(Fap)No âmbito da Cooperação Bilateral entre Portugal e a Bélgica, está a decorrer, desde o passado dia 17 de Outubro, na Base Aérea N.º 11, em Beja, um destacamento de quatro UAV’s, veículos aéreos não tripulados.
Designada como “Forward Operating Base” dos UAV’s, a BA11 garante o apoio logístico e operacional à actividade aérea do destacamento e assegura a integração das operações aéreas.
Mostrar mensagens com a etiqueta Veículos Aéreos Não Tripulados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Veículos Aéreos Não Tripulados. Mostrar todas as mensagens
16 de novembro de 2019
2 de novembro de 2017
Exército vai comprar 36 drones para detectar fogos florestais
Exército vai investir 5,7 milhões de euros na compra de 36 drones que terão como missão a detecção de incêndios. Os primeiros veículos aéreos não tripulados deverão chegar aos hangares militares no próximo ano, informa o Jornal de Notícias (JN).
O investimento agora noticiado surge na sequência das palavras proferidas recentemente pelo Governo com vista a uma maior participação das forças armadas no combate e prevenção de incêndios – e a Lei de Programação Militar, que regula os investimentos nesta área, já deverá acautelar o esforço necessário para esse contributo.Os drones serão adquiridos tendo em conta as directrizes da NATO e deverão ter uma dupla capacidade: reconhecimento do terreno e dos ares em que voam, e ainda detecção de fogos mediante a captação de panorâmicas aéreas. Os drones poderão ainda operar em articulação e em complemento às missões de aviões tripulados da Força Aérea.
Com base em informações recolhidas junto do Estado-Maior do Exército, o JNinforma ainda que o futuro esquadrão de drones vai ter como elemento de ligação comunicações de rádio desenvolvidas pela empresa EID. O rádio PRC 525, que é made in Portugal, deverá funcionar como peça central das comunicações com os drones, e deverá ter a capacidade para transmitir automaticamente as localizações de veículos aéreos e dispositivos que se encontram em terra.
O sistema de rádio deverá estar suportado por mapas digitais. Com estas ferramentas, o Estado-Maior do Exército acredita poder amenizar a falta de um sistema fiável para a localização de equipamentos em cenários de combate a incêndios. Os drones e as comunicações de rádio são apenas uma das componentes dos investimentos esperados: também vão ser compradas cozinhas, geradores, purificadores de água e tendas de campanhas que deverão dar suporte a 600 a 800 pessoas. Esta vertente de investimento deverá totalizar 10 milhões de euros até 2026.(Exame Informática)
O investimento agora noticiado surge na sequência das palavras proferidas recentemente pelo Governo com vista a uma maior participação das forças armadas no combate e prevenção de incêndios – e a Lei de Programação Militar, que regula os investimentos nesta área, já deverá acautelar o esforço necessário para esse contributo.Os drones serão adquiridos tendo em conta as directrizes da NATO e deverão ter uma dupla capacidade: reconhecimento do terreno e dos ares em que voam, e ainda detecção de fogos mediante a captação de panorâmicas aéreas. Os drones poderão ainda operar em articulação e em complemento às missões de aviões tripulados da Força Aérea.
Com base em informações recolhidas junto do Estado-Maior do Exército, o JNinforma ainda que o futuro esquadrão de drones vai ter como elemento de ligação comunicações de rádio desenvolvidas pela empresa EID. O rádio PRC 525, que é made in Portugal, deverá funcionar como peça central das comunicações com os drones, e deverá ter a capacidade para transmitir automaticamente as localizações de veículos aéreos e dispositivos que se encontram em terra.
O sistema de rádio deverá estar suportado por mapas digitais. Com estas ferramentas, o Estado-Maior do Exército acredita poder amenizar a falta de um sistema fiável para a localização de equipamentos em cenários de combate a incêndios. Os drones e as comunicações de rádio são apenas uma das componentes dos investimentos esperados: também vão ser compradas cozinhas, geradores, purificadores de água e tendas de campanhas que deverão dar suporte a 600 a 800 pessoas. Esta vertente de investimento deverá totalizar 10 milhões de euros até 2026.(Exame Informática)
29 de outubro de 2017
Aberto procedimento para compra de 12 aparelhos não tripulados
A NATO vai abrir um procedimento através da ‘central de compras’ da organização para a aquisição de 12 drones, no caso "mini sistemas aéreos não tripulados".
A medida, anunciada em maio pelo Ministério da Defesa Nacional, faz parte da Lei de Programação Militar 2015-2016 e prevê o gasto de seis milhões de euros nestes aparelhos pelo Estado português.
Este procedimento deverá estar concluído até ao final do ano, sendo expectável que o negócio seja finalizado no primeiro trimestre de 2018, de acordo com o site militar ‘Janes 360’.
A entrega deverá ocorrer em 2021. Estes equipamentos servirão sobretudo para apoio na recolha de informações e vigilância em operações militares portuguesas por unidades de escalão Batalhão.(CM)
11 de outubro de 2017
Drone militar belga despenha-se em Beja
Um drone da Força Aérea belga despenhou-se esta terça-feira junto à base de Beja, onde estava em testes.
O incidente, noticiado pelo JN, ocorreu a meio da tarde e depois de o drone militar ter desaparecido dos radares de controlo aéreo.
A queda deu-se a cerca de dois quilómetros da base da Força Aérea no Alentejo, entre as localidades de Mombeja e Santa Vitória, tendo um agricultor dado o alerta.
Militares portugueses deslocaram-se para o local com uma grua para recuperar a aeronave, adiantou ainda o JN. (DN)
O incidente, noticiado pelo JN, ocorreu a meio da tarde e depois de o drone militar ter desaparecido dos radares de controlo aéreo.
A queda deu-se a cerca de dois quilómetros da base da Força Aérea no Alentejo, entre as localidades de Mombeja e Santa Vitória, tendo um agricultor dado o alerta.
Militares portugueses deslocaram-se para o local com uma grua para recuperar a aeronave, adiantou ainda o JN. (DN)
14 de abril de 2017
Força Aérea Americana testa caças pilotados à distância
O futuro das missões militares aéreas poderá passar por uma combinação de aviões pilotados e drones. A Lockheed Martin e as suas associadas no desenvolvimento de tecnologia autónoma fizeram uma demonstração, em que um antigo F-16 foi modificado para funcionar como um drone e mostrar como podia contribuir para uma missão de ataque.
Esta demonstração conseguiu colocar um F-16 em situações complexas de combate, conseguindo adaptar-se às circunstâncias da missão. Isto vai permitir à Lockheed desenvolver sistemas autónomos de inteligência artificial que vão permitir a um esquadrão de aviões não-pilotados escoltarem um avião pilotado e reagirem automaticamente em caso de ataque, do mesmo modo que os caças protegiam os bombardeiros durante a segunda guerra mundial.
Na prática, com os futuros aviões que vão usar esta tecnologia, um piloto não vai precisar de fazer muito numa missão, podendo monitorizar in loco o desempenho das aeronaves autónomas e concentrando-se apenas no objectivo principal. (Motor)
Esta demonstração conseguiu colocar um F-16 em situações complexas de combate, conseguindo adaptar-se às circunstâncias da missão. Isto vai permitir à Lockheed desenvolver sistemas autónomos de inteligência artificial que vão permitir a um esquadrão de aviões não-pilotados escoltarem um avião pilotado e reagirem automaticamente em caso de ataque, do mesmo modo que os caças protegiam os bombardeiros durante a segunda guerra mundial.
Na prática, com os futuros aviões que vão usar esta tecnologia, um piloto não vai precisar de fazer muito numa missão, podendo monitorizar in loco o desempenho das aeronaves autónomas e concentrando-se apenas no objectivo principal. (Motor)
10 de março de 2017
Drones da Força Aérea vão Mediterrâneo
A Força Aérea Portuguesa desenvolveu drones que vão fazer acções de patrulhamento marítimo no Mar Mediterrâneo. Os primeiros testes vão acontecer em Chipre.
