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17 de janeiro de 2018

Alpha-Jet voa pela última vez

A Base Aérea N.º11, em Beja, foi este sábado, dia 13 de Janeiro, palco do último voo da aeronave Dassault/Dornier Alpha-Jet.

O Alpha-Jet, operado pela Esquadra 103 – “Caracóis”, voou pela última vez, vinte e cinco anos depois de chegar a Portugal e de ser utilizado para formar jovens pilotos de caça.

O evento contou com a presença de várias gerações de pilotos, mecânicos e colaboradores que, durante anos, passaram pela esquadra 103 e não quiseram perder a última oportunidade de ver esta magnífica aeronave em voo.

Estiveram presentes o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, o Comandante Aéreo, Tenente-General Joaquim Borrego, bem como outras altas entidades militares e civis.

Foi ainda inaugurado um monumento alusivo à operação do Alpha-Jet ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

Marcaram presença, a convite da Força Aérea, num evento criado para captar as últimas imagens do Alpha-Jet em voo, mais de meia centena de fotógrafos, aficionados da aviação. Neste “Spotters Event” foi possível observar voos em formação, aterragens, descolagens e manobras em voo, que fizeram as delícias dos que se deslocaram de vários pontos do País e do estrangeiro. (FAP)

18 de fevereiro de 2016

Pilotos da Força Aérea recebem instrução em aviões da Guerra do Ultramar

É em aeronaves do tempo da guerra colonial que a Força Aérea ainda forma os seus pilotos de helicópteros. E os que vão para os caças F-16 fazem o treino complementar na frota dos Alpha Jet, oferecidos em 1994 pela Alemanha a Portugal e agora com quase quatro décadas de vida.

Daí estarem já em curso estudos sobre a solução a implementar nos próximos três anos, soube o DN junto de fontes militares. As soluções possíveis - porque não há dinheiro para adquirir novos meios aéreos até 2018, mesmo em segunda mão - apontam para o recurso a empresas privadas ou o envio dos formandos para o estrangeiro, assumiram os oficiais envolvidos no processo e ouvidos na condição de não serem identificados.

O problema reside na impossibilidade de estender "para lá de 2018" o tempo de vida útil dos helicópteros ligeiros Alouette III - que são do tempo da guerra colonial - e dos Alpha Jet, alertou uma das fontes. "Em ambas as frotas, o apoio logístico ou deixou de existir ou é de tal maneira caro que não é comportável", assumiu o mesmo oficial.

Pior, "mesmo que houvesse mais dinheiro, teria de se pensar muito bem se seria possível aumentar a taxa de esforço [número de horas voadas anualmente] das duas frotas, para não apressar o fim de vida útil" dos Alouette e dos Alpha Jet (ambas as frotas sedeadas na base aérea de Beja), sintetizou outro responsável da Força Aérea.

O assunto foi abordado com o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, quando este realizou há poucas semanas a sua primeira visita à Força Aérea, confirmou ao DN o porta-voz do ramo. O coronel Rui Roque adiantou que, em 2015, os Alouette voaram 1300 horas (com um custo estimado de 1100 euros cada uma), enquanto os Alpha Jet operaram 600 horas (3300 euros).

Registe-se que dois dos seis helicópteros ligeiros - usados na instrução elementar e complementar dos respectivos pilotos - ainda estão em alerta permanente diário, para operações de busca e salvamento costeiro (até às cinco milhas, um em Ovar e o outro em Beja).

No caso dos seis dos 50 Alpha Jet recebidos por Portugal que ainda operam, tendo entrado ao serviço da Força Aérea alemã a partir de 1978, realizaram o último voo operacional com a Cruz de Cristo no final de 2005. Desde então servem unicamente para a instrução avançada dos aviadores destinados aos caças F-16.

Outro oficial envolvido nos trabalhos de pesquisa do mercado resumiu o problema de forma pragmática. "Há uma questão que temos sempre presente: com o orçamento que há, hoje em dia não é realista estar a pedir dinheiro para comprar tudo e mais alguma coisa... e se não é realista não é exequível!"

A procura de soluções alternativas ainda está numa fase embrionária", em que os responsáveis da Força Aérea - e da tutela, que aguarda o memorando do ramo com as várias hipóteses - procuram uma que seja "economicamente viável e sem estar a carregar o orçamento", precisou um oficial general.

