15 de agosto de 2019
Exército participa nas comemorações do 634.º aniversário da Batalha de Aljubarrota
Esta comemoração evoca o episódio a 14 de Agosto de 1385, no âmbito da invasão Castelhana, foi travada a Batalha de Aljubarrota, no campo de S. Jorge, Freguesia da Calvaria de Cima, no Concelho de Porto de Mós, entre as Tropas Luso saxónicas, comandadas por D. João I de Portugal e pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o Exército castelhano e seus aliados, comandados por D. João I de Castela. Esta batalha culminou com a vitória portuguesa, que pôs término à crise de 1383-1385, consolidando com este feito a independência do Reino de Portugal.
A cerimónia, presidida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército e Director Honorário da Arma de Infantaria, Tenente-General Rui Davide Guerra Pereira, teve lugar no Campo de S. Jorge, e contou com a presença do Director da Direcção História e Cultura Militar, Major-General Aníbal Flambó, do Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Sr. João Salgueiro, do presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, Dr. Patrício Gouveia, entre outras entidades civis e militares.
O Exército participou neste evento com uma força militar de escalão Companhia, com a Banda e a Fanfarra do Exército, tendo, no decorrer do programa do evento, tido lugar a entrega, a um conjunto de instituições de cariz social, dos prémios António Sommer Champalimaud, que visa distinguir pessoas, entidades ou projectos, importantes para o conhecimento da História de Portugal.
Destacam-se no programa das comemorações, a palestra da evocação histórica da Batalha de Aljubarrota, realizada pelo Coronel Américo Henriques, a deposição de coroas de flores no Túmulo de D. João I, na Capela do Fundador, Mosteiro de Santa Maria da Vitória-Batalha, e a terminar a visita à exposição de Sistemas e Capacidades, presente junto ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.
14 de agosto de 2018
633º aniversário da Batalha de Aljubarrota
O evento evoca a Batalha, que remonta a 14 de Agosto de 1385, e decorreu no âmbito da invasão Castelhana, entre as Tropas Luso-saxónicas, comandadas por D. João I de Portugal e o seu Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados comandados por D. João I de Castela, culminando na vitória portuguesa, que pôs término à crise de 1383-1385, consolidando com este feito a independência do Reino de Portugal. (Exército)
30 de abril de 2016
CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA BATALHA DE ALJUBARROTA
27 de janeiro de 2016
Fundação Batalha de Aljubarrota e Exército celebram protocolo
14 de agosto de 2015
23 de maio de 2014
Centro de interpretação da Batalha de Aljubarrota abre no domingo
O espaço, junto à ponte da Boutaca, é um complemento ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA), em São Jorge, Porto de Mós, onde se travou o conflito, disse à agência Lusa o Director do CIBA, João Mareco.
"O que tentámos foi aproximar, em termos museológicos e científicos, os conteúdos do CIBA, relativos à Batalha de Aljubarrota, e o que lhe sucedeu: o agradecimento da vitória e posterior construção do Mosteiro da Batalha", explicou João Mareco, adiantando que o objectivo foi mostrar "algo que não tinha sido devidamente explorado".
O centro tem três núcleos, o primeiro relativo às personagens ligadas à problemática da sucessão ao trono e de intervenientes na batalha travada a 14 de Agosto de 1385, como D. João I, D. Juan I de Castela, Leonor Teles ou Nuno Álvares Pereira.
"A segunda fase é um espectáculo de imagem e som sobre o processo de construção do mosteiro. É uma viagem virtual e a última imagem desta viagem abre a janela para o terceiro núcleo, que é a contemplação da paisagem, onde se inclui o mosteiro", declarou o responsável.
João Mareco acrescentou que o centro "reforça a mensagem" relativa à importância da "posição estratégica" assumida pelo exército português, liderado por Nuno Álvares Pereira, que estava em "situação muito mais vantajosa em relação ao inimigo" antes de travar e vencer os castelhanos em São Jorge.
O novo centro pode ser visitado de terça-feira a domingo, mediante marcação para servico.educativo@fundacao-aljubarrota.pt ou pelo telefone 244480062. Os grupos devem ter um mínimo de dez pessoas.