A notícia avançada “Jornal de Noticias” revela que no segundo semestre deste ano, a Força Aérea será líder de um exercício de teste de vigilância e controlo da imigração, que se vai realizar no Chipre. O objectivo é detectar embarcações, em particular de refugiados, mas também suspeitas de prática de crimes como tráfico de drogas e armas.
Um dos aparelhos não tripulados está em fase de testes na Base Aérea da Ota. O drone foi desenvolvido peço Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Força Aérea.
Uma esquadra de até dez drones prevê-se que esteja pronta a partir de 2018. Cada um tem um custo entre os 100 mil e os 200 mil euros, sendo que o valor final depende dos sensores de que é dotado.
Os primeiros passos nesta área foram dados em 2006, com o lançamento de pequenas aeronaves que não ultrapassavam os 15 quilos. Mas, a nova geração pesa 600 quilos e tem uma maior capacidade para comportar mais sensores.
Entre 2014 e 2016, 1,6 milhões de pessoas chegaram à Europa depois de uma travessia do Mediterrâneo. A rota mais usada é a que liga a Líbia a Itália.
Segundo a UNICEF, só em Janeiro de 2017, em pleno Inverno, 4.463 pessoas fizeram a travessia até Itália. A organização estima-se que 228 pessoas, entre as quais pelo menos 40 crianças, tenham morrido. (RR)
A notícia avançada “Jornal de Noticias” revela que no segundo semestre deste ano, a Força Aérea será líder de um exercício de teste de vigilância e controlo da imigração, que se vai realizar no Chipre. O objectivo é detectar embarcações, em particular de refugiados, mas também suspeitas de prática de crimes como tráfico de drogas e armas.
Um dos aparelhos não tripulados está em fase de testes na Base Aérea da Ota. O drone foi desenvolvido peço Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Força Aérea.
Uma esquadra de até dez drones prevê-se que esteja pronta a partir de 2018. Cada um tem um custo entre os 100 mil e os 200 mil euros, sendo que o valor final depende dos sensores de que é dotado.
Os primeiros passos nesta área foram dados em 2006, com o lançamento de pequenas aeronaves que não ultrapassavam os 15 quilos. Mas, a nova geração pesa 600 quilos e tem uma maior capacidade para comportar mais sensores.
Entre 2014 e 2016, 1,6 milhões de pessoas chegaram à Europa depois de uma travessia do Mediterrâneo. A rota mais usada é a que liga a Líbia a Itália.
Segundo a UNICEF, só em Janeiro de 2017, em pleno Inverno, 4.463 pessoas fizeram a travessia até Itália. A organização estima-se que 228 pessoas, entre as quais pelo menos 40 crianças, tenham morrido. (RR)
21 de abril de 2016
Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais mostra drones produzidos em Portugal
Os drones são uma tecnologia cada vez mais utilizada no âmbito da Defesa e da Segurança no mundo. As capacidades nacionais neste sector dos drones vão ser apresentadas pela idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais no Idrone Experience Portugal 2016 que vai decorrer nos dias 22, 23 e 24 deste mês no Parque de Exposições de Braga.
Assim, a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais vai mostrar, no Parque de Exposições de Braga, aquilo que de melhor se faz em Portugal neste sector, destacando empresas nacionais como a Introsys, Tekever, UAVision e OceanScan que se especializam em produzir plataformas autónomas não tripuladas terrestres, aéreas e aquáticas.
Cabe a esta Plataforma das Indústrias de Defesa a responsabilidade pela implementação de uma estratégia nacional para promoção externa da BTID - Base Tecnológica e Industrial de defesa, por forma a desenvolver as capacidades nacionais nesta área, assumindo Portugal como produtor e exportador de tecnologia e serviços no âmbito da Economia de Defesa.
A acção da idD foca-se em iniciativas que sejam criadoras de valor acrescentado para a Economia de Defesa Nacional, competitivas internacionalmente, sujeitas à concorrência internacional, com potencial de crescimento e sustentáveis no longo prazo, cujo efeito se prolongue por tempo suficiente de forma a permitir que se gerem efeitos de valor acrescentado, directos e indirectos, para a economia nacional. (Correio Minho)
Assim, a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais vai mostrar, no Parque de Exposições de Braga, aquilo que de melhor se faz em Portugal neste sector, destacando empresas nacionais como a Introsys, Tekever, UAVision e OceanScan que se especializam em produzir plataformas autónomas não tripuladas terrestres, aéreas e aquáticas.
Cabe a esta Plataforma das Indústrias de Defesa a responsabilidade pela implementação de uma estratégia nacional para promoção externa da BTID - Base Tecnológica e Industrial de defesa, por forma a desenvolver as capacidades nacionais nesta área, assumindo Portugal como produtor e exportador de tecnologia e serviços no âmbito da Economia de Defesa.
A acção da idD foca-se em iniciativas que sejam criadoras de valor acrescentado para a Economia de Defesa Nacional, competitivas internacionalmente, sujeitas à concorrência internacional, com potencial de crescimento e sustentáveis no longo prazo, cujo efeito se prolongue por tempo suficiente de forma a permitir que se gerem efeitos de valor acrescentado, directos e indirectos, para a economia nacional. (Correio Minho)
21 de novembro de 2015
Força Aérea Portuguesa faz teste com drone nas Ilhas Selvagens
"Este veículo não tripulado vai levantar do Porto Santo, vai às Selvagens, capta imagens das ilhas e de toda a zona marítima envolvente e regressa", explicou, no final do exercício ZARCO, 152, que decorreu esta semana em Porto Santo, envolvendo cerca de 600 militares e meios dos três ramos das Forças Armadas.
Marco Serronha explicou que um dos objectivos da viagem da fragata Bartolomeu Dias às Selvagens, com partida hoje do porto do Funchal, prende-se com a manobra do drone.
O comandante da Zona Militar da Madeira realçou que a intenção é usar com regularidade este meio aéreo em acções de vigilância e monitorização, essencialmente da área marítima, com ênfase nas Selvagens, que ficam a 300 km da Madeira e constituem a fronteira mais a sul de Portugal.
O exercício ZARCO, que se realiza duas vezes por ano, envolve meios dos três ramos das Forças Armadas que estão sediados na região, nomeadamente o Batalhão de Infantaria, a Bateria Antiaérea, o navio patrulha, o avião C295 e o helicóptero EH101. Este ano foram ainda usados meios de reforço vindos do continente, incluindo cerca de 300 militares.
Marco Serronha destacou a presença da fragata Bartolomeu Dias, na qual estava embarcada uma componente dos fuzileiros, aviões C130, diversos drones em fase de testes, e ainda elementos das operações especiais e dos comandos.
"A presença de todos estes meios deu um valor acrescentado ao exercício", disse, sublinhando que o objectivo foi testar os planos de contingência e de defesa da região em caso de ameaça externa.
Em termos reais, o major-general afirma que a região dispõe de meios em permanência capazes de fazer a "defesa imediata", mas caso o nível da ameaça aumente, torna-se absolutamente necessário o recurso a forças do continente.
O efectivo da Zona Militar da Madeira é de composto por 800 elementos.
Marco Serronha disse, por outro lado, que os atentados de 13 de Novembro em Paris não tiveram influência em termos de reforço da segurança militar, tendo em conta que, segundo os serviços de informações da República, "as ameaças à Madeira são relativamente reduzidas". (NM)
Marco Serronha explicou que um dos objectivos da viagem da fragata Bartolomeu Dias às Selvagens, com partida hoje do porto do Funchal, prende-se com a manobra do drone.
O comandante da Zona Militar da Madeira realçou que a intenção é usar com regularidade este meio aéreo em acções de vigilância e monitorização, essencialmente da área marítima, com ênfase nas Selvagens, que ficam a 300 km da Madeira e constituem a fronteira mais a sul de Portugal.
O exercício ZARCO, que se realiza duas vezes por ano, envolve meios dos três ramos das Forças Armadas que estão sediados na região, nomeadamente o Batalhão de Infantaria, a Bateria Antiaérea, o navio patrulha, o avião C295 e o helicóptero EH101. Este ano foram ainda usados meios de reforço vindos do continente, incluindo cerca de 300 militares.
