Mostrar mensagens com a etiqueta Missões Exteriores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Missões Exteriores. Mostrar todas as mensagens

2 de março de 2021

NRP Setúbal parte para missão no Golfo da Guiné


(MGP)O navio patrulha oceânico NRP Setúbal largou hoje da Base Naval de Lisboa com destino ao Golfo da Guiné onde irá realizar uma missão de cooperação bilateral, desenvolvendo ações de colaboração no âmbito do projeto piloto das Presenças Marítimas Coordenadas no Golfo da Guiné até 30 de maio.

​A missão, denominada Mar Aberto, contextualiza-se na cooperação técnico militar, com os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), materializando parte dos acordos de cooperação de defesa e fiscalização, de vigilância conjunta, segurança marítima e atividades científicas.

Neste âmbito, o navio irá prestar apoio às atividades de Cooperação no Domínio da Defesa, designadamente em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Durante a permanência no Golfo da Guiné está previsto o embarque de equipas de fiscalização de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe por forma a realizar ações de vigilância e fiscalização marítima no quadro dos Tratados vigentes de fiscalização conjunta.

Durante a presente missão, o NRP Setúbal irá ainda participar no exercício OBANGAME EXPRESS, organizado pelos Estados Unidos da América, que visa estimular e incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo, assim como a interoperabilidade entre todas as forças e unidades navais.

​O NRP Setúbal é comandado pelo capitão-de-fragata Artur Dias Marques e possui uma guarnição de 58 militares, onde se inclui uma equipa de abordagem, uma equipa de mergulhadores, um oficial médico naval e ainda um aspirante a oficial da Escola Naval em estágio.

31 de julho de 2014

PATRULHA OCEÂNICO VIANA DO CASTELO EM MISSÃO DE FISCALIZAÇÃO NO CANADÁ

Integrado no Plano de Acção Conjunta (JDP – Joint Deployment Plan), e coordenado pela Agência Europeia de Controlo de Pescas (EFCA), o NRP Viana do Castelo vai colaborar, a partir do dia 01 de Agosto, em conjunto com a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, numa missão de fiscalização no âmbito da União Europeia, a realizar nos Grandes Bancos de Pesca da Terra Nova – Canadá.

​Nesta missão, que decorre até 30 de Agosto, irão embarcar um coordenador da EFCA e três inspectores da União Europeia (um proveniente da Lituânia).

As acções de fiscalização das embarcações de pesca estendem-se por um vasto espaço marítimo (aproximadamente 2.700.000Km2), denominado por área da convenção NAFO (North Atlantic Fishing Organization), e vão prolongar-se até ao final do mês de Agosto. No decurso da missão prevê-se uma escala logística ao porto de St. John’s (na Terra Nova), onde serão realizados vários eventos de cariz protocolar com o objectivo de fortalecer os laços entre as comunidades dos dois Países.

Em simultâneo será realizada a Viagem de Instrução de cadetes do Curso contra-almirante Almeida Henriques, proporcionando aos treze alunos do 3º ano da Escola Naval a aplicação dos conhecimentos e perícias adquiridos ao longo do ano lectivo. (MGP)

5 de maio de 2012

Força de Reação Imediata já iniciou o regresso a Portugal

Parte dos meios da Força de Reação Imediata (FRI) portuguesa enviada, em meados de Abril, para Cabo Verde, na sequência de um golpe de Estado na Guiné-Bissau, começou hoje a regressar a Portugal. O objetivo do envio fora o de, se necessário, resgatar cidadãos portugueses e europeus daquela antiga colónia caso o conflito político-militar se agravasse.

No entanto, nos últimos 15 dias, a evolução da situação permitiu fazer uma avaliação mais favorável quanto à segurança dos portugueses na Guiné, abrindo caminho à retração do dispositivo militar português na região.

"O evoluir da situação, nomeadamente a alteração de circunstâncias (a reabertura do espaço aéreo e o desenvolvimento político e diplomático dos últimos 15 dias) faz com que a presente avaliação de risco permita a retração, já hoje, de parte da força", afirmou esta sexta-feira, 4, José Pedro Aguiar Branco, numa entrevista à VISÃO, que será publicada na edição da próxima quinta-feira.

