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1 de setembro de 2018

Submarino português detecta mais de 16000 navios em dois meses no Mediterrâneo

Após dois meses em missão no Mediterrâneo central, o submarino "Arpão" da Marinha portuguesa regressou ontem, 31 de Agosto, à Base Naval, no Alfeite.

Durante a missão realizada em apoio à operação “SOPHIA” da Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR MED), que tem como principal objectivo contribuir para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas, bem como para o combate ao contrabando de combustíveis no Mediterrâneo central, o submarino “Arpão” contabilizou 16.374 navios identificados, em 45 dias na área de operações e perto de 1000 horas de patrulha em imersão.

A missão primordial do submarino português consistiu na identificação de navios que constam nas bases de dados internacionais, conhecidos ou suspeitos de exercerem actividades ilícitas associadas ao financiamento ilícito e indirecto de organizações criminosas, ou associadas ao terrorismo transnacional e, consequentemente contribuir para manutenção da segurança marítima nesta região do mediterrâneo.

O submarino da Marinha portuguesa foi capaz de detectar e recolher informação de 43 navios referenciados pela missão da União Europeia presumivelmente como navios relacionados com actividades ilícitas.

Durante as operações realizadas o "Arpão" caracterizou também o tipo e padrões de navegação e as principais linhas de comunicação marítima do Mediterrâneo central, região do globo conhecida por ser uma das principais artérias por onde passa o tráfego marítimo mundial.

O submarino português apoiou simultaneamente a operação “SEA GUARDIAN” da NATO, tendo prestado um relevante contributo através da partilha de informação do panorama marítimo com as marinhas da Aliança.

15 de julho de 2018

A noite chega com um “click” ao submarino "Arpão"

Por: Nuno Simas, da agência Lusa

Debaixo de água, sem luz do sol, a noite chega na hora do ocaso e fica-se numa penumbra iluminada por pequenas luzes e pelos tons azuis e vermelhos dos ecrãs.

O submarino, construído na Alemanha, cuja compra, por cerca de 800 milhões de euros, causou rios de tinta de polémica, é o segundo da classe Tridente e funciona com tecnologia avançada.

O “Arpão” consegue navegar, no máximo, até 50 dias debaixo de água. E pode estar 15 dias debaixo de água sem sequer pôr os mastros fora de água – o que o pode denunciar a sua presença.

Tem 67 metros, desloca 2.000 toneladas e é movido a electricidade, embora seja, na prática, um veículo híbrido, dado que tem motores auxiliares a diesel e a células de hidrogénio e oxigénio.

Segundo submarino da classe Tridente, pode ir até aos 300 metros de profundidade, mas é regra tapar o manómetro da profundidade quando estão os jornalistas a bordo. Que também não podem filmar algumas consolas de armamento e comunicações – o “Arpão” é uma “arma” e tem os seus segredos, com os seus torpedos e mísseis mar-terra.

O posto de comando está rodeado de ecrãs e consolas, mas aqui não se fazem jogos de guerra.

A missão é a sério e dura 24 horas por dia. A toda a hora, a tripulação identifica (e regista) navios, sejam mercantes, de pesca ou militares. Seja nas missões na costa portuguesa, seja no estrangeiro, como esta.

Os corredores são estreitos, as camas são estreitas (já não há sistema de “cama quente”, cada pessoa tem a sua), as escadas para ponte têm cerca de 10 metros até à escotilha e todos os cantos são aproveitados.

Não há muito barulho porque os motores são eléctricos, cada canto do navio tem lugar para alguma coisa. O balanço é menor do que à superfície, mas às vezes é preciso testar o equilíbrio.

A comida é toda feita a bordo para uma tripulação de 33 pessoas, oito oficiais, 12 sargentos e 13 praças. As refeições, por “turnos”, são momentos de alguma descontracção e conforto para o estômago.

