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6 de abril de 2021

Batalha dos Atoleiros


A Batalha dos Atoleiros que foi travada a 6 de Abril de 1384 representou um acontecimento decisivo para a História e para o futuro de Portugal. Nesta batalha, Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar da sua superioridade numérica, através da utilização de uma tática militar de inspiração inglesa, a “tática do quadrado”.

Esta vitória revelou-se bastante expressiva, não só por não se terem registado mortos, nem feridos da parte portuguesa, ao contrário dos invasores que sofreram pesadas baixas, mas igualmente devido ao facto de se ter desabonado a invencibilidade castelhana, dando início ao processo de consolidação da nação portuguesa.(C.I.BA)

7 de abril de 2019

635.º aniversário da Batalha dos Atoleiros

(Exército)O Exército Português, através da Direcção de História e Cultura Militar (DHCM), em conjunto com a Câmara Municipal de Fronteira, assinalou hoje o 635.º aniversário da Batalha dos Atoleiros.

O episódio evocativo remonta ao dia 6 de Abril de 1384, onde, na Herdade dos Atoleiros, o Exército Castelhano com mais de 1000 cavaleiros, acompanhados por numerosa tropa de infantaria atacou uma força portuguesa de apenas 300 cavaleiros, 100 besteiros e pouco mais de 1000 peões. Perante isto, D. Nuno Álvares Pereira adoptou uma táctica defensiva e ordenou aos seus homens montados a cavalo que lutassem a pé. Os cavaleiros castelhanos carregaram em força, mas viram-se embaraçados pela ribeira das Águas Belas e tiveram de conter o ímpeto, o que resultou numa heróica vitória das forças portuguesas.

Junto ao Padrão da Batalha dos Atoleiros realizou-se a cerimónia de homenagem aos mortos em campanha, presidida pelo Diretor da DHCM, Major-General Aníbal Alves Flambó. De seguida, na Avenida Heróis dos Atoleiros, decorreu a cerimónia militar presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, na qual estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Fronteira, Dr. Rogério da Silva, e o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, entre outras entidades civis e militares.

As comemorações dos 635 anos da Batalha dos Atoleiros, segundo as palavras do Ministro da Defesa Nacional, “são um bom pretexto para recordar os actos heróicos do nosso Exército e o sentido de dever e de entrega que caracteriza as nossas Forças Armadas", evocando D. Nuno Álvares Pereira como “uma figura ímpar e um superior exemplo da capacidade dos militares portugueses de defenderem o país face às ameaças externas".

Destacou, ainda, o trabalho desenvolvido em prol da preservação do património militar, dos museus e núcleos museológicos, com a criação de centros de interpretação dedicados às grandes batalhas travadas pelo Exército Português, dizendo que “em todas essas iniciativas aproximamos a defesa dos cidadãos e mostramos o seu contributo para o país ao longo dos seus séculos de história".

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Fronteira enalteceu todos os militares presentes pelo “papel que diariamente desempenham na segurança das pessoas e na defesa do país", referindo que “o Exército Português, cuja história se confunde com a própria Nação, é uma Instituição merecedora de enorme respeito e gratidão", pelo que em nome da população do concelho de Fronteira afirmou reconhecer categoricamente o enorme mérito dos extraordinários feitos levados a cabo pelo Exército, entre os quais a Batalha dos Atoleiros.

A terminar a cerimónia, todos os presentes testemunharam o desfile das forças em parada, constituídas por militares do Regimento de Cavalaria Nº3, de Estremoz, do Regimento de Artilharia Nº 5, de Vendas Novas, da Banda do Exército e da Guarda Nacional Republicana, tendo ainda marcado presença os Bombeiros Voluntários de Fronteira.

A visita ao Centro de Interpretação dedicado à Batalha dos Atoleiros encerrou o dia festivo.

27 de abril de 2017

633º Aniversário da Batalha dos Atoleiros

No dia 06 de Abril decorreram as comemorações do 633º aniversário da Batalha dos Atoleiros, em Vila de Fronteira, presidida pelo Director da Direcção de História e Cultura Militar, Major-General Alves Flambó.

A Batalha dos Atoleiros, que ocorreu durante a crise dinástica de 1383-1385, marcou o início da série de batalhas em que Portugal venceu as forças do Reino de Castela e constituiu na Península Ibérica a primeira e efectiva utilização das novas técnicas de defesa, utilizadas por forças apeadas em inferioridade numérica, perante uma cavalaria pesada muito superior.

Do programa das comemorações, que foram associadas ao dia festivo do Concelho de Fronteira, releva-se a Romagem ao Padrão da Batalha, na Herdade dos Atoleiros e a cerimónia militar que teve lugar no centro da Vila. (Exército)

20 de abril de 2015

CERIMÓNIA COMEMORATIVA DO 631º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DOS ATOLEIROS

O 631º aniversário da Batalha dos Atoleiros foi comemorado no dia 06 de Abril, na vila de Fronteira. O Exército Português, através do Regimento de Cavalaria 3, associou-se às comemorações no dia do concelho de Fronteira e do seu Feriado Municipal.