Desse modo, a fragata Vasco da Gama e o navio reabastecedor Bérrio da Marinha iniciaram o seu regresso a Portugal. Na região vão permanecer ainda os navios Bartolomeu Dias (fragata) e Batista de Andrade (corveta).

A ordem de partida para África foi dada a 13 de abril, e 48 horas depois já a Vasco da Gama, a Bartolomeu Dias e o Bérrio se encontravam a caminho.

"Podemos estar todos satisfeitos com a capacidade que as Forças Armadas têm para poder estar em prontidão dessa forma, o que obriga a muito treino, muito ensaio, disciplina e rigor durante o tempo em que não há exposição mediática", comentou o ministro.

Entretanto, num comunicado, o Ministério anunciou que a decisão "tem em conta não só as condições de segurança em que a comunidade portuguesa na Guiné Bissau se encontra, como também o facto de se verificar uma situação de abertura das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas que tem permitido um fluxo normal de entradas e saídas do território".

O Executivo garante que continuará a seguir a situação na Guiné-Bissau, e que não deixará de assumir novas medidas de prontidão de forças adequadas para responder a quaisquer eventualidades que coloquem em causa a segurança da comunidade portuguesa.(Visão)

20 de março de 2012

Louvor ao NRP D.Francisco de Almeida

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Luís Evangelista Esteves de Araújo, realizou hoje, dia 20 de Março, uma cerimónia de entrega de um louvor colectivo ao N.R.P. "D. Francisco de Almeida", pela participação da fragata portuguesa, entre 01 de setembro a 30 de outubro de 2011, na Operação Ocean Shield. O CEMGFA fez-se acompanhar pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, o Almirante José Carlos Torrado Saldanha Lopes.

Na mesma cerimónia condecorou o Comandante da D. Francisco de Almeida, o Capitão-de-mar-e-guerra JOSÉ RAFAEL SALVADO DE FIGUEIREDO, com a medalha de Cruz de São Jorge, Primeira Classe. A medalha da Cruz de São Jorge, medalha privativa do Estado-Maior-General, destina-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Estado-Maior-General. (EMGFA)

14 de março de 2012

ATALANTA - Partida do NRP Corte Real

No dia 12 de março, durante a tarde, largou da Base Naval de Lisboa, a fragata Corte-Real que irá integrar a partir do dia 26 de março e durante um período de 2 meses, a European Union Naval Force - Operation Atalanta.

Profundamente preocupada com o surto de atos de pirataria e assaltos à mão armada ao largo da costa da Somália, a União Europeia iniciou uma operação militar - EUNAVFOR Somália (OPERAÇÃO ATALANTA), em apoio às Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas 1814 (2008), 1816 (2008), 1838 (2008), 1846 (2008) e 1897 (2009), a fim de contribuir para:

•Proteção dos navios do PAM (Programa Alimentar Mundial) que entregam ajuda alimentar às pessoas deslocadas na Somália;
•A proteção de navios vulneráveis ​​que navegam ao largo da costa somali, e a dissuasão, prevenção e repressão dos atos de pirataria e assaltos à mão armada ao largo da costa da Somália.
Esta operação tem como principal propósito assegurar a proteção dos navios do World Food Program (WFP) que transportam ajuda alimentar ao povo Somali, e a segurança dos navios de apoio logístico à African Union Mission in Somalia (AMISOM), e contribuir para o esforço militar na prevenção e repressão de atos de pirataria e de assalto à mão armada no mar.

A fragata Corte-Real é comandada pelo Capitão-de-fragata João Paulo Silva Pereira, tem 196 militares a bordo, incluindo um destacamento de helicópteros, duas equipas de fuzileiros do pelotão de abordagem. (EMGFA)

13 de março de 2012

Fragata Corte-Real parte para o Oceano Índico para integrar Força Naval da União Europeia

Ontem dia 12 de março, durante a tarde, largou da Base Naval de Lisboa, a fragata Corte-Real que irá integrar a partir do dia 26 de março e durante um período de 2 meses, a European Union Naval Force – Operation Atalanta.

Esta operação, sob a égide da União Europeia, tem como principal propósito assegurar a proteção dos navios do World Food Program (WFP) que transportam ajuda alimentar ao povo Somali, e a segurança dos navios de apoio logístico à African Union Mission in Somalia (AMISOM), e contribuir para o esforço militar na prevenção e repressão de atos de pirataria e de assalto à mão armada no mar.

