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23 de janeiro de 2014

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visita OGME e DGME

Nas primeiras visitas de trabalho do ano, Berta Cabral foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Pina Monteiro, que se fez acompanhar pelo Quartel-Mestre-General, Tenente-General Pereira Agostinho. O Director Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa, Major General Manuel Chambel, também integrou a comitiva.

Numa introdução ao brífingue do director, Tenente-Coronel Sousa Pires, as Oficinas Gerais de Material de Engenharia (OGME) foram apresentadas pelo General Pina Monteiro como "um pilar na estrutura logística, uma espécie de ‘hospital’ central do material do Exército”.

Com meia centena de civis ao seu serviço, enquadrados por 17 militares, as OGME fazem a manutenção de viaturas, de armamento e de equipamento industrial de frio e calor prioritariamente para o Exército português mas dispõem de autonomia administrativa e financeira para estabelecer contratos com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras.

As OGME são essenciais para o Exército, cabendo-lhes a responsabilidade de reparar os sistemas de armas de artilharia de campanha e antiaérea, os carros de combate e outras viaturas blindadas, entre muitas outras intervenções.

No Depósito Geral de Material do Exército (DGME) foi o director, Coronel Rui Ramalhete, que explicou a missão da estrutura que, desde 2002, concentra nas instalações de Benavente o material que anteriormente estava disperso por cinco depósitos de material: de Guerra, de Intendência, de Engenharia, Sanitário e de Transmissões.

Com centros para a recepção, armazenamento e expedição de material militar e até sanitário utilizado pelo Exército, o DGME tem cerca de 31 milhões de artigos inventariados, desde parafusos a carros de combate, que permitem responder às necessidades logísticas do Exército e, ainda, apoiar a Protecção Civil.(Defesa)

24 de março de 2013

Extinção da Manutenção Militar, das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e das Oficinas Gerais de Material de Engenharia

O Ministério da Defesa vai avançar com a extinção da Manutenção Militar, das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e das Oficinas Gerais de Material de Engenharia até ao final deste ano.


A medida, que visa concentrar a actividade destes três organismos numa única entidade, deverá atirar para a mobilidade cerca de 1500 trabalhadores.
O despacho que dá andamento ao processo de reestruturação dos serviços foi neste mês assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Defesa, Paulo Braga Lino.
No seu conjunto, a Manutenção Militar e as Oficinas Gerais de Fardamento e de Material de Engenharia empregam cerca de 1500 trabalhadores. O CM sabe que o objectivo do Governo passa por enviar estes trabalhadores para o regime de mobilidade especial. Contudo, como não têm o estatuto de funcionário público, o Ministério da Defesa deverá optar pela equiparação à Função Pública, a mesma solução que foi adpotada na reestruturação do Arsenal do Alfeite.
Os três organismos que o Ministério da Defesa vai extinguir acumulam dívidas que ascendem a 50 milhões de euros.
Além da extinção daquelas três entidades, o secretário de Estado Adjunto Paulo Braga Lino já definiu também os membros da equipa técnica encarregada de levar a cabo este processo. O grupo é composto por cinco elementos e será coordenado pelo coronel José Maria Monteiro Varela. (C.M)

17 de setembro de 2010

Exército e Steyr já começaram a reparar viaturas Pandur

O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) adiantou hoje, sexta-feira, que já existem cerca de 30 viaturas Pandur formalmente aceites e que o ramo está desde a passada segunda-feira a trabalhar com a Steyr nas viaturas que apresentam problemas.

"Nós estamos agora a participar com a Steyr nos chamados 'reworks' ,das Pandur, nas Oficinas Gerais de Material do Exército (OGME), e a nossa expectativa é sempre positiva, no sentido de que as soluções encontradas respondam a uma preocupação do Exército, que é equipar a Brigada de Intervenção (BI) com as 273 viaturas", afirmou o general Pinto Ramalho.

O CEME falava aos jornalistas à margem da cerimónia de comemoração do 33º aniversário do Regimento de Transmissões, em Lisboa, que marca também o início das comemorações do bicentenário do Corpo Telegráfico.

José Luís Pinto Ramalho adiantou existirem entre 120 a 122 viaturas já entregues e que, segundo dados de ontem, quinta-feira, estão já em processo de garantia "à volta de 30".

O chefe militar referiu que o Exército está "neste momento a participar com técnicos da Steyr," na resolução das deficiências apresentadas pelas Pandur.

"As viaturas já aceites a 100%, e na garantia, são excelentes viaturas, as outras aguardamos e participaremos no que for possível, sobretudo pela experiência que temos da própria viatura e com a participação do nosso pessoal, que queremos cada vez mais empenhado nas operações de manutenção e sustentação deste equipamento", salientou. (JN)

4 de setembro de 2010

Exército 'incapaz' de reparar 'Pandur'


Empresa que fabrica as viaturas blindadas estranha negócio com as Oficinas Gerais de Material do Exército.

O presidente da empresa portuguesa que constrói as viaturas blindadas Pandur de oito rodas, Francisco Pita, declarou ontem ao DN que as oficinas do Exército "não têm capacidade técnica e produtiva" para reparar os modelos defeituosos.

O responsável da Fabrequipa, do Barreiro, reagia à noticiada proposta do fabricante das Pandur, a empresa austríaca Steyr, de atribuir a reparação de 60 viaturas blindadas com diferentes problemas de fabrico - há muito recebidas, provisoriamente, mas "integralmente pagas" pelo Estado, frisou Francisco Pita - às Oficinas Gerais de Material do Exército (OGME).

A solução da Steyr mereceu uma contra-proposta das OGME que foi aceite, estando a formalização do negócio na mesa do director-geral de Armamento, almirante Viegas Filipe.

Com ironia, Francisco Pita - repetindo que "não perceb[e]" a entrada das OGME no negócio das Pandur - acrescentou uma pergunta: "Não foram capazes de controlar os defeitos [na recepção das viaturas] e agora vão ser capazes de os rectificar?"

O Ministério da Defesa escusou-se a dar novos detalhes do processo, precisando apenas ao DN que "há uma segunda interpelação [dada pelo Estado à Steyr] cujo prazo ainda está a decorrer".

Francisco Pita, lembrando que os custos das reparações em causa são assumidos pela Steyr - actualmente uma divisão da multinacional norte-americana General Dynamics - durante o período de garantia das viaturas, questionou-se também sobre o grau de responsabilidade que o Exército assumirá no final dos "trabalhos de milhares de euros" por Pandur.

Outra fonte ouvida pelo DN alertou para um possível "conflito" de interesses nessa solução, na fase de verificação da qualidade dos trabalhos das OGME: "Será o próprio Exército?"

Por saber fica igualmente o valor desse negócio para as OGME e que deixará de ser recebido pela Fabrequipa, cujo responsável admite apenas ser inferior a uma dezena de milhões de euros.

Francisco Pita adiantou ainda que a Fabrequipa tem "neste momento" capacidade para assumir a reparação das 60 Pandur armazenadas há meses no Depósito de Material do Exército (Alcochete), pois "há uma linha [de montagem] que está parada" na empresa do Barreiro "porque o Exército rejeitou, e bem, a versão lança- -mísseis TOW", também por defeitos de concepção e que levaram ao cancelamento dos testes com um apontador enviado dos EUA. (DN)