Marco Serronha destacou a presença da fragata Bartolomeu Dias, na qual estava embarcada uma componente dos fuzileiros, aviões C130, diversos drones em fase de testes, e ainda elementos das operações especiais e dos comandos.
"A presença de todos estes meios deu um valor acrescentado ao exercício", disse, sublinhando que o objectivo foi testar os planos de contingência e de defesa da região em caso de ameaça externa.
Em termos reais, o major-general afirma que a região dispõe de meios em permanência capazes de fazer a "defesa imediata", mas caso o nível da ameaça aumente, torna-se absolutamente necessário o recurso a forças do continente.
O efectivo da Zona Militar da Madeira é de composto por 800 elementos.
Marco Serronha disse, por outro lado, que os atentados de 13 de Novembro em Paris não tiveram influência em termos de reforço da segurança militar, tendo em conta que, segundo os serviços de informações da República, "as ameaças à Madeira são relativamente reduzidas". (NM)
15 de novembro de 2015
Força Aérea Portuguesa quer fornecer aviões não tripulados em 2016
A Força Aérea Portuguesa (FAP) espera disponibilizar a partir do próximo ano aviões não tripulados para uso militar e civil, e dispor, dentro de dois anos, da primeira esquadra destes equipamentos para vigilância da costa marítima.
O projecto de investigação e desenvolvimento dos sistemas aéreos autónomos não tripulados teve início em 2009, na Academia da Força Aérea, em Sintra e, seis anos depois, a FAP diz estar “em condições” de iniciar a transferência desta tecnologia com vista à criação de dois tipos de veículo aéreo não tripulado (UAV na sigla em inglês).
O Director do Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Força Aérea (CIDIFA) disse à agência Lusa que um dos UAV (Classe II – peso máximo de 500 quilogramas à descolagem) será construído a “nível nacional” por consórcios e para uso exclusivo da FAP na vigilância marítima, enquanto o outro (Classe I – peso máximo de 25/30 quilogramas à descolagem) estará disponível para utilização por forças de segurança, outros ramos das Forças Armadas e entidades civis.
“O nosso objectivo relativamente ao Classe II é operacionalizar este tipo de sistema dentro de dois anos no contexto da Força Aérea. Relativamente ao Classe I, diria que (…) num ano estaremos em condições de disponibilizar (…) este tipo de tecnologia a outras entidades, nomeadamente a outros ramos das Forças Armadas, forças de segurança e outras entidades de carácter governamental e não-governamental”, afirmou o coronel José Morgado, durante uma sessão de voos no centro de testes na Base Aérea da Ota, Alenquer.
A FAP quer, “dentro de um horizonte temporal de dois anos”, ter a primeira esquadra de UAV para complementar a missão das aeronaves tripuladas, utilizadas na vigilância da costa portuguesa.
“Estes corredores são das zonas marítimas mais movimentadas do mundo. Passam aqui diariamente entre 350 a 400 navios e é fundamental que tenhamos meios consentâneos com as nossas capacidades económicas e financeiras de monitorizar intensamente, de uma forma muito persistente, esses corredores. A utilização destes sistemas não tripulados, em complemento das aeronaves tripuladas, será uma mais-valia fundamental nesse objectivo”, salientou o Director do CIDIFA.
Além da criação deste modelo, de Classe II, a FAP está a preparar a transferência de tecnologia de um UAV (Classe I) para disponibilizar, já a partir do próximo ano.
O coronel José Morgado contou que esta ideia surgiu de um desafio lançado pela EDP ao CIDIFA para o desenvolvimento de um UAV para monitorização de linhas eléctricas, trabalho que é actualmente feito com recurso a helicópteros, sendo estes voos “caros e perigosos”. Para 2016 já estão acertados com a EDP a realização de testes operacionais no terreno.
O Director do CIDIFA admitiu que este sistema poderá ser aplicado “a todo um manancial” de situações de “natureza militar e na área da segurança”, nomeadamente pela Marinha, Exército e GNR, ou por entidades civis para, por exemplo, monitorização agrícola ou de espécies animais protegidas.
Questionado sobre o facto de outros ramos das Forças Armadas e de segurança recorrerem a empresas privadas quando a FAP está preparada para fornecer estes equipamentos, o Director do CIDIFA escusou-se a comentar, mas garantiu que estes UAV, desenvolvidos pela FAP, serão “mais baratos do que comprados ao estrangeiro”. Segundo este responsável, uma hora de voo deste aparelho custa 50 cêntimos em termos de combustível.
Os UAV do CIDIFA têm cerca de 700 horas de voo e vão participar, ainda este mês, no exercício militar Zarco, que decorrerá na Madeira, estando previsto um voo entre o Porto Santo e as Ilhas Selvagens. (Observador)
8 de novembro de 2015
Ministério Defesa Nacional admite usar drones na fiscalização costeira
O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, admite a utilização de drones ou navios tecnologicamente mais avançados para a fiscalização da costa portuguesa, dentro das possibilidades do orçamento para a Defesa Nacional.
“Na reforma 2020, criámos várias condições para que, no âmbito da Lei da Programação Militar, possa haver um reequipamento com o equilíbrio possível nas contas públicas”, disse o ministro, questionado pelos jornalistas no exercício militar Trident Juncture da NATO, onde Portugal é um dos anfitriões e que decorreu ontem em Tróia. “Será possível ter melhores competências e há a possibilidade, ao longo dos próximos 12 anos, de ter esses equipamentos, nomeadamente para a Marinha”, acrescentou.
A ideia será implementada em Itália, com a utilização de cinco drones da norte-americana Global Hawk para reforçar a vigilância da NATO no Mediterrâneo, como fez saber o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stolenberg, e a iniciativa pode chegar a Portugal. O Mediterrâneo necessita de uma vigilância reforçada, devido à proximidade com o norte de África e próximo Oriente, regiões de conflitos e convulsões, sobretudo após a Primavera Árabe, argumenta a NATO.
“A NATO tem de ser capaz de responder aos desafios e de se adaptar além da presença militar”, disse o secretário-geral da aliança aos jornalistas, exemplificando com a presença na Turquia. Um dos desafios da organização, criada em 1949 e da qual Portugal é fundador, passa por convencer os membros a gastar pelo menos 2% do PIB em defesa – uma meta sujeita a forte erosão durante a crise da dívida soberana. “Há sinais encorajadores. Este ano cinco aliados – Reino Unido, Polónia, Estónia, Grécia e EUA – devem gastar 2% do PIB em defesa. E doze aliados devem gastar mais na rubrica em percentagem do PIB”, explicou Oana Lungescu, porta-voz da aliança ao Diário Económico, antes de acrescentar: “Se queremos segurança, temos de gastar mais em defesa”.
O exercício militar Trident Juncture, onde esteve o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva – que não falou aos jornalistas - é o maior da década realizado pela Aliança Atlântica e contou com a participação de mais de 36 mil militares, de 30 países, com mais de 140 aviões e 60 navios. Portugal foi um dos países que recebeu este exercício, além de Espanha e Itália. O exercício decorre desde 19 de Outubro no flanco sul da Europa e termina hoje, depois de demonstrações nos três países anfitriões. A participação de Portugal mostra, segundo Jens Stolenberg, “o compromisso de Portugal em manter a NATO forte”.
“Portugal continuará a desempenhar um papel proactivo no seio da aliança e a contribuir para a segurança. Esta é uma matéria de Estado, um dos pilares da nossa democracia”, afirmou Aguiar-Branco na sua intervenção. À margem do exercício, questionado pelos jornalistas, frisou acreditar que Portugal se vai manter na NATO, mesmo que a instabilidade política leve o PS ao Governo. “O PS é respeitador da sua história e a sua história é de defesa do valor da NATO”, lembrou, referindo que foi o Bloco de Esquerda e o PCP que se “auto-excluíram da NATO”. A aliança prefere ficar fora da polémica. “Não interferimos na política doméstica portuguesa. A NATO é uma aliança de 28 democracias e com governos de diferentes cores do espectro político”, disse a porta-voz da aliança ao Diário Económico.