“Largamos hoje, após a visita de S. Ex.ª o Presidente da República, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, com vontade acrescida de cumprir com brio a missão atribuída”, salientou o Comandante da Corte-Real, Capitão-de-fragata João Paulo Silva Pereira.

A fragata Corte-Real é comandada pelo Capitão-de-fragata João Paulo Silva Pereira, tem 196 militares a bordo, incluindo um destacamento de helicópteros, duas equipas de fuzileiros do pelotão de abordagem.

Acompanhe a missão do NRP Corte-Real em: www.marinha.pt/conteudos_externos/opatalanta2012 (MGP)

23 de janeiro de 2012

Cerimónia de Fim de Missão na Bósnia

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Luís Evangelista Esteves de Araújo, presidiu hoje, dia 23 de Janeiro, pelas 11 horas, no Salão Nobre do edifício, à Cerimónia de encerramento da Missão na Bósnia-Herzegovina.

Estiveram presentes na referida Cerimónia, para além do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Saldanha Lopes, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Araújo Pinheiro, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Pina Monteiro e os Comandantes Operacionais dos três Ramos das Forças Armadas.

O General CEMGFA recebeu das mãos do TCOR Santos Martins, último Comandante das LOT (Liason and Observation Team) a Bandeira Nacional.

"Esta missão, que considero extraordinariamente bem sucedida, no cômputo geral, ficou, também, marcada por provações, especialmente de risco operacional, das quais resultaram a inestimável perda de 5 vidas humanas e 13 feridos, alguns deles com perda definitiva de capacidades", disse o General CEMGFA no seu discurso aos militares presentes na cerimónia.

A Terminar o discurso o CEMGFA referiu que: "Como chefe do Estado-maior-general das forças armadas, quero terminar a minha intervenção nesta simples, mas digna cerimónia, cumprimentando os militares aqui presentes, assinalando que, ao fazê-lo, pretendo simbolicamente cumprimentar não só a todos aqueles que convosco serviram Portugal no teatro de operações da Bósnia-herzegovina, mas todos os homens e mulheres dos três ramos das forças armadas que, no exercício da condição militar, cumprem, diariamente, com vincado espírito de bem servir, as suas missões em prol da segurança, da estabilidade, do progresso e do bem-estar de populações carenciadas, exaltando Portugal e as suas Forças Armadas." (EMGFA)

"Exemplar" a participação dos portugueses na Bósnia

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) considerou hoje "exemplar" a participação dos militares portugueses ao longo de quinze anos na Bósnia-Herzegovina, enaltecendo o "sacrificio e o exemplo" dos vários mortos e feridos.

"Foram anos de cumprimento diligente da missão, com elevados padrões de profissionalismo e motivação que permitiram que cedo se instalasse um clima de confiança, respeito e empatia entre as nossas Forças Armadas e as comunidades locais", afirmou o general Luís Araújo.

O CEMGFA discursava numa cerimónia no ministério da Defesa de homenagem à participação portuguesa em missões na Bósnia-Herzegovina, ao serviço de várias organizações internacionais.

No Salão Nobre do ministério da Defesa estiveram também presentes o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Saldanha Lopes, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Pina Monteiro e os comandantes operacionais dos três ramos das Forças Armadas.

"Esta missão, que considero bem sucedida no cômputo geral, ficou marcada pela dolorosa perda de camaradas e por feridos, alguns deles com perdas definitivas de algumas capacidades. A estes homens, que no exercício do seu dever, ao serviço dos superiores interesses nacionais, perderam a vida ou ficaram incapacitados, prestamos justa e sentida homenagem", referiu o CEMGFA, na sua curta intervenção.

"O seu sacrifício e exemplo não podem ter sido em vão e incentivam-nos a prosseguir com redobrado afinco as nossas missões", acrescentou.

Luís Araújo destacou ainda os "quinze anos de empenhamento exemplar" dos militares portugueses naquela região dos Balcãs, "em prol da segurança, da estabilidade, do progresso e do bem estar de populações carenciadas".