A caminho da missão no Mediterrâneo, ao serviço da força naval da União Europeia (EUNAVFOR MED) na Operação Sophia, de controlo de migrantes, e na operação Sea Guardian, da NATO, rotina-se a tarefa de identificar navios, consultam-se bases de dados, militares e civis, para verificar se há suspeitas de actos ilícitos.

Há também tempo – numa rotina dividida por “quartos” ou turnos - para fazer exercícios, de combate a incêndios a bordo, por exemplo.

Mas a vida também é feita de rotinas, como as refeições, que ajudam a manter um bom espírito.

Pedro Joaquim é primeiro marinheiro, há 14 nos submarinos e é ele o cozinheiro, de manhã à noite, dando “um bom ânimo, uma boa disposição” à tripulação.

“Se houver boa comida, há bom convívio. Acaba por ter bom ânimo e boa disposição”, afirmou Pedro Joaquim que, às 07:00, geralmente já tratou dos pequenos almoços e está a preparar o almoço.

Ele, que também andou num navio de superfície, custou-lhe um pouco adaptar, porque “isto é navegar à antiga”. Do que sente mais falta é mesmo o contacto com a família, porque debaixo de água “não há rede [de telefone] nem televisão”.

Ao contrário do que acontece noutros navios, quem está aos comandos deste não vê o mar nem por onde anda – apenas manómetros, bússolas e ecrãs.

É Carlos Rodrigues, cabo torpedeiro, um dos homens do leme que, com mais de 20 mil horas de navegação em submarinos, que explica o gosto por esta vida de “fazer o que se gosta longe de quem gostamos”.

“O nosso trabalho pode não ter visibilidade lá fora, mas é um grande trabalho e tudo aumenta a nosso ego como militares”, afirmou, descrevendo o trabalho de recolha de informações que é feito nas missões.

Mas numa missão deste tipo, também há formação. É o caso de Fidalgo de Oliveira, filho de um militar, que entra nos “quartos” no centro de comando ou na ponte e está a fazer a especialização em submarinos.

Não esconde a atracção pelo desconhecido, há ainda “um culto diferente”, um “desafio um pouco maior desta plataforma”, e admite que se perdem algumas “regalias”, como o sol ou o contacto com a família, mas quer seguir a carreira de submarinista “por muito e longos anos”.

“É uma forma de navegação diferente, uma pessoa habitua-se, nem nota. Dá para fazer uma ‘bordada’ [turno] como se faz nos navios de superfície sem notar que está debaixo de água”, disse.

Mas a missão ainda mal começou. Há muitos dias pela frente no mar até 31 de Agosto.

29 de junho de 2018

Submarino português vai participar nas operações “SOPHIA” e “SEA GUARDIAN” no Mediterrâneo

O submarino da Marinha portuguesa, NRP “Arpão”, inicia uma missão de dois meses no mediterrâneo central (de 2 de Julho a 31 de Agosto), onde participará na operação militar “SOPHIA”, sob égide da força naval da União Europeia em missão no Mediterrâneo (EUNAVFOR MED), e na Operação da NATO “SEA GUARDIAN”, conduzida a partir do comando marítimo do quartel-general da NATO no Reino Unido. As áreas de operação desta missão abrangem o mar mediterrâneo, essencialmente nas zonas oeste e central.

Após atravessar o estreito de Gibraltar o submarino “Arpão” contribuirá para o cumprimento das tarefas no âmbito da operação “SEA GUARDIAN” da NATO, que consistirá na recolha e partilha de informação com as marinhas da Aliança relativa ao panorama marítimo, numa das principais artérias mundiais por onde passa o tráfego marítimo mundial. O objectivo primordial destas acções consiste na identificação de navios que são conhecidos ou suspeitos de exercerem actividades ilícitas, associadas ao financiamento ilícito e indirecto de organizações criminosas ou associadas ao terrorismo transnacional e, consequentemente, contribuir pela manutenção da segurança marítima nesta região do mediterrâneo

Já na zona do mediterrâneo central, criada através do Conselho da União Europeia em 18 de maio de 2015, com o suporte de diversas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encontra-se em operação a força naval da União Europeia. O “Arpão” colaborará com esta força, «contribuindo para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas» missão principal da operação "SOPHIA".