O exercício de ontem contou com três demonstrações: uma operação de protecção costeira, uma intervenção da equipa NBQR (nuclear, biológico, químico e radiológico) e um desembarque anfíbio, onde estiveram envolvidos 68 navios, nove submarinos e cerca de três mil marines. Serviu também, disse o ministro, para certificar uma fragata e seis F16 da Força Aérea para a Força de Resposta da NATO (NRF), que estará operacional em 2016, onde Portugal também vai participar. (Económico)
“Na reforma 2020, criámos várias condições para que, no âmbito da Lei da Programação Militar, possa haver um reequipamento com o equilíbrio possível nas contas públicas”, disse o ministro, questionado pelos jornalistas no exercício militar Trident Juncture da NATO, onde Portugal é um dos anfitriões e que decorreu ontem em Tróia. “Será possível ter melhores competências e há a possibilidade, ao longo dos próximos 12 anos, de ter esses equipamentos, nomeadamente para a Marinha”, acrescentou.
A ideia será implementada em Itália, com a utilização de cinco drones da norte-americana Global Hawk para reforçar a vigilância da NATO no Mediterrâneo, como fez saber o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stolenberg, e a iniciativa pode chegar a Portugal. O Mediterrâneo necessita de uma vigilância reforçada, devido à proximidade com o norte de África e próximo Oriente, regiões de conflitos e convulsões, sobretudo após a Primavera Árabe, argumenta a NATO.
“A NATO tem de ser capaz de responder aos desafios e de se adaptar além da presença militar”, disse o secretário-geral da aliança aos jornalistas, exemplificando com a presença na Turquia. Um dos desafios da organização, criada em 1949 e da qual Portugal é fundador, passa por convencer os membros a gastar pelo menos 2% do PIB em defesa – uma meta sujeita a forte erosão durante a crise da dívida soberana. “Há sinais encorajadores. Este ano cinco aliados – Reino Unido, Polónia, Estónia, Grécia e EUA – devem gastar 2% do PIB em defesa. E doze aliados devem gastar mais na rubrica em percentagem do PIB”, explicou Oana Lungescu, porta-voz da aliança ao Diário Económico, antes de acrescentar: “Se queremos segurança, temos de gastar mais em defesa”.
O exercício militar Trident Juncture, onde esteve o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva – que não falou aos jornalistas - é o maior da década realizado pela Aliança Atlântica e contou com a participação de mais de 36 mil militares, de 30 países, com mais de 140 aviões e 60 navios. Portugal foi um dos países que recebeu este exercício, além de Espanha e Itália. O exercício decorre desde 19 de Outubro no flanco sul da Europa e termina hoje, depois de demonstrações nos três países anfitriões. A participação de Portugal mostra, segundo Jens Stolenberg, “o compromisso de Portugal em manter a NATO forte”.
“Portugal continuará a desempenhar um papel proactivo no seio da aliança e a contribuir para a segurança. Esta é uma matéria de Estado, um dos pilares da nossa democracia”, afirmou Aguiar-Branco na sua intervenção. À margem do exercício, questionado pelos jornalistas, frisou acreditar que Portugal se vai manter na NATO, mesmo que a instabilidade política leve o PS ao Governo. “O PS é respeitador da sua história e a sua história é de defesa do valor da NATO”, lembrou, referindo que foi o Bloco de Esquerda e o PCP que se “auto-excluíram da NATO”. A aliança prefere ficar fora da polémica. “Não interferimos na política doméstica portuguesa. A NATO é uma aliança de 28 democracias e com governos de diferentes cores do espectro político”, disse a porta-voz da aliança ao Diário Económico.
O exercício de ontem contou com três demonstrações: uma operação de protecção costeira, uma intervenção da equipa NBQR (nuclear, biológico, químico e radiológico) e um desembarque anfíbio, onde estiveram envolvidos 68 navios, nove submarinos e cerca de três mil marines. Serviu também, disse o ministro, para certificar uma fragata e seis F16 da Força Aérea para a Força de Resposta da NATO (NRF), que estará operacional em 2016, onde Portugal também vai participar. (Económico)
Etiquetas:
Defesa Nacional,
Exercícios Militares,
Forças Armadas Portuguesas,
LPM,
MDN,
NATO,
Reforma 2020,
Trident Juncture,
Veículos Aéreos Não Tripulados
22 de julho de 2015
Termina primeiro curso de operadores de de Sistemas Aéreos Autónomos Não-Tripulados
Terminou, no passado dia 14 de Julho, o primeiro Curso de Operadores de Sistemas Aéreos Autónomos Não-Tripulados (UAS - UnmannedAircraftSystems) da Direcção de Instrução da Força Aérea. O objectivo do curso consistiu em qualificar os primeiros operadores de UAS, Classe I, da Força Aérea, tendo em vista a implementação de uma capacidade operacional futura no contexto deste Ramo das Forças Armadas. (FAP)
15 de abril de 2015
Drones portugueses invadem o Brasil
Foi à última hora que a OceanScan integrou a comitiva de empresas portuguesas presentes na brasileira LAAD (Feira Internacional de Defesa e Segurança). Apesar disso, é vista pelo responsável português que gere a promoção da indústria de Defesa nacional como uma das que tem maior potencial de sair do Brasil a facturar.
Ao mesmo tempo, a Tekever prepara-se para assumir uma participação na única empresa brasileira certificada como estratégica na área dos drones. Junto com as restantes 13 empresas que seguiram com José Pedro Aguiar-Branco para o Brasil representam a esperança de “70 potenciais negócios”, essenciais para atingir o objectivo definido para este ano de aumentar em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector.
Tanto a OceanScan como a Tekever já trabalham há alguns anos com as Forças Armadas Portuguesas. Os seus equipamentos de sucesso servem essencialmente para levar a cabo missões de vigilância e rastreio, mas em meios diferentes. A primeira resulta de anos de cooperação entre especialistas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto com a Marinha. Daí resultou uma start-up que se especializou em pequenos veículos submarinos vocacionados para fazer mapeamento e rastreio marítimo.
É Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração da idD, quem destaca o potencial desta empresa na feira que agora se realiza, assinalando a “grande procura” que existe por este tipo de equipamento. No caso da OceanScan, além dos sistemas já disponibilizados à Marinha portuguesa, foram já vendidas três sistemas à Marinha da Lituânia (para detecção de minas) dois sistemas à Rússia (para operarem em missões de busca e salvamento) outros dois à Universidade de Zagreb (Croácia) e outros tantos a uma universidade chinesa.
Os drones submarinos que a OceanScan produz já têm, portanto, nome na Europa e a aposta é que, agora, os seus LAUV (Light Autonomous Underwater Vehicle – Veículo Submarino Autónomo Leve) passem a operar nos mares do Atlântico Sul.
Mas Eduardo Filipe antecipa outra oportunidade de negócio comdrones, desta vez no ar. A Tekever – que vendeu dois drones à Polícia de Segurança Pública e tem estabelecido protocolos de cooperação e cedência dos seus sistemas ao Exército, Marinha e GNR – prepara-se para adquirir uma participação na SANTOSLAB. A empresa Brasiliera que fornece à Marinha brasileira os seus drones de vigilância.
Já há mais de um ano que existia uma ligação entre as duas empresas. Desde há ano e meio que o Carcará da SANTOS LAB é equipado com material da Tekever. Segundo Ricardo Mendes, responsável da empresa portuguesa, o interior da aeronave era quase exclusivamente português (sistema de comunicação e de controlo em terra, por exemplo). Com o passar do tempo, ambas as empresas chegaram à conclusão de que “faria sentido trabalharem juntas”. E assim se avançou para a assinatura de um acordo para a aquisição de uma participação na empresa brasileira. O objectivo é tornar a Tekever num “accionista de grande significado” na SANTOS LAB. Ricardo Mendes escusou-se a quantificar – tanto em termos da percentagem da participação como em termos de verbas investidas - o que representa essa expressão, argumentando com as rígidas regras de sigilo que o Estado brasileiro impõe no sector.
O Brasil coloca sob reserva todos os números que estejam relacionados com as entidades que certificou como empresa estratégica brasileira. É precisamente por isso que a Tekever está interessada na SANTOS LAB. “É a única fabricante de drones que pode trabalhar no Brasil no sector de Defesa”, garante Ricardo Mendes. O sigilo militar impede mesmo que se revele quantos Carcará opera a Marinha brasileira e a Polícia Federal.