Nas missões militares na Bósnia-Herzegovina morreram 4 militares portugueses e 13 ficaram feridos. No final, o CEMGFA rejeitou falar aos jornalistas sobre outros temas que não a participação portuguesa na Bósnia. (DN)

18 de janeiro de 2012

Último contingente português partiu para o Líbano

Os militares portugueses da Unidade de Engenharia 11 partiram esta segunda-feira do aeroporto militar de Figo Maduro para a última participação na missão das Nações Unidas no Líbano, integrando pela primeira vez no seu contingente onze militares timorenses.

«Espero cumprir a missão na totalidade, prosseguir o bom nome de Portugal que as missões antecedentes deixaram, esse é um dos objectivos, e se assim for, depois, fazer a retração e acabar, se Deus quiser, com chave de ouro», afirmou à agência Lusa o comandante do contingente português, tenente-coronel Martins Costa, pouco antes da partida para o Líbano.

Esta Unidade de Engenharia será a última a participar na missão da ONU (UNIFIL) no sul do Líbano, fechando quase seis anos de contribuição por parte de Portugal.

O tenente-coronel Martins Costa, que irá liderar um contingente de 131 militares, admitiu «algum significado» em ser o responsável pelo último grupo de militares portugueses ao serviço da UNIFIL, mas afirmou que os objetivos da missão são os habituais. «Apoiar as forças da ONU, as forças armadas libanesas, a população, as organizações internacionais. Todas as missões que nos atribuírem lá tencionamos cumpri-las».

O militar, com experiência de missões internacionais no Kosovo, disse que actualmente se vive no sul do Líbano «uma situação calma, mas volátil».

O comandante da Unidade de Engenharia 11 referiu que os seus militares foram preparados para os riscos típicos daquela região e salienta que «a boa relação que os portugueses têm tido com a população local é muito importante» neste domínio.

Questionado pela agência Lusa sobre o futuro da base portuguesa em Shama, no sul do Líbano, o tenente-coronel Costa afirmou que o material português deverá ser trazido de volta, mas que cabe à ONU decidir sobre a outra parte, já que o aquartelamento lhe pertence.

«O que me informaram é que a companhia de engenharia ao sair não será substituída por outra, de outra nacionalidade», respondeu ainda.

Já sobre os 11 militares de Timor-Leste integrados na Unidade de Engenharia, o comandante da força afirmou que estão completamente integrados após seis meses de treino conjunto em Santa Margarida, Santarém.

«Estes seis meses correram bem, foram interessantes, os militares timorenses chegaram em Julho de 2011, começaram-se a integrar com os nossos militares, tiveram alguma formação particular para se adaptarem ao nosso material, ao material do Exército português, e depois, a partir de um determinado ponto, começaram a aprontar e a treinar com o resto da força, em igualdade de circunstâncias», adiantou.
Por seu lado, o comandante das forças timorenses, tenente José Costa, disse que os seus homens vão «trabalhar principalmente com construções» no Líbano e que na sua equipa há «carpinteiros, pedreiros e operadores de máquinas».

«Nós somos onze, eu sou o comandante, tenente, e depois temos um primeiro-sargento, um cabo e oito praças. Estamos prontos para fazer construções conjuntas com os portugueses», disse.

José Costa referiu que a língua foi uma dificuldade inicial na convivência com os militares portugueses, mas que depois de um curso de dois meses e mais seis de treino diário conjunto a comunicação já se faz com facilidade.

«No início falávamos pouco, mas compreendíamos sempre tudo», explicou, sorridente.(TVI24)

4 de janeiro de 2012

Portugal terminou missão militar na Bósnia

As Forças Armadas retiraram, na véspera de Natal, a quase totalidade dos militares estacionados na Bósnia-Herzegovina e que estavam ao serviço da UE, disse fonte militar ao DN.

O fim dessa missão militar - em curso desde dezembro de 2004 sob a bandeira da UE, mas iniciada em janeiro de 1996 e ao serviço da NATO - estava anunciado há semanas, como consequência do corte orçamental nas verbas afectas às forças nacionais destacadas.

Os três militares portugueses que ainda estão na Bósnia regressam a Lisboa até ao próximo dia 15, pondo fim a uma presença ininterrupta de 16 anos naquele território balcânico - a mais longa das chamadas missões de paz das Forças Armadas no exterior.