Esta será a segunda vez em que o submarino da Marinha portuguesa vai participar na Operação “SEA GUARDIAN” e a terceira na Operação “SOPHIA”. (Emgfa)

25 de junho de 2018

NRP Arpão em missão de combate ao terrorismo

O NRP Arpão irá iniciar uma missão de 60 dias, de 2 de Julho a 31 de Agosto, onde participará na Operação Sophia da Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR MED), e na Operação da NATO Sea Guardian. no Mar Mediterrâneo, essencialmente nas zonas oeste e central.

Ao entrar no Mediterrâneo, o NRP Arpão contribuirá para o cumprimento das tarefas definidas pelo Comando Marítimo da NATO, no âmbito da Operação Sea Guardian, que passam pelo controlo do panorama marítimo (MAS - Maritime Situational Awareness), pelo combate ao terrorismo e, consequentemente, contribuindo para a segurança marítima no Mediterrâneo.

Já na zona do Mediterrâneo central, criada através do Conselho da União Europeia em 18 de maio de 2015, com o suporte de diversas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encontra-se em operação uma força naval da União Europeia (EUNAVFOR MED). O NRP Arpão colaborará com esta força, «contribuindo para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas» na Europa, missão principal da Operação Sophia.

Esta será a segunda vez em que o NRP Arpão participará na Operação Sea Guardian e a terceira na Operação Sophia, sendo que nas missões anteriores o contributo do submarino português foi enaltecido pelos Comandos destas Operações. (MGP)

15 de abril de 2018

SUBMARINO ARPÃO TREINA NAVIOS DE MARINHAS ESTRANGEIRAS NO REINO UNIDO

O submarino Arpão está em Plymouth, em Inglaterra, para prestar apoio à estrutura de treino da Marinha do Reino Unido, em colaboração com o Flag Officer Sea Training (FOST).

Até ao dia 2 de Maio, o submarino da Marinha Portuguesa tem como missão providenciar treino de guerra anti-submarina aos navios de superfície e helicópteros da Marinha do Reino Unido.

Nesta primeira semana de participação no Fleet Operacional Sea Training (FOST), o NRP Arpão efectuou diversos exercícios no âmbito da guerra anti-submarina, tendo operado como unidade opositora à Força Naval constituída pelo destroyer americano USS Ross, o reabastecedor americano USNS WILLIAM MCLEAN, a fragata holandesa HNLMS DE RUYTER e as fragatas inglesas HMS MONTROSE e HMS DRAGON, contando ainda com a ajuda de meios aéreos ingleses e franceses.

O Operational Sea Training (OST) caracteriza-se por ser um exigente treino operacional, sob a égide do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)” da Marinha do Reino Unido, destinado a treinar os navios em todo o espectro e ambientes das operações navais, maximizando a sua capacidade para combate, em especial de defesa contra ataques terroristas perpetuados a partir do mar.

Entre outras tarefas, o NRP Arpão colabora ainda com o Centro de Instrução de Submarinos, no âmbito do Curso de Especialização de Submarinos para oficiais, sargentos e praças e do Estágio para Comandantes de Submarino. No seguimento desta tarefa e durante esta missão decorre ainda o exigente curso de Comandantes de Submarinos da Classe Tridente, onde os Comandantes alunos serão postos à prova nas diversas áreas da batalha externa e interna, para que, caso tenham sucesso, estejam preparados para comandar um Submarino desta classe.

Esta classe de submarinos distingue-se pela sua elevada capacidade tecnológica de vigilância e recolha de informação, bem como pela sua performance de actuação silenciosa, que se traduz na sua utilidade de emprego em missões de vigilância discreta das actividades no mar português e em missões internacionais no quadro das alianças e compromissos assumidos por Portugal.

