou para eles. Limpámos a zona e Américo Tomás pôde fazer a visita sem problemas.
Poucas semanas depois chegou o navio ‘Niassa’ para nos trazer de regresso. No dia 15 de Maio deixei a Guiné com destino a Lisboa, onde desembarquei um mês depois. Apesar de já ter passado muito tempo ainda hoje me recordo da guerra como tivesse sido ontem.
Jorge dos Santos Patrício - Guiné (1966-1968) Fonte: Correio da Manhã
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25 de setembro de 2009
Militares portugueses partiram para o Kosovo
O contingente de 190 militares das Forças Armadas portuguesas partiu hoje de manhã para o Kosovo para render o actual grupo da Força de Reacção Rápida da KFOR (KTM/KFOR).Os militares, que partiram do Aeródromo de Figo Maduro, em Lisboa, pertencem ao Batalhão de Infantaria Mecanizado do Exército (BIMec).
Estes militares, comandados pelo tenente-coronel Lino Gonçalves, vão render um grupo de outros 188, chefiados pelo tenente-coronel Fernando Teixeira, que se encontra no Kosovo desde Março de 2009.(Visão)
Estes militares, comandados pelo tenente-coronel Lino Gonçalves, vão render um grupo de outros 188, chefiados pelo tenente-coronel Fernando Teixeira, que se encontra no Kosovo desde Março de 2009.(Visão)
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23 de setembro de 2009
Kosovo: Primeiros militares portugueses partem quarta-feira para render batalhão
Parte quarta-feira para o Kosovo o primeiro grupo de militares portugueses para a rendição do batalhão que termina no próximo dia 25 a sua missão de seis meses, segundo fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).
O grupo de militares que parte dia 16 integra o 1º Batalhão de Infantaria Mecanizado, que renderá o 1º Batalhão de Infantaria da Brigada de Intervenção, assumindo funções dia 25.
Quase coincidindo com a partida do primeiro grupo de militares, Nuno Severiano Teixeira, ministro da Defesa Nacional, segue hoje à tarde para o Kosovo, naquela que será a sua última visita ao país no cargo que desempenha no presente Executivo.
Segunda-feira, o ministro manterá encontros com vários altos responsáveis, entre os quais o presidente kosovar, Fatmir Sejdiu, e o comandante da Kosovo Force (COMKFOR), o general alemão Markus Bentler, a quem, no passado dia 08, o general italiano Giuseppe E. Gay entregou o comando.
De acordo com fonte do EMGFA, a transferência dos militares portugueses deverá ser efectuada, como é habitual, em três partes.
Seguirá primeiro um destacamento avançado e depois o "grosso da força", a 24 de Setembro. O último voo levará os restantes militares para o Kosovo e transportará para Portugal o resto do batalhão que termina a missão.
O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Valença Pinto, garantiu sexta-feira, em declarações à Rádio Renascença, que Portugal não vai reduzir o contingente no Kosovo.
A renovação da presença portuguesa - com 295 militares - dá-se no momento em que a NATO se prepara para iniciar a redução em 4000 dos actuais 14 mil efectivos do contingente da missão internacional que dirige no terreno, a KFOR, que passará para dez mil militares no prazo de três anos.
Fonte do EMGFA afirmou que está a ser trabalhada, no âmbito da NATO, a redução dos efectivos e a forma como essa redução se irá realizar.
"Há países que querem sair, outros que se querem manter e outros ainda que querem reduzir" o número de militares no Kosovo, adiantou.
"Os espanhóis já fizeram saber há muito tempo que querem sair. Só que quando os espanhóis saem alguém tem que ocupar esse lugar. Quem? É isso que neste momento está a ser trabalhado", exemplificou.
Sexta-feira, em conferência de imprensa, o CEMGFA, Valença Pinto, defendeu que a situação no Kosovo é estável e segura, mas admitiu que se trata de "um território muito volátil".
Ano e meio depois da proclamação unilateral da independência, em Fevereiro de 2008, a situação no Kosovo continua marcada pela instabilidade e por surtos frequentes de tensão, particularmente em Kosovska Mitrovica, cidade do norte do território, dividida entre sérvios e albaneses e palco frequente de confrontos entre as duas comunidades.
A proclamação da independência do Kosovo dividiu profundamente a comunidade internacional - tendo sido até agora reconhecida por 61 Estados, entre os quais Portugal.
A comunidade sérvia continua a rejeitar a independência do território, antiga província sérvia, e a não reconhecer a Eulex, missão europeia no Kosovo, que começou o seu trabalho no terreno no final do ano passado, após meses de atraso face à oposição de Belgrado e de Moscovo.
A Eulex tem como missão acompanhar o trabalho dos dirigentes do novo Estado em matéria de polícia, justiça e protecção das minorias.