Oficialmente, não foi dada qualquer informação sobre o regresso (num avião C-130 da Força Aérea) dos 11 efectivos no passado dia 21 de dezembro.

Portugal teve 14 militares destacados na Bósnia-Herzegovina em 2011: seis na equipa de ligação (LOT) de Derventa e seis na de Modriga, além de dois oficiais colocados em quartéis-generais da missão Althea.

No total, segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas publicados na Net, Portugal empenhou 928 militares na missão europeia Althea - que já era residual (inferior a duas dezenas de efectivos) desde 2007.

No conjunto dos 16 anos das missões NATO e UE na Bósnia, Portugal perdeu cinco militares (quatro logo no primeiro ano, 1996, e o quinto em 2004). (DN)

16 de novembro de 2011

Afeganistão e Kosovo consomem quase 60 por cento das verbas para missões no exterior

A participação portuguesa na missão da NATO no Afeganistão consome aproximadamente 40 por cento das verbas para Forças Nacionais Destacadas (FND) previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2012, tendo 19,76 milhões de euros atribuídos.

Segundo um gráfico do ministério da Defesa, distribuído no Parlamento no âmbito da discussão orçamental, só a contribuição para a missão da ISAF, no Afeganistão, e para a missão da KFOR, no Kosovo - ambas da NATO -, é de quase 30 milhões de euros, de um total de 52 milhões para FND em 2012.

A participação na ISAF tem atribuída uma verba de 19,76 milhões de euros (38 por cento) e a KFOR de 9,88 milhões (19 por cento).

O Orçamento prevê ainda 6,76 milhões de euros (13 por cento) para a "Operação Atalanta", a missão da União Europeia de combate à pirataria.

Já o policiamento aéreo no Báltico, com aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa, vai custar 4,16 milhões de euros (8 por cento).

A missão das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), onde Portugal tem tido desde 2006 várias Unidades de Engenharia do Exército, tem verbas previstas apenas para seis meses de 2012, com 3,12 milhões de euros (6 por cento).

Para a rubrica de "outras operações ou compromissos internacionais", o ministério da Defesa atribuiu 4,68 milhões de euros (9 por cento) e para a "Ocean Shield", a missão da NATO na Somália, onde Portugal só terá um oficial como chefe de Estado-Maior, uma verba de 1,04 milhões (2 por cento).

Para as "Immediate Response Forces" da NATO, Portugal tem uma verba disponível de 2,08 milhões de euros (4 por cento).

No que diz respeito à Cooperação Técnico-Militar (CTM) com os PALOP`s, o ministério da Defesa estima gastar 6,2 milhões de euros em 2012, sendo Angola o país que recebe mais militares portugueses (36).

Em Moçambique vão estar 32 militares portugueses, 21 irão para Timor-Leste, 5 para São Tomé e Príncipe, 4 para Cabo Verde e 2 para a Guiné-Bissau. (RTP)

14 de novembro de 2011

Fragata D. Francisco de Almeida, regressa da missão na Somália

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, visita na próxima terça-feira a fragata D. Francisco de Almeida, que regressa da Somália, onde esteve nos últimos dois meses ao serviço da NATO na missão «Ocean Shield», de combate à pirataria no Oceano Índico, noticia a Lusa.

A visita de Aguiar-Branco ocorre na manhã em que o navio da Marinha Portuguesa chega a Portugal, ao largo de Cascais.

O governante assistirá a um briefing sobre a participação portuguesa na missão da Aliança Atlântica, que decorreu entre o início de Setembro e o fim de Outubro.

A proposta do Governo do Orçamento de Estado para 2012 não prevê a continuação do país na missão «Ocean Shield», participando apenas na missão da União Europeia («Operação Atalanta»), também na zona da Somália.

Na missão de combate à pirataria no Índico, esteve também envolvido um avião P-3 Orion, da Força Aérea Portuguesa, que operou entre Abril e Junho de 2011.

Desde 2007, participaram na força naval da NATO 1183 militares portugueses.(TVI24)

11 de novembro de 2011

Museu do Combatente - Novo espaço dedicado às missões nacionais e internacionais da GNR

Abre hoje ao público um espaço dedicado às missões nacionais e internacionais de cooperação e paz em que participaram militares da Guarda Nacional Republicana.