"Temos de fazer uma análise custo/eficácia" sobre a melhor solução, que passa por saber "quantos pilotos precisamos de formar por ano e qual o seu custo versus outras opções", referiu esta fonte, apontando como exemplo o caso da formação dos pilotos aviadores destinados aos caças F-16: "No mercado de instrução internacional há opções em que os países não são donos dos aviões... há uma empresa que os tem e vende horas de voo. Numas Forças Aéreas é a própria empresa que opera e a única coisa que se paga são as horas e o pessoal, noutras os aviões são disponibilizados e é o ramo que os opera."

O caso dos helicópteros ligeiros é diferente: trata-se de uma capacidade conjunta que envolve a instrução de pilotagem e o cumprimento de missões operacionais e de interesse público tanto da Força Aérea como do Exército.

Quanto aos alunos actualmente em formação como pilotos aviadores, a Academia da Força Aérea tem 71 cadetes. Desse total, três são mulheres e 16 já estão no tirocínio (só dedicados ao voo), disse Rui Roque.  (DN)

13 de fevereiro de 2016

O primeiro voo transatlântico de um F-35

Um F-35 da Força Aérea italiana completou na sexta-feira o primeiro voo transatlântico feito por uma destas aeronaves, numa viagem considerada histórica.

O F-35 aterrou no dia 5 de Fevereiro na base naval e aérea de Patuxent River, no estado norte-americano de Maryland, após uma viagem de sete horas com partida da Base das Lajes, nos Açores.

A jornada, no entanto, começara no dia anterior, quando o F-35 saiu da base aérea de Cameri, na Itália. Apesar dos fortes ventos e de alguma turbulência, explica o site Defense News, o F-35 teve uma performance exemplar durante a viagem, confirmou o piloto, o major Gianmarco. (DN)

18 de agosto de 2015

Mirage F1 da Força Aérea marroquina despenha-se

Um avião da Força Aérea Marroquina – um Mirage F1 -despenhou-se, esta segunda-feira, junto à base de Sidi Slimane, no noroeste de Marrocos. Segundo um comunicado emitido pelas Forças armadas daquele país, não se registaram vítimas.

O piloto do avião, que estava numa “missão de treino”, está “são e salvo” porque conseguiu ejectar-se do aparelho.

De acordo com o Le Figaro, o acidente aconteceu quando o piloto se preparava para aterrar e terá embatido contra um pássaro de grandes dimensões que terá feito parar o motor. O aparelho caiu numa zona desabitada. (NM)

30 de julho de 2015

F-35 prepara-se para receber a luz verde do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

Três anos depois do previsto e com uma gigantesca derrapagem orçamental, o F-35 prepara-se para receber a luz verde do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Os Marines serão os primeiros a aprovar o novíssimo avião das Forças Armadas norte-americanas: preparado, nomeadamente, para descolar na vertical e não ser detectado por radares. Mas no gigantesco programa norte-americano, nem tudo são rosas. O atraso, os custos e os problemas técnicos continuam a obstruir a descolagem do F-35.

O F-35, ou Joint Strike Fighter, está (quase) pronto para descolar. Depois de mais de 15 anos de trabalho, o novo jacto deverá revolucionar o combate aéreo norte-americano. O aparelho é apresentado como o mais letal e versátil avião da era moderna. O Joint Strike Fighter é capaz de descolar na vertical, atingir velocidades superiores a 1.900 quilómetros por hora e voar a uma altura superior a 50 mil pés (cerca de 15 quilómetros).

O aparelho, aponta a CNN, está habilitado para combates ar - ar e ar - terra, bem como para missões de reconhecimento do território e vigilância. O avião permite ainda a partilha imediata de informações entre pilotos e chefias, sendo mesmo capaz de entrar em território inimigo sem ser detectado pelos radares. Como suplemento, os pilotos do F-35 usarão um capacete especial que confere uma visão de 360 graus ao piloto. Só o capacete custa 400 mil dólares.

O F-35 será adaptado para diferentes corpos das Forças Armadas: fuzileiros, marinha e força aérea. A versão dos fuzileiros será a primeira a ser aprovada que, mesmo assim, não deverá ser utilizada em situações de combate nos próximos anos. “O F-35 tratará uma capacidade revolucionária aos EUA e aos seus aliados para as próximas décadas”, afiança a empresa responsável pelo aparelho. Num projecto desta envergadura, nem tudo é positivo. A começar pelo preço. Cada avião custará aos cofres norte-americanos 159 milhões de dólares (cerca de 143 milhões de euros). Ao todo, os Estados Unidos vão investir 400 mil milhões de dólares para adquirir 2457 Joint Strike Fighters – cerca do dobro do Produto Interno Bruto português.