A comunidade sérvia considera que a administração das Nações Unidas (UNMIK) é a única presença internacional legítima no Kosovo. (Expresso)
O grupo de militares que parte dia 16 integra o 1º Batalhão de Infantaria Mecanizado, que renderá o 1º Batalhão de Infantaria da Brigada de Intervenção, assumindo funções dia 25.
Quase coincidindo com a partida do primeiro grupo de militares, Nuno Severiano Teixeira, ministro da Defesa Nacional, segue hoje à tarde para o Kosovo, naquela que será a sua última visita ao país no cargo que desempenha no presente Executivo.
Segunda-feira, o ministro manterá encontros com vários altos responsáveis, entre os quais o presidente kosovar, Fatmir Sejdiu, e o comandante da Kosovo Force (COMKFOR), o general alemão Markus Bentler, a quem, no passado dia 08, o general italiano Giuseppe E. Gay entregou o comando.
De acordo com fonte do EMGFA, a transferência dos militares portugueses deverá ser efectuada, como é habitual, em três partes.
Seguirá primeiro um destacamento avançado e depois o "grosso da força", a 24 de Setembro. O último voo levará os restantes militares para o Kosovo e transportará para Portugal o resto do batalhão que termina a missão.
O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Valença Pinto, garantiu sexta-feira, em declarações à Rádio Renascença, que Portugal não vai reduzir o contingente no Kosovo.
A renovação da presença portuguesa - com 295 militares - dá-se no momento em que a NATO se prepara para iniciar a redução em 4000 dos actuais 14 mil efectivos do contingente da missão internacional que dirige no terreno, a KFOR, que passará para dez mil militares no prazo de três anos.
Fonte do EMGFA afirmou que está a ser trabalhada, no âmbito da NATO, a redução dos efectivos e a forma como essa redução se irá realizar.
"Há países que querem sair, outros que se querem manter e outros ainda que querem reduzir" o número de militares no Kosovo, adiantou.
"Os espanhóis já fizeram saber há muito tempo que querem sair. Só que quando os espanhóis saem alguém tem que ocupar esse lugar. Quem? É isso que neste momento está a ser trabalhado", exemplificou.
Sexta-feira, em conferência de imprensa, o CEMGFA, Valença Pinto, defendeu que a situação no Kosovo é estável e segura, mas admitiu que se trata de "um território muito volátil".
Ano e meio depois da proclamação unilateral da independência, em Fevereiro de 2008, a situação no Kosovo continua marcada pela instabilidade e por surtos frequentes de tensão, particularmente em Kosovska Mitrovica, cidade do norte do território, dividida entre sérvios e albaneses e palco frequente de confrontos entre as duas comunidades.
A proclamação da independência do Kosovo dividiu profundamente a comunidade internacional - tendo sido até agora reconhecida por 61 Estados, entre os quais Portugal.
A comunidade sérvia continua a rejeitar a independência do território, antiga província sérvia, e a não reconhecer a Eulex, missão europeia no Kosovo, que começou o seu trabalho no terreno no final do ano passado, após meses de atraso face à oposição de Belgrado e de Moscovo.
A Eulex tem como missão acompanhar o trabalho dos dirigentes do novo Estado em matéria de polícia, justiça e protecção das minorias.
A comunidade sérvia considera que a administração das Nações Unidas (UNMIK) é a única presença internacional legítima no Kosovo. (Expresso)
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13 de setembro de 2009
Militares portugueses partem quarta-feira para o Kosovo
Parte quarta-feira para o Kosovo o primeiro grupo de militares portugueses para a rendição do batalhão que termina no próximo dia 25 a sua missão de seis meses, segundo fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).O grupo de militares que parte dia 16 integra o 1º Batalhão de Infantaria Mecanizado, que renderá o 1º Batalhão de Infantaria da Brigada de Intervenção, assumindo funções dia 25.
Quase coincidindo com a partida do primeiro grupo de militares, Nuno Severiano Teixeira, ministro da Defesa Nacional, segue hoje à tarde para o Kosovo, naquela que será a sua última visita ao país no cargo que desempenha no presente Executivo.
Segunda-feira, o ministro manterá encontros com vários altos responsáveis, entre os quais o presidente kosovar, Fatmir Sejdiu, e o comandante da Kosovo Force (COMKFOR), o general alemão Markus Bentler, a quem, no passado dia 08, o general italiano Giuseppe E. Gay entregou o comando.
De acordo com fonte do EMGFA, a transferência dos militares portugueses deverá ser efectuada, como é habitual, em três partes.
Seguirá primeiro um destacamento avançado e depois o "grosso da força", a 24 de Setembro. O último voo levará os restantes militares para o Kosovo e transportará para Portugal o resto do batalhão que termina a missão.
O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Valença Pinto, garantiu sexta-feira, em declarações à Rádio Renascença, que Portugal não vai reduzir o contingente no Kosovo.
A renovação da presença portuguesa - com 295 militares - dá-se no momento em que a NATO se prepara para iniciar a redução em 4000 dos actuais 14 mil efectivos do contingente da missão internacional que dirige no terreno, a KFOR, que passará para dez mil militares no prazo de três anos.