Sector vale 1,7 mil milhões em exportações
Criada há menos de um ano, a idD (Plataforma das Industrias de Defesas Nacionais) tem como objectivos a identificação de negócios no exterior e a internacionalização das empresas portuguesas de Defesa. Para isso, em meio ano, levou um conjunto dessas empresas a quatro feiras internacionais – Colômbia, Índia, Abu Dhabi e Madrid – como a que esta semana se realiza no Brasil.
Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração, estabeleceu para 2015 a meta de fazer crescer em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector. De acordo com o mesmo responsável, as exportações das 120 empresas que compõem o sector representaram “1,72 mil milhões de euros” no ano passado.
Eduardo Filipe identificou quatro áreas com maior potencial de crescimento. Além da indústria naval (onde se inclui a OceanScan) e dos UAV (onde estão os drones da Tekever), o CEO da idD sinalizou também os têxteis, as tecnologias da informação e os sistemas de detecção e socorro a náufragos como as áreas que mais podem contribuir para os “potenciais 70 negócios” que as empresas portuguesas podem trazer da América do Sul.
Ao mesmo tempo, a Tekever prepara-se para assumir uma participação na única empresa brasileira certificada como estratégica na área dos drones. Junto com as restantes 13 empresas que seguiram com José Pedro Aguiar-Branco para o Brasil representam a esperança de “70 potenciais negócios”, essenciais para atingir o objectivo definido para este ano de aumentar em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector.
Tanto a OceanScan como a Tekever já trabalham há alguns anos com as Forças Armadas Portuguesas. Os seus equipamentos de sucesso servem essencialmente para levar a cabo missões de vigilância e rastreio, mas em meios diferentes. A primeira resulta de anos de cooperação entre especialistas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto com a Marinha. Daí resultou uma start-up que se especializou em pequenos veículos submarinos vocacionados para fazer mapeamento e rastreio marítimo.
É Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração da idD, quem destaca o potencial desta empresa na feira que agora se realiza, assinalando a “grande procura” que existe por este tipo de equipamento. No caso da OceanScan, além dos sistemas já disponibilizados à Marinha portuguesa, foram já vendidas três sistemas à Marinha da Lituânia (para detecção de minas) dois sistemas à Rússia (para operarem em missões de busca e salvamento) outros dois à Universidade de Zagreb (Croácia) e outros tantos a uma universidade chinesa.
Os drones submarinos que a OceanScan produz já têm, portanto, nome na Europa e a aposta é que, agora, os seus LAUV (Light Autonomous Underwater Vehicle – Veículo Submarino Autónomo Leve) passem a operar nos mares do Atlântico Sul.
Mas Eduardo Filipe antecipa outra oportunidade de negócio comdrones, desta vez no ar. A Tekever – que vendeu dois drones à Polícia de Segurança Pública e tem estabelecido protocolos de cooperação e cedência dos seus sistemas ao Exército, Marinha e GNR – prepara-se para adquirir uma participação na SANTOSLAB. A empresa Brasiliera que fornece à Marinha brasileira os seus drones de vigilância.
Já há mais de um ano que existia uma ligação entre as duas empresas. Desde há ano e meio que o Carcará da SANTOS LAB é equipado com material da Tekever. Segundo Ricardo Mendes, responsável da empresa portuguesa, o interior da aeronave era quase exclusivamente português (sistema de comunicação e de controlo em terra, por exemplo). Com o passar do tempo, ambas as empresas chegaram à conclusão de que “faria sentido trabalharem juntas”. E assim se avançou para a assinatura de um acordo para a aquisição de uma participação na empresa brasileira. O objectivo é tornar a Tekever num “accionista de grande significado” na SANTOS LAB. Ricardo Mendes escusou-se a quantificar – tanto em termos da percentagem da participação como em termos de verbas investidas - o que representa essa expressão, argumentando com as rígidas regras de sigilo que o Estado brasileiro impõe no sector.
O Brasil coloca sob reserva todos os números que estejam relacionados com as entidades que certificou como empresa estratégica brasileira. É precisamente por isso que a Tekever está interessada na SANTOS LAB. “É a única fabricante de drones que pode trabalhar no Brasil no sector de Defesa”, garante Ricardo Mendes. O sigilo militar impede mesmo que se revele quantos Carcará opera a Marinha brasileira e a Polícia Federal.
Sector vale 1,7 mil milhões em exportações
Criada há menos de um ano, a idD (Plataforma das Industrias de Defesas Nacionais) tem como objectivos a identificação de negócios no exterior e a internacionalização das empresas portuguesas de Defesa. Para isso, em meio ano, levou um conjunto dessas empresas a quatro feiras internacionais – Colômbia, Índia, Abu Dhabi e Madrid – como a que esta semana se realiza no Brasil.
Eduardo Filipe, presidente do Conselho de Administração, estabeleceu para 2015 a meta de fazer crescer em 100 milhões de euros as exportações portuguesas no sector. De acordo com o mesmo responsável, as exportações das 120 empresas que compõem o sector representaram “1,72 mil milhões de euros” no ano passado.
Eduardo Filipe identificou quatro áreas com maior potencial de crescimento. Além da indústria naval (onde se inclui a OceanScan) e dos UAV (onde estão os drones da Tekever), o CEO da idD sinalizou também os têxteis, as tecnologias da informação e os sistemas de detecção e socorro a náufragos como as áreas que mais podem contribuir para os “potenciais 70 negócios” que as empresas portuguesas podem trazer da América do Sul.
Etiquetas:
Brasil,
Feiras Internacionais,
Indústria Militar,
Indústria Militar Portuguesa,
Tekever,
UAV,
Veículos Aéreos Não Tripulados,
Veículos Autónomos Submarinos
20 de fevereiro de 2015
EUA vão vender drones armados aos seus aliados
Os Estados Unidos vão autorizar pela primeira vez a exportação de drones armados para alguns países aliados no quadro da luta mundial ao terrorismo.
“Esta nova política estabelece as regras para a venda, transferência e utilização internacional de sistemas aeronáuticos militares sem piloto de origem americana”, anunciou o Departamento de Estado num relatório divulgado na terça-feira.
A diplomacia americana sublinha que os EUA são “os líderes tecnológicos mundiais em matéria de desenvolvimento e utilização” dos drones militares. “Há outros países que estão a começar a utilizar drones militares de modo mais regular e este mercado está a desenvolver-se cada vez mais”, refere o documento do Departamento de Estado.
É neste contexto que os EUA dizem ter “a responsabilidade de garantir as vendas, transferências e utilização internacional dos drones militares de origem americana, tendo sempre presente os interesses da sua segurança nacional e da sua política externa”.
A exportação para o estrangeiro de “sistemas sensíveis será feita através de um programa de vendas de equipamentos militares de governo para governo”, explica o Departamento de Estado, sem referir nenhum país como potencial cliente.
O jornal Washington Post, que noticiou em primeira mão esta mudança na política de vendas militares dos EUA, refere que países aliados como a Itália, a Turquia e as monarquias do Golfo estão muito interessados em negociar com Washington.
Segundo um responsável americano citado sob anonimato pelo Washington Post, os EUA já venderam drones armados ao seu mais próximo aliado, o Reino Unido. Aparelhos deste tipo mas não armados, que servem para operações de vigilância e recolha de informação, já foram vendidos a aliados da Aliança Atlântica, como a França e Itália.
A utilização de drones armados constitui uma pedra angular na luta contra o terrorismo delineada pelo governo de Barack Obama, nomeadamente em operações realizadas no Afeganistão, Paquistão, Somália, Síria, Iraque e Iémen. (Público)
“Esta nova política estabelece as regras para a venda, transferência e utilização internacional de sistemas aeronáuticos militares sem piloto de origem americana”, anunciou o Departamento de Estado num relatório divulgado na terça-feira.
A diplomacia americana sublinha que os EUA são “os líderes tecnológicos mundiais em matéria de desenvolvimento e utilização” dos drones militares. “Há outros países que estão a começar a utilizar drones militares de modo mais regular e este mercado está a desenvolver-se cada vez mais”, refere o documento do Departamento de Estado.