As comemorações tiveram início com a Romagem ao Padrão da Batalha, na Herdade dos Atoleiros, onde teve lugar a homenagem aos mortos, seguindo-se depois para o centro da vila, onde se realizou a parada das forças militares e militarizadas.

Estiveram presentes neste dia festivo várias altas individualidades civis e militares, destacando-se a presença de Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, que presidiu ao evento.(Exército)

6 de abril de 2015

Batalha dos Atoleiros ( 631º Aniversário)

Ocorrida a 06 de Abril de 1384, no sítio pantanoso de Atoleiros, entre Fronteira e Sousel, esta batalha saldou-se com uma vitória de Portugal sobre Castela.

Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar de se apresentar na contenda em menor número, utilizando pela primeira vez a táctica do quadrado.

Da parte portuguesa não se registaram mortos, nem feridos, ao contrário dos invasores que sofreram pesadas baixas. 

15 de abril de 2014

COMEMORAÇÕES DO 630º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DOS ATOLEIROS

No passado dia 06 de Abril 2014 decorreram na Vila de Fronteira as comemorações do 630º aniversário da Batalha dos Atoleiros, presididas pelo Exmo Tenente-General Comandante de Instrução e Doutrina do Exército, TGen Frederico José Rovisco Duarte.

Pelas 10H00, no padrão comemorativo da batalha, na Herdade dos Atoleiros, realizou-se uma sentida homenagem a todos aqueles que tombaram no campo da honra. Nesta cerimónia estiveram presentes o Exmo Major-General Director de História e Cultura Militar, MGen João Manuel Santos de Carvalho, bem como os Comandantes, Diretores e Chefes das U/E/O do Exército participantes, assim como representantes das principais forças vivas do Concelho de Fronteira.

Às 11H00, na Avenida Heróis dos Atoleiros, no centro da Vila de Fronteira, teve lugar uma parada militar, composta por forças do Regimento de Cavalaria Nº 3 de Estremoz, do Pólo Permanente do Regimento de Artilharia Nº 5 de Vendas Novas, pela Fanfarra do Exército e pela Banda do Exército.

Associaram-se a estas comemorações a população local, assim como as autoridades civis, militares e religiosas do Distrito de Portalegre e centenas de Fronteirenses. (Exército)

6 de abril de 2014

BATALHA DOS ATOLEIROS - 6 de Abril de 1384

Batalha dos Atoleiros ocorreu a 6 de Abril de 1384, no actual município português de Fronteira distrito de Portalegre, a cerca de 60Km da fronteira com Castela, entre as forças portuguesas, comandadas por Nuno Álvares Pereira, e uma expedição punitiva castelhana, enviada por João I de Castela, junto da povoação do mesmo nome no Alentejo. D. Nuno Álvares Pereira, chefe militar português que tinha sob o seu comando uma força de 1.500 homens de pé, dos quais 100 besteiros e 300 lanças (cavalaria ligeira e pesada).

As forças castelhanas invasoras, contam com um efectivo com 5.000 homens

Por esta altura Nuno Álvares Pereira tinha sido nomeado pelo Mestre de Avis como fronteiro do Alentejo, temendo a entrada em Portugal do exército castelhano por aquela zona. Partindo de Lisboa, D. Nuno aumentou o número dos seus homens pelo caminho e aproximou-se do exército inimigo que intentava cercar Fronteira. Mais numerosos e conscientes que D. Nuno os iria interceptar, os castelhanos enviaram um emissário ao chefe do exército português, tentando dissuadi-lo. Perante a recusa dos portugueses, o exército castelhano dirigiu-se ao seu encontro. O exército português já os aguardava, formando um quadrado (retângulo, mais precisamente), com a maioria das lanças na vanguarda; nas alas e retaguarda estavam os peões misturados com algumas lanças. Os castelhanos atacaram com a cavalaria, que foi contida pelas lanças e virotões, o que gerou grande desordem. A batalha durou pouco, tendo sofrido o exército castelhano pesadas baixas.

As tropas castelhanas, que depois de desorganizadas foram tomadas pelo pânico e começaram a fugir em todas as direcções, sendo perseguidas ao longo de todo o resto do dia pelas forças de D. Nuno Álvares Pereira, que lhes deu caça até à distância de cerca de sete quilómetros do local da batalha.

A batalha dos Atoleiros, constituiu na Península Ibérica a primeira e efectiva utilização das novas técnicas de defesa de forças de infantaria em inferioridade numérica perante uma cavalaria pesada muito superior. A mais conhecida destas será conhecida como a técnica de «pé terra»» ou «pé em terra», pela primeira vez usada em Portugal. Consistia em peões armados com lanças esperar a carga da cavalaria inimiga adoptando uma táctica defensiva.

Uma das mais curiosas notas da batalha, é que embora as forças de Castela tenham sofrido perdas muito elevadas, principalmente com muitos mortos entre a cavalaria pesada (que era a força castelhana mais importante) do lado português, julgam alguns, não ocorreu uma única morte, nem se registaram feridos; algo pouco provável, pois o ataque castelhano consistiu primeiro em atacar a cavalo e como não surtiu efeito, nova investida foi feita a pé havendo um combate corpo a corpo.