Situado no Museu do Combatente – Forte do Bom Sucesso, junto à Torre de Belém, coordenado pela Liga dos Combatentes, está integrado no espaço dedicado a todos os portugueses que combateram durante as duas guerras mundiais e na guerra colonial. Aqui retrata-se a história das missões nacionais e internacionais da GNR, e está patente uma exposição com diversos elementos identificativos da história da GNR, como por exemplo, fotografias, guiões dos Subagrupamentos Alfa (Iraque) e Bravo (Timor), uma boina da ONU e outra da EUROGENDFOR.

Também, neste local são homenageados dois militares da GNR que perderam a vida em duas missões das Nações Unidas: o capitão Álvaro Costa (1998), na missão MONUA, Costa do Marfim; o sargento-ajudante Hermenegildo Marques (2010) na missão da UNMIT, Timor-Leste. Até à data a Guarda Nacional Republicana já participou em diversas missões internacionais sendo, no entanto, a sua presença no Iraque e a de Timor-Leste, onde ainda se mantém, aquelas onde a sua participação teve maior impacto. Este local poderá ser visitado de segunda a sexta-feira das 10:00 às 18:00 horas; para visitas guiadas ao monumento e acervo museológico, que decorrem das 10:00 às 17:00 horas, deverá ser efectuada uma marcação prévia. (GNR)

29 de outubro de 2011

Participação portuguesa na missão de combate da NATO à pirataria termina no domingo

A Marinha Portuguesa termina no domingo a sua participação na missão da NATO "Ocean Shield", de combate à pirataria na Somália, em que participou quase continuamente desde 2009 e tem atualmente a fragata D. Francisco de Almeida.

A fragata regressa a Lisboa após dois meses de operação, fechando a contribuição portuguesa para esta missão da NATO iniciada em Agosto de 2009 e onde estiveram três navios da Marinha, segundo informação do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012, Portugal deixa de participar na missão da NATO no Índico, mantendo-se apenas na missão da União Europeia naquela região, a "Operação Atalanta".

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

25 de outubro de 2011

Actividades do NRP D. Francisco Almeida

Após ter prestado apoio ao navio mercante Dover (em 30 de Setembro), o N.R.P. D. Francisco de Almeida seguiu viagem até ao porto de Salalah. Durante este trajecto e após mais um voo de reconhecimento e vigilância por parte do Fénix, foi detectada uma embarcação de pesca suspeita vinda de costa e, no sentido de se investigar indícios de estar ligada a actos ou grupos de pirataria, foi efectuada a sua abordagem e consequente vistoria. Para este efeito foram empenhadas as equipas de segurança do navio que, a bordo, recolheram o máximo de informação possível, não tendo sido detectados comportamentos suspeitos, equipamentos ou armas passíveis de serem utilizadas em actos de pirataria.

Terminada esta acção de abordagem, o navio prosseguiu a sua missão na mesma área de patrulha junto à costa leste da Somália, onde no dia 02 de Outubro após a detecção de mais uma embarcação de pesca (Dhow) em trânsito, efectuou uma vistoria, não tendo sido encontrados também neste caso quaisquer indícios relacionados com a pirataria.

No final do dia 5 de Outubro, recebeu instruções para voltar ao IRTC (International Recommended Transit Corridor) para garantir patrulha nas áreas mais susceptíveis de ocorrerem actos de pirataria, onde no dia seguinte detectou uma embarcação de pesca tipo SHU’AI, tendo iniciado imediatamente a aproximação e estabelecidos os primeiros contactos.

A tripulação deste pesqueiro demonstrou sem hesitação uma postura cooperativa, permitindo a realização de uma visita pela equipa de segurança de bordo. Da visita efectuada não foram detectados quaisquer indícios suspeitos, encontrando-se a embarcação carregada de combustível e verificando-se a existências de 3 armas para defesa própria, tendo em conta o valor da sua carga.

No dia seguinte foi detectada outra embarcação tipo SHU’AI, desta vez carregada com barris de gasóleo, também com uma postura muito cooperativa por parte dos tripulantes, e sem se detectar nada de suspeito. Estes referiram que são comerciantes de combustível entre pequenos portos da Somália e do Iémen.

