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16 de maio de 2012

CEMGFA e MDN recebem a FRI

Ontem, dia 15 de maio, pelas 18h00 na Base Naval de Lisboa, o CEMGFA, General Luis Araújo, acompanhou o Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, na recepção à Força de Reação Imediata que participou na Operação Manatim.

Na cerimónia estiveram ainda presentes os três Chefes dos Estado-Maior, bem como os respectivos Comandantes Operacionais.

A cerimónia decorreu a bordo do NRP Bartolomeu Dias, estando presentes militares de todos os comandos e meios com participação na operação. (EMGFA)

5 de maio de 2012

Força de Reação Imediata já iniciou o regresso a Portugal

Parte dos meios da Força de Reação Imediata (FRI) portuguesa enviada, em meados de Abril, para Cabo Verde, na sequência de um golpe de Estado na Guiné-Bissau, começou hoje a regressar a Portugal. O objetivo do envio fora o de, se necessário, resgatar cidadãos portugueses e europeus daquela antiga colónia caso o conflito político-militar se agravasse.

No entanto, nos últimos 15 dias, a evolução da situação permitiu fazer uma avaliação mais favorável quanto à segurança dos portugueses na Guiné, abrindo caminho à retração do dispositivo militar português na região.

"O evoluir da situação, nomeadamente a alteração de circunstâncias (a reabertura do espaço aéreo e o desenvolvimento político e diplomático dos últimos 15 dias) faz com que a presente avaliação de risco permita a retração, já hoje, de parte da força", afirmou esta sexta-feira, 4, José Pedro Aguiar Branco, numa entrevista à VISÃO, que será publicada na edição da próxima quinta-feira.

Desse modo, a fragata Vasco da Gama e o navio reabastecedor Bérrio da Marinha iniciaram o seu regresso a Portugal. Na região vão permanecer ainda os navios Bartolomeu Dias (fragata) e Batista de Andrade (corveta).

A ordem de partida para África foi dada a 13 de abril, e 48 horas depois já a Vasco da Gama, a Bartolomeu Dias e o Bérrio se encontravam a caminho.

"Podemos estar todos satisfeitos com a capacidade que as Forças Armadas têm para poder estar em prontidão dessa forma, o que obriga a muito treino, muito ensaio, disciplina e rigor durante o tempo em que não há exposição mediática", comentou o ministro.

Entretanto, num comunicado, o Ministério anunciou que a decisão "tem em conta não só as condições de segurança em que a comunidade portuguesa na Guiné Bissau se encontra, como também o facto de se verificar uma situação de abertura das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas que tem permitido um fluxo normal de entradas e saídas do território".

O Executivo garante que continuará a seguir a situação na Guiné-Bissau, e que não deixará de assumir novas medidas de prontidão de forças adequadas para responder a quaisquer eventualidades que coloquem em causa a segurança da comunidade portuguesa.(Visão)

18 de abril de 2012

Navios enviados para Guiné limitam meios da Marinha

A Marinha portuguesa tem apenas disponíveis cinco navios para operações de busca e salvamento que sejam necessárias em alto mar, depois do envio de meios para a Guiné-Bissau.

De acordo com a agência Lusa, estão actualmente ao serviço da Marinha, quatro corvetas e o além do novo navio patrulha «Viana do Castelo».

A situação deve-se ao facto da corveta «Baptista de Andrade» ter sido mobilizada, no domingo, para integrar a Força de Reação Imediata (FRI) que partiu para a Guiné-Bissau, e ainda devido à necessidade de reparação de outros navios.

À agência Lusa, o porta-voz da Marinha, Santos Fernandes, explicou: «Obviamente que esta situação obriga a uma taxa de esforço maior dos navios e das guarnições. Se houver avarias pode limitar a saída para o mar e reduzir a flexibilidade de emprego dos meios.»

Contudo o porta-voz considera que a atribuição de uma das cinco corvetas que estavam disponíveis para a FRI foi «devidamente ponderada».

É de salientar que a Marinha assegura operações de busca e salvamento num espaço de ordem dos 5.792.740 quilómetros quadrados, sensivelmente 63 vezes a superfície do território nacional, com meios que por várias fontes são considerados «obsoletos». (Tvi24)

17 de abril de 2012

A corveta 'Baptista de Andrade' e a fragata 'Vasco da Gama' já estão a caminho da Guiné-Bissau

A corveta 'Baptista de Andrade' deixou a Madeira às 19 horas, após reabastecimento, e dirige-se com a fragata 'Vasco da Gama' para uma missão de eventual resgate de portugueses da Guiné-Bissau.


A corveta, que integra a Força de Reacção Imediata (FRI), atracou no porto do Caniçal, no concelho de Machico, às 12h10, constatou a Lusa no local. Uma hora mais tarde chegou o navio balizador 'Shultz Xavier', que saiu pelas 17h45.

«A corveta aproveitou a passagem ao largo da Madeira para reabastecer de víveres e água potável, de forma a recompletar a sua capacidade em termos logísticos, dado desconhecer-se o período de duração da missão», informou o capitão de fragata e relações públicas da Estado-Maior General das Forças Armadas, Ramos de Oliveira.

