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24 de abril de 2015

Arrancou campanha "Um euro por Ernano"

A Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR) está a promover uma campanha de angariação de verbas, que já arrancou, para ajudar o militar da GNR Hugo Ernano a custear o último recurso que lhe resta, para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, no processo em que foi condenado por matar acidentalmente, a tiro, um rapaz de 13 anos na perseguição à carrinha em que o menor seguia com o pai e o tio, que andavam a furtar ferro. O caso passou-se em 2008, em Loures.

Perante a decisão recente do Tribunal Constitucional, que não deu razão ao profissional da GNR, Hugo Ernano está condenado a quatro anos de prisão com pena suspensa e ao pagamento de uma indemnização de 55 mil euros aos pais do menor, como lembrou a APG em comunicado.

A campanha chama-se "Um euro por Ernano" e está a decorrer nas redes sociais na página "Vamos apoiar Hugo Ernano". A página já tem mais de 100 mil seguidores.

Todo o dinheiro recebido será utilizado para custear o recurso para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, garante a APG/GNR.

As transferências de um euro podem ser feitas através do NIB 0007 0000 00185 0479 6823 (conta BES em nome de Rafael Ernano, filho do militar da GNR). (DN)

19 de janeiro de 2014

GNR alerta para perigo da indignação dos militares com novos cortes

As associações sócio-profissionais da GNR alertaram este sábado para a crescente indignação sentida pelos militares, devido aos novos cortes nos vencimentos, e avisam que pode estar em perigo a sua acção como garantia da ordem e do cumprimento das leis.

O alerta foi deixado após uma reunião que juntou pela primeira vez todas as associações sócio-profissionais da GNR para debater «a forma despudorada como a tutela tem vindo a desrespeitar e colocar em causa a condição do militar da GNR».


«As associações ressalvam a crescente indignação no seio dos militares da Guarda, que faz perigar o zelo, inclusive a acção de garante da Constituição e Fiscalização das Leis da República, não podendo a tutela demitir-se das consequências dai resultantes», afirmam em comunicado.

No entanto, manifestaram a esperança de que «o bom senso venha a prevalecer».

No centro da reunião de sexta-feira estiveram os «ataques às compensações subjacentes à permanente disponibilidade, penosidade, salubridade e perigosidade da missão desenvolvida», revelam os militares em comunicado.

Relativamente às propostas de aumento das contribuições para o subsistema de saúde, as associações manifestam a sua «indignação face à forma ilegítima, pouco séria e imoral, como o Governo se prepara para colmatar o chumbo do Tribunal Constitucional, com recurso à penalização do subsistema de saúde dos militares da Guarda».


Este encontro juntou pela primeira vez a Associação de Profissionais da Guarda (APG), a Associação Sócio-profissional Independente da Guarda (ASPIG) e as associações nacionais de Sargentos da Guarda, de Oficiais da Guarda e de Guardas.

Para dia 27 de Fevereiro já está agendada uma manifestação nacional em Lisboa, convocada pela APG/GNR, contra os novos cortes nos vencimentos e o aumento da carga horária e dos descontos para o subsistema de saúde, escreve a Lusa. (Tvi24)

29 de setembro de 2010

Associação da GNR critica compra de blindados para a PSP

A PSP vai receber um lote de novo equipamento anti-motim no valor de cinco milhões de euros. Entre outras aquisições, está prevista a compra de seis veículos blindados para intervenção urbana, que deverão ser utilizados já na cimeira da NATO, que decorre em Lisboa, nos dias 19 e 20 de Novembro. A decisão do Governo foi saudada pela Polícia de Segurança Publica mas criticada pela Associação de Profissionais da Guarda da GNR, que fala em duplicação de meios.

A aquisição do novo equipamento para a PSP será feita sem concurso público.

Além dos seis blindados urbanos, está prevista a compra de uma grua, um canhão de água, máquinas de arrasto e material informático. Os cinco milhões que o negócio envolve vão sair dos cofres do Governo Civil de Lisboa e fazem parte dos lucros gerados em 2009 por este organismo do Ministério da Administração Interna (MAI).

As viaturas blindadas ainda não chegaram a Portugal e não foram divulgadas informações acerca do modelo ou do país de origem. Sabe-se apenas que cada uma delas deverá ter capacidade para seis homens e que deverão ter blindagem à prova de minas e de fogo.

Está previsto que os blindados fiquem à guarda da Unidade Especial de Polícia (UEP) em Belas. O comandante UEP, ,Magina da Silva, explicou que as seis novas unidades "são mais um equipamento para fazer face a incidentes de segurança".