Na tarde do dia 09 de Outubro foi efectuada mais uma visita a uma embarcação de pesca tipo Iemenita que estava a transitar para norte, e demonstrando uma postura muito cooperativa, revelaram já se terem cruzado com embarcações de piratas, junto a um pequeno porto na costa da Somália, fornecendo mais informação importante.

A partir de 10 de Outubro, foi ordenado a patrulhar a costa norte da bacia da Somália, numa primeira fase afastado de costa, aproximando-se gradualmente dentro da área definida, detectando-se muitos movimentos de pequenas embarcações com artes de pesca junto a terra.

Em 11 de Outubro o NRP D.Francisco de Almeida efectuou patrulha junto aos portos da costa leste da Somália onde se suspeitava a existência de grupos de piratas activos. Detectando-se uma embarcação a vir de costa, efectuou-se uma aproximação, seguida de uma visita, não se tendo verificado quaisquer indícios suspeitos relacionados com a pirataria.

No dia seguinte efectuou um reabastecimento no mar com o USNS Joshua Humphreys, de combustível e de água. Desde o início da missão foi a quarta vez que foi reabastecido por este navio.
Em trânsito para o próximo porto de escala o navio cruzou-se com uma embarcação de pesca Iraniana e mais adiante com quatro do tipo SHU’AI, com as quais se estabeleceram contactos, e não se tendo revelado quaisquer indícios suspeitos.

Na manhã de 13 de Outubro, o N.R.P. D. Francisco de Almeida atracou pela segunda vez no porto de Salalah em Omã para mais uma escala logística. A estadia neste porto permitiu efectuar o abastecimento de géneros alimentares, receber material importante vindo de Portugal, tal como fazer manutenções essenciais ao navio e ao Helicóptero Orgânico embarcado. (EMGFA)

18 de outubro de 2011

Contingente da GNR a caminho de Timor Leste

Doze militares, incluindo o capitão Duque Martinho, Comandante do Agrupamento Bravo da GNR, partiram esta terça-feira para Díli, capital de Timor Leste. Os restantes 128 militares têm viagem marcada para o dia 27 deste mês e vão completar o contingente.

Esta terça-feira, no quartel da Unidade de Intervenção, em Lisboa, realizou-se a cerimónia de despedida do 12.º contigente, numa missão que começou em 2006. O evento contou com a presença de Miguel Macedo, ministro da Administração Interna.

«A GNR tem um trabalho decisivo no Estado de Timor Leste e Timor Leste tem um apreço enorme pelo trabalho da GNR. É um sinal de prestígio para Portugal», afirmou Miguel Macedo, diante do 12.º contingente. O governante apelou, ainda, ao «espírito de missão» dos militares.

Por seu lado, o tenente-general Newton Parreira, comandante-geral da GNR, realçou o papel da Guarda Nacional Republicana na «estabilização do Estado de Timor Leste» e referiu que uma das maiores missões da GNR em Timor Leste é a formação da Polícia Nacional Timorense, cujo modelo será a própria GNR.

Pedido de desculpas a Miguel Macedo


No início da intervenção, Newton Parreira pediu desculpas, em nome da GNR, a Miguel Macedo pelos protestos na cerimónia de juramento de bandeira de novos guardas em Portalegre, na semana passada, devido a um alegado atraso do ministro na cerimónia, o que motivou protestos das famílias.
«Pedimos desculpa por algo que pareceu organizado por uma claque organizada», ironizou o comandante-geral da GNR. (A Bola)

16 de outubro de 2011

Frontex pede meios à GNR, SEF e Força Aérea

A agência europeia de gestão das fronteiras externas (Frontex) pediu a Portugal que participe com meios da GNR, do SEF e da Força Aérea nas operações a realizar em 2012, soube o DN.

Segundo fontes comunitárias ouvidas este sábado pelo DN, a contribuição dos Estados membros para as operações da Frontex no próximo ano vai ser discutida terça-feira, em Varsóvia (sede da agência).

Em função desses pedidos, fica implícito que não há qualquer missão em que a Marinha possa vir a participar.

O envolvimento das corvetas da Marinha nas operações da Frontex - que "são financiadas a 100%", lembrou uma das fontes - já ocorreu em anos anteriores, nomeadamente em Cabo Verde.