O submarino da Marinha “Arpão” (S161) é comandado pelo capitão-tenente Paulo Henriques Frade, tem uma guarnição de 33 militares e possui capacidade para embarcar mais uma dezena de militares, os quais poderão ser mergulhadores de combate ou fuzileiros do Destacamento de Acções Especiais da Marinha. (MGP)

13 de março de 2018

MARINHA REALIZA FASE DE MAR DO EXERCÍCIO INSTREX 2018

Teve início, esta segunda-feira dia 12 de Março, a fase de mar do exercício naval INSTREX. O INSTREX é um exercício anual, que este ano decorre entre os dias 12 e 15 de Março, e tem como principal objectivo proporcionar treino próprio à esquadra e à Força Naval Portuguesa (FNP) para assegurar a prontidão, eficiência e eficácia da Marinha na condução de operações navais em resposta a cenários de crise.

​Neste primeiro dia, foram realizados vários treinos que envolveram um exercício de defesa em força contra ameaça assimétrica no qual duas lanchas rápidas simularam ser forças opositoras. Estes exercícios têm como objectivo incrementar os padrões de prontidão operacional, num cenário de entrada num porto de um país com grau de ameaça elevado e possibilidade de actos hostis por facções opositoras à presença de uma força naval.

Ao largo de Sesimbra foi realizado um treino de Busca e Salvamento (SAR) a um suposto náufrago que teria sido detectado por uma aeronave. Neste seguimento foi empenhado um meio naval para realização das buscas, com base em técnicas de estima da deriva oceanográfica, e após detecção foram realizados procedimentos de recolha do náufrago.

A bordo da fragata D. Francisco de Almeida e da fragata Corte-Real foram efectuadas operações de voo com os helicópteros Lynx, possibilitando o treino e a certificação das guarnições em operações de voo e das equipas das aeronaves.

Durante a noite o submarino Arpão juntou-se à força para iniciar um conjunto de exercícios no âmbito da guerra anti-submarina que contou também com a presença de uma aeronave da Força Aérea Portuguesa. (MGP)

1 de dezembro de 2017

NRP Arpão esteve 50 dias em imersão em operação naval europeia

O NRP Arpão regressa amanhã (30 de Novembro) a Lisboa após o cumprimento da missão na Operação SOPHIA da força naval da União Europeia EUNAVFOR MED, na qual percorreu 6240 milhas náuticas e esteve 50 dias em imersão, cujos períodos máximos nesta missão foram de 23 e 22 dias seguidos debaixo de água.

O submarino detectou 370 navios considerados de interesse pelas autoridades internacionais, tendo recolhido informações relevantes nomeadamente no estabelecimento dos padrões de navegação, contribuindo desta forma para o combate às redes de tráfico de migrantes, combate ao tráfico ilegal de armas e de combustível, que atinge a região central do Mediterrâneo.

Com esta missão o submarino Arpão, que saiu de Lisboa a 2 de Outubro, fez valer, mais uma vez, a elevada tecnologia com que está equipado, sendo um meio adequado à recolha de informações de forma discreta numa área com as características daquela região do Mediterrâneo central.

Criada no contexto da União Europeia, a EUNAVFOR MED é uma força naval constituída por navios dos países da União Europeia, que se encontra a executar uma operação que, além do suporte do Conselho da UE, conta com o apoio das Nações Unidas através de uma Resolução 2240 (2015) do seu Conselho de Segurança. A missão desta força é “contribuir para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas na zona sul do Mediterrâneo central.”

O NRP Arpão tem uma guarnição de 8 Oficiais, 13 Sargentos e 13 Praças. (Emgfa)

2 de outubro de 2017

Submarino Arpão participa em operação naval europeia

O NRP Arpão partiu hoje, dia 2 de Outubro, para o cumprimento da missão de participação na Operação SOPHIA da força naval da União Europeia EUNAVFOR MED, estando previsto regressar no final do mês de Novembro.