É neste contexto que os EUA dizem ter “a responsabilidade de garantir as vendas, transferências e utilização internacional dos drones militares de origem americana, tendo sempre presente os interesses da sua segurança nacional e da sua política externa”.
A exportação para o estrangeiro de “sistemas sensíveis será feita através de um programa de vendas de equipamentos militares de governo para governo”, explica o Departamento de Estado, sem referir nenhum país como potencial cliente.
O jornal Washington Post, que noticiou em primeira mão esta mudança na política de vendas militares dos EUA, refere que países aliados como a Itália, a Turquia e as monarquias do Golfo estão muito interessados em negociar com Washington.
Segundo um responsável americano citado sob anonimato pelo Washington Post, os EUA já venderam drones armados ao seu mais próximo aliado, o Reino Unido. Aparelhos deste tipo mas não armados, que servem para operações de vigilância e recolha de informação, já foram vendidos a aliados da Aliança Atlântica, como a França e Itália.
A utilização de drones armados constitui uma pedra angular na luta contra o terrorismo delineada pelo governo de Barack Obama, nomeadamente em operações realizadas no Afeganistão, Paquistão, Somália, Síria, Iraque e Iémen. (Público)
23 de dezembro de 2014
Força Aérea já está a treinar “pilotos” da futura esquadra de drones
O primeiro curso de operadores de drones da Força Aérea descolou no dia 15 de Dezembro na Base Aérea nº1. O curso estruturado pela Academia da Força Aérea está actualmente a leccionar os primeiros módulos das 450 horas de aulas teóricas. O plano de formação deverá ter uma duração de cinco meses. Além da formação da primeira leva de operadores, os planos da Força contemplam ainda a constituição da primeira esquadra de drones nos próximos dois anos.
Apesar de não serem pilotos, mas sim operadores, os formandos terão de dominar grande parte dos conhecimentos que costumam ser leccionados juntos dos candidatos dos tradicionais brevês. No currículo do novo curso, figuram manuais e temas relacionados com Legislação Aérea, Meteorologia, Navegação, Performance ou Sistemas de Aeronaves. O plano de estudos segue de perto as referências que a NATO, as autoridades aeronáuticas inglesa e canadiana, e Força Aérea Norte-Americana já começaram a pôr em prática.
Marco Casquilho, membro da Direcção de Instrução da Academia da Força Aérea, explica, em declarações ao Público, descreve a formação como «muito equivalente à que é ministrada aos pilotos da Força Aérea».
Depois dos módulos teóricos, os oito formandos poderão finalmente assumir o comando dos veículos aéreos não tripulados durante os treinos previstos para um total de 50 missões da Base da Ota, que hoje é usada em exclusivo para testes dos drones desenvolvidos ou adquiridos pela Academia da Força Aérea.
O curso foi desenhado para garantir os primeiros operadores das máquinas desenvolvidas na Ota, mas abrange igualmente conhecimentos e tecnologias de outras proveniências. Os responsáveis da Academia da Força Aérea admitem, futuramente, abrir o curso a civis, caso haja procura.
Nos últimos anos, a Academia da Força Aérea tem intensificado esforços no desenvolvimento e fabrico de drones. No âmbito do programa conhecido como PITVANT, foram desenvolvidos drones como o Sharky-Fidelidade e o UAS30(com cerca de 25 quilos).
Dentro de dois anos, a Força Aérea conta já poder cruzar os céus com os primeiros veículos aéreos não tripulados de cerca de 600 quilos. Estas máquinas de maiores dimensões podem representar um incremento não só no que toca aos equipamentos e sensores que podem transportar, como também quanto à autonomia energética, que poderá ser especialmente útil em missões de patrulha na Zona Económica Exclusiva. (Exame)
Apesar de não serem pilotos, mas sim operadores, os formandos terão de dominar grande parte dos conhecimentos que costumam ser leccionados juntos dos candidatos dos tradicionais brevês. No currículo do novo curso, figuram manuais e temas relacionados com Legislação Aérea, Meteorologia, Navegação, Performance ou Sistemas de Aeronaves. O plano de estudos segue de perto as referências que a NATO, as autoridades aeronáuticas inglesa e canadiana, e Força Aérea Norte-Americana já começaram a pôr em prática.
Marco Casquilho, membro da Direcção de Instrução da Academia da Força Aérea, explica, em declarações ao Público, descreve a formação como «muito equivalente à que é ministrada aos pilotos da Força Aérea».
Depois dos módulos teóricos, os oito formandos poderão finalmente assumir o comando dos veículos aéreos não tripulados durante os treinos previstos para um total de 50 missões da Base da Ota, que hoje é usada em exclusivo para testes dos drones desenvolvidos ou adquiridos pela Academia da Força Aérea.
O curso foi desenhado para garantir os primeiros operadores das máquinas desenvolvidas na Ota, mas abrange igualmente conhecimentos e tecnologias de outras proveniências. Os responsáveis da Academia da Força Aérea admitem, futuramente, abrir o curso a civis, caso haja procura.
Nos últimos anos, a Academia da Força Aérea tem intensificado esforços no desenvolvimento e fabrico de drones. No âmbito do programa conhecido como PITVANT, foram desenvolvidos drones como o Sharky-Fidelidade e o UAS30(com cerca de 25 quilos).
Dentro de dois anos, a Força Aérea conta já poder cruzar os céus com os primeiros veículos aéreos não tripulados de cerca de 600 quilos. Estas máquinas de maiores dimensões podem representar um incremento não só no que toca aos equipamentos e sensores que podem transportar, como também quanto à autonomia energética, que poderá ser especialmente útil em missões de patrulha na Zona Económica Exclusiva. (Exame)
29 de novembro de 2014
Força Aérea vai estrear esquadra de drones dentro de dois anos
Hoje, a FAP usa aviões tripulados para as diferentes missões de patrulhamento e monitorização da Zona Económica Exclusiva ou da Extensão da Plataforma Continental – dentro de dois anos, a mesma FAP poderá vir a usar também veículos aéreos não tripulados para cobrir a extensa área marítima portuguesa. «Ainda não sabemos quantos veículos aéreos não tripulados vai ter a nova esquadra. Através de vários testes, vamos tentar perceber quantos veículos serão necessários para garantir a monitorização do espaço marítimo», refere José Morgado, Director do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea, à margem do 8º Congresso do Comité Português da Organização Internacional da Ciências da Rádio.
Nos planos da Academia da Força Aérea figura o desenvolvimento de drones com pesos entre 500 e 600 kg e uma autonomia energética para 24 horas de voo. Os veículos estarão aptos a executar autonomamente missões predefinidas, mas não deverão estar equipados com armas.
«Estes veículos servem apenas para monitorização do espaço marítimo, e vão ser usados como complemento às aeronaves tripuladas e não como substitutos», responde José Morgado, recordando que os veículos não tripulados podem executar missões de monitorização com custos inferiores aos das aeronaves tripuladas.
Nos tempos mais próximos, a Academia da Força Aérea deverá começar a testar modelos entre os 150 e os 200 kg para, gradualmente, ganhar competências para o desenvolvimento de drones que terão dimensões recordistas face aos modelos que a FAP (até à data a Academia da Força Aérea não tinha ido além dos 150 kg).
Com o desenvolvimento de modelos de maiores dimensões, a FAP pode garantir maior autonomia de voo e passa a poder usar sensores de maiores dimensões – entre eles, o radar, que poderá revelar-se especialmente útil para a monitorização de grandes áreas, como aquelas que constituem o espaço marítimo nacional. A FAP vai desenhar o novo drone, mas o fabrico deverá ser entregue a parceiros comerciais e industriais que vão ser seleccionados nos tempos mais próximos.
Em Março e 2015, a dois anos de estrear o drone de 600 quilos, a FAP vai dar a conhecer o UAS30 (nas fotos inseridas nesta página), um drone de 25 quilos que descola com o apoio de uma catapulta e aterra com o apoio de uma rede. O projecto arranco há cerca de ano e meio, com um desafio lançado pela EDP, que pretendia testar o uso de drones de pequenas dimensões para a inspecção de linhas eléctricas.