Este facto só por si, (não haver mortos ou feridos) para a realidade da Idade Média era já de si importante, porque para um ambiente extremamente condicionado pela religião, a não existência de mortos ou feridos era vista como um prova de que o lado Português tinha o apoio de Deus.
Origem: Wikipédia

27 de abril de 2012

COMEMORAÇÕES DO 628º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DOS ATOLEIROS

No passado dia 22 de Abril de 2012, comemorou-se na Vila de Fronteira, o 628º Aniversário da Batalha dos Atoleiros.

As comemorações foram presididas por S.Exª o Ministro da Defesa Nacional, Dr José Pedro Aguiar-Branco, e contou também com a presença de várias altas individualidades civis e militares, evidenciando-se S. Exª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Artur Pina Monteiro, e o Presidente da Câmara Municipal de Fronteira, Dr. Pedro Namorado Lancha.

Do programa oficial das comemorações, destacam-se as Honras Militares prestadas à chegada de S. Exª o Ministro da Defesa Nacional, as alocuções do Coronel de Infantaria Américo Henriques e do Presidente da Câmara Municipal de Fronteira e o desfile das Forças em Parada.

Após a cerimónia militar, decorreu a inauguração do Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros, com breve alocução do Presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, Dr. Alexandre Patrício Gouveia e um discurso de S. Exª o Ministro da Defesa Nacional. Durante a tarde os convidados e a população assistiram uma Recriação Histórica da Batalha dos Atoleiros.(Exército)

23 de março de 2011

Fronteira revive a Batalha dos Atoleiros

A vila de Fronteira, no distrito de Portalegre, será palco, nos dias 2 e 3 de Abril, da Feira Medieval e da recriação histórica da Batalha dos Atoleiros, que recorda a vitória de Portugal sobre Castela, em 1384.

No primeiro fim-de-semana de Abril, Fronteira mergulha no tempo e a vila transforma-se num verdadeiro palco de história e num ambiente único de feira medieval, convidando os visitantes a reviver a histórica Batalha dos Atoleiros, em que o exército comandado por D. Nuno Álvares Pereira venceu as tropas de Castela, em 1384, sendo que os portugueses não sofreram uma única baixa.

A recriação da Batalha dos Atoleiros decorre domingo, dia 3 de Abril, às 15h, no Campo da Batalha, na zona industrial de Fronteira e os interessados podem participar como figurantes nesta que foi uma das mais importantes e determinantes lutas de independência de Portugal.

A abertura oficial da feira medieval de Fronteira realiza-se no sábado, 2 de Abril, às 12h. Ao longo do dia há animação de rua, desde danças e folias com saltimbancos e menestréis, visita do almotacem e do meirinho aos mercadores, passando pelo teatro de rua até a espectáculos com cuspidores de fogo e malabaristas. No Parque de Jogos Medievais, os mais pequenos e as famílias vão poder divertir-se, experimentando as mais diferentes formas de entretenimento da época.

Depois de apreciarem o mercado medieval que decorre ao longo das ruas e praças da vila, os visitantes podem entregar-se aos comeres e beberes medievais nas tabernas do mercado e, às 21h, assistir ao torneio de armas a cavalo na praça do burgo.

Ao final da noite (22h30), decorre a recriação da partida das hostes castelhanas que aquartelavam no Crato em direcção a Fronteira com intenções de lhe pôr cerco e da partida dos homens de armas que vão engrossar as fileiras do exército português, comandado por D. Nuno Álvares Pereira.

O sábado termina com o espectáculo de dança e malabares de fogo “Os Guardiães do Tesouro”.

No domingo, as tasquinhas continuam a atrair os visitantes, assim como o mercado medieval. Às 15h00 acontece a tão esperada Recriação da Batalha dos Atoleiros. Duas horas mais tarde, às 17h00, as tropas de D. Nuno Álvares Pereira chegam ao burgo, animadas pela celebração da vitória e a aclamação popular.

O evento é promovido e organizado pela Câmara Municipal de Fronteira e a entrada é gratuita. (J.Nisa)

5 de abril de 2010

626 anos da batalha dos Atoleiros

Milhares de pessoas estiveram ontem na vila de Fronteira para assistir à reconstituição da histórica Batalha dos Atoleiros, ganha pelos portugueses ao poderoso Exército castelhano em 1384. "Foi uma vitória da táctica contra a força", dizia um morador local para a família, enquanto via avançar os guerreiros comandados por Nuno Álvares Pereira.

Com apenas 1200 homens, o Exército português derrotou, sem uma única baixa, o enorme Exército de Castela, formado por cinco mil militares. Para esta histórica vitória, que iniciou a afirmação da nação portuguesa, contribuiu a táctica do quadrado, inovadora na época. Surpreendidos, os castelhanos acabaram por fugir. (CM)