No quadro dos compromissos internacionalmente assumidos por Portugal, a missão do NRP Arpão consiste na recolha de informações na área atribuída aquela força da EU, nomeadamente no estabelecimento dos padrões de navegação, contribuindo desta forma para o combate às redes de tráfico de migrantes, combate ao tráfico ilegal de armas e de combustível, que assola aquela região central do Mediterrâneo.

Com esta missão o submarino Arpão irá fazer valer a elevada tecnologia de que está equipado, sendo um meio adequado à recolha de informações de forma discreta numa área com as características daquela região do mediterrâneo central.

No cumprimento desta missão prevê-se que o NRP Arpão percorra mais de 6000 milhas e totalize mais de 40 dias em imersão.

Criada no contexto da União Europeia, a EUNAVFOR MED é uma força naval constituída por navios dos países da União Europeia, que se encontra a executar uma operação que, além do suporte do Conselho da UE, conta com o apoio das Nações Unidas através de uma Resolução 2240 (2015) do seu Conselho de Segurança. A missão desta força é “contribuir para o desmantelamento das redes de introdução clandestina de migrantes e tráfico de pessoas na zona sul do Mediterrâneo central.”

O NRP Arpão, comandado pelo Capitão-tenente Paulo Alexandre Lourenço Henriques Frade, tem uma guarnição de 8 oficiais, 13 sargentos e 13 praças. (Emgfa)

26 de julho de 2017

SUBMARINO ARPÃO REALIZA TREINO DE COMBATE

O NRP Arpão realizou um treino para combate que envolveu os 33 elementos a bordo do navio. O cenário fictício envolveu o reconhecimento de um alvo em terra e um navio suspeito de actividades ilícitas tendo para isso o submarino recorrido a todos os seus sensores e capacidades de armamento.

​Para além do treino da batalha externa, foi também treinada a batalha interna através de situações de emergência como avarias, incêndios a bordo ou feridos.

O objectivo deste tipo de treino, realizado em condições muito próximas da realidade, permite manter e aperfeiçoar as respostas operacionais de actuação dos submarinos portugueses para o seu empenhamento em operações reais. (MGP)

26 de maio de 2017

SUBMARINO "ARPÃO” VISITA PORTO DO FUNCHAL

O submarino Arpão, no decorrer da sua missão habitual de vigilância nas águas sob responsabilidade nacional, fará uma curta paragem no porto do Funchal de 26 e 29 de Maio. Nesta visita ao arquipélago da Madeira, o submarino Arpão irá estar aberto para visitas, dando a conhecer ao público o interior de um dos navios menos conhecidos da Marinha. (MGP)

24 de fevereiro de 2017

MILITARES DA MARINHA INTEGRAM A OPERAÇÃO MILITAR SOPHIA

A presença de militares a bordo do navio italiano é um dos vários contributos de Portugal para esta operação.

A operação militar Sophia, em curso na zona sul e do mediterrâneo central, tem como missão principal o desmantelamento das redes de tráfico humano, contribuir para o embargo de armas, das Nações Unidas, no alto mar da Líbia, e minorar os fluxos migratórios irregulares para a Europa. Simultaneamente, contribui para a diminuição de perda de vidas humanas, através do salvamento de pessoas em alto mar, sempre que necessário. Portugal é assim um dos 25 países que participam nesta operação, integrando a Força Naval da União Europeia no Mediterrâneo (EUNAVFOR MED).

Portugal contribui para esta operação desde 2016, tendo a Marinha, durante o ano transacto, projectado para o teatro de operações um submarino, o NRP Arpão, e dois oficiais que integraram também o estado-maior da força naval da EU.

A operação SOPHIA interceptou, até ao final de 2016, um total de 101 presumíveis traficantes entregues às autoridades judiciárias Italianas, no quadro de 222 acções de socorro no mar em que 31.899 migrantes foram salvos. Foram efectuadas também 253 acções de embargo de armas e 372 embarcações neutralizadas para o tráfico de seres humanos. É ainda objectivo da operação o treino e edificação de capacidades, já em curso, da nova Guarda Costeira da Líbia.