Fonte do EMGFA afirmou que está a ser trabalhada, no âmbito da NATO, a redução dos efectivos e a forma como essa redução se irá realizar.
"Há países que querem sair, outros que se querem manter e outros ainda que querem reduzir" o número de militares no Kosovo, adiantou.
"Os espanhóis já fizeram saber há muito tempo que querem sair. Só que quando os espanhóis saem alguém tem que ocupar esse lugar. Quem? É isso que neste momento está a ser trabalhado", exemplificou.
Sexta-feira, em conferência de imprensa, o CEMGFA, Valença Pinto, defendeu que a situação no Kosovo é estável e segura, mas admitiu que se trata de "um território muito volátil".
Ano e meio depois da proclamação unilateral da independência, em Fevereiro de 2008, a situação no Kosovo continua marcada pela instabilidade e por surtos frequentes de tensão, particularmente em Kosovska Mitrovica, cidade do norte do território, dividida entre sérvios e albaneses e palco frequente de confrontos entre as duas comunidades.
A proclamação da independência do Kosovo dividiu profundamente a comunidade internacional - tendo sido até agora reconhecida por 61 Estados, entre os quais Portugal.
A comunidade sérvia continua a rejeitar a independência do território, antiga província sérvia, e a não reconhecer a Eulex, missão europeia no Kosovo, que começou o seu trabalho no terreno no final do ano passado, após meses de atraso face à oposição de Belgrado e de Moscovo.
A Eulex tem como missão acompanhar o trabalho dos dirigentes do novo Estado em matéria de polícia, justiça e protecção das minorias.
A comunidade sérvia considera que a administração das Nações Unidas (UNMIK) é a única presença internacional legítima no Kosovo.(Lusa/Expresso)
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15 de agosto de 2009
DIA DA ARMA DE INFANTARIA E DA ESCOLA PRÁTICA DE INFANTARIA
Realizaram-se no dia 14 de Agosto de 2009, em Mafra, as Cerimónias Comemorativas do Dia da Arma de Infantaria e da Escola Prática de Infantaria (EPI).As Cerimónias decorreram com brilho e elevação, estando presentes várias Altas Individualidades Civis e Militares, destacando-se S. Exª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Luís Pinto Ramalho, que presidiu ao Evento.
De realçar também, a magnífica “Exposição D. Nuno Álvares Pereira”, que vai estar patente na EPI no período de 14 de Agosto a 27 de Setembro de 2009. (Exército Português)
8 de agosto de 2009
Militares no terreno para prevenção de incêndios
Vinte e sete militares e duas viaturas tácticas do Regimento de Infantaria 3, de Beja, do Exército Português vão continuar até ao final deste mês de Agosto a colaborar para a prevenção de incêndios no distrito.
As patrulhas decorrem nos concelhos de Mértola e de Moura, no âmbito do Plano Vulcano, tendo já percorrido cerca de 8.000 quilómetros e combatido em primeira instância em dois focos de incêndio.“Além da vigilância permanente, estas equipas de sapadores militares têm melhorado os acessos e promovido a limpeza de áreas florestais públicas, mantendo uma profícua e estreita ligação do CDOS e DGRF de Beja”, sublinha ao “CA” fonte militar. (Correio Alentejo)
As patrulhas decorrem nos concelhos de Mértola e de Moura, no âmbito do Plano Vulcano, tendo já percorrido cerca de 8.000 quilómetros e combatido em primeira instância em dois focos de incêndio.“Além da vigilância permanente, estas equipas de sapadores militares têm melhorado os acessos e promovido a limpeza de áreas florestais públicas, mantendo uma profícua e estreita ligação do CDOS e DGRF de Beja”, sublinha ao “CA” fonte militar. (Correio Alentejo)
7 de agosto de 2009
Exposição D. Nuno Álvares Pereira
A exposição,D. Nuno Álvares Pereira “O Legado, as Batalhas, as Representações”, a ter lugar na Escola Pratica de Infantaria, em Mafra entre os dias 14 de Agosto e 27 de Setembro.Integram a exposição, entre outras, as seguintes peças:uma réplica do estandarte de D. Nuno Álvares Pereira; um antigo hábito Carmelita composto por uma túnica, escapulário e capa; duas imagens em relativas a dois painéis de azulejos existentes no Quartel do Carmo de Lisboa, feitas segundo gravuras de Debrié, representando D. Nuno Álvares Pereira junto às fachadas Ocidental e Oriental do antigo Convento do Carmo, que mandou construir e onde faleceu em 1431; vestígios arquitectónicos do antigo Convento do Carmo, destruídos aquando do terramoto de 1755; uma cópia do Breve Pontifício de 1986, do Congratio Pro Cultu Divino, que declara Nossa Senhora do Carmo Padroeira da Guarda Nacional Republicana e um manequim de militar da Guarda Nacional Republicana. (Fonte:G.N.R)
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