O valor é quase o dobro do inicialmente previsto, face à enorme derrapagem orçamental. Os custos não acabam aqui. Para assegurar a manutenção e operação da frota, o Pentágono vai investir um bilião de dólares (mais de 900 mil milhões de euros). Mas, face às derrapagens e problemas já conhecidos, o custo poderá ser superior. Atrasos, custos e problemas técnicos O programa tem tanto de megalómano como de controverso, não fosse o F-35 a mais cara arma de sempre da história mundial. Apesar dos custos, os problemas têm sido mais do que muitos e têm afectado quase todos os componentes do aparelho.

Dificuldades no quadro, fuselagem, motores, software e sistemas de armas têm sido noticiados. Em 2014, um incêndio num motor fez com que toda a frota ficasse em terra. Aliás, são todos estes problemas que têm atrasado o programa e aumentado os seus custos.

“No melhor dos casos”, quando for decretado que o F-35 está pronto para entrar em funcionamento “estaremos a lançar um avião instável que não poderá realizar muitas das suas principais missões durante vários anos”, aponta a deputada democrata Jackie Speier.

“No pior dos casos, irá magoar pessoas ou teremos de os guardar no hangar e gastar milhares de milhões de dólares para os reajustar”, agudiza a deputada democrata.

O mais duro golpe ao programa chegou em Junho deste ano. O site War is Boring publicou excertos de um relatório que coloca o F-35 em desvantagem face ao tradicional F-16 no combate aéreo de proximidade.

Refere o relatório que o F-35 apresenta dificuldades em mudar de direcção com a rapidez necessária para atingir o inimigo ou para escapar de um ataque rival. Por isso mesmo, o F-35 ficaria em desvantagem no chamado dogfight, o combate aéreo em que os aparelhos se encontram a poucas dezenas de metros de distância.

Em sua defesa, a Lockheed Martin, empresa responsável pelos F-35, garantiu que o aparelho usado naquele exercício não estava equipado com o software e o equipamento mais actual e que estava já a ser incorporado na produção dos aparelhos. Os F-35 “estão concebidos para comprometer, atirar e matar os seus inimigos a uma longa distância”, apontou ainda a Lockheed Martin, passando a enumerar um conjunto de situações em que o avião venceu os F-16 nos simuladores.

“Ninguém está a declarar vitória”, garantiu o porta-voz da Lockheed Martin, sublinhando que há ainda muitos testes e alterações que devem ser realizadas. Apesar disso, mantém a confiança no aparelho. “Não estamos a construir este avião para participar em shows aéreos e tirar fotografias. Está a ser construído para defender os Estados Unidos e os seus aliados, se necessário”, afiançando que o F-35 “mudará a forma como iremos combater em guerras futuras”. Para além dos Estados Unidos, Reino Unido, Turquia, Austrália e Itália tencionam adquirir o aparelho. (RTP)

5 de junho de 2015

Acidente com Airbus Militar A400M atribuída a falha de software

O acidente ocorrido com um Airbus Militar A400M a 9 de Maio, poucos minutos após a sua descolagem do Aeroporto de San Pablo em Sevilha, ficaram-se a dever a uma falha de software na gestão dos motores, que bloqueou três dos motores da aeronave.

Este resultado foi determinado pelas forças de investigação Espanholas, após a análise dos dados recolhidos pelas duas caixas negras que estavam a bordo. Segundo estes, a energia falhou a três dos quatro motores, não tendo sido possível recuperar os mesmos, apesar das várias tentativas realizadas pela tripulação.

Segundo fontes oficiais da Airbus, a falha ocorrida foi algo isolado, uma vez que mais nenhuma das restantes aeronaves entregues registou qualquer tipo de irregularidade. Esta aeronave, que tinha como destino a Força Aérea Turca, estava a realizar a sua primeira viagem e tinha um total de seis tripulantes, quatro falecidos e dois que ficaram em estado grave (um com alta hospitalar e outro saiu recentemente dos cuidados intensivos). (Fonte: Motor Mais)

5 de maio de 2015

O "novo" Tupolev 160

O bombardeiro pesado Tupolev Tu-160 será equipado com um sistema rádio-electrónico de combate avançado, altamente eficaz contra mísseis antiaéreos, relata o grupo russo Concern Radio-Electronic Tecnologies (KRET).