O nome da operação surgiu após ter sido dado o nome de ‘Sophia’ a uma menina, filha de mãe somali, ter nascido em alto mar a bordo de uma fragata alemã envolvida na ocasião na operação de salvamento de 453 migrantes, na madrugada de 24 de Agosto de 2015. (MGP)

24 de novembro de 2014

Submarino Arpão sujeito a revisão

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, autorizou uma revisão programada ao segundo dos dois submarinos comprados à Alemanha, por um valor máximo de 5,5 milhões de euros, em 2015, lê-se hoje no Diário da República.

"Autorizo a aquisição de serviços de manutenção planeada para execução durante a Pequena Revisão com Docagem do Navio da República Portuguesa 'Arpão', a concretizar durante o ano de 2015, através de um procedimento por negociação sem publicação de anúncio de concurso (...) e a atinente realização da despesa, no montante máximo de 5.500.000 euros, sem IVA incluído", estabelece o despacho do responsável ministerial, datado de 17 de Novembro.

A decisão é justificada por o "estaleiro da Thyssen Krupp Marine Systems GmbH (TKMS), na qualidade de construtor dos submarinos da Classe "Tridente" ser "a única entidade habilitada a realizar, em tempo útil, os trabalhos de manutenção, face à complexa e elevada carga tecnológica, bem como a proceder à aquisição dos sobressalentes e outros meios necessários à sua execução", uma vez que o consórcio germânico "é a única entidade detentora de conhecimento exclusivo em determinadas áreas tecnológicas dos submarinos".

Os submarinos portugueses Tridente e Arpão, começados a construir na Alemanha em 2005 e entregues à Armada portuguesa em 2010 e 2011, respectivamente, custaram até agora ao Estado português mais de mil milhões de euros, com a previsão de 100% de contrapartidas de investimento em Portugal, ainda por cumprir. Lusa

10 de julho de 2014

PORTUGAL ACOLHE EXERCÍCIO DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS NO REP14-ATLÂNTICO

O exercício Recognized Environmental Picture (REP) Atlantic 2014 (REP14-Atlântico) é um exercício conjunto da Marinha, NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve início no dia 7 de Julho a partir da Base Naval de Lisboa, e decorrerá nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e de Sines, até ao dia 24 de Julho. 

No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.

Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).

Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)

2 de setembro de 2013

Contratos assinados com a Siemens abrangem a inspecção dos "motores de propulsão" e "fuel cell" do Arpão e Tridente

Contratos assinados com a Siemens abrangem a inspecção dos "motores de propulsão" e "fuel cell" do Arpão e Tridente

A Marinha portuguesa pagou 881 009 euros na inspecção dos dois submarinos comprados em 2004 a um consórcio alemão. Os quatro contratos publicados no portal Base indicam que as inspecções aos "motores de propulsão" e "fuel cell" do "Tridente" e do "Arpão" foram adjudicadas à Siemens SA.

O i tentou obter mais pormenores sobre estes ajustes directos junto do Ministério da Defesa e da empresa germânica mas sem sucesso até à hora de fecho desta edição.

Em Agosto de 2012, o Ministério da Defesa chegou a revelar que os custos de manutenção dos submarinos ascenderiam a sete milhões de euros por ano. "Os estudos efectuados apontam para um custo médio anual na ordem dos 3,5 milhões de euros por submarino", referia o ministério num comunicado noticiado pelo jornal "Público", a propósito de alguns problemas detectados (corrosão na escotilha e uma válvula que necessitava de ser substituída) no "Arpão", o segundo a chegar a Portugal em Abril de 2011.

O custo das inspecções dos polémicos submarinos foi, no entanto, apenas ligeiramente superior ao da "reparação do motor GEM MK 1017 SN A2142". O contrato celebrado com a Rolls Royce Brasil, empresa especializada em aeronaves desenvolvidas para os mais diversos tipos de missão, custou 821 527,37 euros.