Em rigor, os Estados membros financiam as operações - a GNR investiu 444 mil euros nessas acções em 2010 - mas depois são reembolsados pela agência na totalidade.(DN)

10 de outubro de 2011

Portugal mantém missões no Afeganistão, Índico e Líbano

Portugal vai manter presença no Afeganistão, "uma intervenção prioritária", no Líbano e no combate à pirataria no Índico apesar do corte orçamental de 30 por cento nas missões portuguesas no exterior, adiantou hoje o ministro da Defesa Nacional.

"Tal como o que se passa em todo o país, tivemos de fazer uma redução em cerca de 30 por cento do montante que tínhamos investido em 2010 e em 2011 nessas áreas porque a isso obriga a situação em que o país se encontra", disse Aguiar-Branco, à margem de uma conferência organizada pelo Instituto de Defesa Nacional (IDN), em Lisboa.

Esta redução orçamental significa que dos "cerca de 75 milhões de euros, que é o que actualmente se despende nas forças destacadas, [se vai passar] para pouco mais de 50 milhões", disse o governante.

"Vamos ter intervenção em todas as áreas, no seio da NATO, da União Europeia (UE) e Nações Unidas (ONU). Seguramente estaremos no Afeganistão, na NATO, com o mesmo número de militares e com a mesma natureza de participação, porque esta foi considerada uma intervenção prioritária", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

O ministro da Defesa Nacional disse ainda que Portugal vai manter a sua intervenção de combate à pirataria no oceano Índico, integrado na operação europeia, bem como a sua participação no Líbano, "onde pela primeira vez, serão integrados 12 militares timorenses, que irão partir para o Líbano em janeiro do próximo ano".

Questionado sobre o receio por parte das Forças Armadas de novos cortes orçamentais na área, o ministro da tutela disse "compreender" a situação dos militares mas sublinhou que todas as áreas em que o Estado tem intervenção vão sofrer cortes.

Na sua intervenção na abertura da conferência 'A prevenção e a resolução de conflitos em África', Aguiar-Branco referiu a intenção de o Governo rever o Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional, considerando que "a revisão do texto fundador da política de segurança e defesa constitui uma necessidade e acima de tudo uma oportunidade".

Reconhecendo que "as Forças Armadas e o país enfrentam hoje novos desafios", o ministro da Defesa Nacional alertou que é preciso "racionalizar mas também aproveitar os melhores recursos, competências e capacidades", no que se refere a missões de busca e salvamento ou de fiscalização marítima, prevenção e combate a incêndios e também em situações de catástrofes naturais.

Sobre o novo hospital militar, Aguiar-Branco disse que está para "breve" uma decisão a esse respeito. Na semana passada, o ministro disse que a equipa técnica nomeada para realizar um relatório sobre as instalações de saúde militar já lhe entregou as suas conclusões. (Lusa)

5 de outubro de 2011

Partida de militares da GNR para o Afeganistão

Partiram às 21:45 horas do dia 3 para o Afeganistão, do aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, sete militares que irão render o 1º Contingente da Guarda Nacional Republicana naquele país.

A Força da GNR, cujo periodo de permanência será de seis meses, integrará o Contingente Militar Nacional no Afeganistão e actuará sobre coordenação principal da EUROGENDFOR. Os militares, que asseguram a participação da GNR numa missão da NATO, serão destacados para Wardak, a 75 quilómetros de Cabul, competindo-lhes assessorar e monitorizar o funcionamento e a formação do único centro de treino nacional da polícia afegã. (GNR)

28 de setembro de 2011

Portugal/Timor-Leste: Comandante-geral da GNR visita força

O comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR) viaja quinta-feira para Timor-leste, para visitar os militares e contactar o Governo timorense sobre a futura cooperação técnico-policial, disse hoje fonte da corporação à Agência Lusa.
«O comandante-geral [general Newton Parreira] vai a Timor tratar de alguns assuntos relacionados com a presença dos militares da GNR no território», disse a mesma fonte.

O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão explicou hoje à Agência Lusa que «a GNR vai continuar [em Timor-Leste] no contexto da ONU, até ao fim das eleições em 2012», e que depois irá permanecer no território com a missão da «formação e treinamento da Policia Nacional de Timor-Leste». (Diário Digital / Lusa)