A KRET está desenvolvendo um novo sistema de navegação, um complexo de mira, um sistema de controle de armas e outros equipamentos electrónicos. Um total de 800 firmas e organizações estão envolvidas na modernização da aeronave.

Rússia vai renovar todo o projecto do bombardeiro supersónico. A empresa está desenvolvendo sistemas de controle do motor e de consumo de combustível, assim como um serviço de manutenção que ajudaria a tripulação em situações mais complexas.

No dia 29 de Abril, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, visitou o grupo de Produção de Aeronaves de Kazan e pediu a continuidade da produção do Tu-160. "Não existe nada igual ao Tu-160 em aeronaves supersónicas", disse Shoigu.

O Tu-160 é um bombardeiro pesado/transportador de mísseis projectado pelo Tupolev Design Bureau na União Soviética no fim da década de 1970 e no começo dos anos 1980. A aeronave fez seu primeiro voo como parte da força aérea do país em 1987.

Na aviação de longa distância russa, o Tu-160 foi apelidado de "Cisne Branco". Sua construção original era "stealth" e permitia à aeronave manter-se no ar sem ser avistada por radares durante longas missões de combate.

O Tu-160 tem 44 recordes mundiais em altitude de voo e alcance de operação. A marca mais recente a ser estabelecida foi a de 18 mil quilómetros durante um voo contínuo de 24 horas e 24 minutos. (sputniknews)

1 de maio de 2015

França vai vender 24 aviões de combate Rafale ao Qatar

Segundo o texto, o emir do Qatar, xeque Tamin bin Hamad Al Thani, confirmou na quarta-feira a intenção de comprar os 24 aparelhos num contacto telefónico com o presidente francês, François Hollande.

O contrato, de 6,3 mil milhões de euros e que incluirá a opção de compra de mais 12 Rafale, vai ser assinado na segunda-feira no Qatar na presença de Hollande, que ampliou ao emirado uma digressão por vários países do Golfo Pérsico, segundo o Ministério da Defesa.

A entrega do primeiro aparelho está prevista para meados de 2018 e o contrato inclui a formação de 36 pilotos e de várias dezenas de mecânicos do Qatar.

No início de Abril, a França vendeu 36 Rafale à Índia e, em Fevereiro, 24 ao Egipto, o primeiro contrato de exportação daqueles aviões de combate, até então presentes unicamente na Força Aérea francesa.

Paris está a negociar possíveis novos contratos com a Malásia e os Emirados Árabes Unidos e iniciou contactos com a Indonésia e o Kuwait.

O grupo aeronáutico Dassault, que fabrica os Rafale, estima que o ritmo de produção pode aumentar 2,5 vezes para fazer face a novas encomendas.

Segundo especialistas, o êxito dos Rafale deve-se às capacidades operacionais do aparelho, designadamente a precisão, demonstradas nas operações militares na Líbia, no Mali e no Iraque, onde integra a coligação que combate o grupo radical Estado Islâmico. (NM)

11 de abril de 2015

Austrália anuncia compra de 2 aviões C-17 Globemaster III

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, anunciou ontem a compra, equipamento e manutenção de dois aviões de transporte militar C-17 Globemaster III por 769 milhões de dólares (722 milhões de euros).

Tony Abbott referiu que estes aviões «vão oferecer um apoio vital» e permitir que o país possa «responder rápida e eficazmente nos resgates em caso de desastre e na ajuda humanitária».

A Força Aérea australiana conta actualmente com seis Globemasters, os quais participaram em missões humanitárias. (A Bola)

7 de agosto de 2009

Caças MIG-31 à venda por 3 euros

Os saldos chegaram à aviação russa. São quatro os caças MIG-31 que foram vendidos por apenas 5 dólares cada um, ou seja, 3,48 euros a unidade. A venda ilegal já está a ser investigada pelas autoridades russas.

A venda a preços de ‘saldo' foi descoberta depois da unidade de anti-corrupção ter investigado a fábrica de aviões 'Sokol', em Niznhy Novgorod, também conhecida como "21ª Fábrica de Aviões", com o objectivo de averiguar se esta seguia os regulamentos de venda de aviões.

"Como resultado, quatro caças que não foram vendidos legalmente acabaram por ser comprados por uma empresa fictícia", revelaram as autoridades.

A corrupção impera na Rússia, e até o presidente Medvedev queixou-se ainda nesta semana do facto de vários responsáveis estatais exigirem subornos para desempenharem tarefas que favorecem interesses particulares.(D.E)