O Ministério da Defesa gastou ainda mais 315 096,69 euros em "sobressalentes diversos", 283 840,00 em "propinas do simulador" e 40 mil na "reparação da câmara de infravermelhos (IR) Sophie SN 10526 da Base de Fuzileiros".

Além das despesas com os submarinos, a Marinha comprou ainda "equipamento de comunicações portáteis de VHF e acessórios para unidades navais e equipas de abordagem dos fuzileiros" por 79 763 euros. Já os gastos do Estado-Maior do Exército foram mais comedidos. As aquisições de "routers", "pistolas H&K 9mm" e de um "serviço de transporte/rodo marítimo de um contentor de 40, no trajecto EUA/Lisboa" bem como a reparação de "viaturas diversas" ficaram pelo preço de 45 753,82 euros.(I)

8 de julho de 2013

Submarino português em missão da NATO no Mediterrâneo

Portugal vai participar com um submarino da Marinha na missão naval de segurança da NATO no Mar Mediterrâneo, entre 9 e 21 de Setembro, confirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas.

De acordo com fonte citada pela Agência Lusa, durante o período de participação na missão "Active Endeavour", o submarino português deverá estar sob a alçada do Comandante Supremo das Forças da Aliança Atlântica na Europa (SACEUR, em inglês).

No verão do ano passado, o submarino "Arpão" participou durante três meses, e pela primeira vez, na missão da Força Naval Permanente da NATO na zona do Mediterrâneo.(JN)

16 de novembro de 2012

.Reportagem sobre o NRP Arpão

No próximo domingo, dia 18 de Novembro, o submarino Arpão vai estar em destaque na TVI 24 no programa "SOS - Serviço de Alerta" que é transmitido às 21h30.

A NÃO PERDER !!!



7 de novembro de 2012

MINISTRO DA DEFESA REALÇA «CAPACIDADE SUBMARINA» DE PORTUGAL

O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou a importância da «capacidade submarina» de Portugal por permitir que o País participe «numa operação estruturante no combate à pirataria» e nas operações da NATO, com vista ao cumprimento dos seus compromissos internacionais.
Aguiar-Branco falava no Alfeite após uma viagem a bordo do submarino Arpão, que teve início em Cascais, para marcar presença na chegada deste navio, no final de uma missão da Força Naval Permanente da NATO de patrulhamento no Mediterrâneo - entre os dias 4 de setembro e 27 de outubro - e de ter participado no exercício Noble Mariner 12, destinado à certificação da Força de Reação Rápida da NATO para 2013.
«É uma capacidade que deverá ser aproveitada ao máximo em benefício de todos, de Portugal, e da nossa responsabilidade, quer em termos internacionais quer em termos do nosso espaço marítimo», referiu o Ministro da Defesa.
Sobre a aquisição de novas embarcações, designadamente para fiscalização das águas portuguesas, Aguiar-Branco afirmou que a sua compra não será equacionada antes da revisão da Lei de Programação Militar.
«Neste momento está fora de questão na medida em que a revisão do conceito estratégico ainda não foi concluída. Quando for concluída, será então feita a revisão da Lei de Programação Militar e aí serão definidas em termos concretos, as prioridades das Forças Armadas», frisou o Ministro. (MDN)

5 de novembro de 2012

Chegada do NRP Arpão à Base Naval de Lisboa


Regressa amanhã a Lisboa, dia 6 de Novembro, pelas 16h00, o N.R.P. "Arpão", após ter largado da Base Naval de Lisboa em 28 de Agosto ter integrado, pela primeira vez na história dos submarinos portugueses, a Força Na
val Permanente da NATO (SNMG2).


Esta integração concretizou-se no período de 04 de Setembro e 27 de Outubro, onde efetuou duas patrulhas no âmbito da Operação Active Endeavour (OAE) e participou no exercício "Noble Mariner 12".

Irá receber a bordo o Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, General Luís Evangelista Esteves de Araújo e pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante José Saldanha Lopes.(MGP)