O UAS30 foi desenvolvido em parceria com o CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, em Matosinhos) para dar resposta ao desafio da EDP e também para dar resposta a muitas outras áreas que poderão tirar partido do uso de drones. «Pode ser para patrulhar determinadas áreas, para missões da Marinha ou prevenção de fogos. A partir de Março contamos ter o UAS30 operacional e com uma missão específica já atribuída», explica José Morgado.
O UAS30 já foi testado em missões com velocidade de 50 km/h. Para alcançar esta velocidade, propositadamente baixa para garantir a captação de imagens nas melhores condições, os investigadores da Academia da Força Aérea recorreram a asas de maiores dimensões. José Morgado lembra que também é possível incorporar asas de menores dimensões para missões em que é necessária maior velocidade.
O UAS30 não será um exclusivo da FAP. O novo drone também será comercializado para entidades e empresas que pretendam tirar partido do uso de drones. (Exame)
15 de outubro de 2014
SHARPEYE 14
O Centro de Investigação da Academia da Força Aérea realizou o maior exercício nacional com Veículos Aéreos Autónomos Não Tripulados(UAS). O SHARPEYE 14 decorreu entre os dias 06 e 17 de Outubro, no Aeródromo Municipal de Santa Cruz – Torres Vedras, com o objectivo de avaliar as capacidades proporcionadas pelos UAS no âmbito de operações aeronavais.
Na primeira edição deste exercício, foram realizados testes de voo com UAS para recolha de dados sobre água, de modo a incrementar os níveis de conhecimento situacional marítimo (e. g. derrames de hidrocarbonetos, monitorização de navios, monitorização de arribas costeiras, entre outros).
Para o cumprimento destes objectivos, utilizaram-se três sistemas UAV da FAP, de 25 kg de peso máximo à descolagem, do tipo Alfa-Extended. Os meios navais necessários para a realização deste exercício foram disponibilizados pela Guarda Nacional Republicana.
No SHARPEYE 14, participaram também a Marinha, a European Maritime Safety Agency e outras entidades com as quais a Força Aérea tem colaborado. (FAP)
Na primeira edição deste exercício, foram realizados testes de voo com UAS para recolha de dados sobre água, de modo a incrementar os níveis de conhecimento situacional marítimo (e. g. derrames de hidrocarbonetos, monitorização de navios, monitorização de arribas costeiras, entre outros).
Para o cumprimento destes objectivos, utilizaram-se três sistemas UAV da FAP, de 25 kg de peso máximo à descolagem, do tipo Alfa-Extended. Os meios navais necessários para a realização deste exercício foram disponibilizados pela Guarda Nacional Republicana.
No SHARPEYE 14, participaram também a Marinha, a European Maritime Safety Agency e outras entidades com as quais a Força Aérea tem colaborado. (FAP)
26 de setembro de 2014
Drone português sobrevoa o Kosovo
Segundo o TeK, existe um drone português a fazer missões de reconhecimento no Kosovo.
Trata-se de o AR4 Light Ray, aparelho que resulta de uma parceria entre o Exército Português e a tecnológica nacional Tekever.
O drone encontra-se a realizar missões de reconhecimento para o corpo das Forças Armadas Portuguesas. A aeronave não tripulada vai fazer 100 horas de voo em missões, juntamente com drones de outras nações, numa missão que durará cerca de seis meses.
Segundo a Tekever, empresa responsável pela criação do AR4 Light Ray, o drone português precisa de apenas uma equipa de dois elementos: um para montar o equipamento e outro para tratar do sistema de controlo.
A parceria entre a tecnológica Tekever e o Exército Português já dura há três anos, recorda o TeK.(NM)
Trata-se de o AR4 Light Ray, aparelho que resulta de uma parceria entre o Exército Português e a tecnológica nacional Tekever.
O drone encontra-se a realizar missões de reconhecimento para o corpo das Forças Armadas Portuguesas. A aeronave não tripulada vai fazer 100 horas de voo em missões, juntamente com drones de outras nações, numa missão que durará cerca de seis meses.
Segundo a Tekever, empresa responsável pela criação do AR4 Light Ray, o drone português precisa de apenas uma equipa de dois elementos: um para montar o equipamento e outro para tratar do sistema de controlo.
A parceria entre a tecnológica Tekever e o Exército Português já dura há três anos, recorda o TeK.(NM)
22 de agosto de 2014
ACTIVIDADES KTM NO KOSOVO
De acordo com orientações superiores, decorreu no dia 13 de Agosto um treino operacional cruzado, com três sistemas aéreos não tripulados (SUAS): o LIGHT RAY, PUMA e o STALKER.
O objectivo principal deste treino cruzado foi o de testar e validar a utilização em simultâneo dos três sistemas, na mesma zona de voo e a altitudes diferentes.
Constituiu ainda como objectivo, testar e validar a partilha de imagens entre os três sistemas e a partilha de imagem do LIGHT RAY do local de voo para outro local a mais de 50 km de distância.
Ambos os objectivos foram validados. Este segundo evento evidencia e reforça a interoperabilidade das forças da Aliança, no TO do KOSOVO, no âmbito do emprego de sistemas, também, associados à Capacidade de Protecção da Força. Participaram neste evento militares austríacos, norte-americanos e portugueses.
Realizou-se entre os dias 12 e 14 de Agosto de 2014, nos Camp Bondsteel e Camp Villagio Itália, respectivamente, um treino cruzado de tiro entre as subunidades orgânicas da reserva tática da KFOR (KTM) e uma companhia Austríaca (AUT COY) pertencente ao Multinational Battle Group-West, actualmente em controlo operacional (OPCON) da KTM, com a finalidade de harmonizar tácticas, técnicas e procedimentos de tiro.
No Camp Bondsteel participaram militares da reserva táctica da KFOR e militares da AUT COY, realizando o tiro num simulador digital de tiro de combate para armas ligeiras, designado de SAVT (Small Arms Virtual Indoor Trainer). Este simulador é uma plataforma inovadora e um meio presente no Teatro de Operações (TO), que permite ensinar, aperfeiçoar e melhorar a técnica de tiro de combate, através da criação de vários ambientes/cenários, com diferentes tabelas de tiro em cada sessão e ainda a possibilidade de utilizar diferentes armas, tais como: M16A4, M4A1, Beretta 92SB, Browning 12,7, Santa Barbara 40mm e morteiro. No fim de cada sessão é possível avaliar e corrigir erros cometidos, com o intuito de aperfeiçoar o desempenho operacional do combatente.
No Camp Villagio Italia, participaram 25 militares da KTM, e 25 militares da AUT COY, permitindo aos militares portugueses realizar o tiro com armas utilizadas pela AUT COY (Steyr Stg.77 AUG assault rifle, Steyr SSG 69, MG 74) e aos militares austríacos realizarem tiro com as armas utilizadas pelo exército português (ESP AUT G3 7,62mm e Pistola Walther P38 9mm). Este intercâmbio de treino revela-se de grande utilidade, quer ao nível da motivação e aquisição de novos conhecimentos para os Quadros e Tropas, quer do ponto de vista da interoperabilidade entre forças que operam no TO do Kosovo. (Emgfa)
O objectivo principal deste treino cruzado foi o de testar e validar a utilização em simultâneo dos três sistemas, na mesma zona de voo e a altitudes diferentes.
Constituiu ainda como objectivo, testar e validar a partilha de imagens entre os três sistemas e a partilha de imagem do LIGHT RAY do local de voo para outro local a mais de 50 km de distância.
Ambos os objectivos foram validados. Este segundo evento evidencia e reforça a interoperabilidade das forças da Aliança, no TO do KOSOVO, no âmbito do emprego de sistemas, também, associados à Capacidade de Protecção da Força. Participaram neste evento militares austríacos, norte-americanos e portugueses.
Realizou-se entre os dias 12 e 14 de Agosto de 2014, nos Camp Bondsteel e Camp Villagio Itália, respectivamente, um treino cruzado de tiro entre as subunidades orgânicas da reserva tática da KFOR (KTM) e uma companhia Austríaca (AUT COY) pertencente ao Multinational Battle Group-West, actualmente em controlo operacional (OPCON) da KTM, com a finalidade de harmonizar tácticas, técnicas e procedimentos de tiro.