Os blindados podem ser usados "em situações em que haja graus de ameaça elevados e envolvimento de armas de fogo", disse o intendente Magina da Silva. Segundo ele, na unidade que comanda há um conjunto de pessoas com experiência na condução desta viaturas, que se conduz como um carro normal.

O comandante da UEP adiantou ainda que a aquisição do equipamento já estava prevista, tendo sido identificado "há algum tempo como necessidades para suprir faltas da PSP".


Aquisição polémica
Na sua edição de hoje o jornal Público refere que a aquisição dos veículos para a PSP estará a provocar algum mal-estar entre as forças policiais.

Ontem, depois de o Diário de Notícias ter divulgado que a Polícia de Segurança Pública tinha a intenção de adquirir as viaturas, a Direcção Geral da PSP divulgou um comunicado em que afirmava não estar prevista nenhuma compra específica de material, no âmbito das operações de segurança relativas à cimeira da Aliança Atlântica.

Pouco depois, também em comunicado, o Ministério da Administração Interna contrariava a versão da PSP e admitia a compra dos veículos, informando ainda que, nos termos da lei, esta aquisição pode ser feita sem concurso público e por ajuste directo.

Durante a tarde, a Associação dos Profissionais da Guarda da GNR (APG) veio insurgir-se contra o negócio, dizendo que o mesmo corresponde a uma duplicação de meios, pois a GNR já possui viaturas equivalentes.

Uma nota de imprensa da APG diz que o Ministério da Administração Interna "duplica carros anti-motim blindados", adiantando que "não se compreende que se gaste uma verba tão avultada num equipamento já existente na Guarda Nacional Republicana e apto a ser utilizado na Cimeira da Nato “

Já o presidente da associação sindical da PSP tem uma visão oposta à da APG. Paulo Rodrigues entende que as viaturas em causa fazem falta à polícia e até já tinham sido reclamadas quando da última visita do Papa”.

O intendente Magina da Silva também não vê razões para que se fale de duplicação de meios.


A única polícia civil sem blindados
Segundo o comandante UEP, a PSP “é a única força de segurança policial civil" na Europa que não dispõe de veículos blindados

"Não fui eu que inventei o sistema dual, a PSP tem as suas necessidades e posso afirmar que dos países com sistema dual (uma “gendarmerie” e uma polícia civil) somos a única força de segurança policial civil que não dispõe de viaturas blindadas para transporte de pessoal", afirmou Magina da Silva aos jornalistas.

"Num sistema de segurança interna dual em que temos duas grandes forças de segurança nenhuma delas se pode dar ao luxo de não ter todas as valências que necessita para fazer o seu trabalho diário e para proteger os seus elementos em intervenções mais complicados, nomeadamente em zona urbanas sensíveis e em que haja tiroteios e disparos com armas de fogo", sustentou o comandante da UEP

Segundo Magina da Silva, a cimeira da Nato, será o catalisador do fornecimento desse conjunto de equipamentos, que não são apenas carros blindados.

O comandante da UEP garantiu também que "há mecanismos administrativos para garantir que o equipamento chega a tempo" da Cimeira. (RTP)

5 de junho de 2010

Profissionais da Guarda denunciam «carência de equipamentos»

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) denunciou, este sábado, a «carência de equipamentos e meios essenciais ao desempenho da actividade policial» e a «má gestão dos recursos humanos» na corporação.

Em comunicado, no seguimento de uma reunião da direcção nacional, a APG/GNR afirma que «as condições de serviço dos profissionais da GNR têm sido pautadas pela carência de equipamentos e meios essenciais ao desempenho da actividade policial».

«Também a má gestão de recursos humanos tem conduzido a um progressivo enfraquecimento da componente operacional da Guarda», acusa a associação.

A APG encara «de forma muito crítica» os «retrocessos que se têm sucedido no campo do diálogo institucional» e garante que o sentimento generalizado da GNR é de «profundo descontentamento e desmotivação».

Entre as matérias que a APG/GNR assegura que «tem sido ignorada», está «o Regulamento Geral de Serviço e o Regulamento de Uniformes» da Guarda Nacional Republicana (GNR).«As colocações e transferências encontram-se em atraso há mais de dois anos, interferindo gravemente com a vida pessoal e familiar de milhares de profissionais», prossegue o comunicado citado pela Agência Lusa.

Em relação ao pagamento dos gratificados, «da responsabilidade do Ministério da Administração Interna», a associação afirma que este se encontra «por efectuar», situação que diz não entender, «até porque deveria ser a tutela a primeira a dar o exemplo». (TVI24)