O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, que passou pela remodelação do antigo Museu Militar de São Jorge e recuperação paisagística do campo envolvente, foi inaugurado em Outubro de 2008.
Em Novembro de 2010, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que procedeu à classificação, como monumento nacional, do campo, assim como da área envolvente, onde se inclui a primeira posição do exército português.
Em comunicado, o Governo justificou a classificação com o facto de representar "um momento decisivo de afirmação de Portugal como reino independente", destacando ainda a "táctica militar inédita, apurada na Guerra dos 100 Anos e posta em prática por Nuno Alvares Pereira", na Batalha de Aljubarrota. (DN)
14 de agosto de 2013
Efeméride - 14 de Agosto 1385 "Batalha de Aljubarrota"
14 de agosto de 2012
24 de julho de 2012
14 de agosto de 2011
21 de novembro de 2010
Batalha ganha Núcleo da 1ª Posição do Exército Português
O novo projecto da Fundação Batalha de Aljubarrota está em fase de conclusão e é um novo trunfo cultural e turístico para a região, quer pela riqueza dos conteúdos, quer pela localização com uma vista privilegiada sobre o Mosteiro da Batalha.
A abertura ao público deve acontecer nos próximos meses, mas o Núcleo da 1ª Posição do Exército Português já recebe visitantes, em grupos superiores a 20 pessoas (preferencialmente escolas, cursos de artes, militares e arquitectura). As marcações pode ser feitas pelo telefone 244 480 062. (Jornal de Leiria)
14 de agosto de 2010
29 de julho de 2010
Comemorações dos 625 anos da Batalha de Aljubarrota
4 de maio de 2010
Livro "A Vitória de Aljubarrota"
O CONTEXTO, OS PROTAGONISTAS E OS SEGREDOS DA BATALHA QUE CONSOLIDOU A INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL
Em Aljubarrota, Portugal sublimou-se!
Muito se tem escrito e publicado sobre esta batalha decisiva. Com este livro, contudo, confrontamo-nos com uma visão simultaneamente compreensiva, que alguém já classificou como telescópica, e original, na medida em que o autor nos oferece: uma explicação detalhada do contexto político, social e militar em que a batalha ocorreu; uma análise perspicaz da psicologia e das motivações dos protagonistas; e finalmente, uma tese inovadora sobre o desenrolar da batalha e as razões da vitória
SOBRE O AUTOR:
Vinício de Sousa. Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar. Coronel do Exército (reformado). Licenciado em Ciências Sociais e Políticas pelo ISCSP. Mestre em Ciência Política pela Universidade Técnica de Lisboa. Doutorado em Teoria Política pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou na Esfera do Caos, em Fevereiro de 2010, o livro No Labirinto do Minotauro: Ensaio sobre a Guerra e a Democracia.
Formato: 16cm x 23,50cm
ISBN: 978-989-680-003-1
Data de Publicação: Abril de 2010
PVP: 19,90 euros(Esfera do Caos)
23 de setembro de 2009
Sugestão de Leitura : Aljubarrota - Crónica dos Anjos de Brasa 1383 / 1389
São cerca das cinco da tarde do dia 14 de Agosto de 1385. A vanguarda da cavalaria do exército de Juan I, rei de Castela, acaba de se pôr em movimento. Percorrerá alguns metros a trote, antes de se lançar decididamente a galope, com as lanças bem seguras, apertadas contra o corpo sob a axila do braço direito.A poucas centenas de metros, a hoste portuguesa e inglesa aguarda o embate, em formação cerrada, todos de pé. Vezes sem conta o desfecho deste ataque inicial determina o resultado da batalha.
E, neste caso, o resultado da batalha decidirá se os reinos de Castela e de Portugal serão reunidos, nas pessoas de Juan I e de sua mulher Beatriz, ou se Portugal continuará a ser um reino independente, sob o rei D. João I, designado poucos meses antes nas cortes de Coimbra. É isso que está em jogo naquela carga de cavalaria e nos sucessos militares que se lhe seguirem.(Wook)
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 128
Editor: Quidnovi
ISBN: 9789728998875
Colecção: Guerras e Campanhas Militares
Preço : 4,90€
14 de agosto de 2009
14 de Agosto 1835 "A BATALHA DE ALJUBARROTA"
Evitam o choque com os portugueses, uma vez que isso implicaria a subida de um terreno em condições extremamente desfavoráveis. Preferem tornear a forte posição portuguesa pelo lado do mar, até estacionarem na ampla esplanada de Chão da Feira. O exército português constituído por aproximadamente 7.000 homens de armas, move-se então uns dois quilómetros para Sul e inverte a sua posição de batalha para ficar de frente para o inimigo.