No Camp Bondsteel participaram militares da reserva táctica da KFOR e militares da AUT COY, realizando o tiro num simulador digital de tiro de combate para armas ligeiras, designado de SAVT (Small Arms Virtual Indoor Trainer). Este simulador é uma plataforma inovadora e um meio presente no Teatro de Operações (TO), que permite ensinar, aperfeiçoar e melhorar a técnica de tiro de combate, através da criação de vários ambientes/cenários, com diferentes tabelas de tiro em cada sessão e ainda a possibilidade de utilizar diferentes armas, tais como: M16A4, M4A1, Beretta 92SB, Browning 12,7, Santa Barbara 40mm e morteiro. No fim de cada sessão é possível avaliar e corrigir erros cometidos, com o intuito de aperfeiçoar o desempenho operacional do combatente.
No Camp Villagio Italia, participaram 25 militares da KTM, e 25 militares da AUT COY, permitindo aos militares portugueses realizar o tiro com armas utilizadas pela AUT COY (Steyr Stg.77 AUG assault rifle, Steyr SSG 69, MG 74) e aos militares austríacos realizarem tiro com as armas utilizadas pelo exército português (ESP AUT G3 7,62mm e Pistola Walther P38 9mm). Este intercâmbio de treino revela-se de grande utilidade, quer ao nível da motivação e aquisição de novos conhecimentos para os Quadros e Tropas, quer do ponto de vista da interoperabilidade entre forças que operam no TO do Kosovo. (Emgfa)
10 de julho de 2014
PORTUGAL ACOLHE EXERCÍCIO DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS NO REP14-ATLÂNTICO
O exercício Recognized Environmental Picture (REP) Atlantic 2014 (REP14-Atlântico) é um exercício conjunto da Marinha, NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve início no dia 7 de Julho a partir da Base Naval de Lisboa, e decorrerá nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e de Sines, até ao dia 24 de Julho.
No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.
Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).
Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)
No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.
Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).
Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)
15 de maio de 2014
Portugueses em projecto europeu para melhorar vigilância de fronteiras marítimas
O INESC TEC, do Porto, e o Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa estão entre os 18 parceiros de um projecto europeu que visa melhorar a eficácia das actividades de vigilância de fronteiras marítimas.
Fonte do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores -- Tecnologia e Ciência (INESC TEC) disse hoje à Lusa que o projecto SUNNY, co-financiado pela Comissão Europeia, será apresentado em Portugal num 'workshop' que se realiza dia 30, no Porto, no âmbito da 4.ª edição do Fórum do Mar.
Com a presença de representantes das instituições parceiras do SUNNY, o 'workshop' visa promover um debate sobre as necessidades operacionais de Sistemas Aéreos não Tripulados nas operações de segurança nas fronteiras e espaços marítimos.
O projecto Smart UNattended airborne sensor Network for detection of vessels used for cross border crime and irregular entrY (SUNNY) (rede de sensores aéreos inteligentes para a detecção de embarcações usadas para fins criminosos e entradas irregulares além-fronteiras) irá decorrer durante 42 meses e contribuirá para atingir os objectivos do Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras (EUROSUR).
No âmbito do projecto SUNNY serão desenvolvidas capacidades técnicas interoperáveis e de baixo custo, em particular para detectar e seguir pequenas embarcações utilizadas por migrantes e traficantes de droga.
De acordo com o director adjunto de Investigação no BMT Group e coordenador do Projecto SUNNY, Rory Doyle, "a escala e afastamento geográfico de algumas fronteiras (terrestres e marítimas) representam um desafio complexo para as autoridades nacionais. Este desafio é exacerbado pela falta de recursos disponíveis para lidar com estas tarefas e para conseguir atingir os níveis de eficácia pretendidos. Ao melhorar os sensores e a capacidade de transmissão de dados, assim como o processamento de dados em tempo real, o projecto SUNNY permitirá ultrapassar estes desafios."
Segundo os responsáveis pelo projecto, o SUNNY irá definir novas ferramentas que permitam recolher informação em tempo real em cenários de operação onde muito do trabalho de desenvolvimento se baseia no processamento de informação e nas comunicações a bordo por forma a melhorar a eficiência e reduzir custos.
Com 18 parceiros, o SUNNY representa "um avanço relativamente aos projectos de investigação existentes" devido a um conjunto de características, tais como uma rede de sensores para um veículo aéreo não tripulado (Unmanned Aerial Vehicle -- UAV) com dois níveis, que será desenvolvida para testar capacidades de vigilância focada ou em grandes campos de visão. Estes veículos poderão ser usados futuramente assim que sejam autorizados voos em espaços aéreos não-segregados.
"Com o projecto SUNNY, pretendemos não só melhorar a eficácia dos sensores aéreos utilizados actualmente, mas também conseguir uma abordagem mais integrada para as tecnologias utilizadas e os sistemas de comunicação necessários. Desta forma, o projecto irá equipar a UE e os seus estados membros com ferramentas avançadas para a protecção fronteiriça e para prevenir crimes além-fronteiras", acrescenta Rory Doyle. (Porto Canal)
Fonte do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores -- Tecnologia e Ciência (INESC TEC) disse hoje à Lusa que o projecto SUNNY, co-financiado pela Comissão Europeia, será apresentado em Portugal num 'workshop' que se realiza dia 30, no Porto, no âmbito da 4.ª edição do Fórum do Mar.
Com a presença de representantes das instituições parceiras do SUNNY, o 'workshop' visa promover um debate sobre as necessidades operacionais de Sistemas Aéreos não Tripulados nas operações de segurança nas fronteiras e espaços marítimos.
O projecto Smart UNattended airborne sensor Network for detection of vessels used for cross border crime and irregular entrY (SUNNY) (rede de sensores aéreos inteligentes para a detecção de embarcações usadas para fins criminosos e entradas irregulares além-fronteiras) irá decorrer durante 42 meses e contribuirá para atingir os objectivos do Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras (EUROSUR).
No âmbito do projecto SUNNY serão desenvolvidas capacidades técnicas interoperáveis e de baixo custo, em particular para detectar e seguir pequenas embarcações utilizadas por migrantes e traficantes de droga.
De acordo com o director adjunto de Investigação no BMT Group e coordenador do Projecto SUNNY, Rory Doyle, "a escala e afastamento geográfico de algumas fronteiras (terrestres e marítimas) representam um desafio complexo para as autoridades nacionais. Este desafio é exacerbado pela falta de recursos disponíveis para lidar com estas tarefas e para conseguir atingir os níveis de eficácia pretendidos. Ao melhorar os sensores e a capacidade de transmissão de dados, assim como o processamento de dados em tempo real, o projecto SUNNY permitirá ultrapassar estes desafios."
Segundo os responsáveis pelo projecto, o SUNNY irá definir novas ferramentas que permitam recolher informação em tempo real em cenários de operação onde muito do trabalho de desenvolvimento se baseia no processamento de informação e nas comunicações a bordo por forma a melhorar a eficiência e reduzir custos.
Com 18 parceiros, o SUNNY representa "um avanço relativamente aos projectos de investigação existentes" devido a um conjunto de características, tais como uma rede de sensores para um veículo aéreo não tripulado (Unmanned Aerial Vehicle -- UAV) com dois níveis, que será desenvolvida para testar capacidades de vigilância focada ou em grandes campos de visão. Estes veículos poderão ser usados futuramente assim que sejam autorizados voos em espaços aéreos não-segregados.
"Com o projecto SUNNY, pretendemos não só melhorar a eficácia dos sensores aéreos utilizados actualmente, mas também conseguir uma abordagem mais integrada para as tecnologias utilizadas e os sistemas de comunicação necessários. Desta forma, o projecto irá equipar a UE e os seus estados membros com ferramentas avançadas para a protecção fronteiriça e para prevenir crimes além-fronteiras", acrescenta Rory Doyle. (Porto Canal)
Subscrever:
Mensagens (Atom)