Ramos de Oliveira esclareceu que, durante o período do reabastecimento logístico da corveta, a fragata 'Vasco da Gama' que integra também a FRI »manteve-se ao largo da Madeira», explicando que «ambas vão prosseguir a missão juntas».

A FRI, que inclui ainda um avião P-3 Orion, partiu ao início da tarde de domingo para Cabo Verde, com o objectivo de, caso seja necessário, apoiar as operações de retirada de cidadãos portugueses da Guiné-Bissau, país que foi alvo de um golpe de Estado na quinta-feira.

Neste dia, fonte oficial do Ministério da Defesa afirmou à Lusa que os militares portugueses não têm qualquer operação definida para já e que esta decisão acontece na sequência do aumento do nível de prontidão da FRI.

«O objectivo desta decisão é ficarmos mais próximos da Guiné-Bissau caso venha a ser necessário proceder a uma missão de retirada de cidadãos portugueses e de pessoas de outras nacionalidades», referiu esta fonte.

A decisão de aumentar o nível de prontidão da FRI foi conhecida na sexta-feira, um dia depois do golpe de Estado de um auto denominado Comando Militar na Guiné-Bissau.

A FRI tem meios dos três ramos das Forças Armadas que variam consoante o tipo de missão, pode ser deslocada em 72 horas e é comandada pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Na quinta-feira à noite um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

Desde esse dia que se desconhece o paradeiro de Carlos Gomes Júnior e do Presidente interino, Raimundo Pereira.

A acção foi justificada por um auto denominado Comando Militar, cuja composição se desconhece, como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo. Lusa/SOL

P3 Orion e C-130 portugueses já estão estacionados na ilha cabo-verdiana do Sal

Os aviões militares portugueses "P3 Orion" e "C-130" estão estacionados desde domingo à noite no aeroporto da ilha cabo-verdiana do Sal para apoiar eventuais operações de retirada de cidadãos portugueses da Guiné-Bissau.

Fontes oficiais confirmaram hoje à Agência Lusa que os dois aparelhos aterraram no aeroporto internacional Amílcar Cabral, devendo o "C-130", após descarregar material diverso, regressar a Lisboa.

As fontes, que solicitaram anonimato, confirmaram que Portugal solicitou também às autoridades cabo-verdianas a respetiva autorização para a corveta e a fragata portuguesas, que partiram também no domingo, utilizarem as águas territoriais do arquipélago.

Até agora, ninguém do Governo cabo-verdiano se mostrou disponível para comentar, quer a presença militar portuguesa no arquipélago, quer a evolução da situação político-militar na Guiné-Bissau.

Os dois navios e o avião, após o "C-130" regressar a Lisboa, integram a Força de Reação Rápida (FRI) que partiu no domingo de Portugal com o objetivo de, caso necessário, apoiar as operações de retirada de cidadãos portugueses da Guiné-Bissau, país que foi alvo de um golpe de Estado na quinta-feira.

No domingo, fonte oficial do Ministério da Defesa português disse à Lusa que os militares não têm, para já, qualquer operação definida, sublinhando que a decisão foi tomada na sequência do aumento do nível de prontidão da FRI.

A decisão de aumentar o nível de prontidão da FRI foi conhecida na sexta-feira, um dia depois do golpe militar de um autodenominado Comando Militar.

A FRI tem meios dos três ramos das Forças Armadas que variam consoante o tipo de missão, pode ser deslocada em 72 horas e é comandada pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

Na quinta-feira à noite um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

Desde quinta-feira que se desconhece o paradeiro de Carlos Gomes Júnior e do Presidente interino, Raimundo Pereira.

A ação foi justificada por um autodenominado Comando Militar, cuja composição se desconhece, como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo.

No sábado, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiu "tomar a iniciativa" de propor "uma força de interposição para a Guiné-Bissau, com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas". (I)

2 de abril de 2010

A Força de Reacção Imediata (FRI) entrou em prevenção

A Força de Reacção Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas entrou em prevenção, a 24 horas, caso a situação político-militar se agrave na Guiné-Bissau, onde esta manhã teve lugar uma tentativa de golpe militar que levou à prisão do primeiro-ministro e do principal chefe militar guineenses.

Segundo fontes militares, a componente terrestre da FRI - uma companhia de pára-quedistas (centena e meia de efectivos) e um destacamento das forças especiais de Lamego - entrou em estado de prevenção para partir em 24 horas, a bordo de aviões C-130 da Força Aérea.

Quanto à componente naval, que se encontra de prevenção a 48 horas, é a fragata Corte Real que está afecta à FRI. Essa unidade naval, a que se junta o reabasteceder Bérrio, prevê transportar uma companhia de fuzileiros (cerca de 120 militares, incluindo elementos do Destacamento de Acções Especiais) e duas dezenas de mergulhadores.

A ordem de activar a FRI foi dada pelo chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, general Valença Pinto.(DN)