Passava das 18 horas quando se deu o assalto castelhano à posição portuguesa. Uma vez iniciada a batalha, é então possível referir os cinco principais momentos do combate:
1º- a impetuosa vanguarda do rei de Castela (na sua maior parte constituída por tropas auxiliares francesas, como claramente assegura Froissart) inicia o ataque provavelmente a cavalo, sendo rechaçada nas obras de fortificação antecipadamente preparadas pela hoste de D. João I, obras essas que constituíram uma surpresa absoluta para os seus arrogantes adversários. Para prosseguir o combate, os franceses são obrigados a desmontar (aqueles que o conseguem fazer) na frente do inimigo e, por isso, em posição absolutamente crítica.
2º- ao saber do desbarato da sua linha da frente, D. Juan I decide mandar avançar o resto do exército então presente no Chão da Feira, maioritariamente também a cavalo. Ao aproximarem-se da posição portuguesa, apercebem-se de que - contrariamente ao que supunham - o combate está a ser travado a pé (ou tem de ser travado a pé, dadas as características do sistema de entrincheiramento defensivo gizado pela hoste portuguesa). Por isso, os cavaleiros castelhanos desmontam cedo e percorrem a pé o que lhes falta (escassas centenas de metros) até alcançarem os adversários. Ao mesmo tempo, cortam as suas compridas lanças, para melhor se movimentarem no corpo-a-corpo que se avizinha;
3º- entretanto, os homens de armas de D. Juan I vão sendo crivados de flechas e de virotões lançados respectivamente pelos arqueiros ingleses e pela “ala dos namorados” portuguesa, o que, juntamente com o progressivo estreitamento da frente de batalha (devido aos abatises, às covas de lobo e aos fossos) os entorpece, embaraça e torna "ficadiços" (de acordo com Fernão Lopes) e os aglutina de maneira informe na parte central do planalto; tais foram, porventura, os minutos mais decisivos da jornada;
4º - quanto às alas castelhanas, essas permanecem montadas, destinadas que estavam - como era tradicional na época - a ensaiar um envolvimento montado da posição portuguesa, coisa que, devido à estreiteza do planalto, apenas a ala direita (chefiada pelo Mestre de Alcántara ) terá conseguido, e mesmo assim numa fase já tardia da refrega;
5º- o pânico apodera-se do exército castelhano, quando dentro do quadrado português, a bandeira do monarca castelhano é derrubada. Os castelhanos precipitam-se então numa fuga desorganizada. Segue-se uma curta, mas devastadora perseguição portuguesa, interrompida pelo cair da noite. D. Juan de Castela põe-se em fuga, em cima de um cavalo, juntamente com algumas centenas de cavaleiros castelhanos. Percorre nessa noite perto de meia centena de quilómetros, até alcançar Santarém, exausto e desesperado. Até à manhã do dia seguinte, milhares de castelhanos em fuga são chacinados por populares nas imediações do campo de batalha e nas aldeias vizinhas.
O restante das forças franco-castelhanas saem de Portugal, parte passando por Santarém e depois por Badajóz e a outra parte, através da Beira, por onde tinham entrado.
No campo de batalha, as baixas portuguesas foram cerca de 1.000 mortos, enquanto no exército castelhano se situaram em aproximadamente 4.000 mortos e 5.000 prisioneiros. Fora do campo da batalha, terão sido mortos nos dias seguintes pela população portuguesa, cerca de 5.000 homens de armas, em fuga, do exército castelhano. Devido ao significado político da Batalha e aos seus numerosos nobres e homens de armas que aí morreram, Castela permaneceu em luto por um período de dois anos. (Fundação Batalha de Aljubarrota)








