22 de junho de 2015

Quatro interessados na privatização da EID

O ministério da Defesa Nacional tem quatro empresas interessadas na privatização da EID, empresa detida em parceria pela Efacec e Empordef e que opera na área dos sistemas de comunicações e electrónica.

Os interessados estão actualmente na fase de entrega das propostas finais e melhoradas ['best and final offer'] e o vencedor será escolhido até ao final do mês, encerrando assim o processo, apurou o Diário Económico. Na corrida estarão não só grupos portugueses, mas também internacionais.

Esta será a última privatização realizada pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, neste mandato. Até ao final do ano vai concretizar-se a extinção da Empordef, a ‘holding' que agrega as empresas da indústria de Defesa, que passarão a ser tuteladas pelo ministério da Economia ou Finanças. Pelo caminho, contudo, ficou a privatização da Empordef Tecnologias de Informação (ETI), cujo concurso ficou deserto depois de receber onze manifestações de interesse e que já não será relançado na actual legislatura.

A concretizar-se a venda da EID dentro do calendário previsto, o ministério da Defesa eleva para três o número de alienações realizadas ao longo desta legislatura. A primeira foi a subconcessão dos terrenos dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), realizada no início de 2014, estando prevista a total liquidação da empresa até ao final de Agosto próximo. A segunda foi a venda de parte da Edisoft ao grupo francês Thales, ficando a tutela com uma participação de 17,5% na empresa.

O objectivo de Aguiar Branco era extinguir ou privatizar todas as empresas da Defesa durante este mandato e há vários processos que continuam a decorrer: já foi extinta a Ribeira D'Atalaia e está em curso a extinção da Defloc e da Dafaerloc.

No Arsenal do Alfeite a reestruturação para a transformação em Plataforma Nacional Global já arrancou, como disse em entrevista recente ao Económico Andreia Ventura, presidente do conselho de administração. O Alfeite preparou propostas para fornecer a Marinha angolana com seis navios patrulha oceânica e lanchas de fiscalização costeira, num total de mais de 180 milhões de euros. Os contactos continuam a decorrer.

A OGMA Imobiliária foi convertida em Empordef Engenharia Naval e na IdD alterou-se o objecto social para impulsionar as empresas da Defesa no exterior, promovendo contactos para a concretização de negócios. A tutela vai manter a participação na OGMA, onde tem 35% e a brasileira Embraer como parceira. (Económico)

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